13/11/2009 - 09:39
A luta contra a valorização das moedas de emergentes

Reportagem da Bloomberg aborda como Brasil, Chile, Rússia e Coréia do Sul estão lutando uma “batalha perdida” para conter a valorização de suas moedas. O dólar em queda e a recuperação econômica estão criando mais demanda por esses ativos do que os bancos centrais podem controlar. Na Coréia do Sul, o país vai deixar que o mercado regule a cotação da moeda, e no Chile, os parlamentares aprovaram um aumento na emissão de dívida local para financiar as despesas. O peso chileno se valorizou 26% este ano contra o dólar, o segundo maior ganho entre as moedas latino-americanas após a ascensão de 33% do real. No Brasil, Rodrigo Azevedo, diretor de política monetária do banco central do Brasil de 2004 a 2007, diz que “o Brasil pode fazer muito pouco (para conter a apreciação)”. O real do Brasil se valorizou 1,6% neste mês, mesmo após a criação de um imposto em outubro sobre investimentos estrangeiros e aumentar as reservas cambiais em US$ 9,5 bilhões, no esforço para conter o fortalecimento da moeda.
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional
Tags: Alemanha, Amazônia, Brasil, chile, China, Coréia do Sul, crise econômica, desemprego, desmatamento, emergentes, EUA, Eurozona, recessão, Rússia, valorização cambial
11/08/2009 - 08:52
Por Roberto São Paulo/SP
Comentário: evitando o pior
Por PAUL KRUGMAN
10/08 – 16:55 – The New York Times, divulgado pelo Último Segundo do iG
Apesar de tudo, parece que não teremos uma segunda Grande Depressão. O que nos salvou? A resposta, basicamente, é o Grande Governo.
Só para esclarecer: a situação econômica permanece terrível.
Na verdade pior do que quase todos pensavam ser possível há algum tempo. A nação perdeu 6,7 milhões de empregos desde que a recessão começou…………
…….Há alguns meses, a possibilidade de cair nesse precipício parecia muito real. O pânico financeiro no final de 2008 foi, de certa forma, tão severo quanto o pânico bancário no começo dos anos 1930, e por certo tempo os indicadores econômicos principais – comércio mundial, produção industrial mundial e mesmo o preço das ações – estavam caindo tão rápido ou mais rápido do que em 1929 e 1930.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: crise, desemprego, Paul Krugman
25/07/2009 - 11:31
Explode a crise econômica, o governador José Serra – que teria tudo para capitalizar as críticas contra o modelo cambial brasileiro – não se manifesta. Como estado mais industrializado, São Paulo é dos que mais sofrem. Serra leva quatro a cinco meses para anunciar medidas contra a crise – nem sei se implementadas ou não.
O último trimestre de 2008 marcou o auge do desemprego maciço, especialmente no setor industrial paulista. Esta semana, o ligadíssimo Serra anuncia as primeiras medidas para ajudar desempregados. O anúncio é feito por Guilherme Afif que representa um setor – o comércio – profundamente atingido pelas medidas de antecipação tributária do próprio governo que ele integra.
O setor de máquinas e equipamentos – basicamente paulista – enfrenta a crise mais brava dos últimos anos. Cria-se uma Agência de Desenvolvimento que não define um plano sequer de apoio ao setor.
São Paulo é o estado mais afetado pela gripe suína e o Secretário da Saúde e o governador desaparecem do mapa. A única manifestação de Serra foi aquele vídeo do porquinho.
Pergunto: um governador que estivesse com a cabeça focada em governar teria deixado passar tantas oportunidades em mostrar iniciativa e solidariedade com seu estado? É evidente que a cabeça de Serra está em outro plano.
No seu Twitter, ele fala de alimentos orgânicos, do bem e da bondade com a mesma convicção de um Gilberto Dimenstein da política.
Cadê aquele candidato a estadista em que um dia tantos acreditaram?
Da Folha
Governo de SP vai distribuir verba contra desemprego
Estado reserva R$ 100 milhões para dar auxílio de R$ 210 a 40 mil desempregados
Programa dará prioridade aos trabalhadores de 30 e 59 anos que não mais recebem seguro-desemprego; ajuda pode ser reeditada em 2010
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: desemprego, José Serra
30/04/2009 - 09:45
Estudo do IPEA comprova que o mercado tem privilegiado o emprego a jovens de boa escolaridade e salários baixos. O desemprego é maior no interior e em faixas de maior renda.
Mais dados no Clipping do Blog
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: desemprego, IPEA
26/02/2009 - 08:28
As 4,4 mil demissões na Embraer representam o maior fracasso das políticas anticíclicas de Lula, desde que a crise começou. Não pelas demissões em si, inevitáveis ante uma crise externa sem precedentes, para uma empresa que depende fundamentalmente do mercado externo, em um setor que é diretamente afetado pela crise. Mas pela falta de instrumentos de minimização dos estragos.
O fracasso é amplo e deve ser distribuído em parcelas iguais pelo governo, por uma empresa que era orgulho do país, pelas centrais sindicais e pela prefeitura de São José dos Campos.
Faltou crédito para as grandes empresas, o Banco Central acudiu. Faltou para as montadoras, o Banco do Brasil aportou. Faltou para as exportações, as reservas cambiais garantiram. E tinham que fazer, mesmo.
Mas o que foi montado especificamente para amenizar o desemprego em setores sujeitos a demissões em massa? Aparentemente, nada.
Em outros momentos da história, empresas socialmente responsáveis montavam todo um aparato de apoio ao trabalhador desempregado. Programas de requalificação, cursos de empreendedorismo, transformação dos trabalhadores em fornecedores, central de recolocação dos trabalhadores (ainda que em uma conjuntura extremamente hostil). Nada disso foi sequer esboçado. A empresa não tomou a iniciativa, as centrais sindicais também não, nenhuma sugestão foi implementada a partir das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Os trabalhadores foram abandonados à sua própria sorte.
Ontem, na visita dos dirigentes da Embraer ao Palácio, não lhes foi cobrada a readmissão dos funcionários, nem era o caso, dado o tamanho da crise. Mas o mínimo que se esperava é que na reunião estivessem presentes as centrais sindicais, o Ministério do Trabalho, o do Desenvolvimento, representantes do FAT, do Sebrae e que da lá saísse uma proposta de ação conjunta para amenizar os problemas dos demitidos da Embraer e que servisse de modelo de atuação para outros setores sujeitos a demissões em massa.
Nada aconteceu.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios
Tags: demissões, desemprego, Embraer
19/01/2009 - 15:20
Por Roberto São Paulo/SP
Do Último Segundo
País perdeu 654.946 empregos em dezembro, informa Ministério do Trabalho
19/01 – 14:45 – Carol Pires
Durante o mês de dezembro de 2008, o País registrou o corte de 654.946 empregos formais, o dobro do que foi cortado em dezembro de 2007. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado nesta segunda-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.
Novembro foi o primeiro mês deste ano com saldo negativo, com perda de 40.821 empregos.
Apesar dos maus resultados dos últimos dois meses do ano, o saldo ainda ficou positivo em 1.452.204 vagas. Ao longo de 2008, foram criados 16.659.332 postos de trabalhores com carteira assinada e desligados 15.207.128. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: desemprego
15/01/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 15/01/2008
Um dos grandes desafios dos próximos meses será administrar a questão do desemprego. O cenário atual é confuso. Há certo consenso de que o primeiro trimestre será o período mais duro da crise. Muito do que ocorrer depois será reflexo do que acontecer agora.
A manutenção do emprego é fundamental por vários motivos. Primeiro, porque emprego deve ser prioridade. Segundo, porque do nível de emprego dependerá o ritmo do consumo nos próximos meses.
As empresas entram 2009 com uma dúvida ampla. Para uma crise maior, desemprego maior; para uma crise menor, desemprego menor. Na dúvida, as empresas tendem a ser conservadoras, isto é, a apostar na pior hipótese. Com isso aumentam a leva de desempregados, impactam negativamente o estado de espírito do país como um todo e dos desempregados em particular, desperdiçam treinamento, afetam o moral da tropa e incorrem em um custo elevado.
Se a economia se recuperar, toca a recontratar, a treinar novamente, a recompor o espírito interno da empresa. O desafio, portanto, é como minimizar esse período.
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No plano macroeconômico, o caminho óbvio seria uma redução drástica na taxa Selic. Em dezembro, o relatório de inflação do Banco Central ainda falava em nível robusto de atividade econômica. Com os primeiros dados, percebe-se que a economia já vinha caindo a olhos vistos, denotando uma miopia indesculpável do BC.
O segundo ponto será a redução dos spreads bancários, tornando o financiamento mais acessível.
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Mas há um conjunto de medidas sendo discutida entre federações empresariais e sindicais, visando dar uma pausa até que fique claro o tamanho da crise.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), ao lado da Central Única de Trabalhadores (CUT) e de outros órgãos ligados a empresas e trabalhadores, vai anunciar, na quinta-feira (22), uma proposta para evitar uma onda de demissões.
O encontro desta terça-feira reuniu mais de 40 participantes, entre eles o presidente da Fecomércio, Abram Szajman, o presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Fábio Meirelles, e do presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva.
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Em um primeiro momento, os representantes não defendem mudanças e flexibilizações nas leis trabalhistas. Tanto empresários como empregados acreditam que a lei vigente já apresenta instrumentos para evitar demissões em massa por conta da crise.
A legislação atual permite, por meio de acordo com sindicatos, que as empresas reduzam a jornada de trabalho, com conseqüente redução dos salários. Representantes dos trabalhadores afirmaram que há disposição em aceitar a proposta.
Além disso, a Fiesp vai colocar à disposição das empresas e sindicatos 100 mil vagas de requalificação de trabalhadores. Nessa modalidade de seguro-desemprego, os trabalhadores que têm o contrato rescindido, passam a receber uma bolsa para fazerem cursos de requalificação profissional. Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp, serão colocadas “tantas vagas quantas forem necessárias”.
Todas essas ações serão inúteis se, do lado dos juros, o BC não cair na real.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crise, Economia
Tags: desemprego