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	<title>Luis Nassif &#187; FHC</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Delfim e o movimento dos sem propostas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 12:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Por comentador
Acho que o Brasil vai desembarcar é do PSDB. Vejam o que Delfim Netto diz sobre Lula x FHC no Valor Econômico de hoje.

(favor enviar o link)
Do Valor Econômico
Antonio Delfim Netto
Palavrório assustador
Um brasileiro que tivesse adormecido em 2002 e só acordado em 2009 teria enorme dificuldade para entender o que está acontecendo. O presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por comentador</h2>
<p>Acho que o Brasil vai desembarcar é do PSDB. Vejam o que Delfim Netto diz sobre Lula x FHC no Valor Econômico de hoje.</p>
<p>(favor enviar o link)</p>
<h2>Do Valor Econômico</h2>
<h3>Antonio Delfim Netto</h3>
<h3>Palavrório assustador</h3>
<p>Um brasileiro que tivesse adormecido em 2002 e só acordado em 2009 teria enorme dificuldade para entender o que está acontecendo. O presidente Fernando Henrique Cardoso, que governara oito anos (1995-2002) graças a uma mudança constitucional cavada a duras penas e por métodos muito pouco recomendáveis havia realizado uma série de reformas que iniciavam um processo de governança responsável.</p>
<p>As dificuldades de 1998 que levaram o país ao FMI (e as condicionalidades do seu empréstimo), exigiram uma mudança da política fiscal: 1º ) a construção de um superávit fiscal primário adequado para; 2º ) redução da relação dívida/PIB e sua manutenção em níveis aceitáveis; 3º ) a aprovação de uma lei de responsabilidade fiscal que colocaria um pouco de ordem nas finanças da Federação; e 4º ) reduzir o tamanho do Estado com privatizações aceleradas. Na política monetária mudou-se a direção do Banco Central e escolheu-se um sistema de metas inflacionárias com câmbio flutuante. Nenhuma dessas medidas era novidade ou foi “inventada” pelo governo brasileiro. De fato, a parte fiscal é a “receita do FMI” para todos os países emergentes que por dificuldades externas acabariam (sem o seu apoio) tendo de declarar-se insolventes. Os detalhes de como esse empréstimo foi aprovado no FMI são hoje conhecidos. Ficou evidente que a vontade do governo americano (presidente Clinton) foi decisiva para superar as “objeções técnicas” dos europeus. Estávamos em plena campanha eleitoral e um “default” certamente produziria uma desintegração do governo.</p>
<p><span id="more-38904"></span>Em 1998, a vitória de Lula, considerado o líder de um partido absolutamente irresponsável, “poderia levar o país a mais uma aventura” e isso provocou a pressão dos EUA sobre o FMI. Há males que vêm para bem. Naquele momento nem o PT, nem Lula estavam convencidos de que existia mesmo uma “governança responsável”: o programa do partido era uma mistura de proposições utópicas e às vezes ingênuas (mas capazes de produzir grandes estragos), dominadas por um esquerdismo voluntarista que colocava no Estado construtor a esperança do desenvolvimento com Justiça social. Paradoxalmente, as políticas de 1999-2002 produziram uma substancial melhoria de governança, mas acabaram por nos levar, outra vez, ao FMI de quem recebemos mais um robusto suporte às vésperas da nova eleição…</p>
<p>O nosso brasileiro que acordou em 2009 estaria completamente surpreso: nem FHC nem Lula serão candidatos em 2010. Apesar disso, todo o protagonismo político está concentrado assimetricamente sobre eles. O primeiro é hoje, aparentemente, a “oposição” e o segundo a “situação”, isto é, o poder incumbente. A outra surpresa (que tem um ar de “milagre”), o Brasil tornou-se em 2009 credor do FMI! O que aconteceu, haveria de perguntar-se?</p>
<p>A resposta simples e clara é que desde 2003 acelerou-se a mudança do mundo e, com ela, a do Brasil. Quando venceu as eleições em 2002, eliminando os piores temores da sociedade com a famosa “Carta aos Brasileiros”, onde expôs o seu programa (que nada tinha a ver com o do PT), Lula radicalizou a política fiscal (produziu superávits primários da ordem de 3,7% entre 2003-08, contra 3,3% entre 1999-02 – e praticamente zero entre 1995-98!) e a política monetária elevando a taxa média Selic para 23,4% ao ano em 2003. A diferença é que FHC, graças a uma política cambial devastadora, amargou um déficit em conta corrente acumulado de US$ 186 bilhões entre 1995-2002, enquanto Lula surfou um superávit acumulado de US$ 16,8 bilhões entre 2003-08.</p>
<p>Entre 1997 e 2002, as exportações do Brasil cresceram 4,2% ao ano contra 22% entre 2003-08, graças à expansão da economia mundial (a participação do Brasil nas exportações mundiais praticamente ficou a mesma). De “quebrados” em 1998 (com repetição em 2002!) chegamos a agosto de 2009 com reservas de US$ 220 bilhões, superiores a toda a dívida externa (pública + privada) e nos livramos, pelo menos por algum tempo, da restrição externa que sempre limitou o espaço de nossa política econômica.</p>
<p>Em matéria de crescimento econômico e inflação, a octaetéride de Lula não parece inferior à de FHC, como se vê na tabela abaixo.</p>
<p>Com sua inteligência, sua falta de memória e o seu espírito provocativo, FHC parece ser a única coisa dotada de “sinais vitais” na oposição. É ridículo, entretanto, pensar que o simples palavrório e a invenção de alguns conceitos possam, sem um programa articulado, objetivo e crível, produzir sucesso no embate eleitoral de 2010. Quem, no mundo de hoje, tem medo do ativismo estatal institucionalmente controlado? Quem, afinal, salvou o tal “mercado” que no conto de fadas que dominou o pensamento único se auto-controlava e era dotado de uma intrínseca moralidade? O Estado produtor morreu! Viva o Estado indutor que estimula o espírito animal dos inovadores!</p>
<p>Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras.</p>
<h2>Por Paulo de Freitas Dias Filho</h2>
<p>Há um contraponto a essa análise, hoje no “Valor”.</p>
<p>Para constar:</p>
<h3>Serra ensaia discurso para 2010</h3>
<p>Autor(es): Raymundo Costa</p>
<p>Valor Econômico – 17/11/2009</p>
<p>Apesar do ultimato de Aécio Neves, o governador de São Paulo, José Serra, só vai anunciar em março a decisão de concorrer a presidente da República pelo PSDB. Aécio deu prazo até dezembro para a definição dos tucanos. Depois disso, informou, pretende cuidar da própria eleição para o Senado. Serra apenas mantém a estratégia de levar a decisão até o fim do prazo previsto na legislação eleitoral.</p>
<p>Candidato ao Senado, Aécio terá até o fim de junho para confirmar sua decisão. Se as pesquisas forem favoráveis a Serra, pode pensar em compor uma chapa puro-sangue, sonho eleitoral tucano. Caso contrário, começa de imediato o processo de reaglutinação do PSDB com vistas a 2014. Aécio tem 49 anos. A presidência do Senado é um objetivo que dependerá da relação de forças à época.</p>
<p>Serra será o candidato do PSDB e o fato é que Aécio nunca ameaçou a indicação do governador de São Paulo. O partido atendeu a todas as demandas do governador mineiro, mas ele nunca respondeu com uma alteração significativa nas pesquisas que levasse os tucanos a mudar de ideia. Serra é conhecido nacionalmente, tem uma sólida biografia e lidera as pesquisas de intenção de voto, mesmo tendo oscilado negativamente nos últimos levantamentos.</p>
<p>Quem tem voz e voto no partido diz que o PSDB e Serra deram a Aécio todas as oportunidades que ele pediu, como as viagens para encontros com a militância tucana e a divisão do programa de TV que vai ao ar este mês. Aprovou inclusive a realização de prévias, uma proposta do governador de Minas que ele próprio aos poucos foi deixando de fora do discurso de pré-candidato. Em troca, espera-se agora a adesão efetiva do governador à candidatura que o PSDB indicar.</p>
<p>Da mesma forma não ocorre aos dirigentes tucanos que Serra possa desistir de ser candidato em março, fim do prazo legal para deixar o Palácio dos Bandeirantes para disputar a cadeira de Luiz Inácio Lula da Silva. Isso aconteceu em 2006, segundo os tucanos, menos por vontade de Serra e mais porque Geraldo Alckmin, então governador do Estado, botou “o pé na porta” e não abriu mão de ser o indicado. Nem Serra mostra o menor sinal de que pretenda deixar escapar talvez sua última oportunidade de disputar a Presidência.</p>
<p>Nos momentos de maior otimismo, segundo contam interlocutores do governador, Serra chega a especular que pode ser mais fácil ganhar a eleição do que governar. Mais por conta da frenética elevação do gasto público que o atual governo deixará de herança para o sucessor que do aparelhamento da máquina administrativa. Lembra-se no PSDB que o tucano sucedeu a Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo sem nenhum incidente. Ao contrário, deu sequência a programas da ex-prefeita como os CEUs e o bilhete único.</p>
<p>Isso se aplicaria a programas do governo Lula, se o PSDB vencer a eleição de 2010, como o Bolsa Família. Provavelmente com aperfeiçoamentos. Em conversas reservadas, Serra também dá de ombros à tese da comparação dos “oito anos de mandato de Lula com os oito anos de FHC”, como costumam instigar o presidente da República e o PT. E torce o nariz à questão “ideológica” de privatizar e não privatizar, um golpe no queixo da candidatura Alckmin nas eleições de 2006.</p>
<p>No governo de São Paulo, Serra operou com concessões. Quando vendeu um banco estatal, a Nossa Caixa, fez o negócio com outro agente estatal, o Banco do Brasil. Ele até tentou privatizar a Cesp, mas não conseguiu. Num desses encontros, um tucano anotou uma frase dita por Serra quando ele analisava a intenção do PT de comparar os oito anos de Lula com os oito de FHC:</p>
<p>“Eu tenho um perfil próprio.”</p>
<p>Apesar de momentos de otimismo, Serra acha que enfrentará uma eleição difícil. Poucas coisas o deixam irritado, dizem os amigos. Uma é a comparação segundo a qual ele e a ministra Dilma Rousseff, a candidata do PT, têm perfis iguais.</p>
<p>Serra mantém um bom relacionamento com Dilma, mas uma das armas de sua campanha a presidente deve ser justamente o “currículo” – secretário de Estado, deputado federal, senador, ministro, prefeito e governador de São Paulo. Não é à toa que ele costuma dizer, em seus discursos, que currículo serve para tudo. Até para arrumar emprego.</p>
<p>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</p>
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		<title>FHC se compara a Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[El Pais]]></category>
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		<description><![CDATA[Por comentador
Nassif, eu já havia proposto que você nos propusesse a oportunidade de fazer uma comparação democrática aqui no blog entre os governos Lula e FHC. Aproveitando que FHC nos brindou com essa pérola de dizer que não há diferença entre os seu governo e o de Lula,que tal fazermos uma comparação entre todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por comentador</h2>
<p>Nassif, eu já havia proposto que você nos propusesse a oportunidade de fazer uma comparação democrática aqui no blog entre os governos Lula e FHC. Aproveitando que FHC nos brindou com essa pérola de dizer que não há diferença entre os seu governo e o de Lula,que tal fazermos uma comparação entre todos os pontos, que, penso, irão balizar o próximo governo? (cá para nós, se não houvesse diferença, o país teria se quebrado com essa crise)</p>
<p>FH: ‘Que diferença há entre o meu governo e o de Lula? Muito pouca’</p>
<p>Ao “El País”, ex-presidente diz “faltar gás” a Dilma e que Marina é “interessante”</p>
<p>Em entrevista publicada domingo no jornal espanhol “El País”, o ex-presidente Fernando Henrique disse que não vê diferenças entre a política econômica de sua gestão e a do governo Lula. “Que diferença há entre o meu governo e o de Lula no modelo econômico? Muito pouca. É basicamente social-democrata, com respeito ao mercado, sabendo que o mercado não é o todo, e políticas sociais eficazes.</p>
<p>Todos aprendemos a fazer políticas sociais, o Chile aprendeu, o México aprendeu, o Brasil aprendeu, o Uruguai já tinha…”, disse, em entrevista concedida em 14 de setembro, em São Paulo, mas só publicada anteontem, após sua participação na Conferência Anual do Clube de Madri, do qual é membro.</p>
<p>Temas polêmicos ficaram de fora, mas comentários foram registrados: “Cardoso prefere o ‘off the record’ ao falar das por vezes complicadas relações de Lula e seu partido com (Hugo) Chávez; da necessidade de que o Brasil assuma a liderança regional e global que lhe corresponde, ‘mesmo que tenha que tomar decisões antipáticas’; das chances do candidato de seu partido, José Serra, nas eleições de 2010 — ‘se fossem hoje, ganharia sem dúvida’ — e das dificuldades da pré-candidata do governo, Dilma Rousseff, para ter a mesma capacidade de mediação de Lula nas distintas correntes do PT. Por sinal, está custando muito deslanchar nas pesquisas: ‘Já está em campanha há tempos, mas não tem gás, e lhe complica a candidatura de Marina Silva, que é uma ecologista interessante’”.</p>
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		<title>FHC e a não-arte de ser pai</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 10:29:06 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
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		<category><![CDATA[TAM]]></category>

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		<description><![CDATA[O comandante Rolim teve um filho fora do casamento. Informado, foi até a esposa, colocou um papel na sua frente dando procuração para que ficasse com todas as ações da TAM. E lhe disse:

-	Tive um filho, vou assumir e quero que tenha todos os direitos dos nossos filhos. Se você não aceitar, pode ficar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comandante Rolim teve um filho fora do casamento. Informado, foi até a esposa, colocou um papel na sua frente dando procuração para que ficasse com todas as ações da TAM. E lhe disse:</p>
<p>-	Tive um filho, vou assumir e quero que tenha todos os direitos dos nossos filhos. Se você não aceitar, pode ficar com todas as ações da TAM que eu vou recomeçar a vida.</p>
<p>O menino foi aceito. Temporão, foi a alegria dos últimos anos do comandante. Pelas informações, tornou-se um rapaz sério, responsável, empreendedor e amigo de seus irmãos.</p>
<p>Rolim era uma figura pública. De algum modo, o episódio poderia afetar a imagem da TAM, os investimentos, já que incluiria algum fator de instabilidade no núcleo de controle da companhia. Mas nem vacilou.</p>
<p>Essa história de que todo exercício de poder necessita de mesquinharias contra terceiros – até contra um filho! -, do exercício diuturno e obsessivo do personalismo é masturbação sociológica</p>
<p>No fundo – e, no futuro, será tema de bons estudos sobre FHC, quando a psicanálise se aproximar mais das ciências políticas -, o egocentrismo exacerbado cria uma insensibilidade ampla que impede ao candidato a Estadista entender o ponto central das mudanças de um país: a alma do seu povo.</p>
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		<title>FHC reconhece o filho</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/15/fhc-reconhece-o-filho/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 11:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[filho]]></category>
		<category><![CDATA[Mirian Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[reconhecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista
MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve coma jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.

Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1511200905.htm" target="_blank">FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista</a></h3>
<p>MÔNICA BERGAMO</p>
<p>COLUNISTA DA FOLHA</p>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve coma jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.</p>
<p>Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada.</p>
<p>A Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri.</p>
<p>Mirian também foi procurada Pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC. &#8220;Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública&#8221;, afirmou a jornalista.</p>
<p>O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.</p>
<p>No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa. Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri.</p>
<p>Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.</p>
<p>Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente.</p>
<p>Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa.</p>
<p>E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.</p>
<p>Naquele ano, a colunista se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. &#8220;Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho&#8221;, disse Mirian.</p>
<p>Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.</p>
<p>Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades. No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.</p>
<p>Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Sempre me recusei a divulgar essa notícia do filho de FHC, talvez por respeito a dona Ruth e ao filho não reconhecido. Acompanhei algumas vezes o drama de uma mulher forte, tendo que se preparar para programas de TV, para a eventualidade de alguém levantar essa questão.</p>
<p>Mas, obviamente, tratava-se de uma questão de Estado. Um presidente da República tinha um caso semi-secreto e devia favores a uma rede de TV concessionária do Estado. Sem qualquer sombra de dúvida, é um caso muito mais grave que o de Renan Calheiros, muito. Envolve uma emissora de TV que recebeu favores do governo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Dos mestres para o aluno FHC</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/12/dos-mestres-para-o-aluno-fhc/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Delfim Netto]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=38260]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Jose de Abreu
Da Folha
ANTONIO DELFIM NETTO
Lulismo?
SURPREENDIDA COM a recuperação da economia brasileira e o imenso protagonismo de Lula no cenário internacional, cuja visibilidade interna é a aprovação de sua administração por três de cada quatro brasileiros, a oposição parece presa a um quadro de catalepsia.

Isso certamente não ajuda a continuidade do progresso institucional que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Jose de Abreu</h2>
<h3>Da Folha</h3>
<p>ANTONIO DELFIM NETTO</p>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1111200906.htm" target="_blank">Lulismo?</a></h3>
<p>SURPREENDIDA COM a recuperação da economia brasileira e o imenso protagonismo de Lula no cenário internacional, cuja visibilidade interna é a aprovação de sua administração por três de cada quatro brasileiros, a oposição parece presa a um quadro de catalepsia.</p>
<p>Isso certamente não ajuda a continuidade do progresso institucional que conseguimos desde a Constituição de 1988 e que começa a nos distinguir claramente de alguns de nossos parceiros da América Latina. Estes insistem em repetir velhos erros do passado. Tentam curto-circuitos que a história mostrou levar a incêndios, mas não ao crescimento econômico sustentável.</p>
<p><span id="more-38260"></span>A tragédia da discussão é que, em lugar de um programa que reforce as linhas corretas do governo Lula e leve à superação dos problemas que ele deixará, propõe-se retroagir ao caminho já percorrido. Não deixa de ser patético continuar a confundir um necessário Estado indutor forte com a fantasia de que o “mercado”, por si mesmo, produz o “equilíbrio” mais conveniente para a sociedade.</p>
<p>É claramente possível criticar o “lulismo” por sua simpatia sindical, por seu aparelhamento e por muitos motivos. Mas qual governo não “aparelha” quando a administração pública não é profissionalizada e o número de “cargos de confiança” (sem vinculação à competência) é gigantesco?</p>
<p>O “aparelhamento” do Estado tem sido permanente e ligado não apenas a problemas geográficos, partidários ou ideológicos. Quem conhece Brasília sabe que se trata de um fenômeno “geológico”. Cada presidente levou para lá e fixou (às vezes com duvidosos “concursos seletivos”) um estrato de seus conterrâneos.</p>
<p>Um corte do terreno mostra as “camadas” (os mineiros, os maranhenses, os alagoanos, os paulistas, os sindicalistas…) sobre as quais cada governo acrescentou a sua, respeitando cuidadosamente as anteriores…</p>
<p>É preciso reconhecer que a rápida recuperação se deve a pelo menos dois pontos que dependeram do próprio comportamento de Lula. Primeiro, com sua inteligência e perspicácia, rejeitou o terceiro mandato, que destruiria toda a obra institucional constituída em 1988; segundo, com sua intuição, assumiu o risco de minimizar a crise, afastando o “pânico”, e reforçou as políticas públicas que deram sustentação ao consumo interno.</p>
<p>Isso não é pouca coisa, e é por isso que ele tem o apoio de 3/4 da população!</p>
<p>A eleição de 2010 não pode se fazer em torno das pobres alternativas de, ou voltar ao passado, ou dar continuidade a Lula. A discussão precisa incorporar os horizontes do século 21 e a superação dos problemas que certamente restarão do seu governo.</p>
<h2>Por braga</h2>
<p>Para onde não vamos</p>
<p>CANDIDO MENDES</p>
<p>O ex-presidente pergunta-se, indeciso, para onde vamos. Mas as próximas eleições mostrarão para onde não voltamos</p>
<p>O ARTIGO do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (”Para onde vamos”) revigora todo o debate político nacional, tirando as oposições de sua presente e contundente mediocridade. Amplo no propósito e na riqueza polêmica, parte da afirmação de que tudo que é bom no atual governo já veio de antes e que o mal de agora apenas começa.</p>
<p>Há, sim, confronto radical entre os dois regimes, ao contrário do que diz, e os tucanos abriram o país à globalização privatista hegemônica, enquanto o petismo vai hoje, com a melhoria social do país, à recuperação do poder do Estado, numa efetiva economia de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>A legislação do petróleo, em projeto que ora assaca ao governo o ex-presidente, quer corrigir os efeitos da emenda constitucional de 1995, que desfigurou o monopólio do petróleo da Carta do dr. Ulysses num regime de concessão que, inclusive, entrega aos exploradores do subsolo nacional “a propriedade” do óleo extraído.</p>
<p>A partilha, sim, é o novo instrumento, nada “mal-ajambrado”, em que volta, por inteiro, ao Estado o direito aos proventos dessa extração, ampliando sua destinação social imediata. Diga-o, agora, a Noruega, o país mais desenvolvido e democrático do mundo, que, exatamente, adotou esse regime nas suas riquezas do mar do Norte, deixando as concessões no cemitério das ideologias liberais capitalistas de há uma vintena.</p>
<p>O governo Lula reassegurou a presença do Estado para a efetiva mudança da infraestrutura, que pede o desenvolvimento, atrasado durante o progressismo liberal do PSDB, como mostravam os primeiros resultados do PAC, a contemplar entre os seus principais beneficiários, inclusive, o governo de São Paulo.</p>
<p>O país não frui ainda, claro, o programa Minha Casa, Minha Vida, mas sabe que o Bolsa Família colocou a população de uma Colômbia na nossa economia de mercado.</p>
<p>Claro, também enfrentamos o risco da absorção corporativa sindical no controle dos recursos públicos.</p>
<p>Mas essa é etapa adiante da página que se virou de vez, ou seja, do retorno ao controle pelo status quo, sob a ideologia social-democrata, de autolimitação do poder do Estado ou da crença dos progressismos espontâneos, sem dor para o país instalado, como professa a oposição a Lula.</p>
<p>O embaraço do tucanato em reconhecer o “entreguismo” dos controles públicos durante o seu governo é o mesmo que o alvoroça a assimilar o governo Lula ao “populismo autoritário peronista”.</p>
<p>São comparações regressivas, que não se dão conta da experiência única da chegada do “outro país” ao poder, contra o desespero da violência dos “sem-nada”, das Farc colombianas ou do Sendero Luminoso, no Peru, e assentou, de vez, uma maioria nacional, consciente de suas opções.</p>
<p>Realizar-se ou não o que seja, hoje, na sua originalidade, o “povo de Lula”, é a diferença entre o Brasil “bem” e o país da mudança.</p>
<p>O petismo não é o justicialismo peronista, e hoje a nossa consciência coletiva supera o próprio partido, na solidez do que não quer para o futuro.</p>
<p>Essa nossa adesão ao novo, aliás, foi adiante, até, da própria legenda e de suas siderações pelas vantagens do poder, nessa matriz de um evento político que torna as futuras eleições tão distintas de uma escolha da hora entre situacionismos cansados e oposições gulosas. E o Brasil potência, tão profligado pelo ex-presidente, é a configuração emergente desse país que sabe que não volta ao berço esplêndido da nação dos ricos.</p>
<p>Mais que a denúncia dos “pequenos assassinatos” a minar “devagarzinho” o espírito democrático, o que entra pelos olhos do Brasil na conduta de Lula é a determinação visceral do governo de não ceder a um terceiro mandato, avassaladoramente acolhível, se assim quisesse o presidente, por emenda constitucional, tal como o governo tucano desfigurou o monopólio do petróleo.</p>
<p>No inverso de Chávez, Lula, no seu gesto, reafirma o essencial da democracia, que é o cumprimento das regras do jogo, no que diga a Carta, por maior que seja o poder da hora de quem está no palácio.</p>
<p>O ex-presidente pergunta-se, indeciso, para onde vamos. Mas as próximas eleições mostrarão para onde não voltamos, tanto quanto a nação de Lula sabe que, no Brasil, é “o povo como povo” intrinsecamente melhor que as suas “elites como elites”.</p>
<p>CANDIDO MENDES , 81, membro da Academia Brasileira de Letras e da Comissão de Justiça e Paz, é presidente do “senior Board” do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e secretário-geral da Academia da Latinidade.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>As discussões daqui sobre os rumos da oposição não são muito diferentes das análises de Delfim.</p>
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		<title>O resultado do fracasso do modelo fernandista</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[estado]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[modelo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Heber/DF
Da Folha Online
No Brasil, 64% quer maior controle do governo na economia
A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.

Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Heber/DF</h2>
<h3>Da Folha Online</h3>
<h3><a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/11/09/ult5022u3974.jhtm" target="_blank">No Brasil, 64% quer maior controle do governo na economia</a></h3>
<p>A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.</p>
<p>Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.</p>
<p>A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de “impressionante” os resultados do país.</p>
<p>“Não é que as pessoas digam, sem pensar, ’sim, queremos que o governo regulamente mais a atividade das empresas’. No Brasil existe um clamor particular em relação a isso”, disse Steven Kull, o diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington.</p>
<p>O percentual de brasileiros que disseram que o capitalismo “tem muitos problemas e precisamos de um novo sistema econômico” (35%) foi maior que a média mundial (23%).</p>
<p><span id="more-37997"></span>Enquanto isso, apenas 8% dos brasileiros opinaram que o sistema “funciona bem e mais regulação o tornaria menos eficiente”, contra 11% na média mundial.</p>
<p>Para outros 43% dos entrevistados brasileiros, o livre mercado “tem alguns problemas, que podem ser resolvidos através de mais regulação ou controle”. A média mundial foi de 51%.</p>
<p>“É uma expressão de grande insatisfação com o sistema e uma falta de confiança de que possa ser corrigido”, disse Kull.</p>
<p>“Ao mesmo tempo, não devemos entender que 35% dos brasileiros querem algum tipo de socialismo, esta pergunta não foi incluída. Mas os brasileiros estão tão insatisfeitos com o capitalismo que estão interessados em procurar alternativas.” A pesquisa ouviu 835 entrevistados entre os dias 2 e 4 de julho, nas ruas de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.</p>
<p>Globalização O levantamento é divulgado em um momento em que o país discute a questão da presença estatal na economia.</p>
<p>Definir para que caixa vai a receita levantada com a exploração de recursos naturais importantes, como o petróleo da camada pré-sal, divide opiniões entre os que defendem mais e menos presença do governo no setor econômico.</p>
<p>Steven Kull avaliou que esta discussão não é apenas brasileira, mas latino-americana. Para ele, o continente está “mais à esquerda” em relação a outras regiões do mundo.</p>
<p>A pesquisa reflete o “giro para a esquerda” que o continente experimentou no fim da década de 1990, quando o modelo de abertura de mercado que se seguiu à queda do muro de Berlim e à dissolução da antiga União Soviética dava sinais de esgotamento.</p>
<p>Começando com a eleição de líderes como Hugo Chávez, na Venezuela, em 1998, o continente viu outros presidentes de esquerda chegarem ao poder, como o próprio Luiz Inácio Lula da Silva, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador).</p>
<p>Mas Kull disse não crer que o ceticismo dos brasileiros na pesquisa “seja necessariamente uma rejeição do processo de abertura dos anos 1990″.</p>
<p>“Vimos em pesquisas anteriores que os brasileiros não são os mais entusiasmados com a globalização”, disse.</p>
<p>“Eles ainda são bastante negativos em relação à globalização, e o que vemos aqui (nesta pesquisa) é mais o desejo de que o governo faça mais para mitigar os efeitos negativos dela, melhorar a distribuição de renda e colocar mais restrições à atividade das empresas.” Mas ele ressalvou: “Lembre-se de que a resposta dominante aqui é que o capitalismo tem problemas, mas pode ser melhorado com reformas. A rejeição ao atual sistema econômico e à abertura econômica não é dominante, é que há um desejo maior de contrabalancear os efeitos disto”.</p>
<p><a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/11/09/ult5022u3974.jhtm" target="_blank">http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/11/09/ult5022u3974.jhtm</a></p>
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		<title>Guilherme Motta e a arte de não juntar as peças</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/08/guilherme-motta-e-a-arte-de-nao-juntar-as-pecas/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 23:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Guilherme Motta]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[superpresidencialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Atenção, pessoal, a comentarista Simonse trouxe o link de uma entrevista do Guilherme Motta ao Valor onde suas idéias, mesmo sendo questionáveis, seguem linhas de raciocínio mais claras. A nota está no pé deste post.
Confesso um certo desânimo em analisar entrevistas do tipo da que o professor Carlos Guilherme Motta concedeu hoje ao Estadão.

Motta fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<blockquote><p>Atenção, pessoal, a comentarista Simonse trouxe o link de uma entrevista do Guilherme Motta ao Valor onde suas idéias, mesmo sendo questionáveis, seguem linhas de raciocínio mais claras. A nota está no pé deste post.</p></blockquote>
<p>Confesso um certo desânimo em analisar entrevistas do tipo da que o professor Carlos Guilherme Motta concedeu hoje ao Estadão.</p>
<p>Motta fez sucesso nos anos 70 ou 80, quando pretendeu escrever uma obra monumental, uma espécie de enciclopédia do pensamento intelectual brasileiro. Era uma obra arraigadamente uspcentrista, na qual se permitia idiossincrasias pessoais – especialmente contra ninguém mais do que Sérgio Buarque de Hollanda, contra quem mantinha uma certa competição.</p>
<p>No afã de desmerecer Buarque de Hollanda e consagrar a USP, chegou a considerar a “História da Literatura Brasileira”, de Antônio Cândido como uma brasiliana de nível superior. Depois, estimulou uma falsa competição entre Antonio Cândido e Gilberto Freyre, visando desqualificar o pensador nordestino – visto por ele como “de direita”.</p>
<p>Nos dois casos, deixou Antonio Cândido em má situação, por pretender usá-lo como aríete justamente contra duas de suas maiores admirações intelectuais. O professor Antônio Cândido é cioso da sua relevância intelectual e suficientemente crítico para não pretender ombrear-se com suas duas admirações.</p>
<p>Na entrevista ao Estadão, Guilherme Motta mostra uma dificuldade comum a historiadores que, vindos de uma visão tradicional da matéria, não conseguem entender as novas dinâmicas do momento, em cima da bucha. Relaciona uma série enorme de conceitos, definições, fatos descosturados, incapaz de alinhavá-los e organizar o todo.</p>
<p>Não sejamos injustos: talvez não tenha conseguido o espaço necessário porque a entrevista visava obviamente cumprir uma pauta pré-determinada. Recentemente saiu uma entrevista assim com o Renato Lessa &#8211; que, desde o primeiro momento, duvidei que tivesse sido fiel ao seu pensamento (e não havia sido, de fato).</p>
<p>A entrevista fica isso, então:</p>
<h2><span id="more-37977"></span>Do Estadão</h2>
<blockquote>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091108/not_imp462952,0.php?target_url=http%3A%2F%2Fdigital.estadao.com.br%2Fhome.asp" target="_blank">&#8221;Defino cenário como superpresidencialismo&#8221;</a></h3>
<p>Para estudioso, descolamento de Lula do PT foi ruim para a consolidação de uma cultura de partidos no País</p></blockquote>
</div>
<div id="corpoNoticia">
<p>Gabriel Manzano Filho</p>
<p>Entrevista</p>
<p>Carlos Guilherme Mota: professor de História Contemporânea</p>
<p>O que se vê no Brasil, hoje, é um &#8220;superpresidencialismo desbussolado e pitoresco&#8221;, em que se produz &#8220;a montagem de um novo bloco de poder&#8221;. Talvez não seja um subperonismo, como alertou no domingo passado, em artigo no Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso &#8211; mas algo pior. &#8220;Porque o populismo de Perón politizava, enquanto o pobrismo do Brasil avilta.&#8221;</p>
<p>A comparação é do historiador Carlos Guilherme Mota, professor titular de História Contemporânea da USP (aposentado) e de História da Cultura na Universidade Mackenzie, para quem Lula pratica &#8220;uma forma cordial, mas matreira, de evitar a implantação de uma moderna sociedade civil&#8221;. Respondendo ao &#8220;para onde vamos&#8221; de FHC, Mota diz que &#8220;há um fenômeno novo, estimulante, de uma nova esquerda liberal, republicana, socializante&#8221;, aparecendo nos EUA, na União Europeia, no Chile e até no Brasil, com figuras como Barack Obama, Michelle Bachelet, Segolène Royal.</p>
<h4>O ex-presidente FHC acertou ao dizer que o governo Lula conduz o Brasil para um subperonismo?</h4>
<p>Não sei se o termo é esse, mas concordo que se trata da crise mais grave desde os anos 80. Prefiro definir o cenário como um superpresidencialismo desbussolado e pitoresco. A nação assiste, bestificada, à montagem de um novo bloco de poder. O tratamento dado ao segmento social que o governo entende por povo tem algo em comum com o dos descamisados de Evita e de Perón, mas é pior.</p>
<blockquote><p>Essa história de &#8220;a nação assiste&#8230;&#8221; é demais. Quem é a nação, cara pálida?</p></blockquote>
<h4>No que é pior?</h4>
<p>Porque o populismo de Perón politizava e o pobrismo daqui avilta. O assistencialismo brasileiro é deprimente, pois trata esses condenados da terra como fracassados. E as condições de melhoria social &#8211; tão sonhada e ensinada por figuras como Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro ou Florestan Fernandes &#8211; são pífias. Aqui o capitalismo andou para um lado e a política social andou para outro. Basta ver que o governo não consegue encaminhar a questão dos sem-terra, por exemplo. Mas há, de fato, uma semelhança até física de um certo tipo de &#8220;neossindicalista&#8221; brasileiro de hoje com aqueles pelegos dos tempos de Getúlio Vargas, Perón, Ademar de Barros&#8230;</p>
<blockquote><p>Ele está falando especificamente de um programa, o Bolsa Família, destinado à parcela mais miserável da população. Pretender tratar a parte &#8211;  a assistência aos miseráveis &#8211; com o todo, como se não houvesse outras políticas e outros públicos, demonstra enorme dificuldade em analisar situações complexas.</p></blockquote>
<h4>Como Perón nos anos 50 e nos 70, Lula tem uma enorme aprovação para si e para seu governo.</h4>
<p>Ele consegue isso porque põe em marcha uma mobilização autoritária em que aplica, magistral e perversamente, a velha metodologia da conciliação. O autoritarismo popular ao qual FHC se referiu, praticado por Lula, é uma forma cordial, mas matreira, de se evitar a implantação democrática de uma moderna sociedade civil. Com valores e regras respeitados, que valorize a formação da cidadania.</p>
<blockquote><p>É um campeão! Se partisse para o confronto, teria pendores autoritários. Como persegue o pacto político &#8211; da mesmíssima maneira que FHC &#8211; também á autoritário. Guilherme Motta atribui a Lula o que é responsabilidade de FHC: o de ter inviabilizado a oposição, jamais ter trabalhado um cenário alternativo de país. No fundo, Guilherme Motta diz que se um time é goleado por dez a zero, a culpa é do adversário que não deveria jogar nos erros do derrotado.</p></blockquote>
<h4>O governo não caminha nessa direção?</h4>
<p>Os indicadores vão bem, mas a sociedade vai mal. E o poder é algo muito tentador quando os indicadores se tornam favoráveis. O governo Lula vem instaurando o que um de seus ministros, Franklin Martins, denominava &#8220;lambança&#8221;. O Brasil assiste atônito a uma guerra civil nos grandes centros urbanos e a outra, menos estridente, no campo. O presidente chegou a declarar na semana passada que não sabe como equacionar o problema do narcotráfico. À semelhança da Argentina de Perón, existe aqui o assalto às estatais, que desviou o PT de seu papel histórico de criador de um trabalhismo moderno.</p>
<blockquote><p>Francamente, o que tem a calça com as meias?</p></blockquote>
<h4>FHC não poupou grupo nenhum, nem o PSDB, ao afirmar que &#8220;os partidos estão desmoralizados&#8221;. Por que as oposições não conseguem fazer nada?</h4>
<p>A sociedade brasileira, que vinha se politizando até o final do primeiro governo Lula, perdeu o pique com o aviltamento dos partidos, sobretudo o PSDB na oposição, depois da opaca atuação do ex-candidato a presidente Geraldo Alckmin e das sucessivas indecisões dos pré-candidatos. O descolamento de Lula do seu partido não foi nada educativo para a consolidação de uma cultura de partidos no País.</p>
<blockquote><p>A culpa do aviltamento do PSDB na oposição é de quem? O grande desequilíbrio democrático que ocorreu foi quando o PSDB abdicou de um projeto de país e passou a terceirizar a política para a mídia.</p></blockquote>
<h4>Há um esvaziamento dos oposições que não acontece apenas no Brasil.</h4>
<p>Esse esvaziamento dos partidos de esquerda é um fenômeno mais amplo. Faltam lideranças firmes, falta transparência nas negociações do interesse público. A quebra de confiança nos políticos é geral. Isso resulta, em grande parte, de uma reorganização da ordem mundial, mas, sobretudo, de uma brutal concentração de poder do Estado, por toda parte. Esse fenômeno dá força a Lula para um percurso despolitizante, em que a cada semana se anuncia uma novidade, desde o biodiesel ao pré-sal, à Olimpíada&#8230; O PAC e os discursos grandiosos do presidente lembram um pouco os projetos de impacto de Ernesto Geisel. Mas os projetos militares ainda deixaram o País mais estruturado. Lula está deixando pencas de aspones pendurados em altos salários nas estatais.</p>
<blockquote><p>Meu Deus! Todo governante anuncia obras. É assim: o presidente ou governador entra, planeja obras; depois, à medida que as obras vão ficando prontas, anuncia. Guilherme Motta conseguiu misturar conceitos como reorganização da ordem mundial (o que é isso mesmo) com inauguração de obras.</p></blockquote>
<h4>Por isso o debate direita-esquerda perdeu importância?</h4>
<p>A direita se modernizou, a globalização a beneficia com o avanço das novas tecnologias e formas de dominação turbinadas pela cultura digital. Esta acelerou a vida econômico-financeira num ritmo que pulveriza as iniciativas da velha esquerda.</p>
<blockquote><p>Não entendi nada. Quem perdeu o rumo: a esquerda ou a direita? Até o Armínio Fraga se diz de centro-esquerda, e o Guilherme Motta vem com discurso dos anos 90. A direita morreu com a crise, se mantém no Brasil exclusivamente graças ao discurso de FHC. As novas tecnologias permitiram a disseminação das redes sociais no trabalho e no mercado de opinião. E ele solta uma afirmação dessas, sem uma explicação adicional, sem nenhuma interpretação, como se estivesse defendendo a esquerda contra a direita. No trânsito, Guilherme Motta deve ser um caos.</p></blockquote>
<h4>Repetindo FHC, para onde o País vai?</h4>
<p>O Brasil duplicou sua população em 40 anos, mas a elite dirigente não se planejou nem criou mecanismos para um crescimento tão desafiador. Não tivemos uma revolução burguesa criativa, como a de outros momentos da História, mas sim uma burguesia em geral predadora, associada a interesses do capital internacional. Mas a crise de agora é mais profunda. Ela vem fazendo com que algumas lideranças se deem conta de que, em uma sociedade de massas, e com a pesada herança de uma mentalidade escravista-bragantina, só pode esperar um desastre. Que virá mais cedo ou mais tarde, e em algumas cidades já começou. Falta um estadista de pulso para, nesse contexto de guerra civil disfarçada, mobilizar a Nação.</p>
<blockquote><p>Guilherme Motta pegou seus estudos sobre o Brasil pré-industrial, nao acompanhou a urbanização das cidades, não acompanhou o avanço dos indicadores sociais nas últimas décadas, não acompanhou o fato da questão social ter se tornado política permanente de Estado. Misturou alhos com bugalhos, apontou Lula como centralizador, depois lamentou a falta de estadista de pulso. Um samba do acadêmico doido.</p></blockquote>
<h4>Perdeu-se, ao que parece, o caminho para uma social-democracia. Como recuperá-lo?</h4>
<p>O que falta a partidos social-democratas, como PSDB e PPS imaginam ser, um conteúdo programático e uma liderança &#8211; coisa que FHC cobrou com ênfase. Mas há lideranças surgindo, novas gerações de professores, juízes, promotores, pesquisadores, militares, profissionais liberais com boa formação e visão moderna do País.</p>
<blockquote><p>Diz que FHC cobrou conteúdo programático do PSDB. O que é FHC, se não a principal liderança do PSDB. Aí sai do campo partidário e vê novas lideranças modernas em outros setores. Percebe que o quadro partidário não consegue mais abrigar esses novos elementos. Mas apenas apresenta de leve a questão, sem desenvolver nenhuma idéia original sobre como se dará essa modernização ao largo dos partidos. O grande dilema de FHC e do PSDB é o de ter perdido as bandeiras sociais-democratas para Lula. Não foi a social-democracia que perdeu o caminho; mas o PSDB de FHC que perdeu o caminho da social-democracia.</p></blockquote>
<h4>Como a política detesta o vácuo, vai aparecer alguma coisa no lugar?</h4>
<p>Acredito que sim. Há um fenômeno novo, muito estimulante, de uma nova esquerda liberal, republicana, bem formada e socializante. Ela vem aparecendo nos EUA, na União Europeia, no Chile, aqui mesmo no Brasil &#8211; onde é menos visível porque, neste momento, Lula ofusca tudo. Obama, Michelle Bachelet no Chile, Segolène Royal na França, são algumas pontas desse iceberg.</p>
<blockquote><p>A cabeça fundiu. Tem várias pontas do iceberg, a mais reluzente das quais é Lula. Mas Guilherme Motta sempre precisa deixar o raciocínio pela metade, senão a pauta do Estadão não pode ser atendida.</p></blockquote>
<h2>Por comentador</h2>
<p>Nassif, eu havia citado em outro post, hoje pela manhã. É bom saber que você está tratando dessa entrevista, e das suas ambiguidades.</p>
<p>A nossa grande imprensa anda meio desesperada. Acredito que se a eleição do ano que vem cair no colo de Dilma, o desespero será total.</p>
<p>O Estadão publica neste domingo uma entrevista de Carlos Guilherme Mota, historiador que, pelo visto, não deve entender nada de História, ou se entende, deixou seus conhecimentos de lado.</p>
<p>Nessa entrevista recheada de contradições, o historiador, além de ofender os cidadãos brasileiros com afirmações sobre um pobrismo que é negado pela realidade política, cai em patentes negações ao afirmar que o presidencialismo brasileiro é desbussolado. Se fosse assim mesmo, porque será que FHC e a imprensa estão preocupados com algo sem rumo? Dizer que o peronismo politizava não tem nada a ver com a cultura argentina, que foi assim mesmo antes de Peron, que unificou toda a política argentina sob um um único manto personalista. Dizer que o assistencialismo brasileiro é deprimente, é confundir programas assistenciais com assistencialismo. Em sua ânsia de dizer o que esperam que seja dito, desconhece mesmo as condicionalidades do programa. No mais, diz que havia uma politização durante os períodos FHC e 1º Lula. Melhor seria dizer que havia uma oposição restrita durante o governo Lula, sem nenhum apoio de mídia.No segundo caso, melhor seria dizer que a oposição perdeu o seu discurso e a mídia foi atropelada por algum movimento por ela inesperado. Antes disso, será que não sabem estabelecer uma relação crítica onde o brilhantismo político de Lula ofuscou seus opositores?</p>
<h2>Por Simone-rj</h2>
<p>Entrevista de Motta e Adriana Lopez ao Valor:</p>
<p><a href="http://www2.pv.org.br/noticia.kmf?noticia=7838100&amp;canal=253" target="_blank">http://www2.pv.org.br/noticia.kmf?noticia=7838100&amp;canal=253</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Nesta entrevista que a Simone indicou, as idéias do professor aparecem de forma mais elaborada. Podem ser questionadas, mas são melhor compreendidas.</p>
<p>No Estadão, ele foi vítima da maldição da banalização.</p></div>
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		</item>
		<item>
		<title>O fator Salieri na política</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 16:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Bernardo]]></category>
		<category><![CDATA[Salieri]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eduardo Ramos
Nassif, por favor, faça um post sobre a entrevista no Estadão, com o ministro Paulo Bernardo, onde ele fala com todas as letras, que FHC tenta acordar a oposição, por causa da mediocridade do PSDB e do DEM, e diz que o FHC está parecendo o Sallieri, aquele maestro invejoso, em relação ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Eduardo Ramos</h2>
<p>Nassif, por favor, faça um post sobre a entrevista no Estadão, com o ministro Paulo Bernardo, onde ele fala com todas as letras, que FHC tenta acordar a oposição, por causa da mediocridade do PSDB e do DEM, e diz que o FHC está parecendo o Sallieri, aquele maestro invejoso, em relação ao Mozart. PS – Adivinha quem é Mozart? rs rs rs – Tá excelente a entrevista, li lá no Conversa Afiada! Abração!</p>
<h3>Bernardo compara FHC a desafeto de Mozart</h3>
<h4>Da Agência Estado</h4>
<p>O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em Curitiba, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o artigo publicado domingo no jornal O Estado de S.Paulo , em que criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva, está tentando &#8220;suprir a deficiência da oposição&#8221;. &#8220;Como ele é uma pessoa brilhante, de grande talento, e a oposição está numa mediocridade imensa, colossal, ele está tentando suprir isso&#8221;, concluiu. &#8220;Agora, o risco que corre é ele ficar parecendo o Salieri (maestro Antonio Salieri), que ficava criticando o talento de Mozart (músico Wolfgang Amadeus Mozart) porque ele não conseguia ter o mesmo talento, não conseguia ter o mesmo reconhecimento.&#8221;</p>
<p><span id="more-37822"></span>De acordo com Bernardo, que esteve em Curitiba para uma palestra a professores, alunos e servidores da Universidade Federal do Paraná sobre o desempenho do governo federal e as perspectivas para 2010, uma possível comparação com Salieri é um risco muito grande &#8220;para uma pessoa com a história do Fernando Henrique, que já foi considerado o príncipe da sociologia&#8221;.</p>
<p>No artigo, o ex-presidente usa termos como &#8220;subperonismo&#8221; e &#8220;autoritarismo popular&#8221; ao se referir à administração petista. &#8220;Ele faz o discurso de que, se não concorda comigo, é autoritário, deve ser alguma coisa desse tipo, mas isso é muito pobre para um Fernando Henrique, que era um dos maiores pensadores do Brasil em termos de realidade&#8221;, alfinetou Bernardo. &#8220;Uma pessoa com toda essa bagagem ficou sozinho, de franco-atirador, tentando resolver o problema que a incompetência do PSDB e do DEM não consegue resolver, que é ter um discurso para o País, que é ter uma proposta alternativa&#8221;, emendou.</p>
<p>Em sua palestra, o ministro disse que às vezes o governo é criticado por estar planejando os próximos anos sem ao menos saber se o PT continuará no poder. &#8220;Nós achamos que é obrigação do atual governo preparar o terreno para o próximo, independentemente de quem ganhar a eleição&#8221;, disse. &#8220;Se tivermos um trabalho previamente estruturado, o governo terá apenas que fazer opções e poderá trabalhar com economia de tempo e economia de recursos porque vamos fazer isso.&#8221;</p>
<p>Para Bernardo, os investimentos que o Brasil tem feito, principalmente por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vão se constituir em um &#8220;ritual de passagem do País em desenvolvimento para o País de primeiro mundo&#8221;. E ressaltou que o Brasil tem uma democracia consolidada. &#8220;As mudanças se dão no voto, se quiserem mudar têm uma possibilidade no ano que vem.&#8221;</p>
<h2>Resposta de Salieri</h2>
<h3>Do Terra</h3>
<h3><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4087615-EI7896,00-Apos+criticas+de+Lula+FHC+diz+evitar+debate+de+baixo+nivel.html" target="_blank">Após críticas de Lula, FHC diz evitar debate de &#8216;baixo nível&#8217;</a></h3>
<p>Vagner Magalhães</p>
<p>Direto de São Paulo</p>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) comentou neste sábado as críticas de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feitas ontem durante o 12º Congresso do PCdoB, em São Paulo. No evento, Lula afirmou que FHC tinha certeza de que o governo petista &#8220;seria um fracasso&#8221;, além de dizer que o governo tucano não foi melhor por &#8220;incompetência&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tudo o que tinha a dizer já disse. Não vou mais falar sobre o assunto. Não quero entrar nesse debate de baixo nível das questões&#8221;, disse Fernando Henrique, que participa nesse sábado da Conferência de São Paulo.</p>
<p>As críticas de Lula foram motivadas por um artigo escrito por Fernando Henrique, publicado no último fim de semana. No texto, o tucano afirmou que se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), ganhar as eleições presidenciais em 2010, sobrará ao Brasil um &#8220;subperonismo&#8221; &#8211; em referência ao ex-presidente argentino Juan Domingo Perón &#8211; e &#8220;uma burocracia sindical aninhada no Estado&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que eu escrevi foi pensando no funcionamento do sistema, não foi pensando em pessoas. Não tenho nada a acrescentar. Quero evitar que isso se transfome em acusações pessoais. Não é o meu objetivo e não faz meu estilo&#8221;, disse o ex-presidente.</p>
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		<title>O autoritarismo popular, segundo FHC</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:52:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico
Autoritarismo popular pelo voto direto
Maria Inês Nassif

05/11/2009

Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Valor Econômico</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5906268/como-lula,-fhc-foi-eleito-pelo-voto-popular-num-regime-presidencialista-de-forte-dispersao-partidaria" target="_blank">Autoritarismo popular pelo voto direto</a></h3>
<p>Maria Inês Nassif</p>
<p>05/11/2009</p>
<p>Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela sua popularidade, mas pela forma como conseguiu usar essa popularidade para mudar completamente uma agenda política e econômica à qual, no primeiro mandato, parecia amarrado.</p>
<p>À direita e à esquerda, essa mudança de agenda está sendo colocada como autocrática. Todavia, como definir historicamente uma mudança de agenda política e econômica num regime democrático sem a suposição de que existe apoio popular a ela? O apoio é a um presidente ou a um outro projeto de poder? Como desvincular o presidente Lula do seu partido político, o PT, quando a história política de ambos é a mesma (e isso é um fato mesmo se constatando que, depois de quase dois mandatos como presidente num regime presidencialista, Lula tornou-se maior que o PT)? Se projetos políticos não se sucederem no poder, em alternância, o que se pode querer de uma democracia? É personalismo ou projeto político diferenciado uma inversão completa de agenda em relação aos governos anteriores?</p>
<p>A definição &#8211; ou acusação &#8211; imputada a Lula pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo recente publicada em dois jornais paulistas (&#8221;Folha de S. Paulo&#8221; e &#8220;Estado de S. Paulo&#8221;), e reiterada em entrevista ao colunista Vinicius Torres Freire, ontem, na &#8220;Folha&#8221;, de exercer uma &#8220;Presidência imperial&#8221;, ou ser o artífice de um estado de &#8220;apatia com autoritarismo popular&#8221;, não parece plausível. Não dá para &#8220;acusar&#8221; alguém de ser popular. FHC também o foi no seu primeiro mandato e venceu as eleições para a reeleição no primeiro turno, em 1998. Não dá para &#8220;acusar&#8221; alguém por estar no poder, se essa pessoa foi eleita. FHC também foi, duas vezes. E, como Lula, também tentou, embora não com tanto empenho, fazer o seu sucessor.</p>
<p><span id="more-37668"></span>Como Lula, Fernando Henrique Cardoso foi vitorioso como principal articulador de uma nova agenda política e econômica &#8211; no seu caso, o discurso vitorioso foi o de rompimento com a agenda nacional-populista de Vargas que ainda estava entranhada na sociedade. Como Lula, FHC teve que fazer valer o seu projeto num regime presidencialista com forte dispersão partidária. Ninguém o acusou de autoritário por isso. E não existe nenhuma objetividade numa acusação de autoritarismo se a pessoa que está sendo acusada se submeteu às urnas e mantém-se estritamente no jogo político institucional (ainda anteontem, Michael Bloomberg se elegeu, pela terceira vez, prefeito de Nova York).</p>
<p>A grande arte do Brasil democrático foi a de conseguir criar, mesmo após longo período de ditadura militar, uma cultura democrática. Foi arte, não foi sorte. Um único presidente, Fernando Collor, tinha um perfil que tendia ao autoritarismo mas, salvo a edição do Plano Collor numa conjuntura de hiperinflação no primeiro dia de seu governo &#8211; que enxugou drasticamente a liquidez com o confisco de poupança -, o autoritarismo não conseguiu passar de um discurso forte com cores nazistas. Collor mais ladrou do que mordeu: aceitou sem reações um processo de impeachment que acabou se tornando um símbolo da democracia brasileira. O presidente Itamar Franco, eleito como seu vice, governou por dois anos, tinha tradições democráticas e não as negou no poder.</p>
<p>Antes deles, o primeiro presidente civil depois do golpe de 1964 e último a se eleger pela via indireta, José Sarney, teve muitos defeitos, mas seu governo foi fundamental para a consolidação da democracia. Foi nesse período que funcionou a Assembleia Nacional Constituinte. Não consta que Sarney, mesmo com o pecado original de ter antes vivido à sombra do regime autoritário, tenha cometido atentados contra a então tenra democracia. Como vice do presidente eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves, Sarney ascendeu ao poder pela morte de um dos grandes articuladores da transição para a democracia. Estava comprometido com as forças democráticas, já majoritárias na sociedade, e não conseguiria sobreviver no poder sem o apoio delas.</p>
<p>Os governos do presidente Fernando Henrique Cardoso tiveram grande conteúdo democrático. FHC vinha da oposição institucional ao regime militar, o MDB, ingressou no PMDB e ascendeu pelo PSDB, partido surgido de um racha do PMDB. FHC, assim como Lula, esteve presente nos grandes movimentos pela democracia no pré-85. No governo, foi um hábil, e democrata, articulador de forças econômicas que emergiam num Brasil que se abria para o capitalismo financeiro internacional. Não houve autoritarismo nessa mudança de agenda: ele articulou forças que se moviam no cenário democrático a partir de mandato ao qual foi investido pelo voto popular. FHC foi bastante popular no final do primeiro governo, quando o Plano Real produziu um ganho de distribuição de renda incomum num país de renda concentrada como o Brasil. Perdeu esse legado no segundo mandato, quando a renda voltou a se concentrar.</p>
<p>O presidente Lula não foi nem mais, nem menos democrático que os outros civis. Foi igualmente democrata. Com mandato popular, articulou forças que se moviam no território da democracia para mudar a agenda política e econômica. A interpretação de que é a figura central de um &#8220;autoritarismo popular&#8221; não leva em conta a origem do mandato de Lula &#8211; o voto, como os dois mandatos de FHC -, mas o fato de que o atual presidente articula outras esferas da sociedade que foram incorporadas ao projeto de poder tucano apenas durante o Plano Real, e dele foram apartadas por sucessivas crises e um modelo de acumulação que se tornou excludente, passado o efeito desconcentrador do êxito anti-inflacionário.</p>
<p>A designação de &#8220;autoritarismo&#8221; não leva em conta o voto; a &#8220;acusação&#8221; de popular não faz justiça a quem vota.</p>
<p>Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</p>
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		<title>Lula, segundo Mendonça de Barros</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:23:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[FHC]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Calbercan
Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Calbercan</h2>
<p>Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de fugir, eu fui lá. Eu tive uma orientação do Fernando Henrique para viajar, sumir, mas eu quis enfrentar.”</p>
<p>Sobre a interferência do governo Lula em empresas privatizadas (outro ponto que FHC critica no seu famoso último artigo), diz: “Se é o custo que nós temos que pagar para o Lula manter a política macroeconômica, eu pago. Vamos nos preocupar com problemas gordos. Com alguns assuntos a gente não pode ser crircri e ficar questionando tudo”.</p>
<p><span id="more-37617"></span>Sobre o pré-sal: “Se é partilha ou concessão, tem coisas boas e coisas ruins. Portanto não me preocupo muito”.</p>
<p>Diz mais: “Todo governo toma medidas que não precisavam ser tomadas, até para atender a base aliada”.</p>
<p>Sobre o PSDB: “Se você olhar bem o PSDB, ele é o partido da elite. A cara do PSDB é a cara da elite. Os tucanos têm medo de serem considerados populistas. ”</p>
<p>Sobre Lula: “Lula é populista e é a cara de 80% dos brasileiros. O Lula é o Brasil”.</p>
<p>Sobre o governo Lula:</p>
<p>“Numa sociedade de massa, pode-se dizer que 70% dos brasileiros são felizes gastando e consumindo, e a venda no varejo está crescendo 10, 12% ao ano”.</p>
<p>“Na economia moderna, o sujeito vota com o estômago e com o bolso. A vida desse pessoal melhorou muito”.</p>
<p>“Embora tenha usado o software pirata macroeconômico, ele introduziu as políticas sociais, como o aumento do Bolsa Família e principalmente o aumento real continuado do salário mínimo. Isso não fazia parte do software do Fernando Henrique. Lula tem o mérito de ter feito essa gambiarra (sic) social que funcionou muito bem de maneira que hoje o fruto do crescimento mexeu com 25 milhões de brasileiros que deram uma subida na escala social. Isso foi muito bom”.</p>
<p>Sobre os programas sociais do governo Lula: “Não tem volta atrás. O que o fez foi correr o risco de dar errado. Como deu certo, já está incorporado”.</p>
<p>Sobre o Serra: “O Serra tem uma posição difícil. Que discurso ele vai fazer? O PSDB dispersou”.</p>
<p>Ao contrário de FHC, ele não está vendo ameaças à ordem institucional no “lulismo”.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Comparem o discurso do Luiz Carlos com o que este Blog vem dizendo há mais de três anos. Não apenas Mendonça de Barros, mas Luiz Carlos Bresser Pereira e outros que ajudaram a moldar o pensamento inicial do velho e extinto PSDB.</p>
<p>Só que, até algum tempo atrás, muitos recusavam-se a admitir esse quadro por medo do patrulhamento e dos ataques que sofreriam.</p>
<p>O grupo que cerca Serra, composto por bons quadros &#8211; como José Roberto Affonso e Luiz Carlos Vellozo Lucas &#8211; hoje em dia é desperdiçado com o radicalismo inútil e estéril do chefe</p>
<h2>Por Roberto São Paulo/SP</h2>
<p>Entrevista</p>
<p>Crise? Que crise?</p>
<p>Para o ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, o que houve no Brasil foi um pânico desmedido. O assunto também passou pelas eleições e pelo processo enfrentado na Justiça por 10 anos</p>
<p>Texto: Ana Magalhães | Fotos: Marcos Rosa, Revista Viver Brasil, edição 24………………..</p>
<p><a href="http://www.revistaviverbrasil.com.br/materia_01.php?edicao_sessao_id=551" target="_blank">http://www.revistaviverbrasil.com.br/materia_01.php?edicao_sessao_id=551</a></p>
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		<title>FHC: como matar um projeto de oposição</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 09:58:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[encontro de contas]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
		<category><![CDATA[Plano K]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>

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		<description><![CDATA[O Vinicius Torres Freire, do caderno Dinheiro da Folha, entrevistou o ex-presidente FHC, para entender o significado do seu artigo de domingo passado, na Folha em O Globo. É curioso o artigo, apenas devido ao fato de Vinicius ter captado bem a falta de rumo de FHC. Fala da desarticulação da oposição, da falta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Vinicius Torres Freire, do caderno Dinheiro da Folha, entrevistou o ex-presidente FHC, para entender o significado do seu artigo de domingo passado, na Folha em O Globo. É curioso o artigo, apenas devido ao fato de Vinicius ter captado bem a falta de rumo de FHC. Fala da desarticulação da oposição, da falta de eco do Congresso, do fato dos grupos de discussão da sociedade civil estarem mais preocupados com temas específicos, do que com a política em geral.</p>
<p>Constata uma situação, na qual ele – como líder maior da oposição – é o grande responsável. E constata como um intelectual que analisa uma situação do lado de fora, sem nenhuma responsabilidade sobre os eventos analisados.</p>
<p>Quando se olha para trás e se vê a formação das idéias no PSDB de FHC, percebe-se como o partido jogou fora todas as bandeiras renovadoras que ajudaram a construir sua reputação.</p>
<p>Na época, parecia ser o único partido racional, as melhores idéias caíam no seu colo quase que por gravidade. Ganhou o apoio de um número significativo de pensadores que garimpavam o novo, por sua aparente disposição em ouvir propostas, em aplaudir a modernidade que emergia. Afinal, era um partido de intelectuais, acadêmicos, egressos da Universidade, aparentemente racionais e visando o bem comum.</p>
<p>Mas era só da orelha para fora, apenas jogo de cena visando exclusivamente ganhar aliados para tarefas bem mais comezinhas: a montagem do grande sistema de apoio econômico que surge da privatização.</p>
<p><span id="more-37514"></span></p>
<h3>O encontro de contas</h3>
<p>O melhor exemplo para ilustrar FHC, presidente, foi um episódio que ocorreu logo após a crise cambial de janeiro de 1999. FHC estava caindo pela tabela. O governador mineiro Itamar Franco anunciara o calote de Minas em uma dívida avalizada pelo Tesouro. Atingidos em cheio pela crise, governadores eleitos anunciaram uma ida em bloco ao Palácio em um final de semana, para reivindicar recursos da União.</p>
<p>Anos antes, eu tinha ajudado a divulgar idéias bastante originais de Paulo Britto e Paulo Rabello de Castro, naquilo que acabou conhecido como o Plano K. Consistia em um encontro de contas geral, no qual as dívidas de estados e municípios com os fundos sociais (Previdência e outros) seriam convertidas em moedas sociais que facultariam aos trabalhadores participar e se beneficiar da privatização.</p>
<p>A proposta era brilhante, por permitir a criação de um capitalismo popular &#8211; nos moldes do que havia sido feito com a pulverização de ações de estatais britânicas -, fortalecer o investimento interno, encaminhar a solução de problemas fundamentais de contas públicas (déficit da Previdência e dos estados e municípios), legitimar a privatização.</p>
<p>Corri mundo atrás de aliados a essa tese. Ainda no governo Itamar, conversei com Andrezinho Franco Montoro e José Roberto Mendonça de Barros &#8211; que estavam à frente do programa de privatização. Depois, com Antonio Kandir, Pérsio Arida, Tasso Jereissatti, José Serra. Em vão. Ninguém apresentava uma restrição sequer ao modelo, mas ninguém dava um passo sequer para defendê-lo. Pela óbvia razão – que só entendi anos depois &#8211; de que na lógica do partido já estava consolidada a estratégia de criação de novos supergrupos aliados, com a privatização, visando garantir a perpetuação no poder.</p>
<p>Em 1999, com a crise correndo solta, lembrei novamente das idéias dos Paulo. Escrevi uma coluna. No dia seguinte me ligou o David Zilberstjan &#8211; ainda genro de FHC -, dizendo que poderia ser a saída para a crise. Comentara com FHC, durante a inauguração de uma hidrelétrica, ele manifestara interesse no tema. David perguntou se eu poderia ir à Brasília conversar com FHC. Marcamos para dali a alguns dias.</p>
<p>Deflagrou-se então uma operação destinada a aproveitar a crise para um salto no país. Conversei com o governador do Paraná, Jayme Lerner, que tinha idéias semelhantes e ajudaria a convencer o PFL. Paulo Rabello &#8211; que tinha relações com o PFL &#8211; conversou com a cúpula do partido. Fui a Brasília para uma conversa com Pimenta da Veiga, que me decepcionou, mostrando um homem público sem nenhuma vontade política. Paulo Britto reuniu-se com lideranças do PSDB. O tema &#8220;encontro de contas&#8221; ganhou consistência. Uniformizou-se o discurso, criou-se um bom entendimento sobre o sentido geral da proposta.</p>
<p>No sábado houve a reunião de FHC com os governadores rebeldes. O resultado foi satisfatório e mereceu uma nota positiva no The Financial Times &#8211; talvez a primeira notícia positiva desde que a desvalorização cambial implodiu com o governo FHC. Os governadores voltaram para casa satisfeitos, a rebelião estava contida.</p>
<p>Nos dias seguintes, nas semanas seguintes, nos meses seguintes, ficamos aguardando os desdobramentos da reunião, o grande salto que permitiria legitimar a privatização, trazer uma solução para o déficit da Previdência. Em vão. A idéia &#8211; para FHC &#8211; era apenas uma maneira de contornar um problema imediato. Jamais teve gana de mudanças, jamais teve um pensamento modernizador sequer. Na entrevista com ele, com que fecho meu livro &#8220;Os Cabeças de Planilha&#8221; percebe-se um pensador raso, que só conseguia imaginar um modelo de país: grandes grupos sendo constituídos e levando o país atrás de si.</p>
<p>E não houve uma liderança nova no partido capaz de galvanizar as novas idéias e perseguir o novo. Nem de se dar conta de que, ao permitir que a mídia e FHC assumissem a liderança do partido, colocaram todo um projeto de país a serviço da vaidade de um homem público cujo único propósito era recuperar a própria imagem. E, para isso, não vacilou em marcar definitivamente o PSDB com a sua marca, a de presidente mais impopular da história do país. E esse vazio empoado foi sustentado nesses anos todos por um colunismo preconceituoso, muito mais próximo do esnobismo das colunas sociais do que da consistência das discussões públicas.</p>
<p>O que moveu FHC foi exclusivamente a lógica da tomada do poder. Tarde demais se deu conta de que sem projeto, sem votos, sem legitimação, é apenas um ex que tem em seu currículo dois feitos: o de ter matado um projeto de poder, e, agora, de ter matado um projeto de oposição.</p>
<h2>Da Folha</h2>
<p>VINICIUS TORRES FREIRE</p>
<p>FHC, Lula, apatia e &#8220;autoritarismo&#8221;</p>
<p>Satisfação com a economia ofusca &#8220;desvio da democracia&#8221;, mas é preciso &#8220;balançar o coreto&#8221;, afirma ex-presidente</p>
<p>A SATISFAÇÃO com a economia é um fator de &#8220;apatia&#8221; no Brasil. Tal ambiente favorece o &#8220;autoritarismo popular&#8221; que está no &#8220;DNA&#8221; do governo Lula e do lulismo. Mas por que a oposição é também apática e omissa, pergunta-se ao autor da tese da &#8220;apatia cum autoritarismo popular&#8221;, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso? &#8220;Sim, a oposição está meio apática, como quase todo o país. Mas a oposição partidária é congressual.</p>
<p>Não repercute na sociedade. A sociedade, por sua vez, não tem dado muito ouvido ao que se passa por lá no Congresso, por achar que o Congresso não decide assuntos de relevância cotidiana ou por desconfiar do que sai de lá [Congresso], pelos motivos conhecidos. E o governo [Lula] teve papel importante nesse apequenamento do Congresso, dadas as ingerências e os chamados &#8220;escândalos&#8217;&#8221;, diz FHC a esta coluna.</p>
<p>E a apatia do PSDB e de seus candidatos indecisos? &#8220;O Congresso, os partidos, o PSDB também, as lideranças, não repercutem. Falta mais articulação com a sociedade. Mas os candidatos se movem pelo cálculo eleitoral, não tem jeito. Mas a discussão desses problemas interessa a muito mais gente, vai muito além do PSDB. Não escrevi para conclamar a oposição. Esse debate não pode ser rebaixado pela partidarização excessiva. Mas, afora o &#8220;partido dos economistas&#8221;, os intelectuais não se manifestam, contra ou a favor, de maneira pública, pensada (o Brasil tinha o partido dos advogados, agora tem o dos economistas, sinal da mercantilização do Brasil e do mundo). Os movimentos sociais, as organizações da sociedade, quando não estão aninhadas na burocracia do Estado, limitam-se a temas especializados. Isso por um lado é bom: discute-se a sério ambiente, drogas, violência. Mas não a política maior desses e outros assuntos&#8221;, diz FHC.</p>
<p>Mas qual a relação atual entre popularidade e risco de autoritarismo? &#8220;O país está mais apático porque a situação econômica vai bem. E espero que vá cada vez melhor. Mas a satisfação com as condições de agora não nos deve impedir de pensar que tipo de sociedade e de Estado que estamos construindo. As pessoas aplaudem porque estão satisfeitas com o que lhes diz respeito, mais imediatamente. Mas o aplauso não significa aprovação a qualquer atitude do governo, e muitas vezes as pessoas não têm consciência das consequências de várias dessas ações.&#8221;</p>
<p>Mas onde está o autoritarismo? &#8220;Há uma grande cooptação. Há ingerência direta nos partidos, ataques à imprensa, à gestão de empresas. O presidente escolhe não só a candidata (até sem ela mesma saber) mas define nomes pelo país todo, em vários partidos, interfere diretamente no Congresso. Não sou &#8220;neoliberal&#8221;. E não sou a favor disso que chamam &#8220;Estado forte&#8221;, mas de um Estado competente. Esse &#8220;Estado forte&#8221; é paternalista, organiza os negócios, destrói os partidos, coopta setores sociais com recursos do Estado. Tudo isso ocorre em clima de forte personalização, em que o presidente centraliza em si decisões estratégicas (como na compra dos caças, do pré-sal, coisas feitas com atropelo, sem seriedade), com alianças partidárias que não foram feitas com base em um programa. Isso reforça as características da nossa &#8220;Presidência imperial&#8217;&#8221;, diz FHC.</p>
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		<title>O PAC e a reconstrução da economia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 09:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Collor]]></category>
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		<category><![CDATA[projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Mário Mota
Nassif e Blogueiros,

Sou projetista da área de hidráulica e saneamento, com formação em engenharia sanitária e engenharia civil (nesta ordem).

A engenharia nacional sofreu fortes danos nas três últimas décadas. No início dos anos 80 houve uma quebradeira violenta, com o fim do sonho do “Milagre Econômico”, que causou o desmantelamento de muitas empresas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Mário Mota</h2>
<p>Nassif e Blogueiros,</p>
<p>Sou projetista da área de hidráulica e saneamento, com formação em engenharia sanitária e engenharia civil (nesta ordem).</p>
<p>A engenharia nacional sofreu fortes danos nas três últimas décadas. No início dos anos 80 houve uma quebradeira violenta, com o fim do sonho do “Milagre Econômico”, que causou o desmantelamento de muitas empresas de projeto, principalmente as que atuam no amplo setor da construção civil, no qual se insere o saneamento. Marcou essa fase o declínio do PLANASA – Plano Nacional de Saneamento, com o BNH sem recursos para aplicar no setor.</p>
<p>A partir de 90, com o governo Collor, os recursos da construção civil surgiram de forma tímida, porém parecia que estavam apenas nas mãos de grandes construtoras, pois recebíamos muitas solicitações do tipo “contrato de risco” (só te pago quando receber da obra) e os órgãos públicos não tinham um centavo para fazer projeto. Aviltaram muito os valores dos projetos e os salários dos profissionais, o que causou uma primeira evasão de gente de boa qualidade do mercado.</p>
<p><span id="more-36986"></span>Durante a década de 90 o desastre continuou. Boa parte dos estados estavam inadimplentes com o governo federal, o avalista de todos junto a entidades de crédito e sem recursos para investir em infraestrutura e saneamento. Com a política de privatização de FHC a coisa piorou mais ainda, pois ele cortou linhas de crédito e deixou que ocorresse um sucateamento criminoso em setores vitais, como saneamento e transportes, para facilitar o “processo”. Foi uma perda irreparável de gente do setor de projetos, que investiram suas fichas em concursos públicos, principalmente, onde conseguiram sucesso com relativa facilidade, pois esse pessoal fazia parte da inteligência do setor.</p>
<p>No início do novo milênio ainda imperava a derrocada imposta pela política de FHC, e a falta de perspectivas positivas continuaram minguando o setor de projetos de profissionais, que após cumprir o estágio obrigatório na área de engenharia, iam estudar para concurso público em qualquer área que pagasse melhor. As empresas de projeto que não quebraram continuaram encolhendo.</p>
<p>Quando começou o PAC foi possível se avaliar o tamanho do rombo. Seguindo a cartilha, o recurso só é liberado depois que o projeto da obra é analisado e aprovado pelo agente financeiro. Ora, os estados e municípios estavam há anos sem contratar projetos, as empresas de projeto sem equipes, as construtoras também sem equipe, os órgâos contratantes também não têm equipes para acompanhar o desenvolvimentos dos projetos, ou seja, o Brasil não tem engenheiros suficientes para realizar o PAC!</p>
<p>Só que não houve ainda uma recuperação dos preços de projetos que possa motivar o retorno ou a fixação de profissionais na área de projeto. Estamos todos aguardando. Quero ratificar que sem o PAC, a engenharia nacional estaria quase extinta!</p>
<p>Creio que nos próximos poucos anos o setor deverá ser aquecido a uma temperatura adequada a dos demais setores da economia, uma vez que estava sendo tratado como elemento criogênico, pois estava encolhendo enquanto os demais setores estavam crescendo.</p>
<p>Sds Soteropolitanas,</p>
<p>Mário</p>
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		<item>
		<title>O PSDB e a herança maldita</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Freire]]></category>

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		<description><![CDATA[Por daSilvaEdison
Nassif,

Veja essa do Roberto Freire:
“PSDB terá de renegar FHC, diz presidente do PPS”

“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a política econômica adotada por FHC não será exemplo a ser lembrado durante a campanha do PSDB à Presidência, em 2010.”

“Já prevendo comparações que podem vir à tona nas próximas eleições, entre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por daSilvaEdison</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Veja essa do Roberto Freire:</p>
<blockquote><p>“PSDB terá de renegar FHC, diz presidente do PPS”</p>
<p>“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a política econômica adotada por FHC não será exemplo a ser lembrado durante a campanha do PSDB à Presidência, em 2010.”</p>
<p>“Já prevendo comparações que podem vir à tona nas próximas eleições, entre a chamada Era FHC e a gestão de Lula, Freire defendeu que a política econômica de Fernando Henrique não é a do PSDB.</p>
<p>Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!, insistiu, em referência à pré-candidatura do governador de São Paulo ao Palácio do Planalto. ”</p></blockquote>
<p><a href="http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/922364.html" target="_blank">http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/922364.html</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Quando Serra foi eleito governador, escrevi no Blog que o único caminho viável para ele e o PSDB seria romper com o fernandismo e instaurar o serrismo &#8211; isto é, um conjunto novo de conceitos que sepultasse o malanismo que havia se tornado marca registrada do partido.</p>
<p>Mais: disse que a hora era dos pacificadores, não dos guerreiros. A guerra só interessava a quem não tinha mais expectativa de poder &#8211; no caso, FHC e os senadores de último mandato. Que os novos tempos exigiriam estadistas que promovessem a pacificação e a política em alto nível, que consolidassem os avanços e defendessem os upgrades.</p>
<p>Serra me ligou na época, foi das últimas conversas que tivemos. Disse que FHC era seu amigo e que discordava de que esse rompimento fosse necessário. Àquela altura, ele estava mergulhando de cabeça na parceria com o jornalismo da Veja e com os guerreiros do neoliberalismo.</p>
<p>E era tão óbvio para quem tivesse um mínimo de sensibilidade política.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O discurso de Lula</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 09:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[carroça]]></category>
		<category><![CDATA[Collor]]></category>
		<category><![CDATA[discurso]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
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		<category><![CDATA[vagabundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ricardo Amaral
O problema com Lula não é falar demais; é ser ouvido por milhões

Como se esperava, a boa entrevista do Lula ao Kennedy Alencar repercute na imprensa por causa de duas irrelevâncias, destacadas pela edição da Folha: uma frase descontextualizada sobre jornalismo e uma comparação exagerada com Jesus Cristo. É mais do mesmo. Esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Ricardo Amaral</h2>
<p>O problema com Lula não é falar demais; é ser ouvido por milhões</p>
<p>Como se esperava, a boa entrevista do Lula ao Kennedy Alencar repercute na imprensa por causa de duas irrelevâncias, destacadas pela edição da Folha: uma frase descontextualizada sobre jornalismo e uma comparação exagerada com Jesus Cristo. É mais do mesmo. Esse pessoal acha que Lula fala demais e fala bobagem. Só este ano já foram 220 entrevistas e outros tantos discursos nas mais diversas circunstâncias. É natural que deixe escapar frases infelizes, comparações inadequadas, exageros e injustiças. E daí? O dado objetivo é outro: Lula fala para dezenas de milhões, com objetividade e clareza; é ouvido e assimilado como nenhum outro presidente foi antes dele. Por isso incomoda tanto; por isso tentam repercutir o acessório e escamotear o conteúdo.</p>
<p><span id="more-36725"></span>Lula é um tipo raro de político, especialmente para o convencionalíssimo padrão retórico brasileiro. Ele se expressa com sinceridade, em público e no particular. Seu discurso é uma poderosa arma política, porque costuma dizer não só o que as pessoas comuns querem, mas o que elas precisam ouvir. Para arriscar uma comparação: o Winston Churchill da Batalha da Inglaterra (já ouço o espocar dos ovos). Grandes líderes percebem que a palavra sincera pode ser mobilizadora.</p>
<p>O comum na política é a frase evasiva; é contornar o conflito para não agravar a realidade. Só raramente grandes políticos brasileiros usaram a retórica de forma eficaz. Leonel Brizola, depois do exílio, teve grandes momentos, mas o exemplo que me vem agora é Ulysses Guimarães, na promulgação da Carta de 1988. “Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”, ele disse, na cara dos generais, lembrando ao país que a obra da redemocratização ainda não estava completa.</p>
<p>Fernando Collor estava certíssimo quando disse que nossa indústria automobilística só produzia “carroças”. De maneira consequente, lancetou uma ferida do orgulho nacional e obrigou a indústria a avançar. Também estava sendo sincero quando comparou a inflação a “um tigre que se abate com um tiro só”. O problema aí é que ele estava redondamente enganado, e quem pagou pelo erro foi o país.</p>
<p>Ser sincero não é para qualquer um. Fernando Henrique se arriscou duas vezes nesse terreno e saiu-se mal nas duas. No caso dos “caipiras”, ele se referia a uma parcela de críticos provincianos ou com uma visão colonizada do mundo. Não estava errado, mas tentou ser coloquial e pareceu preconceituoso. No caso dos “vagabundos” detentores de aposentadorias precoces, indignas e injustas, tinha toda razão, mas tropeçou na péssima retórica (FHC é um conversador cativante de inteligência excepcional, mas um orador confuso e péssimo escritor). Nos dois casos, os demagogos fizeram a festa.</p>
<p>Por experiência própria, Lula já deveria ter aprendido a evitar comparações de inspiração religiosa. A impressão que elas deixam costuma oscilar entre o messianismo e a blasfêmia. Futebol, agricultura e família sempre serão territórios mais seguros para a metáfora politica.</p>
<p>Lula disse que, para governar o Brasil, Jesus Cristo teria de entrar em acordo com o partido de Judas. A comparação é de mau gosto, mas está bem próxima da realidade politica e institucional do país. Não dá para esperar que esse sistema (do qual Lula é parte necessária) se transforme por dentro. É mais consequente expor o problema como ele é (como Lula fez) e discutir como superá-lo (de fora para dentro), do que pedir a opinião do bispo. Se for pra discutir no campo, digamos, moral, que tal perguntar aos chefes do PMDB como eles se sentem no papel de Judas? E o pessoal do DEM?</p>
<p>Lula disse também que, para ele, o papel da imprensa é dar notícias, sejam denúncias, sejam elogios, e não misturar preferência partidária com texto informativo. Resumiu parte desse pensamento numa frase infeliz: “Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar.” O mancheteiro devia ser condecorado com a Ordem da Jarreteira, aquela que tem como dístico “Honni soit qui mal y pense” (numa tradução livre: a maldade está na cabeça de quem a aponta).</p>
<p>Desde o impeachment de Collor, faz-se praça de que a imprensa investiga, denuncia, julga, condena e pune todos os poderes instituídos, sem perder o equilíbrio, a objetividade, a imparcialidade e o senso de justiça. Ufa! Mesmo quando se presta a manipulações políticas rasteiras, a imprensa precisa acreditar que está fiscalizando a República. Podia ser apenas uma ilusão, mas virou vício. Nossa imprensa quer ser protagonista da política sem ter de pagar o preço da definição partidária. Muito a favorece, nesse desvio, a mediocridade dos atores políticos, oposição e governo. A maioria compactua com essa visão distorcida da imprensa, por oportunismo, ou se rende a ela por covardia.</p>
<p>Lula pode ter errado na forma, quando incorporou o autoconceito da imprensa “fiscal da República”, antes de negá-lo. Mas acertou de novo no conteúdo: nossos jornais estão misturando posição partidária com notícia, o que é notório pela pauta e pela hierarquização dos conteúdos. A demonstração cabal do que Lula diz é a repercussão da entrevista ã Folha. Ele falou sobre câmbio, juros, previsão de crescimento do PIB, os caso Vale e Oi, as relações com outros partidos, política externa, Dilma, Serra e um vasto etcétera. Mas nossa imprensa só fala de si. E de Judas. Dá mesmo a impessão de que não querem que Lula seja ouvido.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os 12 Apóstolos de FHC</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 16:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Neves
Quanta blasfêmia. Toda essa polêmica começou pelo acerto antecipado do PMDB com a candidatura Dilma. Então, para descobrir quem são os judas na jogada, fui pesquisar o governo FHC e alguns apóstolos que o acompanharam. É certo que Jesus não faria acordo com ateu, principalmente um que se associa aos Demos mas, por enquanto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Neves</h2>
<p>Quanta blasfêmia. Toda essa polêmica começou pelo acerto antecipado do PMDB com a candidatura Dilma. Então, para descobrir quem são os judas na jogada, fui pesquisar o governo FHC e alguns apóstolos que o acompanharam. É certo que Jesus não faria acordo com ateu, principalmente um que se associa aos Demos mas, por enquanto, Lula também não fechou acordo com o Fariseu Henrique Cardoso:</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Ministros_do_Governo_FHC" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Ministros_do_Governo_FHC</a></p>
<p>“… com a reforma ministerial implementada por Fernando Henrique Cardoso, Renan Calheiros foi indicado pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para ocupar o Ministério da Justiça, em substituição a Íris Resende, que se desincompatibilizara para concorrer ao governo do estado de Goiás. Apesar das resistências ao seu nome, uma vez ter sido ele líder do ex-presidente Fernando Collor, a indicação foi mantida e Renan tomou posse no dia 7 de abril de 1998″.</p>
<p><span id="more-36682"></span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Renan_Calheiros" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Renan_Calheiros</a></p>
<p>“… conquistou seis mandatos consecutivos para a Câmara Federal, da qual se afastou apenas para ocupar secretarias de Estado e o Ministério do Meio Ambiente, no governo de Fernando Henrique Cardoso”.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarney_Filho" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarney_Filho</a></p>
<p>“Exerceu o cargo de ministro da Justiça, de 1º de janeiro de 1995 a 7 de abril de 1997, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>Em 25 de julho de 2007 assume o cargo de Ministro da Defesa do governo Lula …”</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Jobim" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Jobim</a></p>
<p>“Em 1985, durante o processo de redemocratização, filiou-se ao PFL, atual DEM … Em 2005 filiou-se ao PL (hoje Partido da República), e hoje apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inocencio_de_Oliveira" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Inocencio_de_Oliveira</a></p>
<p>“… fez parte da bancada de apoio ao então presidente Fernando Henrique Cardoso. Nas eleições de 1998 concorre a uma vaga ao Senado Federal mas não logra êxito. Após, assumiu o cargo de assessor especial no Palácio do Planalto, onde permaneceria até 2002 …”</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moreira_Franco" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Moreira_Franco</a></p>
<p>“… ministro da Agricultura no governo José Sarney e da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Atualmente é novamente prefeito da capital do estado pelo PMDB”.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iris_Rezende" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Iris_Rezende</a></p>
<p>“Todos os seus mandatos foram exercidos no PMDB, ao qual é filiado desde 1966, quando o partido era denominado MDB. Ocupou o Ministério dos Transportes, no governo FHC, a partir de 1997″.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliseu_Padilha" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliseu_Padilha</a></p>
<p>“Em janeiro de 2002, Ney Suassuna é nomeado pelo então presidente da Républica Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Integração Nacional”.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ney_Suassuna" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Ney_Suassuna</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A volta do círculo vicioso do câmbio</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 12:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[círculo vicioso]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>

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		<description><![CDATA[O círculo vicioso do câmbio está dado mais uma vez.

Tem-se o seguinte quadro internacional:

1.	Excesso de liquidez e propensão a novas bolhas especulativas.

2.	Dúvidas de monta sobre o fim da crise internacional.

3.	Desalinhamento das taxas de juros nacionais, com alguns países puxando a alta de juros antes de outros.

Todo esse clima induz à volatilidade cambial no mundo.

Nesse cenário, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O círculo vicioso do câmbio está dado mais uma vez.</p>
<p>Tem-se o seguinte quadro internacional:</p>
<p>1.	Excesso de liquidez e propensão a novas bolhas especulativas.</p>
<p>2.	Dúvidas de monta sobre o fim da crise internacional.</p>
<p>3.	Desalinhamento das taxas de juros nacionais, com alguns países puxando a alta de juros antes de outros.</p>
<p>Todo esse clima induz à volatilidade cambial no mundo.</p>
<p>Nesse cenário, o Brasil é a bola da vez dos movimentos especulativos. Há fundamentos sólidos para se apostar no Brasil, o reconhecimento de que saiu da crise antes dos demais, o mérito de ter sabido dosar medidas ortodoxas e anticíclicas, a percepção mundial de que será um dos países líderes da economia global nas próximas décadas.</p>
<p>Sobre essa base fundamentalista, ocorre o movimento especulativo que, nos próximos meses, inundará o país de dólares.</p>
<p>Em qualquer país racional, o Banco Central alteraria sua maneira de atuar sobre o câmbio e a política monetária. Por aqui, não só tem reforçado a visão ortodoxa, como tem atuado claramente visando estimular esse jogo especulativo.</p>
<p>Duas manifestações do BC, em países como os Estados Unidos, no mínimo ensejariam a abertura de um processo de responsabilização.</p>
<p>O primeiro, a declaração de um diretor do BC de que a compra de reservas cambiais não reduz a apreciação do real. O segundo, o relatório do BC apontando a possibilidade de elevação dos juros no próximo ano, como reflexo do aumento de despesas públicas – uma afirmação que não tem nenhuma base factual, ainda mais levando-se em conta de que a apreciação do real funciona como elemento anti-inflação.</p>
<p>Nos dois casos, o BC atuou como agente estimulador desse movimento de apreciação cambial.</p>
<p>Agora, se entra em período eleitoral, no qual a apreciação cambial conta votos. Haverá volatilidade no câmbio atrapalhando exportações e investimentos. Mas será contida, no início, pelas reservas cambiais.</p>
<p>No final do ano que vem, os economistas dos candidatos favoritos estarão estudando como sair da armadilha cambial que lhes foi deixada.</p>
<p>Em fins de 1998, o país começava a recuperar o ímpeto reformista, atropelado pelas jogadas cambiais do início do Real. Na ocasião escrevi que a imprudência com o câmbio mataria qualquer veleidade de FHC de fazer um bom governo.</p>
<p>Espero que essa desgraça não se repita agora.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O novo capitalismo de família no Brasil</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/11/o-novo-capitalismo-de-familia-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 15:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo de família]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lehmann]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos fenômenos ainda não devidamente analisados nesta etapa do desenvolvimento brasileiro, é o do chamado capitalismo de família.

A privatização criou uma geração de novos financistas, beneficiados pelo modelo de FHC – que teve como principais mentores Gustavo Franco (no planejamento político), André Lara Rezende  (no papel de conduto entre o mercado e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos fenômenos ainda não devidamente analisados nesta etapa do desenvolvimento brasileiro, é o do chamado capitalismo de família.</p>
<p>A privatização criou uma geração de novos financistas, beneficiados pelo modelo de FHC – que teve como principais mentores Gustavo Franco (no planejamento político), André Lara Rezende  (no papel de conduto entre o mercado e a política cambial), Pérsio e Edmar Bacha (amoldando a política cambial e monetária ao novo modelo) e Luiz Carlos Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio (como operadores).</p>
<p>Daniel Dantas, aliás, surge ainda no governo Sarney e Collor, em parceria com o Citigroup, adquirindo ações da Telebras a preço de banana. Depois, se consolida na era tucana.</p>
<p><span id="more-35584"></span>Sob o guarda-chuva de FHC consolidam-se também Jorge Paulo Lehmann, Daniel Dantas, Luiz César Fernandes e outros bastante expressivos, mas com menor visibilidade. Outros grupos conseguem ganhar com a privatização, mas correndo por fora do sistema FHC – caso de Benjamin Steinbruch, Andrade Gutierrez e grupo La Fonte.</p>
<p>Finalmente, há outros tycoons que entraram para o clube do bilhão aproveitando o grande movimento especulativo mundial. Caso típico de Eike Baptista, que montou uma mineradora, vendeu com o preço do minério do ferro batendo recordes históricos e lançou sua petrolífera com o petróleo cotado a US$ 130,00.</p>
<p>Ou mesmo de André Esteves e seus sócios, ao vender o Pactual para o UBS, recomprar um banco várias  vezes maior, mas pelo mesmo preço. Só nessa operação, devem ter ganhado US$ 2 bilhões.</p>
<p>Esses anos todos foram caracterizados por grande desnacionalização da economia mas, por outro lado, pela enorme valorização dos ativos nacionais. Alguns grupos permaneceram sob controle nacional, ganhando dimensão internacional mas sem perder o controlo familiar, como a Odebrecht, Gerdau, Sadia (até o desastre dos derivativos), Suzano, Klabin, Votorantim.</p>
<p>Mas grandes grupos nacionais foram vendidos. As famílias controladoras se tornaram investidores, ganhando com o longuíssimo processo de juros estratosféricos. Há enormes fortunas acumuladas no período.</p>
<p>Hoje, muitas dessas famílias entregaram seus recursos para gestores. Com a queda dos juros, passaram a se tornar investidores na economia real, em setores tradicionais e em novos empreendimentos.</p>
<p>Há uma diferença grande da geração dos gestores de recursos. Não entram em negócios visando ganhar na semana seguinte. Apostam a longo prazo, são conservadores, precisam conhecer os empreendedores antes de dar o passo seguinte.</p>
<p>Nessa nova etapa do capitalismo brasileiro – se o Banco Central conseguir ser domado pelo próximo presidente – serão agentes ativos da capitalização na nova economia.</p>
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		<title>O PSDB e o pré-sal</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/10/o-psdb-e-o-pre-sal/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Filipe Mazzini
Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.

Abaixo notícia da Agência Estado:

PSDB decide não fazer oposição radical a projeto

O PSDB anunciou a decisão de não fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Filipe Mazzini</span></strong></h2>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/09/brasil-janio-quadros.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-32965" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/09/brasil-janio-quadros.jpg" alt="" /></a>Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.</p>
<p>Abaixo notícia da Agência Estado:</p>
<p>PSDB decide não fazer oposição radical a projeto</p>
<p>O PSDB anunciou a decisão de não fazer oposição radical no Congresso aos projetos do governo que definem as regras para a exploração do petróleo do pré-sal. Em vez de se opor à adoção do novo modelo de partilha ou à criação da nova estatal do petróleo &#8211; a Petro-Sal -, o partido exigirá do PT que explique as vantagens concretas da mudança, anunciando, por exemplo, quando a Petrobras “capitalizada” baixará os preços da gasolina e do gás de cozinha.</p>
<p>Embora sem fazer oposição ao modelo de partilha, o PSDB assumirá a defesa do sistema atual de concessão, adotado no governo Fernando Henrique Cardoso, mas admite rever o modelo. Os tucanos lembrarão, durante as discussões do pré-sal, que o sucesso do modelo de concessão, de 1998 para cá, foi tão grande que a capacidade de investimento da Petrobras saltou de US$ 4 bilhões anuais para US$ 29 bilhões ao final do ano passado.</p>
<p>“Vamos defender o modelo que julgamos absolutamente exitoso, mas consideramos a hipótese de atualizá-lo e vamos insistir em uma discussão democrática”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Foi o que ficou acertado em reunião da Comissão Executiva Nacional com líderes do partido da Câmara e do Senado.</p>
<p><span id="more-32964"></span>Tanto Guerra quanto o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG), se dizem convencidos de que o PT e o presidente Lula querem montar uma “armadilha” eleitoral para a oposição no debate e, a partir daí, construir um discurso de campanha para a ministra da Casa Civil e candidata presidencial Dilma Rousseff. “O governo adotou um discurso nacionalista para pôr a oposição nas cordas e está tentando passar a impressão de que somos uma ameaça ao pré-sal. Precisamos desmontar essa conversa fiada”, afirmou Sérgio Guerra, na reunião de hoje.</p>
<p>Os tucanos avaliam que um embate com o governo sobre o petróleo do pré-sal não é conveniente. “Não se trata de querer confrontar partidos em projetos eleitorais, porque esta questão é técnica e deve ser tratada com sobriedade”, disse o senador.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Uma das maiores perdas políticas para o país foi a descaracterização do PSDB. De partido programático, tornou-se apenas um aglomerado pautado por uma mídia que só sabe externar bordões e requentar escândalos.</p>
<p>Por trás dessa degradação está algo mais profundo: o caráter de patrimonialismo político do PSDB, que faz com que não se promovam novas lideranças, novos quadros políticos, mas apenas técnicos. O último líder do partido a estimular novas lideranças foi Franco Montoro. Depois dele, opta-se por essa loucura de colocar um partido com aspirações à presidência sob a presidência de um senador totalmente despreparado.</p>
<p>Não há lideranças capazes de promover o aggiornamento do Fernandismo que contaminou o partido de maneira irreversível.</p>
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		<title>O fracasso da guerra contras as drogas</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[descriminalização]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcos Doniseti
Nassif, em entrevista ao jornal britânico ‘The Observer’, o ex-Presidente FHC disse que a guerra contra as drogas fracassou. Então, isso significa que o bilionário ‘Plano Colômbia’, que supostamente visa combater o narcotráfico, é um desperdício de dinheiro e, logo, esse acordo militar feito pela Colômbia, permitindo que os EUA usem 7 bases [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marcos Doniseti</h2>
<p>Nassif, em entrevista ao jornal britânico ‘The Observer’, o ex-Presidente FHC disse que a guerra contra as drogas fracassou. Então, isso significa que o bilionário ‘Plano Colômbia’, que supostamente visa combater o narcotráfico, é um desperdício de dinheiro e, logo, esse acordo militar feito pela Colômbia, permitindo que os EUA usem 7 bases militares instaladas em seu territorio, é uma inutilidade, correto?</p>
<h2>Da BBC</h2>
<h3><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090906_pressfhcdrogas_is.shtml" target="_blank">Guerra contra as drogas fracassou, defende FHC em jornal britânico</a></h3>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu em um artigo publicado neste domingo pelo jornal britânico The Observer que a guerra contra as drogas fracassou e que deveria haver um esforço internacional para promover a descriminalização dos usuários de maconha.</p>
<p><span id="more-32876"></span>“Continuar a luta contra as drogas da mesma maneira seria absurdo. O que precisamos é de um debate sério que leve à adoção de estratégias mais humanas e mais efetivas para lidar com o problema global das drogas”, escreveu Cardoso.</p>
<p>Segundo o ex-presidente brasileiro, a política linha-dura trouxe consequências desastrosas para a América Latina, onde milhares de pessoas perderam a vida em episódios de violência ligados às drogas, a pobreza aumentou e “a corrupção está ameaçando frágeis democracias”.</p>
<p>Fernando Henrique Cardoso também afirmou que Argentina, México, Colômbia e Equador estão dando passos em direção à liberalização das leis antidrogas e que a mudança é “iminente” no Brasil.</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090906_pressfhcdrogas_is.shtml">Clique aqui</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Vamos discutir as ideias, para tornar o debate mais interessante.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre grampos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/23/sobre-grampos/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 13:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Heráclito Fortes]]></category>
		<category><![CDATA[Sarney]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Jornalismo dos anos 90
Fitas. Não acredite no jornalista que, ao mencionar determinadas gravações,
use adjetivos tonitruantes para qualificá-las (“explosivas”, “impactantes”),
mas não mostre nem a cobra nem o pau. Só acredite nos trechos entre aspas,
e só acredite naquilo que você está lendo. Se o trecho mencionado não
significar nada para você, é porque não tem significado algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Jornalismo dos anos 90</h2>
<p>Fitas. Não acredite no jornalista que, ao mencionar determinadas gravações,<br />
use adjetivos tonitruantes para qualificá-las (“explosivas”, “impactantes”),<br />
mas não mostre nem a cobra nem o pau. Só acredite nos trechos entre aspas,<br />
e só acredite naquilo que você está lendo. Se o trecho mencionado não<br />
significar nada para você, é porque não tem significado algum mesmo.<br />
Qualquer conclusão que a matéria apresente, que não for aquela que você<br />
pode tirar objetivamente da frase entre aspas, é cascata. Se os trechos do<br />
“grampo” que foram publicados não tiverem importância, é porque o que<br />
não foi publicado tem menos importância ainda.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Duas jogadas manjadas desse jornalismo-espetáculo:</p>
<p>1. Transformar algo banal &#8211; eticamente condenável, mas inserido nas práticas e costumes gerais &#8211; em algo criminoso, meramente porque gravou-se uma conversa igualmente banal. Esses diálogos do Sarney com parentes é de um ridículo atroz. Configura práticas nas quais incorre toda a classe política (de Sarney a FHC).</p>
<p>2. Todo dia vir com uma manchete tipo &#8220;agora vai&#8221;, &#8220;agora não tem jeito&#8221;. Abaixo, a manchete do Estadão e a da Folha.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/07/sarneyestadao.jpg">A<img class="alignnone size-full wp-image-31832" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/07/sarneyestadao.jpg" alt="" width="387" height="118" /></a><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/07/sarneyfolha.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-31835" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/07/sarneyfolha.jpg" alt="" width="450" height="233" /></a></p>
<p>Suponha a seguinte conversa entre FHC e Heráclito Fortes (que nomeou sua filha funcionária-fantasma):</p>
<p>FHC &#8211; Caro Heraclito, preciso de um favor seu.</p>
<p>HF &#8211; Diga, meu presidente.</p>
<p>FHC &#8211; Minha filha quer ficar em Brasília e precisa de algum lugar aí para garantir seu salário. Poderia arranjar uma vaga para ela:</p>
<p>HF &#8211; Algum lugar específico?</p>
<p>FHC &#8211; Não. Pode ser até como assessora pessoal sua, sem o compromisso de vir diariamente ao Senado para não expô-la.</p>
<p>HF &#8211; Pois não, senhor presidente, aqui o senhor manda.</p>
<p>É um diálogo imaginário, porém verossímil. Se a conversa não foi assim, foi parecida. A única diferença do Sarney, é que não foi gravada &#8211; e a mídia quer o pescoço do Sarney, não a moralização dos costumes. Mas tentar incriminar FHC por isso é algo tão ridículo quanto essa criminalização da boquinha &#8211; à qual recorre o mundo político em massa.</p>
<p>Em vez de atacar a boquinha e discutir formas de eliminá-la, usa-se o vício para objetivos escusos: derrubar o presidente do Senado e transformar a casa em fator de instabilidade política.</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Rafael</span></strong></h2>
<p>A frase do Lula, quase uma constatação balzaquiana do jornalismo, é comprovada pelos fatos. O último escândalo do clã maranhense foi justamente deflagrado por gravação da Polícia Federal, o Sarney de meses atrás. Hoje, quando a PF espiona o inimigo da grande mídia, ninguém mais fala em Estado policial, em prender o policial que prendeu o bandido, nas maletas de escutas da PF, em aparelhamento, em Stasi, em SS, não apareceu ninguém que se auto-intitula “bem-informado” chamando o Tarso Genro de Beria… Nada como um dia após o outro e nenhum comentário sobre a atuação da PF. Lamentável, esse “esquecimento”.</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por celio mendes</span></strong></h2>
<p>Há pouco tempo atrás uma suspeita pra lá de suspeita de que o telefone do Ministro Gilmar Dantas(royalties para o Noblat) havia sido grampeado gerou o afastamento do então diretor da ABIN, o áudio do tal grampo jamais veio a público, a discussão na mídia era a farra das escutas telefônicas, pois bem agora varias conversas da atual Geni da mídia o senador Sarney são divulgadas amplamente em todos os canais sem a menor cerimonia, ora bolas quem fez essas escutas? Foi um grampo legal? Se legal quem vazou? Ou sera que vazar escutas não tem mais a mesma importância que tinha alguns meses atrás? Haja óleo de peroba.</p>
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