iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

21/11/2009 - 11:15

A banda larga compartilhada

A Folha dá matéria hoje sobre a questão da banda larga, na regulamentação da Casa Civil. Até então, o jornal vinha defendendo posições que – embora legítimas – interessavam diretamente à sua controlada UOL. O projeto em andamento contempla suas preocupações e os interesses da UOL: a rede física será compartilhada por todas as partes – algo similar ao que ocorre no setor de energia.

É a saída mais democrática e economicamente mais equitativa. Compartilha-se a rede, ganhando escala e permitindo uma competição mais justa entre as partes. O desafio estará na governança dessa rede, para não permitir a preponderância de nenhum grupo. Obviamente a Folha defende que provedores participem da direção. É um bom tema para a Conferência Nacional de Comunicação discutir.

Por coincidência, certamente, Lula finalmente mereceu um editorial elogioso da Folha, por sua participação na conferência de Copenhague (clique aqui).

Da Folha

Governo avalia licitar rede de banda larga

Proposta da Casa Civil para universalizar serviço prevê uso da rede pública de fibras óticas, mas operação a cargo de um consórcio privado

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios Tags: , , ,
20/11/2009 - 08:56

O filme sobre Lula e o jornalismo tapioca

A Folha “descobriu” que empresas patrocinadoras do filme do Lula têm algum tipo de negócio com o governo. São algumas das maiores empresas brasileiras, como Volkswagen, OAS, JBS Friboi, Odebrecht, e assim por diante. E por “negócios” entenda-se desde compras irrelevantes do governo (R$ 31 milhões que a VW vendeu ao Ministério da Defesa) até obras, financiamentos do BNDES, incentivos fiscais, prestação de serviços.

Pergunto: qual empresa brasileira, dentre as 50 maiores, não têm nenhum negócio com o governo? Abaixo vai uma relação das maiores empresas privadas não-financeiras. Aponte uma que não tenha negócios com o governo. Aliás, pode incluir nesse pacote a Abril (que vende assinaturas e livros didáticos para o MEC), a Globo (através da Fundação Roberto Marinho e dos contratos de publicidade), a Folha (que recebe publicidade oficial, como os demais órgãos da imprensa).

Seria um furo se descobrisse algum grande grupo sem negócios com o governo.

Vale (Mineração), Usiminas (Siderúrgica), BrOi (Telecomunicações), Gerdau (Metalúrgica), CSN (Siderúrgica), CPFL (Energia), Braskem (Química), Redecard (Serviços), Embraer (Aviação), Votorantim (Vários).

Da Folha

Patrocinadores de “Lula” têm verba federal

Sete das 17 empresas que ajudaram a bancar o filme receberam R$ 407 milhões neste ano em contratos com o governo

Outras cinco financiadoras da obra sobre a vida de Lula obtiveram financiamentos do BNDES; empresas dizem não ver problema em ajuda

RUBENS VALENTE

DA REPORTAGEM LOCAL

PAULO GAMA

DA REDAÇÃO

A maior parte das 17 empresas patrocinadoras do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que deve entrar no circuito comercial em 1º de janeiro, mantém negócios com os ministérios e bancos do governo federal. Apenas em 2009, sete dessas empresas receberam cerca de R$ 407 milhões em pagamentos diretos da União por conta de obras, aquisição de equipamentos e outros serviços.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cinema Tags: , , ,
20/11/2009 - 08:29

A Folha e o samba do rábula doido

Depois que Otávio Frias Filho assumiu a Folha – com a morte de Otávio Frias de Oliveira – a Folha se transformou em uma mixórdia ideológica e editorial.

Antes, cultivava uma espécie de anarquismo de centro-esquerda. Atacava todos mas, nos grandes temas, adotava uma posição que se poderia chamar de progressista. Era uma anarquia previsível e aceita por seus leitores.

Com o afastamento do seu Frias, Otavinho decidiu atrelá-la ao pensamento neocon e ultraliberal – vinte anos depois da onda neoliberal ter começado e quando já estava em fase agônica. Terceirizou sua linha editorial para a Veja.

As consequências estão aí, nesse editorial sobre a votação do Supremo.

O STF conclui que a decisão de extraditar ou não é um ato de vontade do Executivo. Simplesmente se curva ao que a Constituição determina. Aliás, talvez Otávio não saiba, mas o STF é o guardião da Constituição. E mesmo nessa composição medíocre atual, a maioria decidiu acatar a Carta Magna.

O que diz o editorial da Folha?

O Supremo diz, simplesmente, que Lula não está obrigado a cumprir a extradição. Pode recusar-se a entregar o extraditando num ato de pura, e ilimitada, discricionariedade. Num passe de mágica, transfere-se a instância julgadora da extradição -papel que a Constituição reserva ao Supremo- para a Presidência da República. A corte máxima de repente se torna um órgão meramente consultivo nessa matéria, contrariando sua tradição centenária de decidir as questões, produzindo efeitos necessários de suas manifestações.

Ou seja, centenas de parlamentares se reúnem e votam uma Constituição, marco legal da República. A Constituição diz que cabe ao Chefe do Executivo a decisão de determinar ou não a extradição. E o editorial da Folha diz que essa determinação – que é da própria Constituição – contraria tradição centenária do STF decidir questões que, segundo a Constituição, não estão entre suas atribuições. Autêntico samba do rábula doido.

Poderia ter explorado esse ridículo do STF deliberar sobre a extradição e concluir que sua deliberação nada vale. Que nada! A Folha é incapaz de analisar isoladamente o princípio constitucional independentemente do personagem Battisti. E transmuda-se, de líder do mercado de opinião, em apenas um boneco de ventríloquo dos slogans neocons.

Da Folha

Confusão legal

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
19/11/2009 - 10:31

Dos erros reiterados da Folha

Por Stanley Burburinho

Do Comunique-se

Folha reconhece erro em matéria sobre Igreja Universal

Da Redação

A Folha de S. Paulo reconheceu que errou em matéria publicada na terça-feira (17/11) sobre a Igreja Universal do Reino de Deus. A correção, veiculada hoje (18/11), afirma que o “título ‘Contas da Universal movimentaram R$ 1,4 bi’ estava errado”, já que a reportagem dizia que as contas abrigavam recursos de “diferentes empresas e pessoas brasileiras”.

“Nem todo o dinheiro está relacionado à Universal”, afirmou a própria reportagem.

O erro foi indicado por matéria publicada na terça no site R7, na qual a Rede Record acusou a Folha de se aliar com a TV Globo numa “campanha difamatória”.

(http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&idnot=54225&editoria=8 )

“No meio da reportagem, porém, a própria Folha se desmente. (…) As contas não são ‘da Universal’, segundo a própria matéria. Nem mesmo há provas de que a Igreja Universal enviou dinheiro ilegalmente ao exterior”, apontou a Record.

Clique aqui

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
15/11/2009 - 09:06

A velha mídia e sua batalha inglória

Por Vladimir

Doeu. Editorial da Folha de hoje

Direito à informação

Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo independente no país

DEMOCRACIAS tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de poder que ameaçam o direito à informação.

Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos de comunicação com independência, financeira e editorial, em relação ao Estado. Contra o risco de que interesses empresariais cruzados ou monopólios bloqueiem o acesso a certas informações, criaram-se dispositivos para limitar o poder de grupos econômicos na mídia.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
13/11/2009 - 08:15

Padrão Folha: como esconder a Dilma

Do Painel do Leitor

Casa Civil

“A edição de ontem da Folha contém três informações falsas envolvendo a Casa Civil e a ministra Dilma Rousseff.

1) Na reportagem “TCU recomenda medidas para evitar um apagão”, a Folha afirma que “procurou a Casa Civil para saber o que foi feito (em relação ao relatório do TCU), mas não houve retorno até o fechamento desta edição”. A assessoria de imprensa da Casa Civil registra a origem, o horário e o assunto de todas as ligações recebidas de jornalistas. Na quarta-feira (11/11), não há registro de ligação de repórter da Folha para questionar sobre o relatório do TCU. Da Folha, a assessoria recebeu dois telefonemas da repórter Simone Iglesias -um pela manhã e outro às 21h14, ambos para tratar da agenda da ministra.

2) A reportagem “Serra faz críticas ao apagão; Dilma se cala” afirma que “Dilma tinha encontro com o governador de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira (…), mas desmarcou”. A verdade é que o horário do encontro, para tratar de obras portuárias naquele Estado, foi alterado das 11h para as 15h.

3) A Folha afirma ainda que a ministra não foi ao encontro do presidente de Israel, Shimon Peres, “como era esperado”. Esperado somente pela Folha, uma vez que esse compromisso jamais constou da agenda da ministra, como mostra e-mail enviado aos jornalistas às 9h11 de anteontem (11).”

RENATO HOFFMANN , assessoria de imprensa da Casa Civil (Brasília, DF)

Nota da Redação – As perguntas sobre o alerta do TCU foram enviadas por escrito, por e-mail, para a assessoria de imprensa da Casa Civil. Sobre o encontro com o governador de Santa Catarina, leia a seção “Erramos”.

Comentário

Otavinho devia reescrever o Manual de Redação da Folha e dar uma sistematização nesse estilo de jornalismo. Será útil daqui a algumas décadas, quando for feito o inventário sobre o processo de depreciação da velha mídia, perpetrado por ela própria.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
08/11/2009 - 10:15

O homem que subornava juízes

O comentarista Almeida chama a atenção para matéria de O Globo que coloca uma peça a mais no quebra-cabeças da série “O Caso de Veja“. Nesse episódio específico, na sub-série “O Caso da Folha”, especificamente no episódio do massacre da juíza Márcia Cunha.

No capítulo “A Imprensa e o Estilo Dantas” descrevo a maneira como Humberto Braz – presidente da Brasil Telecom, indicado por Daniel Dantas – operava o esquema da imprensa. Uma das chaves era Eduardo Raschkovsky.

Hoje, O Globo narra as percipécias de Eduardo Raschkovsky, lobista incumbido de influenciar o Tribunal de Justiça do Rio. Clique aqui para ler a matéria.

Em maio de 2005, a juíza Márcia Cunha, do Rio, deu ganho de causa aos fundos de pensão para romper com o contrato guarda-chuva, que garantia poderes absolutos a Daniel Dantas.

Logo em seguida, a juíza acusou Eduardo Raschkovsky de ter lhe feito uma proposta de suborno.

Imediatamente, a Folha enviou ao Rio a repórter Janaína Leite, depois de ter recebido um dossiê contra a juíza, preparado provavelmente pelo esquema de Dantas. Foi um dos capítulos mais baixos dessa tenebrosa parceria da mídia com Dantas. Munida de um conjunto de elementos inconsistentes, sem uma acusação fundamentada sequer, Janaína submeteu a juíza a um massacre sem quartel, impiedoso, que mereceu ampla repercussão na Folha, que você pode conferir clicando aqui. Posteriormente, O Globo e a própria Folha (através de Elvira Lobato) narraram as peripécias de Raschkovsky e o massacre de Márcia Cunha.

Posteriormente, Janaína apareceria na Operação Satiagraha conversando com Dantas na intimidade – e inclusive informando-o que tinha “acabado com o Nassif”, após os ataques que sofri de seu Blog.

A atuação de Janaína, durante todo esse períodos de matérias pró-Dantas, foi totalmente avalizada pelo Editor de Dinheiro Sérgio Malbergier e pelo diretor de redação Otávio Frias Filho.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , , , ,
29/10/2009 - 13:47

Lula e TV Record

Da Folha

Record é vítima de “preconceito”, diz Lula

Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com câmeras e “filma” Dilma e Cabral

RAPHAEL GOMIDE

DA SUCURSAL DO RIO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é “vítima de preconceito”, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro de produções RecNov (Record Novelas), em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.

Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e da Record, que está em viagem à África.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,
29/10/2009 - 08:33

Serra “nervos de aço”

Da Folha

Serra rejeita ultimato e diz ter “nervos de aço”

“Por que essa ansiedade?”, afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer

Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política

Joel Silva/Folha Imagem

O governador paulista José Serra durante cerimônia no Hospital do Servidor Público em S. Paulo

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Dizendo-se dono de “nervos de aço na política”, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recorreu ao exemplo da ministra-chefe da Casa Civil e sua potencial adversária, Dilma Rousseff (PT), para justificar a intenção de só se manifestar sobre a sucessão presidencial no ano que vem.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , ,
24/10/2009 - 08:12

Prossegue a guerra Record x Folha

Por Marcos P.B.

Nassif !

Aí vai uma reportagem em video sobre a diminuição do número de leitores de jornal no Brasil com destaque especial à Folha de São Paulo, que foi a que mais perdeu leitores. A reportagem levanta questões sobre a crise de credibilidade da Folha, assuntos já bem discutidos aqui no Blog, como a “ditabranda” e a falsa ficha da Dilma. A reportagem dura 13 minutos.

http://videos.r7.com/cai-numero-de-leitores-de-jornal-no-brasil/idmedia/fe17469f12d5c6379edb0f7983212264.html

Comentário

Sem o discernimento do seu Frias, a era Otavinho expôs inutilmente a Folha nos dois episódios agora exaustivamente explorado pela Record: a ditabranda e a ficha de Dilma.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
19/10/2009 - 09:55

Mordomias em 8 m2

Por daSilvaEdison

Nassif,

Na série “pega Dilma” a FSP Online saiu-se com esta:

“Geddel, Franklin, governadores e assessores ficaram em um alojamento com 15 suítes de cerca de 8 m2 e um banheiro privativo com chuveiro de 3 m2. Uma suíte de 10 m2 e cama “king size” (diferentemente das outras, com camas de casal) foi reservada a Geddel, que ficou com a de número 15, de seu partido, o PMDB”

O trecho faz parte da matéria com o sugestivo título:

“Alojamento de Lula tem risoto, uísque e roda de viola até a madrugada”

Clique aqui.

Será que a FSP perdeu a noção do que é o “metro quadrado”?

Suíte com 8 m2 não é suíte mas um cubículo.

E o banheiro com 3 m2?

Mas o Gedel ficou com uma Suíte Super, ou Master, de 10 m2.

Tenha paciência.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
19/10/2009 - 09:48

A Folha e o truque da repercussão

1. Faça uma denúncia insossa ou um factóide em cima do nada.

2. Faça de conta que a Internet não existe e que você não foi desmascarado meia hora depois.

3. Coloque alguns repórteres para recolher frases pré-definidas. Basta escolher a fonte que dirá o que você pretende.

4. No dia seguinte publique a “repercussão”. Conclua, por conta própria, que a notícia foi tão importante que teve o condão de reabrir um caso esquecido.

5. Depois, peça  (peloamordeDeus!) para a memória do leitor não chegar até a próxima semana e constatar que o caso não durou dois dias.

6. Se algum leitor escrever solicitando o nome do autor da reportagem, explique que a razão não foi o fato de nenhum repórter querer assinar o mico. É que foi trabalho coletivo, entende?

PS – E finja que seu leitor é bobo.

O resultado final será esse:

Da Folha

Dilma e Lina devem explicação pública, pressiona oposição

Declaração de ex-secretária, que teria achado agenda com data de reunião com ministra, reabre caso sobre ação do governo no fisco

Tucano ironiza Lula, que desafiou Lina a mostrar sua agenda com encontro com Dilma, a pedir que a chefe da Casa Civil faça o mesmo

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A declaração da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira de que achou a agenda com anotação do encontro que diz ter tido com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reabre o caso sobre a suposta ação do governo para “agilizar” as investigações sobre a família Sarney, avaliaram ontem senadores e deputados da oposição.

“Dilma terá de vir a público e se explicar”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). “Está claro que a conversa sempre existiu”, declarou Pedro Simon (PMDB-RS). Outro senador, Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, disse crer na palavra da ministra, que sempre negou a reunião com a ex-secretária.

José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara, pediu que Lina Vieira “colabore e venha a público” pessoalmente.

Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.

Segundo a ex-secretária, o encontro foi chamado por Dilma e teve um só tema: um pedido para “agilizar” a investigação do fisco nos negócios da família de José Sarney (PMDB), aliado do governo Lula e hoje presidente do Senado.

Em 19 de agosto, dez dias depois de ter feito a acusação em entrevista à Folha, Lina depôs no Senado. Ela confirmou sua versão e deu mais detalhes.

Tanto a ministra como Lula desdenharam das acusações e desafiaram a ex-secretária a apresentar provas da data exata do encontro. “Seria tão mais simples e mais fácil se a secretária mandasse a agenda que se encontrou com a Dilma”, disse Lula. “Era só pegar as duas agendas e ver o que aconteceu.”

Ontem o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ironizou o desafio. “Agora é só fazer o que Lula havia dito. A Dilma tem de mostrar a agenda dela.” Ele defende a ida da ministra ao Senado.

O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que aguarda cópia do contrato da empresa que faz monitoramento de imagens da entrada no Planalto. Ele quer provar que elas são armazenadas por mais de 30 dias, ao contrário do que alega o governo. “Com o documento em mãos que comprove a existência das imagens, passaria ao governo a tarefa de apresentar esclarecimentos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
18/10/2009 - 16:00

O eixo Veja-Folha e o caso Lina

Atualizado

Não há limites para esse eixo Veja-Folha que se formou anos atrás e prossegue impávido, mesmo depois do desmoronamento da credibilidade da revista (clique aqui para ler a íntegra das matérias).

Esta semana, Veja apresenta um furo estrambólico: diz que Lina Vieira, a ex-Secretária da Receita Federal, finalmente (dois meses após o escândalo em torno da suporta reunião reservada com Dilma Rousseff) abriu sua mala e, ó surpresa!, encontrou a agenda perdida, onde estava escrito à mão a data da sua reunião com a Ministra Dilma Rousseff.

A reportagem da Veja é um desses primores do antijornalismo:

Em um trecho,  admite (ufa!) que a Secretária tinha dito que a tal reunião talvez ocorrera em dezembro.

A ex-secretária, por sua vez, nunca apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira. O dia? Lina não se lembrava. O mês? Lina dizia que fora próximo ao fim de 2008, talvez em dezembro. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal.

Agora, a tal agenda apareceu. E, segundo a revista, tem um dado capaz de mudar tudo: uma anotação à mão (!).

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
18/10/2009 - 13:11

Na CPI, Lina negou a data que Veja bancou

Por Cabocla

A pá de cal na lógica oposicionista das “motivações” do Governo..

Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina

http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite

Do Blog de Paulo Moreira Leite

Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina

por Paulo Moreira Leite |

Reportagem publicada neste final de semana diz que, tres meses depois da explosão do escândalo, a agenda pessoal da ex-secretaria da Receita Lina Vieira apareceu entre seus pertences transportados para Natal.

Conforme a reportagem, de Alexandre Oltramari, que não teve acesso a própria agenda, mas escreve bom base no relato de uma pessoa próxima da ex-secretária, no dia 9 de outubro a agenda contém a seguinte frase: “Dar retorno a ministra sobre Família Sarney.”

De acordo com Oltramari, teria ocorrido neste dia, portanto, a data da célebre reunião no Planalto na qual, conforme Lina Vieira, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff teria lhe solicitado para dar agilidade às conclusões de um inquérito sobre Fernando Sarney.

Não é a primeira vez em que surge, da parte de Lina Vieira, uma referência a essa data como o dia possível para a reunião. Na vez anterior, perguntada sobre 9 de outubro, ela disse: “Não, não.”

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
15/10/2009 - 13:54

Uma tese sobre a ficha falsa de Dilma

Por Jakson ferreira de Alencar

Estou fazendo pesquisa de mestrado na PUC – SP, na área de comunicação. Pesquisarei a relação entre imprensa e desigualdade social no Brasil a partir do caso da ficha falsa da Dilma na folha de São Paulo (ver resumo abaixo). Já reuni muito material sobre o caso, incluindo bastante coisa da Blogosfera. Estou postando aqui para caso alguém deseje contribuir com algum elemento para a pesquisa. Quem desejar entrar em contato, meu e-mail é: jfalencar@yahoo.com.br.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,
11/10/2009 - 10:13

O estilo Veja da Folha

Por Jorge Furtado

CPI da Telma

Deixa ver se eu entendi: a matéria de capa da edição de domingo da Folha de S. Paulo, tratada como denúncia séria e ares de novo escândalo, acusa o ministro das Minas e Energia de ter uma secretária (Telma) que marca e cancela reuniões “sem avisá-lo previamente”? É isso mesmo? Depois de livrar-se da verdade dos fatos * a Folha de S. Paulo, na sua campanha aberta para devolver o poder ao PSDB paulista, perdeu também a noção do ridículo?

Tudo leva a crer que sim. No sábado retrasado, no inútil esforço de remendar a incrível barriga dos 35 milhões de brasileiros que, segundo o jornal, iriam contrair a gripe A, encomendou ao Datafolha uma pesquisa bizarra: “nos últimos meses de inverno, você sentiu algum sintoma de gripe?”. De posse das respostas, o jornal concluiu que pelo menos 20 milhões de brasileiros tiveram a gripe A, ou seja, o erro da Folha teria sido de “apenas” 15 milhões de doentes. Só que, como a letalidade do vírus é de 0,4%, segundo os cálculos da Folha de S. Paulo, 80 mil brasileiros morreram de gripe A, mas apenas 2 mil foram enterrados. Os outros 78 mil, zumbis insepultos, pelo jeito estão trabalhando na redação do jornal.

* Os exemplos recentes do desapego da FSP à verdade são muitos, incluem a versão do delegado Edmilson Pereira Bruno sobre as fotos do dinheiro dos aloprados, o grampo sem áudio Gilmar/Veja/Demóstenes, a reunião sem data com Lina Vieira, o Picasso do INSS, a fraude da ficha da Dilma no DOPS, os números da gripe A, o dossiê do “uiscão” e da tapioca, etc, etc…

Da Folha

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
07/10/2009 - 13:30

O jogo de factóides da Folha

Por Wellington Turino Sabbagh

Nassif,

Veja a matéria abaixo: clique aqui.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), considera “fantasiosa e leviana” a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o aconselhou, em encontro na semana passada, a não aceitar ser de vice na chapa do também tucano José Serra.

“Sou adversário político do presidente, mas nos respeitamos. Ele jamais me diria isso”, disse Aécio.

Mais uma mentira.

Comentario

A Folha já deu como favas contadas que Aécio aceitara ser vice de Serra. E não era verdade. Agora vem com essa. É um jogo manjado, que ocorre em todas as eleições. Mas ainda não caiu a ficha do jornal sobre como essas jogadas o expõem, nessa era da Internet.

É incrível como não cai a ficha de que esse modo de fazer jornalismo acabou.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia Tags: , , , , ,
07/10/2009 - 07:00

Sobre moscas e porcos

Por Marco

Nassif, aproveitando a oportunidade, passou despercebido mas foi flagrado pelo Luiz Antonio Magalhães do Observatório da Imprensa. A Folha de SP tornou-se definitivamente um jornal surreal:

A matéria deste comentário saiu escondidinha, no segundo caderno do Cotidiano da Folha de S.Paulo, e não mereceu chamada de capa. É inacreditável que o jornal tenha feito o que fez na edição de sábado (3/10). Resumindo a história, depois de afirmar, no dia 19 de julho, na primeira página, que 35 milhões de brasileiros seriam contaminados pela gripe suína, o jornal mandou a campo o seu próprio instituto de pesquisas, o Datafolha, para realizar uma das coisas mais ridículas da história do jornalismo brasileiro.

Sim, porque a enquete mesmo é algo surreal: o Datafolha mandou seus pesquisadores para as ruas perguntar às pessoas se, nos últimos meses, elas tiveram “sintomas de gripe”.

Com o resultado em mãos, a Folha escreveu outra pérola que não resiste a dois minutos de análise. Segundo o jornal, “27% dos brasileiros tiveram sintomas de gripe desde junho”, o que equivale a 51,3 milhões de pessoas. Bem, aí o jornal faz uma continha malandra, diz que 40% desses casos devem ser da variante suína e chega aos 20 milhões de infectados pela doença no Brasil. No meio do texto, a ressalva de que o “auto-diagnóstico” não é propriamente a melhor maneira de se aferir as coisas, mas, enfim, está lá o número grandão – 20 milhões, uma enormidade, e ainda assim, 15 milhões abaixo do “previsto” pelo jornal em julho.

Um espanto

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
28/09/2009 - 10:50

O caso Opportunity e a Folha

Da Folha

Telecom Italia espionou várias teles no país

Em depoimentos à Justiça italiana, ex-executivos da TI revelam que Vivo, Telefônica e Telmex também foram investigadas

Entre as diversas atividades clandestinas estavam a invasão de computadores de empresas concorrentes e o furto de documentos

LEONARDO SOUZA

VALDO CRUZ

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em depoimentos à Justiça italiana obtidos pela Folha, ex-executivos da Telecom Italia (TI) revelam, em detalhes, que a operação de espionagem montada pela companhia no Brasil era muito mais abrangente do que se imaginava.

Sabia-se desde 2004 da guerra de contrainteligência entre a TI e o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, pelo controle da Brasil Telecom, que contratara a agência de investigação Kroll para bisbilhotar os italianos, atingindo também integrantes do alto escalão do governo Lula. Pela primeira vez, contudo, vêm a público no Brasil relatos da atividade clandestina contra outras companhias: Vivo, Telefônica e Telmex (Claro e Embratel).

Continua

Comentário

Alguns comentários:

1. A notícia é velha. É o tal relatório italiano que a Veja vivia alardeando. Está disponível há mais de ano nos sites da Justiça italiana. Já mereceu ampla reportagem da Carta Capital. A única informação relevante é tentar levantar qual a motivação da Folha para ressuscitar notícia velha, correndo um claro risco de imagem.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
26/09/2009 - 08:00

A ANP e a Folha erramos

—————-
Now playing: Fábio Zanon – 16. João Pernambuco
via FoxyTunes De Haroldo Lima, presidente da ANP

Senhor diretor de redação, Otávio Frias Filho

A matéria hoje (25/9) publicada na Folha, e assinada por Márcio Aith, referente ao “falso dossiê” sobre royalties – que tanta publicidade acrítica teve nos últimos tempos pela grande imprensa do País – traz falsas informações, talvez porque não tenha procurado a ANP antes de publicar a matéria:

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , ,
17/09/2009 - 08:48

Contra alguns grampos

Uma ano atrás, indignação contra um grampo falso, uma maracutaia política. Agora, amplo espaço para vazamentos. De rabo preso.

A Folha, um ano atrás

Editoriais

PF prende PF

O DIRETOR-EXECUTIVO da Polícia Federal, Romero Menezes, segundo na hierarquia da corporação, foi preso anteontem pelo seu chefe direto e amigo pessoal, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. A prisão temporária foi pedida pelo Ministério Público Federal do Amapá, num desdobramento da Operação Toque de Midas, que investiga suposto esquema de fraudes em licitações no Estado.

(…) O episódio afeta, de modo mais geral, a credibilidade do aparato de segurança do Estado -até porque outra instituição afim, a Agência Brasileira de Inteligência, está sob forte suspeição. O titular da Abin, Paulo Lacerda, que dirigiu a PF até 2007, foi afastado por conta da investigação sobre o grampo no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

É importante que legisladores e autoridades aproveitem a oportunidade para aperfeiçoar o controle sobre esses órgãos de segurança. Nesse sentido caminha o projeto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que cria um conselho de parlamentares com acesso irrestrito a relatórios de inteligência. É preciso saber, no entanto, que garantias seriam dadas aos cidadãos de que esse órgão não se tornaria mais uma fonte de vazamentos de dados sob segredo.

Folha de hoje

grampo

Comentário

No episódio Daniel Dantas, indignação até com falsas denúncias de grampo. No caso Sarney, apoio total ao grampo de sua conversa com a neta.

Dá para acreditar?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
15/09/2009 - 08:14

Acertamos porém erramos

Um Painel do Leitor curioso da Folha.

Dias atrás o jornal publicou matéria dizendo que os bancos públicos reduziram os juros mas aumentaram as tarifas. Aqui mesmo leitores questionaram com base nos dados da própria reportagem. O jornal dizia que o crescimento do faturamento com tarifas nos públicos tinha sido maior do que nos privados; mas uma tabela comparativa demonstrava que o valor da tarifa continuava menor dos bancos públicos. Logo, o aumento da receita com tarifas não decorria do aumento das tarifas. Como explicar essa discrepância?

Ai o Banco do Brasil manda uma carta apontando o erro. Diz que manteve intocados os valores das tarifas e que a matéria esqueceu de levar em conta a incorporação da Nossa Caixa no balanço do banco. Sem considerar a incorporação, o crescimento da receita com serviços teria sido de 13,93% (compatível com os demais bancos) e não de 27,23%, conforme a matéria informou. Disse também que aumentou o volume de crédito e de clientes – o que se reflete do valor absoluto arrecadado com tarifas, sem que signifique aumento delas.

O jornal rebate, dizendo que que a matéria não desconsiderou a incorporação da Nossa Caixa, que apresentou os dados consolidados. Mas é justamente aí que reside o erro. Comparou BB + Nossa Caixa com BB apenas. Com isso inflou o resultado e garantiu a manchete.

O curioso é que a explicação é dada em um tom que ao leigo fica parecendo que se está rebatendo o argumento do BB.  Se não foi cometido nenhum erro apontado, por que razão a disparidade de números? Ou seja, ERRAMOS e não admitimos.

Do Painel do Leitor da Folha

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
14/09/2009 - 16:34

A Folha e a operação da PF

Sobre a manchete da Folha, da investigação da Polícia Federal sobre empreiteiras, recebi as seguintes explicações:

Antes da publicação da matéria, as empreiteiras já tinham entrado na Justiça com pedido de vistas e medida cautelar (clique aqui).

A entrada se deu na própria sexta, às 17h17. E também que a juíza, também na sexta, antes da publicação da matéria, indeferiu o pedido.

Indagação da fonte que me passou os dados: “Será que só o leitor não poderia saber, inclusive de que houve o vazamento de uma operação importante?”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: ,
12/09/2009 - 11:28

Da arte de melar os inquéritos

Por Lima

A quem serve a Folha afinal? O rabo preso, faz tempo que não é com os leitores. Matéria publicada hoje no jornal e no site informa o seguinte: “PF prepara ação de busca e apreensão em empreiteiras “.

Mônica Bergamo e Andrea Michael informam antecipadamente que “a ação da PF inclui as casas de executivos das empresas, acusadas de fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva na execução de obras em aeroportos de todo o país. Entre os alvos estão OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Nielsen, Queiroz Galvão e Gautama. Nesta semana, PF, Ministério Público Federal e Justiça souberam que dados vazaram para investigados.”

Se não vazaram antes, agora até nós já sabemos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u622985.shtml

Comentário

Muitos não entenderam a lógica do vazamento. Não se trata de avisar os investigados. O vazamento partiu deles, em conluio com alguém da PF que foi subornado. Mas para permitir impetrar um habeas corpus, a notícia precisa ser publicada. Caso contrário, não haverá como os investigados alegaram ter conhecimento das investigações.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
10/09/2009 - 19:05

Petrobras acusa a Folha de mentir

Por m.m.

Nassif, não sei qual foi o editorial da FSP, mas deve ter sido tão….

q o Fatos e Dados nem colocou o link – olha só a resposta:

Petrobras e as regras do pré-sal: carta à Folha

Senhor editor,

Foi com espanto que lemos matéria de autoria dos repórteres Valdo Cruz e Humberto Medina, publicada na Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (10/9). São ilações e deduções criando um falso cenário de intrigas. É lamentável que a Petrobras não tenha sido procurada antes da publicação.

Não há porque discutir ponto por ponto porque são apenas ilações e não há uma única verdade na matéria em relação ao que pensa e defende a Petrobras, posições definidas em instâncias claras da companhia: diretores e presidente e seu conselho de administração.

Mais uma vez, lamentamos que a Petrobras não tenha sido procurada antes para poder dar sua opinião sobre o assunto.

Mirian Guaraciaba

Assessora do Presidente da Petrobras
http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=7927

Da Folha

Petrobras quer mudar regras do pré-sal

Empresa diverge do poder atribuído à nova estatal Petro-Sal e do cálculo de lucros a serem transferidos para a União

Companhia defende direito de repassar operações em alguns campos; sugestões se alinham à opinião de empresas privadas do setor

Rafael Andrade – 20.ago.09/Folha Imagem

O ministro Edison Lobão e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, no Rio no mês passado

VALDO CRUZ
HUMBERTO MEDINA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
01/09/2009 - 09:27

A cobertura do pré-sal

Clique aqui para várias matérias sobre o pré-sal.

É insuperável a incapacidade de alguns jornais de abordar de forma consistente temas relevantes.

A cobertura segue invariavelmente o padrão da exploração de conflitos, a ideia do jogo de futebol, em que se tem um vencedor e um perdedor, um acusador e uma vítima. É um jornalismo da Candinha, que, em cada entrevista, escolhe a frase que pode gerar fofoca.

Ontem foi anunciado o plano do governo para o pré-sal. É um tema que conquistou interesse mundial. Praticamente o mundo inteiro acompanhando esse evento, analisando as medidas, suas consequências para o país e para a indústria do petróleo.

Quando se entra no índice da Folha, quais são os temas principais:

A Eliane Cantanhêde abordando a importantíssima parte do discurso de Lula em que ele critica o modelo de FHC. Em um evento que – para o bem ou para o mal – entrará para a história do país, selecionou a parte que amanhã já terá sido esquecida.

A matéria principal do caderno Dinheiro é: “Lula lança pré-sal com ataque a tucanos”.

A incapacidade de entender os impactos no longo prazo, a ignorância sobre o fator tempo na vida das nações é estonteante. Olha a autoridade com que Valdo Cruz definiu o evento:

No fundo (a discussão sobre royalties), um grande teatro, já que o pré-sal começará a produzir em escala comercial lá por volta de 2015. Até lá, mudar ou não mudar o sistema de royalties pouca importa, porque não haverá cobrança significativa desses impostos no petróleo do pré-sal.

Ou seja, presidente, governadores, saindo do espaço exíguo de seu mandato para batalhar pelo que irá para o país ou para seus estados pelas próximas décadas, e a análise prospectiva do Valdo dizendo que é bobagem, porque os royalties só serão pagos no distantíssimo ano de… 2015.

Outro visionário de meio metro é Alexandre Garcia, em seu comentário na Globo:

O presidente chegou a relacionar os beneficiários com a riqueza da profundeza: além da pobreza, educação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente. Isso é que é planejamento. Como o pré-sal vai começar a produzir em 2015, na melhor hipótese, são planos para quem suceder à pessoa que suceder ao presidente Lula.

Inacreditável! Está-se falando em benefícios inter-geracionais – isto é, que vão atingir as próximas gerações – e nosso visionário Alexandre não consegue enxergar além de 2015.

O Estadão

Ao contrário das futilidades da Folha, o Estadão deu uma cobertura bem mais consistente, identificando os pontos centrais do projeto:

• tom nacionalista;

• fortalecimento do Estado

• a capitalização da Petrobras;

• o fato de que as regras não deverão afugentar os estrangeiros;

• a queda nas cotações da Petrobras, com as novas regras de capitalização

E mais um conjunto relevante de matérias, mostrando que o diretor da sucursal Ruy Nogueira conseguiu um salto de qualidade relevante.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , ,
30/08/2009 - 07:50

O ombudsman e o caso Lina

Mas engraçado mesmo seria se o desejo do filho do personagem de Jim Carrey na comédia indicada a seguir (tornar o pai incapaz de mentir por 24 horas) pudesse ser atendido em relação a todos os envolvidos nesta polêmica.

Da Folha

CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA

É difícil desvendar vespeiros

O assunto da tal reunião entre Lina Vieira e Dilma Rousseff é complexo, mas é para isso que há meios de comunicação

O “FOI-NÃO FOI” ao Planalto da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira para falar com a ministra Dilma Rousseff resultou na exposição pública do vespeiro de grupos políticos e sindicais que lutam pelo poder no órgão.

A Folha, que deflagrou o processo ao publicar entrevista de Vieira em 9 de agosto, na qual ela disse ter-se encontrado com Rousseff a sós “no final do ano passado”, não tem conseguido dar a seu leitor visão clara sobre que interesses de que pessoas estão em jogo nem esclarecer se a tal reunião de fato ocorreu e qual teria sido seu conteúdo e contexto.

O assunto é mesmo complexo. A ponto de um suposto peessedebista, Everardo Maciel, atacar a ex-secretária, que agora é estandarte da oposição, e o Ipea, acusado por antigovernistas de ter sido instrumentalizado pelo PT, divulgar estudo que serve como defesa de Vieira a qual, ao tomar posse, foi considerada ferramenta do PT para “destucanizar” a Receita.

Mas é para isso que existem os meios de comunicação: explicar situações difíceis de entender e relatar episódios complicados de reconstituir com segurança. O jornal não tem sido capaz de mostrar o que distingue a gestão de Vieira das anteriores. Afirma que as exonerações ocorridas após a sua saída constituem “a mais grave crise da história da Receita”, mas não o comprova (por exemplo, comparando quantos funcionários de alto e médio escalões deixaram as funções quando ela assumiu).

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
27/08/2009 - 08:07

Para entender a Folha

A Folha é modernamente contra o sindicalismo, contra o que ela chama de aparelhamento da máquina.

Na posse de Lina Vieira na Receita, denunciou o aparelhamento do órgão:

Demissão de Rachid reforça PT na Receita

Segundo homem de Guido Mantega na Fazenda, Nelson Machado deve controlar órgão com a saída do ex-secretário

Agora, considera que as acusações de “politização da Receita” na era Lina são manobras de sindicatos contrários à ex-Secretária.

Como dizia aquele samba antigo, “o que vier eu traço”.

Do Painel Político

Para entender

1. Paulo Antenor de Oliveira, que esculhambou a gestão de Lina Vieira em entrevista ao programa “Entre Aspas”, da Globonews, preside o Sindireceita, representante dos analistas tributários. Pouco depois de sua posse, Lina recebeu a direção do sindicato, que lhe apresentou uma antiga reivindicação: dar aos analistas a possibilidade de se tornarem auditores (a outra carreira da Receita) sem concurso. Ela respondeu que nem pensar.

Para entender 2.

Quando secretário da Receita no governo FHC, Everardo Maciel, outro que detonou Lina na bancada do “Entre Aspas”, deu força silenciosa ao pleito do Sindireceita. Era tática para tentar enfraquecer o Unafisco, sindicato dos auditores.

Para entender 3.

O grupo do Unafisco que ascendeu e caiu com Lina é hoje oposição no sindicato. O presidente, Pedro Delarue, foi eleito com o patrocínio de Jorge Rachid, cria de Everardo que comandou a Receita por cinco anos e meio no governo Lula, até ser substituído por Lina. Daí o fato de Delarue ser mais um a reclamar da “politização” que ela teria promovido.

Por Servidora

Nassif, com o devido respeito, essa sua afirmação de que os analistas da Receita pediram para se tornar auditores sem concurso é da mesma qualidade das divulgadas pelo pig. Como é notório que você em nada se aproxima deles, pelo seu carater e profissionalismo, espero que se informe melhor e não se deixe passar por defensor das idéias do Unafisco. Os analistas reivindicam, sim, atribuições em lei, atribuições que já têm na prática, só não são remunerados nem reconhecidos por isso. O fato de você acreditar e, pior, publicar esta versão dos fatos é entristecedor…além do estrago que faz à imagem dos analistas tributários. Uma das metas do Unafisco é colar nos analistas a pecha de aproveitadores, desejosos de um trem da alegria. Que eles se prestem a esse papel, posso entender. Mostram-se do tamanho que são ao defender o que acham que é feudo deles. Já você embarcar nesta, não faz sentido.

Comentário

Não embarquei em nada e nem tenho informação suficiente para formar juízo de valor. Meramente reproduzi o Painel da Folha.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
26/08/2009 - 08:15

A desova do Editorial da Folha

Editorial da Folha

Alvoroço na Receita

Tratada com hipocrisia no governo e na oposição, passagem pelo fisco de grupo sindical retrata politização lamentável

NAUFRAGOU , não sem estardalhaço, a primeira tentativa do governo Lula de aparelhar a Receita Federal. O grupo de sindicalistas, muitos próximos do petismo, que o ministro Guido Mantega promoveu em agosto de 2008, no lugar de uma gestão que considerava vinculada ao tucanato, escapou ao controle do Palácio do Planalto.

A criatura ameaçou o criador, paradoxalmente, quando ela começou a aplicar conhecidas fórmulas de aparelhamento esquerdista. A ocupação sindical, respaldada pelo PT, estendeu-se por praticamente todos os cargos de confiança da Receita. Delegados, as autoridades fiscais mais próximas dos municípios, passaram a ser escolhidos com base num confuso processo de eleições e assembleias.

A queda na arrecadação, num contexto de crise econômica e de desonerações fiscais promovidas pela administração federal, despertou, dentro do governo, a primeira onda de insatisfação contra a nova orientação do fisco. Empresas com bom trânsito no Planalto reclamaram de algumas mudanças de postos e da disposição anunciada de concentrar o foco da fiscalização em “grandes contribuintes”.

O choque com a Petrobras -a estatal acusada pelo time da então secretária Lina Vieira de valer-se de manobras contábeis para deixar de recolher R$ 4 bilhões ao fisco- foi a gota d’água.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
24/08/2009 - 15:25

O caso Tião Viana

Por Wnderson

Nassif, mais uma “não-notícia” publicada na FSP, sob o título, “Tião Viana omitiu patrimônio quando concorreu ao Senado”. Clique aqui.

A “não-notícia” dá conta que o Senador Tião Viana (PT-Acre) teria omitido na sua declaração de bens `a justiça eleitoral em 2006, a propriedade de uma residência no valor de R$ 600 mil, cujo terreno foi adquirido, dois anos antes, por R$ 30 mil.

A assessoria do Senador justificou que o terreno estava no nome da esposa do Senador e que como foi o partido que apresentou a relação, esta foi baseada na declaração de IR de Tião Viana, não levando em conta os bens em nome da esposa do senador. Foi informado ainda que em 2007, quando a casa ficou pronta, passou a constar da declaração de Imposto de renda do Senador. A partir daí, o artigo passa a comparar o senador petista a Sarney, sugerindo que Tião Viana teria usado do mesmo tipo de “artifício” utilizado por Sarney para “omitir” a existência da casa onde mora no valo de R$ 4 milhões.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
Voltar ao topo