19/09/2009 - 10:00
A crise econômica permitiu o aparecimento de uma grande vocação pública: o economista Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Do governo, é o economista com melhor visão, com foco nos pontos relevantes e nos pontos vulneráveis do modelo econômico, além da capacidade operacional demonstrada nas medidas anticíclinas do ano passado e na capacidade analítica de perceber os desdobramentos da crise.
Aqui, uma entrevista ao Estadão onde vai no centro da vulnerabilidade da atual política econômica: a questão exportadora.
Do Estadão
Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade
Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: crise, exportação, Nelson Barbosa
07/04/2009 - 15:00
Dados curiosos da Coteminas, do vice-presidente José Alencar.
Segundo Josué Gomes da Silva, seu presidente, para o mercado interno as vendas aumentaram 23% em relação ao mesmo período do ano passado.
As exportações para os Estados Unidos caíram 20% ao mesmo período do ano anterior. Mas o fundo do poço foi dezembro, quando a queda chegou a 30% – possivelmente porque os compradores americanos estavam queimando estoques.
Para ele, o nível de consumo americano este ano deverá ficar nesse patamar, 20% inferior ao do ano passado.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Coteminas, exportação, têxteis
27/02/2009 - 09:46
Por Andre Araujo
A Florida é o Estado americano mais propenso a importar etanol brasileiro. O ex-governador Jeb Bush criou uma comissão de etanol para promover legislação estadual visando a compensar a sobretaxa federal que é uma barreira à importação em larga escala. O seu sucessor, Governador Christ, mantem a mesma linha. Por outro lado, a Florida avançou bem à frente dos demais Estados americanos para exigir 10% de alcool na gasolina, o que só poderá ser suprido pelo Brasil, porque não há logistica para levar o alcool de milho do Meio Oeste à Florida. Esse esforço foi feito pela equipe de Jeb Bush sem qualquer apoio do Governo brasileiro ou da UNICA. Há uma boa chance de se ampliar enormente as exportações de etanol para os EUA, de varias formas, inclusive com reprocessamento no Caribe, para entrar via o Caricom, que isentaria da sobretaxa. O Governo americano dá grande importancia a essa etapa caribenha, para apoiar paises estagnados, como a JamaicaO Brasil parece meio lento nesse esforço, ninguem faz nada de realmente forte em materia de lobby, só a surrada retórica de reclamar sempre da sobretaxa, que foi imposta pelo Congresso, não pelo Executivo.. Nos EUA funciona lobby profissional bem pago e legal.
Para se ter uma ideia do mercado, só o aditivo de 10% na Florida significará 3 bilhões de litros ano, um décimo da produção brasileira. O Brasil, governo e usineiros, não demonstraram maior atenção para essa Comissão pioneira da Florida, que poderá fechar pelo desinteresse de seus maiores beneficiariios, um quadro tipicamente brasileiro, que ja vimos tantas vezes.
Com o etanol sobrando, o Governo deveria ter uma força-tarefa só para promover a exportação, dezenas de milhares de empregos dependem disso.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Energia
Tags: Caribe, etanol, exportação, Flórida