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	<title>Luis Nassif &#187; empresas</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Porque o câmbio é fundamental</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 10:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
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		<description><![CDATA[Do Último Segundo
Coluna Econômica 19/11/2009
Vamos entender de forma simplificada o efeito câmbio sobre a economia brasileira.

Os personagens do jogo:

* Empresa Interna

* Empresa Externa

* Fornecedor Interno (que vende para a Empresa Interna)

* Fornecedor Externo

* Consumidor Interno (que é o trabalhador da Empresa Interna)

* Consumidor Externo

O que ocorre nesse universo quando a moeda nacional (o real) se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/11/19/porque+o+cambio+e+fundamental+9125881.html" target="_blank">Do Último Segundo</a></h3>
<h2>Coluna Econômica 19/11/2009</h2>
<p>Vamos entender de forma simplificada o efeito câmbio sobre a economia brasileira.</p>
<p>Os personagens do jogo:</p>
<p>* Empresa Interna</p>
<p>* Empresa Externa</p>
<p>* Fornecedor Interno (que vende para a Empresa Interna)</p>
<p>* Fornecedor Externo</p>
<p>* Consumidor Interno (que é o trabalhador da Empresa Interna)</p>
<p>* Consumidor Externo</p>
<p>O que ocorre nesse universo quando a moeda nacional (o real) se valoriza em relação à moeda internacional (o dólar):</p>
<p><span id="more-39102"></span></p>
<p>1. A Empresa Interna compra insumos do Fornecedor Interno e vende para o Consumidor Interno e para o Consumidor Externo.</p>
<p>2. Aí o dólar se desvaloriza e os produtos externos ficam mais baratos. Em um primeiro momento, a Empresa Interna passa a adquirir gradativamente insumos do Fornecedor Externo. Barateia seus produtos e melhora o poder aquisitivo do Consumidor Interno (porque os produtos vendidos ficam mais baratos). Melhorando o poder aquisitivo, o mercado interno cresce.</p>
<p>3. À medida que o dólar vai se desvalorizando, mais e mais a Empresa Interna aumentará sua compra do Fornecedor Externo. Com isso, o Fornecedor Interno vai reduzindo suas vendas e demitindo o Consumidor Interno.</p>
<p>4. Nesse segundo momento, a Empresa Interna terá cada vez mais dificuldades em vender para o Consumidor Externo, porque o dólar mais barato tornará seus produtos (cotados em reais) mais caros do que os concorrentes externos.</p>
<p>5. Internamente, a Empresa Interna aumentará cada vez mais a compra de insumos externos. No começo, alguns componentes; depois vai substituindo componentes mais complexos, fabricados no país, por produtos importados. Com isso, além de enfraquecer sua rede de Fornecedores Internos, precariza cada vez mais sua força de trabalho. A importação acaba substituindo o desenvolvimento interno. Com isso, os melhores empregos acabam sendo transferidos para os Fornecedores Externos.</p>
<p>6. No terceiro tempo, a Empresa Externa invade o mercado com produtos mais baratos. E a Empresa Interna demitirá mais e mais sua força de trabalho.</p>
<p>***</p>
<p>Até agora se falou de empresas já instaladas e consolidadas no país. Mas com o dólar desvalorizado, torna-se extremamente difícil o aparecimento de empresas de conteúdo tecnológico – que são aquelas que geram os melhores empregos.</p>
<p>Japão, Coréia, China, seguiram um caminho único – que pareceu se abrir para o Brasil em 2003, quando houve uma maxidesvalorização cambial espontânea, que fugiu ao controle do Banco Central.</p>
<p>***</p>
<p>Muitas pequenas empresas, com produtos com algum grau de tecnologia, entravam no mercado internacional graças ao preço mais barato – proporcionado pelo câmbio favorável. Esse processo ocorreu amplamente no Brasil em 2003.</p>
<p>À medida que as vendas fossem aumentando, as empresas cresceriam, ganhariam musculatura e passariam mais e mais a investir em pesquisa, inovação, a melhorar a qualidade de seus produtos. Foi esse mesmo procedimento que transformou a Sony, Toshiba, Toyota, LG, Samsung em multinacionais globais.</p>
<p>***</p>
<p>As pequenas empresas brasileiras que arriscaram em 2003 foram varridas do mapa pela posterior apreciação do real. Quando o câmbio estiver no lugar certo, outras nascerão para retomar o caminho perdido.</p>
<h2>Por Rodrigo Medeiros</h2>
<p>Câmbio no lugar certo leva em conta o diferencial de produtividade médio de um país em relação aos seus principais parceiros comerciais. Não há um número exato, pois na vida não lidamos com certezas absolutas.</p>
<p>O texto está bem didático. Até um adepto da idiotia neoliberal é capaz de compreender. Talvez fique difícil para um adepto mais ortodoxo.</p>
<p>Creio ser interessante acrescentar que depois de algum tempo de dólar desvalorizado (real apreciado) fica muito difícil reconstruir setores que foram varridos pelo populismo cambial. Ganham os rentistas e alguns setores que têm nas importações uma importante fonte de renda, porém perde o sistema econômico nacional em renda.</p>
<p>Vejamos:</p>
<p>Y = C + I + G + EL</p>
<p>Quando se aprecia a moeda de um país em desenvolvimento em relação à moeda de circulação internacional , sente-se de imediato uma retração dos investimentos produtivos (I) e um desequilíbrio nas exportações líquidas (EL).</p>
<p>O produto interno bruto (Y) desse país pode continuar crescente por algum tempo com base no aumento do consumo (C). No entanto, déficits nas transações correntes precisarão ser compensados de alguma forma.</p>
<p>Deve-se elevar a taxa básica de juro para atrair poupança externa? Para a turma da idiotia neoliberal a resposta é sempre afirmativa. Já para os desenvolvimentistas, novos e antigos, a resposta não deve ser dada nesse sentido.</p>
<p>Os neoliberais defendem uma retração dos gastos públicos, que, por sua vez, afetará as compras governamentais (G), o nível de emprego formal e o produto interno bruto (Y).</p>
<p>Como fugir então da armadilha cambial? Não há respostas consistentes da parte da idiotia neoliberal.</p>
<p>A direção do IPEA e o professor Bresser-Pereira têm escrito muito sobre o assunto.</p>
<p>Links: <a href="http://www.ipea.gov.br; http://www.bresserpereira.org.br/" target="_blank">http://www.ipea.gov.br; http://www.bresserpereira.org.br/</a>.</p>
<h2>Por Ale AR</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>vai um gráfico que exemplifica seu ponto de vista (e o de todos, a exceição do BC)</p>
<p><img class="alignnone" src="http://idisk.mac.com/aalvaro-Public/DOLXEXP.png" alt="" width="736" height="451" /></p>
<p>A fatia dos produtos básicos do bolo exportador subiu de 28% para 43% entre 2003 e 2009</p>
<p>A dos produtos manufaturados caiu de 53% para 43%.</p>
<p>O dólar barato nos relega ao eterno papel de produtores de bananas.</p>
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		<item>
		<title>Governo x multinacionais brasileiras</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/20/governo-x-multinacionais-brasileiras/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 10:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[multinacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Último Segundo 
Coluna Econômica 20/10/2009
A caminhada do país rumo a um papel mais relevante no cenário mundial esbarra em alguns problemas culturais entranhados. Um deles é a visão provinciana, de quem não consegue entender as relações entre governos e grandes empresas.

Grandes multinacionais são extensão dos governos nacionais.

Lembro-me de um episódio, anos atrás, em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/luis_nassif/2009/10/20/governo+x+multinacionais+brasileiras+8883912.html" target="_blank">Do Último Segundo </a></h3>
<h2>Coluna Econômica 20/10/2009</h2>
<p>A caminhada do país rumo a um papel mais relevante no cenário mundial esbarra em alguns problemas culturais entranhados. Um deles é a visão provinciana, de quem não consegue entender as relações entre governos e grandes empresas.</p>
<p>Grandes multinacionais são extensão dos governos nacionais.</p>
<p>Lembro-me de um episódio, anos atrás, em que um presidente da Volkswagem do Brasil – austríaco – teceu algumas considerações sobre o “apagão” energético. A reação transbordou as críticas contra a Volks e quase se tornou um caso diplomático.</p>
<p>***<br />
<span id="more-36377"></span><br />
Grande parte do poderio norte-americano no mundo resultou dessa aliança governo-grandes empresas. Da parte do governo, essa relação se manifesta nos acordos comerciais, nos tratados sobre direitos autorais, nas disputas na Organização Mundial do Comércio, no financiamento da expansão dessas empresas.</p>
<p>De sua parte, as multinacionais nacionais têm a obrigação de oferecer a contrapartida, garantindo investimentos no país, abrindo espaço para outros setores poderem exportar, ajudando a reforçar a diplomacia comercial nos países em que estiver instalada.</p>
<p>***</p>
<p>O avanço da economia brasileira permitiu a montagem de várias frentes setoriais. Há as empreiteiras que, nas grandes obras em outros países, podem carregar consigo um bom volume de fornecedores, seja de insumos e alimentos para a obra, até como exportadores para os países em questão.</p>
<p>Uma segunda frente relevante é no agronegócios. Nos últimos anos foram feitos investimentos vultosos na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Simultaneamente, Lula montou caravanas de usineiros que visitaram a África, América Central oferecendo know how e equipamentos brasileiros para a produção de etanol nessas regiões. A diplomacia do etanol, aliás, é das mais promissoras, especialmente no relacionamento com regiões tropicais.</p>
<p>Outra frente que se abre é a dos grandes frigoríficos, que começam a se espalhar pelo mundo.</p>
<p>***</p>
<p>Ao provocar a Vale, para que aumente seus investimentos e, em seguida, fustigar as siderúrgicas, Lula deu o pontapé inicial no jogo – que terá que ser aprofundado por seus sucessores.</p>
<p>A Vale tem um programa de investimentos, sim. Ofereceu projetos a siderúrgicas brasileiras e a contrapartida do minério e de investimentos. Mas a situação interna do país, especialmente a defasagem do câmbio, inibiu os investimentos.</p>
<p>Se, de um lado, Lula, tem razão em cobrar investimentos da Vale e das siderúrgicas, tem que oferecer a contrapartida de um ambiente econômico mais competitivo.</p>
<p>Reside nessa dupla cobrança a riqueza desse relacionamento Estado-multi.</p>
<p>Esse ambiente passa por pressões sobre o Banco Central por taxas de juros civilizadas, melhoria de infra-estrutura, modelo cambial mais competitivo, racionalização das leis de meio ambiente (agilizando sem reduzir os cuidados).</p>
<p>***</p>
<p>É essa a dinâmica que irá vigorar nos próximos anos. Direitos e responsabilidades recíprocos preparando o Brasil para um papel cada vez mais relevante.</p>
<p>O BC e os juros – 1</p>
<p>Enquanto o IPCA tem um avanço discreto na semana, os outros índices de inflação apresentam trajetórias distintas, segundo o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central a partir da consulta a diversas instituições financeiras. O IGP-DI (Índice Geral de Preços &#8211; Disponibilidade Interna) estimado para o fim deste ano desacelerou pela segunda semana consecutiva, passando de -0,27% para -,29%</p>
<p>O BC e os juros &#8211; 2</p>
<p>Na avaliação mensal, os indicativos para outubro foram mantidos em 0,30%, enquanto os dados de novembro desaceleraram pela segunda semana consecutiva, passando de 0,38% para 0,37%. Contudo, o prognósticos suavizado pelos próximos 12 meses apresentou crescimento, de 4,14% para 4,17%, uma alta estatisticamente irrelevante. Para 2010, os números foram mantidos em 4,50%.</p>
<p>O BC e os juros &#8211; 3</p>
<p>O IGP-M (Índice Geral de Preços &#8211; Mercado) para o fim deste ano seguiu estável em -0,60% pela primeira semana. Em termos mensais, a instabilidade também deu o tom dos prognósticos para outubro (0,28%) e novembro (0,35%). Na avaliação suavizada para os próximos 12 meses, o indicador avançou de 4,13% para 4,15%. Da mesma forma que o IGP-DI, os dados para 2010 seguiram estáveis em 4,50%.</p>
<p>O BC e os juros &#8211; 4</p>
<p>Já o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para o fim deste ano apresentou crescimento, passando de 4% para 4,02%. Na avaliação mensal, os indicativos para outubro caíram de 0,32% para 0,31%, enquanto os dados para novembro subiram de 0,35% para 0,36%. A taxa manteve seu ritmo de avanço para os próximos 12 meses (suavizado) pela sexta semana consecutiva, ao subir de 4,22% para 4,28%.</p>
<p>A demanda por crédito -1</p>
<p>A demanda das empresas por crédito desacelerou pela segunda vez consecutiva, segundo dados divulgados pela consultoria Serasa Experian.  No comparativo com agosto, a queda da procura em setembro chegou a 0,9%, mas a retração ante 2008 chega a 4%. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, a queda do volume de pedidos chegou a 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p>A demanda por crédito &#8211; 2</p>
<p>A retração foi puxada pelas micro e pequenas empresas – o único segmento a registrar baixa no período, e que já acumula queda de 5,8% no ano. Por outro lado, as médias e grandes companhias aumentaram seu volume de pedidos por crédito no mês em 1% e 0,7%, respectivamente. Ao longo de 2008, as médias empresas acumulam uma queda de 4,6% em relação ao mesmo período no ano anterior, enquanto as grandes companhias apresentam um acréscimo de 2,6% durante o período.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A punição às empresas que corrompem</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/a-punicao-as-empresas-que-corrompem/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 13:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[punição]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Projeto do governo prevê até fechar empresa que paga propina
Proposta, em fase de conclusão na CGU e no Ministério da Justiça, será encaminhada ao Congresso neste mês
Felipe Recondo
As empresas que cometem crimes contra a administração pública na tentativa de obter vantagem poderão passar a ser punidas civil e administrativamente pelo Estado. Aquelas que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090705/not_imp397988,0.php" target="_blank">Projeto do governo prevê até fechar empresa que paga propina</a></h3>
<p>Proposta, em fase de conclusão na CGU e no Ministério da Justiça, será encaminhada ao Congresso neste mês</p>
<h3>Felipe Recondo</h3>
<p>As empresas que cometem crimes contra a administração pública na tentativa de obter vantagem poderão passar a ser punidas civil e administrativamente pelo Estado. Aquelas que se beneficiam do pagamento de propina a servidores públicos, de fraudes em licitação, da lavagem de dinheiro e da maquiagem de serviços e produtos vendidos ao governo poderão ser multadas, impedidas de receber benefícios fiscais, fechadas temporariamente ou extintas, a depender da gravidade dos fatos. A novidade consta do projeto de responsabilização das pessoas jurídicas, que está em fase de conclusão na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Ministério da Justiça. O texto será encaminhada ao Congresso ainda neste mês.</p>
<p>A legislação atual praticamente blinda essas empresas. Quando se envolvem em escândalos de corrupção, no máximo são punidas pelo mercado: a marca e a imagem são deterioradas e os clientes fogem para a concorrência. Se não houver esse prejuízo simbólico, porém, a empresa continua a funcionar normalmente. O Estado, hoje, não pode fazer praticamente nada contra elas.</p>
<p>(&#8230;)<br />
JULGADOR</p>
<p>Com a legislação atual, a punição pela prática de outros crimes fica restrita ao funcionário, à pessoa física, como o diretor da empresa. &#8220;Tudo o que está previsto no novo projeto já é crime, mas hoje não temos a possibilidade de punir a pessoa jurídica&#8221;, diz o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.</p>
<p>O novo texto determina que a empresa, independentemente dos processos contra seus dirigentes, será julgada pelos atos praticados por seus funcionários ou representantes, mesmo que ela não tenha expressamente dado a ordem para que o crime fosse cometido ou obtido alguma vantagem. Por ser um julgamento administrativo, a intenção é garantir o máximo de celeridade no trâmite dos processos.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>É uma medida em linha com a era da informação. Não sei até que ponto o Judiciário aceitará, mas é inevitável que o processo de ampla transparência seja acompanhado do aumento de punições, para crime de corrupção, sob pena de inviabilizar a governabilidade no país. Escreverei sobre essa tendência na parte da tarde</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As empresas e o desafio das redes sociais</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/15/as-empresas-e-o-desafio-das-redes-sociais/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/15/as-empresas-e-o-desafio-das-redes-sociais/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 17:57:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por pompeu
CAPACIDADE DE ORGANIZAÇÃO EM REDE DESAFIA EMPRESAS (favor enviar o link)

"Professor da Universidade de Nova York analisa amadorização de massa.

No Reino Unido, o HSBC resolveu oferecer contas sem juros no cheque especial para universitários e recém-formados. Em agosto de 2007, o banco mudou de idéia e avisou que, em duas semanas, mudaria a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por pompeu</h2>
<p>CAPACIDADE DE ORGANIZAÇÃO EM REDE DESAFIA EMPRESAS (favor enviar o link)</p>
<p>&#8220;Professor da Universidade de Nova York analisa amadorização de massa.</p>
<p>No Reino Unido, o HSBC resolveu oferecer contas sem juros no cheque especial para universitários e recém-formados. Em agosto de 2007, o banco mudou de idéia e avisou que, em duas semanas, mudaria a sua política. Essa mudança criou um movimento no Facebook, serviço de rede social, em que milhares de estudantes se organizaram pela internet, protestaram e trocaram informações sobre como mudar de banco. O grupo do Facebook chegou a marcar para setembro um protesto em frente aos escritórios do HSBC em Londres. Não precisou ser feito, pois o banco voltou atrás.<br />
… aponta que não foi o descontentamento de seus clientes que fez o HSBC mudar de idéia, mas o</p>
<p>DESCONTENTAMENTO ORGANIZADO DOS CLIENTES.<span id="more-29423"></span></p>
<p>A internet reduziu as barreiras que existiam para as pessoas se organizarem e formarem grupos de acordo com seus interesses, o que coloca um desafio para empresas, governos e outras organizações. &#8220;Isso não quer dizer que as instituições vão desaparecer&#8221;, explicou Shirky: &#8220;As empresas precisam descobrir quando e como seus clientes vão querer interagir entre si, e extrair valor disso.&#8221;</p>
<p>AMADORES</p>
<p>Essa capacidade de organização sem a necessidade de ter uma empresa por trás já deu resultados importantes, como o sistema operacional Linux (desenvolvido por programadores voluntários) e a Wikipédia (enciclopédia escrita por amadores não-remunerados). A rede mundial trouxe para a publicação de informações o fenômeno de AMADORIZAÇÃO DE MASSA.</p>
<p>Ou seja, uma grande massa de amadores passa a ser capaz de fazer coisas que antes eram restritas a profissionais. &#8220;Ser um profissional é, necessariamente, ser uma minoria&#8221;, afirmou Shirky. &#8220;Meus alunos estranham quando digo que, em 1995, se uma pessoa comum quisesse dizer alguma coisa num cenário global, não poderia. Mesmo se quisesse falar num cenário local ou regional, precisava convencer um jornal a publicar sua carta, ou uma rádio a deixá-lo falar.&#8221; Hoje, quem tem alguma coisa a falar pode publicar na internet.</p>
<p>A &#8220;amadorização de massa&#8221; destrói profissões. Shirky cita o caso dos escribas. A invenção dos tipos móveis por Gutenberg trouxe uma onda de alfabetização que tornou os escribas obsoletos. Se a internet tornou a publicação acessível a todos, os jornalistas são os escribas modernos? &#8220;A situação hoje é que a distância entre jornalistas profissionais e amadores desapareceu&#8221;, disse o professor. &#8220;Isso não quer dizer que no fim da escala já não dá para identificar quem é amador e quem é profissional. Quer dizer que não existe mais uma linha clara que divide os dois grupos.&#8221;</p>
<p>Ele citou o caso de experiências como a Off the Bus, nas eleições americanas, em que um grupo de jornalistas-cidadãos (não-profissionais) conseguiu entrevistar todos os superdelegados democratas, quando um profissional conseguiria ouvir no máximo dez. &#8220;Esses grupos de pessoas não estão substituindo os jornalistas, mas estão coletando informações.&#8221;</p>
<p>E qual é a situação dos jornais nesse novo cenário? &#8220;É interessante&#8221;, afirmou Shirky. &#8220;Alguns jornais estão tão próximos dos meios de produção que pensam em si mesmos como fabricantes e distribuidores de coisas. Se os jornais conseguirem se reformar economicamente, fora do modelo de distribuir papel e tinta em caminhões, podem ir bem.&#8221;</p>
<h2><strong><span class="row-title"> Por Sofia</span></strong></h2>
<p>Relembro Pierre Levy. Segundo ele, enquanto aumenta a interactividade aumentam também nossas capacidades cognitivas.</p>
<p>E os exemplos são inúmeros: <a rel="nofollow" href="http://www.change.org/my_change/home">http://www.change.org/my_change/home</a> que está reunindo não somente idéias para mudar o mundo como pessoas e suas afinidades, principalmente desejosos de ver direito, justiça e segurança num outro patamar: negros, árabes e palestinos, sem teto, gays, tráfico de seres humanos, genocídio, direitos das mulheres…. Pense na reunião de todas estas pessoas num único lugar dialogando e se descobrindo, se reconhecendo como grupo…</p>
<p>trecho do que está no wikipedia sobre ele Levy:<br />
“Segundo o filósofo, “as redes de computadores carregam uma grande quantidade de tecnologias intelectuais que aumentam e modificam a maioria das nossas capacidades cognitivas”, ou seja, o computador é um instrumento de troca, de produção e de estocagem de informações, tornando-se desta forma, um instrumento de colaboração. A televisão, ao contrário, para Lévy, é um meio de comunicação passivo, pois não proporciona ao receptor nem troca de informação, nem interatividade, pois ao assistir uma programação na TV, o receptor apenas absorve as informações, mas não consegue interagir com o emissor.</p>
<p>Lévy afirma ainda que “a comunicação interativa e coletiva é a principal atração do ciberespaço”. Isso ocorre porque a Internet é um instrumento de desenvolvimento social. Ela possibilita a partilha da memória, da percepção, da imaginação. Isso resulta na aprendizagem coletiva e na troca de conhecimentos entre os grupos.”</p>
<p>Interconectados</p>
<p>Temas como “inteligência emergente” (Steven Johnson), “coletivos inteligentes” (Howard Rheingold), “cérebro global” (Francis Heylighen), “sociedade da mente” (Marvin Minsky), “inteligência conectiva” (Derrick de Kerckhove), “redes inteligentes” (Albert Barabasi), “inteligência coletiva” (Pierre Lévy), “capital social” (James Coleman e Robert Putnam) são cada vez mais recorrentes nas análises e debates que apontam para uma mesma situação: estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que só faz crescer.</p>
<p>[editar] Ética de afirmação</p>
<p>Em Spinoza, Deleuze (Spinoza et le problems de l’expression:1968) encontra uma “ética de afirmação” ou uma “política dos corpos”. Este encontro ocorre através de uma abordagem semiológica de Spinoza em sua teoria da expressão e, através, ainda, de Foucault via “A era da representação” em “As palavras e as coisas” (1966) onde é estabelecida uma relação representativa entre o conhecimento e o mundo. Nesta leitura de Deleuze, Spinoza paga tributo à dimensão da expressão em si mesma – e conseqüentemente ao que é expressivo – significante – e ao que é expresso – significado. Seguindo este paradigma, Spinoza descreve a constituição de ‘boas idéias’ através de dois corpos entrando em contato: “quando dois corpos se encontram, sua influência mútua não é instituída simplesmente pela discussão mas através da troca de argumentos dentro dos limites de uma afeição mútua, ‘a conexão ocorre através da ‘expressão’. A formação de um ‘senso comum’ (notio communis) – literalmente – começa quando há o encontro de dois (ou mais) corpos e &#8211; onde ‘corpo’ pode também ser compreendido como corpo ‘intelectual’ ou um ‘corpo de conhecimentos’. Os julgamentos morais aqui, não são obtidos através do ‘sensu communis’ como em Kant, onde eles são produto de uma relação de respeito a uma hipotética comunidade universal do humano, aqui, eles emergem da conjunção com o outro ou com os outros em todas as suas múltiplas singularidades, compondo um volátil conjunto destas – um Novo – em contínuo devir.</p>
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		<title>As S/As e as empresas familiares</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 17:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[S/A]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alexandre Fabian
Com respeito da frase:

“Alega-se que o capitalismo do “valor ao acionista” exige que o índice dos ativos/capital seja maximizado. O excedente de capital reduz o retorno sobre o patrimônio dos acionistas e atua como um dreno sobre os lucros por ação.”

Fico pensando que ainda no li nenhum artigo que reflita sobre as mudanças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Alexandre Fabian</span></strong></h2>
<p><a href="mailto:a.fabian@plaenge.com.br"></a>Com respeito da frase:</p>
<p>“Alega-se que o capitalismo do “valor ao acionista” exige que o índice dos ativos/capital seja maximizado. O excedente de capital reduz o retorno sobre o patrimônio dos acionistas e atua como um dreno sobre os lucros por ação.”</p>
<p>Fico pensando que ainda no li nenhum artigo que reflita sobre as mudanças que estamos tendo no Brasil nesta passagem de empresas fechadas familiares para empresas de capital aberto em bolsa.</p>
<p>Os dois tipos de empresa, por exemplo, reagem de forma bem distinta em momentos de crise.</p>
<p>No meu entendimento, p.e., as empresas e capital aberto sao levadas muito mais rapidamente a demitir e mostrar ações de redução de custos que as de capital fechado &#8211; inclusive anunciando isto aos quatro ventos, como se fosse algo ‘positivo’ &#8211; e do ponto de vista do ‘acionista’ pulverizado efetivamente é.</p>
<p>As de capital fechado &#8211; notadamente as de controle familiar &#8211; não sofrem esta pressão do mercado, e podem agir pensando no médio e no longo prazo também. E normalmente não ‘anunciam’ demissões……..</p>
<p>Dentre outros temas a respeito, as enormes diferenças de ‘compromisso’ de empresas de capital aberto ou fechado com as cidades e regiões onde foram fundadas ou teem a sua sede.</p>
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