De Lula: Blecaute: “Primeiro vem a turma do ‘achismo’, depois do ‘acreditamos’ e enfim do ‘parece’”
Por Luciano Prado
Nassif,
A imprensa tem vinculado notícias sobre declarações da ministra Dilma Rousseff que não correspondem ao que de fato ela declarou sobre o blecaute.
Pelo bem da verdade e com o fito de informar corretamente a sociedade, acho de suma importância a publicação da entrevista onde a ministra fala detalhadamente sobre o assunto.
A descontextualização e as deturpações de declarações não servem aos interesses da população.
Ainda bem que existem internet e You Tube.
Por Marcos P.B.
A voz da Dilma e do Lula sobre o blecaute :
Sobre o jornalismo de hipóteses
Por Lima
Presidente Lula fala dos “especialistas” de catástrofes da mídia televisiva principalmente:
Blecaute: “Primeiro vem a turma do ‘achismo’, depois do ‘acreditamos’ e enfim do ‘parece’”
1. Faça uma denúncia insossa ou um factóide em cima do nada.
2. Faça de conta que a Internet não existe e que você não foi desmascarado meia hora depois.
3. Coloque alguns repórteres para recolher frases pré-definidas. Basta escolher a fonte que dirá o que você pretende.
4. No dia seguinte publique a “repercussão”. Conclua, por conta própria, que a notícia foi tão importante que teve o condão de reabrir um caso esquecido.
5. Depois, peça (peloamordeDeus!) para a memória do leitor não chegar até a próxima semana e constatar que o caso não durou dois dias.
6. Se algum leitor escrever solicitando o nome do autor da reportagem, explique que a razão não foi o fato de nenhum repórter querer assinar o mico. É que foi trabalho coletivo, entende?
Declaração de ex-secretária, que teria achado agenda com data de reunião com ministra, reabre caso sobre ação do governo no fisco
Tucano ironiza Lula, que desafiou Lina a mostrar sua agenda com encontro com Dilma, a pedir que a chefe da Casa Civil faça o mesmo
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A declaração da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira de que achou a agenda com anotação do encontro que diz ter tido com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reabre o caso sobre a suposta ação do governo para “agilizar” as investigações sobre a família Sarney, avaliaram ontem senadores e deputados da oposição.
“Dilma terá de vir a público e se explicar”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). “Está claro que a conversa sempre existiu”, declarou Pedro Simon (PMDB-RS). Outro senador, Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, disse crer na palavra da ministra, que sempre negou a reunião com a ex-secretária.
José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara, pediu que Lina Vieira “colabore e venha a público” pessoalmente.
Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.
Segundo a ex-secretária, o encontro foi chamado por Dilma e teve um só tema: um pedido para “agilizar” a investigação do fisco nos negócios da família de José Sarney (PMDB), aliado do governo Lula e hoje presidente do Senado.
Em 19 de agosto, dez dias depois de ter feito a acusação em entrevista à Folha, Lina depôs no Senado. Ela confirmou sua versão e deu mais detalhes.
Tanto a ministra como Lula desdenharam das acusações e desafiaram a ex-secretária a apresentar provas da data exata do encontro. “Seria tão mais simples e mais fácil se a secretária mandasse a agenda que se encontrou com a Dilma”, disse Lula. “Era só pegar as duas agendas e ver o que aconteceu.”
Ontem o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ironizou o desafio. “Agora é só fazer o que Lula havia dito. A Dilma tem de mostrar a agenda dela.” Ele defende a ida da ministra ao Senado.
O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que aguarda cópia do contrato da empresa que faz monitoramento de imagens da entrada no Planalto. Ele quer provar que elas são armazenadas por mais de 30 dias, ao contrário do que alega o governo. “Com o documento em mãos que comprove a existência das imagens, passaria ao governo a tarefa de apresentar esclarecimentos.
Estou para ver episódio mais surreal do que esse super-factóide criado pela mídia em torno da ex-Secretária da Receita, Lina Vieira – que afirmou ter mantido um encontro reservado com a Ministra Dilma Rousseff, onde lhe teria sido solicitado apressar o inquérito sobre o filho do senador José Sarney.
A Casa Civil é o órgão mais importante de qualquer governo, porque é por lá que passam todos os projetos de lei, portarias, medidas administrativas, para que sejam avaliadas sua legalidade, sua relevância para o governo etc.
A primeira coisa que Lina fez, quando indicada Secretária, foi providenciar uma visita à Casa Civil, não para uma audiência com Dilma, mas com secretarias de lá, com as quais teria que conviver. Por aí pode-se entender o peso de qualquer pedido emanado da Casa Civil.
O episódio do suposto encontro entre ela e Dilma foi tão insólito, que desenvolveram-se duas versões sobre o caso.
O envolvimento dos jornais com a campanha eleitoral, sua evidente tomada de posição, somados à perda de prática do exercício do jornalismo, têm produzido alguns malabarismos curiosos.
A primeira, o editorial de hoje da Folha, em que ela sustenta – com base nas últimas pesquisas do Datafolha – que Ciro Gomes deve se candidatar à presidência da República, não ao governo do Estado. E escreve como se desejasse apenas o bem-estar do candidato. Ciro deve ter ficado comovidíssimo com o interesse da Folha por seu futuro político.
Conhecido pelo estilo trovejante, que às vezes acaba por prejudicá-lo, o ex-governador do Ceará atua agora com desembaraço. Recolhe os dados de pesquisas como o Datafolha e os estampa para Lula, tentando convencer o presidente de que é arriscado demais fiar-se numa só candidatura situacionista no ano que vem.
O editorial trata Dilma como “a aspirante inventada por Lula”. E diz que “persiste, de resto, a dúvida sobre até que ponto um governante muito bem avaliado pela população, como Lula, consegue transferir apoio a uma candidata sacada do anonimato.”
Aí, o leitor lê o editorial, com todas essas posições engajadas e idiossincráticas, lembra-se do episódio da falsificação da ficha de Dilma no DOPS e se vê no direito de indagar: pode-se confiar em uma pesquisa feita por um Instituto ligado a um jornal claramente engajado em uma campanha eleitoral e que não teve pejo em falsificar uma denúncia para atingir seus objetivos?
Ainda não caiu a ficha do Otavinho de que idiossincrasias e partidarismo são adversários da credibilidade jornalística.
A partir de hoje, inicio uma série sobre o pré-sal, a partir de entrevista exclusiva com a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. O primeiro tema é sobre o modelo de exploração do pré-sal.
Para montar a regulamentação do pré-sal, a Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff acredita ter reunido um dos melhores grupos de discussão do governo. P articiparam representantes da Fazenda, o do Tesouro, Arno Augustin, pessoal do Ministério das Minas e Energia, da Advocacia Geral da União, do Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, da Agência Nacional de Petróleo, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e da Petrobras.
***
A primeira parte do trabalho consistiu na chamada acumulação de conhecimento. Foram descritos todos os modelos de legislação possível. Depois, se aprofundaram mais nos modelos que interessavam.
O câncer de Dilma Rousseff foi descoberto por casualidade. Seu médico em Porto Alegre mantinha contato com Roberto Kalil, chefe do Departamento de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Tempos atrás, Dilma teve um pequeno problema. Seu médico entrou em contato com Kalil, que não mais largou do seu pé.
Por insistência de Kalil, acabou vindo a São Paulo se submeter a uma tomografia computadorizada. A tomografia destaca, em cores mais fortes, áreas afetadas. O problema antigo estava superado. Havia alguns sinais na axila esquerda e, ali, acendeu-se a luz amarela.
Imediatamente montou-se uma junta médica para diagnosticar o problema encontrado. Aparentemente era um tumor benigno, mas não se tinha certeza. Dois dos médicos do Sírio estudaram no Centro Oncológico M. D. Anderson, em Houston, o mais avançado do mundo. Imediatamente entraram em contato para um segundo diagnóstico. Por teleconferência foram enviados os exames. A recomendação foi imediata: operem já! O tumor benigno continha, dentro de si, um linfoma.
Foi assim, abruptamente, que Dilma se deu conta de que estava com câncer. A sensação foi esquisita. De repente, veio com tudo a percepção da inexorabilidade da morte, de como a vida é algo tênue, de como se gasta energia com problemas irrelevantes.
Jamais poderia imaginar, antes, as reações que teria. De repente, olhava o céu de Brasília, bonito, azul, e se dava conta de que poderia perder aquela sensação. Ou então ficava imaginando que poderia ter dado mais atenção a um interlocutor, em uma conversa que tivera dias antes. Cada detalhe do dia passava a ser importante, como se precisasse curtir as pausas do dia, olhar o céu, sentir as mínimas percepções.
Quando a doença foi anunciada, o que mais a emocionou foi a reação do povo anônimo. Católicos enviaram santinhos de missa, água benta e até escapulário; espíritas mandaram livros; umbandistas, pequenos patuás; evangélicos, orações. E ela se deu conta de que havia uma irmandade, entre as pessoas que passaram pelo mesmo problema e superaram. Em todos os lugares que ia aparecia alguém com depoimento de conhecidos que enfrentaram o problema e venceram. Foi poupada de qualquer história sobre casos de insucesso.
A manifestação mais sensível foi da apresentadora Ana Maria Braga, que a tratou com uma delicadeza que a comoveu.
Ah, e a família estendida, como acorreu em seu socorro, as tias mineiras cercando-a de cuidados, energia e orações. Deu-se conta, também naquele momento, que sua familinha era pequena, a filha, casada, morando longe. A saudade e o sentimento de solidão a fizeram ter vontade de ser avó. Mas, principalmente, constatou a importância cada vez maior da instituição família estendida em um mundo cada vez mais complexo. Ela, que passou a vida na companhia de companheiros, de militantes políticos, na na hora de recarregar as energias, recorria sempre às tias mineiras.
Depois, foram as discussões sobre as raízes do câncer. Não tinha antecedentes familiares, estava longe de ser uma pessoa depressiva. Os médicos acham que foram causas ambientais, poluição de produtos químicos, especialmente no ar.
Começou o tratamento, pesado, vários dias por semana na quimioterapia e, depois, na radioterapia, que lhe deixaram o peito em chaga. Nada fora da normalidade. Mas os médicos evitaram antecipar o que passaria, porque o importante é manter o paciente com o moral elevado durante o tratamento.
O primeiro susto, depois de iniciado o tratamento, foram as dores intensas que passou a sentir na perna e que a levaram correndo de volta ao Sírio. Lá, nova junta médica, com os principais especialistas. A cena descrita lembra a do seriado House, da TV fechada. Cada qual opinando de um lado, quando o neurologista, de idade mais avançada, deu seu diagnóstico definitivo e os demais se calaram respeitosamente:
- A causa foi a supressão da cortisona que ele estava tomando.
Dilma fora afetada por uma espécie de síndrome de abstinência quando interromperam a dosagem de 25 mg que recebia.
Na junta que discutia seu caso na sua frente, o decano era o próprio personagem do House, resmungão, puxando as orelhas dos colegas mais novos – que o ouviam respeitosamente.
Nas primeiras pesquisas, Ciro vinha à frente de Dilma. A Ministra cresceu e, na penúltima pesquisa, alcançou Ciro. Na última, ambos mantiveram a mesma preocupação.
O Estadão, mostrando a visível deterioração de sua qualidade editorial nos últimos meses, estampou a seguinte manchete:
Por weden
Esquerdas somam 43% dos votos
Num dos cenários da pesquisa divulgada ontem, Serra cai para 37%, Dilma fica em 16%, Ciro se mantém nos 15% e Heloísa chega de novo a 12%. No cenário com Marina, as esquerdas chegam a 46% dos votos.
O que fica claro na pesquisa é a tendência do eleitor manter a margem de 45%, mais ou menos, de preferência pelos candidatos de esquerda. A questão agora é saber quem carrearia mais votos num eventual segundo turno.
Vou dar uma opinião muito pessoal: Ciro Gomes. Por quê? Porque num outro cenário de pesquisa, sem Ciro, vê-se que boa parte dos votos dele vai para a Serra, mais do que aqueles que vão para Dilma.
È que Ciro não agrada somente às esquerdas. Uma direita progressista está com ele. Além disso é quase impossível que eleitores de Dilma (claramente ainda o eleitor do PT e de Lula) e Heloísa Helena deixariam de Leia mais »
Paulo de Tarso Lyra e Cristiane Agostine, de Brasília
11/08/2009
Lina: ex-secretária da Receita será convocada para a CPI para dizer como Dilma teria feito tráfico de influência
O Palácio do Planalto considera inevitável a convocação da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira para a CPI da Petrobras. Em entrevista dada no fim de semana, Lina diz ter sido pressionada pela chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, a acelerar as investigações contra Fernando Sarney, numa mensagem entendida por ela “como um recado para inocentar o filho do senador”. Os aliados governistas no Senado, contudo, vão utilizar o depoimento de hoje do secretário interino da Receita, Otacílio Cartaxo, o primeiro à CPI da Petrobras, inaugurando os trabalhos, para tentar desqualificá-la. “Cartaxo vai desmentir a versão dada pela Receita (durante a gestão Lina) de que a Petrobras foi multada em R$ 4 milhões por uma manobra contábil. Quem mentiu uma vez pode muito bem estar mentindo novamente”, disse um integrante da base de apoio do Executivo.
Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.
A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.
Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.
O início da derrocada
O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.
A chamada grande imprensa está questionando o currículo da Dilma. Fiz uma busca textual no banco de dados do Sistema Currículo Lattes e encontrei o seguinte:
“Dilma Vana Rousseff
possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977) e mestrado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1979) . Atualmente é Secretária de Estado da Secretaria de Energia Minas e Comunicações.
(Texto gerado automaticamente pela aplicação CVLattes)
Em fevereiro entrei em contato com a alumniaffairs da Universidade de Cornell pedindo informações sobre um aluno chamado José Serra que teria freqüentado a universidade em 1974 e onde ele teria obtido os graus de mestre e doutor. Cornell informou que não existe nenhuma informação sobre ele nos bancos de dados da universidade. Vejam abaixo a troca de e-mails:
de Stanley Burburinho
para info@cornell.edu
data 16 de fevereiro de 2009 13:41
assunto Need Help
enviado por gmail.com
Hi. I am trying to locate a friend of mine who attended Cornell in 1974 when he got his Ms.C. and Ph.D. degrees. His name is José Serra and he is from Brazil.
Thnaks in advance.
Stanley.
alumniaffairs-mailbox I’m sorry, but I have no information on our data base for him. Franci…
alumniaffairs-mailbox 17 fev
alumniaffairs-mailbox
de alumniaffairs-mailbox
para Stanley Burburinho
data 17 de fevereiro de 2009 12:20
assunto Re: Need Help
I’m sorry, but I have no information on our data base for him. Francine
Com nova a negativa da Folha de São Paulo (publicada hoje) em assumir tamanho do seu erro, volta a pauta o assunto da suposta “ficha” da Ministra Dilma Roussef no Dops.
Para colaborar com a discussão – e demonstrar cabalmente que não existe qualquer possibilidade dessa ficha ser verdadeira – sugiro a leitura do arquivo PDF anexo, que traz uma análise didática sobre o caráter grosseiro da falsificação que a Folha se dispôs a publicar.
É absolutamente ridícula essa tentativa da direção do jornal em tentar manter alguma dúvida sobre o tamanho da fraude em que esteve envolvido, valendo-se da alegação de que não possui o documento original para comparar. A Folha não o possui porque ele simplemente não existe. Essa ficha foi inteiramente feita em computador, usando mal e porcamente alguns recursos digitais para tentar simular um documento antigo.
Duvido que surja algum especialista sério no mundo capaz de afirmar que existe alguma chance, remota que seja, dessa ficha ter sido originada pelo escaneamento de um documento físico. Mas a Folha não precisa gastar dinheiro com especialistas. É bem possível que qualquer estagiário do departamento de arte do jornal seja capaz de desmascarar esse engodo.
É impressionante a dificuldade da Folha em dar o braço a torcer, no caso da ficha falsa de Dilma Rousseff. O reconhecimento da fraude sai aos poucos e sempre com ressalvas. E o jornal chega a uma conclusão que revoluciona de vez o exercício do jornalismo: só se pode comprovar que um documento é falso se houver o original para ser comparado. É uma revolução newtoniana no jornalismo.
A fraude é facilmente comprovável, sem necessidade de laudo pericial nenhum, a partir do seguinte raciocínio óbvio e acessível a qualquer pessoa com um mínimo de honestidade intelectual:
1. A Folha recebeu a ficha por e-mail. Apresentou como se fosse a ficha de Dilma Rousseff no DOPS paulista. A partir daí, bastaria ir ao Arquivo Público, onde se encontra o material do DOPS e conferir se a ficha existe ou, pelo menos, se o modelo de ficha é o mesmo do spam.
2. Na carta da Ministra ao jornal (que publiquei) é mencionada a afirmação taxativa do diretor do Arquivo Público, de que aquele modelo de ficha nunca existiu no DOPS. O laudo reitera essa afirmação e menciona a inexistência de fotos no arquivo no período 1967 a 1969. Em vez de se render aos fatos, a Folha diz que “poderia” existir esse modelo, foto ou ficha, nos anos posteriores. Então mostre. Mas não vai atrás do Arquivo Público para comprovar a suspeita ou desmentir a acusação. Limita-se a desqualificar as provas em cima de bobagens inacreditáveis (os peritos se basearam na foto que saiu no Blog do Azenha, por estar mais legível, sendo que o Blog é crítico da mídia). Cáspite!
Sinceramente, não sei o que está por trás. Ou se mantém o fantasma pendente para uso posterior. Ou tenta se livrar a todo o custo a cara de quem armou essa jogada. Ninguém da redação mereceria essa solidariedade, do jornal se expor ao ridículo para salvar a cara do autor desse feito.
Médicos dizem que Dilma está curada de câncer linfático
Ministra teve tratamento encurtado e realizou ontem a última sessão de quimioterapia, mas ainda se submeterá a radioterapia
Questionado se não é muito cedo para declarar a cura de Dilma, oncologista afirmou que as chances de a doença voltar são muito pequenas
ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) realizou ontem a quarta e última sessão de quimioterapia do tratamento contra um câncer linfático. Ela passará agora por aplicações de radioterapia. Mesmo sem ter encerrado o tratamento, os médicos disseram ontem que consideram Dilma curada.
“Nós achamos que ela está curada agora. (…) Nesse momento ela está completamente sem evidência de doença”, disse o oncologista Paulo Hoff. Leia mais »
Recebi 77 mensagens de 55 leitores sobre a reportagem em que a Folha reconhece erros por publicar suposta ficha de Dilma Rousseff do tempo da ditadura. Nenhum se satisfez com as explicações. Nem eu.
Fiz perguntas à Redação para tentar esclarecer o caso. As respostas não o elucidam.
A reportagem original saiu na primeira página; a correção também deveria ter saído na capa do jornal.
O “Manual” prevê que o jornal identifique a fonte que lhe passe informação errada, o que não se fez neste caso.
Alertado por leitor no dia da reportagem original de que ficha fraudulenta circulava na internet, o ombudsman pediu para a Redação apurar e ficou sem resposta até o dia 21.
Na sexta, a Redação me disse que nenhum jornalista envolvido na produção e edição da reportagem original sabia da ficha falsa na internet, o que revela incrível desinformação de jornalistas especializados.
O pior é a Redação dizer que encerrou a apuração desse episódio seriíssimo e não acha necessário rever procedimentos de checagem de informações.
No caso Memogate, que citei domingo passado, a rede de TV CBS constituiu comissão independente para apurar o que houve. Seu relatório foi divulgado publicamente e dele resultaram ampla revisão de procedimentos internos da Redação, a demissão de uma produtora e um pedido de desculpas da emissora à audiência. Sugiro à Folha fazer algo similar.
Senhor Jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsmann da Folha de São Paulo,
1. Em 30/03/2009, a jornalista Fernanda Odilla entrevistou-me, por telefone, a pedido do chefe de redação da Folha de São Paulo, em Brasília, Melchíades Filho, acerca das minhas atividades na resistência à ditadura militar.
2. Naquela ocasião ela me informou que para a realização da matéria jornalística, que foi publicada dia 05/04/09, tinha estado no Superior Tribunal Militar – STM. No entanto, eu soube posteriormente que, com o argumento de pesquisar sobre o Sr. Antonio Espinosa, do qual detinha autorização expressa para tal , aproveitara a oportunidade e pesquisara informações sobre os meus processos, retirando cópias de documentos que diziam respeito exclusivamente a mim, sem a minha devida autorização
3. A repórter esteve também no Arquivo Público de São Paulo, onde requereu pesquisa nos documentos e processos que me mencionavam, relativos ao período em que militei na resistência à ditadura militar. Neste caso, é política do Arquivo de São Paulo disponibilizar livremente todos os dados arquivados e, em caso de fotocópia, autenticar a cópia no verso com os dizeres “confere com o original”, com a data e a assinatura do funcionário responsável pela liberação do documento. Leia mais »
Para a Ministra-Chefe da Casa Civil, ainda não terminou o factóide da Folha, sobre sua suposta participação no suposto plano de sequestro do Ministro Delfim Netto. A resposta do jornal – dizendo que não poderia assegurar nem a veracidade nem a falsidade da ficha – deixou a bola quicando na área para a Ministra.
No semi-desmentido sobre a ficha, a Folha fala em uma
ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.
Não é verdade. A Folha sabia que a ficha era falsa. Se não sabia quando soltou a matéria, certamente foi informada quando escreveu o semidesmentido, pelo responsável pelos arquivos do DOPS, da mesma maneira que ele próprio explicou para Dilma, quando ela o procurou.
A tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não têm diferenças entre si – diferente do que acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever comuns. Logo, só poderia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. A primeira máquina elétrica da IBM entrou no mercado brasileiro em 1966. Mas em 1970 não existia no DOPS nem um, nem outro. Logo, não poderia haver nenhuma dúvida sobre a falsificação da ficha.
Não foi o único fato comprometedor nessa sucessão de manipulações daquele que provavelmente é o mais grave episódio a comprometer a imagem do jornal nos últimos anos.
Dilma aceitou dar um depoimento para a repórter Fernanda Odilla a pedido do diretor da sucursal da Folha em Brasília, Melchiades Filho.
Na entrevista, foi taxativa em garantir que jamais participara de uma ação armada sequer.
- Sou uma pessoa bastante desinteressante para gerar matérias sobre o período, diz Dilma, porque jamais cometi ação armada, não fui julgada nem interrogada sobre isso.
Dilma era do Colina (Comando de Libertação Nacional). Houve uma aproximação com outro grupo, o VPR, resultando daí o VAR-Palmares. O namoro durou três meses apenas. Acabou por diferenças irreconciliáveis acerca das estratégias a serem adotadas. O Colina defendia a linha de massa; o VAR, a luta armada. O Colina não descartava a resistência ou mesmo a guerrilha futura, mas, naquele momento, não via as mínimas condições para isso. Houve bate-bocas memoráveis, em que o VAR acusava o Colina de ser “de direita”. Esse racha foi exposto por Dilma à repórter da Folha.
Foi um período foi muito curto, antes dos dois grupos serem desbaratados pela repressão. Em novembro de 1969, Antonio Roberto Espinosa – principal fonte da matéria -, do VAR, foi preso. Em janeiro, foi a vez de Dilma ser presa.
Para Dilma, o tal plano de sequestro de Delfim provavelmente era uma ideia pessoal de Espinosa, mas que, se existiu, nunca ganhou forma.
Sua primeira leitura da matéria, foi no Clipping do governo. Por isso não reparou na ficha propriamente dita, que saiu apenas no jornal impresso. Embaixo, a informação de que tinha sido obtida no DOPS. Para Dilma seria impossível que o DOPS tivesse forjado uma ficha com informações falsas. Em 1970, a luta armada estava completamente derrotada, os militantes já estavam presos, não havia necessidade de inventar fichas para ninguém.
Quando viu a ficha no jornal impresso, Dilma deu-se conta do absurdo. A tal ficha já circulava em sites na Internet, como o Ternuma e o Coturno Soturno. Imediatamente ligou para Melchiades, informando-o das suas suspeitas. Ele reiterou que a fonte eram os arquivos do DOPS. Dilma pediu que lhe enviasse o original. Não obteve resposta.
Dois dias depois, Dilma entrou em contato com o responsável pelos arquivos do DOPS e pediu para ver a ficha original. O responsável pelo arquivo foi taxativo. Disse que não só não tinha essa ficha por lá como desconfiava que era falsa, por uma razão óbvia: a tal ficha tinha sido preenchida por algum sistema em que as letras não tinham diferenças entre si – como acontece com qualquer texto escrito em máquinas de escrever manuais. Logo, só podia ter saído de um computador ou de uma máquina elétrica. Em 1970 não existia nem um, nem outro.
A reação de Dilma foi mandar carta para o ombudsman da Folha, relatando toda sua trajetória e relacionando 16 pontos de inconsistência na matéria. Ele não reproduziu a carta, limitando-se a publicar uma pequena nota, dizendo que a Folha deveria checar melhor as fontes.
Agora, Dilma contratou a UnB e a Universidade de São Paulo para produzir novos laudos. Com eles, pretende desmascarar completamente a tese da Folha, de que não seria possível assegurar que a ficha seja falsa. Leia mais »
Ministra diz que uma das reproduções de papéis publicadas pela Folha sobre sua prisão na ditadura é “montagem recente”
Na sua reportagem, a Folha informava, na legenda sob a reprodução da ficha, que Dilma não havia cometido os crimes a ela imputados
PAULO PEIXOTO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) questionou a autenticidade de um dos documentos referentes à sua prisão pelo regime militar publicado, com outros quatro, em reportagem da Folha no último dia 5. Segundo a ministra, a ficha em que ela aparece qualificada como “terrorista/assaltante de bancos” e da qual consta o carimbo “capturado” sobre a sua foto é uma “manipulação recente”. Dilma disse que o documento não consta dos arquivos em que ela mandou pesquisar. “A ficha é falsa, é uma montagem. (…) Estou, atualmente, numa discussão, tentando ver com a Folha de S.Paulo de onde eles tiraram aquela ficha, porque até agora ela não está em nenhum dos arquivos que pelo menos nós olhamos. Então, ela não é produto nem daquela época, ela é produto recente, manipulado, de órgãos ou de interesses escusos daqueles que praticaram esses atos no passado”, disse a ministra em entrevista à radio Itatiaia, de Belo Horizonte.
Ex-integrante do movimento VAR-Palmares, adepto da luta armada contra a ditadura, Dilma negou participação em ações criminosas realizadas em São Paulo e atribuídas a ela na ficha. “Eu nunca militei em São Paulo nesse período que eles relatam na ficha. Eu morava em Minas. Tem datas aí [na ficha], de 1968, que eu não só morava aí [em BH] como estudava na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Tinha endereço certo e sabido.” Na sua reportagem, a Folha informava, na legenda sob a reprodução do documento, que a ministra não havia cometido crimes a ela imputados. Dilma disse ainda que, embora tenha ficado presa por seis anos, “infelizmente ou felizmente”, nunca foi julgada por participação em ações armadas. “Nunca fui julgada por nenhuma ação armada ou por um assalto a banco, porque as minhas circunstâncias foram essas, não os cometi.” A ministra disse que a ficha “cumpre uma função similar àquela da pergunta que me foi feita no Senado”, referindo-se ao questionamento que lhe fizera o senador Agripino Maia (DEM-RN), em maio de 2008, sobre ela ter mentido em seus depoimentos durante os interrogatórios no regime militar. Na ocasião, Dilma respondeu: “Não é possível supor que se dialogue no choque elétrico, no pau-de-arara. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia”. (…)
Nota da Redação – Tão logo a ministra colocou em dúvida a autenticidade de uma das reproduções publicadas, a Folha escalou repórteres para esclarecer o caso e publicará o resultado dessa apuração numa próxima edição.
Comentário
A demonstração de humildade da Folha, que em outros tempos seria interpretada como virtude jornalística, nas circunstâncias atuais é claramente medo da repetição do “fator ditabranda”.
É uma pena o que o Otavinho fez com o jornal nesse período, uma pena. E não foi por falta de aviso. Aquela Folha, já não mais há. Vai ter que juntar os cacos, sem ter a intuição do seu Frias para orientá-lo.
Por C. Brayton
Descobrir que divulgou uma montagem após o fato não é a mesma coisa que averiguar antes e deixar de divulgar.
Por Marc
Se esse documento não aparecer fica comprovado que ele é resultado do Photoshop.
Nesse caso a Folha vai ser o caso mais detalhado de revisionismo e adulteração histórica, a saber:
Ditabranda
Entrevista de Roberto Espinosa sobre a Dilma
Documentos adulterados (ficha da Dilma)
Grampo sem áudio do STF.
…
Independente da visão jornalistica e ideológica, como empresário não consigo entender esta postura, são atitudes que vão contra o pragmatismo que sempre deve nortear grandes grupos como a Folha.
Acho que os herdeiros tem uma visão distorcida da realidade e acreditam demais no seu poder, estão apostando todas as fichas num único lado e dobrando o lance a cada rodada perdida.
Por Marcello Oliveira
Eu recebi um e-mail, do tipo “olhem o curriculum do candidato do PT às próximas eleições”, com uma ficha daquelas, há pelo menos uns 6 meses. Tem uma cópia, por exemplo, neste link ( http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=18867.0 ), datada de janeiro, bem antes da reportagem da Folha. Parece que alguém da redação também recebeu.
“Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada”
Por Antonio Roberto Espinosa
Á coluna painel do leitor
Chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal
Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar. Leia mais »
Em visita a Salvador, Dilma nega as informações da VEJA e do suposto grampo do delegado:
“A ministra Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner foram recebidos neste sábado (07) na Tv Itapoan pelo presidente da Rede Record, Alexandre Raposo, e o diretor executivo da Tv Itapoan, Paulo Dropa. A ministra conheceu as instalações e os projetos de jornalismo e teledramaturgia da rede e, logo em seguida, gravou uma entrevista de aproximadamente quarenta minutos para o programa Balanço Geral, apresentado por Raimundo Varela. Em conversa com os executivos, a ministra diz não acreditar que tenha sido grampeada pelo delegado Protógenes, até porque, diferentemente do que foi publicado na revista Veja, afirma que é solteira e há muito não tem um relacionamento amoroso.
FONTE: site do Bahianoticias – http://www.samuelcelestino.com.br
Por Cláudio
Nassif,
sugiro que você dê uma olhada no link da Folha e veja os comentários
sobre a matéria da Veja. Já está claro para todos que no mínimo, no
mínimo, a Veja perdeu totalmente a seriedade e a cofiança de todos, e
os comentários são na maioria absoluta em crítica a imprensa que teima
em proteger Dantas e a acusar Protógenes.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.