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	<title>Luis Nassif &#187; Folha</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>A banda larga compartilhada</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 13:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[banda larga]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[rede compartilhada]]></category>

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		<description><![CDATA[A Folha dá matéria hoje sobre a questão da banda larga, na regulamentação da Casa Civil. Até então, o jornal vinha defendendo posições que - embora legítimas - interessavam diretamente à sua controlada UOL. O projeto em andamento contempla suas preocupações e os interesses da UOL: a rede física será compartilhada por todas as partes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Folha dá matéria hoje sobre a questão da banda larga, na regulamentação da Casa Civil. Até então, o jornal vinha defendendo posições que &#8211; embora legítimas &#8211; interessavam diretamente à sua controlada UOL. O projeto em andamento contempla suas preocupações e os interesses da UOL: a rede física será compartilhada por todas as partes &#8211; algo similar ao que ocorre no setor de energia.</p>
<p>É a saída mais democrática e economicamente mais equitativa. Compartilha-se a rede, ganhando escala e permitindo uma competição mais justa entre as partes. O desafio estará na governança dessa rede, para não permitir a preponderância de nenhum grupo. Obviamente a Folha defende que provedores participem da direção. É um bom tema para a Conferência Nacional de Comunicação discutir.</p>
<p>Por coincidência, certamente, Lula finalmente mereceu um editorial elogioso da Folha, por sua participação na conferência de Copenhague (<a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000038025?nocover=true" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2111200902.htm" target="_blank">Governo avalia licitar rede de banda larga</a></h3>
<p>Proposta da Casa Civil para universalizar serviço prevê uso da rede pública de fibras óticas, mas operação a cargo de um consórcio privado</p>
<p><span id="more-39322"></span>Projeto é meio-termo entre a posição das empresas do setor e a do Ministério do Planejamento, que defende intervenção estatal direta</p>
<p>VALDO CRUZ</p>
<p>HUMBERTO MEDINA</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>A versão final do projeto da Casa Civil para a universalização da banda larga no país prevê um modelo híbrido: será usada a rede pública de fibras óticas, administrada por uma estatal, mas a sua operação será entregue a um consórcio privado por meio de licitação.</p>
<p>Hoje o Estado tem fibras óticas, mas elas não interferem no mercado de banda larga. São usadas pelas estatais (Petrobras e Eletrobrás) ou estão praticamente ociosas, como no caso da Eletronet (empresa em processo de falência).</p>
<p>O projeto é que essa rede, que já existe, passe a servir como instrumento de regulação de mercado, fomento à competição e massificação do serviço. A proposta fará parte do Plano Nacional da Banda Larga, que será apresentado na terça-feira ao presidente Lula.</p>
<p>Na ponta, na exploração da chamada última milha (provedor que faz chegar o serviço ao cliente final), haveria um sistema estimulando a competição entre empresas do setor privado. A regulação desse serviço, com a definição da política de preços, ficaria com a estatal dona da rede pública, que deve ser a Telebrás, empresa hoje praticamente desativada.</p>
<p>O presidente Lula deseja vender a universalização do acesso à internet e o barateamento da banda larga como uma das obras de seu governo, que em 2010 tentará eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como sua sucessora.</p>
<p>Meio-termo</p>
<p>A ideia do modelo híbrido foi desenhada por dois assessores próximos ao presidente e a Dilma: André Barbosa e Cezar Alvarez. Seria um meio-termo entre a solução de mercado apoiada pelo Ministério das Comunicações e a intervenção estatal direta (rede e operação), por meio do fortalecimento da Telebrás, defendida pelo Ministério do Planejamento.</p>
<p>O consórcio que faria a operação da rede seria escolhido por licitação e não poderia ser composto apenas por empresas de telefonia. Pelas regras da Casa Civil, teria de incluir entre seus sócios, por exemplo, provedores de acesso à internet ou empresas públicas.</p>
<p>O consórcio não teria, também, poder para definir a política de preços na ponta (venda dos serviços de acesso à internet). A estatal assumiria esse papel de regulador do sistema.</p>
<p>Ainda segundo a proposta do Planalto, a estatal não seria um provedor de acesso à banda larga para a população -iria apenas fazer a gestão das redes de infraestrutura ou ampliá-las.</p>
<p>Duas outras propostas deverão ser entregues ao presidente. Uma elaborada no Ministério do Planejamento, mais estatizante do que a da Casa Civil. A diferença é que a operação da rede de fibras óticas também ficaria com a Telebrás -e não com a iniciativa privada.</p>
<p>A outra está sendo formulada pelas teles, com apoio do Ministério das Comunicações, e prevê incentivos fiscais para que as atuais fornecedoras do serviço (empresas de telefonia fixa, móvel e TV por assinatura) estendam a banda larga a mercados não atraentes do ponto de vista econômico.</p>
<p>Etapas</p>
<p>Dentro do planejamento dos técnicos do governo, a implantação do Plano Nacional de Banda Larga ocorreria em três etapas. Até 2012, a rede pública estaria funcionando em todo o país, menos na região Norte.</p>
<p>Na primeira etapa, seria colocada em operação toda a rede de cabos disponível no Brasil, excetuada a da Eletronet -infraestrutura pública que liga quase todo o país, com cerca de 21 mil km de redes de fibra ótica, mas que está sub judice, devido a um processo de falência.</p>
<p>Na segunda etapa, seria integrada a rede da Eletronet ao plano. O governo espera que a Advocacia-Geral da União consiga retirar as fibras do processo de falência da empresa. Para a equipe de Dilma, será um &#8220;desinvestimento&#8221; as operadoras construírem um novo &#8220;backbone&#8221; (núcleo de uma rede de telecomunicações) onde já existem sistemas de estatais. A terceira fase, a ser implantada até 2014, conectaria a região Norte à rede pública.</p>
<p>O governo quer usar, também, a tecnologia da transmissão digital de TV, podendo subsidiar provedores que usarem esse meio para dar acesso a serviços públicos.</p>
<h2>Por Virgilio Freire</h2>
<p>Nassif, li a matéria da Folha e apesar dos meus 40 anos de Telecomunicações, NÃO ENTENDI NADA!</p>
<p>Parece que a “solução proposta pela Casa Civil” é um camelo – sabe o que é um camelo?</p>
<p>Um cavalo projetado por um Grupo de Trabalho.</p>
<p>Não fica claro na matéria da Folha de onde vai vir o dinheiro para reativar a Telebrás, e além disso fica a impressão de que o Governo fica com o osso e as empresas privadas ficam com o filé mignon. Será esclhido um consorcio para administrar a espinha dorsar da Banda Larga, onde sem dúvida estarão os suspeiros de sempre – Daniel Dantas, Gilmar Mendes, Jereissati, Telefonica, TIM, EMBRATEL, UOL, TERRA, GLOBO, etc etc.</p>
<p>Acho que vou esperar definirem um pouco mais para poder comentar, no momento estou mais perdido do que cachorro que caiu da mudança – e acho que os brilhantes assessores da Casa Civil também…</p>
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		<title>O filme sobre Lula e o jornalismo tapioca</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 10:56:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[patrocinadores]]></category>
		<category><![CDATA[verbas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Folha "descobriu" que empresas patrocinadoras do filme do Lula têm algum tipo de negócio com o governo. São algumas das maiores empresas brasileiras, como Volkswagen, OAS, JBS Friboi, Odebrecht, e assim por diante. E por "negócios" entenda-se desde compras irrelevantes do governo (R$ 31 milhões que a VW vendeu ao Ministério da Defesa) até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Folha &#8220;descobriu&#8221; que empresas patrocinadoras do filme do Lula têm algum tipo de negócio com o governo. São algumas das maiores empresas brasileiras, como Volkswagen, OAS, JBS Friboi, Odebrecht, e assim por diante. E por &#8220;negócios&#8221; entenda-se desde compras irrelevantes do governo (R$ 31 milhões que a VW vendeu ao Ministério da Defesa) até obras, financiamentos do BNDES, incentivos fiscais, prestação de serviços.</p>
<p>Pergunto: qual empresa brasileira, dentre as 50 maiores, não têm nenhum negócio com o governo? Abaixo vai uma relação das maiores empresas privadas não-financeiras. Aponte uma que não tenha negócios com o governo. Aliás, pode incluir nesse pacote a Abril (que vende assinaturas e livros didáticos para o MEC), a Globo (através da Fundação Roberto Marinho e dos contratos de publicidade), a Folha (que recebe publicidade oficial, como os demais órgãos da imprensa).</p>
<p>Seria um furo se descobrisse algum grande grupo sem negócios com o governo.</p>
<p>Vale (Mineração), Usiminas (Siderúrgica), BrOi (Telecomunicações), Gerdau (Metalúrgica), CSN (Siderúrgica), CPFL (Energia), Braskem (Química), Redecard (Serviços), Embraer (Aviação), Votorantim (Vários).</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2011200909.htm" target="_blank">Patrocinadores de &#8220;Lula&#8221; têm verba federal</a></h3>
<p>Sete das 17 empresas que ajudaram a bancar o filme receberam R$ 407 milhões neste ano em contratos com o governo</p>
<p>Outras cinco financiadoras da obra sobre a vida de Lula obtiveram financiamentos do BNDES; empresas dizem não ver problema em ajuda</p>
<p>RUBENS VALENTE</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>PAULO GAMA</p>
<p>DA REDAÇÃO</p>
<p>A maior parte das 17 empresas patrocinadoras do filme &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;, que deve entrar no circuito comercial em 1º de janeiro, mantém negócios com os ministérios e bancos do governo federal. Apenas em 2009, sete dessas empresas receberam cerca de R$ 407 milhões em pagamentos diretos da União por conta de obras, aquisição de equipamentos e outros serviços.</p>
<p><span id="more-39282"></span>Outras cinco obtiveram financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e outra tem como sócio um banco estatal e o fundo de pensão a ele ligado, ambos controlados pela União.</p>
<p>O Banco do Brasil e a Previ (fundo dos funcionários do BB), cujos presidentes são nomeados pelo governo federal, detêm cerca de 61% das ações da Neoenergia, terceiro maior grupo do setor energético brasileiro, que confirmou à Folha ter doado R$ 500 mil para a produção do filme.</p>
<p>O custo total é um dos mais altos do cinema nacional. Os produtores, a família de Luiz Carlos Barreto, afirmam que foi de R$ 12 milhões.</p>
<p>As empresas investiram de uma maneira pouco usual no mercado: injetaram dinheiro próprio e fora das leis de incentivo à cultura que preveem o abatimento das doações no Imposto de Renda. Os produtores do filme dizem que não usaram as leis de fomento justamente para não serem acusados de beneficiamento indevido.</p>
<p>Se preservou o dinheiro dos contribuintes, o caminho adotado pelos produtores tornou a operação menos transparente.</p>
<p>Nos projetos financiados de acordo com as leis de incentivo à cultura (cerca de R$ 88 milhões em projetos de cinema em 2008), a Ancine (Agência Nacional do Cinema) tem acesso aos valores e às empresas financiadoras, dados que tem de publicar em seu site. Não é o caso do filme &#8220;Lula&#8221;.</p>
<p>&#8220;É como um negócio qualquer entre duas empresas. Não temos acesso a essas informações&#8221;, informou a agência.</p>
<p>Em e-mail enviado à Folha por meio de sua assessoria, a produtora Paula Barreto informou que os valores exatos da doação de cada empresa não podem ser revelados: &#8220;Os contratos são confidenciais, não é possível divulgar valores&#8221;.</p>
<p>Na edição de ontem, &#8220;O Globo&#8221; informou que Paula disse que quatro doadores pediram para que seus nomes não fossem divulgados, o que eleva para 21 o número de doadores do filme, contra os 17 anunciados.</p>
<p>Procurados pela reportagem, alguns patrocinadores concordaram em divulgar suas cotas.</p>
<p>O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem na Indústria) informou ter doado R$ 2 milhões, a Neoenergia, R$ 500 mil, e a EBX, do empresário Eike Batista, R$ 1 milhão -em 2009, Eike doou a mesma quantia para o filme &#8220;Cinco Vezes Favela&#8221; de Cacá Diegues, também de forma direta.</p>
<p>A maior parte das empresas alegou que a estratégia de não revelar o valor da doação faz parte da política usual da companhia na área dos patrocínios, não tendo relação com o filme.</p>
<p>A telefônica Oi, que fechou anteontem com o BNDES um contrato de financiamento de R$ 4,4 bilhões, manteve o mesmo tom: &#8220;A Oi tem como prática não informar valores específicos por projeto patrocinado&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>A Folha e o samba do rábula doido</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/20/a-folha-e-o-samba-do-rabula-doido/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 10:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Battisti]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois que Otávio Frias Filho assumiu a Folha - com a morte de Otávio Frias de Oliveira - a Folha se transformou em uma mixórdia ideológica e editorial.

Antes, cultivava uma espécie de anarquismo de centro-esquerda. Atacava todos mas, nos grandes temas, adotava uma posição que se poderia chamar de progressista. Era uma anarquia previsível e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que Otávio Frias Filho assumiu a Folha &#8211; com a morte de Otávio Frias de Oliveira &#8211; a Folha se transformou em uma mixórdia ideológica e editorial.</p>
<p>Antes, cultivava uma espécie de anarquismo de centro-esquerda. Atacava todos mas, nos grandes temas, adotava uma posição que se poderia chamar de progressista. Era uma anarquia previsível e aceita por seus leitores.</p>
<p>Com o afastamento do seu Frias, Otavinho decidiu atrelá-la ao pensamento neocon e ultraliberal &#8211; vinte anos depois da onda neoliberal ter começado e quando já estava em fase agônica. Terceirizou sua linha editorial para a Veja.</p>
<p>As consequências estão aí, nesse editorial sobre a votação do Supremo.</p>
<p>O STF conclui que a decisão de extraditar ou não é um ato de vontade do Executivo. Simplesmente se curva ao que a Constituição determina. Aliás, talvez Otávio não saiba, mas o STF é o guardião da Constituição. E mesmo nessa composição medíocre atual, a maioria decidiu acatar a Carta Magna.</p>
<p>O que diz o editorial da Folha?</p>
<blockquote><p>O Supremo diz, simplesmente, que Lula não está obrigado a cumprir a extradição. Pode recusar-se a entregar o extraditando num ato de pura, e ilimitada, discricionariedade. Num passe de mágica, transfere-se a instância julgadora da extradição -papel que a Constituição reserva ao Supremo- para a Presidência da República. A corte máxima de repente se torna um órgão meramente consultivo nessa matéria, contrariando sua tradição centenária de decidir as questões, produzindo efeitos necessários de suas manifestações.</p></blockquote>
<p>Ou seja, centenas de parlamentares se reúnem e votam uma Constituição, marco legal da República. A Constituição diz que cabe ao Chefe do Executivo a decisão de determinar ou não a extradição. E o editorial da Folha diz que essa determinação &#8211; que é da própria Constituição &#8211; contraria tradição centenária do STF decidir questões que, segundo a Constituição, não estão entre suas atribuições. Autêntico samba do rábula doido.</p>
<p>Poderia ter explorado esse ridículo do STF deliberar sobre a extradição e concluir que sua deliberação nada vale. Que nada! A Folha é incapaz de analisar isoladamente o princípio constitucional independentemente do personagem Battisti. E transmuda-se, de líder do mercado de opinião, em apenas um boneco de ventríloquo dos slogans neocons.</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2011200901.htm" target="_blank">Confusão legal</a></h3>
<p><span id="more-39277"></span>Desfecho do caso Cesare Battisti cria anomalia institucional e projeta insegurança jurídica para as extradições futuras</p>
<p>A DESASTRADA decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder refúgio ao terrorista italiano Cesare Battisti -condenado em seu país por quatro homicídios- acabou por desencadear uma reviravolta no modo como o Brasil trata pedidos para extraditar estrangeiros. O resultado é uma anomalia institucional que projeta confusão e insegurança jurídica para o futuro.</p>
<p>Ao sustentar o refúgio, o ministro da Justiça imputou à Itália &#8220;fundados temores de perseguição política&#8221; contra Battisti. Para Genro, uma democracia estável desde o final dos anos 1940, com Judiciário independente, seria incapaz de garantir o cumprimento adequado de sentenças transitadas em julgado.</p>
<p>Expedido o refúgio, a lei específica, de 1997, manda cessar o trâmite dos pedidos de extradição. Mas outra norma, o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, atribui exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal decidir se um crime imputado a um extraditando é político -hipótese em que o Brasil não permite a extradição.</p>
<p>Ora, Tarso Genro concedeu o refúgio por avaliar que os crimes pelos quais o italiano foi condenado eram políticos: havia, portanto, um conflito de competências. O Supremo, que já havia ensaiado dirimir essa dúvida num caso precedente, decidiu fazê-lo por ocasião do juízo de Battisti.</p>
<p>Por margem de um voto, o plenário desqualificou os argumentos de Tarso Genro, anulou o refúgio, refutou a tese dos homicídios políticos e julgou procedente a extradição. A maior novidade viria a seguir: o ministro Ayres Britto mudou de lado e juntou-se aos colegas antes derrotados para estabelecer que é do presidente da República a última palavra, nesta e em todas as outras extradições daqui por diante.</p>
<p>Não se trata, é importante notar, de autorizar o chefe do Executivo a recusar ou adiar a entrega de Battisti à Itália nos casos já previstos nas leis e no tratado de extradição com o Brasil -já é do presidente, por exemplo, a faculdade de aguardar o término do processo ao qual o estrangeiro responde aqui, por falsificação de documentos. O Supremo diz, simplesmente, que Lula não está obrigado a cumprir a extradição. Pode recusar-se a entregar o extraditando num ato de pura, e ilimitada, discricionariedade.</p>
<p>Num passe de mágica, transfere-se a instância julgadora da extradição -papel que a Constituição reserva ao Supremo- para a Presidência da República. A corte máxima de repente se torna um órgão meramente consultivo nessa matéria, contrariando sua tradição centenária de decidir as questões, produzindo efeitos necessários de suas manifestações.</p>
<p>O inusitado é tamanho que nem sequer o Planalto -sequioso por consumar a ação entre amigos iniciada por Genro- sabe reagir. Como manter um estrangeiro cujo status de refugiado foi cassado na Justiça? Como justificar politicamente um ato que contraria o Supremo? Como impedir a entrega de Battisti sem desmoralizar o tratado de extradição entre Brasil e Itália?</p>
<p>A obsessão do governo de atender a um pequeno mas ruidoso lobby de militantes de esquerda já nos custou demais. Os amigos de Cesare Battisti têm todo o direito de pleitear o relaxamento de sua prisão. Mas que o façam no lugar certo -na Itália que o julgou e condenou. É para lá que Lula deveria transferir o terrorista, respeitando a vontade da maioria do Supremo.</p>
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		<title>Dos erros reiterados da Folha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/19/dos-erros-reiterados-da-folha/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 12:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Erramos]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Universal]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Stanley Burburinho
Do Comunique-se
Folha reconhece erro em matéria sobre Igreja Universal
Da Redação

A Folha de S. Paulo reconheceu que errou em matéria publicada na terça-feira (17/11) sobre a Igreja Universal do Reino de Deus. A correção, veiculada hoje (18/11), afirma que o “título ‘Contas da Universal movimentaram R$ 1,4 bi’ estava errado”, já que a reportagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Stanley Burburinho</h2>
<h2>Do Comunique-se</h2>
<h3><a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=54225&amp;editoria=8" target="_blank">Folha reconhece erro em matéria sobre Igreja Universal</a></h3>
<p>Da Redação</p>
<p>A Folha de S. Paulo reconheceu que errou em matéria publicada na terça-feira (17/11) sobre a Igreja Universal do Reino de Deus. A correção, veiculada hoje (18/11), afirma que o “título ‘Contas da Universal movimentaram R$ 1,4 bi’ estava errado”, já que a reportagem dizia que as contas abrigavam recursos de “diferentes empresas e pessoas brasileiras”.</p>
<p>“Nem todo o dinheiro está relacionado à Universal”, afirmou a própria reportagem.</p>
<p>O erro foi indicado por matéria publicada na terça no site R7, na qual a Rede Record acusou a Folha de se aliar com a TV Globo numa “campanha difamatória”.</p>
<p>(<a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=54225&amp;editoria=8" target="_blank">http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=54225&amp;editoria=8 </a>)</p>
<p>“No meio da reportagem, porém, a própria Folha se desmente. (…) As contas não são ‘da Universal’, segundo a própria matéria. Nem mesmo há provas de que a Igreja Universal enviou dinheiro ilegalmente ao exterior”, apontou a Record.</p>
<p><a href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&amp;p2=idnot%3D54230%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D32411881089%26fnt%3Dfntnl" target="_blank">Clique aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/19/dos-erros-reiterados-da-folha/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>A velha mídia e sua batalha inglória</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/15/a-velha-midia-e-sua-batalha-ingloria/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 11:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[portais]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=38699]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Vladimir
Doeu. Editorial da Folha de hoje
Direito à informação
Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo independente no país

DEMOCRACIAS tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de poder que ameaçam o direito à informação.

Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Vladimir</h2>
<p>Doeu. Editorial da Folha de hoje</p>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1511200901.htm" target="_blank">Direito à informação</a></h3>
<p>Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo independente no país</p>
<p>DEMOCRACIAS tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de poder que ameaçam o direito à informação.</p>
<p>Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos de comunicação com independência, financeira e editorial, em relação ao Estado. Contra o risco de que interesses empresariais cruzados ou monopólios bloqueiem o acesso a certas informações, criaram-se dispositivos para limitar o poder de grupos econômicos na mídia.</p>
<p><span id="more-38699"></span>Essas salvaguardas tradicionais se veem desafiadas pelo avanço da internet e da convergência tecnológica nas comunicações -paradoxalmente, pois esse mesmo processo abre um campo novo ao jornalismo.</p>
<p>Apesar da revolução tecnológica e do advento de plataformas cooperativas, a produção de conteúdo informativo de interesse público continua, majoritariamente, a cargo de organizações empresariais especializadas. O acesso sistemático a informações exclusivas, relevantes, bem apuradas e editadas sempre implica a atuação de grandes equipes de profissionais dedicados apenas a isso. Essas equipes precisam ser remuneradas -ou o elo se rompe.</p>
<p>Quando um serviço de internet que visa ao lucro toma, sem pagar por isso, informações produzidas por empresas jornalísticas, as edita e as difunde a seu modo, não só fere as leis que resguardam os direitos autorais. Solapa os pilares financeiros que têm sustentado o jornalismo profissional independente.</p>
<p>Quando um país como o Brasil admite um oligopólio irrestrito na banda larga -a via para a qual converge a transmissão de múltiplos conteúdos, como os de TVs, revistas e jornais-, alimenta um Leviatã capaz de bloquear ou dificultar a passagem de dados e atores que não lhe sejam convenientes. A tendência a discriminar concorrentes se acentua no caso brasileiro, pois os mandarins da banda larga são, eles próprios, produtores de algum conteúdo jornalístico.</p>
<p>Quando autoridades se eximem de aplicar a portais de notícias o limite constitucional de 30% de participação de capital estrangeiro, abonam um grave desequilíbrio nas regras de competição. Veículos nacionais, que respeitam a lei, têm de concorrer com conglomerados estrangeiros que acessam fontes colossais e baratas de capital. Tal permissividade ameaça o espírito da norma, comum nas grandes democracias do planeta, de proteger a cultura nacional.</p>
<p>Contra esse triplo assédio, produtores de conteúdo jornalístico e de entretenimento no Brasil começam a protestar.</p>
<p>Exigem a aplicação, na internet, das leis que protegem o direito autoral. Pressionam as autoridades para que, como ocorre nos EUA, regulamentem a banda larga de modo a impedir as práticas discriminatórias e ampliar a competição. Requerem ao Ministério Público ação decisiva para que empresas produtoras de jornalismo e entretenimento na internet se ajustem à exigência, expressa no artigo 222 da Carta, de que 70% do controle do capital esteja com brasileiros.</p>
<p>A Folha se associa ao movimento não apenas no intuito de defender as balizas empresariais do jornalismo independente, apartidário e crítico que postula e pratica. Empunha a bandeira porque está em jogo o direito do cidadão de conhecer a verdade, de não ser ludibriado por governos ou grupos econômicos que ficaram poderosos demais.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Chega-se, finalmente, ao objetivo final do processo que explica o comportamento da mídia a partir de 2005, a politização descabida, as tentativas sucessivas de golpes políticos, os assassinatos de reputação de políticos, juízes, jornalistas. E para quê? Para se chegar ao embate final com pouquíssimos aliados. Esse acanalhamento do exercício do jornalismo fez com que a credibilidade da mídia atingisse o ponto mais baixo da história, viabilizasse outras alternativas no mercado de opinião.</p>
<p>Agora, qual a bandeira legitimadora para suas pretensões? A de que a mídia é a garantidora da liberdade de informação? Piada.</p>
<p>Esse mesmo álibi canhestro foi utilizado por Roberto Civita para tentar me convencer a aceitar o acordo com a Veja no final do ano passado. A revista passou todo o ano utilizando o jornalismo de esgoto para os ataques mais sórdidos, abjetos, não respeitando sequer família. E vinha o enviado especial dele trazendo o recado de que deveria aceitar o acordo em nome da liberdade de imprensa.</p>
<p>Conto apenas o meu caso. Como o meu, teve inúmeros. Em 2005, em entrevista ao Vermelho cunhei a expressão &#8220;o suicídio da mídia&#8221;, para descrever essa caminhada irreversível em direção ao fundo do poço. Agora, a mídia se posiciona para a grande batalha contra os portais e os grupos externos. Quem acredita nela?</p>
<p>Qual o direito de conhecer a verdade que a Folha propõe? A ficha falsa de Dilma? Os arreglos com Daniel Dantas? A série sistemática e diária de matérias falsas, manipuladas, a deslealdade reiterada contra seus próprios jornalistas que não seguiram a cartilha?</p>
<p>O futuro chegou e bandeiras que, antes, poderiam ser legítimas, ou estão rotas, puídas, desmoralizadas. Haverá uma grande batalha futura, contra os supergrupos que irão entrar no mercado. Mas dela não participará mais a velha mídia, que ficará restrito ao mundo fictício que ela próprio criou.</p>
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		<title>Padrão Folha: como esconder a Dilma</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 10:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação]]></category>
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		<description><![CDATA[Do Painel do Leitor
Casa Civil
"A edição de ontem da Folha contém três informações falsas envolvendo a Casa Civil e a ministra Dilma Rousseff.

1) Na reportagem "TCU recomenda medidas para evitar um apagão", a Folha afirma que "procurou a Casa Civil para saber o que foi feito (em relação ao relatório do TCU), mas não houve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Painel do Leitor</h2>
<h3>Casa Civil</h3>
<p>&#8220;A edição de ontem da Folha contém três informações falsas envolvendo a Casa Civil e a ministra Dilma Rousseff.</p>
<p>1) Na reportagem &#8220;TCU recomenda medidas para evitar um apagão&#8221;, a Folha afirma que &#8220;procurou a Casa Civil para saber o que foi feito (em relação ao relatório do TCU), mas não houve retorno até o fechamento desta edição&#8221;. A assessoria de imprensa da Casa Civil registra a origem, o horário e o assunto de todas as ligações recebidas de jornalistas. Na quarta-feira (11/11), não há registro de ligação de repórter da Folha para questionar sobre o relatório do TCU. Da Folha, a assessoria recebeu dois telefonemas da repórter Simone Iglesias -um pela manhã e outro às 21h14, ambos para tratar da agenda da ministra.</p>
<p>2) A reportagem &#8220;Serra faz críticas ao apagão; Dilma se cala&#8221; afirma que &#8220;Dilma tinha encontro com o governador de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira (&#8230;), mas desmarcou&#8221;. A verdade é que o horário do encontro, para tratar de obras portuárias naquele Estado, foi alterado das 11h para as 15h.</p>
<p>3) A Folha afirma ainda que a ministra não foi ao encontro do presidente de Israel, Shimon Peres, &#8220;como era esperado&#8221;. Esperado somente pela Folha, uma vez que esse compromisso jamais constou da agenda da ministra, como mostra e-mail enviado aos jornalistas às 9h11 de anteontem (11).&#8221;</p>
<p>RENATO HOFFMANN , assessoria de imprensa da Casa Civil (Brasília, DF)</p>
<p>Nota da Redação &#8211; As perguntas sobre o alerta do TCU foram enviadas por escrito, por e-mail, para a assessoria de imprensa da Casa Civil. Sobre o encontro com o governador de Santa Catarina, leia a seção &#8220;Erramos&#8221;.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Otavinho devia reescrever o Manual de Redação da Folha e dar uma sistematização nesse estilo de jornalismo. Será útil daqui a algumas décadas, quando for feito o inventário sobre o processo de depreciação da velha mídia, perpetrado por ela própria.</p>
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		<title>O homem que subornava juízes</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 12:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Raschkovsky]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto Braz]]></category>
		<category><![CDATA[Janaína Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Márcia Cunha]]></category>

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		<description><![CDATA[O comentarista Almeida chama a atenção para matéria de O Globo que coloca uma peça a mais no quebra-cabeças da série "O Caso de Veja". Nesse episódio específico, na sub-série "O Caso da Folha", especificamente no episódio do massacre da juíza Márcia Cunha.

No capítulo "A Imprensa e o Estilo Dantas" descrevo a maneira como Humberto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentarista Almeida chama a atenção para matéria de O Globo que coloca uma peça a mais no quebra-cabeças da série &#8220;<a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">O Caso de Veja</a>&#8220;. Nesse episódio específico, na sub-série &#8220;O Caso da Folha&#8221;, especificamente no episódio do massacre da juíza Márcia Cunha.</p>
<p>No capítulo &#8220;<a href="http://luis.nassif.googlepages.com/vejaeoorganograma" target="_blank">A Imprensa e o Estilo Dantas</a>&#8221; descrevo a maneira como Humberto Braz &#8211; presidente da Brasil Telecom, indicado por Daniel Dantas &#8211; operava o esquema da imprensa. Uma das chaves era Eduardo Raschkovsky.</p>
<p>Hoje, O Globo narra as percipécias de Eduardo Raschkovsky, lobista incumbido de influenciar o Tribunal de Justiça do Rio. <a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000037059?nocover=true" target="_blank">Clique aqui</a> para ler a matéria.</p>
<p>Em maio de 2005, a juíza Márcia Cunha, do Rio, deu ganho de causa aos fundos de pensão para romper com o contrato guarda-chuva, que garantia poderes absolutos a Daniel Dantas.</p>
<p>Logo em seguida, a juíza acusou Eduardo Raschkovsky de ter lhe feito uma proposta de suborno.</p>
<p>Imediatamente, a Folha enviou ao Rio a repórter Janaína Leite, depois de ter recebido um dossiê contra a juíza, preparado provavelmente pelo esquema de Dantas. Foi um dos capítulos mais baixos dessa tenebrosa parceria da mídia com Dantas. Munida de um conjunto de elementos inconsistentes, sem uma acusação fundamentada sequer, Janaína submeteu a juíza a um massacre sem quartel, impiedoso, que mereceu ampla repercussão na Folha, que você pode conferir <a href="http://docs.google.com/View?docid=dcxtfgb_134d49rm3dw" target="_blank">clicando aqui</a>. Posteriormente, O Globo e a própria Folha (através de Elvira Lobato) narraram as peripécias de Raschkovsky e o massacre de Márcia Cunha.</p>
<p>Posteriormente, Janaína apareceria na Operação Satiagraha conversando com Dantas na intimidade &#8211; e inclusive informando-o que tinha &#8220;acabado com o Nassif&#8221;, após os ataques que sofri de seu Blog.</p>
<p>A atuação de Janaína, durante todo esse períodos de matérias pró-Dantas, foi totalmente avalizada pelo Editor de Dinheiro Sérgio Malbergier e pelo diretor de redação Otávio Frias Filho.</p>
<h2><span id="more-37914"></span>Por Almeida</h2>
<p>Nassif, 2 momentos</p>
<p>Li esta matéria que me enviaram do rj:</p>
<p>Relações perigosas</p>
<p>Empresário é acusado de vender sentenças para políticos no Tribunal de Justiça do Rio</p>
<p>Publicada em 07/11/2009 às 22h11m<br />
O Globo</p>
<p>RIO – Há pelo menos uma década o empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky age à sombra da Justiça fluminense, oferecendo sentenças e outras facilidades em troca de vantagens financeiras. Para convencer a clientela – políticos, empresários, tabeliães – a topar o negócio, alardeia sua intimidade com alguns juízes e desembargadores, chegando a antecipar decisões em causas ainda não julgadas. É o que mostra a reportagem de Chico Otavio e Cássio Bruno para O Globo deste domingo.</p>
<p>Mesmo depois de ser acusado por uma juíza de “lustrar os sapatos nos tapetes vermelhos do tribunal”, além de tentativa de suborno, Eduardo não se intimidou. Continua buscando novos clientes, em assédios regados a vinho em sua casa no Itanhangá, e convivendo com magistrados. No dia 22 de outubro, por exemplo, abriu os salões da casa para homenagear aquele que cuida justamente da lisura do tribunal: o desembargador Roberto Wider, corregedor-geral da Justiça fluminense.</p>
<p>Wider afirma que nunca fez negócios com o amigo e nem sabe em que ramo ele</p>
<p>Sócio de doleiros investigados pela polícia (um deles por associação ao narcotráfico), envolvido em operações obscuras do grupo Opportunity, dono de uma empresa rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) por suspeita de lavagem de dinheiro, Eduardo usa a amizade com Wider, corregedor e ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). O magistrado, que lançou no ano passado a campanha contra os chamados candidatos de ficha suja, disse que a relação limita-se ao convívio pessoal, e que eles nunca fizeram qualquer tipo de negócio.</p>
<p>Fichas-sujas: até R$ 10 milhões</p>
<p>Enquanto Wider comandava uma guerra sem tréguas contra os fichas-sujas, Eduardo atuou intensamente nos bastidores para oferecer blindagem aos políticos mais problemáticos. Um ano depois das eleições, cinco deles e um advogado de candidato contam, em caráter reservado, que Eduardo pediu quantias variando de R$ 200 mil a R$ 10 milhões para limpar as fichas, livrando-os do risco de impugnação ou cassação do diploma. As negociações aconteceram no Itanhangá e no escritório “L. Montenegro”, que pertence ao sogro de Eduardo.</p>
<p>Os políticos ouvidos pelo GLOBO – um prefeito, dois ex-prefeitos, um deputado federal e um estadual – disseram que sua opção pelo sigilo de fonte foi motivada pelo medo de eventuais retaliações. Os cinco, somados ao advogado de um prefeito eleito, descreveram em detalhes a residência e o escritório de Eduardo Raschkovsky. As descrições do empresário e de sua forma de abordagem – incluindo a cobrança de propina – também coincidem. Alguns dos políticos entrevistados são adversários e não se falam há anos.</p>
<p>Eduardo tem outros amigos de toga. Já foi sócio da mulher do desembargador Carpena Amorim, ex-corregedor-geral de Justiça, e oferecia periodicamente degustações de vinhos a magistrados em sua residência. Ele mesmo afirmou que, no jantar do dia 22 de outubro, reuniu cincos desembargadores e dois juízes em torno de Wider, como quem se encontra, no mínimo uma vez por semana. Também já viajaram juntos para Israel e Inglaterra, em 2005, e passam o finais de semana na casa de Eduardo em Nogueira, distrito de Petrópolis</p>
<p>Em pelo menos uma ocasião, essa amizade se desdobrou em ação prática: sócios de Eduardo ajudaram a então mulher de Wider, Vera Lúcia Teixeira dos Santos, a fazer uma remessa de dólares para Portugal – para uma agência do Banco Comercial Português em Lisboa – pelo esquema paralelo ao Banco Central e investigado pela Operação Farol da Colina, da PF.</p>
<p>Leia a íntegra desta reportagem no Globo Digital (só para assinantes)<br />
——-</p>
<p>Fui buscar mais detalhe pelo nome e caí aqui, literalmente:</p>
<p><a href="http://luis.nassif.googlepages.com/vejaeoorganograma" target="_blank">http://luis.nassif.googlepages.com/vejaeoorganograma</a></p>
<p>Só que a matéria não abre. Você a tem guardada?</p>
<p>Gostaria de ler para fazer juizo do que o Globo “” falará amanhã.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Entrei agora lá, sem problemas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lula e TV Record</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/29/lula-e-tv-record/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 15:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[TV Record]]></category>
		<category><![CDATA[Universal]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
Record é vítima de "preconceito", diz Lula
Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com câmeras e "filma" Dilma e Cabral

RAPHAEL GOMIDE

DA SUCURSAL DO RIO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é "vítima de preconceito", como ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2910200918.htm" target="_blank">Record é vítima de &#8220;preconceito&#8221;, diz Lula</a></h3>
<p>Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com câmeras e &#8220;filma&#8221; Dilma e Cabral</p>
<p>RAPHAEL GOMIDE</p>
<p>DA SUCURSAL DO RIO</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é &#8220;vítima de preconceito&#8221;, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro de produções RecNov (Record Novelas), em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.</p>
<p>Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e da Record, que está em viagem à África.</p>
<p><span id="more-37115"></span></p>
<p>No primeiro momento em que se referiu ao suposto preconceito, Lula citou a atriz Cristina Pereira, contratada da Record que militou pelo PT e fez campanhas ao seu lado. &#8220;Cristina saía para bater bumbo com um metalúrgico, vítima de preconceito, como a Record é vítima de preconceito&#8221;, disse.</p>
<p>Mais à frente, Lula fez referência a adversários que torciam contra seu governo.</p>
<p>&#8220;Ainda não era muita gente que acreditava no Brasil em 2005 [quando a Record comprou o complexo]. Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim ficaram em 2003, 2004, 2005 torcendo para que o governo não desse certo. Tem um certo tipo de gente no Brasil que não se contenta com o exercício da democracia e com perder; quer que quem ganhe não faça nada, para ele poder justificar o discurso de campanha. Acompanho os meios de comunicação no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foram vítimas de preconceito. Vocês, fazendo este investimento, estão dando demonstração extraordinária de que acreditam no Brasil&#8221;, disse.</p>
<p>Lula defendeu a concorrência entre empresas de TV, o que elevaria o nível do jornalismo e da cultura nacional. &#8220;É essa opção que permite que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião que querem conduzi-la para formar um pensamento único.&#8221;</p>
<p>Ao chegar de helicóptero ao RecNov, Lula fingiu filmar uma cena de beijos entre o governador do Rio, Sérgio Cabral, e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Antes, atrás de uma câmera, brincou. &#8220;Estou gostando. Este programa é chamado jornalismo de verdade.&#8221;</p>
<p>Já no palco, Lula ganhou uma claquete e se passou por diretor de cena. &#8220;Atenção: gravando! &#8220;Take&#8221; dois!&#8221;, disse, provocando risos nos convidados, parte deles artistas.</p>
<p>A próxima novela da emissora, &#8220;Ribeirão do Tempo&#8221;, será rodada nos novos estúdios. O RecNov tem 280 mil m2, dez estúdios no total (dois deles inaugurados ontem) e cerca de 2.000 funcionários. Inaugurado em 1995, o Projac (Projeto Jacarepaguá), da TV Globo, tem 1,65 milhão de m2 e em torno de 6.000 funcionários.</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden;width: 1px;height: 1px"><span style="font-size: large"><strong>ecord é vítima de &#8220;preconceito&#8221;, diz Lula </strong></span><strong>Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com  câmeras e &#8220;filma&#8221; Dilma e Cabral </strong></p>
<p><strong>RAPHAEL GOMIDE</strong><br />
<span>DA SUCURSAL DO RIO </span></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da  Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus,  é &#8220;vítima de preconceito&#8221;, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita  durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro  de produções RecNov (Record Novelas), em Vargem Grande, na zona oeste do  Rio.<br />
Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua  volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e  da Record, que está em viagem à África.<br />
No primeiro momento em que se referiu  ao suposto preconceito, Lula citou a atriz Cristina Pereira, contratada da  Record que militou pelo PT e fez campanhas ao seu lado. &#8220;Cristina saía para  bater bumbo com um metalúrgico, vítima de preconceito, como a Record é vítima de  preconceito&#8221;, disse.<br />
Mais à frente, Lula fez referência a adversários que  torciam contra seu governo.<br />
&#8220;Ainda não era muita gente que acreditava no  Brasil em 2005 [quando a Record comprou o complexo]. Aqueles que em 2002 não  tinham votado em mim ficaram em 2003, 2004, 2005 torcendo para que o governo não  desse certo. Tem um certo tipo de gente no Brasil que não se contenta com o  exercício da democracia e com perder; quer que quem ganhe não faça nada, para  ele poder justificar o discurso de campanha. Acompanho os meios de comunicação  no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foram vítimas de  preconceito. Vocês, fazendo este investimento, estão dando demonstração  extraordinária de que acreditam no Brasil&#8221;, disse.<br />
Lula defendeu a  concorrência entre empresas de TV, o que elevaria o nível do jornalismo e da  cultura nacional. &#8220;É essa opção que permite que o povo brasileiro não seja  vítima de alguns formadores de opinião que querem conduzi-la para formar um  pensamento único.&#8221;<br />
Ao chegar de helicóptero ao RecNov, Lula fingiu filmar uma  cena de beijos entre o governador do Rio, Sérgio Cabral, e a ministra Dilma  Rousseff (Casa Civil). Antes, atrás de uma câmera, brincou. &#8220;Estou gostando.  Este programa é chamado jornalismo de verdade.&#8221;<br />
Já no palco, Lula ganhou uma  claquete e se passou por diretor de cena. &#8220;Atenção: gravando! &#8220;Take&#8221; dois!&#8221;,  disse, provocando risos nos convidados, parte deles artistas.<br />
A próxima  novela da emissora, &#8220;Ribeirão do Tempo&#8221;, será rodada nos novos estúdios. O  RecNov tem 280 mil m2, dez estúdios no total (dois deles inaugurados ontem) e  cerca de 2.000 funcionários. Inaugurado em 1995, o Projac (Projeto Jacarepaguá),  da TV Globo, tem 1,65 milhão de m2 e em torno de 6.000 funcionários.</p></div>
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		<item>
		<title>Serra &#8220;nervos de aço&#8221;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/29/serra-nervos-de-aco/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 10:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
Serra rejeita ultimato e diz ter "nervos de aço"
"Por que essa ansiedade?", afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer

Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política

Joel Silva/Folha Imagem

O governador paulista José Serra durante cerimônia no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2910200915.htm" target="_blank">Serra rejeita ultimato e diz ter &#8220;nervos de aço&#8221;</a></h3>
<p>&#8220;Por que essa ansiedade?&#8221;, afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer</p>
<p>Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política</p>
<p>Joel Silva/Folha Imagem</p>
<p>O governador paulista José Serra durante cerimônia no Hospital do Servidor Público em S. Paulo</p>
<p>CATIA SEABRA<br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Dizendo-se dono de &#8220;nervos de aço na política&#8221;, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recorreu ao exemplo da ministra-chefe da Casa Civil e sua potencial adversária, Dilma Rousseff (PT), para justificar a intenção de só se manifestar sobre a sucessão presidencial no ano que vem.</p>
<p><span id="more-37073"></span> Ao responder sobre a pressão do governador de Minas, Aécio Neves, para que o PSDB decida até janeiro sobre o seu candidato, reagiu: &#8220;Você sabe se o Ciro Gomes (PSB) vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Se declarou? Então, por que essa ansiedade?&#8221;.</p>
<p>Serra defendeu o anúncio de candidatura apenas no ano que vem com o argumento de que &#8220;será assim para todo mundo&#8221;: &#8220;Não há nada definido no Brasil nessa matéria e não há necessidade, porque está muito cedo&#8221;.</p>
<p>Assumidamente impaciente, Serra afirmou que ansiedade não se aplica à sua carreira política: &#8220;Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião, coisas desse tipo. Tenho nervos de aço na política&#8221;.</p>
<p>Após lançar carteirinhas para o plano de saúde dos servidores de SP e assinar empréstimo para proteção de mananciais, o governador voltou a defender a capitalização política de ações administrativas: &#8220;O grave é mostrar o que não fez ou usar uma coisa para fazer campanha, o que não é o caso&#8221;.</p>
<p>Críticas</p>
<p>Serra acusou o governo federal de exploração política por antecipar o debate sobre a distribuição dos royalties do pré-sal: &#8220;Foi trazido a valor presente por motivos políticos: são questões de longuíssimo prazo&#8221;. E, ao exaltar a capacidade do governo estadual de obter financiamentos, adotou sua versão para o &#8220;nunca antes na história&#8221;, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: &#8220;Pegamos mais empréstimos do que foi feito desde o descobrimento&#8221;.</p>
<p>Mesmo tentando demonstrar bom humor, Serra queixou-se da falta de colaboração dos aliados: &#8220;Não tinha nenhum de nós&#8221;, disse ao deputado Milton Flávio (PSDB), sobre uma sessão exibida na TV da Assembleia Legislativa.</p>
<p>Ontem, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), se reuniu com o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), que fez declarações simpáticas a Aécio, para debelar a crise com os aliados. Também procurado pelo prefeito Gilberto Kassab, Maia deixou o encontro reafirmando a aliança com o PSDB, qualquer que seja o candidato.</p>
<p>Com a candidatura ao governo estadual vinculada à decisão de Serra, o secretário Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) vê em janeiro uma &#8220;boa data&#8221; para a definição. Antecipar &#8220;é fazer o jogo do PT&#8221;, disse o serrista Luiz Paulo Vellozo Lucas.</p>
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		<title>Prossegue a guerra Record x Folha</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 10:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Marcos P.B.
Nassif !

Aí vai uma reportagem em video sobre a diminuição do número de leitores de jornal no Brasil com destaque especial à Folha de São Paulo, que foi a que mais perdeu leitores. A reportagem levanta questões sobre a crise de credibilidade da Folha, assuntos já bem discutidos aqui no Blog, como a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marcos P.B.</h2>
<p>Nassif !</p>
<p>Aí vai uma reportagem em video sobre a diminuição do número de leitores de jornal no Brasil com destaque especial à Folha de São Paulo, que foi a que mais perdeu leitores. A reportagem levanta questões sobre a crise de credibilidade da Folha, assuntos já bem discutidos aqui no Blog, como a “ditabranda” e a falsa ficha da Dilma. A reportagem dura 13 minutos.</p>
<p><a href="//videos.r7.com/cai-numero-de-leitores-de-jornal-no-brasil/idmedia/fe17469f12d5c6379edb0f7983212264.html" target="_blank">http://videos.r7.com/cai-numero-de-leitores-de-jornal-no-brasil/idmedia/fe17469f12d5c6379edb0f7983212264.html</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Sem o discernimento do seu Frias, a era Otavinho expôs inutilmente a Folha nos dois episódios agora exaustivamente explorado pela Record: a ditabranda e a ficha de Dilma.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mordomias em 8 m2</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[suite]]></category>
		<category><![CDATA[transposição]]></category>

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		<description><![CDATA[Por daSilvaEdison
Nassif,

Na série “pega Dilma” a FSP Online saiu-se com esta:
“Geddel, Franklin, governadores e assessores ficaram em um alojamento com 15 suítes de cerca de 8 m2 e um banheiro privativo com chuveiro de 3 m2. Uma suíte de 10 m2 e cama “king size” (diferentemente das outras, com camas de casal) foi reservada a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por daSilvaEdison</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Na série “pega Dilma” a FSP Online saiu-se com esta:</p>
<blockquote><p>“Geddel, Franklin, governadores e assessores ficaram em um alojamento com 15 suítes de cerca de 8 m2 e um banheiro privativo com chuveiro de 3 m2. Uma suíte de 10 m2 e cama “king size” (diferentemente das outras, com camas de casal) foi reservada a Geddel, que ficou com a de número 15, de seu partido, o PMDB”</p></blockquote>
<p>O trecho faz parte da matéria com o sugestivo título:</p>
<p>“Alojamento de Lula tem risoto, uísque e roda de viola até a madrugada”</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u638858.shtml" target="_blank">Clique aqui.<br />
</a></p>
<p>Será que a FSP perdeu a noção do que é o “metro quadrado”?</p>
<p>Suíte com 8 m2 não é suíte mas um cubículo.</p>
<p>E o banheiro com 3 m2?</p>
<p>Mas o Gedel ficou com uma Suíte Super, ou Master, de 10 m2.</p>
<p>Tenha paciência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Folha e o truque da repercussão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Lina Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Faça uma denúncia insossa ou um factóide em cima do nada.

2. Faça de conta que a Internet não existe e que você não foi desmascarado meia hora depois.

3. Coloque alguns repórteres para recolher frases pré-definidas. Basta escolher a fonte que dirá o que você pretende.

4. No dia seguinte publique a "repercussão". Conclua, por conta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Faça uma denúncia insossa ou um factóide em cima do nada.</p>
<p>2. Faça de conta que a Internet não existe e que você não foi desmascarado meia hora depois.</p>
<p>3. Coloque alguns repórteres para recolher frases pré-definidas. Basta escolher a fonte que dirá o que você pretende.</p>
<p>4. No dia seguinte publique a &#8220;repercussão&#8221;. Conclua, por conta própria, que a notícia foi tão importante que teve o condão de reabrir um caso esquecido.</p>
<p>5. Depois, peça  (peloamordeDeus!) para a memória do leitor não chegar até a próxima semana e constatar que o caso não durou dois dias.</p>
<p>6. Se algum leitor escrever solicitando o nome do autor da reportagem, explique que a razão não foi o fato de nenhum repórter querer assinar o mico. É que foi trabalho coletivo, entende?</p>
<p>PS &#8211; E finja que seu leitor é bobo.</p>
<p>O resultado final será esse:</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1910200906.htm" target="_blank">Dilma e Lina devem explicação pública, pressiona oposição</a></h3>
<p>Declaração de ex-secretária, que teria achado agenda com data de reunião com ministra, reabre caso sobre ação do governo no fisco</p>
<p>Tucano ironiza Lula, que desafiou Lina a mostrar sua agenda com encontro com Dilma, a pedir que a chefe da Casa Civil faça o mesmo</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>A declaração da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira de que achou a agenda com anotação do encontro que diz ter tido com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reabre o caso sobre a suposta ação do governo para &#8220;agilizar&#8221; as investigações sobre a família Sarney, avaliaram ontem senadores e deputados da oposição.</p>
<p>&#8220;Dilma terá de vir a público e se explicar&#8221;, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). &#8220;Está claro que a conversa sempre existiu&#8221;, declarou Pedro Simon (PMDB-RS). Outro senador, Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, disse crer na palavra da ministra, que sempre negou a reunião com a ex-secretária.</p>
<p>José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara, pediu que Lina Vieira &#8220;colabore e venha a público&#8221; pessoalmente.</p>
<p>Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.</p>
<p>Segundo a ex-secretária, o encontro foi chamado por Dilma e teve um só tema: um pedido para &#8220;agilizar&#8221; a investigação do fisco nos negócios da família de José Sarney (PMDB), aliado do governo Lula e hoje presidente do Senado.</p>
<p>Em 19 de agosto, dez dias depois de ter feito a acusação em entrevista à Folha, Lina depôs no Senado. Ela confirmou sua versão e deu mais detalhes.</p>
<p>Tanto a ministra como Lula desdenharam das acusações e desafiaram a ex-secretária a apresentar provas da data exata do encontro. &#8220;Seria tão mais simples e mais fácil se a secretária mandasse a agenda que se encontrou com a Dilma&#8221;, disse Lula. &#8220;Era só pegar as duas agendas e ver o que aconteceu.&#8221;</p>
<p>Ontem o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ironizou o desafio. &#8220;Agora é só fazer o que Lula havia dito. A Dilma tem de mostrar a agenda dela.&#8221; Ele defende a ida da ministra ao Senado.</p>
<p>O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que aguarda cópia do contrato da empresa que faz monitoramento de imagens da entrada no Planalto. Ele quer provar que elas são armazenadas por mais de 30 dias, ao contrário do que alega o governo. &#8220;Com o documento em mãos que comprove a existência das imagens, passaria ao governo a tarefa de apresentar esclarecimentos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O eixo Veja-Folha e o caso Lina</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 18:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Lina Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualizado
Não há limites para esse eixo Veja-Folha que se formou anos atrás e prossegue impávido, mesmo depois do desmoronamento da credibilidade da revista (clique aqui para ler a íntegra das matérias).

Esta semana, Veja apresenta um furo estrambólico: diz que Lina Vieira, a ex-Secretária da Receita Federal, finalmente (dois meses após o escândalo em torno da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Atualizado</h2>
<p>Não há limites para esse eixo Veja-Folha que se formou anos atrás e prossegue impávido, mesmo depois do desmoronamento da credibilidade da revista (<a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000030323?nocover=true" target="_blank">clique aqui</a> para ler a íntegra das matérias).</p>
<p>Esta semana, Veja apresenta um furo estrambólico: diz que Lina Vieira, a ex-Secretária da Receita Federal, finalmente (dois meses após o escândalo em torno da suporta reunião reservada com Dilma Rousseff) abriu sua mala e, ó surpresa!, encontrou a agenda perdida, onde estava escrito à mão a data da sua reunião com a Ministra Dilma Rousseff.</p>
<p>A reportagem da <strong>Veja</strong> é um desses primores do antijornalismo:</p>
<p>Em um trecho,  admite (ufa!) que a Secretária tinha dito que a tal reunião talvez ocorrera em dezembro.</p>
<blockquote><p>A ex-secretária, por sua vez, nunca apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira. O dia? Lina não se lembrava. O mês? Lina dizia que fora próximo ao fim de 2008, talvez em dezembro. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal.</p></blockquote>
<p>Agora, a tal agenda apareceu. E, segundo a revista, tem um dado capaz de mudar tudo: uma anotação à mão (!).</p>
<blockquote><p><span id="more-36205"></span>A ex-secretária da Receita fez uma anotação a mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma. Ela escreveu: &#8220;Dar retorno à ministra sobre família Sarney&#8221;.  De acordo com um amigo de Lina, a quem ela confidenciou ter achado a agenda, bem como detalhes ainda não revelados sobre o encontro, a reunião ocorreu pela manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra.</p></blockquote>
<p>Consultem-se os jornais da época (<a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000030325?nocover=true" target="_blank">clique aqui</a>):</p>
<p>Em 28 de agosto o Palácio informou os dias em que Lina esteve por lá. Entre os quais, 9 de outubro. Esse mesmo dia que a <strong>Veja</strong>, agora, apresenta como furo.</p>
<p>O non-sense da matéria produz essa pérola de jornalismo investigativo:</p>
<blockquote><p>O registro feito pela ex-secretária em sua agenda pessoal não é, obviamente, prova irrefutável de que a reunião realmente ocorreu e, consequentemente, de que Dilma não disse a verdade. Mas sua existência é um avanço considerável, sobretudo quando analisado em conjunto com informações já conhecidas.</p></blockquote>
<p>Mas que &#8220;informações já conhecidas&#8221; seriam essas?</p>
<p>A reportagem prossegue e, (surpresa!) admite o óbvio conhecido: que a tal data de 9 de outubro não era novidade nenhuma</p>
<blockquote><p>Em agosto passado, o senador Romero Jucá, um dos principais defensores do governo no Congresso, divulgou um relatório com as entradas oficiais de Lina no Palácio do Planalto. De acordo com Jucá, a ex-secretária esteve no Planalto quatro vezes &#8211; em outubro de 2008 e nos meses de janeiro, fevereiro e maio de 2009. O único ingresso registrado no ano passado, portanto, ocorreu em 9 de outubro, às 10h13. Lina, segundo os registros oficiais, deixou o Planalto às 11h29 do mesmo dia.</p></blockquote>
<p>Então, qual a novidade da matéria? E por que Jucá teria divulgado a data do encontro?</p>
<blockquote><p>Na época, interessava ao governo divulgar a informação porque, embora afirmasse não lembrar com exatidão a data do encontro, Lina dizia que a reunião teria ocorrido no fim do ano, provavelmente em dezembro. A falta de registro de um ingresso de Lina naquele mês, portanto, seria um indício de que a ex-secretária mentia ao confirmar o encontro com a ministra. Agora, com o surgimento da agenda, e da anotação de que o encontro com Dilma ocorreu no mesmo dia 9 de outubro, a tentativa de desmentir a ex-secretária pode acabar confirmando sua versão.</p></blockquote>
<p>Em 12 de agosto de 2009, Dilma Rousseff havia desafiado Lina a mostrar a agenda. Em 18 de agosto de 2008, foi a vez de Lula desafiar Lina, e nada.</p>
<p>Logo depois, Lina informara aos Senadores de oposição que a reunião secreta teria ocorrido em 19 de dezembro. O dia foi desmentido pela própria comparação das agendas de Dilma e Lina – uma em reunião com a Petrobras, outra viajando para o Rio Grande do Norte.</p>
<p>Sempre que apresenta uma denúncia inconsistente (ou seja, sempre), um velho truque da revista consiste em deixar no ar que existem mais coisas, mais provas. Só que não apresenta, porque não existem.</p>
<p>Quantas e quantas vezes desmascarei aqui matérias furadas, mentirosas. E sempre vinha um leitor indicando uma pista que a revista deixava no ar &#8211; como se fosse um trunfo guardado na manga. Semanas depois, o trunfo continuava na manga para sempre: era blefe.</p>
<p>Agora, o  adicional – não mostrado pela revista – é  um CD onde supostamente estariam todos os emails trocados entre Lina e seus subordinados, provando tudo. Ora, presume-se que Lina se valeria do sistema oficial de emails da Secretaria. Quando desafiada a mostrar provas de que tivesse buscado informações sobre Sarney após a reunião, bastaria a ela acessar sua caixa postal na Receita e mostrar as providências que teria tomado após a reunião.</p>
<p>No seu Blog, Paulo Moreira Leite aponta mais dois fatos extraordinários. O repórter da Veja sequer leu a agenda. Limitou-se a registrar o depoimento de alguém &#8211; provavelmente da própria Lina. E Lina, que era incapaz de saber o dia da reunião, na CPI foi capaz de afirmar peremptoriamente que no dia 9 de outubro não se reuniu com Dilma. Isto em depoimento na CPI &#8211; onde a mentira pode ser punida. Veja deixou de lado esse depoimento para se fiar em um depoimento em off, de alguém que disse ter visto a anotação na agenda.</p>
<p>É desmoralizante.</p>
<p>A intenção da revista é de uma obviedade que espanta:</p>
<blockquote><p>A descoberta da agenda de Lina acontece em um momento especial para a ministra Dilma Rousseff, que, com a saúde recuperada, volta a empinar sua candidatura à Presidência. Apesar de ainda patinar nas pesquisas, a ministra tem conseguido apoios importantes, resultado de sua dupla jornada como ministra e candidata à sucessão de Lula.</p></blockquote>
<h3>Depois do Tico, o Teco</h3>
<p>Depois que o Tico dá a senha, entra o Teco – matéria da Folha, de Leonardo Souza, repercutindo a “denúncia” da Veja.</p>
<p>Segundo a matéria da Folha, Lina conseguiu a agenda logo depois da sessão da CPI, mas não divulgou porque recebeu recados de “pessoas ligadas ao governo” para deixar o assunto morrer. Ou seja, a mulher que foi à CPI, que se transformou no principal instrumento dos senadores da oposição, que chamou a Ministra de mentirosa , e que foi chamada de mentirosa pelo governo, não divulgou a “prova” de que não mentia porque recebeu recados&#8230; do governo.</p>
<p>O mais incrível é que todo esse carnaval não repousa em cima de nenhuma acusação. Na primeira matéria à Folha, Lina diz que Dilma teria pedido para agilizar as investigações sobre Fernando Sarney. Ela – Lina – que deduziu que o pedido  poderia ser para abafar o caso. Não tem acusação, não tem crime, não tem jornalismo. É uma discussão besta sobre se a reunião ocorreu ou não e se Dilma pediu ou para agilizar as investigações. Apenas isso. Criou-se um fato jornalístico, provavelmente falso, em cima de um não-escândalo.</p>
<p>O que disse Lina Vieira na CPI, segundo a própria Veja (<a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/lina-vieira-nega-pressao-dilma-caso-sarney-492687.shtml" target="_blank">clique aqui</a>)</p>
<blockquote><p>Questionada se Dilma teria pressionado a arquivar o processo, Lina disse que não. &#8220;A ministra me disse para agilizar a fiscalização do procedimento contra o filho de Sarney, mas, de forma alguma, o pedido foi para não investigar o filho de Sarney. Foi apenas para dar agilidade&#8221;, afirmou a ex-secretária.</p></blockquote>
<p>O problema não é apenas o da manipulação. É da manipulação grosseira, porque desaprenderam princípios básicos de jornalismo. Esse é o drama principal de alguns veículos como Folha e Veja. Até a manipulação exige domínio de princípios jornalísticos. Anos e anos de uso do cachimbo deixaram a boca torta: não se sabe mais fazer jornalismo.</p>
<p>Como lembra o leitor Jeová Barros de Almeida Júnior:</p>
<p>17/10/2009 às 10:54</p>
<h3>A “veia”, que o trem matou, morreu.</h3>
<p>Deu na revista “espia” que a agenda da ex-secretária da receita federal, Lina Vieira, apareceu e nela, pásmem!, consta o encontro que já havia sido divulgado pela própria casa civil, o qual se deu em 09 de outubro, e não como ela havia dito, em dezembro.</p>
<p>A revista “espia” (mas não olha) chega a uma conclusão que mudará a história da humanidade, da qual qeu discordo solenemente: A “VEIA”, QUE O TREM MATOU, MORREU!</p>
<p>Eu digo que não é factível, pois a verdade é que: Morreu a “veia” que o trem matou!<br />
<object width="425" height="344"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1p_MwErBh2U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/1p_MwErBh2U&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h2>Por Romanelli</h2>
<p>Reunião pela manhã?</p>
<p>Mas a sala não estava na penumbra? ..será que DILMA estava com conjuntivite?</p>
<p>e sobre o marido de LINA ter ligações com opositores de LULA e Dilma, ligados ao DEMO, a Agripino, nem uma palavrinha?</p>
<p>e DILMA? Finalmente, pro bem da nossa SOCIEDADE, vai processar a FAlha pela ficha falsa, a revistaVEJA (ou seria “Espia-ãh”) e LINA?</p>
<p>relembre aqui parte do depoimento dela:</p>
<p><a href="http://www.blogdomarlon.com.br/tag/lina-vieira/" target="_blank">http://www.blogdomarlon.com.br/tag/lina-vieira/</a></p>
<p>e o ESTADO brasileiro vai processar a mídia pelo pânico da Febre Amarela e da gripe suína?</p>
<p>sei não …se não …parce mesmo que tem algo a temer ..né não?</p>
<h2>Por Bruno Galvão</h2>
<p>É uma farsa tao mal feita. É triste saber que tem pessoas que acreditam numa farsa super mal feita dessas. Boa é a reportagem de Leila Swan no Globo em 20 de agosto:</p>
<p>“Segundo o relato da ex-secretária Lina Vieira a parlamentares do PSDB, a data de 19 de dezembro teria sido EXATAMENTE a data do encontro”. Pode-se ver na reportagem que a escolha dessa data foi por causa de furos na agenda da Dilma. Oh, episódio de mentiras fracas.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/08/19/agenda-oficial-de-dilma-tem-erros-omissoes-757486430.asp" target="_blank">http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/08/19/agenda-oficial-de-dilma-tem-erros-omissoes-757486430.asp</a></p>
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		<item>
		<title>Na CPI, Lina negou a data que Veja bancou</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 15:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lina Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Cabocla
A pá de cal na lógica oposicionista das “motivações” do Governo..

Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina

http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite
Do Blog de Paulo Moreira Leite 
Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina
por Paulo Moreira Leite &#124;

Reportagem publicada neste final de semana diz que, tres meses depois da explosão do escândalo, a agenda pessoal da ex-secretaria da Receita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Cabocla</h2>
<p>A pá de cal na lógica oposicionista das “motivações” do Governo..</p>
<p>Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina</p>
<p><a href="http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite" target="_blank">http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite</a></p>
<h2>Do Blog de Paulo Moreira Leite <a href="http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite" target="_blank"></a></h2>
<h3><a href="http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite" target="_blank">Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina</a></h3>
<p>por Paulo Moreira Leite |</p>
<p>Reportagem publicada neste final de semana diz que, tres meses depois da explosão do escândalo, a agenda pessoal da ex-secretaria da Receita Lina Vieira apareceu entre seus pertences transportados para Natal.</p>
<p>Conforme a reportagem, de Alexandre Oltramari, que não teve acesso a própria agenda, mas escreve bom base no relato de uma pessoa próxima da ex-secretária, no dia 9 de outubro a agenda contém a seguinte frase: “Dar retorno a ministra sobre Família Sarney.”</p>
<p>De acordo com Oltramari, teria ocorrido neste dia, portanto, a data da célebre reunião no Planalto na qual, conforme Lina Vieira, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff teria lhe solicitado para dar agilidade às conclusões de um inquérito sobre Fernando Sarney.</p>
<p>Não é a primeira vez em que surge, da parte de Lina Vieira, uma referência a essa data como o dia possível para a reunião. Na vez anterior, perguntada sobre 9 de outubro, ela disse: “Não, não.”</p>
<p><span id="more-36235"></span>Isso ocorreu no depoimento à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, em agosto deste ano. Quem tocou no assunto foi Aloizio Mercadante, que perguntou a Lina Vieira quantos encontros ela tivera com Dilma durante sua passagem pela receita. Lina respondeu que foram três, no máximo. Vamos ler as notas taquigráficas:</p>
<p>SENADOR ALOIZIO MERCADANTE (PT-SP): No máximo, três. Bom, o que eu tenho aqui é que, no dia 14 de agosto, a senhora teve uma audiência; no dia 9 de outubro, a senhora teve uma audiência, tratando do fórum de CEOS, que se realizaria no dia 10 de outubro; no dia 22 de janeiro, a senhora teve uma audiência com a presença da Ministra Dilma; no dia 16 de fevereiro, a senhora teve uma audiência com a Ministra Dilma; no dia 6 de maio, a senhora teve uma audiência com a Ministra Dilma; no dia 19 de maio, a senhora teve audiência com a Ministra Dilma para citar algumas, é muito mais do que duas, três. (…)</p>
<p>SRA. LINA MARIA VIEIRA: Não, não. Pode até constar da agenda, mas eu tive um encontro em São Paulo, no dia 9 de outubro, no dia 10. Eu viajei no dia 9 para essa reunião de CEOS, foi em São Paulo essa reunião. Depois eu tive um encontro para tratar da Minha Casa, Minha Vida.</p>
<p>A presença de Lina Vieira no Planalto, em 9 de outubro, encontra-se nos registros da segurança do Palácio e foi a partir deles que Mercadante colocou a questão. A assessoria de Dilma Rousseff, que desmente sequer que tenha conversado com a ex-secretaria sobre os problemas de Fernando Sarney com o fisco, sustenta que naquele dia ela foi ao Palácio para planejar com auxiliares da ministra a participação no forum do CEOS, uma atividade conjunta com o governo dos Estados Unidos.</p>
<p>Como o leitor há de se recordar, quando as primeiras reportagens sobre esse encontro Dilma-Lina foram publicadas, observadores políticos diziam que havia ocorrido uma troca: o governo mandava aliviar os problemas do filho para facilitar a ascenção do pai na caminhada para conquistar a presidência do Senado. O problema é que em 9 de outubro as articulações pela escolha do novo presidente do Senado nem haviam começado. A possível candidatura Sarney não fazia parte das conversas.</p>
<p>Depois de 9 de outubro, a data seguinte para o possível encontro é 22 janeiro de 2009 — quando seria tarde demais.</p>
<p>Nas semanas anteriores a 9 de outubro a revista Época publicara reportagens sobre os problemas do filho de Sarney com o fisco. Pelo menos um jornal fez a mesma coisa. Depois dessas reportagens, Lina Vieira e seu chefe, o ministro da Fazenda Guido Mantega, conversaram sobre o assunto. O ministro estava incomodado com a quebra do sigilo fiscal das empresas de Fernando Sarney durante uma investigação da Polícia Federal.</p>
<p>Até agora, o encontro entre Guido Mantega e Lino Vieira para tratar do assunto é a única reunião que duas partes admitem ter ocorrido.</p>
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		<title>Uma tese sobre a ficha falsa de Dilma</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 16:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[ficha falsa]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[tese]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jakson ferreira de Alencar
Estou fazendo pesquisa de mestrado na PUC – SP, na área de comunicação. Pesquisarei a relação entre imprensa e desigualdade social no Brasil a partir do caso da ficha falsa da Dilma na folha de São Paulo (ver resumo abaixo). Já reuni muito material sobre o caso, incluindo bastante coisa da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Jakson ferreira de Alencar</h2>
<p>Estou fazendo pesquisa de mestrado na PUC – SP, na área de comunicação. Pesquisarei a relação entre imprensa e desigualdade social no Brasil a partir do caso da ficha falsa da Dilma na folha de São Paulo (ver resumo abaixo). Já reuni muito material sobre o caso, incluindo bastante coisa da Blogosfera. Estou postando aqui para caso alguém deseje contribuir com algum elemento para a pesquisa. Quem desejar entrar em contato, meu e-mail é: jfalencar@yahoo.com.br.</p>
<p><span id="more-35986"></span>Título: A DITADURA CONTINUADA – um estudo sobre informação jornalística e desigualdade social a partir do caso da ficha falsa do DEOPS atribuída à ministra</p>
<p>Dilma Roussef na Folha de S. Paulo</p>
<p>Resumo: A pesquisa visa descrever e analisar as relações entre a imprensa e um problema central do Brasil, a desigualdade social, tomando como ponto de partida o caso da publicação, na Folha de S. Paulo, de uma ficha falsa atribuída aos arquivos da ditadura militar, com crimes associados à Dilma Rousseff e de matérias correlatas, que associavam a ministra a tais crimes, como “terrorista”; em particular, a associavam a um plano de seqüestro de autoridade não ocorrido. O caso em si e seus desdobramentos põem em evidência, com contornos definidos, uma série de questões relativas à linha editorial do Jornal, formas de tratamento da informação com ausência de ética jornalística e política, posicionamentos políticos reacionários, ausência de esclarecimentos e contrapontos, escandalização de factóides identificação com o ideário da ditadura militar, a qual surgiu e se manteve como reação a movimentos políticos favoráveis à redução da desigualdade social no país. A descrição do caso será contextualizada na história da imprensa brasileira e do próprio jornal, identificando as razões para essa linha editorial e, analisando o caso e seu contexto com base em teorias da comunicação social, segundo as quais a divulgação de determinados temas, a ocultação de outros e o controle e a manipulação do conhecimento são fatores de modelação da vida social.</p>
<p>Segundo a hipótese a ser verificada, a imprensa brasileira tem fortes relações com a desigualdade social existente no Brasil, sendo configurada por ela e participando da sua reprodução. A pesquisa se inspira na obra de Darcy Ribeiro, “O povo brasileiro”, e fundamentar-se-á em teóricos como Jesús Martín-Barbero, Muniz Sodré, Antonio Gramsci, Nelson Werneck Sodré, pensadores da escola de Frankfurt, das teorias agenda setting, espiral do silêncio, das diferenças de conhecimento e da construção social da realidade.</p>
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		<title>O estilo Veja da Folha</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 13:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[factóides]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Sarney]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jorge Furtado
CPI da Telma
Deixa ver se eu entendi: a matéria de capa da edição de domingo da Folha de S. Paulo, tratada como denúncia séria e ares de novo escândalo, acusa o ministro das Minas e Energia de ter uma secretária (Telma) que marca e cancela reuniões “sem avisá-lo previamente”? É isso mesmo? Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Jorge Furtado</h2>
<h3>CPI da Telma</h3>
<p>Deixa ver se eu entendi: a matéria de capa da edição de domingo da Folha de S. Paulo, tratada como denúncia séria e ares de novo escândalo, acusa o ministro das Minas e Energia de ter uma secretária (Telma) que marca e cancela reuniões “sem avisá-lo previamente”? É isso mesmo? Depois de livrar-se da verdade dos fatos * a Folha de S. Paulo, na sua campanha aberta para devolver o poder ao PSDB paulista, perdeu também a noção do ridículo?</p>
<p>Tudo leva a crer que sim. No sábado retrasado, no inútil esforço de remendar a incrível barriga dos 35 milhões de brasileiros que, segundo o jornal, iriam contrair a gripe A, encomendou ao Datafolha uma pesquisa bizarra: “nos últimos meses de inverno, você sentiu algum sintoma de gripe?”. De posse das respostas, o jornal concluiu que pelo menos 20 milhões de brasileiros tiveram a gripe A, ou seja, o erro da Folha teria sido de “apenas” 15 milhões de doentes. Só que, como a letalidade do vírus é de 0,4%, segundo os cálculos da Folha de S. Paulo, 80 mil brasileiros morreram de gripe A, mas apenas 2 mil foram enterrados. Os outros 78 mil, zumbis insepultos, pelo jeito estão trabalhando na redação do jornal.</p>
<p>* Os exemplos recentes do desapego da FSP à verdade são muitos, incluem a versão do delegado Edmilson Pereira Bruno sobre as fotos do dinheiro dos aloprados, o grampo sem áudio Gilmar/Veja/Demóstenes, a reunião sem data com Lina Vieira, o Picasso do INSS, a fraude da ficha da Dilma no DOPS, os números da gripe A, o dossiê do “uiscão” e da tapioca, etc, etc…</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><span id="more-35564"></span>Família Sarney interfere em agenda do ministro do pré-sal</h3>
<p>Grampo mostra que filho e aliado do senador têm ingerência em compromissos de Lobão</p>
<p>Fernando Sarney e Silas Rondeau incluem reuniões na agenda do ministério; Lobão cita amizade e diz que são &#8220;apenas solicitações&#8221;</p>
<p>HUDSON CORRÊA</p>
<p>ENVIADO ESPECIAL A SÃO LUÍS (MA)</p>
<p>ANDRÉA MICHAEL</p>
<p>ANDREZA MATAIS</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>O ministro encarregado pelo presidente Lula de administrar o pré-sal, a riqueza que representa o &#8220;passaporte para o futuro&#8221; do Brasil, é um aliado de José Sarney tão obediente que permite ao presidente do Senado interferir em sua agenda.</p>
<p>Conversas interceptadas pela Polícia Federal mostram que o filho mais velho de Sarney e um apadrinhado antigo do clã maranhense têm livre acesso ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e a seu gabinete.</p>
<p>Nesses diálogos, eles ditam compromissos para Lobão ou para seus assessores e secretárias, marcam e cancelam reuniões do ministro sem avisá-lo previamente, orientam Lobão sobre o que dizer a empresários que irá receber, falam de nomeações no governo e discutem contratos que acabariam assinados pelo ministério.</p>
<p>As conversas, no entender da PF, configuram &#8220;tráfico de influência&#8221; -crime de solicitar ou obter vantagem para influir em órgão público-, que prevê de dois a cinco anos de prisão.</p>
<p>O relatório do inquérito diz que Fernando, o filho mais velho de Sarney, &#8220;coordenou a prática ilícita&#8221;. Silas Rondeau, o aliado de Sarney que antecedeu Lobão no Ministério de Minas e Energia e de lá saiu em 2007 sob denúncias de corrupção, seria seu subordinado.</p>
<p>Obtidas pela PF com autorização da Justiça, as escutas fazem parte da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor), que investigou negócios da família Sarney e culminou com o indiciamento de Fernando sob a acusação de crime de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.</p>
<p>Apelidos</p>
<p>Nas conversas, Lobão, Rondeau e Fernando se tratam quase sempre por apelidos. O ministro é chamado de &#8220;Magro Velho&#8221;. Rondeau é o &#8220;Baixinho&#8221;. Fernando é chamado de &#8220;Bomba&#8221;, &#8220;Bombinha&#8221; ou &#8220;Madre&#8221;, e José Sarney é chamado de &#8220;Madre Superiora&#8221;.</p>
<p>Questionado pela Folha, Lobão negou que José Sarney, por meio de Fernando e Rondeau, interfira em sua agenda ou tenha influência sobre questões do governo. Eles &#8220;podem fazer solicitações&#8221;, disse. &#8220;O [nosso] relacionamento é de amizade.&#8221;</p>
<p>O conteúdo de oito grampos a que a Folha teve acesso, porém, mostra que o ministro &#8220;terceirizou&#8221; aos colegas a sua agenda de compromissos.</p>
<p>Num diálogo de 16 de setembro de 2008, Fernando conversou com o então assessor de imprensa de Lobão -Antônio Carlos Lima, o Pipoca- e contou que marcou um jantar de negócios para o ministro para a semana seguinte: &#8220;Depois eu me acerto com ele [Lobão]&#8220;.</p>
<p>Nesse mesmo dia, Fernando falou com Lobão sobre dois compromissos que este teria no ministério e deu instruções.</p>
<p>O primeiro foi uma audiência com representantes de emissoras de rádio e de TV, para discutir como revogar o decreto presidencial que programava o início do horário de verão. Lobão resistiu. &#8220;Escuta e vê se é possível. Entendeu?&#8221;, disse Fernando. &#8220;Tá bom.&#8221;</p>
<p>O segundo foi uma reunião com Lauro Fiúza, da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). &#8220;Eu tinha acenado com ele que de repente você ia fazer um contato mais próximo. (&#8230;) Vão fazer uma exposição para você sobre os projetos&#8221;, comunicou Fernando. Em 2008 Fiúza contratou por R$ 10 mil mensais a RV2 Consultoria, de Rondeau, para assessorar a ABEEólica.</p>
<p>Secretária</p>
<p>Noutra conversa, datada de 30 de junho de 2008, Rondeau pediu à secretária de Lobão, Telma, para inserir na agenda do ministro um encontro com o grupo espanhol Gás Natural em 9 de julho. &#8220;Como é o nome da empresa?&#8221;, perguntou Telma.</p>
<p>Rondeau explicou que &#8220;é parceira da Petrobras na distribuição de gás natural no Rio&#8221; (embora tenha sido exonerado da pasta em 2007 e denunciado à Justiça um ano depois, Rondeau continua no Conselho de Administração da Petrobras.)</p>
<p>Dois minutos depois de acertar com a secretária de Lobão a audiência, Rondeau ligou para um executivo da Gás Natural e disse que o ministro tinha &#8220;bastante interesse em ouvir que vocês estariam dispostos [a investir] em caso do Maranhão como um mercado gasífero&#8221;.</p>
<p>Ainda em 30 de junho de 2008, Rondeau contatou a secretária para agendar outra reunião. &#8220;Dia 4 está bom. São dois donos da Engevix que querem tratar o assunto do Peru. Ele [Lobão] sabe o que é&#8221;, disse.</p>
<p>Rondeau ligou a seguir para José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, e ouviu o pedido para que o acompanhasse à reunião com Lobão para tratar da construção de hidrelétricas no Peru com a participação da Eletrobrás, estatal ligada à pasta: &#8220;Sua presença é fundamental pelo fato de que os próximos passos já saem na hora com sua cooperação&#8221;, afirmou Antunes.</p>
<p>Na tarde de 4 de julho, Rondeau ligou de novo para Telma e solicitou a ela que alterasse os registros da agenda oficial: &#8220;Tira do registro. Tu te lembras das fofocas de agenda, de registro. Você está bem vacinada. Para evitar qualquer ilação, tira meu nome. Se eu puder ir, eu vou, mas tira do agendamento&#8221;.</p>
<p>No sistema interno do Ministério de Minas e Energia não há anotação de reunião de Lobão com a Engevix no dia 4 -apenas de outra, no dia 9. Dois meses depois, a Engevix assinou acordo com a Eletrobrás para estudar a viabilidade de construir seis usinas em território peruano, num negócio estimado em US$ 16 bilhões.</p>
<p>Além de interferir na agenda de Lobão, a PF concluiu que Fernando Sarney tratava de nomeações no ministério. É o que indica conversa de 27 de agosto do ano passado com o assessor de imprensa de Lobão.</p>
<p>&#8220;Tu te lembras hoje de manhã que tu me falaste daqueles cargos que tinha de R$ 800, R$ 900, aquele negócio todo?&#8221;, pergunta Fernando. &#8220;Eu vou pedir para uma amiga minha, que se chama Lina, vou dar o teu telefone pra ela. Eu queria que tu botasse [ela] nesse esquema&#8221;, pediu o filho do presidente do Senado. &#8220;Manda ela ir me visitar lá&#8221;, disse Pipoca.</p>
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		<title>O jogo de factóides da Folha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/07/o-jogo-de-factoides-da-folha/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 16:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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		<category><![CDATA[vice]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Wellington Turino Sabbagh
Nassif,

Veja a matéria abaixo: clique aqui.
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), considera “fantasiosa e leviana” a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o aconselhou, em encontro na semana passada, a não aceitar ser de vice na chapa do também tucano José Serra.
“Sou adversário político do presidente, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Wellington Turino Sabbagh</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Veja a matéria abaixo: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u634658.shtml" target="_blank">clique aqui.</a></p>
<blockquote><p>O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), considera “fantasiosa e leviana” a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o aconselhou, em encontro na semana passada, a não aceitar ser de vice na chapa do também tucano José Serra.</p></blockquote>
<blockquote><p>“Sou adversário político do presidente, mas nos respeitamos. Ele jamais me diria isso”, disse Aécio.</p></blockquote>
<p>Mais uma mentira.</p>
<h2>Comentario</h2>
<p>A Folha já deu como favas contadas que Aécio aceitara ser vice de Serra. E não era verdade. Agora vem com essa. É um jogo manjado, que ocorre em todas as eleições. Mas ainda não caiu a ficha do jornal sobre como essas jogadas o expõem, nessa era da Internet.</p>
<p>É incrível como não cai a ficha de que esse modo de fazer jornalismo acabou.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre moscas e porcos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/07/sobre-moscas-e-porcos/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 10:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[gripo suína]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=35086]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Marco
Nassif, aproveitando a oportunidade, passou despercebido mas foi flagrado pelo Luiz Antonio Magalhães do Observatório da Imprensa. A Folha de SP tornou-se definitivamente um jornal surreal:

A matéria deste comentário saiu escondidinha, no segundo caderno do Cotidiano da Folha de S.Paulo, e não mereceu chamada de capa. É inacreditável que o jornal tenha feito o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marco</h2>
<p>Nassif, aproveitando a oportunidade, passou despercebido mas foi flagrado pelo Luiz Antonio Magalhães do Observatório da Imprensa. A Folha de SP tornou-se definitivamente um jornal surreal:</p>
<p>A matéria deste comentário saiu escondidinha, no segundo caderno do Cotidiano da Folha de S.Paulo, e não mereceu chamada de capa. É inacreditável que o jornal tenha feito o que fez na edição de sábado (3/10). Resumindo a história, depois de afirmar, no dia 19 de julho, na primeira página, que 35 milhões de brasileiros seriam contaminados pela gripe suína, o jornal mandou a campo o seu próprio instituto de pesquisas, o Datafolha, para realizar uma das coisas mais ridículas da história do jornalismo brasileiro.</p>
<p>Sim, porque a enquete mesmo é algo surreal: o Datafolha mandou seus pesquisadores para as ruas perguntar às pessoas se, nos últimos meses, elas tiveram “sintomas de gripe”.</p>
<p>Com o resultado em mãos, a Folha escreveu outra pérola que não resiste a dois minutos de análise. Segundo o jornal, “27% dos brasileiros tiveram sintomas de gripe desde junho”, o que equivale a 51,3 milhões de pessoas. Bem, aí o jornal faz uma continha malandra, diz que 40% desses casos devem ser da variante suína e chega aos 20 milhões de infectados pela doença no Brasil. No meio do texto, a ressalva de que o “auto-diagnóstico” não é propriamente a melhor maneira de se aferir as coisas, mas, enfim, está lá o número grandão – 20 milhões, uma enormidade, e ainda assim, 15 milhões abaixo do “previsto” pelo jornal em julho.</p>
<p>Um espanto</p>
<p><span id="more-35086"></span>É evidente que a pesquisa não vale coisa alguma e que o número está superdimensionado. Dos tais 27% dos entrevistados (e não de toda a população brasileira, conforme a própria pesquisa mostra, porque não foram pesquisados os menores de 16 anos) que disseram ter tido sintoma de gripe, é bastante provável que um percentual expressivo tenha respondido afirmativamente mesmo no caso de ter passado apenas por um mero resfriado, muito mais comum do que a gripe, conforme apontam os especialistas.</p>
<p>Ademais, a estupidez cometida pelo jornal não se sustenta pela taxa de letalidade da doença. Se de fato fossem 20 milhões de brasileiros com a suína, apenas na faixa acima de 16 anos, admitindo a taxa de 0,4%, já deveriam ter morrido 80 mil pessoas em consequência da doença. Só que não morreram nem duas mil. Realmente, espanta que um jornalista inteligente, estudado e bem formado como Hélio Schwartsman se preste ao triste papel de assinar uma sandice como a que se pode ler a seguir.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O caso Opportunity e a Folha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/28/o-caso-opportunity-e-a-folha/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/28/o-caso-opportunity-e-a-folha/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 13:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Chacal]]></category>
		<category><![CDATA[Opportunity]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=34403]]></guid>
		<description><![CDATA[Da Folha
Telecom Italia espionou várias teles no país
Em depoimentos à Justiça italiana, ex-executivos da TI revelam que Vivo, Telefônica e Telmex também foram investigadas

Entre as diversas atividades clandestinas estavam a invasão de computadores de empresas concorrentes e o furto de documentos

LEONARDO SOUZA

VALDO CRUZ

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em depoimentos à Justiça italiana obtidos pela Folha, ex-executivos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000031113?nocover=true" target="_blank">Telecom Italia espionou várias teles no país</a></h3>
<blockquote><p>Em depoimentos à Justiça italiana, ex-executivos da TI revelam que Vivo, Telefônica e Telmex também foram investigadas</p>
<p>Entre as diversas atividades clandestinas estavam a invasão de computadores de empresas concorrentes e o furto de documentos</p>
<p>LEONARDO SOUZA</p>
<p>VALDO CRUZ</p>
<p>DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>Em depoimentos à Justiça italiana obtidos pela Folha, ex-executivos da Telecom Italia (TI) revelam, em detalhes, que a operação de espionagem montada pela companhia no Brasil era muito mais abrangente do que se imaginava.</p>
<p>Sabia-se desde 2004 da guerra de contrainteligência entre a TI e o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, pelo controle da Brasil Telecom, que contratara a agência de investigação Kroll para bisbilhotar os italianos, atingindo também integrantes do alto escalão do governo Lula. Pela primeira vez, contudo, vêm a público no Brasil relatos da atividade clandestina contra outras companhias: Vivo, Telefônica e Telmex (Claro e Embratel).</p></blockquote>
<p><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000031113?nocover=true" target="_blank">Continua</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Alguns comentários:</p>
<p>1.	A notícia é velha. É o tal relatório italiano que a Veja vivia alardeando. Está disponível há mais de ano nos sites da Justiça italiana. Já mereceu ampla reportagem da Carta Capital. A única informação relevante é tentar levantar qual a motivação da Folha para ressuscitar notícia velha, correndo um claro risco de imagem.</p>
<p><span id="more-34403"></span></p>
<p>2.	Conforme a discussão que houve aqui na época, a intenção dos advogados do Opportunity sempre foi a de misturar os dois inquéritos – a Operação Anaconda da Polícia Federal (que apura grampos de Dantas) e o dos italianos – por uma razão simples. O inquérito italiano se baseou em interceptações ilegais de telefones e emails pela Telecom Italia. O brasileiro só em cima de interceptações autorizadas pelo juiz. Misturando os dois inquéritos, haveria uma “contaminação” do inquérito brasileiro. O que daria margem a anos de discussão.</p>
<p>3.	Na minha série sobre a Veja, no capítulo <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/aentrevistadejanone" target="_blank">“O lobista de Dantas”</a>, expliquei essa manobra jurídica. Quando explodiu a Satiagraha e a defesa de Dantas entrou em pânico, Mainardi acelerou passo para conseguir a incorporação do inquérito italiano no brasileiro. Afirmou em sua coluna ter levado pessoalmente o material ao juiz que cuida do caso.  Logo em seguida, o “macaco em loja de louças” Nélio Machado – advogado do Opportunity – escancarou a defesa, ao admitir a tese da “contaminação. Sua manifestação provocou uma resposta da procuradora paulista Anamara Osório Silva que cuida do caso, que soltou uma nota sustentando que não haveria essa incorporação e que a tese da contaminação não se sustentava. Então que fique claro que a tese da defesa de Dantas, para melar o inquérito, é sustentar que a Anaconda contou com ajuda dos arapongas da Telecom Italia.</p>
<p>5.	Certamente os advogados do Opportunity farão muito bom uso desses parágrafos especialmente selecionados:</p>
<blockquote><p>(&#8230;)Em 2004, a PF iniciou a Operação Chacal, que investigou suposta atividade ilegal da Kroll no Brasil, a mando de Daniel Dantas. Paralelamente ao trabalho da PF, os italianos promoveram uma série de ações contra os agentes da Kroll. Numa delas, em um hotel no Rio, invadiram o computador de um deles e roubaram vários arquivos, que depois foram selecionados e gravados em um CD entregue à PF.</p></blockquote>
<blockquote><p>(&#8230;) Em outra passagem, Angelo Jannone, ex-chefe da Segurança da TI para América Latina, ajudou os policiais brasileiros a prender um colaborador da agência americana de investigação. &#8220;Eu tive de servir de isca para a Polícia Federal&#8221;, contou Jannone à Justiça italiana.</p></blockquote>
<p>É nítida a intenção da matéria em definir a relação entre a Operação Chacal e os arapongas italianos. Supor que dois jornalistas sem familiaridade maior com o tema leram 700 mil páginas e selecionaram jornalisticamente apenas trechos que interessavam diretamente à defesa de Dantas, é acreditar demais nos métodos de leitura dinâmica.</p>
<p>Como são jornalistas sérios, a matéria traz pelo menos uma informação relevante: o tema Opportunity passa diretamente pela Direção de Redação do jornal.</p>
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		<title>A ANP e a Folha erramos</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 11:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
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Now playing: Fábio Zanon - 16. João Pernambuco
via FoxyTunes De Haroldo Lima, presidente da ANP
Senhor diretor de redação, Otávio Frias Filho

A matéria hoje (25/9) publicada na Folha, e assinada por Márcio Aith, referente ao “falso dossiê” sobre royalties - que tanta publicidade acrítica teve nos últimos tempos pela grande imprensa do País – traz falsas [...]]]></description>
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<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
Now playing: <a title="'Fábio Zanon - 16. João Pernambuco' - open on FoxyTunes Planet" href="http://www.foxytunes.com/artist/f%c3%a1bio+zanon/track/16.+jo%c3%a3o+pernambuco">Fábio Zanon &#8211; 16. João Pernambuco</a><br />
<span style="color: #999999;font-style: italic;font-size: 10px">via <a title="FoxyTunes - Web of music at your fingertips" href="http://www.foxytunes.com/signatunes/">FoxyTunes</a></span> De Haroldo Lima, presidente da ANP</h2>
<p>Senhor diretor de redação, Otávio Frias Filho</p>
<p>A matéria hoje (25/9) publicada na Folha, e assinada por Márcio Aith, referente ao “falso dossiê” sobre royalties &#8211; que tanta publicidade acrítica teve nos últimos tempos pela grande imprensa do País – traz falsas informações, talvez porque não tenha procurado a ANP antes de publicar a matéria:</p>
<p><span id="more-34228"></span>1.     diz que Wilson F. Pinna, acusado de autor do “falso dossiê”, ´”é homem de confiança do presidente do órgão  Haroldo Lima”;</p>
<p>2.     diz que “Pinna foi recrutado por Lima em agosto de 2005”;</p>
<p>3.     que “até quatro meses atrás despachava semanalmente com Lima”.</p>
<p>Essas informações não estão distorcidas, são inteiramente falsas.</p>
<p>Nos seis anos em que estou na ANP o senhor Pinna, não só não freqüentou semanalmente meu gabinete, como nunca foi chamado por mim para conversa sobre qualquer assunto, em meu gabinete ou fora dele, inclusive porque não era subordinado diretamente a mim. A idéia de que o referido senhor era pessoa de minha confiança pessoal e que despachava semanalmente comigo revela que o jornalista não apurou a matéria como deveria, ouvindo a ANP, e terminou desinformando os leitores de seu jornal. A notícia de que Pinna “foi recrutado por Lima em agosto de 2005” revela outra falha de apuração, uma vez que omite que o referido Pinna ingressou na ANP em 27 de setembro de 2001, quando nenhum dos atuais diretores da ANP aqui estavam, tendo sido então lotado no Núcleo de Fiscalização da Agência, hoje Superintendência de Fiscalização do Abastecimento.</p>
<p>Para terminar. Acabo de assinar a exoneração do Sr. Wilson F. Pinna de suas funções na ANP.</p>
<p>__________________________________________________________________________________________________________</p>
<p>NOTA DA ANP</p>
<p>O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, ad referendum da diretoria colegiada, assinou portaria que exonera, a partir de hoje, o agente da PF, aposentado, Wilson Ferreira Pinna, do cargo de assistente administrativo desta Agência. A portaria já foi enviada para publicação no D.O.U.</p>
<p>A decisão foi tomada após o diretor-geral ter sido informado na tarde de ontem, por ofício da Assessoria de Inteligência, segundo o qual o servidor “foi denunciado pelo Ministério Público Federal  (MPF) como o autor de falso dossiê a respeito da distribuição de royalties”.</p>
<p>A ANP esclarece ainda que o servidor ingressou na Agência em 27/9/2001 no Núcleo de Fiscalização da Agência, saindo em 11/9/2003.  Após sua aposentadoria na PF, voltou à Agência em 5/9/2005 na condição de nomeado sem vinculo como assistente administrativo na Assessoria de Inteligência.</p>
<p>A ANP nega  as  informações publicadas hoje (25/9) pela Folha de São Paulo, sem ouvir a ANP, de que Wilson Ferreira Pinna “é homem de confiança do presidente do órgão Haroldo Lima”, “que despachava semanalmente com Lima” e que tivesse por atribuições “proteger a Agência de grampos e coibir a corrupção interna”.</p>
<h2>Por Sanzio</h2>
<p>“foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o autor de FALSO DOSSIÊ a respeito da distribuição de royalties”.</p>
<p>E como a Folha trata o assunto na matéria de hoje:</p>
<blockquote><p>“Funcionário foi identificado pela Polícia Federal como o autor de SUPOSTO DOSSIÊ FALSO contra Victor Martins, diretor do órgão regulador”</p></blockquote>
<blockquote><p>“Acusado de ser o autor de um SUPOSTO FALSO DOSSIÊ contra Victor Martins, diretor da ANP”</p></blockquote>
<blockquote><p>“O dossiê SUPOSTAMENTE elaborado por Pinna”</p></blockquote>
<blockquote><p>“A ANP não esclareceu, porém, quais eram as atribuições de Pinna nem se ele tinha autonomia para conduzir uma investigação independente sobre a conduta dos diretores.”</p></blockquote>
<p>O próximo passo será dizer que não dá para afirmar que o dossiê é verdadeiro, nem que é falso.</p>
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