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	<title>Luis Nassif &#187; Estadão</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>O editorialista do Estadão abandona o rigor</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 16:27:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>

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		<description><![CDATA[Por laercio monteiro

Caro Nassif,  observe o editorial do Estadao: "Surrupio de Dinheiro Público", pag A3 do Estadao de hoje. Com a chamada "Com mercadorias roubadas e dinheiro público, o MST faz sua féria".

O editorial é apelativo e mentiroso. Lendo o texto vemos que ele abrange dois assuntos diferentes.

Primeiro a condenação  de dois membros do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por laercio monteiro</p>
<p>Caro Nassif,  observe o editorial do Estadao: &#8220;Surrupio de Dinheiro Público&#8221;, pag A3 do Estadao de hoje. Com a chamada &#8220;Com mercadorias roubadas e dinheiro público, o MST faz sua féria&#8221;.</p>
<p>O editorial é apelativo e mentiroso. Lendo o texto vemos que ele abrange dois assuntos diferentes.</p>
<p>Primeiro a condenação  de dois membros do MST, flagrados vendendo mercadorias que teriam sido roubadas em uma invasão. Imaginemos por exemplo, que dois funcionarios da Agência Estado sejam flagrados  vendendo mercadoria roubada; a manchete dos jornais seria &#8220;Com mercadorias roubadas o Estadão faz sua féria&#8221;?</p>
<p>Depois, apresenta o caso da Agência Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), dirigida pelo &#8220;militante petista&#8221; Bruno Maranhão, condenado pelo TCU a devolver R$2,2 milhões que não teriam sido utilizados para os fins estabelecidos. Segundo o próprio editorial, a Anara é ligada ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), e não ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A acusação do jornal não tem pé nem cabeça.</p>
<p>A discussão do assunto no é importante. A grande imprensa continua na sua  cruzada contra os movimentos sociais.</p>
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		<title>O Estadão e a doença infantil do jornalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[BBC]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
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		<description><![CDATA[Leia a matéria abaixo, do Estadão, em que diz que a "imprensa mundial"está questionando a Copa e as Olímpíadas.

A matéria identifica a "imprensa mundial":

1. Diz que o Financial Times noticiou o blecaute. Não informa onde estava o questionamento sobre a Copa e as Olimpíadas.

2. Cia a Reuters, mas não mostra o questionamento.

3. Finalmente, identifica onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leia a matéria abaixo, do Estadão, em que diz que a &#8220;imprensa mundial&#8221;está questionando a Copa e as Olímpíadas.</p>
<p>A matéria identifica a &#8220;imprensa mundial&#8221;:</p>
<p>1. Diz que o Financial Times noticiou o blecaute. Não informa onde estava o questionamento sobre a Copa e as Olimpíadas.</p>
<p>2. Cia a Reuters, mas não mostra o questionamento.</p>
<p>3. Finalmente, identifica onde ocorreu o questionamento mais explícito às Olimpíadas no Rio: no CBBC, o site para crianças da BBC.</p>
<p>4. Meu Deus, dr. Júlio, dr. Julinho, é injusto para com a história do Estadão.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,apagao-faz-imprensa-mundial-questionar-copa-e-olimpiada,464776,0.htm" target="_blank">Apagão faz imprensa mundial questionar Copa e Olimpíada</a></h3>
<p>Por outro lado, COI e Fifa minimizam o incidente, acreditando em soluções até 2014 e 16, respectivamente</p>
<p>Jamil Chade &#8211; O Estado de S. Paulo</p>
<p>GENEBRA &#8211; A imprensa internacional levantou dúvidas sobre a capacidade do Brasil de organizar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 diante do blecaute elétrico que paralisou metade do país na noite de terça-feira. Mas tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) como a Fifa optaram por minimizar o incidente.</p>
<p>O porta-voz do COI, Mark Adams, deixou claro que a entidade não estava preocupada que o apagão fosse um sinal de fragilidade na infra-estrutura brasileira. &#8220;Não estamos preocupados com incidentes isolados como esse. O que ocorreu no Brasil poderia ter ocorrido em qualquer lugar do mundo&#8221;, disse Adams.</p>
<p>Desde a eleição do Rio para os Jogos de 2016, essa já é a segunda grande polêmica sobre a cidade. Alguns dias após a escolha do COI, o Rio foi tomado por uma onda de violência. O presidente da entidade, Jacques Rogge, chegou a dizer que a situação o &#8220;inquietava&#8221;. Mas que estava confiante de que o tema seria resolvido até 2016.</p>
<p>Na Fifa, relacionar o apagão a eventuais problemas em 2014 foi considerado como &#8220;um absurdo&#8221; por pessoas próximas ao presidente da entidade, Joseph Blatter. &#8220;A Copa do Mundo ocorrerá em cinco anos&#8221;, disse uma fonte da entidade. &#8220;Não há sequer porque se preocupar&#8221;, afirmou.</p>
<p>Mas jornais e agências de notícia em diferentes parte do mundo &#8211; como a Reuters &#8211; fizeram questão de lembrar que o apagão ocorre nas cidades que seriam jogos da Copa de 2014 e no Rio, sede da Olimpíada de 2016.</p>
<p>O blecaute também foi notícia no prestigioso jornal britânico Financial Times. O diário destacou que o caos havia atingido o Rio, &#8220;uma cidade turística que receberá os Jogos Olímpicos de 2016 e deve receber a final da Copa do Mundo de 2014&#8243;.</p>
<p>No site para crianças da BBC, a CBBC, os comentário foram ainda mais explícitos. &#8220;Vamos esperar que os problemas de luz estejam resolvidos até 2016 quando a Olimpíada ocorre no Rio de Janeiro&#8221;.</p>
<p>O jornal argentino Clarín também fez menção ao fato de que o apagão havia atingido três cidades que estão cotadas para receber a abertura ou a final da Copa de 2014.</p>
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		<item>
		<title>Quem desmoraliza o Supremo?</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/03/quem-desmoraliza-o-supremo/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 16:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Tofolli]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Caixa paga festa de Toffoli e STF amarga desgaste
Christiane Samarco e Carol Pires, BRASÍLIA

Mal tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dias Toffoli já causa desgaste à imagem da instituição, por conta do patrocínio de R$ 40 mil da Caixa Econômica Federal à sua festa de posse. "É claro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091103/not_imp460260,0.php" target="_blank">Caixa paga festa de Toffoli e STF amarga desgaste</a></h3>
<p>Christiane Samarco e Carol Pires, BRASÍLIA</p>
<p>Mal tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dias Toffoli já causa desgaste à imagem da instituição, por conta do patrocínio de R$ 40 mil da Caixa Econômica Federal à sua festa de posse. &#8220;É claro que é um desgaste para ele e para a instituição também, mas só posso presumir que ele não estava a par disso&#8221;, observa o ministro Marco Aurélio Mello.</p>
<p>&#8220;Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita&#8221;, completa o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli.</p>
<p>Em sua defesa, o ministro afirma que não tinha conhecimento do patrocínio da Caixa à recepção organizada por associações ligadas à magistratura, caso que foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. &#8220;A festa não foi iniciativa minha nem do Supremo. Eu fui apenas um convidado&#8221;, argumenta o ministro.</p>
<p>&#8220;Não pedi festa nenhuma e não sei onde obtiveram o dinheiro. Supus que os recursos vieram dos associados, mas de onde veio o dinheiro não é problema meu&#8221;, reagiu o ministro. &#8220;É problema de quem ofertou, e não meu.&#8221;</p>
<p>O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), lembra que a Caixa está disputando mercado com todos os bancos e patrocina eventos em vários ramos. Ele até reconhece que a oposição está no seu papel legítimo de criticar. &#8220;O errado é dizer que aí tem problema legal e ético, porque não tem&#8221;, contesta, enfatizando que não há nada na lei que impeça a Caixa de &#8220;financiar&#8221; a posse de um ministro. Mas as críticas persistem.</p>
<p>&#8220;É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?&#8221;, argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Da série &#8220;Estadão sem medo do ridículo&#8221;. Nem o Pedro Simon.</p>
<p>O IDP de Gilmar consegue contratos exclusivos com o setor público, consegue com o Senado, tem clientes privados grandes grupos com demandas no Supremo; Gilmar abre os salões do Supremo para lançamentos comerciais de site jurídico que funciona como sua assessoria de imprensa e vende seus livros.</p>
<p>E a festa de posse do Toffoli desmoraliza o Supremo.</p>
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		<title>O fracasso da Nova Luz</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 10:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[centro]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Luz]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[setor imobiliário]]></category>

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		<description><![CDATA[Os jornais não tomam jeito. Aqui, matéria do Estadão decretando o fracasso do projeto Nova Luz – um sistema de desapropriações que permitiria ao setor imobiliária a reconstrução do centro de São Paulo.

O fracasso é debitado na conta do prefeito Gilberto Kassab. E se tivesse sido um sucesso?

Clique aqui para Blog do vereador Floriano Pessaro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os jornais não tomam jeito. Aqui, matéria do Estadão decretando o fracasso do projeto Nova Luz – um sistema de desapropriações que permitiria ao setor imobiliária a reconstrução do centro de São Paulo.</p>
<p>O fracasso é debitado na conta do prefeito Gilberto Kassab. E se tivesse sido um sucesso?</p>
<p><a href="http://blog.florianopesaro.com.br/2009/02/06/nova-luz-acelerada/" target="_blank">Clique aqui</a> para Blog do vereador Floriano Pessaro (do PSDB) mostrando que a Nova Luz era comandada por Andréa Matarazzo e o pai era Serra.</p>
<blockquote><p><span id="more-37072"></span>Acertadíssima a decisão do secretário Andrea Matarazzo, da Coordenação das Subprefeituras, de acelerar a requalificação da área da Nova Luz, principalmente com a conclusão dos processos de concessão de incentivos fiscais a empresas selecionadas para se instalar na região. (…)O projeto Nova Luz foi lançado na gestão de José Serra e prossegue a pleno vapor na da gestão Kassab. Mas uma vez São Paulo está à frente de seu tempo e dá exemplo para o país!</p></blockquote>
<p>Inicialmente o projeto previa a possibilidade de desapropriação de toda a área do centro. Depois, foi reformulado passando a proteger a região de Santa Cecília da desapropriação.</p>
<p>Era comandado por Andréa Matarazzo, homem de confiança de Serra, um dos arrecadadores de campanha. Meses atrás, Andreá foi demitido e todos os processos que passavam por ele submetidos a uma auditoria pela prefeitura.</p>
<p>No momento, há uma luta surda entre Kassab e tucanos. Depois, a denúncia das contribuições de uma ONG ligada ao Secovi. A denúncia atingiu apenas vereadores, mas há secretários municipais que foram beneficiados.</p>
<p>Agora, se joga no colo do Kassab o fracasso.</p>
<p>Essa história ainda não foi bem contada.</p>
<h2><!--more-->Do Estadão</h2>
<h3>Mercado imobiliário abandona Nova Luz</h3>
<p>Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli<br />
Tamanho do texto? A A A A<br />
Principal vitrine da gestão Gilberto Kassab, o projeto para revitalizar a região da Nova Luz, mais conhecida como cracolândia, no centro de São Paulo, foi abandonado pelo mercado imobiliário. Para as maiores incorporadoras do País, o modelo de concessão urbanística da Nova Luz cria &#8220;guetos&#8221; de baixa renda dentro de um espaço no qual a mistura entre classe média, moradores de conjuntos habitacionais e comércio deveria ser a fórmula da revitalização. A queda de braço entre Prefeitura e construtoras não terá final fácil &#8211; enquanto o governo diz que o projeto sai em quatro anos, sem mudanças nas regras, as empresas dizem que não vão mais investir.</p>
<p>Ao lado de estações de trem, de terminais de ônibus e da Pinacoteca do Estado, a área degradada de 362 mil m² permanece há duas décadas ocupada por viciados e moradores de rua. A proposta de revitalização, de 2005, prevê R$ 2 bilhões de investimentos para um bairro bem servido de infraestrutura, mas com espaços vazios ou que podem ser recuperados.</p>
<p>O empecilho à reocupação dessas ruas, segundo as incorporadoras, está delimitado no Plano Diretor Estratégico de 2002 como Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis). Dentro da Nova Luz, um quarto da área é formado por Zeis-3, cuja ocupação deve obedecer à proporção de 40% para habitações de interesse social (para famílias com renda de até 5 salários mínimos) e de 40% de imóveis de mercado popular, para famílias com renda de até 16 salários. Só 20% da área fica de uso livre.</p>
<p>O mapa da área de concessão indica que o &#8220;miolo&#8221; do polígono &#8211; que inclui as Avenidas Rio Branco, Ipiranga e Duque de Caxias e as Ruas Mauá e Cásper Líbero &#8211; é todo formado por uma Zeis-3. No local, o governo tem como diretriz para o futuro concessionário a construção de até mil habitações populares &#8211; dois terrenos, totalizando 15 mil m², já foram desapropriados para essa finalidade nas Ruas Aurora e Vitória. Mas os empresários ligados ao sindicato da habitação (Secovi) consideram que esse número de habitações para famílias de baixa renda deveria ser pulverizado &#8211; e não concentrado em um único espaço, o que poderia minar o interesse da classe média em morar no centro.</p>
<p>&#8220;A Nova Luz foi pensada para irradiar um novo modelo de crescimento na cidade, com a mistura de usos numa mesma região. O modelo que está proposto não interessa ao mercado. O nosso projeto foi feito pelo Jaime Lerner, que não vai mais participar da concorrência&#8221;, afirma Cláudio Bernardes, vice-presidente do Secovi.</p>
<p>Ele ainda refuta as críticas de urbanistas, de que o mercado não quer construir moradias populares com pequena margem de lucro. &#8220;Queremos construir, mas de forma pulverizada. Não podemos criar um Cingapura dentro de um espaço que pretende ser modelo de requalificação no País.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Poder da China</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/26/o-poder-da-china/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 12:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Martins Jacques]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
''Poder da China irá além da economia''
China será o primeiro caso desde a Revolução Industrial em que o poder hegemônico não terá características ocidentais

Cláudia Trevisan, PEQUIM

Autor do livro When China Rules the World (Penguin Books, 2009), o jornalista e acadêmico britânico Martin Jacques acredita que a China assumirá em breve uma posição dominante no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091026/not_imp456272,0.php" target="_blank">&#8221;Poder da China irá além da economia&#8221;</a></h3>
<p>China será o primeiro caso desde a Revolução Industrial em que o poder hegemônico não terá características ocidentais</p>
<p>Cláudia Trevisan, PEQUIM</p>
<p>Autor do livro When China Rules the World (Penguin Books, 2009), o jornalista e acadêmico britânico Martin Jacques acredita que a China assumirá em breve uma posição dominante no mundo, quando exercitará o &#8220;complexo de superioridade&#8221; desenvolvido nos 2 mil anos de história dinástica. Leia a entrevista concedida ao Estado, de Londres, por telefone:</p>
<p><span id="more-36887"></span>Quão distantes nós estamos do momento em que a China vai &#8220;dominar&#8221; o mundo?</p>
<p>O título do livro não deve ser interpretado lateralmente. When China Rules the World (&#8221;Quando a China Dominar o Mundo&#8221;, em tradução livre) refere-se ao período em que a China será o país mais influente do mundo. Os EUA estão numa clara e irreversível trajetória de decadência e há dois fenômenos por trás deste processo. O primeiro é a mudança do centro de gravidade global, com a emergência do mundo em desenvolvimento, com países como China, Brasil e Índia. O segundo são os problemas domésticos americanos: endividamento, encolhimento da capacidade industrial e crise de sua posição financeira no que diz respeito ao dólar, a moeda usada como reserva de valor pelo mundo.Teremos cerca de 20 anos nos quais os EUA vão se ajustar a uma nova ordem da qual não serão mais o arquiteto, promotor ou beneficiário. Haverá a emergência de outros países, dos quais a China será o mais poderoso.<br />
<!--more--><br />
Em que um mundo influenciado pela China será diferente?</p>
<p>Nós ainda não temos a resposta, em parte porque estamos falando do futuro, mas também porque é algo desconhecido. Nunca vimos uma mudança como esta. Desde a Revolução Industrial britânica, a partir de 1780, o mundo foi dominado primeiro pela Europa e depois pelos EUA. Ou seja, sempre pelo Ocidente. Agora, vemos algo absolutamente distinto, que é a mudança de poder global em direção à Ásia, especificamente em direção à China e, secundariamente, em direção à Índia. Será a primeira vez em que o poder hegemônico não será ocidental.</p>
<p>Até agora, a emergência da China só tem sido discutida em termos econômicos. Isso significa que a China não terá influência política, cultural e intelectual?</p>
<p>Não, esta é uma visão estreita da realidade. Só discute-se a questão econômica porque as pessoas ainda acreditam que a China vai se ocidentalizar. Há uma visão generalizada de que existe apenas uma modernidade, que é a ocidental. Na verdade, a modernidade chinesa será, em vários aspectos, totalmente distinta da ocidental. Ela se manterá distinta, porque a modernidade é um reflexo da história e da cultura, e não apenas da concorrência tecnológica ou de mercado. A história moderna da China foi interpretada em termos ocidentais. Nós temos uma limitação intelectual na tentativa de entender o que a emergência da China significa.</p>
<p>O sr. menciona no livro o &#8220;complexo de superioridade&#8221; que ao longo da história imperial &#8211; que durou até 1911- marcou a relação da China com o mundo. Como este complexo pode influenciar o comportamento de uma China influente?</p>
<p>Este é o ponto crucial. Não é que outros países não tenham essa noção de superioridade, mas ela é bastante peculiar na China. À diferença de outros países populosos, como Índia, EUA, Brasil e Indonésia, 92% dos chineses se veem como integrantes de uma única raça, a dos chineses han. E isso em uma população de 1,3 bilhão de pessoas. A razão é que a China e a civilização chinesa têm uma existência extremamente longa, especialmente na parte centro-leste do país &#8211; o oeste veio muito mais tarde. As diferenças, as fronteiras e as distinções entre as pessoas diminuíram a ponto de todos verem a si mesmos como chineses han. Isso é combinado com uma longa história na qual a civilização chinesa foi particularmente bem sucedida. Os chineses viam a si mesmos como detentores da maior civilização do mundo e descreviam a China como a terra dos céus, o que deu a eles um forte sentimento de identidade e superioridade cultural. A China dinástica se via como o Império do Meio, o centro do universo, e desprezava os que estavam ao redor. A China era o centro do mundo e os demais, bárbaros. O que não sabemos é como esse sentimento de superioridade cultural vai se expressar no período de globalização. Mas sei que não será uma repetição da experiência ocidental. O sentimento de superioridade dos chineses é mais profundo do que era o dos europeus durante o período colonialista.</p>
<p>Recentemente, a China tentou impedir líderes globais de se encontrarem com o dalai lama ou com a líder uigur Rebiya Kadeer. Essa é uma prévia da maneira como a China irá se relacionar com o restante do mundo?</p>
<p>Acredito que sim, mas é necessário colocar essa questão em contexto. A China considera Xinjiang (província habitada pelos uigures) e o Tibete como partes de seu território e vê o relacionamento de qualquer país com pessoas hostis a seus interesses como uma interferência em seus assuntos internos. Ainda que a China não tenha sido expansionista no sentido europeu, ela se expandiu em seu próprio continente. Durante a dinastia Qing , Tibete e Xinjiang foram incorporados à China, o que dobrou o território do país. Os chineses han têm um conceito muito frágil de diferença cultural. Quando se trata de reconhecer diferenças religiosas, culturais e linguísticas, os chineses han têm uma mentalidade de assimilação, que é exatamente como a China foi construída, em um processo extremamente longo. Historicamente, a China viu-se como a terra dos céus e não interferiu no restante do mundo. Mas como uma China poderosa vai tratar um mundo definido pela diferença cultural? Isso me preocupa ainda mais do que a questão da democracia em si.</p>
<p>Qual será o impacto sobre valores liberais como liberdade individual, império da lei e liberdade de imprensa?</p>
<p>Nós estamos entrando em um mundo cultural complicado, no qual valores ocidentais vão ser contestados de uma nova maneira, com a emergência de novas culturas. Quando seu país e sua cultura são dominantes, os outros te copiam. O mundo vai ficar muito mais exposto à cultura chinesa, que é vastíssima e pode acrescentar elementos à experiência global. Eu estou deliberadamente separando as questões culturais dos temas políticos. Não acho que a noção de império da lei vai se aplicar na China da mesma maneira que no Ocidente. Mas eu acredito que a China será uma sociedade cada vez menos arbitrária. O que enfatizo é que a China tem um conceito muito diferente da relação entre Estado e sociedade e essa não é uma característica apenas do período comunista, mas do sistema chinês. O Estado ocupa uma posição diferente da que ocupa em sociedades ocidentais, ele desfruta de autoridade e legitimidade. O Estado chinês nunca teve sérios competidores, como a Igreja foi na Europa. O Estado chinês é extremamente competente. Muita gente fala sobre o Estado no Ocidente, mas não se discute a questão de sua competência. Acredito que nesse aspecto haverá um enorme interesse tanto de países em desenvolvimento quanto dos desenvolvidos de estudar a tradição do Estado chinês e sua competência.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Estadão: a arte de ser conduzido</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/23/estadao-a-arte-de-ser-conduzido/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 11:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Judas]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[O governador José Serra tem seu passado de grande homem público, economista influente, intelectual sólido. E de ampla indecisão, ainda mais em temas que exijam definições políticas.

A indecisão deixou o campo aberto para os novos ideólogos da oposição: a Mídia, isso, o Kamel, Otavinho, o Civita com toda aquela sofisticação política e analítica já conhecida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governador José Serra tem seu passado de grande homem público, economista influente, intelectual sólido. E de ampla indecisão, ainda mais em temas que exijam definições políticas.</p>
<p>A indecisão deixou o campo aberto para os novos ideólogos da oposição: a Mídia, isso, o Kamel, Otavinho, o Civita com toda aquela sofisticação política e analítica já conhecida. E o Estadão correndo atrás.</p>
<p>Aí eles descobrem a grande sacada: a menção de Lula a Judas e ao papel da imprensa. Manipula-se a declaração de Lula, para servir de bandeira oposicionista. Eureka! Genial! Descoberta a pedra filosofal a orientar daqui para frente a oposição. A ordem unida ecoa por todos os cantos. Ouve-se CNBB aqui, deputados ali, Fenaj acolá, repercutamos, repercutamos.</p>
<p>E o  Serra &#8211; que pode ter muitos defeitos, mas morre de medo do ridículo &#8211; é obrigado a ir atrás.</p>
<p>Daí o Estadão &#8211; que vive correndo atrás do eixo Veja-Globo-Folha invertendo a frase símbolo de São Paulo (não conduzo, sou conduzido)-, chega resfolegante para a repercussão, cerca Serra daqui, cerca dali e arranca uma declaração bombástica:</p>
<blockquote><p>‘A entrevista mostra bem o que é o Lula. De ponta a ponta, na forma e no conteúdo’, disse o governador de SP</p></blockquote>
<p>Bela frase, que não quer dizer absolutamente nada.</p>
<p>Aí o repórter insiste sobre o tema Judas:</p>
<blockquote><p>Questionado se concordava que uma aliança entre Jesus e Judas seria necessária para 2010, Serra respondeu: &#8220;Não sei. Quem fala com Cristo pode perguntar a ele&#8221;.</p></blockquote>
<p>Ou seja, para uma pergunta tola, uma resposta que não quer dizer nada.</p>
<p>Não falou nada, nada disse. Mas o Estadão solta a manchete exultante:</p>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-ironiza-presidente-lula-sobre-alianca-entre-jesus-e-judas,454943,0.htm" target="_blank">Serra ironiza presidente Lula sobre aliança entre Jesus e Judas</a></h3>
<h2><span id="more-36653"></span>Por Jotavê</h2>
<p>De um ponto de vista discursivo, a situação está insustentável. O Josias claramente baixou a guarda, apesar de ter mantido o tom moralizante (ou talvez exatamente em função dos limites que esse tom impõe a quem o adota). O editorial da Folha tenta equilibrar-se em distinções bizantinas – insinua que FHC era “pragmático”, ao passo que Lula é “conivente”. Como dizia minha tia: “hã hã…” O editorial do Estadão critica Lula por não ter dado nenhum passo no sentido de fazer a reforma política, esquecendo-se que a tal reforma depende exatamente dos votos no Congresso que obrigam o governo Lula (como obrigaram o de Fernando Henrique) a entregar parte do Estado brasileiro à pilhagem do PMDB. Os mais virulentos foram se refugiar na teologia, em busca de uma tábua de salvação. Por trás da retórica espalhafatosa, fica nítida a falta de opções argumentativas minimamente viáveis. Para amanhã, Dora Kramer promete um castelo de areia de própria lavra. Se ela, por qualquer motivo, não puder escrever seu arrazoado, o leitor não perderá coisa alguma. A previsibilidade é total. Roberto da Matta concorda e não concorda, mas, por via das dúvidas, não diz, nem desdiz. Para não dizerem que não disse o que deveria ser dito, aproveita para xingar Lula de ignorante.</p>
<p>Que ninguém se iluda com a verborragia dominante. Game over. A fonte secou.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>O jus sperniandi do Estadão</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 00:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[TJ]]></category>

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		<description><![CDATA[Por EDSON MEDEIROS
Qualquer leigo vai supor que depois de ter passado por um conselho (que entendo ser mais de 1 juiz, o jornal nao diz qtos) a decisão do TJ-DF tem algum embasamento técnico. Fica dificil sustentar sem algum tipo de censura.
Do Estadão
Conselho do TJ mantém jornal sob censura
MARIÂNGELA GALLUCCI – Agencia Estado

BRASÍLIA – O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por EDSON MEDEIROS</h2>
<p>Qualquer leigo vai supor que depois de ter passado por um conselho (que entendo ser mais de 1 juiz, o jornal nao diz qtos) a decisão do TJ-DF tem algum embasamento técnico. Fica dificil sustentar sem algum tipo de censura.</p>
<h3>Do Estadão</h3>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,conselho-do-tj-mantem-jornal-sob-censura,450046,0.htm" target="_blank">Conselho do TJ mantém jornal sob censura</a></h3>
<p>MARIÂNGELA GALLUCCI – Agencia Estado</p>
<p>BRASÍLIA – O jornal O Estado de S.Paulo continua sob censura. Os desembargadores do Conselho Especial do TJ rejeitaram hoje um recurso no qual era contestada a manutenção da liminar que impede a publicação de reportagem sobre a operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p>Ao contrário do ocorrido nos julgamentos anteriores, a discussão hoje foi aberta. Dois desembargadores do tribunal questionaram o fato de o julgamento não ter sido sigiloso, como nas outras oportunidades. A explicação foi a de que o TJ estava seguindo uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que exerce o controle externo do Judiciário e que nesta semana está fazendo uma inspeção no tribunal do Distrito Federal. Em setembro, o corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, pediu explicações ao TJ sobre os julgamentos secretos.</p>
<p>Na votação, os desembargadores confirmaram decisão tomada em setembro pelo Conselho Especial que afastou do processo o desembargador Dácio Vieira, autor da decisão que censurou o jornal. Mas o Conselho manteve a censura.</p>
<p>Os desembargadores também decidiram rejeitar um pedido para que Dácio Vieira fosse obrigado a pagar as custas do recurso no qual ele foi considerado suspeito para continuar a atuar como relator. Essas custas são estimadas em R$ 38. Esse pagamento está previsto no Código de Processo Civil.</p>
<p>A polêmica censura ao jornal foi decretada em julho pelo desembargador Dácio Vieira. Em decisão tomada em setembro, os desembargadores do Conselho Especial já tinham resolvido afastar Vieira do caso por considerar que ele deixou de ser isento ao atribuir ao jornal “ação orquestrada mediante acirrada campanha com o nítido propósito de intimidação”. (…)</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Pergunto: o Estadão pretende se colocar acima da lei? Qual a diferença entre a campanha do Estadão contra a sentença (reconfirmada agora) e a posição do MST em relação às leis?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os intelectuais delivery</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/12/os-intelectuais-delivery/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 12:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[delivery]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[intelectuais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Jotavê
É uma falta de vergonha que o Estadão “paça” a intelectuais que dêem sua opinião a respeito da suposta “censura” a que o jornal estaria sendo submetido. E é uma falta de vergonha maior ainda que esses intelectuais “aceitem” colaborar com o jornalão em sua “campanha” – pois é disso que se trata. Temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Jotavê</h2>
<p>É uma falta de vergonha que o Estadão “paça” a intelectuais que dêem sua opinião a respeito da suposta “censura” a que o jornal estaria sendo submetido. E é uma falta de vergonha maior ainda que esses intelectuais “aceitem” colaborar com o jornalão em sua “campanha” – pois é disso que se trata. Temos aqui claramente uma troca de favores – escreva aquilo que queremos que você escreva agora, e você continuará tendo espaço no jornal.</p>
<p>Mesmo os que acreditam naquilo que escrevem estão tendo uma atitude indigna. A razão é simples. Não há espaço algum para veiculação de opiniões contrárias e, além disso, a “troca” a que me referi acima está claramente posta sobre a mesa.</p>
<p>Quem a aceita se rebaixa, e permite que façamos mentalmente a seguinte pergunta: “O que contou mais, neste caso? A crença na justeza da tese? Ou a vontade de preservar relações amistosas com jornalistas que ocupam postos de direção num órgão influente?” Quem faz esta pergunta uma vez a respeito de uma pessoa, sentir-se-á no direito de fazê-la novamente no futuro, em quaisquer circunstâncias.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A autocompaixão do Estadão</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/11/a-autocompaixao-do-estadao/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 15:17:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[autoritário]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=35590]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Alexandre Leite
Em mais uma ação de marketing contra a suposta ‘censura’ o Estadão entrevista hoje a ‘especialista’ Lourdes Sola que vê um conjunto de tentativas para calar oposição.

Clique aqui.

Ela cita:

Censura contra o jornal desde o dia 31 de julho, por decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF);

Questionamentos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Alexandre Leite</h2>
<p>Em mais uma ação de marketing contra a suposta ‘censura’ o Estadão entrevista hoje a ‘especialista’ Lourdes Sola que vê um conjunto de tentativas para calar oposição.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091011/not_imp449121,0.php" target="_blank">Clique aqui.</a></p>
<p>Ela cita:</p>
<p>Censura contra o jornal desde o dia 31 de julho, por decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF);</p>
<p>Questionamentos do papel investigatório do Ministério Público por setores da Polícia Civil;</p>
<p>Ataques ao Tribunal de Contas da União (TCU)</p>
<p>Apenas a questão do TCU se refere ao governo federal e ao menos que se considere o TCU como tal, não se trata de tentar ‘calar oposição’. Defende-se apenas formas alternativas de punir irregularidades, já que parar obras por indícios tem um custo muito caro para todos.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Esta campanha de autocomiseração do Estadão entrou em um nível tão ridiculo que, esta semana, publicou matérias de organizações internacionais cobrando a interferência do Lula na Justiça, na questão da censura ao jornal.</p>
<p>Como assim? O Estadão cobrando do presidente da República a atitude autoritária de interferir em uma questão do Judiciário.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As investigações sobre o caso ENEM</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/02/as-investigacoes-sobre-o-caso-enem/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 13:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[vazamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos a algumas considerações sobre o caso do furto das provas do ENEM, a partir do que saiu hoje nos jornais.

Primeiro, as conclusões. Depois, o raciocínio por trás delas:

	 A probabilidade maior foi a de uma operação política. O pedido de dinheiro foi despiste.
	 Quem atuou foi uma quadrilha organizada, que procurou dois veículos não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos a algumas considerações sobre o caso do furto das provas do ENEM, a partir do que saiu hoje nos jornais.</p>
<p>Primeiro, as conclusões. Depois, o raciocínio por trás delas:</p>
<ul>
<li> A probabilidade maior foi a de uma operação política. O pedido de dinheiro foi despiste.</li>
<li> Quem atuou foi uma quadrilha organizada, que procurou dois veículos não estigmatizados por dossiês – Estadão e Record – para passar o furo.</li>
<li> Dois trombadinhas-laranja foram escalados para oferecer o material para a Folha no mesmo momento. Mas foi uma óbvia manobra de despiste.</li>
<li> Os bandidos deixaram claro que o sigilo de fonte era a maior garantia de impunidade para essas jogadas, reafirmando aquilo que detalhei à exaustão em “O Caso de Veja”: todo esquema de quadrilha especializada em dossiês tem, na ponta, a contraparte jornalística.</li>
<li> Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília.</li>
</ul>
<p>Vamos ao detalhamento, a partir das matérias publicadas (<a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000031209?nocover=true" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<p><span id="more-34759"></span>1.	Há duas maneiras de se fazer dinheiro com o ENEM. O usual – conhecido por esquemas que fraudam provas de vestibulares – é vender para cursinhos ou pais de aluno. É mais rentável mas supõe um esquema prévio armado. O outro modo é explorar politicamente o episódio. E, aí, há duas hipóteses a serem investigadas. Ou o esquema pretendia dinheiro oferecendo o dossiê a jornais (com o intuito de criar escândalos políticos)  ou atuava a serviço de alguma organização política.</p>
<p>2.	Na explicação dos bandidos aos repórteres do Estadão, fica claro que a melhor maneira de gerar escândalos criminosos é em parceria com veículos propagadores de dossiês (não é o caso do Estadão). Eles dizem claramente que o sigilo de fonte garante a impunidade, razão para não terem procurado o PSDB. Pode ser uma tentativa algo canhestra de explicar porque procuraram o jornal; pode ser uma tentativa de despiste.</p>
<p>3.	Três veículos foram procurados: Estadão, Record e, pelo que se sabe hoje pela leitura dos jornais, a própria Folha. Os que procuraram o Estado e a Record (não se sabe se são os mesmos) tinham claro conhecimento de fontes especializadas, sabiam das implicações políticas do caso e “adoçaram” a boca dos jornalistas acentuando que o caso poderia derrubar Ministros ou procurando legitimar o vazamento com toques moralistas. Os que procuraram a Folha precisaram se valer de um dono de pizzaria para conseguir o telefone do jornal.</p>
<p>4.	O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias &#8211; Folha e Veja -  estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.</p>
<p>5.	Qual a intenção de colocar dois trombadinhas para procurar a Folha, então? Uma possibilidade (não a única) é de despiste, soltar penas ao vento para dificultar o trabalho da Polícia Federal, ou colocá-la no encalço de trombadinhas-laranja desviando o foco dos verdadeiros autores.</p>
<p>6.	Foi uma manobra paulistana, não se tenha dúvida. No caso da Record e do Estadão, havia uma posição dos bandidos em, sempre, colocar Brasília como fonte do vazamento. Eram os filhos de deputados, ora o delegado da Polícia Federal, ora o funcionário do INEP. Ora, há todo um mercado de dossiês já estruturado em Brasília, em torno de sucursais ou dos próprios jornais locais. Uma possibilidade é que tenham atuado em São Paulo para fugir dos esquemas marcados em Brasília. Mas, sendo assim, a troco de quê a insistência em jogar os holofotes sobre supostas fontes brasilienses? Típica manobra de despiste: a operação foi paulistana, reforçada pelo fato de que o material que os repórteres do Estadão viram já eram provas impressas, e o INEP tinha apenas o print das questões em seus cofres.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Estadão contra grampos (dos outros)</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/29/o-estadao-contra-grampos-dos-outros/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 11:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[grampos]]></category>
		<category><![CDATA[vazamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de ser lembrado pelo Estadão - em matéria de uma página - que hoje é aniversário da censura que consagrou a gestão do Ricardo Gandour. Uma página inteira de celebração.

Nesse período, o Estadão abusou de gravações clandestinas contra políticos, fez pactos com arapongas da Polícia Federal, que lhe permitiram divulgar a perigosa conversa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ser lembrado pelo Estadão &#8211; em matéria de uma página &#8211; que hoje é aniversário da censura que consagrou a gestão do Ricardo Gandour. Uma página inteira de celebração.</p>
<p>Nesse período, o Estadão abusou de gravações clandestinas contra políticos, fez pactos com arapongas da Polícia Federal, que lhe permitiram divulgar a perigosa conversa de José Sarney com a neta, assumindo um padrão Folha incompatível com o histórico de seriedade do jornal.</p>
<p>Para completar esse ciclo cívico, o editorial de hoje reclama contra o vazamento seletivo de informações por arapongas lotados na Polícia Federal.</p>
<p>Auto-crítica? Não, não, que é isso. O editorial é seletivo na análise dos vazamentos seletivos: o protesto é contra o vazamento que ocorreu há dois anos, vitimando Gilmar Mendes (confundido com um Secretário de um estado nordestino), não contra o grampo na neta de Sarney, que permitiu ao Estadão ser a Folha.</p>
<h2><span id="more-34493"></span>Do Editorial do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090929/not_imp442526,0.php" target="_blank">&#8221;Vazamentos seletivos&#8221; de dados</a></h3>
<p>Em ofício enviado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, voltou a pedir ao Executivo que forneça os resultados do inquérito aberto pela Polícia Federal (PF), no ano passado, para apurar o vazamento de informações obtidas pela corporação em investigações protegidas por segredo de Justiça. O problema começou quando a PF passou a fazer operações espetaculosas, expondo a imagem pública de políticos e empresários presos em flagrante. Assim que os tribunais superiores tentaram coibir abusos, os órgãos de imprensa passaram a receber fitas, fotografias e degravações de conversas consideradas suspeitas entre as pessoas detidas pela corporação. Até magistrados tiveram conversas vazadas.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090929/not_imp442526,0.php" target="_blank">Continua</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ciência avança contra Aids</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/25/ciencia-avanca-contra-aids/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 13:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Pela 1ª vez, vacina reduz risco de aids
Apesar de preliminar, resultado apresentado ontem aponta queda de 31% na possibilidade de contrair a doença

Jamil Chade, GENEBRA

Pela primeira vez uma vacina contra a aids teve sua eficácia mensurável, diminuindo o risco de infecção. Os resultados foram divulgados ontem. Cientistas combinaram duas vacinas que isoladamente haviam fracassado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090925/not_imp440618,0.php" target="_blank">Pela 1ª vez, vacina reduz risco de aids</a></h3>
<p>Apesar de preliminar, resultado apresentado ontem aponta queda de 31% na possibilidade de contrair a doença</p>
<p>Jamil Chade, GENEBRA</p>
<p>Pela primeira vez uma vacina contra a aids teve sua eficácia mensurável, diminuindo o risco de infecção. Os resultados foram divulgados ontem. Cientistas combinaram duas vacinas que isoladamente haviam fracassado e descobriram que, juntas, elas podem reduzir em 31,2% o risco de uma pessoa ser infectada pelo HIV, vírus causador da aids.</p>
<p><span id="more-34164"></span></p>
<p>A comunidade internacional comemorou os resultados históricos, mas afirmou que há um longo caminho até que a vacina seja comercializada em larga escala. A Organização Mundial da Saúde (OMS) exige nível de proteção, no mínimo, de 70% a 80% para autorizar a venda.</p>
<p>A pesquisa custou US$ 105 milhões aos cofres dos Estados Unidos e foi realizada com 16,3 mil voluntários na Tailândia, local considerado um laboratório a céu aberto para testes de aids. Do total de voluntários, metade recebeu há três anos placebo (produto que não produz nenhum efeito) e o restante, uma dose de duas vacinas. A primeira &#8211; a Alvac, da empresa francesa Sanofi Pasteur &#8211; tinha o objetivo de imunizar o organismo contra o HIV e a segunda &#8211; Aidsvax, da entidade sem fins lucrativos Global Solutions for Infectious Diseases -, a missão de fortalecer sua resposta. O trabalho foi conduzido pelo Programa de HIV do Exército Americano, em colaboração com centros de pesquisa e com o Ministério de Saúde da Tailândia.</p>
<p>A OMS entrou com suporte logístico e técnico. O envolvimento de militares americanos demonstra, segundo a OMS, a preocupação da Casa Branca em relação à doença. Documentos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos consideram a aids uma &#8220;ameaça à segurança internacional&#8221;.</p>
<p>Em carta à OMS, o coronel Jerome Kim, que liderou os estudos no Departamento de Defesa dos EUA, declarou que o resultado é a &#8220;primeira evidência de que se pode ter uma vacina preventiva e segura&#8221;. A previsão era de que uma vacina seria obtida apenas em 2030.</p>
<p>A ONU estima que a aids mata todos os anos 2 milhões de pessoas no mundo &#8211; o total chega a 25 milhões desde que a doença foi descoberta, há 25 anos. Atualmente há 33 milhões de infectados. Em várias regiões, a aids nutre o subdesenvolvimento e a pobreza. Por já terem fracassado em avaliações anteriores, a decisão dos EUA de voltar a testá-las foi criticada por cientistas. Parte da comunidade científica chegou a atacar o projeto, alertando que um fracasso geraria perda de dinheiro e de credibilidade.</p>
<p>TESTES</p>
<p>Antes de participar dos testes, os 16 mil voluntários fizeram exames para comprovar que não eram portadores do HIV. Eles foram aconselhados a usar preservativos e instruídos a não adotar comportamento de risco. A cada seis meses, eles realizavam novamente os exames. A Defesa dos EUA garantiu acesso gratuito a remédios para os contaminados.</p>
<p>O sinal verde para a pesquisa foi dado em 2006 pela OMS. Três anos depois, os cientistas chegaram aos primeiros resultados. Entre os 8,1 mil vacinados, 51 foram contaminados. Entre os que tomaram placebo, o número chegou a 74. Tanto os cientistas como a OMS garantiram que o resultado não se tratou de mera casualidade.</p>
<p>Uma das dificuldades é que não há garantia de que as vacinas teriam o mesmo impacto em outras regiões do mundo porque o tipo de HIV encontrado na Ásia não é o mesmo da África. &#8220;Ainda resta saber se a vacina poderia ser aplicada em outras partes do mundo com populações com outras características genéticas e diferentes subtipos de HIV&#8221;, alertou a OMS.</p>
<p>Os tipos de HIV usados na vacina foram o B &#8211; predominante na Europa, EUA e América Latina &#8211; e o E, predominante na Ásia. O vírus mais comum na África, região mais atingida, não foi testado. Em relação ao Brasil não há provas de que possa funcionar, mas os cientistas se mostram mais otimistas, já que o subtipo de aids encontrado no País também é o B.</p>
<p>Os resultados, que serão oficialmente apresentados em outubro, foram comemorados ao redor do mundo. &#8220;Finalmente, depois de tantos momentos de depressão, estamos vendo uma luz&#8221;, declarou a diretora do Departamento de Vacinas na OMS, Marie Paul Kyeni, que nos anos 1990 desenvolveu a tecnologia que possibilitou o teste na Tailândia. &#8220;Esse é um dia muito significativo e uma grande conquista da ciência&#8221;, disse Seth Berkley, presidente da Iniciativa Internacional em Vacina contra a Aids.</p>
<p>A OMS acredita que uma vacina poderá frear a expansão do vírus ao redor do mundo e ter um impacto significativo até na redução da pobreza. Mas, enquanto o produto não chega, afirma a organização, todas as medidas de prevenção precisam ser reforçadas &#8211; orientações de comportamento sexual, distribuição de preservativos, campanhas de informação e uso de seringas descartáveis.</p>
<p>COMEMORAÇÃO</p>
<p>Jerome Kim</p>
<p>Coronel do Programa de Pesquisa do Exército Americano</p>
<p>&#8220;É a primeira evidência de que se pode ter uma vacina preventiva e segura&#8221;</p>
<p>Witthaya Kaewparadai</p>
<p>Ministro de Saúde da Tailândia</p>
<p>&#8220;O resultado é um grande progresso científico&#8221;</p>
<p>Mitchell Warren</p>
<p>Diretor executivo da Coalizão em Defesa da Vacina contra a Aids</p>
<p>&#8220;Vivemos um dia histórico&#8221;</p>
<p>Anthony Fauci</p>
<p>Diretor dos Institutos Nacionais de Saúde</p>
<p>&#8220;Não é o fim da estrada, mas a partir desse avanço podemos chegar a grandes conquistas&#8221;</p>
<p>PERGUNTAS E RESPOSTAS</p>
<p>Por que os testes feitos na Tailândia são tão importantes?</p>
<p>Pela primeira vez desde que pesquisadores começaram a desenvolver vacinas contra a aids, há 18 anos, um teste obteve</p>
<p>resultados mensuráveis. O anterior, realizado pela Merck,</p>
<p>foi suspenso em 2007</p>
<p>Os brasileiros serão beneficiados por essa vacina?</p>
<p>Não há garantias de que a vacina terá o mesmo impacto em outras regiões do mundo. Isso porque há vários tipos e subtipos de HIV. Mas os cientistas estão otimistas porque na pesquisa foi utilizado o tipo B &#8211; segundo o Ministério da Saúde, 90% dos brasileiros que têm aids possui esse tipo</p>
<p>O que será feito agora?</p>
<p>Ainda há um longo caminho até que a vacina possa ser disponibilizada para a população. A taxa de proteção precisa subir dos atuais 31,2% para 70%</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A escuridão do Estadão</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/04/a-escuridao-do-estadao/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 15:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

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		<description><![CDATA[Não adianta. Quando se coloca a partidarização como único direcionador da análise, ninguém é poupado, nem os editorialistas do Estadão. A análise que fazem do pré-sal, no editorial de hoje, é bisonha, não está à altura da experiência dos editorialistas.

Deveriam deixar esse papel das análises desinformadas para os focas.
Do Estadão
A escuridão do pré-sal
Não adianta perguntar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não adianta. Quando se coloca a partidarização como único direcionador da análise, ninguém é poupado, nem os editorialistas do Estadão. A análise que fazem do pré-sal, no editorial de hoje, é bisonha, não está à altura da experiência dos editorialistas.</p>
<p>Deveriam deixar esse papel das análises desinformadas para os focas.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090904/not_imp429357,0.php" target="_blank">A escuridão do pré-sal</a></h3>
<p>Não adianta perguntar ao presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, qual será o valor da capitalização da empresa para a exploração do pré-sal. Ele ainda não conhece a resposta, embora o presidente Lula cobre do Congresso a votação de um projeto a respeito do assunto. Tudo isso parece muito complicado, muito estranho e muito diferente do procedimento normal em qualquer negócio conduzido com boa-fé e transparência, mas a história é essa mesma. Só se conhecerá o valor, segundo Gabrielli, depois de fixado o preço para cada 1 dos 5 bilhões de barris prometidos pelo governo à estatal como reforço financeiro.</p>
<blockquote><p>Má fé haveria se, antes de saber o valor, a Petrobras definisse a fatia de participação dessas reservas aportadas ao seu capital.</p></blockquote>
<p><span id="more-32836"></span>Com base nisso, a companhia saberá o custo desse adiantamento e quanto precisará receber do Tesouro para aumentar seu capital. Tudo isso ele explicou numa teleconferência com analistas de mercado, quarta-feira. Qualquer número antes da avaliação dos 5 bilhões de barris, ele havia dito no dia anterior, será uma &#8220;especulação infundada&#8221;.</p>
<p>Com ou sem fundamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, havia mencionado um aporte de capital de US$ 50 bilhões, com base numa estimativa de US$ 10 por barril. Ele não explicou por que se deveria adotar essa estimativa, nem o significado exato desse valor. Limitou-se a repetir um número citado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na reunião ministerial sobre o esquema da nova exploração de petróleo. Outras fontes citaram estimativas de US$ 2,5 a US$ 10 para a compra dos direitos de exploração.</p>
<blockquote><p>Estimativa não é valor fechado.</p></blockquote>
<p>Tudo isso é muito vago, mas essa avaliação indicará quanto a Petrobrás deverá pagar ao governo pela extração de petróleo. Afinal, os 5 bilhões serão apenas emprestados e representarão uma dívida para a empresa. Com base nisso será calculada a capitalização necessária. &#8220;Estamos nadando em incertezas, dando um cheque pré-datado, sem saber ainda quanto vamos ter lá na frente, no futuro&#8221;, disse o especialista David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, numa entrevista ao jornal O Globo. &#8220;Estamos falando&#8221;, acrescentou, &#8220;de algo para acontecer daqui a 15, 20 anos.&#8221;</p>
<blockquote><p>Conversa do David, que, na qualidade de consultor renomado, tem interesses diretos no negócio. O valor será calculado em seis meses, quanto terminam as avaliações técnicas necessárias. Ele mistura o fluxo de recebíveis (em 15, 20 anos) com a avaliação dos 5 bilhões de barris (que será em meses). E o Estadão entra nessa falta de sutileza.</p></blockquote>
<p>Talvez um cheque pré-datado ainda seja uma avaliação otimista. Também se poderia falar de um cheque em branco. Se for aprovado o projeto de concessão onerosa, sem licitação, do direito de exploração de até 5 bilhões de barris, a União será autorizada a realizar um adiantamento sem valor determinado. O mesmo projeto autoriza a União a subscrever ações da Petrobrás e a integralizá-las com títulos da dívida pública. Quanto custará ao Tesouro essa operação? Mistério insondável, até agora.</p>
<blockquote><p>Insondável nada. Tem-se um valor aproximado que, dentro de alguns meses, será um valor preciso.</p></blockquote>
<p>Também não se sabe qual será a contribuição dos acionistas minoritários nem se eles terão disposição para aplicar mais dinheiro num negócio sujeito à intervenção, ao arbítrio e aos interesses de quem comandar a política energética e a Petro-sal, a empresa projetada para coordenar a exploração das novas áreas.</p>
<blockquote><p>O Estadão é mais realista que o presidente do Conselho da BMF, Armínio Fraga, que considerou a operação transparente .</p></blockquote>
<p>Talvez apareçam investidores ansiosos por entrar na aventura, mas isso, por enquanto, é só uma hipótese. De toda forma, o presidente Lula se mostra preocupado, neste momento, não com a atração dos investidores privados, mas com o controle da exploração das novas áreas petrolíferas. A produção só começará dentro de 15, 20 anos, mas o aparato de intervenção será construído logo depois de aprovado pelo Congresso. A Petrobrás terá uma posição privilegiada, com participação mínima de 30% em todos os projetos de exploração, e acima dela ficará a Petro-sal, com enorme poder de arbítrio. Com esse esquema se ampliam imediatamente as oportunidades para a prática da corrupção e de desmandos de todo tipo. Só a longo prazo conheceremos a sua eficiência na exploração do petróleo e do gás do pré-sal. Mas o projeto é obviamente mais político do que econômico.</p>
<blockquote><p>Mas como prática de corrupção, se haverá um sócio com 70% fiscalizando tudo?</p></blockquote>
<p>Se fosse econômico, as autoridades teriam procurado mostrar, entre outros pontos, por que o regime de partilha será mais conveniente que o esquema de concessão, usado até agora com resultados excelentes. A descoberta do pré-sal é uma das provas da eficácia do regime em vigor. Mas a discussão desse ponto preliminar e essencial não foi aberta. O sistema de partilha, como foi lembrado por especialistas, tem sido adotado principalmente em países de baixo nível de desenvolvimento com alto índice de corrupção e regimes autoritários. Nada disso parece uma boa recomendação.</p>
<blockquote><p>Essa história de analisar o processo através da analogia com outros países que o adotaram é típica de quem não consegue analisar o sistema em si. As explicações foram dadas exaustivamente (<a href="http://www.cliptime.com.br/services/clippingm/noticia_email.asp?a=CONFEA&amp;b=36055E50&amp;c=2/9/2009" target="_blank">clique aqui</a>). Em vez de estudar o tema, o editorialista limitou-se a essa comparação canhestra com países atrasado &#8211; sem informar que, mesmo com toda insegurança jurídica deles, o investimento estrangeiro existe.</p></blockquote>
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		<title>O Estadão quer privatizar o fundo soberano</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 11:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Edison Lobão]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[fundo soberano]]></category>

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		<description><![CDATA[Manchete de primeira página do Estadão
Governo criará fundo para ampliar controle do pré-sal
Bancos e investidores privados serão impedidos de participar do empreendimento
Fui ler a matéria intrigado. Nela, o repórter questionando o Ministro das Minas e Energia Edison Lobão sobre o tratamento privilegiado dado a um fundo público, em detrimento do privado. E o Lobão dando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manchete de primeira página do Estadão</p>
<blockquote><p>Governo criará fundo para ampliar controle do pré-sal</p></blockquote>
<blockquote><p>Bancos e investidores privados serão impedidos de participar do empreendimento</p></blockquote>
<p>Fui ler a matéria intrigado. Nela, o repórter questionando o Ministro das Minas e Energia Edison Lobão sobre o tratamento privilegiado dado a um fundo público, em detrimento do privado. E o Lobão dando umas explicações meio capengas.</p>
<p>Pensei, que raios de fundo é esse, que não foi mencionado até agora em nenhum trabalho ou matéria?</p>
<p>Levou um tempo para descobrir que o jornal estava falando do &#8220;fundo soberano&#8221;, um instituto criado em todos os países que têm grandes saldos em exportação &#8211; e todos eles sendo fundo estatais e geridos pelo Estado, para projetos intergeracionais (isto é, que aproveitem a riqueza finita proporcionada pelo petróleo para garantir o bem estar das futuras gerações, quando o petróleo acabar).</p>
<p>O Estadão estava questionando o caráter estatal do fundo soberano &#8211; que, por definição é estatal &#8211; e sugerindo a participação do capital privado. E o Ministro Lobão, explicando direitinho &#8211; e inutilmente &#8211; a natureza dos fundos soberanos.</p>
<p>O Estadão pensou em privatizar o fundo soberano. Matéria campeã!</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/09/soberano02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32794" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/09/soberano02.jpg" alt="" width="500" height="302" /></a></p>
<p>Fonte: Booz</p>
<h2><span id="more-32793"></span>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090903/not_imp428813,0.php" target="_blank">Governo terá fundo financeiro para pré-sal</a></h3>
<p>Lu Aiko Otta e Leonardo Goy</p>
<p>O governo pretende criar um novo fundo financeiro que investirá na exploração dos campos do pré-sal. Ele terá tratamento privilegiado, pois será o único sócio não petroleiro admitido pela União naqueles empreendimentos. Com o fundo, o Estado pode aumentar ainda mais sua presença na exploração das jazidas.</p>
<p>Bancos e fundos de investimento privados estão proibidos de integrar os consórcios do pré-sal. Podem fazê-lo apenas na condição de financiadores das empresas do setor de petróleo que se propuserem a ser sócias da União. As regras constam do projeto de lei que cria o sistema de partilha de produção em petróleo, apresentado esta semana pelo governo.</p>
<p>&#8220;Será um tratamento especial&#8221;, admitiu o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista ao Estado. &#8220;Não estamos dando um tratamento especial para a Petrobrás? Então vamos dar também ao fundo.&#8221;</p>
<p>Questionado sobre as possíveis reações negativas, ele recorreu ao discurso político. &#8220;De quem será o interesse do novo fundo? Do povo brasileiro. Será que alguém pode ser contra?&#8221; O novo fundo, que ainda não tem nome, sairá do Fundo Social &#8211; aquele formado com a parte da União na exploração do pré-sal, que terá como objetivo investir na área social. Por isso, foi chamado informalmente por Lobão de &#8220;fundo do fundo&#8221;.</p>
<p><!--more-->Lobão explicou que o Fundo Social terá de investir o dinheiro da União no Brasil e no exterior de forma a obter rendimentos, a exemplo do que fazem outros países produtores de petróleo que têm fundos soberanos. Esses rendimentos é que financiarão os programas de combate à pobreza, educação, ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura.</p>
<p>O &#8220;fundo do fundo&#8221; seria uma entre as várias opções de investimento do Fundo Social. &#8220;Estamos convencidos que essa será uma atividade muito rentável, e esses fundos (soberanos) investem mundo afora em atividades dessa natureza&#8221;, comentou. &#8220;Se o Fundo Social entender que no pré-sal há grandes perspectivas de rentabilidade, poderá, eventualmente, através do fundo a ser criado, participar do investimento.&#8221; Nesse caso, o &#8220;fundo do fundo&#8221; correria os mesmos riscos dos sócios privados. Ou seja, ele teria de bancar toda a etapa de investigação quanto à existência de petróleo na área a ser explorada.</p>
<p>Somente nos casos em que o campo se revelar rentável, os custos dessa pesquisa serão reembolsados pela União, na forma de óleo. Caso contrário, os potenciais sócios do governo ficarão no prejuízo.</p>
<p>Assim, o Estado estará presente nos consórcios de exploração do pré-sal de quatro formas: com a União, que terá a maior parte do óleo produzido; a Petrobrás, que será a operadora; a Petro-sal, que será a &#8220;olheira&#8221; da União e, eventualmente, com o &#8220;fundo do fundo&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A cobertura do pré-sal</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 12:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32729]]></guid>
		<description><![CDATA[Clique aqui para várias matérias sobre o pré-sal.

É insuperável a incapacidade de alguns jornais de abordar de forma consistente temas relevantes.

A cobertura segue invariavelmente o padrão da exploração de conflitos, a ideia do jogo de futebol, em que se tem um vencedor e um perdedor, um acusador e uma vítima. É um jornalismo da Candinha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Clique aqui para várias matérias sobre o pré-sal.</p>
<p>É insuperável a incapacidade de alguns jornais de abordar de forma consistente temas relevantes.</p>
<p>A cobertura segue invariavelmente o padrão da exploração de conflitos, a ideia do jogo de futebol, em que se tem um vencedor e um perdedor, um acusador e uma vítima. É um jornalismo da Candinha, que, em cada entrevista, escolhe a frase que pode gerar fofoca.</p>
<p>Ontem foi anunciado o plano do governo para o pré-sal. É um tema que conquistou interesse mundial. Praticamente o mundo inteiro acompanhando esse evento, analisando as medidas, suas consequências para o país e para a indústria do petróleo.</p>
<p>Quando se entra no índice da Folha, quais são os temas principais:</p>
<p>A Eliane Cantanhêde abordando a importantíssima parte do discurso de Lula em que ele critica o modelo de FHC. Em um evento que &#8211; para o bem ou para o mal &#8211; entrará para a história do país, selecionou a parte que amanhã já terá sido esquecida.</p>
<p>A matéria principal do caderno Dinheiro é: &#8220;Lula lança pré-sal com ataque a tucanos&#8221;.</p>
<p>A incapacidade de entender os impactos no longo prazo, a ignorância sobre o fator tempo na vida das nações é estonteante. Olha a autoridade com que Valdo Cruz definiu o evento:</p>
<blockquote><p>No fundo (a discussão sobre royalties), um grande teatro, já que o pré-sal começará a produzir em escala comercial lá por volta de 2015. Até lá, mudar ou não mudar o sistema de royalties pouca importa, porque não haverá cobrança significativa desses impostos no petróleo do pré-sal.</p></blockquote>
<p>Ou seja, presidente, governadores, saindo do espaço exíguo de seu mandato para batalhar pelo que irá para o país ou para seus estados pelas próximas décadas, e a análise prospectiva do Valdo dizendo que é bobagem, porque os royalties só serão pagos no distantíssimo ano de&#8230; 2015.</p>
<p>Outro visionário de meio metro é Alexandre Garcia, em seu comentário na Globo:</p>
<blockquote><p>O presidente chegou a relacionar os beneficiários com a riqueza da profundeza: além da pobreza, educação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente. Isso é que é planejamento. Como o pré-sal vai começar a produzir em 2015, na melhor hipótese, são planos para quem suceder à pessoa que suceder ao presidente Lula.</p></blockquote>
<p>Inacreditável! Está-se falando em benefícios inter-geracionais &#8211; isto é, que vão atingir as próximas gerações &#8211; e nosso visionário Alexandre não consegue enxergar além de 2015.</p>
<h2>O Estadão</h2>
<p>Ao contrário das futilidades da Folha, o Estadão deu uma cobertura bem mais consistente, identificando os pontos centrais do projeto:</p>
<p>•	tom nacionalista;</p>
<p>•	fortalecimento do Estado</p>
<p>•	a capitalização da Petrobras;</p>
<p>•	o fato de que as regras não deverão afugentar os estrangeiros;</p>
<p>•	a queda nas cotações da Petrobras, com as novas regras de capitalização</p>
<p>E mais um conjunto relevante de matérias, mostrando que o diretor da sucursal Ruy Nogueira conseguiu um salto de qualidade relevante.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Deu no New York Times</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/31/deu-no-new-york-times/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 14:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[direito de resposta]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32711]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Gunnar Kelsch
O NYT de hoje noticía, com um certo atraso, a “censura” ao Estadão e expõe ações similares de outros países do nosso continente. Clique aqui.
Comentário
No almoço de sexta-feira, conhecio Ricardo Gandour, diretor de redação do Estadão. Ao contrário do Turquinho da Veja, é árabe do interior e não se envergonha da ascendência, cumprimenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Gunnar Kelsch</span></strong></h2>
<p>O NYT de hoje noticía, com um certo atraso, a “censura” ao Estadão e expõe ações similares de outros países do nosso continente. <a href="http://www.nytimes.com/2009/08/31/world/americas/31brazil.html?_r=1&amp;src=twt&amp;twt=nytimes" target="_blank">Clique aqui.</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>No almoço de sexta-feira, conhecio Ricardo Gandour, diretor de redação do Estadão. Ao contrário do Turquinho da Veja, é árabe do interior e não se envergonha da ascendência, cumprimenta as pessoas com um &#8220;firme?&#8221; que nem eu. Em suma, uma simpatia.</p>
<p>Veio me cumprimentar, disse-lhe que estava pegando no seu pé com a história de que o Estadão estava sofrendo uma censura similar à do Estado Novo. Fez uma veemente defesa da liberdade de imprensa contra a censura prévia.</p>
<p>Argumentei que, se não der ao atacado um dos direitos fundamentais &#8211; o de resposta &#8211; a imprensa fica sem legitimidade para combater o veto prévio às matérias. Qual a defesa do atacado, a não ser recorrer à Justiça.</p>
<p>Lembrei que, no debate na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), um dos advogados, palestrante, levantou as novas linhas do direito de imprensa, que defendem inclusive o direito de resposta simultâneo ao da publicação da notícia. Ou seja, em qualquer notícia com ataques a terceiros, eles deveriam ser previamente comunicados e ter o espaço assegurado junto da própria matéria publicada.</p>
<p>Gandour considerou que inviabilizaria o modelo de produção jornalística. Pergunto: com os abusos cometidos pela mídia, sem permitir o direito de resposta, os jornais não estariam induzindo a esses movimentos de defesa mais radicais?</p>
<p>Tomo meu caso. Há mais de um ano sofri um ataque do parajornalista da Veja. Entrei com o pedido de direito de resposta na improvável Vara de Pinheiros. A juíza não deu provimento à queixa, alegando erros na inicial. Foi a mesma juíza que considerou que os ataques do parajornalista a Paulo Henrique Amorim faziam parte do seu estilo, não se configurando injúria &#8211; posteriormente, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou penal e civilmente o parajornalista, comprovando uma diferença abissal de interpretação em relação à juíza.</p>
<p>Meu caso foi para o TJSP, a esta altura decorrido quase um ano. Os advogados da Abril, por sua vez, solicitando que, em vista do tempo decorrido, o processo deveria ser extinto. A 11a Câmara de Direito Criminal do TJSP considerou que a juíza estava errada, a partir do voto do presidente e relator Guilherme Strengler, de 17 de junho passado.</p>
<p>A juíza errou em uma interpretação básica da lei, básica. É direito dela errar. E é especialista na matéria, caindo para ela quase todas as ações de direito de resposta contra a Abril. Mas perdi um ano nessa brincadeira. Agora, o processo volta para a juíza, que terá que proferir sua sentença.</p>
<p>Se não tivesse um histórico jornalístico e o espaço aberto pela blogosfera, teria sido destruído por essa irresponsabilidade.</p>
<p>Agora, pergunto: se para conseguir fazer valer direitos básicos, uma pessoa tem que cumprir essa maratona, bancando custos de advogado e sem ter a menor garantia de que o pleito será atendido, qual a legitimidade da mídia para questionar o embargo de matérias?</p>
<p>A maior ameaça à liberdade de imprensa é a insensibilidade da mídia para com os direitos básicos dos atingidos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A arte de manipular notícias</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/26/a-arte-de-manipular-noticias/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 10:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
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		<category><![CDATA[Laryssa Borges]]></category>
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		<description><![CDATA[Por WIllian Gonçalves
Como distorcer uma notícia

Dêem uma olhada nessa manchete:
Registros podem confirmar reunião entre Lina e Dilma, dizem fontes
O título dessa matéris induz ao erro. O típo de leitor que para nas chamadas e não se aprofunda no texto vai entender tudo errado. No princípio achei que era uma notícia bomba, porque funcionários da presidência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por WIllian Gonçalves</span></strong></h2>
<p>Como distorcer uma notícia</p>
<p>Dêem uma olhada nessa manchete:</p>
<h3><a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3940466-EI7896,00-Fontes+do+Planalto+ha+registro+de+possivel+reuniao+de+Dilma+e+Lina.html" target="_blank">Registros podem confirmar reunião entre Lina e Dilma, dizem fontes</a></h3>
<p>O título dessa matéris induz ao erro. O típo de leitor que para nas chamadas e não se aprofunda no texto vai entender tudo errado. No princípio achei que era uma notícia bomba, porque funcionários da presidência estariam admitindo o tal do encontro, e no entanto ao ler a matéria o que se vê é que afirmam que, na verdade, todos os visitantes são registrados. Como já foi dito que não existe registro da visita da Lina, então isso comprovaria na verdade que ela está mentindo.</p>
<p><span id="more-32561"></span>Alem disso, porque usar o termo “fontes” se a própria matéria os identifica como assessores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil. Seria para dar um ar de segredo inconfessável ao fato?</p>
<p>A Laryssa Borges que me desculpe, mas isso para mim é mau jornalismo</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O cozidão do jornalismo pátrio</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 10:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aparelhamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Lina]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Lina Vieira assumiu a Receita, os jornalões acusaram a nomeação de "aparelhamento" do órgão. Bastou se tornar um instrumento da oposição para sua saída ser anunciado como início do "aparelhamento".

Em plena era da informação, vai de ridículo a ridículo essas manobras retóricas.
Por Deise
Nassif, encontrei a matéria toda do Estadão, com título:

quarta-feira, 29 de outubro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Lina Vieira assumiu a Receita, os jornalões acusaram a nomeação de &#8220;aparelhamento&#8221; do órgão. Bastou se tornar um instrumento da oposição para sua saída ser anunciado como início do &#8220;aparelhamento&#8221;.</p>
<p>Em plena era da informação, vai de ridículo a ridículo essas manobras retóricas.</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Deise</span></strong></h2>
<p>Nassif, encontrei a matéria toda do Estadão, com título:</p>
<p>quarta-feira, 29 de outubro de 2008, 07:47 | Online</p>
<p>Chefe da Receita loteia cargos entre sindicalistas</p>
<p>AE &#8211; Agencia Estado</p>
<p>BRASÍLIA &#8211; Com seis anos de atraso, os sindicalistas chegaram ao poder na Receita Federal. Desde que assumiu o cargo, no dia 31 de julho, a nova comandante do órgão, Lina Maria Vieira, vem discretamente substituindo os ocupantes dos principais cargos. O processo tem o seguinte padrão: para as superintendências regionais, preferencialmente sindicalistas; para a estrutura central da Receita em Brasília, técnicos.</p>
<p>Para a superintendência de São Paulo, Lina escolheu Luiz Sérgio Fonseca Soares, até então presidente da delegacia sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco) em Belo Horizonte. Subordinada a ele, comandando a Delegacia Especial de Instituições Financeiras, está Clair Maria Hickman, ex-diretora de Estudos Técnicos da Unafisco.</p>
<p>A superintendência em Minas Gerais foi entregue a Eugênio Celso Gonçalves, que era o secretário de Contabilidade da Unafisco em Belo Horizonte. Antes, Eugênio presidiu o sindicato em meados dos anos 80 e foi chefe da delegacia sindical de Belo Horizonte entre 1991 e 1993. Para chefiar a 4ª Região Fiscal, que abrange os Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, o escolhido foi Altamir Dias de Souza, ex-presidente da delegacia sindical da Unafisco em Salvador e vice-presidente da diretoria nacional do sindicato entre 1999 a 2001.</p>
<p><span id="more-32560"></span>Conhecida dos colegas por atuações de destaque em assembléias do sindicato, a auditora Eliana Polo Pereira foi nomeada para comandar a estrutura da Receita no Rio de Janeiro e Espírito Santo. De perfil também técnico, ela chefiou a Divisão de Tributação da Receita naquele Estado. Para comandar a Receita na Região Norte, foi nomeado Esdras Esnarriaga Júnior, ligado à Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip).</p>
<p>Para os funcionários experientes da Receita, o fato de sindicalistas terem sido guindados ao comando das unidades regionais do órgão aumenta o risco de atuação política. Existem parâmetros para a definição de pessoas e empresas a serem visitadas pelos fiscais, mas o superintendente e os delegados têm autonomia para definir as estratégias de fiscalização e arrecadação. Por outro lado, os sindicalistas são todos aprovados em concurso público. Portanto, ao menos em tese, têm preparo para assumir essas funções.</p>
<p>Alguns técnicos negam que haja algum projeto político de aparelhamento e dizem que a secretária está apenas trocando “a turma do Everardo”. Sempre falando sob condição de se manterem no anonimato, esses técnicos dizem que a Fazenda está pondo um ponto final na influência do ex-secretário Everardo Maciel, que comandou a Receita nos dois mandatos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e prolongou sua influência no órgão por mais seis anos e meio do governo Lula com a escolha de Jorge Rachid &#8211; substituído por Lina em julho passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>
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		<title>As faces da mentira</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 10:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
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		<category><![CDATA[Lina]]></category>
		<category><![CDATA[reunião]]></category>

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		<description><![CDATA[A esta altura, até pela leitura da Época - que pertence ao mesmo grupo - O Globo sabe que a tal reunião entre Lina e Dilma não existiu. A Folha sabe, o Estadão sabe.

Mas a intenção do jogo não era chegar à verdade. Era mentir sistematicamente até que a pecha de mentirosa pegasse na vítima. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esta altura, até pela leitura da <strong>Época</strong> &#8211; que pertence ao mesmo grupo &#8211; <strong>O Globo</strong> sabe que a tal reunião entre Lina e Dilma não existiu. A <strong>Folha</strong> sabe, o <strong>Estadão</strong> sabe.</p>
<p>Mas a intenção do jogo não era chegar à verdade. Era mentir sistematicamente até que a pecha de mentirosa pegasse na vítima. Em plena segunda, com a trama desvendada, prosseguem mentindo.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/08/rodolfo-fernandes2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32501 alignleft" style="float: left" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/08/rodolfo-fernandes2.jpg" alt="" width="90" height="110" /></a>Matéria de capa de hoje de <strong>O Globo</strong> (na foto, o diretor de redação Rodolfo Fernandes):</p>
<p>Dilma sai de cena para evitar desgaste</p>
<p>Matéria interna:</p>
<blockquote><p>Já o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a ministra se enfraqueceu muito com o episódio de Lina Vieira e não se sustenta mais como candidata do governo à sucessão de Lula.</p>
<p>- Ela mentiu muito, foi mentindo, mentindo, mentindo, e agora querem tirá-la de cena para repaginar seu currículo. Por conta dela mesma, despencou, e é irreversível. Esse remendo em pneu velho não surte efeito, tem que trocar o pneu. Se o governo não trocar de candidato, vai perder por antecipação. O brasileiro não quer um presidente mitômano &#8211; avalia.</p></blockquote>
<p>Demóstenes é o sujeito que participou da mentira com Gilmar Mendes em torno do grampo falso da Veja.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/08/otavinoh1.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-32502 alignleft" style="float: left" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/08/otavinoh1.jpeg" alt="" width="112" height="83" /></a>Na <strong>Folha (</strong>na foto, o diretor de redação Otávio Frias Filho<strong>)</strong>, o grande pensador Fernando Rodrigues cria o conceito de &#8220;patrimonialismo da informação&#8221; para abordar exclusivamente a falta de imagens no sistema do Palácio. Dias antes, escreveu um artigo inteiro chamando a Ministra de mentirosa &#8211; com base em uma mentira. Anos atrás, passou um mês dando sobrevida a uma armação de sua fonte preferida &#8211; Gilberto Miranda &#8211; o dossiê Cayman.</p>
<p>Internamente, nenhuma matéria do jornal sobre o desmascaramento de Lina.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/08/ricardo_gandour1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-32503 alignleft" style="float: left" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/08/ricardo_gandour1.jpg" alt="" width="96" height="96" /></a>No <strong>Estadão (</strong>na foto, o diretor de redação Ricardo Gandour<strong>)</strong>, também nenhuma menção ao dia 19 &#8211; dia que Lina dava como sendo da suposta reunião. A matéria fala que a base se mobiliza para evitar a convocação de Dilma.</p>
<p>Pergunto, em que mundo estão? Graças à Internet, esse factóide foi desmontado. Centenas de milhares de leitores de Internet &#8211; dentre os quais, os melhores leitores do Estadão, Folha e Globo &#8211; sabem que estão sendo enganados, ludibriados, sabe que mentiram para eles.</p>
<p>Onde se pretende chegar? O Estadão faz um drama com a decisão do desembargador em proibir a divulgação de um tema sob sigilo da notícia. Pergunto ao Gandour: qual o direito que tem um jornal de manipular a informação, de mentir e, depois de descoberta a mentira, não se corrigir?</p>
<p>Como se pretende alçar a liberdade de imprensa ao panteão das grandes liberdades civis, com essa desmoralização persistente? Não percebem que estão fazendo o jogo dos inimigos da democracia, que estão legitimando o chavismo? Quando irá cair a ficha desses destrambelhados?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os excessos do Plano Diretor de São Paulo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/21/os-excessos-do-plano-diretor-de-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 17:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
		<category><![CDATA[Plano Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Revisão do Plano Diretor
Urbanistas e associações de bairro conseguiram convencer vereadores e o governo municipal de que foram cometidos excessos na proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE). O projeto de revisão enviado à Câmara Municipal modificou substancialmente o plano, o que é vedado pela Lei do Plano Diretor. Ao ser aprovada, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090821/not_imp422286,0.php" target="_blank">Revisão do Plano Diretor</a></h3>
<p>Urbanistas e associações de bairro conseguiram convencer vereadores e o governo municipal de que foram cometidos excessos na proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE). O projeto de revisão enviado à Câmara Municipal modificou substancialmente o plano, o que é vedado pela Lei do Plano Diretor. Ao ser aprovada, em 2002, essa lei estabelecia que a sua revisão fosse feita a cada quatro anos. Seu artigo 293 limita a revisão à inclusão de programas e obras que apenas acompanhem o crescimento da cidade sem, no entanto, desestruturar o conjunto de diretrizes do Plano Diretor, que só devem produzir resultados a longo prazo.</p>
<p>O Plano Diretor foi elaborado a partir de objetivos como o repovoamento do centro da cidade, a instalação de um sistema de transporte coletivo integrado e de qualidade, a preservação das áreas de proteção ambiental, a urbanização de zonas precariamente ocupadas e a geração de empregos na periferia que desestimulem os grandes deslocamentos.</p>
<p><span id="more-32415"></span></p>
<p>A tramitação do Plano Diretor não foi um modelo de participação popular nem de lisura na elaboração legislativa. A votação final do projeto ocorreu na madrugada de 23 de agosto de 2002 e, para conseguir os 43 votos necessários à aprovação, o governo Marta Suplicy aceitou a inclusão de emendas de vereadores que alteraram o zoneamento em algumas áreas até então estritamente residenciais.</p>
<p>Mesmo não sendo o ideal, o Plano Diretor dotou São Paulo de um instrumento de ordenamento urbano, depois de mais de três décadas de ocupação desordenada. Regras predefinidas pelo Estatuto das Cidades foram incorporadas ao planejamento urbano da capital, entre elas o IPTU progressivo, destinado a evitar a retenção especulativa de terrenos urbanos.</p>
<p>A lei do Plano Diretor deveria ser regulamentada até 2005, o que não ocorreu. Passados sete anos, a influência do PDE na vida, no ordenamento e na paisagem de São Paulo é imperceptível. O governo municipal abandonou alguns projetos alinhados com as diretrizes do Plano. Algumas metas, como a melhoria do transporte público, a construção de corredores exclusivos de ônibus e os projetos de moradia popular no centro da cidade, regrediram nesse período.</p>
<p>Há meses a cidade assiste à novela da revisão do Plano Diretor, atrasada em quase três anos. Urbanistas e entidades travaram debate acirrado com o governo e vereadores, acusando os autores da proposta de revisão de terem desestruturado o Plano, desarticulando os vínculos estabelecidos por ele entre as políticas sociais e urbanas. O relator do Plano Diretor Estratégico, Nabil Bonduki, afirma que foi eliminado da proposta que tramita na Câmara o capítulo que estabelece os objetivos relacionados à educação, saúde, cultura, emprego e outros.</p>
<p>Mas o que mais revolta os urbanistas é o fato de a proposta suprimir as macroáreas, que estabeleciam diretrizes de ordenamento urbano compatíveis com as características de cada região da capital. A coordenadora do Movimento Defenda São Paulo, Lucila Lacreta, diz que o fim das macroáreas seria um cheque em branco para as empresas da construção civil, que poderiam, assim, construir sem respeitar as características de cada região e sua capacidade de absorção de novos empreendimentos ou de adensamento.</p>
<p>Empreiteiras estimam que as mudanças permitiriam a injeção de R$ 35 bilhões na construção civil, com a correspondente geração de empregos e de impostos.</p>
<p>Mais de 180 associações de bairro se organizaram e, na semana passada, após três audiências públicas, entregaram uma carta aos vereadores exigindo a volta das macroáreas ao texto do projeto de revisão. Conseguiram do relator da revisão, vereador José Police Neto (PSDB), o compromisso da reinclusão da divisão da cidade, onde toda ocupação deverá respeitar as características predefinidas de cada região.</p>
<p>O Plano Diretor precisa ser incorporado à vida da cidade como instrumento de ordenamento urbano e de defesa dos interesses da população &#8211; e não para gerar negócios imobiliários.</p>
]]></content:encoded>
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