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01/03/2010 - 08:38

A Bélgica quer saber da Ambev

Ontem dei uma entrevista longa a uma TV belga, interessada em saber sobre a Ambev.

O teor das perguntas é interessante para avaliar a percepção do país sobre a Ambev e sobre o Brasil.

O repórter – enviado da Bélgica – veio bem informado sobre a Ambev. Queria saber do processo de fusão, dos favores recebidos de FHC, das mudanças na tributação que a beneficiaram. Queria saber também se por aqui havia a percepção de que os quatro membros brasileiro do conselho da Inbev dominavam a política da empresa.

Expliquei que provavelmente o predomínio brasileiro se devia ao maior pique da Ambev. Afinal, os belgas representavam uma empresa centenária, com ritmo e estrutura do século anterior.

Queria saber mais sobre o método gerencial das empresas brasileiras, se todas tinham a gana demonstrada pela Ambev. Especialmente, sobre a reação dos sindicatos aos processos de demissão da Ambev.

Finalmente, preocupado, perguntou se achava que o Brasil poderia desbancar a Bélgica, como país da cerveja. Disse-lhe que, antes disso, o Brasil se transformaria no país do vinho, desbancando a Itália. A cerveja já eram favas contadas.

Curiosamente, nunca tinha ouvido falar em Jorge Paulo Lehmann, o criador do espírito GP e do espírito Ambev, provavelmente o mais relevante empresário brasileiro das últimas décadas, hoje um empresário global.

A entrevista foi boa para me permitir organizar as ideias sobre a Ambev.

O estilo Ambev

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , , , , ,
02/02/2010 - 14:04

A bandeira do SUS

Da Folha

Paixão pelo SUS

Por Luiz Roberto Barradas Barata

Está mais do que na hora de ser promovido novo salto, quantitativo e qualitativo, na assistência em saúde oferecida pelo SUS

O MUNDO acompanhou recentemente a batalha travada pelo governo norte-americano para promover uma profunda reforma de seu sistema de saúde, que irá atender mais de 46 milhões de americanos, atualmente sem cobertura médica garantida. A ideia é estender o direito de assistência médica a esses cidadãos, como aquele garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os brasileiros.

No Brasil, a assistência médica é um direito universal há mais de duas décadas. De um sistema centralizado na atenção hospitalar e restrito aos que contribuíam com a Previdência Social, o país passou, a partir da Constituição Federal de 1988, a ter um modelo de saúde descentralizado, com forte participação social, foco na atenção primária, promoção da saúde e acesso universal e gratuito a todos os brasileiros. Uma revolução social apaixonante.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais, Saúde Tags: , , , ,
26/01/2010 - 13:50

Como aprimorar os indicadores públicos

Por comentador

Em relação aos indicadores de desempenho de Minas Gerais, há muito daquilo que se chama de indicadores primários, que dizem respeito ao acompanhamento do cumprimento de metas: importantes, necessários, mas insuficientes. Por isso, corroboro a fala da Adriana (8:58) acerca da necessidade de implementação dos chamados indicadores estratégicos ou qualitativos.

Nos indicadores primários, que inegavelmente representam um avanço na gestão pública, as medições nem sempre correspondem ao que se espera do governante. Sabemos que as metas estão sendo acompanhadas, mas não sabemos porque foram estabelecidas ou para que, ou ainda, se acompanham parâmetros adequados de medição, sendo por isso necessário recorrermos a índices qualitativos.

Por exemplo, em uma propaganda do Governo de Minas Gerais, falava-se em um aumento de x% na criação de vagas em presídios. Mas como confrontar se eu não tenho a base anterior que me sirva de comparação? Vá lá que eu tinha apenas um presídio? é claro que o meu indicador de desempenho irá indicar crescimento de 100%.

Comparando com o PAC, que possui esses indicadores de desempenho,e que são essenciais para se saber se as obras estão paradas ou não, notamos que as obras foram escolhidas por serem estratégicas para infra-estrutura. Nesse caso, houve um acerto no objetivo, ainda que eu desconheça a adoção de Parâmetros de desempenho prévios.

Portanto, essa prática de Gestão Pública ainda tem muito a se desenvolver no país. Ainda estamos no tempo dos indicadores primários e ainda assim restritos a poucos estados do Brasil.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública, Sem categoria Tags: , , ,
22/01/2010 - 09:17

A manutenção do Tietê

DrenagemTiete

Por JMP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inaugurou neste domingo, com um atraso de meio ano, a obra de rebaixamento da calha do rio Tietê. A fim de tentar evitar enchentes, o rio foi rebaixado 2,5 metros, em média, com a retirada de 9 milhões de m3 de terra e lixo do seu leito.

As obras de ampliação da calha do rio começaram em 2002 e custaram R$ 1,1 bilhão. Porém, seu sucesso dependerá de um trabalho de manutenção.

Da Folha de 19/03/2006

Alckmin inaugura obra de rebaixamento da calha do Tietê

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inaugurou neste domingo, com um atraso de meio ano, a obra de rebaixamento da calha do rio Tietê. A fim de tentar evitar enchentes, o rio foi rebaixado 2,5 metros, em média, com a retirada de 9 milhões de m3 de terra e lixo do seu leito.

As obras de ampliação da calha do rio começaram em 2002 e custaram R$ 1,1 bilhão. Porém, seu sucesso dependerá de um trabalho de manutenção.

F.Donasci/Folha Imagem

Obra no Tietê é inaugurada com regata, em São Paulo

Obra no Tietê é inaugurada com regata, em São Paulo

Com os trabalhos, o governo estadual estima que a probabilidade de ocorrer uma inundação no Tietê caiu de 50% para 1%, pois o rio praticamente dobrou a sua capacidade de vazão.

Em maio do ano passado, após três anos sem enchentes, a marginal Tietê voltou a alagar. Em entrevista publicada pela Folha no sábado (18), o secretário Mauro Arce (Energia, Recursos Hídricos e Saneamento) disse que, se a obra já estivesse concluída na época, o problema talvez não tivesse ocorrido. Porém, admitiu que o rebaixamento da calha não é milagroso. “A obra é para reduzir a probabilidade e a freqüência de enchentes. Mas não há uma garantia. Depende da quantidade de chuva e da intensidade.”

A obra de drenagem aprofundou a calha do rio em, em média, 2,5 metros –alargando sua base de 20 para até 46 metros. Foram retirados uma média de 12 toneladas de lixo e sedimentos por dia, de acordo com o governo.

viaFolha Online – Cotidiano – Alckmin inaugura obra de rebaixamento da calha do Tietê – 19/03/2006.

Por macfa

Para quem quiser conhecer o Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, pode baixar o plano através deste link: http://rapidshare.com/files/333349468/PLANO_DIRETOR_DE_MACRODRENAGEM.rar

Para quem quiser conhecer as obras de drenagem realizadas na Bacia do Rio Aricanduva, pode baixar através deste link um filme da PMSP sobre elas: http://rapidshare.com/files/333358565/DRENAGEM_BACIA_ARICANDUVA.mp4

Comentário

Por volta de 2004 escrevi uma coluna sobre um empresário que já tinha se preparado para transporte fluvial no Tietê, saindo da Ponte das Bandeiras. Por acaso, reencontrei-o em Poços no último fim de semana. Perguntei dos projetos. Sorriu amarelo. O Tietê voltou a ser o que era, me disse.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades Tags: , , ,
19/11/2009 - 14:21

Os juízes e a gestão

Por Washington Barbosa

ANTES TARDE DO QUE NUNCA!

Magistrados Despertam para

a Importância da Gestão

A Associação dos Magistrados Brasileiros AMB lançou, no último dia 29 de outubro, em São Paulo, a campanha Gestão Democrática do Poder Judiciário. Dentre os principais objetivos da campanha está o aprofundamento da análise e discussão das inúmeras falhas na gestão do Judiciário.

A iniciativa é elogiável, embora não possa deixar de dizer que a mesma deveria ter sido implementada há muito tempo. Mas, antes tarde do que nunca!

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: , , ,
06/11/2009 - 07:51

A máquina de suicídios da France Telecom

Por Sérgio Troncoso

Olha as teses de reengenharia total e competição interna sem sentido, levandos trabalhadores a doença e morte. Só na cabeça de empresários sem um pingo de sensibilidade para o que é o ser humano, para achar que essa loucura no trabalho seja uma condição “natural” para alguem.

A fábrica de suicídios

Um edifício antissuicídios, um local de trabalho com janelas fechadas e parapeitos altos, como se bastassem poucos aparatos técnicos para pôr fim a um desastre social com poucos precedentes. À primeira vista, a notícia de que a France Télécom ocupará a partir de janeiro aquele imóvel poderia parecer uma farsa, se não se inserisse em um contexto trágico: 24 suicídios em apenas 18 meses, dezenas de milhares de funcionários em estado de choque, um administrador sob acusação por ter transformado uma empresa gloriosa em uma fábrica de depressivos comandados com mão de ferro. A esquerda pede a demissão do presidente e do administrador delegado, Didier Lombard, mas o Estado, primeiro acionista da sociedade, talvez se limitará a pedir a cabeça do seu vice.

A reportagem é de Giampiero Martinotti, publicada no jornal La Repubblica, 01-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Tags: , , ,
22/10/2009 - 12:07

O conhecimento e a pedagogia

A propósito de avaliação de professores, trago alguns dados recolhidos em família. Sou de uma família fundamentalmente de educadores, tanto a geração anterior, das tias em São Paulo, Grama, quanto a das primas – em Poços, BH.

O que me dizem as tias de São Paulo.

Uma coisa é o nível de conhecimento dos professores. Outra é sua capacidade de dar aulas, seu conhecimento pedagógico. Um bom professor se forma juntando as duas pontas.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação Tags: , ,
18/10/2009 - 14:00

O Programa Nacional de Gestão Pública

Da Comunidade de Gestão

(clique aqui para se cadastrar)

O Ciclo 2010 do PQGF está no ar

* Postado por Roseli Dias Barbosa Farias

O Prêmio Nacional da Gestão Pública – PQGF divulga o Cronograma do Ciclo 2010. Para acessá-lo, clique em publicações – Documentos de Referencia do PQSP.

O novo ciclo terá início em novembro/2009 com o Processo de Capacitação para a Banca Examinadora do PQGF, considerando que 2010 será um ano eleitoral, e se encerrará em agosto.

Neste Ciclo temos novidades. O processo de capacitação por Ead, está dividido em dois cursos: 1) Conhecendo o GesPública; e 2) Preparação para Banca Examinadora do PQGF – Ciclo 2010 (mediante aprovação no Conhecendo o Gespública), disponível no site www.pqsp.planejamento.gov.br.

Podem se inscrever para a Oficina de Preparação para Banca Examinadora do PQGF os voluntários que cumprirem pelo menos um dos seguintes requisitos:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: ,
24/06/2009 - 10:48

A descontinuidades na gestão municipal

Por Gustavo Cherubine

Olá Nassif, bom dia.

temos andado pela região metropolitana de São Paulo, trabalhando em parceria com os governos recém eleitos.

Nosso trabalho é com energia solar. Ainda publicarei aqui um relato sobre o absurdo das contas de energia e água praticadas contra equipamentos como escolas, creches, centros esportivos e culturais populares, albergues, abrigos e outros tão importantes para a população.

Mas eu quero falar de uma crime em andamento.

Encontramos cidades vivendo situações que precisam ser conhecidas pelo Ministério Público, por jornalistas como você e por todo mundo.

Os gestores que entraram em cidades onde não houve reeleição, relatam uma situação de total desmonte da estrutura pública, uma verdadeira herança maldita.

De irregularidades que precisam ser apuradas pelo MP até o saque simples e bárbaro, há de tudo.

Onde o PT entrou, substituindo o PSDB, a situação é pior. Parece que é de propósito a destruição.

Agora, isso é aqui na RM de São Paulo, um centro “moderno”, “rico”, “desenvolvido”. Imaginemos o Brasil afora.

Seria importante abordar a questão da total falta de continuidade de políticas públicas além do saque e da destruição deliberados nas transições de governos municipais a cada eleição Brasil afora.

É um sintoma relevante de nossa miséria política e mostra o quanto precisamos falar e pensar em políticas públicas, especialmente as participativas, que movimentam e envolvem a população, os especialistas e os gestores.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades, Corrupção, Gestão Tags: ,
12/06/2009 - 09:39

Um discussão sobre a Universidade pública

Vamos pegar a deixa do João Vergílio e começar a discutir seriamente a USP. Colocarei algumas premissas, para tentar organizar um pouco a pauta.

Elemento 1 – a missão da Universidade.

Nos anos 90 houve grande discussão. De um lado, os que achavam que a Universidade deveria atender o mercado; do outro, os que consideravam que o único compromisso era com a ciência. E, para cumprir essa missão, o pesquisador deveria ficar solto, sem se amarrar a metas e avaliações.

Em um estudo clássico, o então reitor da UNICAMP, Britto Cruz, colocou a discussão nos devidos termos. O papel da Universidade é formar alunos e fazer ciência, prospectar as fronteiras do conhecimento. Aqueles alunos com vocação empreendedora, com tendência a desenvolver tecnologia, deveriam ser estimulados a montar sua empresa (as incubadoras), registrar suas patentes e ser colocado em contato com empresas. Escritórios de patentes foram criados na UNICAMP e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo, Universidade Tags: , ,
27/05/2009 - 08:07

As visões sobre os gastos públicos

Há uma maneira muito simplória – e maliciosa – de tratar a carga tributária.

A carga tributária brasileira é asfixiante para quem paga impostos. E quem paga é a maioria das pequenas, micro e médias empresas, dos assalariados, de quase todos os profissionais liberais. Há uma economia subterrânea enorme, presente não apenas no submundo – bingos, roubo de medicamentos, liminares de combustíveis, as jogadas com direito de lavra, títulos públicos vencidos – como nos maiores setores – engenharia fiscal, fundos offshore.

Por outro lado, há três sorvedouros da arrecadação fiscal. O maior deles, as taxas de juros pornográficas praticadas historicamente, acentuadas após 1994 e mantidas no governo Lula. É a maior e a mais inútil conta pública, pois provoca uma acentuada concentração de riqueza, transferência de fundos para o exterior, globaliza a riqueza sem gerar benefícios internos. Só agora, com a crise internacional e as taxas de juros internas caindo, esse capital será carreado para atividades produtivas.

Há um segundo sorvedouro que é o dinheiro mal gasto na máquina pública. Existem funções essenciais no Estado, um ensaio de melhoria de gestão mas que não foi aprofundado. Parte do aumento do gasto dos últimos anos destinou-se a melhorar a situação de carreiras essenciais do Estado, como educação, saúde e segurança. Mas permanece um enorme desperdício, a falta de sistemas de avaliação, não apenas no âmbito federal mas dos estados. A rigor, os únicos setores com avanços excepcionais em todos os níveis foram os ligados diretamente à arrecadação de impostos.

E há um terceiro gasto, mais nobre, que reverte para a população, na forma de serviços (educação, saúde, segurança) ou transferências diretas (Previdência e programas sociais). Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: , , ,
13/05/2009 - 09:42

Metas no papel, sem gestão no dia a dia

Por Theo Lopes

Da Folha

Serra descumpre 40% das metas de 2008

Objetivos foram traçados pelo próprio governador e integram o planejamento de médio prazo para o Estado de São Paulo

O pior desempenho ocorreu no sistema prisional, com menos de 30% das metas cumpridas; na saúde, tucano realizou maioria dos planos

DA REPORTAGEM LOCAL

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não conseguiu cumprir 40% das metas estabelecidas por ele mesmo para 2008, primeiro ano do planejamento de médio prazo do Estado, o chamado PPA (Plano Plurianual), que vai até 2011.

Nesse documento, o governo torna públicas suas diretrizes e diz como executará o Orçamento. Em nenhuma área Serra conseguiu cumprir na íntegra os objetivos estipulados.

Segundo o governo, considerando-se cada ação individualmente, 72,5% tiveram cumprimento superior a 80%. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
09/04/2009 - 10:00

O Prêmio Mário Covas de gestão

Ontem foi a entrega do Prêmio Mário Covas de Qualidade, organizado pela Fundap. Fui um dos jurados. Fiquei até mais tarde mas não cheguei a assistir a premiação final.

A Sala São Paulo estava cheia, funcionários excitados pela expectativa de que seria vitorioso, o ambiente ideal para um choque de motivação. Em qualquer empresa eficiente, essas premiações são lideradas pelo presidente, que faz questão de premiar os melhores cases.

O governador José Serra não compareceu. Viajou para a Suiça, segundo ele, para ver de perto um projeto arquitetônico contratado pelo Estado. É evidente que é um motivo irrelevante para uma viagem oceânica e para se ausentar do que qualquer gestor consideraria o momento máximo de motivação da sua organização: a premiação.

Com algumas poucas exceções, no entanto, os cases estavam muito mais relacionados com informatização e uso inteligente da Internet do que com modelos de gestão propriamente ditos.

Dentre os votos que dei, um foi para a Imprensa Oficial, pelo trabalho de colocação na Internet do Diário Oficial – que se tornou uma fonte permanente de consultas, a que vocês mesmo têm recorrido.

O pessoal da Prodesp e do Poupatempo tem conseguido avanços não radicais no modelo de Poupatempo. É uma área de modernização do Estado, mas muito longe do impulso criativo que a marcou, na gestão Nakano.

Foi muito interessante o case do Itesp, o Intituto e Terras do Estado, incumbido da reforma agrária.
Havia muitas invasões e conflitos com as diversas organizações representativas dos sem-terra. Em grande parte devido ao caos na inscrição. A família era obrigada a se inscrever em cada lugar onde houvesse reforma agrária, não havia garantia de que seu lugar estaria preservado.

Montou-se um sistema simples de cadastramento de todos os postos, racionalizou-se a avaliação das famílias e cessaram os conflitos.

Ao contrário do Ministro Gilmar Mendes, o ITESP diz que questão social se trata com diálogo e cooperação. A relação com as 14 ou 15 entidades representativas dos sem terra é considerada exemplar.

E as próprias invasões são consideradas elementos importantes para acelerar a Justiça – que, ao contrário do que sustenta Gilmar – é extremamente lenta em processos de desapropriação.

Apesar de praticamente não ter havido assentamentos nos últimos dois anos, a situação é bastante tranquila.

Foi interessante também o trabalho da Secretaria da Educação, de montagem de um modelo de terceirização dos serviços de limpeza nas escolas. Passou pelo treinamento de gestores, recrutados nas próprias escolas, de agentes de fiscalização do trabalho etc.

O Secretário Sidney Beraldo, da Gestão, tem sido um lutador nessa área. Mas continua isolado, sem conseguir transformar a gestão em uma prioridade sistêmica do governo do Estado. Serra, decididamente, não acredita em modelos de gestão, mas apenas no poder da vontade. E a vontade, por si, jamais conseguiu transformar pessoas em gestores.

Por ROBERTO ANDRADE

Caro Nassif

Creio que é um pouco de exagero e desejo de pegar no pé do governador, ouvi hoje pela manhã uma entrevista do Serra direto de Nova York e me pareceu pertinente a viagem dele, estava verificando em loco coisas relativas ao mêtro de Nova York que esta em reforma, deu uma entrevista falando varios detalhes.

Portanto ele não esta na Suiça e o motivo da viagem me pareceu bem importante, pelo menos pela entrevista…..grande abraçol

Comentário

Muda a escala e o motivo, mas não me parece que trocar uma premiação dessas por uma viagem a Nova York para verificar in loco as mudanças do Metrô de Nova York, em pleno feriado da Semana Santa, seja papel de governador.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: , ,
07/04/2009 - 10:39

Ecos de Vitória

Encontros de gestão são relevantes, também, pela possibilidade de colher impressões sobre governantes e problemas administrativos.

Há uma geração de gestores públicos que começou a ser formada no início dos anos 90 e que hoje está na vanguarda de muitas iniciativas relevantes em vários níveis de governo.

Alguns comentários recolhidos em Vitória, em encontro que reuniu alguns desses gestores.

1. Por incrível que pareça, Rosinha Garotinho – ao contrário do marido – fez um belo trabalho de gestão no Rio de Janeiro. Montou uma rede de atendimento à população periférica bastante eficiente, o que lhe garantiu a vitória em primeiro turno nas eleições para governador, embora os adversários fossem fracos.

2. O maior entrave à administração pública, hoje em dia, é a lei aprovada no governo FHC (no rastro da Lei de Responsabilidade Fiscal) que impede um ente federativo de receber qualquer aporte ou financiamento do governo se houver qualquer caso de inadimplência. Há estados em que o Poder Judiciário deixa de pagar alguma parcela devida, e o estado inteiro acaba penalizado com corte de verbas e financiamento. Muitas vezes programas inteiros são paralisados por meros erros de contabilização de dívidas irrisórias.

3. Espírito Santo está em pé de guerra contra o governador José Serra, de São Paulo, pela determinação da sua Secretaria da Fazenda, de não compensar créditos de ICMS de portos com incentivos fiscais. Mas dá-se razão ao governador pela motivação do ato: um navio com US$ 500 milhões em produtos têxteis da China, que desembarcou em Santa Catarina sem pagar um centavo de ICMS. A alegação do estado é que o sistema de incentivos de lá é legítimo, ao contrário de Santa Catarina.

4. A reunião do próximo mês sobre gestão pública, em Brasília, está sendo considerada antecipadamente um marco. Estarão todos os Secretários de Gestão para uma frente contra a burocracia e pelo aumento de eficiência.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: , ,
23/01/2009 - 17:52

A gestão estadual

Por Chico Pedro

Nassif,

No tocante ao assunto ferramentas de gestão, vi uma matéria no site do governo de Minas que achei interessante.

Trata-se de uma espécie de “mapa da situação” que permite às principais autoridades do estado visualizar o andamento de seus projetos ao longo de todo o território. Clique aqui.

Por Renato Lélis

Caro Chico Pedro, aqui no estado do Piauí o governo está trabalhando com um sistema parecido só que bem mais amplo. O governador Wellington Dias, enumerou quarenta e cinco ações (tais como: ponto de cultura, Cursinho popular, hospital de pequeno porte – dependendo da cidade pode ser de médio porte, mercado público, defensoria pública – aqui está incluso ponto de atendimento para aquisição de todos os documentos pessoais do cidadão, delegacia, matadouro público, ponto de atendimento bancário, ligação asfáltica a uma BR ou PI, escola de 2º grau, ginásio poliesportivo, estádio de futebol – murado, com vestuário, alambrado, poço tubular, programa segundo tempo – esporte, praça, entre outros, enfim o mínimo que uma cidade precisa para ter uma qualidade de vida. Feito a pesquisa nos municípios o governador sabe exatamente dessas ações o que falta em cada um dos municipios, as quais fez um calendário para implantação dessas ações e acompanha “on line” da sua mesa, com fotos e informações municipio a municipio, obra a obra. O programa é o “SAG – Sistema de Acompanhamento de Ações Governamentais”. Acho interessante que o estado começa a se modernizar e avaliar sua gestão.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades, Gestão Tags: ,
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