26/11/2009 - 08:07
Do Valor Econômico
Maria Inês Nassif
26/11/2009
Decisão deve afunilar nas mãos de um só
O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM e do PPS sobre o candidato tucano com mais votos nas pesquisas, José Serra, para que ele decida até o final do ano se será o candidato a presidente da República pela coligação. As informações de dentro do bloco oposicionista já apontavam a tendência registrada na pesquisa CNT-Sensus trazida a público essa semana, cujos dados foram coletados entre 16 e 20 de novembro.
Moveram as pressões sobre Serra: o fato de os índices de intenção de voto em Dilma Rousseff, a candidata do presidente Lula e do PT, estarem subindo devagar, mas sustentadamente; a lenta e constante queda de Serra nas pesquisas de intenção de voto; a constatação de que a candidatura de Ciro Gomes (PSB) produziu, sim, estrago nas intenções de voto à oposição, em especial se o candidato for o governador de São Paulo; a percepção de que Dilma saiu de uma posição de fragilidade, logo após um traumático tratamento de saúde – durante o qual manteve pouca exposição pública e índices quase declinantes de intenções de voto – para outro, em que assumiu a sua posição de candidata e se manteve ao lado de Lula, caracterizando-se como aquela a quem os simpatizantes do presidente devem transferir o voto.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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19/10/2009 - 15:10
O jogo político está adquirindo uma dinâmica curiosa, intensa, previsível. Mas, quando explodir, apanhará grande parte da opinião pública de surpresa, porque a partidarização da mídia mantém esse movimento nos subterrâneos da política.
São esses os fatos:
1. O DEM está francamente desanimado com a candidatura José Serra. Não vê a hora de pular para o barco de Aécio. Considera a candidatura Serra pesada, sem oferecer o fato novo capaz de segurar a onda Dilma.
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18/09/2009 - 07:29
Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.
Os elementos que temos:
1. José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.
2. Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de Serra, incumbido de financiamento de campanha.
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12/07/2009 - 21:38
A piada dos Catões é esta. A parte operacional do Senado, onde se concentra a maioria dos escândalos, é a Primeira Secretaria. Historicamente é controlada pelo DEM – um dos partidos que quer a cabeça de José Sarney.
Não se faz política no país sem certa dose de hipocrisia. Mas no Brasil, há um evidente exagero.
Da IstoÉ
Ligado ao partido, Aloysio de Brito Vieira comandava no Senado licitações investigadas pelo Ministério Público
Mino Pedrosa, Sérgio Pardellas e Hugo Marques
Um processo de oito volumes que tramita na 12ª Vara Federal de Brasília, em segredo de Justiça, revela um personagemchave que começa a jogar luz sobre a caixa-preta em que se transformou a primeira-secretaria do Senado Federal, controlada há uma década com mão de ferro pelo antigo Pfl, hoje DEM, responsável pela gestão de R$ 2,7 bilhões por ano. Trata-se de Aloysio de Brito Vieira, o “Matraca”, ex-presidente da Comissão de Licitação da Casa, que se tornou o operador de um esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propinas que funciona com a conivência ou participação de alguns senadores do DEM. Na tarde da quinta-feira 9, ISTOÉ apresentou documentos a um dos cabeças da organização que revelou como funcionava o esquema. Para fazer parte do pool de fornecedores do Senado, empresas eram obrigadas a pagar uma propina que, dependendo do valor do contrato, poderia chegar a 30%. “Só a empresa Ipanema foi obrigada a pagar R$ 300 mil reais por mês para o primeirosecretário Efraim Morais”, contou. A Ipanema Empresas de Serviços Gerais de Transportes Ltda., que recebia cerca de R$ 30 milhões porano pela terceirização dos funcionários da agência, jornal, rádio e TV da Casa, atuou no Senado até o final de março. Outras empresas como a Delta Engenharia Indústria e Comércio Ltda. e a Brasília Informática também teriam pago comissões a Efraim, segundo o participante do esquema.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: DEM, Primeira Secretaria, Senado