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01/07/2009 - 09:09

O fim dos dois factóides de Gilmar

Da Folha

PF conclui caso sem achar grampo no STF

Sem encontrar áudio de suposta interceptação telefônica de Mendes e Demóstenes, polícia não deve indiciar ninguém

Dez meses depois de aberto, inquérito terá resultados divulgados nos próximos dias; para a PF, não se pode dizer que não houve grampo

LUCAS FERRAZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Sem encontrar o áudio e sem identificar o responsável pela eventual gravação, a Polícia Federal concluiu a investigação que apurou o suposto grampo no presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.
Para os delegados William Morad e Rômulo Berredo, responsáveis pelo inquérito aberto há dez meses, não houve crime, não há “corpo”, ou seja, não foi encontrada a suposta gravação. Segundo apurou a Folha, para a PF é impossível afirmar que não existiu o suposto grampo em uma ligação entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O resultado oficial deve ser divulgado nos próximos dias.

Não haverá, portanto, nenhum indiciamento, nem do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, nem de nenhum funcionário da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

A revista “Veja” atribuiu a autoria da suposta interceptação ilegal a agentes da Abin que atuaram na Satiagraha. A operação foi conduzida por Protógenes e, em julho do ano passado, prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , ,
09/03/2009 - 18:14

Prêmio Esso de Efeitos Especiais

O próximo Prêmio Esso de efeitos especiais irá sem dúvida para esse trecho da reportagem de Veja sobre Protógenes:

“Os policiais buscavam provas de ações ilegais da equipe de Protógenes, entre as quais o áudio da interceptação clandestina de uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. A existência do grampo foi revelada a VEJA em agosto do ano passado por um agente da Abin que participou da Operação Satiagraha como encarregado da transcrição de centenas de outras conversas captadas ilegalmente. O resultado final da investigação deve ser anunciado até maio, mas, pelo que já se encontrou nos arquivos pessoais de Protógenes, não resta mais sombra de dúvida sobre a extensão de suas ações ilícitas, cuja ousadia sem limite chegou à antessala do presidente Lula e a seu filho Fábio Luís”.

É Esso ou não é? A revista fala do grampo armado por ela (da conversa entre Gilmar e Demóstenes Torres). Inclui o grampo no inquérito com a maior sem-cerimônia possível. Diz que os policiais estavam procurando provas desse grampo. Ora, há um inquérito específico sobre o grampo, que irá constatar que não existe nenhum indício da sua existência – o que provavelmente implicará a revista em ato criminoso.

A conclusão do parágrafo é uma pérola, só possível em uma publicação dirigida por Eurípedes e Sabino:

O resultado final da investigação deve ser anunciado até maio, mas, pelo que já se encontrou nos arquivos pessoais de Protógenes, não resta mais sombra de dúvida sobre a extensão de suas ações ilícitas”.

Como assim? Não há uma menção ao grampo na matéria e certamente no relatório. Restam todas as dúvidas sobre o papel da revista na armação daquele grampo.

Junte-se esse trecho com o “caco” em que pretendem envolver De Sanctis e o Ministério Público, para se ter uma aula prática sobre as manipulações primárias no jornalismo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
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