13/11/2009 - 10:00
Por Comentador
Este artigo foi publicado no Estadão de hoje. Coloco na íntegra, pois nem sempre eles disponibilizam. Confesso que estranhei este tipo de artigo no jornal.
Do Estadão
Carlos Pio
Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.
Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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11/11/2009 - 10:05
Por Fabricio Vasselai
Caro Nassif,
Aqui vai o primeiro link que saiu nos grandes portais com notícia sobre a nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta madrugada, onde Dilma sobe 4 pontos e Serra cai 4.
O mais intrigante é que a coluna “Radar”, da Veja, havia adiantado o resultado dessa pesquisa comemorando que Serra ficara em 40% e Dilma em 12%… Como é mesmo que se adianta ERRADO um resultado de pesquisa a ser divulgada dias depois? Patético. Apostam que seus leitores são, além de tudo, desmemoriados.
Na pesquisa, apesar do Estadão trazer a chamada “Mas Dilma ainda tem a maior rejeição”, fica claro que não será uma eleição baseada em candidatos com rejeição. Dilma tem 12%, Serra 11%. Grande diferença, não é mesmo jornalistas do Estadão?
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-sobe-4-pontos-e-serra-perde-4-em-novo-vox-populi,464316,0.htm
Comentário
Algumas observações:
1. A pesquisa retoma o rumo natural das eleições, com José Serra caindo, Dilma Rousseff subindo e Aécio se firmando.
2. A pesquisa anterior foi feita sob vários impactos claramente fabricados pela velha mídia: a campanha cerrada contra Dilma no episódio Lina Vieira (chamando-a diariamente de mentirosa), o carnaval armado em torno do Serra, especialmente on caso da lei antifumo e outros episódios de igual magnitude (o Jornal Nacional chegou a dar três minutospara um defensora pública paulista falar como o governo Serra protege as mulheres) e a campanha nacional do PSB, dando visibilidade a Ciro pouco antes da pesquisa.
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10/11/2009 - 14:29
Do Estadão
José Celso Martinez Corrêa
No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.
Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.
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29/10/2009 - 08:33
Da Folha
“Por que essa ansiedade?”, afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer
Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política
Joel Silva/Folha Imagem
O governador paulista José Serra durante cerimônia no Hospital do Servidor Público em S. Paulo
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Dizendo-se dono de “nervos de aço na política”, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recorreu ao exemplo da ministra-chefe da Casa Civil e sua potencial adversária, Dilma Rousseff (PT), para justificar a intenção de só se manifestar sobre a sucessão presidencial no ano que vem.
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24/10/2009 - 07:00
Por Mario Siqueira
Nassif, acho que é oportuno um post sobre o Uruguai. Domingo 25 eles tem eleições e Mujica, ex-guerrilheiro Tupamaro lidera as pesquisas.
O Estadão de hoje informa que o pais praticamente passou ileso pela crise, inclusive tiveram aumento do PIB em 2009.
Domingo tambem há plebiscito pela revogação da lei da anistia deles,que beneficia torturadores e outros criminosos da ditadura.
E com esse swap cambial, será que vamos poder tomar um bom vinhozinho uruguaio a preço de cerveja ?
Por frédi vasconcelos
Nassif, estou no Uruguai cobrindo as eleições para a Revista do Brasil e a Revista Fórum.
Por aqui a tendência é que tenha segundo turno no final de novembro.José “Pepe” Mujica, o candidato de Frente Amplio e ex-guerrilheiro Tupamaro, está, dependendo da pesquisa, entre 45% e 49% dos votos totais no primeiro turno.
Lacalle, ex-presidente e candidato pelo Partido Nacional (blancos), com cerca de 30%.
Somados, os três candidatos de oposição têm menos votos que o primeiro, mas deve haver segundo turno porque aqui não são descartados os votos brancos e nulos na apuração.
Sobre as estratégias, Frente Amplio tenta destacar os feitos do governo Tabaré, enquanto a oposição joga com o passado guerrilheiro do candidato.
Lacalle disse no comício final que eles são diferentes, que Tabaré é socialista europeu e Mujica um radical e comunista.
O discurso é baseado no medo do que virá com e da sua pretensa aproximação com Chávez.
No palanque, havia um cartaz com a palavra “inseguridad” e o desenho de uma motosserra.
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08/10/2009 - 10:27
O Jânio de Freitas traz uma questão torturante sobre a Lei Eleitoral e o ativismo político da mídia: a enorme dificuldade em definir a busca da isonomia e a neutralidade do noticiário. E reclama a ausência de um Conselho capaz de arbitrar sobre o tema.
A questão é relevante por dois motivos.
Primeiro, por não ser possível analisar a neutralidade apenas em função do maior ou menor espaço concedido aos candidatos. O ativismo da imprensa não se mede apenas no oba-oba para um lado e na crítica destemperada para o outro. Mede-se especialmente na manipulação do noticiário, das manchetes, das pesquisas de opinião.
A insistência da Folha em transformar Aécio em vice de José Serra – apesar de todos os desmentidos dele – não é uma mera barriga. A intenção é esvaziar eventuais movimentos em direção à sua candidatura.
O episódio da ficha falsa de Dilma – pela Folha – foi uma armação pensada com o óbvio propósito de marcá-la como “terrorista”, “assaltante de banco”.
O carnaval no episódio Lina Vieira não foi apenas uma “barriga” em torno de uma acusação provavelmente falsa – já que na única data do suposto encontro, vazada para os parlamentares de oposição, comprovou-se não ter havido a reunião. Durante trinta dias, serviu para o Jornal Nacional impingir em Dilma a pecha de “mentirosa”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia
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08/10/2009 - 08:27
Coluna Econômica – 08/10/2009
Ao longo de seu processo histórico, as idéias sempre tiveram uma influência defasada sobre a vida do País. Não que o País não tivesse acesso às melhoras teorias do exterior, às experiências mais bem sucedidas, e a uma visão crítica sobre elas. Qual a razão dessa demora em reciclar idéias e conceitos?
Em meados do século 19, o Barão de Mauá mostrava o extraordinário poder mobilizador da poupança empoçada. E já acumulava dinheiro com jogadas cambiais.
Nos anos 1880, a Bolsa do Rio já fervilhava, embora apenas para jogadas especulativas e muito pouco para a capitalização das empresas.
***
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
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05/10/2009 - 12:56
O quebra-cabeças político não é para qualquer um. O repórter colhe dados, informações, rumores e tem dificuldade para entender o jogo, quando há a necessidade de deduzir as peças que faltam. O analista recolhe dados incompletos, monta um quebra-cabeça com algumas peças, deduz as peças que faltam, para chegar à conclusão final.
O bom repórter, se não for analista, acaba se confundindo com os sinais.
É o que ocorre no Valor de hoje, com a matéria que afirma que a intenção da estratégia eleitoral de Lula é inviabilizar a candidatura José Serra.
O repórter juntou peças e raciocínios, alguns corretos, alguns incompletos, para chegar a uma conclusão errada.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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25/09/2009 - 14:00
Do Valor
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acertou ontem sua filiação ao PMDB com o presidente nacional licenciado do partido, Michel Temer (SP), mas seu futuro eleitoral depende ainda de conversas que deve ter hoje com o presidente do PMDB de Goiás, Adib Elias, e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB).
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24/09/2009 - 14:23
Por Marcelo Costa
Nassif,
tem uma entrevista do Montenegro ao Valor Econômico em que ele diz, novamente (como você já colocou num post aqui do dia 30 de agosto), que quem sai na frente um ano antes das eleições presidenciais tem vencido. A entrevista parece um panfleto pró-Serra, ou anti-Dilma. Está no site do Ibope e no Valor só para assinantes. O engraçado é que até ele evita falar mal do Lula, dizendo que o presidente é a parte boa do PT e que a população não quer mais quatro anos do partido no poder.
Clique aqui
Comentário
O conjunto de impropriedades de Montenegro seria apenas uma curiosidade, não fosse o fato de comandar um Instituto de pesquisa cujos resultados interferem no processo eleitoral.
Ele se comporta como o dono de uma agência de análise de riscos que compra ações de determinada empresa a quem compete ele avaliar. O que garante a isenção?
Confira as jóias na análise de Montenegro:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Dilma, eleições, IBOPE, Montenegro, Serra
24/09/2009 - 07:00
Do Blog Óleo do Diabo
Analisando a pesquisa eleitoral do Ibope
O Ibope divulgou, esta semana, pesquisa eleitoral para 2010. Primeiramente, convido todos a dar uma olhada no arquivo original completo, que guardei numa página pessoal. A blogosfera deve se libertar o máximo possível da mídia corporativa, indicando os links dos arquivos originais, e comentando a partir deles, evitando fazer ponderações de segunda mão. É importante fazermos a crítica midiática, mas justamente por isso precisamos nos independentizar e buscar as fontes primárias. A pesquisa completa traz vários aspectos interessantes que merecem ser considerados. Ao se informar apenas pela grande mídia, alguns blogueiros, inclusive o Rodrigo Vianna e o Azenha, repetiram os mesmos cacoetes.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições, IBOPE, pesquisas
23/09/2009 - 07:00
Por Rodrigo Medeiros
Ainda em tempo, “boa notícia” para a idiotia neoliberal tupiniquim: “Brasil é primeiro país a obter grau de investimento após a crise”.
Link: clique aqui.
A turma que confunde investimento em carteira com formação bruta de capital fixo está vibrando…
Precisamos virar efetivamente essa página maldita do neoliberalismo e elevar o nível do debate econômico.
O próximo presidente precisará ser mais ousado no campo da política econômica, evitando se tornar refém das eternas chantagens do “mercado”, meia dúzia de parasitas que poderiam muito bem seguir o conselho de Keynes: que tiranizem suas próprias contas bancárias e deixem a sociedade se desenvolver.
Nesse sentido, creio que José Serra e Ciro Gomes estão melhor preparados. Dilma pode crescer nos debates? Veremos. Espero que sim, pois assim teremos uma discussão boa sobre os rumos do Brasil.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: eleições, investment grade, Moody's
15/09/2009 - 07:50
Por Ricardo
Olá,
Prosseguindo com o assunto eleições alemãs, ontem houve o debate entre os tres líderes das oposições (FDP, Grünen e Die Linke). Ao contrário do debate anterior entre os candidatos da coalisão, este foi mais vibrante.
Aqui: http://mediathek.ard.de/ard/servlet/content/2987822
Dá para dar boas risadas com as contradições entre propostas e a falta de maneiras de implementá-las, apontadas de imediato tanto pelos mediadores como pelos próprios debatedores. Como diz um colega alemão: o que diverte nestes debates entre partidos nas extremidades ideológicas é a semelhança com um bate-papo acalorado sobre política, num boteco às sextas-feiras.
[ ]´s
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Alemannha, eleições
14/09/2009 - 07:30
Por Marcos Doniseti
Nassif, no próximo dia 27 de Setembro teremos eleições gerais na Alemanha e existe uma grande possibilidade de que os partidos tradicionais alemães (SPD – Social-Democratas e CDU-Democrata-Cristãos) venham a sofrer uma séria queda nas suas votações.
É bom lembrar que Angela Merkel governa o país graças a uma coalização da qual participam o CDU e o SPD pois, já na eleição anterior, ambos sofreram uma forte queda em suas votações e tiveram que se aliar para constituir um governo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Alemanha, Ângela Merkel, eleições
02/09/2009 - 16:47
Da UOL Notícias
Piero Locatelli
Em Brasília
Durantes as eleições, portais, sites de notícia e blogs estarão proibidos de emitir opiniões favoráveis ou desfavoráveis a qualquer candidato.
Reforma eleitoral: Relator cita avanço; para Simon, decisão ‘parece brincadeira’
Essa restrição foi aprovada nesta quarta-feira (2), por unanimidade, pela sessão conjunta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e da CCT (Comissão de Ciência e Tecnologia) do Senado. Essa proposta, que restringe o livre uso da internet durante períodos eleitorais, segue para o plenário da Casa. A votação por lá deve acontecer ainda nesta quarta.
A charges também estarão vetadas e ao menos dois terços dos candidatos terão de ser convidados a participar de qualquer debate.
Como comparação, o conteúdo da internet ficará semelhante ao de noticiários de rádio ou de televisão em anos eleitorais. Quando o locutor fala sobre alguma disputa, para presidente ou para governador, fica obrigado a dizer o nome de todos os candidatos, o que fizeram naquele dia. Caso contrário, pode ser processado por alguém.
O fim da internet livre durante eleições
“É um atraso sem fim. Estão vendendo o projeto a ser votado no Congresso como “liberação da internet para a política”. Mentira. Liberam muito para os políticos. Limitam ao máximo para os internautas. Felizmente, já há gente de boa cabeça preparando uma adin (ação direta de inconstitucionalidade) para tentar derrubar o monstrengo no STF.”
A mesma regra valerá agora para a internet. Portais que usam vídeo para entrevistar candidatos ou fazer análises estarão sujeitos a ser multados e processados se algum político julgar que está sendo preterido.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política
Tags: eleições, internet, opinião
31/08/2009 - 08:50
Por Roberto São Paulo/SP
Perfil: Filho da elite japonesa, Hatoyama promete investir no social
BBC Brasil, Atualizado em 30 de agosto, 2009 – 22:27 (Brasília) 01:27 GMT
À primeira vista, Yukio Hatoyama não é muito diferente de Taro Aso, o homem que ele deve substituir no cargo de primeiro-ministro do Japão caso os resultados das projeções de boca-de-urna das eleições de 30 de agosto se confirmem.
Tanto Hatoyama quanto Aso vêm de famílias da elite política e industrial do Japão e os dois são netos de primeiros-ministros.
A família de Hatoyama foi a fundadora da fábrica de pneus Bridgestone, enquanto a de Aso era dona de uma importante companhia mineradora.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: eleições, Japão, oposição
29/08/2009 - 10:15
O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição – apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.
Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de queimar recursos do Estado financiando a mídia – que o apoia nos casos de asssassinato de reputação -, de não se importar em desestabilizar a política para alcançar seus objetivos, José Serra tentará recuperar a imagem de candidato programático? O Serra dos Conselhos de Saúde, da ligação com pastorais, das teses econômicas claras não existe mais. Em seu lugar entrou o Serra que comanda Itagibas, Jungmanns, Maias, Reinaldos e o que tem de mais barra-pesada na política e na imprensa brasileiras.
Do Estadão
Estratégia é dar ?visão positiva? sobre programas sociais e esquecer discurso da ”porta de saída”
Wilson Tosta, RIO
O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma “visão positiva” dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá “nem de longe” a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos – apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições, José Serra, PSDB
24/08/2009 - 16:00
Por fscosta
Nassif,
Dei uma pausada nas noticias pra estudar alguns principios basicos da Ciencia Politica. Vou fazer isso mais vezes, visto que essa dinamica digital nos afasta do conhecimento basico e fundamental.
Algumas consideraçoes sobre o seu texto:
Legitimidade – Capacidade de exercer o poder sem o uso da força, atraves de um consenso de grande parte da sociedade. É a legalidade com valoração.
Nesse sentido, quem perde legitimidade (em grande parte) no processo é a mídia. O Governo pode ate ter perdido, mas vamos ver mais pra frente. Eu duvido.
Governabilidade – Como é um conceito dificil de se definir (qual o tamanho da maioria?) o Bobbio diz que é mais facil definir o que é a não-governabilidade.
Nesse sentido, o Lula está perdoado, pois basta se analisar a ausencia do Sarney na presidencia do Senado com um CPI explosiva instalada, pra saber que essa era a UNICA opçao.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, crise, eleições, Lula, Mídia
23/08/2009 - 12:00
A mídia passa a entrar em xeque quando o saco de irregularidades políticas é aberto e o público passa a entender os critérios de seleção de escândalos.
Exemplos muitos simples.
1. Na semana passada, a Folha deixou escapar uma matéria em que mostrava que uma empresa – possivelmente ligada ao ex-governador de Goiás Marcone Perillo – participou de licitações fraudadas de instituições estaduais paulistas. Houve evidências – segundo a matéria – de que a Casa Civil de Serra atuou diretamente para retirar o nome da empresa do inquérito. Se confirmado, é crime.
2. Um mês atrás, nas gravações feitas pelo Ministério Público Estadual gaúcho contra a governador Yeda Crusius, aparecem indicações de que empresas envolvidas em manipulação de licitações de merenda escolar, em São Paulo, estavam atuando junto ao esquema Yeda.
3. No relatório publicado pelo Estadão desta semana – sobre a Satiagraha – os emails de Roberto Amaral envolvem políticos, autoridades e reguladores tucanos. O tema não mereceu chamada de capa nem será aprofundado.
4. O caso Camargo Correia sumiu completamente do noticiário. A que custo?
5. O caso Safra-Madoff sumiu completamente do noticiário.
Nenhum desses fatos será aprofundado pela mídia. Antes, não se saberia dessas omissões; agora, se sabe.
“O Caso Veja” foi apenas o primeiro episódio de desvendamento desse jogo. Mas a cada dia cada manobras, vendas de matérias, negócios com Secretarias de Educação, perdão de dívidas de impostos, jogadas de mercado virão à tona.
Não se inverta a lógica da mídia e se passe a achar que toda corrupção é tucana. Ela é intrínseca ao modelo, é do PT, do DEM, do PV, do PSB.
Se se for escarafunchar os negócios da Eletrobras com a Cemar, no governo Lula, os do Collor com o Canhedo, os de Itamar com José de Castro e Eduardo Cunha, os de Sarney com Machline, Saulo e companhia, os de FHC com os fundos de pensão, em benefício a Daniel Dantas, se verá que ninguém escapa.
A diferença entre eles foi o tratamento dado pela mídia, quando ainda tinha o monopólio da notícia e da denúncia. A capacidade da mídia de selecionar o escândalo e ter o monopólio da escandalização lhe conferia um poder que a fazia pairar acima dos partidos e dos demais poderes.
Agora, não tem mais.Mais que isso, nos próximos anos, outros grupos entrarão no mercado da comunicação e da informação, de novas empresas, mais ágeis e criativas, aos grupos de telefonia – imensas vezes maiores do que os grupos jornalísticos – além de todo o universo que transita na Blogosfera. No final desse processo, dos grupos atuais provavelmente restará apenas a Globo.
É essa perspectiva pouco otimista que explica a loucura que tomou conta dos grupos tradicionais de mídia, levando-os a ultrapassar qualquer limite prudencial.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
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16/08/2009 - 11:46
Atualizado
Nas primeiras pesquisas, Ciro vinha à frente de Dilma. A Ministra cresceu e, na penúltima pesquisa, alcançou Ciro. Na última, ambos mantiveram a mesma preocupação.
O Estadão, mostrando a visível deterioração de sua qualidade editorial nos últimos meses, estampou a seguinte manchete:

Por weden
Esquerdas somam 43% dos votos
Num dos cenários da pesquisa divulgada ontem, Serra cai para 37%, Dilma fica em 16%, Ciro se mantém nos 15% e Heloísa chega de novo a 12%. No cenário com Marina, as esquerdas chegam a 46% dos votos.
O que fica claro na pesquisa é a tendência do eleitor manter a margem de 45%, mais ou menos, de preferência pelos candidatos de esquerda. A questão agora é saber quem carrearia mais votos num eventual segundo turno.
Vou dar uma opinião muito pessoal: Ciro Gomes. Por quê? Porque num outro cenário de pesquisa, sem Ciro, vê-se que boa parte dos votos dele vai para a Serra, mais do que aqueles que vão para Dilma.
È que Ciro não agrada somente às esquerdas. Uma direita progressista está com ele. Além disso é quase impossível que eleitores de Dilma (claramente ainda o eleitor do PT e de Lula) e Heloísa Helena deixariam de Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Ciro Gomes, Dilma Rousseff, eleições, pesquisas
13/08/2009 - 09:51
Do Estadão
Berzoini não acredita que partido vá exigir devolução do mandato
João Domingos
O PT já dá como certa a decisão da senadora Marina Silva (AC) de deixar o partido para entrar no PV e concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como os apelos feitos até agora para que fique foram inúteis, os dirigentes parecem conformados. “De fato, Marina está vivendo um momento de reflexão. Se ela ficar, muito bem; se sair, sabe que terá minha amizade sempre”, disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini.
Ele conversou ontem com a ex-ministra do Meio Ambiente e ouviu a mesma justificativa dada a outros petistas: ela está num momento de reflexão, no qual busca novas utopias para o desenvolvimento econômico sustentável, uma grande preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de se adotar uma política de preservação do meio ambiente como estratégia de governo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições, Folha, Marina Silva, PT, PV
10/08/2009 - 09:51
A entrevista de Ciro Gomes, no Valor de hoje, mostra, primeiro, os ciúmes do político que julga não estar recebendo a devida atenção dos aliados. O que não impede de ser uma entrevista interessante – pelo que Ciro diz e pelo que suas declarações não dizem, mas sugerem.
1. O risco de Dilma concorrer aliada ao PMDB e, principalmente, governar com o PMDB. É um risco real, pelas razões que ele aponta.
2. Tenta comprovar que não há transferência de votos de presidente popular para seu candidato, dando como exemplo JK e Lott. Nada a ver com Lula e Dilma. JK terminou o governo impopular, devido ao aumento expressivo da inflação e às denúncias de corrupção na construção de Brasília. Sua imagem era a do tocador de obras: a de Lott, a de legalista sem jogo de cintura. Foi colocado para perder. Lula está atrelando a imagem de Dilma às obras de seu governo. Se vai ser bem sucedido ou não na transferência, são outros quinhentos. Mas a comparação com JK-Lott não se sustenta.
3. Sua avaliação sobre o pragmatismo de Lula é correta: “Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu”. Pode-se discutir se conseguiria resistir ao golpismo sem pragmatismo. Mas o preço pago foi esse mesmo.
4. A retórica de elogiar Lula e condenar o continuísmo faz parte do repertório de Aécio Neves também: vamos manter o que Lula fez de bom e melhorar. A retórica de Ciro é: como Dilma é continuísmo, ela só vai manter, não vai melhorar. Uma ginástica retórica forçada, a não ser na constatação de que, mantido o arco de alianças, Dilma será manietada. Aí o argumento ganha mais consistência.
5. A afirmação de que a candidatura Marina implode a de Dilma faz parte da estratégia muito adotada por economistas de traçar o mapa do caos se… Se não me ouvirem. É um óbvio exagero retórico.
6. Diz que a eleição de Dilma estará perdida se Serra se candidatar à reeleição em São Paulo e apoiar Aécio Neves para a presidência. De fato, é a hipótese mais temida em Brasília.
7. O elogio que faz a Serra, chamando-o de “grande governador” tem três objetivos. O primeiro, o de não confrontar a mídia que, em geral, o tem poupado. O segundo, sinalizar a Serra de que, se sair candidato, Ciro não o atrapalhará. Terceiro, o de tirar Lula do estado de soberba atual e abrir espaço para a capacidade de barganha política do PSB.
Do Valor Econômico
(…) Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições, Marina, Serra
07/08/2009 - 08:21
Por sergio g
A senadora e ex-ministra Marina Silva parece ter sido picada pela môsca azul.
Será candidata a presidente pelo PV.
A candidatura, articulada pela oposição, pretende minar a de Dilma.
Duas mulheres, talvez 3, com a H. Helena.
Faz parte do jogo.
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/06/marina-candidatura-a-presidencia-da-republica-como-estrategia-pela-economia-verde/
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: eleições, Marina Silva
01/08/2009 - 09:50
Da Folha
DA REPORTAGEM LOCAL
O impacto do Bolsa Família na eleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 foi superior ao gerado pelo desempenho da economia, segundo estudo do economista Maurício Canêdo Pinheiro, da Fundação Getulio Vargas.
A pesquisa diz que o programa foi responsável por um aumento de cerca de três pontos percentuais na votação de Lula no segundo turno de 2006. O crescimento econômico foi responsável por um aumento de 0,34 ponto.
O autor fez análises estatísticas comparando os resultados eleitorais nos municípios antes e depois do Bolsa Família e comparando o crescimento econômico dos quatro primeiros anos do governo Lula com os quatro últimos anos do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Outro ponto ressaltado pelo autor foi que, em 2002, Lula foi particularmente bem-sucedido em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas -as mais beneficiadas pelo programa.
Com o efeito do Bolsa Família, a votação de Lula elevou-se em todas as cidades, mas principalmente naqueles em que seu desempenho foi relativamente pior em 2002.
Segundo o economista, o efeito eleitoral do Bolsa Família nas regiões Norte e Nordeste foi superior ao dos demais
Comentário
Esse boxe pretende sugerir que Lula dá mais atenção ao BF do que à economia devido a razões eleitorais.Mas prova o contrário.
Como o desempenho da economia poderia ter influenciado nas eleições de 2006 se se estava em uma semi-estagnação? O PIB per capita caiu 0,9% em 2003, cresceu 3,4% em 2004, 0,8% em 2005 e 1,6% em 2006. Com esse pibinho, se queria o quê? Que a economia influenciasse os votos? A baixa influência da economia se deve ao seu baixo desempenho no período.
Por que se julga que a popularidade de Lula saltou para 809%? É por conta do crescimento do PIB em 2007 e 2008 e a maneira como enfrentou a crise.
É óbvio que os eleitores não tem a menor ideia sobre o que poderia ter sido o crescimento não fosse a política monetária adotada no período. Mas não existe nada que agregue mais votos a um presidente do que economia em crescimento
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Bolsa Família, eleições, PIB
27/07/2009 - 13:20
Do Estadão
Ben Self: estrategista de campanha na internet; Americano que ajudou a criar a campanha online de Obama acha que, sem mobilizar as pessoas, a internet não é eficaz
Julia Duailibi
Inspirados pela experiência da campanha presidencial americana de 2008, os partidos políticos que disputarão a corrida de 2010 começaram a olhar para a internet com mais atenção. Marqueteiros ligados tanto ao PSDB como ao PT estão de olho na Blue State Digital (BSD), empresa americana que criou a estratégia na rede para a campanha de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos.
Ben Self, um americano de Kentucky, de 32 anos, é um dos jovens rostos por trás da bem-sucedida, e excessivamente elogiada, campanha online que ajudou a levar Obama à vitória. Fundador da BSD, ele ajudou a formatar a estratégia que arrecadou nada menos que US$ 500 milhões via internet. Foram obtidas cerca 6,5 milhões de doações online – uma média de US$ 80 por doação -, o que criou um novo paradigma sobre financiamento de campanha nos EUA e no mundo.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internet
Tags: eleições, Obama, Twitter
24/07/2009 - 10:22
Por comentador
Por vezes a nossa mídia retoma uma pauta séria. Artigo publicado no Estado de São Paulo de hoje afirma o que já vínhamos discutindo aqui em Brasília. Ou seja, os detratores do Bolsa-Família usam o argumento de que o BF foi responsável pela reeleição do Lula, o que é uma grande balela se você analisar o programa em sua gênese, pois o programa beneficia jovens não-eleitores, e quem votaria em Lula só poderiam ser os pais ou filhos maiores. Quanto aos país de famílias beneficiárias, grande parte das famílias é composta por mães solteiras. Dos filhos maiores, seria uma inferência arriscada afirmar que um não-beneficiário direto seria um eleitor. Hipótese que só poderia ser confirmada com uma pesquisa específica.
Pois bem, segundo análise, o BF acresceu somente 2,9 milhões de votos, o que é quase que irrelevante no contexto geral.
Estado de São Paulo
” Pesquisa mede impacto eleitoral do Bolsa-Família
Economista da FGV usa dados de 3.397 cidades e cálculo sofisticado
Fernando Dantas, RIO
O programa Bolsa-Família foi responsável por três pontos porcentuais da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, quando ele atingiu 61% dos votos válidos. Este é o principal resultado de um trabalho recém-concluído do economista Mauricio Canêdo, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, que utilizou uma base de dados de 3.397 municípios.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais
Tags: Bolsa Família, eleições, FGV
19/07/2009 - 09:35
Do Estadão
Norma para propaganda eleitoral aprovada pela Câmara é criticada
Luciana Nunes Leal
As regras da propaganda política na internet aprovadas na Câmara se aproximam da censura e estão longe da realidade da rede mundial de computadores, na avaliação de profissionais de comunicação e estudiosos das campanhas eleitorais. Embora permita a criação de sites e blogs em defesa de candidaturas e ampla discussão nos portais de relacionamento, como Facebook, Orkut e Twitter, a lei cria amarras tão rígidas quanto as válidas para rádio e TV, que são concessões públicas.
Pesquisa do Comitê Gestor da Internet (CGI) no Brasil realizada em 2008 concluiu que o País tem 54 milhões de usuários da rede, ou 28% da população brasileira. Se o projeto aprovado no Senado mantiver as principais restrições, ficam proibidas sátiras que ridicularizem adversários nos portais e blogs eleitorais e o direito de resposta será maior do que a peça considerada ofensiva.
“Não tem como estabelecer esse tipo de regra na internet sem configurar censura. Os políticos talvez necessitem de assessoria para entender que este ambiente é algo muito mais democrático do que tudo que eles já tiveram até agora. Não é apenas imagem, é uma relação direta com o eleitor”, diz Maria Helena Weber, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Eleições
Tags: censura, eleições, internet
19/07/2009 - 08:41
A Folha faz matéria pequena informando que Aécio Neves e José Serra aumentaram os gastos na área social (clique aqui).
Em vez de mais detalhes sobre gastos e os resultados, a reportagem vai ouvir cientistas políticos para saber se os gastos estão relacionados com as eleições.
É evidente que estão, é óbvio que estão e é ótimo que assim seja. E é essa relação de causalidade que legitima os processos eleitorais, que faz com que cada eleição seja uma lufada de renovação de hábitos políticos e orçamentários.
Democracia, avanços sociais impulsionados pela pressão do voto, tudo isto é tratado como algo espúrio pelos jornalões.
Por bruno
Quando um empreendedor percebe uma demanda não atendida por um produto ou serviço, investe e passa a ofertá-lo, está ao mesmo tempo satisfazendo sua ambição privada – caso venha a ter lucro – e sendo útil para a sociedade. Imediatamente esse pessoal reconhecerá que é a descrição tosca, e no nível micro, do que Adam Smith chamou de mão invisível do mercado. É assim que funciona!, dirão eles; é legítimo, praticamente um dado da natureza…
Pois bem. Ocorre que um pensador liberal – portanto insuspeito – do século passado ousou transpor a concepção da lógica do comportamento econômico para o comportamento politico e concluiu que, em democracias de massa – sim, somos nós hoje -, o empreendedor político precisa identificar demandas não satisfeitas na sociedade e oferecer soluções, caso queira “lucrar” (se eleger). Legítimo? Mais que isso: necessário, civilizatório…
Alguma ONG deveria se encarregar de mandar Schumpeter para liberais de almanaque que escrevem para os jornais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Aécio, eleições, gastos sociais, Serra
01/07/2009 - 10:53
Por Marcelo Mesquita
Tentando fazer uma análise não baseada em fatos passados mas em possibilidades de futuro, acrescento algumas perguntas às já levantadas:
- Algum partido terá o poder de perceber que os velhos caciques estão muito desgastados junto ao eleitor e abrirá espaço para uma nova liderança?
- Alguém conseguirá repetir o modelo de rede que sustentou a campanha de Obama?
- Alguma proposta de avanço econômico conseguirá convencer o eleitor brasileiro de que pode conviver com o modelo social do Bolsa Família?
- Conseguiria uma proposta nova obter um esquema de financiamento de campanha sem seguir os esquemas tradicionais baseados nas empreiteiras, bancos e fornecedores do Estado?
- Como obter avanço eleitoral contornando a grande mídia tradicional?
- Uma nova proposta nacional conseguiria sucesso sem alianças eleitorais nas eleições estaduais?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, eleições, Novo Modelo
12/05/2009 - 10:37
Por Carioca
AE – Agencia Estado
SÃO PAULO – O delegado Protógenes Queiroz pode ser expulso dos quadros da Polícia Federal. A comissão do processo disciplinar contra o delegado, aberto no dia 3 de abril, já tem convicção formada sobre a participação de Protógenes em campanhas eleitorais – o problema está na gravação feita para o candidato do PT à Prefeitura de Poços de Caldas, Paulo Tadeu Silva D?Arcádia.
Protógenes vinha alegando que, tanto na campanha de D?Arcádia como na gravação usada pela deputada Luciana Genro (PSOL-RS) na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, suas participações foram ?acidentais?, que eram entrevistas colhidas espontaneamente e sem que soubesse a utilidade futura. O Estado apurou que, para a comissão disciplinar da PF, o vídeo de Poços de Caldas não deixa dúvida de que o delegado posou para dar um depoimento, sabia o que estava gravando e seu uso eleitoral.
O depoimento de 29 segundos foi ao ar no dia 29 de setembro de 2008. A frase gravada e exibida pelo candidato D?Arcádia é considerada propaganda eleitoral – com a agravante de Protógenes se identificar como funcionário público e falar na condição de delegado da PF, o que é terminantemente proibido pelo estatuto do órgão. O vídeo, com a identificação do delegado ao lado da estrela do PT e o número 13, começa assim: ?Sou o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, (vim) para trazer o meu apoio e a minha solidariedade à candidatura do prefeito Paulo Tadeu.? Em seguida, ele endossa explicitamente a ideia do candidato de levar para Poços de Caldas uma delegacia da PF.
Por causa dessa participação, a Polícia Federal abriu a sindicância no dia 3 de abril e afastou o delegado do trabalho uma semana depois. A comissão tem 60 dias para terminar a investigação (na primeira semana de junho), mas pode pedir prorrogação por outros dois meses (fim de julho). Enquanto durar a sindicância, Protógenes ficará afastado da polícia. Em seu blog na internet, em depoimentos no Congresso e nas solenidades públicas, Protógenes se diz vítima de perseguição “por ter prendido um banqueiro (Daniel Dantas)”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Comentário
Deviam acabar logo com essas preliminares e partir para os finalmente. Isso é repetição da fábula do lobo e do cordeiro.
Por alexandre
Não sei se alguém já postou mas,eis o tal vídeo :
http://www.youtube.com/watch?v=NMRUZOMEESI
Comentário
O Jornal da Mantiqueira, que está no título do vídeo, foi fundado por mim e quatro amigos em 1974, quando tinha 24 anos. Era semanal e teve dois meses de vida independente. Depois, a Arena da época (os Junqueira e os Navarro) compraram a parte dos meus sócios e tive que vender a minha. Aliás, se não fosse isso, teria infartado, tal a pauleira de trabalhar a semana toda em São Paulo, pegar o Cometa e trabalhar sábado e domingo no Mantiqueira.
Por Alberto Porém jr.
Vamos ao que foi averiguado por Luiz Carlos Azenha sobre outro delegado, o Bruno:
…
O delegado Bruno, de fato, enfrentou um processo administrativo interno. Depois de muito fuçar descobri a “sentença” a que ele foi “condenado”, no dia 21 de outubro de 2008: 9 dias de suspensão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia
Tags: eleições, Poços, Protógenes
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