07/11/2009 - 14:00
Por Eduardo Ramos
Nassif, por favor, faça um post sobre a entrevista no Estadão, com o ministro Paulo Bernardo, onde ele fala com todas as letras, que FHC tenta acordar a oposição, por causa da mediocridade do PSDB e do DEM, e diz que o FHC está parecendo o Sallieri, aquele maestro invejoso, em relação ao Mozart. PS – Adivinha quem é Mozart? rs rs rs – Tá excelente a entrevista, li lá no Conversa Afiada! Abração!
Bernardo compara FHC a desafeto de Mozart
Da Agência Estado
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em Curitiba, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o artigo publicado domingo no jornal O Estado de S.Paulo , em que criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva, está tentando “suprir a deficiência da oposição”. “Como ele é uma pessoa brilhante, de grande talento, e a oposição está numa mediocridade imensa, colossal, ele está tentando suprir isso”, concluiu. “Agora, o risco que corre é ele ficar parecendo o Salieri (maestro Antonio Salieri), que ficava criticando o talento de Mozart (músico Wolfgang Amadeus Mozart) porque ele não conseguia ter o mesmo talento, não conseguia ter o mesmo reconhecimento.”
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: FHC, Paulo Bernardo, Salieri
05/11/2009 - 17:52
Do Valor Econômico
Maria Inês Nassif
05/11/2009
Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela sua popularidade, mas pela forma como conseguiu usar essa popularidade para mudar completamente uma agenda política e econômica à qual, no primeiro mandato, parecia amarrado.
À direita e à esquerda, essa mudança de agenda está sendo colocada como autocrática. Todavia, como definir historicamente uma mudança de agenda política e econômica num regime democrático sem a suposição de que existe apoio popular a ela? O apoio é a um presidente ou a um outro projeto de poder? Como desvincular o presidente Lula do seu partido político, o PT, quando a história política de ambos é a mesma (e isso é um fato mesmo se constatando que, depois de quase dois mandatos como presidente num regime presidencialista, Lula tornou-se maior que o PT)? Se projetos políticos não se sucederem no poder, em alternância, o que se pode querer de uma democracia? É personalismo ou projeto político diferenciado uma inversão completa de agenda em relação aos governos anteriores?
A definição – ou acusação – imputada a Lula pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo recente publicada em dois jornais paulistas (”Folha de S. Paulo” e “Estado de S. Paulo”), e reiterada em entrevista ao colunista Vinicius Torres Freire, ontem, na “Folha”, de exercer uma “Presidência imperial”, ou ser o artífice de um estado de “apatia com autoritarismo popular”, não parece plausível. Não dá para “acusar” alguém de ser popular. FHC também o foi no seu primeiro mandato e venceu as eleições para a reeleição no primeiro turno, em 1998. Não dá para “acusar” alguém por estar no poder, se essa pessoa foi eleita. FHC também foi, duas vezes. E, como Lula, também tentou, embora não com tanto empenho, fazer o seu sucessor.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: autoritarismo popular, Collor, democracia, FHC, Lula
05/11/2009 - 10:23
Por Calbercan
Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de fugir, eu fui lá. Eu tive uma orientação do Fernando Henrique para viajar, sumir, mas eu quis enfrentar.”
Sobre a interferência do governo Lula em empresas privatizadas (outro ponto que FHC critica no seu famoso último artigo), diz: “Se é o custo que nós temos que pagar para o Lula manter a política macroeconômica, eu pago. Vamos nos preocupar com problemas gordos. Com alguns assuntos a gente não pode ser crircri e ficar questionando tudo”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Lula
04/11/2009 - 07:58
O Vinicius Torres Freire, do caderno Dinheiro da Folha, entrevistou o ex-presidente FHC, para entender o significado do seu artigo de domingo passado, na Folha em O Globo. É curioso o artigo, apenas devido ao fato de Vinicius ter captado bem a falta de rumo de FHC. Fala da desarticulação da oposição, da falta de eco do Congresso, do fato dos grupos de discussão da sociedade civil estarem mais preocupados com temas específicos, do que com a política em geral.
Constata uma situação, na qual ele – como líder maior da oposição – é o grande responsável. E constata como um intelectual que analisa uma situação do lado de fora, sem nenhuma responsabilidade sobre os eventos analisados.
Quando se olha para trás e se vê a formação das idéias no PSDB de FHC, percebe-se como o partido jogou fora todas as bandeiras renovadoras que ajudaram a construir sua reputação.
Na época, parecia ser o único partido racional, as melhores idéias caíam no seu colo quase que por gravidade. Ganhou o apoio de um número significativo de pensadores que garimpavam o novo, por sua aparente disposição em ouvir propostas, em aplaudir a modernidade que emergia. Afinal, era um partido de intelectuais, acadêmicos, egressos da Universidade, aparentemente racionais e visando o bem comum.
Mas era só da orelha para fora, apenas jogo de cena visando exclusivamente ganhar aliados para tarefas bem mais comezinhas: a montagem do grande sistema de apoio econômico que surge da privatização.
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Tags: encontro de contas, FHC, oposição, Plano K, privatização, projeto
28/10/2009 - 07:00
Por Mário Mota
Nassif e Blogueiros,
Sou projetista da área de hidráulica e saneamento, com formação em engenharia sanitária e engenharia civil (nesta ordem).
A engenharia nacional sofreu fortes danos nas três últimas décadas. No início dos anos 80 houve uma quebradeira violenta, com o fim do sonho do “Milagre Econômico”, que causou o desmantelamento de muitas empresas de projeto, principalmente as que atuam no amplo setor da construção civil, no qual se insere o saneamento. Marcou essa fase o declínio do PLANASA – Plano Nacional de Saneamento, com o BNH sem recursos para aplicar no setor.
A partir de 90, com o governo Collor, os recursos da construção civil surgiram de forma tímida, porém parecia que estavam apenas nas mãos de grandes construtoras, pois recebíamos muitas solicitações do tipo “contrato de risco” (só te pago quando receber da obra) e os órgãos públicos não tinham um centavo para fazer projeto. Aviltaram muito os valores dos projetos e os salários dos profissionais, o que causou uma primeira evasão de gente de boa qualidade do mercado.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Collor, engenharia, FHC, PAC, projetos
26/10/2009 - 13:14
Por daSilvaEdison
Nassif,
Veja essa do Roberto Freire:
“PSDB terá de renegar FHC, diz presidente do PPS”
“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a política econômica adotada por FHC não será exemplo a ser lembrado durante a campanha do PSDB à Presidência, em 2010.”
“Já prevendo comparações que podem vir à tona nas próximas eleições, entre a chamada Era FHC e a gestão de Lula, Freire defendeu que a política econômica de Fernando Henrique não é a do PSDB.
Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!, insistiu, em referência à pré-candidatura do governador de São Paulo ao Palácio do Planalto. ”
http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/922364.html
Comentário
Quando Serra foi eleito governador, escrevi no Blog que o único caminho viável para ele e o PSDB seria romper com o fernandismo e instaurar o serrismo – isto é, um conjunto novo de conceitos que sepultasse o malanismo que havia se tornado marca registrada do partido.
Mais: disse que a hora era dos pacificadores, não dos guerreiros. A guerra só interessava a quem não tinha mais expectativa de poder – no caso, FHC e os senadores de último mandato. Que os novos tempos exigiriam estadistas que promovessem a pacificação e a política em alto nível, que consolidassem os avanços e defendessem os upgrades.
Serra me ligou na época, foi das últimas conversas que tivemos. Disse que FHC era seu amigo e que discordava de que esse rompimento fosse necessário. Àquela altura, ele estava mergulhando de cabeça na parceria com o jornalismo da Veja e com os guerreiros do neoliberalismo.
E era tão óbvio para quem tivesse um mínimo de sensibilidade política.
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Tags: FHC, José Serra, Roberto Freire
24/10/2009 - 07:00
Por Ricardo Amaral
O problema com Lula não é falar demais; é ser ouvido por milhões
Como se esperava, a boa entrevista do Lula ao Kennedy Alencar repercute na imprensa por causa de duas irrelevâncias, destacadas pela edição da Folha: uma frase descontextualizada sobre jornalismo e uma comparação exagerada com Jesus Cristo. É mais do mesmo. Esse pessoal acha que Lula fala demais e fala bobagem. Só este ano já foram 220 entrevistas e outros tantos discursos nas mais diversas circunstâncias. É natural que deixe escapar frases infelizes, comparações inadequadas, exageros e injustiças. E daí? O dado objetivo é outro: Lula fala para dezenas de milhões, com objetividade e clareza; é ouvido e assimilado como nenhum outro presidente foi antes dele. Por isso incomoda tanto; por isso tentam repercutir o acessório e escamotear o conteúdo.
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Tags: carroça, Collor, discurso, FHC, Judas, Lula, vagabundo
23/10/2009 - 14:00
Por Neves
Quanta blasfêmia. Toda essa polêmica começou pelo acerto antecipado do PMDB com a candidatura Dilma. Então, para descobrir quem são os judas na jogada, fui pesquisar o governo FHC e alguns apóstolos que o acompanharam. É certo que Jesus não faria acordo com ateu, principalmente um que se associa aos Demos mas, por enquanto, Lula também não fechou acordo com o Fariseu Henrique Cardoso:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Ministros_do_Governo_FHC
“… com a reforma ministerial implementada por Fernando Henrique Cardoso, Renan Calheiros foi indicado pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para ocupar o Ministério da Justiça, em substituição a Íris Resende, que se desincompatibilizara para concorrer ao governo do estado de Goiás. Apesar das resistências ao seu nome, uma vez ter sido ele líder do ex-presidente Fernando Collor, a indicação foi mantida e Renan tomou posse no dia 7 de abril de 1998″.
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16/10/2009 - 09:15
O círculo vicioso do câmbio está dado mais uma vez.
Tem-se o seguinte quadro internacional:
1. Excesso de liquidez e propensão a novas bolhas especulativas.
2. Dúvidas de monta sobre o fim da crise internacional.
3. Desalinhamento das taxas de juros nacionais, com alguns países puxando a alta de juros antes de outros.
Todo esse clima induz à volatilidade cambial no mundo.
Nesse cenário, o Brasil é a bola da vez dos movimentos especulativos. Há fundamentos sólidos para se apostar no Brasil, o reconhecimento de que saiu da crise antes dos demais, o mérito de ter sabido dosar medidas ortodoxas e anticíclicas, a percepção mundial de que será um dos países líderes da economia global nas próximas décadas.
Sobre essa base fundamentalista, ocorre o movimento especulativo que, nos próximos meses, inundará o país de dólares.
Em qualquer país racional, o Banco Central alteraria sua maneira de atuar sobre o câmbio e a política monetária. Por aqui, não só tem reforçado a visão ortodoxa, como tem atuado claramente visando estimular esse jogo especulativo.
Duas manifestações do BC, em países como os Estados Unidos, no mínimo ensejariam a abertura de um processo de responsabilização.
O primeiro, a declaração de um diretor do BC de que a compra de reservas cambiais não reduz a apreciação do real. O segundo, o relatório do BC apontando a possibilidade de elevação dos juros no próximo ano, como reflexo do aumento de despesas públicas – uma afirmação que não tem nenhuma base factual, ainda mais levando-se em conta de que a apreciação do real funciona como elemento anti-inflação.
Nos dois casos, o BC atuou como agente estimulador desse movimento de apreciação cambial.
Agora, se entra em período eleitoral, no qual a apreciação cambial conta votos. Haverá volatilidade no câmbio atrapalhando exportações e investimentos. Mas será contida, no início, pelas reservas cambiais.
No final do ano que vem, os economistas dos candidatos favoritos estarão estudando como sair da armadilha cambial que lhes foi deixada.
Em fins de 1998, o país começava a recuperar o ímpeto reformista, atropelado pelas jogadas cambiais do início do Real. Na ocasião escrevi que a imprudência com o câmbio mataria qualquer veleidade de FHC de fazer um bom governo.
Espero que essa desgraça não se repita agora.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, círculo vicioso, FHC, Lula
11/10/2009 - 12:04
Um dos fenômenos ainda não devidamente analisados nesta etapa do desenvolvimento brasileiro, é o do chamado capitalismo de família.
A privatização criou uma geração de novos financistas, beneficiados pelo modelo de FHC – que teve como principais mentores Gustavo Franco (no planejamento político), André Lara Rezende (no papel de conduto entre o mercado e a política cambial), Pérsio e Edmar Bacha (amoldando a política cambial e monetária ao novo modelo) e Luiz Carlos Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio (como operadores).
Daniel Dantas, aliás, surge ainda no governo Sarney e Collor, em parceria com o Citigroup, adquirindo ações da Telebras a preço de banana. Depois, se consolida na era tucana.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: capitalismo de família, Dantas, FHC, Lehmann
10/09/2009 - 10:00
Por Filipe Mazzini
Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.
Abaixo notícia da Agência Estado:
PSDB decide não fazer oposição radical a projeto
O PSDB anunciou a decisão de não fazer oposição radical no Congresso aos projetos do governo que definem as regras para a exploração do petróleo do pré-sal. Em vez de se opor à adoção do novo modelo de partilha ou à criação da nova estatal do petróleo – a Petro-Sal -, o partido exigirá do PT que explique as vantagens concretas da mudança, anunciando, por exemplo, quando a Petrobras “capitalizada” baixará os preços da gasolina e do gás de cozinha.
Embora sem fazer oposição ao modelo de partilha, o PSDB assumirá a defesa do sistema atual de concessão, adotado no governo Fernando Henrique Cardoso, mas admite rever o modelo. Os tucanos lembrarão, durante as discussões do pré-sal, que o sucesso do modelo de concessão, de 1998 para cá, foi tão grande que a capacidade de investimento da Petrobras saltou de US$ 4 bilhões anuais para US$ 29 bilhões ao final do ano passado.
“Vamos defender o modelo que julgamos absolutamente exitoso, mas consideramos a hipótese de atualizá-lo e vamos insistir em uma discussão democrática”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Foi o que ficou acertado em reunião da Comissão Executiva Nacional com líderes do partido da Câmara e do Senado.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: FHC, pré-sal, PSDB
07/09/2009 - 08:45
Por Marcos Doniseti
Nassif, em entrevista ao jornal britânico ‘The Observer’, o ex-Presidente FHC disse que a guerra contra as drogas fracassou. Então, isso significa que o bilionário ‘Plano Colômbia’, que supostamente visa combater o narcotráfico, é um desperdício de dinheiro e, logo, esse acordo militar feito pela Colômbia, permitindo que os EUA usem 7 bases militares instaladas em seu territorio, é uma inutilidade, correto?
Da BBC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu em um artigo publicado neste domingo pelo jornal britânico The Observer que a guerra contra as drogas fracassou e que deveria haver um esforço internacional para promover a descriminalização dos usuários de maconha.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crime
Tags: descriminalização, drogas, FHC, guerra, maconha
23/07/2009 - 10:38
Do Jornalismo dos anos 90
Fitas. Não acredite no jornalista que, ao mencionar determinadas gravações,
use adjetivos tonitruantes para qualificá-las (“explosivas”, “impactantes”),
mas não mostre nem a cobra nem o pau. Só acredite nos trechos entre aspas,
e só acredite naquilo que você está lendo. Se o trecho mencionado não
significar nada para você, é porque não tem significado algum mesmo.
Qualquer conclusão que a matéria apresente, que não for aquela que você
pode tirar objetivamente da frase entre aspas, é cascata. Se os trechos do
“grampo” que foram publicados não tiverem importância, é porque o que
não foi publicado tem menos importância ainda.
Comentário
Duas jogadas manjadas desse jornalismo-espetáculo:
1. Transformar algo banal – eticamente condenável, mas inserido nas práticas e costumes gerais – em algo criminoso, meramente porque gravou-se uma conversa igualmente banal. Esses diálogos do Sarney com parentes é de um ridículo atroz. Configura práticas nas quais incorre toda a classe política (de Sarney a FHC).
2. Todo dia vir com uma manchete tipo “agora vai”, “agora não tem jeito”. Abaixo, a manchete do Estadão e a da Folha.
A

Suponha a seguinte conversa entre FHC e Heráclito Fortes (que nomeou sua filha funcionária-fantasma):
FHC – Caro Heraclito, preciso de um favor seu.
HF – Diga, meu presidente.
FHC – Minha filha quer ficar em Brasília e precisa de algum lugar aí para garantir seu salário. Poderia arranjar uma vaga para ela:
HF – Algum lugar específico?
FHC – Não. Pode ser até como assessora pessoal sua, sem o compromisso de vir diariamente ao Senado para não expô-la.
HF – Pois não, senhor presidente, aqui o senhor manda.
É um diálogo imaginário, porém verossímil. Se a conversa não foi assim, foi parecida. A única diferença do Sarney, é que não foi gravada – e a mídia quer o pescoço do Sarney, não a moralização dos costumes. Mas tentar incriminar FHC por isso é algo tão ridículo quanto essa criminalização da boquinha – à qual recorre o mundo político em massa.
Em vez de atacar a boquinha e discutir formas de eliminá-la, usa-se o vício para objetivos escusos: derrubar o presidente do Senado e transformar a casa em fator de instabilidade política.
Por Rafael
A frase do Lula, quase uma constatação balzaquiana do jornalismo, é comprovada pelos fatos. O último escândalo do clã maranhense foi justamente deflagrado por gravação da Polícia Federal, o Sarney de meses atrás. Hoje, quando a PF espiona o inimigo da grande mídia, ninguém mais fala em Estado policial, em prender o policial que prendeu o bandido, nas maletas de escutas da PF, em aparelhamento, em Stasi, em SS, não apareceu ninguém que se auto-intitula “bem-informado” chamando o Tarso Genro de Beria… Nada como um dia após o outro e nenhum comentário sobre a atuação da PF. Lamentável, esse “esquecimento”.
Por celio mendes
Há pouco tempo atrás uma suspeita pra lá de suspeita de que o telefone do Ministro Gilmar Dantas(royalties para o Noblat) havia sido grampeado gerou o afastamento do então diretor da ABIN, o áudio do tal grampo jamais veio a público, a discussão na mídia era a farra das escutas telefônicas, pois bem agora varias conversas da atual Geni da mídia o senador Sarney são divulgadas amplamente em todos os canais sem a menor cerimonia, ora bolas quem fez essas escutas? Foi um grampo legal? Se legal quem vazou? Ou sera que vazar escutas não tem mais a mesma importância que tinha alguns meses atrás? Haja óleo de peroba.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política
Tags: FHC, Heráclito Fortes, Sarney
16/07/2009 - 12:22
Do Valor
Apagão de energia elétrica custou ao país R$ 45 bilhões, conclui TCU
BRASÍLIA – O apagão de energia elétrica, ocorrido entre 2001 e 2002, custou R$ 45,2 bilhões. A conclusão é do Tribunal de Contas de União (TCU) que divulgou, ontem, um relatório sobre os efeitos daquela crise nas empresas, no governo e para os consumidores. Segundo o TCU, a maior parte do prejuízo foi paga pelos contribuintes. Os consumidores pagaram 60% do prejuízo do apagão de energia por meio de aumentos nas contas, o chamado repasse tarifário. Esse percentual equivale a R$ 27,12 bilhões.
O restante foi custeado pelo Tesouro Nacional, o que também onerou os contribuintes. O relatório lembra que o Tesouro fez aportes em diversas companhias através do BNDES e pela Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE) – empresa criada durante a crise para administrar o valor do ” seguro apagão ” , quantia cobrada dos consumidores para fazer frente a eventuais dificuldades no setor. O tribunal verificou ainda que os R$ 45,2 bilhões permitiriam a construção de seis usinas como a hidrelétrica de Jirau, que será erguida no rio Madeira.
” A população brasileira sofreu com o racionamento de energia ” , disse o ministro Walton Alencar Rodrigues, relator do processo no TCU. Ele lembrou que a atividade econômica teve uma redução no período do apagão. A taxa de crescimento da economia caiu de 4,3%, em 2000, para 1,3%, em 2001. ” Com ela adveio problemas como desemprego, redução da competitividade do produto nacional, diminuição do ritmo arrecadatório, entre outros ” , afirmou o ministro.
O relatório contém recomendações para evitar que ocorram apagões no futuro. Para Rodrigues, o governo deveria aumentar o orçamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável por fiscalizar as empresas do setor. ” Cabe a essa importante agência regular e fiscalizar esse mercado que movimenta anualmente cerca de R$ 90 bilhões somente em compra e venda de energia elétrica ” , advertiu. No entanto, a Aneel obteve orçamento de apenas R$ 365 milhões para 2008, dos quais R$ 150 milhões foram gastos, pois o restante foi contingenciado (retido) pelo governo para outras atividades.
O TCU recomendou à Casa Civil que faça uma análise geral das condições de trabalho no Ministério das Minas e Energia (MME), na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e na Aneel. O objetivo é verificar se esses órgãos possuem estrutura organizacional, física e de pessoal adequadas para fiscalizar o setor. Segundo o tribunal, a Casa Civil deve promover ” melhoramentos, se for o caso, de forma a mitigar os riscos futuros de uma crise energética ” . As recomendações serão enviadas à ministra Dilma Rousseff, que ocupou o comando do MME durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005. O ministro José Jorge, hoje, no TCU foi, durante a crise, titular da pasta de Minas e Energia. Ele participou do julgamento e endossou o voto a favor dos alertas à Casa Civil. ( Juliano Basile | Valor Econômico)
Comentário
O trabalho estimou apenas o custo direto. Há um custo muito maior, que foram os pontos de crescimento do PIB perdidos com a crise.
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Tags: apagão, custo, FHC
12/07/2009 - 09:58
Da Folha
Coluna da Mônica Bérgamo
O democrata (Heráclito Fortes) diz que Luciana foi “injustiçada”. “A menina precisava trabalhar pra viver. Quando o Fernando Henrique foi embora do Palácio da Alvorada, me disse: “Nossa maior preocupação é a Luciana, que precisa ficar em Brasília”. O marido dela é funcionário público, trabalha no Itamaraty, entende? Então, eu disse: “Não se preocupe, presidente”. Ela organizava recortes para montar uma biografia minha. A Luciana é tão correta que, quando a dona Ruth estava muito mal, em São Paulo, ela pediu autorização para ficar com a mãe. Depois da morte, ela me ligou perguntando se podia ficar mais uns dias. Numa situação daquelas, ainda perguntou se podia, entende?”
Tião Viana (PT-AC), um dos mais atuantes do “grupo ético”, atende ao chamado de “um minutinho” do repórter e prega, pela enésima vez, o afastamento do maranhense José Sarney da presidência do Senado. Quando se pergunta como sua filha conseguiu gastar R$ 14 mil em telefonemas de celular, disparados do México e pagos pelo Senado, Viana faz uma expressão de quem acabou de comer um pirarucu estragado. “Já disse o que tinha de dizer sobre isso. Deixa cicatrizar. O Jarbas Vasconcellos passou dois meses sem falar, eu também tenho direito. O dinheiro não é do Senado, é meu.” Vai pagar em quantas vezes mesmo? 72? “Depois a gente fala, amigo…” Na galeria atapetada, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) dá entrevista para uma TV e defende a saída de Sarney. A reportagem aproveita o ensejo. Senador, ficou a dúvida: foram R$ 10 mil ou US$ 10 mil (emprestados a ele por Agaciel Maia)? “R$ 10 mil”, diz ele, com a bochecha intumescida e vermelha. “Eu estava numa situação, mestre, em que você faria a mesma coisa [pedir R$ 10 mil a um assessor que pediu ao diretor-geral do Senado]. Naquela situação, não existe santo. Qualquer ser humano faria. Já está tudo saldado.”
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: boquinhas, FHC, Heráclito Fortes, Luciana, Senado
03/07/2009 - 09:38
Da Folha
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão” ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano Marconi Perillo (GO). “O presidente Lula, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haverá uma nova eleição (…) Lamento que o presidente diga coisas tão levianas”, disse o ex-presidente durante homenagem a Ruth Cardoso, morta há um ano. FHC se recusou a comentar a hipótese de renúncia de Sarney, limitando-se a lamentar a “desagregação” da Casa.
E reiterou que “Lula, especialmente quando está fora do Brasil, não presta atenção às palavras”. Convidado para o encerramento do encontro, o governador José Serra foi sutilmente irônico: “O PSDB apoiou o candidato do PT na eleição na qual Sarney foi eleito. Não estou enganado. Pelo que me lembre, o PSDB apoiou o candidato do PT. Não vejo essa gula”.
Em Belo Horizonte, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o partido pediu o afastamento de Sarney porque o Senado precisa ser reformado, mas ele “não tem demonstrado energia suficiente para enfrentar o problema”. “Não é uma questão de moral. Eu não estou dizendo que José Sarney não tem moral.
A questão é que o presidente Sarney, neste momento, não está governando o Senado como gostaríamos que ele governasse, e isso cria uma situação que de fato tem que ser resolvida.” (…)
Da Dora Kramer sobre Arthus Virgílio
Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada.
Essa história do PSDB se permitir ser levado por esses jogos oportunistas de mídia é veneno na veia, conforme demonstrado nessa tática de tentar se desvencilhar do cadáver a bordo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política, Sem categoria
Tags: FHC, José Serra, PSDB, Sarney, Sérgio Guerra
01/07/2009 - 10:06
Para os que acham que com Lula ou Fernando Henrique Cardoso a reação à crise internacional seria a mesma.
Leia aqui entrevista da Folha com FHC sobre o Plano Real (clique aqui). A propósito de nada – era para um balanço histórico -, o entrevistador Guilherme Barros pede análises de FHC sobre a política atual de Lula e de Obama.
FHC mostra claramente qual teria sido sua reação à crise: cortes de gastos, arrocho fiscal.
O que comprova claramente o que sempre coloquei em minhas análises: as quatro ou cinco crises que sacudiram o país no seu governo não são álibi, são agravantes. Eram crises nas contas externas. Após a primeira crise, o país deveria ter sido preparado para evitar as seguintes.
Mas, em todas elas, recorria apenas ao receituário fiscal, jamais à solução das contas externas. E aí entram os elementos políticos que abordei em meu “Os Cabeças de Planilha”. Em qualquer circunstância, todas as medidas do governo FHC eram no sentido de preservar os ganhos dos investidores. Ajuste cambial significaria impor perdas a quem trouxe dólares, mas prevenir de maneira definitiva futuras crises. Com as contas externas em ordem, não haveria obstáculos ao crescimento da economia.
Para não penalizar os investidores, não se permitia o ajuste no câmbio. Não havendo, o ajuste nas contas externas só se podia dar via recessão. Aí, toca aumentar o arrocho fiscal (para reduzir o déficit comercial) e as taxas de juros (para manter o fluxo de investimentos externos). O especulador ganhava nas duas pontas. O país perdia em ambas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: crise, FHC, fiscalismo, juros, Plano Real
13/06/2009 - 10:18
Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.
O tiro no pé foi ter recorrido – como figura maior do PSDB – a uma lógica binária, tiro no pé. Se o PT fez e ganhou, se fizermos, ganharemos.
O PT não ganhou pelo exercício reiterado da escandalização. Essa era a face mais condenável e negativa do partido. Não sei se a face de oposição civilizada garantiria a vitória ao PSDB. Mas certamente seria muito mais legítima e eficaz do que essa visão carbonária, que fez com que a cara do partido fosse Jungman, Itagiba, Virgilio, Álvaro Dias e a parte mais podre do jornalismo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: escândalo, FHC, oposição, PSDB, PT
02/06/2009 - 11:30
O aturdimento do editorial do Estadão com o aturdimento do PSDB é curioso. O grande erro do PSDB foi ter embarcado na onda midiática da guerra sem quartel.
O Estadão
A reportagem no Estado de domingo, Para voltar ao poder, PSDB aposta até na neurociência, é um retrato desalentador da desorientação que os anos Lula infligiram à legenda oposicionista que em dias melhores se distinguia por reunir um patrimônio intelectual incomum para os padrões partidários nacionais. Com dois presidenciáveis de peso, o governador paulista José Serra e o seu colega mineiro Aécio Neves, mas desprovido de “discurso”, o sinônimo corrente de mensagem, os tucanos também tateiam em busca de um caminho para chegar ao eleitorado que decidirá a sorte da sucessão de 2010 – os 58 milhões de brasileiros, ou 45% do total de votantes potenciais, que podem escolher tanto um candidato do PT como do PSDB, segundo as pesquisas. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Aécio Neves, Estadão, FHC, José Serra, PSDB
23/05/2009 - 10:35
É sabido que o jornalismo político não abre mão de intrigas. Aprecia-se principalmente quando determinada frase pode provocar brigas de grandões. Por exemplo, pegar cada frase de Lula ou FHC e colocar como se fosse crítica de um ao outro.
O jogo ideológico também não prescinde de bordões, da mesma forma que qualquer tipo de análise minimamente sofisticada os abomina. Por exemplo, a questão da herança maldita ou da herança bendita de FHC é um caso clássico.
Quando o governo Lula atribui determinado mal à herança de FHC, quando se deve utilizar a ironia?
Há uma regra básica:
1. Tudo o que aconteceu no período FHC é responsabilidade de FHC. Por exemplo, a apreciação do câmbio de 1994/1999 é culpa de FHC.
2. Tudo o que ocorreu depois de 2003, e que não tem relação de dependência com o passado, é culpa de Lula. Por exemplo, a apreciação do câmbio no período 2003/2008 é culpa de Lula.
A partir daí, pode-se criar um manual de bordões primários a ser utilizado, quando se falar na herança de FHC:
1. Quando o assunto for a política monetária do BC. Pode usar a ironia. Desde 2003 é responsabilidade total de Lula.
2. Quando tratar da dívida pública, não pode utilizar a ironia. Dïvidas se herdam.
3. Quando se criticam as agências reguladoras como herança maldita de FHC, pode-se utilizar a ironia, porque o perfil das agências de hoje foi definido pelo governo Lula.
4. Quando se fala em desmonte do setor público, não se pode usar a ironia, porque leva anos para se recompor.
Quando Dilma Rousseff diz que que até 2.000 a Petrobrás foi uma caixa preta, não pode ser ironizado. Primeiro, porque a empresa, presidida por Joel Rennó, era uma caixa preta, não tinha avançado nas normas de transparência nem da Bovespa nem da Bolsa de Nova York, não havia planejamento estratégico. O novo modelo começou a ser montado na gestão Phelippe Reischstull, ainda no governo FHC.
Se a Ministra se refere à caixa preta do período 1994-2000 (gestão Joel Rennó) e exclui o período 2000-2002, quando a Petrobrás começa a tomar rumo, na gestão Phelippe Reichstull e ambos foram do governo FHC, é evidente que não está falando em herança maldita nem demonizando o antecessor.
Aí o Globo pega o primarismo de alguns blogs de ideia fixa e resolve aplicar a fórmula banalizada:
Seis anos depois, a culpa ainda é de FHC
Vinte anos depois, continuará sendo. Ou se julga que erros podem ser prescritos da história?
Do Portal Luís Nassif
FHC e o período negro da Petrobrás
Como todo mundo sabe, o governo de Fernando Henrique Cardoso queria vender a Petrobrás, que quase virou “Petrobrax”. Mas estava evidente que a venda do mais rico, estratégico e promissor patrimônio brasileiro não seria um projeto fácil como foi a venda das outras estatais. Pois havia o maior entrave: a opinião pública.
http://blogln.ning.com/forum/topics/fhc-e-o-periodo-negro-da
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: FHC, Joel Rennó, Petrobras, Reischstull
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