11/03/2009 - 20:16
Confesso que falhei.
Hoje Henrique Meirelles iria depor em Brasília como testemunha do Eurípedes Alcântara, no processo que este e a Abril me movem.
Se tivesse testemunhado, mataria dois coelhos com uma só cajadada.
Primeiro, descontaria sua ira acumulada – desde que desmenti a biografia desvairada publicada pela Veja no início da era Eurípedes. Em criatividade, a matéria superava o clássico boimate.
A matéria dizia que Meirelles tinha ocupado cargos tão impressionantemente influentes nos Estados Unidos, que sua indicação para o Banco de Boston (um banco médio, sem expressão) precisou contar com a aprovação dos Bancos Centrais dos países que compõem a OCDE.
Dizia mais, que nenhum executivo estrangeiro chegou perto carreira relevante do Meirelles – o Alvaro Souza chegou a segundo homem do Citigroup, o Alain Belda o primeiro da Alcoa, o Ghosn tornou-se uma lenda na indústria automobilística, enquanto nosso Meirelles era o “global president”, apenas o presidente da área internacional do Bank Boston – que compreendia o Brasil e a Argentina.
O segundo coelho seria a ausência da reunião do Copom. Quem sabe, a taxa pudesse ter caído 3 pontos percentuais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Copom, Eurípedes Alcântara, Henrique Meirelles
24/01/2009 - 17:55
Em muitos aspectos o boimate – notável criação de 1984 do diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara – tornou-se uma entidade mitológica no jornalismo brasileiro. Todo mundo sabia que tinha sido criado, certamente é a barriga mais significativa do jornalismo brasileiro nos últimos 25 anos, mas poucos tiveram acesso ao teor da reportagem e, principalmente, ao infográfico da matéria. Para quem não se lembra, a matéria falava de um cruzamento de boi com tomate, perpetrado pelo cientista Dr. McDonalds na Universidade de Hamburgo, Alemanha e que resultara em uma carne que já vinha com molho.
Graças ao acervo digital da Veja, muitos de vocês poderão ver pela primeira vez essa obra que entrou para a história do jornalismo brasileiro.
O lead da matéria é assim: “Familiarizados com as delicadas estruturas da células…”


Para repercutir, incumbiram um repórter de entrevistar um engenheiro genético da USP – o correspondente da Alemanha se recusou, mesmo sob ameaça de demissão. O repórter foi, o biólogo disse que era impossível. Precisando voltar com a resposta solicitada, o repórter soltou a casca de banana: “Mas suponhamos que…”. E o cientista caiu.
Deu nisso:

Aí, na edição seguinte, a seção de Cartas repercutiu o furo: obviamente com carta a favor.

Por fábio josé de mello
No site http://www.humornaciencia.com.br/noticias/boimate.htm tem um artigo muito engraçado.
“O espírito gozador e , mais surpreendente às vezes até irado do brasileiro, no entanto, não deixou por menos. Durante o intervalo entre a matéria da Veja e o desmentido do Estadão, cartas e mais cartas chegaram às redações.
Um delas que, maliciosamente, assinou ” X-Burguer, Phd, Capital”, lembrava que no Brasil já haviam sido feitas descobertas semelhantes: o jeribá, cruzamento de jabá com jerimum, ou o goiabeijo, cruzamento de gens de goiba, cana-de-açúcar e queijo, e adiantava que seus estudos prosseguiam para criação do Porcojão ou Feijoporco, cruzamento de porcos com feijões que ele esperava dar como contribuição à tradicional feijoada paulista’.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia
Tags: barriga, boimate, Eurípedes Alcântara