13/11/2009 - 10:00
Por Comentador
Este artigo foi publicado no Estadão de hoje. Coloco na íntegra, pois nem sempre eles disponibilizam. Confesso que estranhei este tipo de artigo no jornal.
Do Estadão
Carlos Pio
Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.
Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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13/11/2009 - 08:15
Do Painel do Leitor
Casa Civil
“A edição de ontem da Folha contém três informações falsas envolvendo a Casa Civil e a ministra Dilma Rousseff.
1) Na reportagem “TCU recomenda medidas para evitar um apagão”, a Folha afirma que “procurou a Casa Civil para saber o que foi feito (em relação ao relatório do TCU), mas não houve retorno até o fechamento desta edição”. A assessoria de imprensa da Casa Civil registra a origem, o horário e o assunto de todas as ligações recebidas de jornalistas. Na quarta-feira (11/11), não há registro de ligação de repórter da Folha para questionar sobre o relatório do TCU. Da Folha, a assessoria recebeu dois telefonemas da repórter Simone Iglesias -um pela manhã e outro às 21h14, ambos para tratar da agenda da ministra.
2) A reportagem “Serra faz críticas ao apagão; Dilma se cala” afirma que “Dilma tinha encontro com o governador de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira (…), mas desmarcou”. A verdade é que o horário do encontro, para tratar de obras portuárias naquele Estado, foi alterado das 11h para as 15h.
3) A Folha afirma ainda que a ministra não foi ao encontro do presidente de Israel, Shimon Peres, “como era esperado”. Esperado somente pela Folha, uma vez que esse compromisso jamais constou da agenda da ministra, como mostra e-mail enviado aos jornalistas às 9h11 de anteontem (11).”
RENATO HOFFMANN , assessoria de imprensa da Casa Civil (Brasília, DF)
Nota da Redação – As perguntas sobre o alerta do TCU foram enviadas por escrito, por e-mail, para a assessoria de imprensa da Casa Civil. Sobre o encontro com o governador de Santa Catarina, leia a seção “Erramos”.
Comentário
Otavinho devia reescrever o Manual de Redação da Folha e dar uma sistematização nesse estilo de jornalismo. Será útil daqui a algumas décadas, quando for feito o inventário sobre o processo de depreciação da velha mídia, perpetrado por ela própria.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
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11/11/2009 - 10:05
Por Fabricio Vasselai
Caro Nassif,
Aqui vai o primeiro link que saiu nos grandes portais com notícia sobre a nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta madrugada, onde Dilma sobe 4 pontos e Serra cai 4.
O mais intrigante é que a coluna “Radar”, da Veja, havia adiantado o resultado dessa pesquisa comemorando que Serra ficara em 40% e Dilma em 12%… Como é mesmo que se adianta ERRADO um resultado de pesquisa a ser divulgada dias depois? Patético. Apostam que seus leitores são, além de tudo, desmemoriados.
Na pesquisa, apesar do Estadão trazer a chamada “Mas Dilma ainda tem a maior rejeição”, fica claro que não será uma eleição baseada em candidatos com rejeição. Dilma tem 12%, Serra 11%. Grande diferença, não é mesmo jornalistas do Estadão?
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-sobe-4-pontos-e-serra-perde-4-em-novo-vox-populi,464316,0.htm
Comentário
Algumas observações:
1. A pesquisa retoma o rumo natural das eleições, com José Serra caindo, Dilma Rousseff subindo e Aécio se firmando.
2. A pesquisa anterior foi feita sob vários impactos claramente fabricados pela velha mídia: a campanha cerrada contra Dilma no episódio Lina Vieira (chamando-a diariamente de mentirosa), o carnaval armado em torno do Serra, especialmente on caso da lei antifumo e outros episódios de igual magnitude (o Jornal Nacional chegou a dar três minutospara um defensora pública paulista falar como o governo Serra protege as mulheres) e a campanha nacional do PSB, dando visibilidade a Ciro pouco antes da pesquisa.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
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22/10/2009 - 10:29
Por Sanzio
Edson,
Em termos de manipulação o IBOPE já passou das medidas faz tempo. Veja a nota no Painel da Folha:
Bananas… A pesquisa Ibope em que José Serra obtém 41% de intenção de voto não pode ser comparada com a anterior do instituto, na qual o tucano havia registrado 35%. Encomendado pelo PSDB, o levantamento mais recente não apresentou ao entrevistado o nome do candidato sozinho, mas sim acompanhado de um vice.
…e laranjas. Serra atingiu 41% tendo o correligionário Aécio Neves como vice. No caso de Dilma (17%), o companheiro de chapa foi Temer.
Comentário
Gozado esse processo mental do Carlos Augusto Montenegero. Herda uma empresa e uma reputação. Consegue fazer a empresa crescer em uma área em que a reputação é ponto essencial. Depois, toma-se de fascínio pelos holofotes. Não lhe basta ser o ponto central da relação Globo x agências.
Não quer mais ser o avaliador, mas o protagonista. Se as pesquisas do IBOPE mexem com o jogo político, por que não se tornar ator do jogo?
A vaidade é péssima conselheira.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
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19/10/2009 - 15:10
O jogo político está adquirindo uma dinâmica curiosa, intensa, previsível. Mas, quando explodir, apanhará grande parte da opinião pública de surpresa, porque a partidarização da mídia mantém esse movimento nos subterrâneos da política.
São esses os fatos:
1. O DEM está francamente desanimado com a candidatura José Serra. Não vê a hora de pular para o barco de Aécio. Considera a candidatura Serra pesada, sem oferecer o fato novo capaz de segurar a onda Dilma.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
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18/10/2009 - 13:11
Por Cabocla
A pá de cal na lógica oposicionista das “motivações” do Governo..
Depoimento de Lina contradiz agenda de Lina
http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite
Do Blog de Paulo Moreira Leite
por Paulo Moreira Leite |
Reportagem publicada neste final de semana diz que, tres meses depois da explosão do escândalo, a agenda pessoal da ex-secretaria da Receita Lina Vieira apareceu entre seus pertences transportados para Natal.
Conforme a reportagem, de Alexandre Oltramari, que não teve acesso a própria agenda, mas escreve bom base no relato de uma pessoa próxima da ex-secretária, no dia 9 de outubro a agenda contém a seguinte frase: “Dar retorno a ministra sobre Família Sarney.”
De acordo com Oltramari, teria ocorrido neste dia, portanto, a data da célebre reunião no Planalto na qual, conforme Lina Vieira, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff teria lhe solicitado para dar agilidade às conclusões de um inquérito sobre Fernando Sarney.
Não é a primeira vez em que surge, da parte de Lina Vieira, uma referência a essa data como o dia possível para a reunião. Na vez anterior, perguntada sobre 9 de outubro, ela disse: “Não, não.”
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15/10/2009 - 13:54
Por Jakson ferreira de Alencar
Estou fazendo pesquisa de mestrado na PUC – SP, na área de comunicação. Pesquisarei a relação entre imprensa e desigualdade social no Brasil a partir do caso da ficha falsa da Dilma na folha de São Paulo (ver resumo abaixo). Já reuni muito material sobre o caso, incluindo bastante coisa da Blogosfera. Estou postando aqui para caso alguém deseje contribuir com algum elemento para a pesquisa. Quem desejar entrar em contato, meu e-mail é: jfalencar@yahoo.com.br.
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09/10/2009 - 08:55
Da Folha
Governador afirma que o “Brasil perdeu” sua capacidade de planejamento
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Reunido com um grupo de empresários, o governador de São Paulo, José Serra, criticou ontem o governo federal por falta de planejamento e controle de gastos. Ignorando a presença de jornalistas na reunião com integrantes do Movimento Brasil Competitivo, Serra atribuiu a paralisação de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a falta de planejamento e acusou o governo de inflar investimentos.
Após anunciar uma economia de R$ 518 milhões como produto do programa de melhoria da qualidade dos gastos, o governador disse: “Fico pensando na margem de manobra que haveria na esfera federal”.
“Em 2011, a gente conversa”, brincou o presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso.
“Quem sabe? Porque isso não existe na esfera federal”, respondeu o governador.
Sem citar o nome da ministra Dilma Rousseff -sua potencial adversária na disputa presidencial-, Serra disse que o “Brasil perdeu” a capacidade de planejamento. “Agora, por exemplo, o TCU impugnou dezenas de obras federais. Não impugnou o Rodoanel”.
Afirmando que pretende criar um manual de boas práticas de gestão, Serra lembrou que a participação do governo federal para o Rodoanel é de R$ 1,2 bilhão em R$ 4,4 bilhões. E reclamou: “No PAC, quando eles medem -daí, a propaganda do PT na TV-, eles apresentam o conjunto do rodoanel como uma obra federal”.
Nanico
Já o presidente estadual do PSDB, Mendes Thame, reagiu à reedição de propaganda do PT que contabiliza um investimento federal de R$ 100 bilhões em São Paulo. Em nota, diz que “o PT perdeu a noção”. “Deve ser já a influência do seu novo líder, Ciro Gomes, neopaulista e nanico da Dilma”.
Thame criticou o governo federal por incluir empréstimos, gastos do Estado e de prefeituras na sua cota. Segundo a nota, o governo Lula investiu apenas R$ 1,9 bilhão do Orçamento de 2009 no Estado.
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05/10/2009 - 12:56
O quebra-cabeças político não é para qualquer um. O repórter colhe dados, informações, rumores e tem dificuldade para entender o jogo, quando há a necessidade de deduzir as peças que faltam. O analista recolhe dados incompletos, monta um quebra-cabeça com algumas peças, deduz as peças que faltam, para chegar à conclusão final.
O bom repórter, se não for analista, acaba se confundindo com os sinais.
É o que ocorre no Valor de hoje, com a matéria que afirma que a intenção da estratégia eleitoral de Lula é inviabilizar a candidatura José Serra.
O repórter juntou peças e raciocínios, alguns corretos, alguns incompletos, para chegar a uma conclusão errada.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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04/10/2009 - 17:08
Por Marcos Doniseti
Nassif, não vi ninguém comentar, até o momento, sobre a entrevista da Dilma para o Jorge Bastos Moreno, publicada no ‘O Globo’, no qual ela falou sobre a sua doença e até chegou a cantar músicas do Chico Buarque, comentou sobre música erudita, novela, literatura, enfim, a entrevista mostrou mais o lado humano da ministra.
Link: clique aqui.
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24/09/2009 - 14:23
Por Marcelo Costa
Nassif,
tem uma entrevista do Montenegro ao Valor Econômico em que ele diz, novamente (como você já colocou num post aqui do dia 30 de agosto), que quem sai na frente um ano antes das eleições presidenciais tem vencido. A entrevista parece um panfleto pró-Serra, ou anti-Dilma. Está no site do Ibope e no Valor só para assinantes. O engraçado é que até ele evita falar mal do Lula, dizendo que o presidente é a parte boa do PT e que a população não quer mais quatro anos do partido no poder.
Clique aqui
Comentário
O conjunto de impropriedades de Montenegro seria apenas uma curiosidade, não fosse o fato de comandar um Instituto de pesquisa cujos resultados interferem no processo eleitoral.
Ele se comporta como o dono de uma agência de análise de riscos que compra ações de determinada empresa a quem compete ele avaliar. O que garante a isenção?
Confira as jóias na análise de Montenegro:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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30/08/2009 - 07:50
Mas engraçado mesmo seria se o desejo do filho do personagem de Jim Carrey na comédia indicada a seguir (tornar o pai incapaz de mentir por 24 horas) pudesse ser atendido em relação a todos os envolvidos nesta polêmica.
Da Folha
CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
O assunto da tal reunião entre Lina Vieira e Dilma Rousseff é complexo, mas é para isso que há meios de comunicação
O “FOI-NÃO FOI” ao Planalto da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira para falar com a ministra Dilma Rousseff resultou na exposição pública do vespeiro de grupos políticos e sindicais que lutam pelo poder no órgão.
A Folha, que deflagrou o processo ao publicar entrevista de Vieira em 9 de agosto, na qual ela disse ter-se encontrado com Rousseff a sós “no final do ano passado”, não tem conseguido dar a seu leitor visão clara sobre que interesses de que pessoas estão em jogo nem esclarecer se a tal reunião de fato ocorreu e qual teria sido seu conteúdo e contexto.
O assunto é mesmo complexo. A ponto de um suposto peessedebista, Everardo Maciel, atacar a ex-secretária, que agora é estandarte da oposição, e o Ipea, acusado por antigovernistas de ter sido instrumentalizado pelo PT, divulgar estudo que serve como defesa de Vieira a qual, ao tomar posse, foi considerada ferramenta do PT para “destucanizar” a Receita.
Mas é para isso que existem os meios de comunicação: explicar situações difíceis de entender e relatar episódios complicados de reconstituir com segurança. O jornal não tem sido capaz de mostrar o que distingue a gestão de Vieira das anteriores. Afirma que as exonerações ocorridas após a sua saída constituem “a mais grave crise da história da Receita”, mas não o comprova (por exemplo, comparando quantos funcionários de alto e médio escalões deixaram as funções quando ela assumiu).
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Dilma, Folha, Lina Vieira, SRF
26/08/2009 - 17:30
Um balanço desse imbróglio Lina Vieira, a partir das notícias de jornais e, especialmente, das informações que vocês trouxeram ao Blog:
1. Por erro de pauta da Globonews, o programa Entre Aspas exibiu um corpo de convidados francamente hostil a Lina. Sua indicação para a Receita visou acabar com a influência de Everardo Maciel. E seu sindicato, o Unafisco, é adversário do SindiReceita, sindicato dos Analistas-Tributários da Receita Federal, presidido por Paulo Antenor, que também participou do programa. Portanto, devem ser dados os devidos descontos aos ataques sofridos.
2. Não é possível atribuir à gestão de Lina a queda na arrecadação, devido à dificuldade de mensurar o efeito de outros fatores, como a recessão e as isenções tributárias. Seus adversários dirão que sua atuação levou à queda na arrecadação; seus defensores dirão que não. E se ficará em uma infindável guerra de versões.
3. Embora não se possa colocar em dúvida sua competência técnica, sua indicação para a Receita foi um grave erro, devido ao racha que provocou. Poucas vezes o Blog assistiu a debate tão acalorado quanto em um dos posts sobre sua saída, juntando de um lado os fiscais, de outro os analistas tributários. Uma guerra, mostrando o grau de tensão no órgão. E em um momento particularmente delicado, de criação da Super Receita.
4. Sua queda provavelmente se deveu a uma soma de fatores. É bem provável que o caso Petrobras tenha sido utilizado para justificar a queda na arrecadação.
5. Não há indicações objetivas de que tenha participado de uma armação política da oposição, apesar das ligações com o DEM do Rio Grande do Norte. Antes de ser de algum partido, Lina é Unafisco. E era suficientemente confiável para que lhe fosse passado o maior desafio que um dirigente de Fisco teve pela frente nas últimas décadas: a montagem da Super Receita. A hipótese mais factível é de ressentimento contra Dilma Rousseff, vista por ela como responsável por sua demissão. É mais provável que tenha feito alguma insinuação que acabou chegando aos ouvidos do DEM através do Senador José Agripino.
6. Mesmo assim, a entrevista à Folha foi claramente armada. Inicialmente, o jornal pretendia fazer a denúncia em off. Recuou. Analisando perguntas e respostas, fica claro que o repórter levantou a bola de maneira a obter as insinuações poupando Lina de qualquer responsabilização penal.
7. O resultado final dessa refrega repete o que ocorreu com o Supremo, com Gilmar Mendes, o Congresso, com a CPI do Grampo, o Senado, com a ofensiva contra Sarney: quem entra na onda tresloucada da mídia, acaba se estrepando e enlameando seu órgão. Depois de usado, é descartado.
Por fscosta
Para consolidar ::
1 – A fusao da Receita com a Previdencia seria, teoricamente, boa. Mas na Previdencia os tecnicos (e nao os auditores) tinham autonomia pra criar autos de infraçao milionarios. Na Receita isso nao ocorrre.
Pq?
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política
Tags: Dilma, Lina Vieira, receita, Unafisco
26/08/2009 - 07:30
Por WIllian Gonçalves
Como distorcer uma notícia
Dêem uma olhada nessa manchete:
O título dessa matéris induz ao erro. O típo de leitor que para nas chamadas e não se aprofunda no texto vai entender tudo errado. No princípio achei que era uma notícia bomba, porque funcionários da presidência estariam admitindo o tal do encontro, e no entanto ao ler a matéria o que se vê é que afirmam que, na verdade, todos os visitantes são registrados. Como já foi dito que não existe registro da visita da Lina, então isso comprovaria na verdade que ela está mentindo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Dilma, Estadão, GSI, Laryssa Borges, Lina
24/08/2009 - 19:12
Por Neves
Com se sabe, no dia 19 de dezembro, a ministra estava enrolada num xale: clique aqui e clique aqui.

Porém há uma foto da ministra nesse dia:
“19 de Dezembro de 2008 – 15h04 – Última modificação em 19 de Dezembro de 2008 – 15h04″
Acreditar em gabinetes ministeriais mal ilumunados é difícil. A oposição acusa o governo de se locupletar nas delícias do poder, por que então seriam austeros no uso da iluminação?
No auge do verão no planalto, alguém se enrolar num xale é algo que, só a vaidade feminina teria explicação. A foto acima aparenta que, embora vaidosa, a ministra estava adequadamente equipada para o clima da estação.
Clique aqui.
Por Mario Aquino Alves
Mário Sérgio:
De acordo com este site: clique aqui, o quadro de temperaturas naquele dia em Brasília foi:
Mínima: 18 graus Celsius
Máxima: 25 graus Celsius
Média: 22 graus Celsiius
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política
Tags: Dilma, Lina, xale
24/08/2009 - 12:00
Por Jorge Furtado
QUEM MENTIU?
Elio Gaspari é um jornalista com apreço pela verdade. Como todo mundo, pode cometer erros e os comete mas, eu suponho, sua intenção é publicar a verdade, ou o que julga ser a verdade. A notícia deve ter como ponto de partida a verdade factual. Dois exemplos de erros factuais cometidos por Elio Gaspari, os dois contra o governo Lula:
No dia 7 de setembro de 2003 Gaspari divulgou uma informação chocante: o Palácio do Planalto comprava dois tipos diferente de papel higiênico, o extrafino e o interfolhado.
“É com imenso pesar que aqui se transcrevem os termos do pregão 030/2003, convocado pelo Palácio do Planalto:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: agenda, Dilma, Lina, reunião
24/08/2009 - 10:18
Atualizado
Nosso infatigável Stanley Burburinho mostra porque falhou o golpe do factóide da reunião que não houve. Por mais que procurassem, os ilustres senadores não conseguiram encontrar um dia sequer em que houvesse brecha tanto na agenda de Dilma quanto de Lina, para embutir o tal encontro.
Como Lina viaja muito, durante os três últimos meses de 2008, em apenas sete dias coincidiu de ambas, Dilma e Lina, estarem em Brasilia. Nesses sete dias, pelo visto, não houve uma brecha para encaixar o factóide.
Por Stanley Burburinho
Estive consultando a agenda de viagens da Sra. Lina.
Acredito que a Sra. Lina e seus apoiadores estão encontrando dificuldades para arrumar uma data para o suposto encontro com a Ministra Dilma porque:
1 – No mês de dezembro/2008 (17 dias úteis), considerando os feriados e as viagens, a Sra. Lina ficou 8 dias úteis no DF:
Datas e duração das viagens:
19/12/2008 a 22/12/2008 – RN – SSDS
11/12/2008 a 15/12/2008 – RN – QSSDS
03/12/2008 a 07/12/2008 – QQSSD
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: agenda, Dilma, Lina
24/08/2009 - 07:52
A esta altura, até pela leitura da Época – que pertence ao mesmo grupo – O Globo sabe que a tal reunião entre Lina e Dilma não existiu. A Folha sabe, o Estadão sabe.
Mas a intenção do jogo não era chegar à verdade. Era mentir sistematicamente até que a pecha de mentirosa pegasse na vítima. Em plena segunda, com a trama desvendada, prosseguem mentindo.
Matéria de capa de hoje de O Globo (na foto, o diretor de redação Rodolfo Fernandes):
Dilma sai de cena para evitar desgaste
Matéria interna:
Já o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a ministra se enfraqueceu muito com o episódio de Lina Vieira e não se sustenta mais como candidata do governo à sucessão de Lula.
- Ela mentiu muito, foi mentindo, mentindo, mentindo, e agora querem tirá-la de cena para repaginar seu currículo. Por conta dela mesma, despencou, e é irreversível. Esse remendo em pneu velho não surte efeito, tem que trocar o pneu. Se o governo não trocar de candidato, vai perder por antecipação. O brasileiro não quer um presidente mitômano – avalia.
Demóstenes é o sujeito que participou da mentira com Gilmar Mendes em torno do grampo falso da Veja.
Na Folha (na foto, o diretor de redação Otávio Frias Filho), o grande pensador Fernando Rodrigues cria o conceito de “patrimonialismo da informação” para abordar exclusivamente a falta de imagens no sistema do Palácio. Dias antes, escreveu um artigo inteiro chamando a Ministra de mentirosa – com base em uma mentira. Anos atrás, passou um mês dando sobrevida a uma armação de sua fonte preferida – Gilberto Miranda – o dossiê Cayman.
Internamente, nenhuma matéria do jornal sobre o desmascaramento de Lina.
No Estadão (na foto, o diretor de redação Ricardo Gandour), também nenhuma menção ao dia 19 – dia que Lina dava como sendo da suposta reunião. A matéria fala que a base se mobiliza para evitar a convocação de Dilma.
Pergunto, em que mundo estão? Graças à Internet, esse factóide foi desmontado. Centenas de milhares de leitores de Internet – dentre os quais, os melhores leitores do Estadão, Folha e Globo – sabem que estão sendo enganados, ludibriados, sabe que mentiram para eles.
Onde se pretende chegar? O Estadão faz um drama com a decisão do desembargador em proibir a divulgação de um tema sob sigilo da notícia. Pergunto ao Gandour: qual o direito que tem um jornal de manipular a informação, de mentir e, depois de descoberta a mentira, não se corrigir?
Como se pretende alçar a liberdade de imprensa ao panteão das grandes liberdades civis, com essa desmoralização persistente? Não percebem que estão fazendo o jogo dos inimigos da democracia, que estão legitimando o chavismo? Quando irá cair a ficha desses destrambelhados?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Dilma, Estadão, Folha, Globo, Lina, reunião
24/08/2009 - 07:19
Por weden
Mundos Paralelos
Às nove da noite do domingo, o jornalista Ricardo Noblat publicou uma barriga de Elio Gaspari, insistindo no encontro de Lina e Dilma no dia 19 de dezembro.
Justifica-se a barriga de Gaspari. Ele poderia não saber da informação de que Lina não estava em Brasília neste dia, que foi vazado na rede.
Mas não se justifica que Noblat ignore totalmente a informação e publique o artigo-barriga de Gaspari.
Simplesmente, pelo fato de que Noblat sabe da impossiblidade do encontro das duas no dia 19 de dezembro. Noblat é homem da rede, de política, muito próximo da oposição, conhecedor das histórias políticas da capital Potiguar, e não estaria tão desinformado sobre a viagem de Lina.
Mas fez vista grossa e ainda joga Gaspari, que parece viver em outro mundo, na lenha.
Estamos diante de dois mundos que se estranham e parecem ser absolutamente paralelos.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia
Tags: Dilma, Gaspari, internet, jornais, Lina, Noblat
23/08/2009 - 17:40
Em Observação
1. O papel de José Agripino.
A grande ligação de Lina Vieira é com seu conterrâneo José Agripino, senador pelo Rio Grande do Norte. A prefeita de Natal é do PV, mas criatura de Agripino. Aliás, a prefeitura é das poucas bases do DEM no nordeste. E é de lá que sai o contrato de publicidade com a família de Lina Vieira. José Agripino foi o principal articulador, dentro do DEM, da ofensiva contra o senador José Sarney e, depois, contra Dilma Rousseff, em cima do episódio Lina.
2. A matéria da Folha, que deflagrou essa crise.
É de, 9 de agosto, domingo. Para sair domingo, possivelmente foi preparada entre 5 e 7 de agosto.
3. Reunião com Serra.
No dia 3 de agosto o Twitter do senador Agripino dá conta de uma relevante reunião em São Paulo, com o governador José Serra. Relevante por ter juntado o líder do PSDB no Senado, Sérgio Guerra, mais seu braço-direito para ações no Parlamento, Alberto Goldmann, mais os DEM Rodrigo Maia e ACM Neto (clique aqui).

A respeito da reunião, a Folha disse o seguinte, com Serra fazendo questão de enfatizar que não estava nas articulações barra-pesadas. É de uma sutileza ímpar:
Na noite de segunda-feira, o impacto da crise esteve na pauta da reunião de Serra com tucanos e democratas.
A avaliação dos participantes foi a de que Lula se dedica à contenção da crise, em vez de se lançar na campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A retração de Lula alivia a pressão sobre Serra para que se declare candidato agora.
(…) Serra, no entanto, desconversou quando o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), sugeriu que levantasse munição para a CPI da Petrobras. Segundo um participante, o governador paulista disse que essa não era sua área de atuação durante o governo FHC.
4. Dois dias depois, a Folha dá início às pesquisas que conduzem à manchete do dia 9.
São apenas indícios, que necessitam ser aprofundados. Mas bons indícios, convenhamos, sobre como começam todas as crises políticas brasileiras dos últimos 18 meses.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Agripino, Dilma, Lina, Serra
23/08/2009 - 08:34
O Estadão censurou matéria de seu repórter – que saiu no Estadão Online – informando que no dia informado como da reunião entre Lina Vieira e Dilma Rousseff, a primeira estava em Natal, a segunda no Rio de Janeiro e, depois, em Porto Alegre.
Desde meados da semana os jornais sabem que Lina informou os senadores de oposição que o suposto encontro com Dilma teria ocorrido no dia 19 de dezembro. E desde sexta sabem que nesse dia Lina estava no Rio Grande do Norte e Dilma no Rio de Janeiro.
Depois de passarem duas semanas acusando Dilma de mentirosa, qual o comportamento dos jornais neste domingo:
Estadão

Responsável: RIcardo Gandour
A ex-Secretária da Receita Federal diz que foi chamada por Dilma ao gabinete da Casa Civil e recebeu pedido para “agilizar a fiscalização” nas empresas do filho do Sarney, Fernando. Para Lina, havia interesse em “encerrar” apuração,
Folha

Responsável: Otávio Frias Filho
Nenhuma linha.
O Globo

Responsável: Rodolfo Fernandes
Nos últimos dias enorme estardalhaço sugerindo que a agenda da Casa Civil tinha sido alterada para sumir com dados do dia 19. Depois de constatada que nem Dima, nem Lina estavam em Brasília naquele dia, nenhuma linha
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Sem categoria
Tags: Dilma, jornais, Lina
22/08/2009 - 13:05
Por Tony
E descobrimos não so que Franklin Martins está vivo como também fala:
Do Estadão
“Franklin Martins diz que Lina mente sobre reunião com Dilma
“Ela está mentindo. Não sei a serviço de quem”, disse o ministro-chefe da Secretaria da Comunicação
João Domingos – O Estado de S.Paulo
RIO BRANCO – O ministro-chefe da Secretaria da Comunicação de Governo, Franklin Martins, afirmou ontem que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira mente quando diz que foi chamada ao Palácio do Planalto pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que teria pedido para ela abreviar as investigações a respeito da família Sarney. “Ela está mentindo. Não sei a serviço de quem”, disse Franklin.
A afirmação do ministro chama a atenção porque, embora procure sempre ajudar os repórteres com informações de bastidores, Franklin não costuma dar entrevistas. Mas ontem, ao acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Rio Branco, no ato de assinatura do lançamento de um programa habitacional que construirá 10 mil casas em todo o Estado do Acre, Franklin foi categórico: “Por que a Lina não diz em que dia foi esse encontro? Qual a hora? Uma pessoa que não se lembra do dia em que teve o encontro com alguém está mentindo. E quem mente acaba sendo descoberto”.
A senadores da oposição Lina teria dito que o encontro com Dilma ocorreu no dia 19 de dezembro. Segundo Franklin, já foi feita uma investigação sobre esse dia e nele não houve nada. “A ministra Dilma estava no dia 19 numa reunião do Conselho de Administração da Petrobrás. À tarde, ela pegou um avião e foi para Natal gozar uns dias de férias. Nesse dia não houve o tal do encontro. Nada bate no que a ex-secretária fala”, insistiu Franklin.
Lina disse que da conversa com Dilma entendeu que era para suspender as investigações sobre os Sarney, o que ela não aceitou fazer. Procurada ontem pelo Estado, Lina não foi encontrada para comentar as declarações de Franklin.”
Tomara que não seja a primeira nem a última….
Comentário
Alguém teria o link do depoimento de Lina no Senado?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política
Tags: Dilma, Franklin Martins, Lina
22/08/2009 - 09:41
Sobre o registro de entradas no Palácio do Planalto, o último parágrafo da nota do GSI diz:
4. Com relação às pessoas:
- Autoridades relacionadas nas Normas Internas (Ministros de Estado, Procurador Geral da República, Ministros de Tribunais Superiores, Parlamentares Federais e outras) uma vez identificadas, estão dispensadas do uso de qualquer credencial;
- No caso das audiências previamente agendadas, os convidados são identificados e credenciados;
- No caso de audiências sem agendamento prévio, feita a identificação dos convidados, os gabinetes das autoridades são consultados, oportunidade em que, após credenciamento, é autorizado seu ingresso.
- Nos registros existentes, correspondentes aos meses de novembro e dezembro de 2008, não foi encontrado o nome da ex-Secretária da Receita Federal, Sra Lina Maria Vieira.
O jornal O Globo faz a seguinte releitura:
O GSI, comandado pelo general Jorge Armando Félix, afirmou ainda que, nos registros de acesso pela garagem do prédio em novembro e dezembro de 2008, não há o nome de Lina Vieira. O órgão reconhece, no entanto, que não é anotado o nome das pessoas com audiência marcada previamente (ou não) com autoridades do palácio.
Elas têm apenas que se apresentar e recebem um selo adesivo para entrar no palácio.
O Globo Online diz:
Ainda em relação aos registros, o GSI alega que as autoridades que chegam ao Palácio do Planalto são identificadas e ficam “dispensadas do uso de qualquer credencial”. Já quem tem audiências previamente agendadas, “os convidados são identificados e credenciados”.
“No caso de audiências sem agendamento prévio, feita a identificação dos convidados, os gabinetes das autoridades são consultados, oportunidade em que, após credenciamento, é autorizado seu ingresso”, diz a nota .
Nenhum dos dois menciona a afirmação expressa da nota do GSI, de que “nos registros existentes, correspondentes aos meses de novembro e dezembro de 2008, não foi encontrado o nome da ex-Secretária da Receita Federal, Sra Lina Maria Vieira.”
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Dilma, GSI, Lina, Planalto
21/08/2009 - 09:23
Em observação
Por zanuja
Ora, ora, ora, parece q d. Lina tem muito mais coisas para explicar ao distinto público. Por exemplo, como o marido dela responde a um processo no STF juntinho de Roseana Sarney por improbidade adminitrativa? O dito processo está c a Ministra Carmem. Os laços de amizade da família de d.Lina com a família do senador Sarney é antiga. Se alguém estava querendo atrasar o andamento da investigação do Fernando Sarney, com certeza NÃO era a Ministra Dilma. Não senhor. Tem mais. A PF ameaçou prender a cúpula da Receita Federal, D. Lina no meio, po que estavam atrasando as investigações e por conta disso a Justiça mandou correspondência p a Receita solicitando “agilidade nas investigações”.
Comentário
O ponto central do comentário da Zanuja, que exige uma boa apuração e discussão, é acerca dessa suposta ameaça da PF contra a cúpula da Receita, a fim que agilizassem a operação.
Atenção: o EM OBSERVAÇÃO significa que a informação ainda carece de confirmação.
Por Heitor
Nassif, você não vai dar destaque ao que seria o ponto central do post?
Em primeiro lugar, quem ameaçou de prisão a cúpula da Receita foi o juiz, por descumprimento de ordem judicial, procedimento de praxe, e não a PF.
Ademais, quem deu causa à ameaça foi a gestão anterior, já que a determinação judicial original completava um ano sem atendimento. A Lina, pelo contrário, montou uma equipe de fora do estado para realizar os trabalhos, atendendo ao juiz.
Portanto, o viés do post está totalmente inadequado.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Dilma, Lina, receita, Sarney
20/08/2009 - 09:07
Do Valor
Maria Inês Nassif
20/08/2009
O caso da “denúncia” feita pela ex-secretária da Receita Lina Maria Vieira contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não é o primeiro episódio na história recente do país em que um clima de escândalo sobe a uma temperatura máxima, alimentado por fatos que são o centro das atenções políticas por semanas até que sumam no ar como fumaça. Nesse caso, depois do depoimento de Lina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, anteontem, e de inúmeros indícios apontados por apoiadores e detratores, a pergunta que vem à cabeça dos acompanhantes mais atentos da cena política é: qual é mesmo o crime?
Lina disse, em entrevista à “Folha de S. Paulo”, que no final do ano passado Dilma pediu que a Receita concluísse rapidamente inquérito em andamento contra o filho do senador José Sarney, Fernando. Os jornais e a oposição inferiram daí que a ministra-chefe da Casa Civil pressionou a Receita a arquivar os processos contra o empresário maranhense. E se apegaram, como prova do crime, a uma suposta reunião que Lina teria mantido com Dilma. Passou-se a considerar que, provada a existência desse encontro, estaria automaticamente atestada a pressão de Dilma em favor do filho do presidente do Senado.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política
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19/08/2009 - 07:30
Por weden
Nassif,
Gostaria de pensar, a partir do exemplo, coletado na página da Folha On line, os limites éticos do jornalista diante das pressões que sofrem da direção.
Peguemos o caso da jornalista Gabriela Guerreiro, que assinou o texto reproduzido integralmente abaixo do comentário.
Observe que em nenhum momento ela revela o que Lina disse: “não viu na suposta atitude de Dilma interferir no processo beneficiando Fernando Sarney”.
Observe que a jornalista vai contornando esta que foi a “revelação” principal de Lina. Ela vai tergiversando parágrafo a parágrafo.
O contorcionismo guerreiro de Gabriela é tanto que ao final a jornalista dá o entender que Lina disse o contrário do que disse.
Observe
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Dilma, Lina, reportagem, Senado
18/08/2009 - 15:58
Não tem amador nesse jogo político da sucessão. Qualquer espirro é suficiente para deflagrar uma crise política. E o governo Lula continua no jogo amador de cada Ministério jogando para si, fazendo seu meio de campo com a mídia em detrimento da governabilidade como um todo.
Na primeira gestão Lula esse jogo era tocado por Marcelo Netto, assessor do Ministro da Fazenda Antonio Palocci. No segundo tempo, continuaram os vazamentos e, sempre, de temas ligados à Fazenda. Vazam informações aparentemente inocentes sem atinar para o jogo pesado da política, como se tudo se restringisse a compadrio entre colegas jornalistas em botecos brasilienses ou cariocas sem maiores consequências.
Foi assim no episódio da substituição do presidente do Banco do Brasil – vazado para O Globo. O vazamento criou inúmeros problemas. Permitiu proliferar a versão de que o BB estaria sendo aparelhado, criou ressentimentos em Lima Netto, envenenou o ambiente interno no banco.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: crise política, Dilma, Lina, Mantega, Senado
18/08/2009 - 14:35
Por João Carlos Siqueira Jr.
Intervalo na CCJ – Depoimento de Lina Vieira – Manchetes do momento nos principais portais:
18/08/09 – 13h19 – Atualizado em 18/08/09 – 14h02
Robson Bonin Do G1, em Brasília
Lina diz que Dilma não tentou impedir investigação sobre filho de Sarney
‘Agilizar’ de ministra foi para dar celeridade à investigação, disse.
Ex-secretária manteve versão de que encontro com Dilma aconteceu.
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18 de agosto de 2009 | Atualizada às 14h11m
O Globo
Ex-chefe da Receita reitera que Dilma pediu pressa em ação sobre Sarney
Acompanhe o depoimento na CCJ do Senado
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18/08/2009 – 12h28
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Lina diz que Judiciário já havia pedido para acelerar investigações e nega pressão de Dilma
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Estadão On Line
Lina diz que pedido de Dilma foi ‘incabível’, mas não apresenta provas
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18/08/2009 – 13h27
Claudia Andrade
DO UOL Notícias
Em Brasília
Lina afirma que Dilma pediu rapidez, e não engavetamento de investigação
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Política – Terra
Ex-secretária da Receita muda duas vezes versão sobre pedido de Dilma
Alguma dúvida sobre qual manchete é tendenciosa?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: CPI, Dilma, Lina, manchetes
18/08/2009 - 08:29
Essa mistureba de jornalismo e político, de notícias com factóides, às vezes dificulta entender a lógica de algumas matérias: se maliciosas, ou se com dificuldades de elaborar raciocínios sobre temas relativamente simples.
Clique aqui para duas matérias da Folha sobre o caso Dilma x Lina.
A primeira matéria fala do Lula cobrando de Lina (a ex-Secretária da Receita) a divulgação da sua agenda, para comprovar se de fato houve ou não a propalada reunião com Dima Roussef – na qual supostamente teria sido pedido para “acelerar” as investigações sobre o filho do senador José Sarney.
Aí a Folha faz uma segunda matéria, dizendo que a agenda… da Dilma não registra todos os seus encontros. Tenta absolver antecipadamente Lina se, de fato, o suposto encontro não estiver registrado em sua agenda.
O buraco é mais embaixo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: agenda, Dilma, Lina, receita
10/08/2009 - 09:51
A entrevista de Ciro Gomes, no Valor de hoje, mostra, primeiro, os ciúmes do político que julga não estar recebendo a devida atenção dos aliados. O que não impede de ser uma entrevista interessante – pelo que Ciro diz e pelo que suas declarações não dizem, mas sugerem.
1. O risco de Dilma concorrer aliada ao PMDB e, principalmente, governar com o PMDB. É um risco real, pelas razões que ele aponta.
2. Tenta comprovar que não há transferência de votos de presidente popular para seu candidato, dando como exemplo JK e Lott. Nada a ver com Lula e Dilma. JK terminou o governo impopular, devido ao aumento expressivo da inflação e às denúncias de corrupção na construção de Brasília. Sua imagem era a do tocador de obras: a de Lott, a de legalista sem jogo de cintura. Foi colocado para perder. Lula está atrelando a imagem de Dilma às obras de seu governo. Se vai ser bem sucedido ou não na transferência, são outros quinhentos. Mas a comparação com JK-Lott não se sustenta.
3. Sua avaliação sobre o pragmatismo de Lula é correta: “Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu”. Pode-se discutir se conseguiria resistir ao golpismo sem pragmatismo. Mas o preço pago foi esse mesmo.
4. A retórica de elogiar Lula e condenar o continuísmo faz parte do repertório de Aécio Neves também: vamos manter o que Lula fez de bom e melhorar. A retórica de Ciro é: como Dilma é continuísmo, ela só vai manter, não vai melhorar. Uma ginástica retórica forçada, a não ser na constatação de que, mantido o arco de alianças, Dilma será manietada. Aí o argumento ganha mais consistência.
5. A afirmação de que a candidatura Marina implode a de Dilma faz parte da estratégia muito adotada por economistas de traçar o mapa do caos se… Se não me ouvirem. É um óbvio exagero retórico.
6. Diz que a eleição de Dilma estará perdida se Serra se candidatar à reeleição em São Paulo e apoiar Aécio Neves para a presidência. De fato, é a hipótese mais temida em Brasília.
7. O elogio que faz a Serra, chamando-o de “grande governador” tem três objetivos. O primeiro, o de não confrontar a mídia que, em geral, o tem poupado. O segundo, sinalizar a Serra de que, se sair candidato, Ciro não o atrapalhará. Terceiro, o de tirar Lula do estado de soberba atual e abrir espaço para a capacidade de barganha política do PSB.
Do Valor Econômico
(…) Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições, Marina, Serra
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