06/11/2009 - 07:00
Por miope
Comentario: A China desenvolveu um concorrente para o 145 entre 1999 e 2009, a Embraer chegou em Harbin em 2003. Certamente os chineses aprenderam com a Embraer. Agora o modelo chines ja conta com mais de 200 pedidos enquanto a Embraer enfrenta queda nas vendas. Transferir mais uma linha de montagem para Harbin significa ensinar aos chineses mais sobre materiais e aerodinamica.
Do Folhaonline: A Embraer está negociando com a China a montagem de aviões maiores naquele país. O objetivo é convencer o governo chinês a concluir a compra de 45 jatos brasileiros, discutida já há mais de três anos, além de garantir a sobrevida da fábrica que a empresa mantém na cidade chinesa de Harbin.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u646021.shtml
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Tags: aviação, China, Embraer
13/10/2009 - 14:37
Por Luiz Guilherme Menezes Lopes
O KC-390, a ser desenvolvido pela Embraer, será um concorrente competitivo no mercado internacional de aeronaves destinadas ao transporte de tropas e de carga.
Nos próximos 15 anos, cerca de 700 aeronaves dessa categoria deverão ser subtituídas por modelos mais novos, e por isso, a Embraer, com o apoio do governo federal, deverá lançar-se nesta empreitada.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia
Tags: Embraer, KC 390
08/09/2009 - 10:45
Nos anos 80, a Embraer fechou um acordo de parceria tecnol]ogica com os italianos, para a construção do modelo AMX.
Até então, a empresa só fabricava turbo-hélices, aviões de 50 lugares, como o Bandeirantes e a Brasília e o Tucano.
O AMX era subsônico. Mas permitiu à Embraer entender os princípios dos jatos, do motor à aerodinâmica.
Dessa experiência nasceu a família 145, que transformou a Embraer em um dos grandes players mundiais na área da fabricação de aviões.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa
Tags: AMX, Embraer
04/07/2009 - 08:15
Do Estadão
Contratos atuais garantem funcionamento da unidade chinesa apenas até meados de 2011
Raquel Landim e Mariana Barbosa
A operação industrial da Embraer na China está em risco. Com o cancelamento de pedidos e sem novas encomendas, a empresa cogita fechar as portas da fábrica de Harbin, no norte do país, onde são feitos aviões do modelo ERJ 145.
Pelos contratos em vigor, a Embraer tem serviço para manter a unidade funcionando apenas até a metade de 2011. Se não surgirem novos pedidos, a avaliação é que não faz sentido seguir montando aviões na China.
A decisão de manter ou não a fábrica no país asiático deve ser tomada até meados do ano que vem. “Os próximos movimentos estratégicos para a nossa presença industrial na China devem ser definidos dentro de doze meses”, diz o presidente da Embraer, Frederico Curado.
Segundo o executivo, o prejuízo para encerrar as operações não seria grande. A Embraer e sua parceira China Aviation Industry Corporation (Avic) aplicaram US$ 25 milhões no negócio. Apesar da brasileira possuir 51% da joint venture, a sócia chinesa construiu a maior parte da infraestrutura.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios
Tags: China, Embraer
16/06/2009 - 11:47
Por Cesar A
Assuntos militares causam impacto na imprensa mas são muito pouco conhecidos pela imensa maioria, muita desinformação divulgada por especialitas que usam a midia para favorecer lobbies e reportagens que demonstram a falta de pesquisa total.
Tudo bem se defesa fosse como videogame, fadas, RPG… um assunto para quem curte apenas, mas não é, tem repercussões para o pais, tem enormes somas de dinheiro envolvido, tem reflexos históricos etc.
Ai vem um ministro que parece ser um cara letrado(???), um brasileiro com sotaque americano deveria ser inteligente, deu aula em Harvard!!
Ai o sujeito vem e fala em parceria com os russos… ele ja entrou no Google e pesquisou como foram as parcerias em projetos aeronauticos dos russos? são todos casos complicadissimos, onde sempre o outro lado se limitou a gastar, normalmente muito, e aprender quase nada e no final ficar com produto de segunda. Leia mais »
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Tags: aviação, Embraer, Rússia
09/05/2009 - 07:54
Por Fabio Lobo
Este produto (KC-390) tem tudo para repetir o sucesso recente dos E-Jets e dos jatos executivos da Embraer, pois estará chegando ao mercado na hora certa. A Embraer estima que até 2015 vários operadores do C-130 Hércules já estarão procurando seus substitutos e não haverá nada similar ao KC-390 no mercado. Quase todos C-130 ainda em operação estarão chegando ao fim da vida útil.
A última versão do Hércules ainda em produção, o C-130J, é relativamente caro para muitas Forças Aéreas (principalmente as pequenas), custando cerca de US$ 80 milhões. A Embraer estima que o preço do KC-390 fique na faixa dos US$ 50 milhões, além de apresentar desempenho superior ao C-130J em praticamente todos os parâmetros de vôo.
Vale lembrar que outros fabricantes já iniciaram estudos de projetos semelhantes ao KC-390 após o anúncio pela Embraer de estudos do seu projeto em 2007. Tem tudo para dar certo!
Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios
Tags: Embraer, Hércules
15/04/2009 - 07:57
Por basílio
Se é que é do interesse de alguém:
1. A tecnologia dos aviões da Embraer não é americana, as turbinas sim, não existem de fabricação nacional, bem como de alguns aviônicos.
2. Os Búfalos estão sendo substituídos pelo Casa espanhol, nomeados na FAB, SC-105 Amazonas, e já em operação.
3. O jato KC-390 da Embraer é uma aeronave bem maior e com capacidade de transporte muito superior ao Búfalo ou seu sucessor, na FAB acredito (a confirmar) que substituirá os Hércules com vantagens e os aviões tanques de reabastecimento, além de assumir outras funções, como transporte de tropas e viaturas, evacuação médica, etc..
4. A concorrência para escolha do novo caça da FAB, o projeto FX-2, está em sua última fase, fase de visitas técnicas as empresas e voos de avaliação com seus aviões, restando como concorrentes a Boeing (com o F-18E \ F), a Dassault (com o Rafale) e a SAAB (com o Gripen NG). Depois disso a decisão até poderá ser política, mas levando em consideração o parecer técnico da Aeronáutica. O caça multifunção da FAB deverá ser conhecido no início de julho.
5. Quanto a infeliz aprovação demagógica da lei ambiental de SC, na verdade uma autorização e licença de destruição da natureza, infelizmente com a omissão injustificável da bancada do PT (por falta de coragem, se abstiveram); espero que o ministério público federal impeça mais essa sandice desse governador do PMDB, aquele partido que sabemos para que serve.
6. A concorrência do trem bala deve ser lançada ainda neste semestre.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios
Tags: Embraer, FX
14/04/2009 - 16:23
Por galves
Nassif,
Nesta linha de retomada e relacionado a um tema que você julga, e que é, realmente importante, a modernização das forças armadas e apoio do governo no desenvolvimento de tecnologia, veja a notícia abaixo:
EMBRAER LANÇA PROGRAMA DO JATO DE TRANSPORTE MILITAR KC-390
Empresa firma parceria com a Força Aérea Brasileira para o novo programa
São José dos Campos, 14 de abril de 2009 – Em cerimônia realizada hoje durante a sétima edição da Latin America Aero and Defence (LAAD), feira aeronáutica e de defesa que acontece de 14 a 17 de abril no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro, a Embraer fechou contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB) para o programa da aeronave de transporte militar KC-390. O evento contou com a presença do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Moura Neto, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, e do Diretor Presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado. “O lançamento do programa KC-390 representa um novo marco na parceria estratégica histórica entre a Força Aérea Brasileira e a Embraer”, disse Frederico Fleury Curado, Diretor Presidente da Embraer. “Acreditamos que o desenvolvimento do KC-390 resultará em um produto altamente eficiente para uso da FAB em suas missões de transporte de cargas e reabastecimento e representará mais uma plataforma bem sucedida de exportações para a Empresa e para o país.”
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios
Tags: aviões militares, Embraer, Hércules
08/04/2009 - 11:15
Por Roberto São Paulo/SP
O BNDES contratou financiamento de R$ 254 milhões para a nova empresa aérea Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A adquirir quatro aeronaves fabricadas pela Embraer, sendo uma modelo ERJ-195 e três, modelo ERJ-190. Os aviões serão destinados ao transporte doméstico e deverão ter configuração de 106 (ERJ-190) e 118 assentos (ERJ-195). Trata-se do primeiro financiamento em moeda nacional aprovado pelo BNDES para a compra de aeronaves destinadas ao mercado doméstico……………………….. …………………..Utilizando somente aeronaves fabricadas pela Embraer, a Azul pretende atuar no mercado doméstico com operações ponto-a-ponto entre pares de cidades e frequência diária, com maior disponibilidade de vôos diretos. Para isso, serão utilizadas aeronaves de menor porte, mais adequadas a esse tipo de serviço, por terem menor custo operacional por viagem……………………………..
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Azul, BNDES, Embraer
30/03/2009 - 09:07
Por sergio g
Mas os “blue eyes” tb são bons para copiar. Não só para impor sua tecnologia e cultura.
Veja este caso:
Os EUA estão formando uma força chamada COIN (counter insurgency) baseada em sua esperiência militar no Iraque e Afgan.
Pois bem, necessitam de um avião turbohélice, com boa eletrônica embarcada, bem armado, barato e resistente.
Existe um no mercado. É o EMB-314 super tucano.
Pois bem.
Não é que formaram um empresa, contrataram projetista da Embraer (Joseph Kovacs) e estão “desenvolvendo” um avião chamado A-67 Dragon, que nada mais é que uma cópia vergonhosa do EMB-314.
Virou piada nos sites especializados.
Já chamam de “Super Tucano Genérico”.
Aqui alguns links:
http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/DPAA.pdf
http://usaircraftcorp.com/aircraft.php
http://www.globaldownlink.com/A67Page.html
http://www.flightglobal.com/articles/2007/11/13/219658/dubai-2007-usac-seeking-launch-customer-for-low-cost.html
Comentário
Se o Brasil tivesse um décimo do pragmatismo americano…
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Tags: Embraer, Super-Tucano
11/03/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 11/03/2009
Presidente da Embraer, Frederico Curado quer virar o mais rapidamente a página das demissões da empresa, para centrar foco no enfrentamento da crise da aviação mundial.
O primeiro efeito foi o impacto sobre o caixa da queda de novas vendas. Quando firma contrato, o comprador faz um depósito inicial equivalente a 5% do valor do avião. Quando recebe o avião, pagou algo entre 15 a 30%. No recebimento, paga a diferença, em geral financiada. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica
Tags: aviação, crise, Embraer, Frederico Curado
03/03/2009 - 14:59
Por Ricardo
Olá,
Um dos assuntos da visita do primeiro ministro holandês entre ontem (02.03.09) e o próximo dia 5 é que a KLM está quase fechando a compra de 7 jatos EMB 190, para renovar parte da frota de sua regional KLC. O negócio só depende do BNDES.
Me desculpem, mas só achei em holandês, que por acaso tambem não falo
clique aqui.
Na verdade o link apareceu num forum de aviação.
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Tags: Embraer, encomendas
01/03/2009 - 09:20
Coluna Econômica – 01/03/2009
Recebo do presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, carta sobre os problemas enfrentados pela empresa, que culminaram na demissão de 4.200 trabalhadores.
Diz Curado que os 40 anos da Embraer foram intercalados por momentos de adversidade. A maior retração do quadro de funcionários foi antes da privatização. Em novembro de 1990, 25% do efetivo, 3.500 empregados foram avisados de sua demissão em um final de semana, por meio de telegramas ou de uma listagem veiculada repetidamente na TV local. Foi um trauma que marcou a empresa e a cidade.
***
No processo de recuperação, pós-privatização, houve nova rodada de redução de pessoal, até passar de 13.500 no início de 1990 para 3.500 pessoas no primeiro semestre de 1997. A partir daí, o crescimento foi exponencial. Nos últimos 12 anos – de 1997 a 2008 – foram criados 18 mil novos postos de trabalho.
Mas o crescimento não foi ininterrupto. Uma grande crise sucedeu os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A empresa precisou demitir 1.800 dos seus 12.700 empregados, ou 14% do efetivo total. Em fins de 2003 o efetivo já contava com os 12.700 empregados e as contratações prosseguiram em ritmo forte. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Negócios, Sem categoria
Tags: demissões, Embraer, Frederico Curado
27/02/2009 - 20:20
Coluna Econômica – 29/02/2009
Recebo do presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, carta sobre os problemas enfrentados pela empresa, que culminaram na demissão de 4.200 trabalhadores.
Diz Curado que os 40 anos da Embraer foram intercalados por momentos de adversidade. A maior retração do quadro de funcionários foi antes da privatização. Em novembro de 1990, 25% do efetivo, 3.500 empregados foram avisados de sua demissão em um final de semana, por meio de telegramas ou de uma listagem veiculada repetidamente na TV local. Foi um trauma que marcou a empresa e a cidade.
***
No processo de recuperação, pós-privatização, houve nova rodada de redução de pessoal, até passar de 13.500 no início de 1990 para 3.500 pessoas no primeiro semestre de 1997. A partir daí, o crescimento foi exponencial. Nos últimos 12 anos – de 1997 a 2008 – foram criados 18 mil novos postos de trabalho.
Mas o crescimento não foi ininterrupto. Uma grande crise sucedeu os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A empresa precisou demitir 1.800 dos seus 12.700 empregados, ou 14% do efetivo total. Em fins de 2003 o efetivo já contava com os 12.700 empregados e as contratações prosseguiram em ritmo forte. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: demissões, Embraer, Frederico Curado
27/02/2009 - 11:29
Por Tereza Ramos
Demissões na Embraer estão suspensas, diz TRT
Liminar foi concedida nesta sexta-feira
[27/02] O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15a. região, de Campinas, deferiu, na manhã desta sexta-feira, uma liminar pedida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CONLUTAS, e pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu que suspende as 4.200 demissões realizadas na Embraer na semana passada.
A decisão suspende as demissões realizadas por “motivos econômicos” a partir do dia 19 de fevereiro Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: demissões, Embraer, TRT
26/02/2009 - 08:28
As 4,4 mil demissões na Embraer representam o maior fracasso das políticas anticíclicas de Lula, desde que a crise começou. Não pelas demissões em si, inevitáveis ante uma crise externa sem precedentes, para uma empresa que depende fundamentalmente do mercado externo, em um setor que é diretamente afetado pela crise. Mas pela falta de instrumentos de minimização dos estragos.
O fracasso é amplo e deve ser distribuído em parcelas iguais pelo governo, por uma empresa que era orgulho do país, pelas centrais sindicais e pela prefeitura de São José dos Campos.
Faltou crédito para as grandes empresas, o Banco Central acudiu. Faltou para as montadoras, o Banco do Brasil aportou. Faltou para as exportações, as reservas cambiais garantiram. E tinham que fazer, mesmo.
Mas o que foi montado especificamente para amenizar o desemprego em setores sujeitos a demissões em massa? Aparentemente, nada.
Em outros momentos da história, empresas socialmente responsáveis montavam todo um aparato de apoio ao trabalhador desempregado. Programas de requalificação, cursos de empreendedorismo, transformação dos trabalhadores em fornecedores, central de recolocação dos trabalhadores (ainda que em uma conjuntura extremamente hostil). Nada disso foi sequer esboçado. A empresa não tomou a iniciativa, as centrais sindicais também não, nenhuma sugestão foi implementada a partir das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Os trabalhadores foram abandonados à sua própria sorte.
Ontem, na visita dos dirigentes da Embraer ao Palácio, não lhes foi cobrada a readmissão dos funcionários, nem era o caso, dado o tamanho da crise. Mas o mínimo que se esperava é que na reunião estivessem presentes as centrais sindicais, o Ministério do Trabalho, o do Desenvolvimento, representantes do FAT, do Sebrae e que da lá saísse uma proposta de ação conjunta para amenizar os problemas dos demitidos da Embraer e que servisse de modelo de atuação para outros setores sujeitos a demissões em massa.
Nada aconteceu.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios
Tags: demissões, desemprego, Embraer
25/02/2009 - 13:01
Atualizado
Do docontra
Esse blog está muito bom mesmo. Para complementar, seguem algumas observações para complementar os comentários (sobre a Embraer).
Como saídas, vejo que está ao alcance do governo:
1) acelerar o projeto FX-2
2) assegurar compras do C390 ou pagar parte de seu desenvolvimento
3) diminuir impostos e fornecer crédito para que empresas nacionais de aviação comprem 170 e 190
4) diminuir impostos para aumentar a venda de jatos executivos no territorio nacional
5) abrir um programa FINEP para pesquisa tecnológica na área de aeronáutica voltado para a Embraer e também para pequenas empresas
Como contrapartida, a empresa deveria:
1) manter postos de trabalho durante um período a acordar
2) trazer parceiros para a montagem e fabricação de componentes aeronáuticos no brasil
3) aumentar o conteúdo nacional das aeronaves de forma real e não somente no papel, como intenção;
4) ter como politica/diretriz o desenvolvimento de fornecedores de produtos e também de serviços de engenharia no país (há grande potencial para isso e seria um modo de realocar os demitidos);
5) aumentar seus programas de desenvolvimento tecnologico com a universidades e institutos de pesquisa, nao somente com a FAPESP, que tem suas limitações, mas também com a FINEP e as Forcas Armadas
6) investir em tecnologias limpas e sustentáveis desde o projeto até a operação da aeronave
7) investir em novos alternativas de combustíveis
Comentário
Ótimas sugestões.
Acrescentaria.
Da parte dos benefícios:
1. Obrigar a aviação regional brasileira a adquirir exclusivamente jatos da Embraer, asseguradas as mesmas condições dos compradores internacionais.
Da parte das obrigações:
1. Maior governança. O sucesso da Embraer, até agora, acabou fazendo com que assumisse uma postura arrogante perante a opinião pública, a academia e, agora, com as demissões, perante a cidade e os trabalhadores. Ela se tornou uma empresa administrada por CEOs, em parte devido ao grande carisma do Maurício Botelho. Tem o lado bom, da profissionalização. Tem o lado delicado, do excesso de poder dos executivos e carência de governança. A crise terá que ensiná-la a repactuar todas essas alianças
2. Maior compromisso com parcerias com o setor de pesquisa das Universidades.
3. Medidas objetivas para recuperar sua imagem de empresa socialmente responsável.
4. No caso do FX, compromisso de parcerias com indústrias brasileiras de armamentos, como a Avibrás, além de trabalhar no fortalecimento da cadeia produtiva do setor. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: crise, Embraer, saídas
24/02/2009 - 07:00
Atualizado
Coluna Econômica – 24/02/2009
A coluna sobre a Embraer provocou uma discussão rica no Blog.
Um dos pontos foi sobre as razões que levaram a Embraer à situação atual.
Em geral, nesses momentos de crise, sempre há a tendência de atribuir os problemas a cada decisão estratégica da empresa – como a de ter investido na China. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar. Há uma básica: o fato da economia mundial estar entrando naquela que, provavelmente, é a maior crise da história. Esse é o fato central.
Mas, sobre esse fato – fora do controle da empresa – houve problemas no planejamento da companhia, conforme as informações precisas de um comentarista do Blog. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Negócios
Tags: crise, Embraer
23/02/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 23/02/2009
Ainda não estão claros todos os motivos que levaram a Embraer a promover a maior demissão que uma empresa privada já fez no país: 4.270 funcionários, 20% de sua força de trabalho.
É um gesto com muitas consequências. Numa ponta, indispõe a empresa com os governos estadual e federal, por quem ele sempre foi apoiada. Rompe com uma relação histórica de respeito com os funcionários e com a comunidade joseense. Junto à opinião pública, quebra uma imagem de respeito e invencibilidade. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: demissões, Embraer
20/02/2009 - 07:50
Francamente não entendi a postura da Embraer, nesse episódio de demissão de 20% de sua folha de salários.
A crise é braba, um dos setores mais afetados é a aviação. Como a Embraer trabalha com encomendas de longo prazo, é mais fácil prever os próximos anos. E a tormenta dve ter vindo pesada, para uma atitude tão drástica.
O que causa espécie é o fato de não ter buscado novas alternativas. Essa atitude drástica traz um conjunto enorme de perdas adicionais para a empresa.
Perde mão de obra especializada, difícil de preparar – apesar dos engenheiros terem sido poupados. Mais importante que isso, compromete uma relação com a comunidade e com os funcionários que foi construída ao longo de décadas.
Ontem, a televisão entrevistava alguns desses demitidos. Ainda atarantados, pessoas com trinta anos de Embraer faziam questão de elogiar a empresa, dizer que a Embraer fazia parte de sua vida, do orgulho que era trabalhar na empresa. Como toda pessoa que se sente traída, o próximo sentimento a aflorar será o de raiva.
Em muitos lugares, se procuraram soluções intermediárias, como suspensão temporária do contrato de serviço. Poderia haver um programa de realocação dos funcionários, a possibilidade de orientá-los a montar pequenas empresas de prestação de serviço. A própria Embraer tem um trabalho exemplar com a prefeitura de São José dos Campos e com a comunidade.
Em si, o episódio já choca, por ser o maior caso de demissão coletiva da moderna história das empresas brasileiras, talvez equiparável apenas ao da CSN ou outras empresas privatizadas nos anos 90. A seco, choca mais ainda.
Vou tentar conversar com a empresa durante o dia para entender suas razões. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: demissão, Embraer
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