19/11/2009 - 14:21
Por Washington Barbosa
ANTES TARDE DO QUE NUNCA!
Magistrados Despertam para
a Importância da Gestão
A Associação dos Magistrados Brasileiros AMB lançou, no último dia 29 de outubro, em São Paulo, a campanha Gestão Democrática do Poder Judiciário. Dentre os principais objetivos da campanha está o aprofundamento da análise e discussão das inúmeras falhas na gestão do Judiciário.
A iniciativa é elogiável, embora não possa deixar de dizer que a mesma deveria ter sido implementada há muito tempo. Mas, antes tarde do que nunca!
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: AMB, Gestão, judiciário, juizes
06/11/2009 - 07:51
Por Sérgio Troncoso
Olha as teses de reengenharia total e competição interna sem sentido, levandos trabalhadores a doença e morte. Só na cabeça de empresários sem um pingo de sensibilidade para o que é o ser humano, para achar que essa loucura no trabalho seja uma condição “natural” para alguem.
A fábrica de suicídios
Um edifício antissuicídios, um local de trabalho com janelas fechadas e parapeitos altos, como se bastassem poucos aparatos técnicos para pôr fim a um desastre social com poucos precedentes. À primeira vista, a notícia de que a France Télécom ocupará a partir de janeiro aquele imóvel poderia parecer uma farsa, se não se inserisse em um contexto trágico: 24 suicídios em apenas 18 meses, dezenas de milhares de funcionários em estado de choque, um administrador sob acusação por ter transformado uma empresa gloriosa em uma fábrica de depressivos comandados com mão de ferro. A esquerda pede a demissão do presidente e do administrador delegado, Didier Lombard, mas o Estado, primeiro acionista da sociedade, talvez se limitará a pedir a cabeça do seu vice.
A reportagem é de Giampiero Martinotti, publicada no jornal La Repubblica, 01-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão
Tags: France Telecom, Gestão, reengenharia, suicídio
22/10/2009 - 12:07
A propósito de avaliação de professores, trago alguns dados recolhidos em família. Sou de uma família fundamentalmente de educadores, tanto a geração anterior, das tias em São Paulo, Grama, quanto a das primas – em Poços, BH.
O que me dizem as tias de São Paulo.
Uma coisa é o nível de conhecimento dos professores. Outra é sua capacidade de dar aulas, seu conhecimento pedagógico. Um bom professor se forma juntando as duas pontas.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: avaliação, Educação, Gestão
18/10/2009 - 14:00
Da Comunidade de Gestão
* Postado por Roseli Dias Barbosa Farias
O Prêmio Nacional da Gestão Pública – PQGF divulga o Cronograma do Ciclo 2010. Para acessá-lo, clique em publicações – Documentos de Referencia do PQSP.
O novo ciclo terá início em novembro/2009 com o Processo de Capacitação para a Banca Examinadora do PQGF, considerando que 2010 será um ano eleitoral, e se encerrará em agosto.
Neste Ciclo temos novidades. O processo de capacitação por Ead, está dividido em dois cursos: 1) Conhecendo o GesPública; e 2) Preparação para Banca Examinadora do PQGF – Ciclo 2010 (mediante aprovação no Conhecendo o Gespública), disponível no site www.pqsp.planejamento.gov.br.
Podem se inscrever para a Oficina de Preparação para Banca Examinadora do PQGF os voluntários que cumprirem pelo menos um dos seguintes requisitos:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: Gestão, Programa Nacional de Gestão Pública
24/06/2009 - 10:48
Por Gustavo Cherubine
Olá Nassif, bom dia.
temos andado pela região metropolitana de São Paulo, trabalhando em parceria com os governos recém eleitos.
Nosso trabalho é com energia solar. Ainda publicarei aqui um relato sobre o absurdo das contas de energia e água praticadas contra equipamentos como escolas, creches, centros esportivos e culturais populares, albergues, abrigos e outros tão importantes para a população.
Mas eu quero falar de uma crime em andamento.
Encontramos cidades vivendo situações que precisam ser conhecidas pelo Ministério Público, por jornalistas como você e por todo mundo.
Os gestores que entraram em cidades onde não houve reeleição, relatam uma situação de total desmonte da estrutura pública, uma verdadeira herança maldita.
De irregularidades que precisam ser apuradas pelo MP até o saque simples e bárbaro, há de tudo.
Onde o PT entrou, substituindo o PSDB, a situação é pior. Parece que é de propósito a destruição.
Agora, isso é aqui na RM de São Paulo, um centro “moderno”, “rico”, “desenvolvido”. Imaginemos o Brasil afora.
Seria importante abordar a questão da total falta de continuidade de políticas públicas além do saque e da destruição deliberados nas transições de governos municipais a cada eleição Brasil afora.
É um sintoma relevante de nossa miséria política e mostra o quanto precisamos falar e pensar em políticas públicas, especialmente as participativas, que movimentam e envolvem a população, os especialistas e os gestores.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades, Corrupção, Gestão
Tags: descontinuidade, Gestão
12/06/2009 - 09:39
Vamos pegar a deixa do João Vergílio e começar a discutir seriamente a USP. Colocarei algumas premissas, para tentar organizar um pouco a pauta.
Elemento 1 – a missão da Universidade.
Nos anos 90 houve grande discussão. De um lado, os que achavam que a Universidade deveria atender o mercado; do outro, os que consideravam que o único compromisso era com a ciência. E, para cumprir essa missão, o pesquisador deveria ficar solto, sem se amarrar a metas e avaliações.
Em um estudo clássico, o então reitor da UNICAMP, Britto Cruz, colocou a discussão nos devidos termos. O papel da Universidade é formar alunos e fazer ciência, prospectar as fronteiras do conhecimento. Aqueles alunos com vocação empreendedora, com tendência a desenvolver tecnologia, deveriam ser estimulados a montar sua empresa (as incubadoras), registrar suas patentes e ser colocado em contato com empresas. Escritórios de patentes foram criados na UNICAMP e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo, Universidade
Tags: deparamentos, Gestão, Universidade
27/05/2009 - 08:07
Há uma maneira muito simplória – e maliciosa – de tratar a carga tributária.
A carga tributária brasileira é asfixiante para quem paga impostos. E quem paga é a maioria das pequenas, micro e médias empresas, dos assalariados, de quase todos os profissionais liberais. Há uma economia subterrânea enorme, presente não apenas no submundo – bingos, roubo de medicamentos, liminares de combustíveis, as jogadas com direito de lavra, títulos públicos vencidos – como nos maiores setores – engenharia fiscal, fundos offshore.
Por outro lado, há três sorvedouros da arrecadação fiscal. O maior deles, as taxas de juros pornográficas praticadas historicamente, acentuadas após 1994 e mantidas no governo Lula. É a maior e a mais inútil conta pública, pois provoca uma acentuada concentração de riqueza, transferência de fundos para o exterior, globaliza a riqueza sem gerar benefícios internos. Só agora, com a crise internacional e as taxas de juros internas caindo, esse capital será carreado para atividades produtivas.
Há um segundo sorvedouro que é o dinheiro mal gasto na máquina pública. Existem funções essenciais no Estado, um ensaio de melhoria de gestão mas que não foi aprofundado. Parte do aumento do gasto dos últimos anos destinou-se a melhorar a situação de carreiras essenciais do Estado, como educação, saúde e segurança. Mas permanece um enorme desperdício, a falta de sistemas de avaliação, não apenas no âmbito federal mas dos estados. A rigor, os únicos setores com avanços excepcionais em todos os níveis foram os ligados diretamente à arrecadação de impostos.
E há um terceiro gasto, mais nobre, que reverte para a população, na forma de serviços (educação, saúde, segurança) ou transferências diretas (Previdência e programas sociais). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: carga tributária, Gestão, juros, transferências
13/05/2009 - 09:42
Por Theo Lopes
Da Folha
Objetivos foram traçados pelo próprio governador e integram o planejamento de médio prazo para o Estado de São Paulo
O pior desempenho ocorreu no sistema prisional, com menos de 30% das metas cumpridas; na saúde, tucano realizou maioria dos planos
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não conseguiu cumprir 40% das metas estabelecidas por ele mesmo para 2008, primeiro ano do planejamento de médio prazo do Estado, o chamado PPA (Plano Plurianual), que vai até 2011.
Nesse documento, o governo torna públicas suas diretrizes e diz como executará o Orçamento. Em nenhuma área Serra conseguiu cumprir na íntegra os objetivos estipulados.
Segundo o governo, considerando-se cada ação individualmente, 72,5% tiveram cumprimento superior a 80%. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Gestão, José Serra, metas
09/04/2009 - 10:00
Ontem foi a entrega do Prêmio Mário Covas de Qualidade, organizado pela Fundap. Fui um dos jurados. Fiquei até mais tarde mas não cheguei a assistir a premiação final.
A Sala São Paulo estava cheia, funcionários excitados pela expectativa de que seria vitorioso, o ambiente ideal para um choque de motivação. Em qualquer empresa eficiente, essas premiações são lideradas pelo presidente, que faz questão de premiar os melhores cases.
O governador José Serra não compareceu. Viajou para a Suiça, segundo ele, para ver de perto um projeto arquitetônico contratado pelo Estado. É evidente que é um motivo irrelevante para uma viagem oceânica e para se ausentar do que qualquer gestor consideraria o momento máximo de motivação da sua organização: a premiação.
Com algumas poucas exceções, no entanto, os cases estavam muito mais relacionados com informatização e uso inteligente da Internet do que com modelos de gestão propriamente ditos.
Dentre os votos que dei, um foi para a Imprensa Oficial, pelo trabalho de colocação na Internet do Diário Oficial – que se tornou uma fonte permanente de consultas, a que vocês mesmo têm recorrido.
O pessoal da Prodesp e do Poupatempo tem conseguido avanços não radicais no modelo de Poupatempo. É uma área de modernização do Estado, mas muito longe do impulso criativo que a marcou, na gestão Nakano.
Foi muito interessante o case do Itesp, o Intituto e Terras do Estado, incumbido da reforma agrária.
Havia muitas invasões e conflitos com as diversas organizações representativas dos sem-terra. Em grande parte devido ao caos na inscrição. A família era obrigada a se inscrever em cada lugar onde houvesse reforma agrária, não havia garantia de que seu lugar estaria preservado.
Montou-se um sistema simples de cadastramento de todos os postos, racionalizou-se a avaliação das famílias e cessaram os conflitos.
Ao contrário do Ministro Gilmar Mendes, o ITESP diz que questão social se trata com diálogo e cooperação. A relação com as 14 ou 15 entidades representativas dos sem terra é considerada exemplar.
E as próprias invasões são consideradas elementos importantes para acelerar a Justiça – que, ao contrário do que sustenta Gilmar – é extremamente lenta em processos de desapropriação.
Apesar de praticamente não ter havido assentamentos nos últimos dois anos, a situação é bastante tranquila.
Foi interessante também o trabalho da Secretaria da Educação, de montagem de um modelo de terceirização dos serviços de limpeza nas escolas. Passou pelo treinamento de gestores, recrutados nas próprias escolas, de agentes de fiscalização do trabalho etc.
O Secretário Sidney Beraldo, da Gestão, tem sido um lutador nessa área. Mas continua isolado, sem conseguir transformar a gestão em uma prioridade sistêmica do governo do Estado. Serra, decididamente, não acredita em modelos de gestão, mas apenas no poder da vontade. E a vontade, por si, jamais conseguiu transformar pessoas em gestores.
Por ROBERTO ANDRADE
Caro Nassif
Creio que é um pouco de exagero e desejo de pegar no pé do governador, ouvi hoje pela manhã uma entrevista do Serra direto de Nova York e me pareceu pertinente a viagem dele, estava verificando em loco coisas relativas ao mêtro de Nova York que esta em reforma, deu uma entrevista falando varios detalhes.
Portanto ele não esta na Suiça e o motivo da viagem me pareceu bem importante, pelo menos pela entrevista…..grande abraçol
Comentário
Muda a escala e o motivo, mas não me parece que trocar uma premiação dessas por uma viagem a Nova York para verificar in loco as mudanças do Metrô de Nova York, em pleno feriado da Semana Santa, seja papel de governador.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: Gestão, José Serra, Prêmio Mário Covas
07/04/2009 - 10:39
Encontros de gestão são relevantes, também, pela possibilidade de colher impressões sobre governantes e problemas administrativos.
Há uma geração de gestores públicos que começou a ser formada no início dos anos 90 e que hoje está na vanguarda de muitas iniciativas relevantes em vários níveis de governo.
Alguns comentários recolhidos em Vitória, em encontro que reuniu alguns desses gestores.
1. Por incrível que pareça, Rosinha Garotinho – ao contrário do marido – fez um belo trabalho de gestão no Rio de Janeiro. Montou uma rede de atendimento à população periférica bastante eficiente, o que lhe garantiu a vitória em primeiro turno nas eleições para governador, embora os adversários fossem fracos.
2. O maior entrave à administração pública, hoje em dia, é a lei aprovada no governo FHC (no rastro da Lei de Responsabilidade Fiscal) que impede um ente federativo de receber qualquer aporte ou financiamento do governo se houver qualquer caso de inadimplência. Há estados em que o Poder Judiciário deixa de pagar alguma parcela devida, e o estado inteiro acaba penalizado com corte de verbas e financiamento. Muitas vezes programas inteiros são paralisados por meros erros de contabilização de dívidas irrisórias.
3. Espírito Santo está em pé de guerra contra o governador José Serra, de São Paulo, pela determinação da sua Secretaria da Fazenda, de não compensar créditos de ICMS de portos com incentivos fiscais. Mas dá-se razão ao governador pela motivação do ato: um navio com US$ 500 milhões em produtos têxteis da China, que desembarcou em Santa Catarina sem pagar um centavo de ICMS. A alegação do estado é que o sistema de incentivos de lá é legítimo, ao contrário de Santa Catarina.
4. A reunião do próximo mês sobre gestão pública, em Brasília, está sendo considerada antecipadamente um marco. Estarão todos os Secretários de Gestão para uma frente contra a burocracia e pelo aumento de eficiência.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: Gestão, qualidade, Vitória
23/01/2009 - 17:52
Por Chico Pedro
Nassif,
No tocante ao assunto ferramentas de gestão, vi uma matéria no site do governo de Minas que achei interessante.
Trata-se de uma espécie de “mapa da situação” que permite às principais autoridades do estado visualizar o andamento de seus projetos ao longo de todo o território. Clique aqui.
Por Renato Lélis
Caro Chico Pedro, aqui no estado do Piauí o governo está trabalhando com um sistema parecido só que bem mais amplo. O governador Wellington Dias, enumerou quarenta e cinco ações (tais como: ponto de cultura, Cursinho popular, hospital de pequeno porte – dependendo da cidade pode ser de médio porte, mercado público, defensoria pública – aqui está incluso ponto de atendimento para aquisição de todos os documentos pessoais do cidadão, delegacia, matadouro público, ponto de atendimento bancário, ligação asfáltica a uma BR ou PI, escola de 2º grau, ginásio poliesportivo, estádio de futebol – murado, com vestuário, alambrado, poço tubular, programa segundo tempo – esporte, praça, entre outros, enfim o mínimo que uma cidade precisa para ter uma qualidade de vida. Feito a pesquisa nos municípios o governador sabe exatamente dessas ações o que falta em cada um dos municipios, as quais fez um calendário para implantação dessas ações e acompanha “on line” da sua mesa, com fotos e informações municipio a municipio, obra a obra. O programa é o “SAG – Sistema de Acompanhamento de Ações Governamentais”. Acho interessante que o estado começa a se modernizar e avaliar sua gestão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades, Gestão
Tags: Gestão, Minas Gerais
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