08/11/2009 - 14:00
Por General Hans
Nassif
A Vale investe em minas de Potássio no Canadá, Argentina e em vários outros países.
No Brasil, tem algumas pequenas jazidas exploradas em Sergipe que atende uma pequena parcela do consumo brasileiro.
A estratégia da Vale fica clara: produzir o Potássio em outros países e exportar o mesmo para o Brasil. São muitos bilhões de dólares que o Brasil, desnecessariamente, despende nas importações.
A lógica do mercado – maximizar o lucro no menor prazo – prevalece sobre o desenvolvimento do Brasil.
O Potássio é essencial para os bio-combustíveis e a produção de alimentos pela agricultura.
Interessante é que as maiores jazidas se encontram no Canadá e é lá que a Vale está investindo, e muito, na exploração deste mineral estratégico.
ELDORADO DO POTÁSSIO ATRAI PETROBRAS À AMAZÔNIA
AE – Agencia Estado
SÃO PAULO – Considerada a última grande fronteira da exploração de potássio no mundo, a região do encontro entre os rios Madeira e Amazonas será reativada ainda este mês, com o início das perfurações da Potássio do Brasil, empresa de capital canadense. A região, que pode conter a terceira maior reserva mundial do minério, é considerada estratégica pelo governo, que caminha para promover um retorno da Petrobrás à mineração, 20 anos após a extinção da Petromisa, subsidiária que atuava no segmento.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Agricultura
Tags: fertilizantes, Petrobras, potássio, Vale
12/09/2009 - 11:08
Por Roberto SP
Custo de produção da soja cai mais de 20% para próxima safra em MS
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (11/09/2009)
Os custos de produção da cultura da soja convencional para a safra 2009/10 – para o Sul de Mato Grosso do Sul – estão em média 24,7% menores que os da safra 2008/09, e 2,8% maiores quer os da safra 2007/08.
Para a soja transgênica, os custos da próxima safra estão 23,7% menores que dos da safra 2008/09 e 5,1% maiores que os da safra 2007/08.
Segundo o levantamento, elaborado pela Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as reduções se devem à queda no preço dos fertilizantes e outros insumos.
Para se ter uma idéia, na safra anterior, os fertilizantes representavam, em média, 33,6% do custo total, e nesta safra têm um impacto médio de 23,8%.
“Esta redução no impacto do fertilizante no custo de produção se deve à queda do preço do adubo”, explica o analista Alceu Richetti, autor do estudo, lembrando que, individualmente, os itens que mais oneram os custos de produção são fertilizantes, sementes e herbicidas……
http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2009/setembro/2a-semana/custo-de-producao-da-soja-cai-mais-de-20-para-proxima-safra-em-ms/
Por Rui Daher
Desculpe-me o atraso, Nassif. Em viagem, só agora entrei no blog. A discussão sobre fertilizantes continua pobre e desfocada. Abaixo artigo do Terra Magazine:
Quarta, 9 de setembro de 2009, 08h14
Não culpem o periquitinho
Rui Daher
De São Paulo
No 1° semestre de 2008, quando o mundo tremeu com o preço das commodities, o Brasil pensou nos fertilizantes. Como se surpresa fosse, descobriu-se nossa dependência crescente de importações e a concentração da produção nacional pós-privatização.
Na época, pouca bola se deu ao histórico do setor ou ao momento da economia mundial. Eram tantas as más notícias que se procurássemos saber da sorte pelo periquitinho do realejo por certo encontraríamos seus preços já remarcados. A inflação da feijoada pautava o Jornal Nacional.
Mas temos o predicado do efêmero e o clamor já se foi. Sobretudo em esplanadas, mídias e levianas entidades. Os preços dos adubos caíram e os elementos nitrogênio, fósforo e potássio se esfumaram como ensinou Ary Barroso, em 1952, no samba-canção “Risque” (”creia, toda quimera se esfuma/como a brancura da espuma/que se desmancha na areia”).
Não que a nossa dependência externa esteja perto de desequilibrar a oferta ou fazer explodir os preços desses nutrientes. Não estão. Mas assim como, acertadamente, se discute o pré-sal com horizonte de longo prazo, os fertilizantes também mereceriam algum planejamento.
Hoje, o oligopólio nacional de matérias-primas e produtos intermediários nivela seus preços com o mercado internacional. Cotados na origem como commodities, para formar o preço interno entram o frete marítimo, o câmbio, as despesas portuárias, impostos e o transporte até as misturadoras que levarão o NPK aos agricultores.
Essa barreira natural permitiu à indústria local aproveitar como margem as altas cotações dos últimos anos no exterior.
Claro que há períodos em que ocorre o inverso. Despenca o mercado lá fora e nem mesmo aquelas barreiras permitem à indústria se remunerar como gostaria, fato que ficou menos grave depois que a produção nacional se concentrou.
Se a necessidade de investir na produção de matérias-primas para fertilizantes pode hoje ser relativizada, no futuro ela será essencial para consolidar o País como potência agrícola. Da mesma forma que os biocombustíveis e o petróleo nos habilitarão a potência econômica.
Tanto a fabricação de nitrogênio, a partir do gás natural, como as minerações de fosfato e potássio requerem recursos volumosos, projetos complexos e anos de execução. Tarefas para grandes empresas ou Estados.
Nos últimos anos de alto consumo, o Brasil importou, em média, 2,5 milhões de toneladas de nitrogênio; 2,7 MM t de fósforo; e 4,1 MM t de potássio. Quase 10 MM t de nutrientes que pesaram, a preços de 2008, US$ 11,3 bilhões na balança comercial.
Nossa capacidade instalada pouco cresceu desde as realizações do governo nas décadas 1960 e 70, mais tarde privatizadas. De estatal restou apenas parte (63%) do nitrogênio com a Petrobras. O fósforo, embora de perfil menos concentrado, é dominado pela ex-estatal Fosfértil. E a produção de potássio (500 mil toneladas) vem toda da Vale, também uma herança do Estado.
Não faltam anúncios para o futuro. Dos ministros Lobão e Stephanes, prevendo autossuficiência em fósforo daqui a seis ou oito anos. Jazidas, é verdade, não faltam. Da Vale, que se dispõe a explorar o potássio desde a Argentina até a Amazônia. E da Petrobras, que há muitos anos estuda a implantação da terceira unidade de amônia e ureia, adiada por gargalos no fornecimento de gás natural que, segundo a diretora de Gás e Energia, Maria Foster, não existem mais.
A exemplo do que vem ocorrendo nas últimas décadas, a demanda brasileira deverá continuar a crescer entre as maiores do mundo, ao lado de China e Índia.
Depois não venham se queixar, pondo a culpa no periquitinho de realejo que não soube ler a sorte.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Agricultura
Tags: Embrapa, fertilizantes, soja
20/08/2009 - 13:53
Por Clovis Campos
Retomada da Política de Fertilizantes
Matéria publicada no Valor Econômico dá como certo acordo Brasil-Rússia, na área de fertilizantes, baseado na troca de tecnologia por importações agrícolas. Com o acordo efetivado poderemos nos tornar grandes produtores de fertilizantes, ao mesmo tempo em que garantimos mercado para nossa produção agrícola.
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O estratégico setor de fertilizantes foi privatizado nos anos 80, no governo Figueredo, por Shigueaki Ueki, que desde então está desaparecido do cenário político.
Nos anos 90 o setor foi concentrado e desnacionalizado. Tornou-se oligopolizado, com predominância da Bungue, quando era um setor altamente competitivo, podendo se dizer até que era de “concorrência quase perfeita”.
O setor é estratégico e fundamental para a segurança alimentar do povo brasileiro e para nossa pauta de exportações. Não poderia ter sido ter sido privatizado da forma que foi e, menos ainda, desnacionalizado. É sangria dupla: nas importações e nas remessas de lucros. Os que aqui importam controlam a produção lá…
A produção interna de fertilizantes deverá não só reduzir os custos de produção para o agricultor, como também economizará bilhões de dólares em importações de matérias primas e aumentará a segurança alimentar dos brasileiros.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Agricultura, Energia
Tags: fertilizantes, Rússia
30/01/2009 - 16:40
Por Alexandre
Boa tarde, Nassif,
Eu lembro que há algum tempo atrás, salvo engano, você havia comentado sobre a necessidade do Brasil adquirir controle sobre fontes de fósforo, potássio e nitratos, pois são fundamentais para reduzir a dependência externa de nossa agroindústria dos humores de fornecedores internacionais de adubos.
Essa notícia (clique aqui) anuncia que a Vale comprou minas de potássio da Rio Tinto, minas localizadas na Argentina e no Canadá.
Acho essa notícia muito importante, você já havia comentado antes que se nossas multinacionais tivessem se privado de desfrutar da farra dos derivativos, hoje poderíamos comprar empresas e ativos internacionais estratégicos à preço de banana (acho que o exemplo que você citou foi os nossos cafeicultores junto com seus pares colombianos comprarem a Starbucks).
Junto com a fusão VCP e Aracruz (criando a maior produtora de celulose do mundo), essa aquisição não seria a primeira de uma longa série que marcaria uma nova fase de internacionalização e crescimento das multinacionais brasileiras? Tenho esperanças que sim, que o Brasil sairá maior desta crise do que entrou.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: fertilizantes, potássio, Vale