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11/10/2009 - 10:13

O estilo Veja da Folha

Por Jorge Furtado

CPI da Telma

Deixa ver se eu entendi: a matéria de capa da edição de domingo da Folha de S. Paulo, tratada como denúncia séria e ares de novo escândalo, acusa o ministro das Minas e Energia de ter uma secretária (Telma) que marca e cancela reuniões “sem avisá-lo previamente”? É isso mesmo? Depois de livrar-se da verdade dos fatos * a Folha de S. Paulo, na sua campanha aberta para devolver o poder ao PSDB paulista, perdeu também a noção do ridículo?

Tudo leva a crer que sim. No sábado retrasado, no inútil esforço de remendar a incrível barriga dos 35 milhões de brasileiros que, segundo o jornal, iriam contrair a gripe A, encomendou ao Datafolha uma pesquisa bizarra: “nos últimos meses de inverno, você sentiu algum sintoma de gripe?”. De posse das respostas, o jornal concluiu que pelo menos 20 milhões de brasileiros tiveram a gripe A, ou seja, o erro da Folha teria sido de “apenas” 15 milhões de doentes. Só que, como a letalidade do vírus é de 0,4%, segundo os cálculos da Folha de S. Paulo, 80 mil brasileiros morreram de gripe A, mas apenas 2 mil foram enterrados. Os outros 78 mil, zumbis insepultos, pelo jeito estão trabalhando na redação do jornal.

* Os exemplos recentes do desapego da FSP à verdade são muitos, incluem a versão do delegado Edmilson Pereira Bruno sobre as fotos do dinheiro dos aloprados, o grampo sem áudio Gilmar/Veja/Demóstenes, a reunião sem data com Lina Vieira, o Picasso do INSS, a fraude da ficha da Dilma no DOPS, os números da gripe A, o dossiê do “uiscão” e da tapioca, etc, etc…

Da Folha

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
01/03/2009 - 17:09

Discutindo os factóides

Do Grupo de Mídia do Portal Luís Nassif

Aberta a temporada de factoides

* Publicado por wedencley alves

A articulação é bem conhecida. Um parlamentar – agente acusador – vai a algum veículo – veículo-guia – previamente contatado e faz a denúncia. Imediatamente, um outro veículo, a que denominamos de repercussor primário, seleciona personagens que já conhecem a engenharia do processo e supostamente procede ao direito de defesa dos acusados. A cobertura é plenamente favorável aos primeiros, e inquiridora dos segundos. A operação pode seguir um outro caminho. Pode partir do próprio veículo, com seus instrumentos de reportagem. Neste caso, o denominaremos veículo-fonte.

Uma preocupação importante é não contextualizar a denúncia e nem trazer à tona aspectos que prejudiquem a imagem do agente acusador – que também pode ser um personagem da alcova política. Quando estes aspectos aparecem e ganham a repercussão indevida, a operação deve ser abortada, e passa-se à seguinte, já previamente definida.

O exemplo mais recente é o de Jarbas Vasconcelos, senador do PMDB. Ele é o acusador. O veículo-guia foi a Veja – são quase sempre a Veja e a Folha de SP, que se alternam neste papel. A Folha, desta vez, foi o repercussor primário. Alguns parlamentares citados por Jarbas foram ouvidos e a reportagem no dia seguinte ressaltava “o silêncio” dos acusados.

Comentário

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Aliás, uma boa dica para estudantes de graduação e pós em Jornalismo, Sociologia e História, interessados em discutir o papel da mídia: montem seus grupos de TCC, inscrevam-se, exponham as teses e enriqueçam as discussões e seus trabalhos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
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