11/11/2009 - 14:00
Por João Luiz Costa Cardoso
Trabalho no Butantan há 36 anos. Históricamente as crises do IB ocorrem em episódios que no fundo, refletiam o que acontecia na politica geral do país. Afranio do Amaral nos anos 1930 é um subproduto dos embates do Estado Novo com a elite paulista/paulistana, e assim por diante.A atual crise, a meu ver resulta da aventura neoliberal em que o pais se meteu nos anos 1990. A “Fundação”, redentora, viria para resolver todos os problemas que o velho mastodonte estatal não conseguia.
O Instituto se dividiu entre “funcionários publicos vagabundos’, como disse o diretor Raw numa das reuniões gerais do IB e “os da fundação”- estes sim produtivos, modernos, que poderiam ser mandados embora etc e tal.
Dividido o botim, a sanha foi facilitada.Deu no que deu.
Apesar dos pesares, precisamos confiar na Justiça que, de maneira soberana, apure toda essa história:1. Por que os convenios com Pasteur Merieux para repasse de tecnologia da vacina da gripe comum em 5 anos não foram cumpridos?
2. Qual a situação da investigação (policial) sobre a morte de 2 funcionarios em um tanque de ácido acético?Foi crime de inspiração ‘espionagem industrial”?
3. É a Fundação um segmento do Instituto Butantan? Se for, como tem sido por ele controlada/administrada?
As questões são muitas e precisam, resposta para que a tranquilidade volte ao serpentário.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: funcionalismo, Instituto Butantã, pasteur merieux, vacina
11/09/2009 - 14:00
Por Herberth Xavier
Nassif, não sei se conhece (e seus leitores), mas há um trabalho sobre contratação de pessoal pelo setor público que é bastante interessante. Pra mim, é útil por mostrar como o debate no Brasil se tornou fulanizado, partidarizado e sobretudo ideologizado.
Ele se chama “O Mito do Inchaço da Força de Trabalho do Executivo Federal” e foi elaborado por Marcelo Viana de Moraes, Tiago Falcão Silva e Patrícia Vieira da Costa.
Os três trabalham na Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento – o que, na minha opinião, não invalida o material, já que trabalha unicamente com fontes oficiais.
Mas o que traz o levantamento?
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: Executivo, funcionalismo, inchaço, São Paulo
13/06/2009 - 10:00
Só para entender a lógica dos cortes no orçamento de São Paulo:
1. Houve queda da receita, de 1,6%. Mesmo assim, haverá aumento do funcionalismo.
2. Para compensar, o governo estadual cortará R$ 605 milhões de diversos programas (programas sociais, Poupatempo) para destinar aos salários de servidores.
3. Havia uma previsão de gasto adicional de R$ 400 milhões para salários da Polícia Civil. No ano passado, em vez de negociar com a Polícia, José Serra deixou partir para o pau. Colocou a Polícia Militar em cima, provocou o confronto inútil, para atender aos seus aliados que consideram greve caso de polícia. Uma semana depois, recuou na questão da aposentadoria (permitiu redução da idade de contribuição de 35 para 30 anos). E, agora, além dos R$ 400 mi acrescentou mais R$ 500 mi – R$ 900 mi no total – para recomposição dos salários. Em vez de um benefício, assinou uma rendição.
Nada contra, precisaria haver a recomposição. Apenas indago como seria o discurso do Estadão se esse aumento das despesas correntes, pela recomposição dos salários do funcionalismo, ocorresse no âmbito federal. Evidentemente a edição trataria cada caso com uma media diversa, apesar do diretor de conteúdo Ricardo Gandour considerar a edição um apêndice indissociável da liberdade de imprensa.
Do Globo do dia 8 passado:
Entrevista com Fernando Henrique Cardoso:
- Os gastos correntes do governo, especialmente com pessoal, são muito preocupantes, em um momento de retração fiscal. O governo precisa tomar medidas. Como não é possível mais se aumentar impostos no Brasil, é preciso conter gastos.
Uma pequena amostra da esquizofrenia da candidatura José Serra, depois que tornou os ultraneoliberais seus aliados preferenciais. Endureceu nas negociações, projetando a imagem de intransigente. Cedeu em tudo, depois que o pau comeu, mostrando que, quando confrontado, recua em todas as frentes.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Política
Tags: funcionalismo, José Serra, São Paulo
22/04/2009 - 08:40
Atualizado
Por João Vergílio
Gostaria de ver submetida ao seu crivo, uma hora dessas, a seguinte informação: a folha de pagamentos do Governo Federal teria dobrado durante o governo Lula.
Comentário
Cristiano Romero, do Valor, é um belo repórter. Tem suas opiniões, mas não sonega informações. Coloca as cartas na mesa, de tal maneira que permite – na própria matéria – colher elementos para contestar ou avalizar suas conclusões.
Seu artigo de hoje é sobre o tamanho do estado brasileiro. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública, Sem categoria
Tags: funcionalismo, tamanho do Estado