08/11/2009 - 07:00
Depois de dois anos, a Eucatex saiu da recuperação judicial solicitada – que lhe permitiu quase zerar sua dívida.
Abaixo, o link para a sentença do juiz. Se tiver tempo, vamos discutir mais a questão. Se tiver mais alguém com informações, favor postar nos comentários.
sentenca-eucatex
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Eucatex, recuperação judicial
08/08/2009 - 17:46
Chamo a atenção dos senhores para este post. É uma demonstração do incrível poder de fiscalização e de investigação da Blogosfera – dos comentaristas que vão juntando informações e complementando dados.
A partir de um comentário do leitor Zé, que era fornecedor da Eucatex, o leitor Eduardo completou com pesquisas. E temos aqui, em primeira mão, indícios fortes de que pode ter havido fraude no processo de recuperação judicial da Eucatex.
Os dois comentários – do Zé e do Eduardo – estão no post da Eucatex. Aqui, trago as conclusões, a partir das suas pesquisas:
1. O primeiro link (clique aqui) mostra a Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investigava facilidades para se conseguir financiamentos do BNDES. Na operação foram arrolados o advogado Ricardo Tosto de Oliveira – do Conselho do banco e advogado de Paulo Maluf – e Marcos Vieira Mantovani, da Progus Consultoria que, segundo a matéria, emitia notas frias.
2. No comentário do Zé (sobre a Eucatex) conta-se do golpe que foi dado nos fornecedores, com a empresa aumentando os pedidos e, em seguida, entrando em recuperação judicial. E – segundo o Zé – a própria empresa recomprando os crédito com grandes descontos.
3. No segundo link (clique aqui), o Eduardo nos mostra o site da tal da Progus (que ainda não foi tirado do ar). Ela oferece consultoria para para recuperação judicial de empresas.
4. No terceiro link (clique aqui) matéria do Valor (19/10/2006) mostrando que, na Assembléia de Credores da Eucatex (para deliberar sobre a recuperação judicial). Bradesco e Petros receberiam ações em pagamento, por serem detentores de debêntures conversíveis. Os demais credores – grandes bancos – receberiam plantações de florestas e coisas do gênero. Os únicos que receberiam à vista seriam os fornecedores, opção plenamente defensável se…
5. … Se o principal detentor de créditos de fornecedores não fosse a Progus, que teria adquirido créditos com deságio de mais de mil fornecedores. E que pretendia se tornar sócia da Eucatex. A Eucatex aceita quitar os créditos da Progus.
6. Quem faz o anúncio é o advogado do Maluf, o Tosto que, na Operação Santa Tereza, é identificado como parceiro de negócios da Progus. Ou seja, atuava nas duas pontas: como advogado do devedor e como parceiro do credor. E o nosso comentarista Zé – no post sobre a Eucatex, abaixo – diz que seus créditos foram adquiridos pela Eucatex.
7. Ou seja, os bravos comentaristas conseguiram trazer indícios consistentes de que pode ter havido fraude no processo de recuperação judicial da Eucatex. A hipótese que emerge dessa pesquisa é que Tosto acertou com a Progus o seguinte esquema:
- A Eucatex faria uma grande estocagem.
- Depois, através da Progus, adquiriria os créditos com deságio dos seus próprios fornecedores.
- Na Assembléia dos Credores, a Progus se apresentaria como um credor não ligado à Eucatex e conseguiria que todo o caixa da companhia fosse entregue a ela, para resgatar os tais créditos.
- O elo que liga a Eucatex à Progus é o advogado Tosto.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Eucatex, Paulo Maluf, Progus, Tosto
08/08/2009 - 09:25
Do Estadão
Empresa controlada pela família Maluf é suposta beneficiária de US$ 166 milhões que teriam sido desviados
FAUSTO MACEDO
Os advogados do ex-prefeito de São Paulo e deputado Paulo Maluf (PP-SP) informaram ontem a Justiça sobre o que classificam de “graves consequências” em caso de bloqueio dos bens da Eucatex – empresa controlada pela família Maluf -, suposta beneficiária de US$ 166 milhões que teriam sido desviados dos cofres públicos municipais entre 1993 e 1996 (gestão Maluf).
A defesa revelou preocupação com a possibilidade de o juiz Alessio Martins, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, acolher recurso do Ministério Público Estadual para decretar embargo de ativos da Eucatex.
Continua
Comentário
Não tem lógica o bloqueio da Eucatex para garantia de ressarcimento de Maluf. A medida quebrará de fato a empresa que, fechada, valerá muito menos do que aberta.
Há formas mais eficientes de resguardar o interesse público.
Por Ze
Atrasei uma viagem só para comentar este post. A recuperação judicial da Eucatex – antiga concordata – é uma fraude. Digo isto com a autoridade de quem foi vítima do golpe.
A coisa funcionou assim: empresa de pequeno porte, vendia R$ 30 mil por mês de determinado produto à Eucatex. Isso representava menos de 7% das compras desse produto, sendo os demais 93% fornecidos por duas multinacionais.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Eucatex, Maluf
04/08/2009 - 09:50
Do Estadão
Além de Maluf e da empresa, são alvos de ação do Ministério Público Estadual a mulher do ex-prefeito, seus filhos, a ex-nora e três offshores
Bruno Tavares e Marcelo Godoy
O Ministério Público Estadual ajuizou ontem ação civil pública contra o ex-prefeito de São Paulo e atual deputado Paulo Maluf (PP-SP). Desta vez, o foco dos promotores Silvio Marques e Saad Mazloum, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital, é a Eucatex, empresa controlada pela família Maluf. A ação pede o bloqueio de US$ 166 milhões (R$ 303,7 milhões) da Eucatex, dos quais US$ 13 milhões permanecem depositados em uma conta na Ilha de Jersey, paraíso fiscal no Canal da Mancha.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Estadão, Eucatex, Maluf, Ministério Público