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	<title>Luis Nassif &#187; Dantas</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>O novo capitalismo de família no Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 15:04:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo de família]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Lehmann]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos fenômenos ainda não devidamente analisados nesta etapa do desenvolvimento brasileiro, é o do chamado capitalismo de família.

A privatização criou uma geração de novos financistas, beneficiados pelo modelo de FHC – que teve como principais mentores Gustavo Franco (no planejamento político), André Lara Rezende  (no papel de conduto entre o mercado e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos fenômenos ainda não devidamente analisados nesta etapa do desenvolvimento brasileiro, é o do chamado capitalismo de família.</p>
<p>A privatização criou uma geração de novos financistas, beneficiados pelo modelo de FHC – que teve como principais mentores Gustavo Franco (no planejamento político), André Lara Rezende  (no papel de conduto entre o mercado e a política cambial), Pérsio e Edmar Bacha (amoldando a política cambial e monetária ao novo modelo) e Luiz Carlos Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio (como operadores).</p>
<p>Daniel Dantas, aliás, surge ainda no governo Sarney e Collor, em parceria com o Citigroup, adquirindo ações da Telebras a preço de banana. Depois, se consolida na era tucana.</p>
<p><span id="more-35584"></span>Sob o guarda-chuva de FHC consolidam-se também Jorge Paulo Lehmann, Daniel Dantas, Luiz César Fernandes e outros bastante expressivos, mas com menor visibilidade. Outros grupos conseguem ganhar com a privatização, mas correndo por fora do sistema FHC – caso de Benjamin Steinbruch, Andrade Gutierrez e grupo La Fonte.</p>
<p>Finalmente, há outros tycoons que entraram para o clube do bilhão aproveitando o grande movimento especulativo mundial. Caso típico de Eike Baptista, que montou uma mineradora, vendeu com o preço do minério do ferro batendo recordes históricos e lançou sua petrolífera com o petróleo cotado a US$ 130,00.</p>
<p>Ou mesmo de André Esteves e seus sócios, ao vender o Pactual para o UBS, recomprar um banco várias  vezes maior, mas pelo mesmo preço. Só nessa operação, devem ter ganhado US$ 2 bilhões.</p>
<p>Esses anos todos foram caracterizados por grande desnacionalização da economia mas, por outro lado, pela enorme valorização dos ativos nacionais. Alguns grupos permaneceram sob controle nacional, ganhando dimensão internacional mas sem perder o controlo familiar, como a Odebrecht, Gerdau, Sadia (até o desastre dos derivativos), Suzano, Klabin, Votorantim.</p>
<p>Mas grandes grupos nacionais foram vendidos. As famílias controladoras se tornaram investidores, ganhando com o longuíssimo processo de juros estratosféricos. Há enormes fortunas acumuladas no período.</p>
<p>Hoje, muitas dessas famílias entregaram seus recursos para gestores. Com a queda dos juros, passaram a se tornar investidores na economia real, em setores tradicionais e em novos empreendimentos.</p>
<p>Há uma diferença grande da geração dos gestores de recursos. Não entram em negócios visando ganhar na semana seguinte. Apostam a longo prazo, são conservadores, precisam conhecer os empreendedores antes de dar o passo seguinte.</p>
<p>Nessa nova etapa do capitalismo brasileiro – se o Banco Central conseguir ser domado pelo próximo presidente – serão agentes ativos da capitalização na nova economia.</p>
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		<title>O padrão seletivo da Folha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/16/o-padrao-seletivo-da-folha/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/16/o-padrao-seletivo-da-folha/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 15:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31686]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Carlos Eduardo
As “manchetes” atuais.

Matérias requentadas e com uma diferença escandalosa.

1- “ Dantas recorre e acusa Polícia Federal de fraudar provas”

Fraudar provas ? quem tinha um mihão para usar e fraudar provas era o Sr Humberto Brás a mando do Dantas.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595761.shtml

2- “Grampo mostra negociação de cargo no Senado em ato secreto, diz jornal”

Já sabemos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Carlos Eduardo</span></strong></h2>
<p>As “manchetes” atuais.</p>
<p>Matérias requentadas e com uma diferença escandalosa.</p>
<p>1- “ Dantas recorre e acusa Polícia Federal de fraudar provas”</p>
<p>Fraudar provas ? quem tinha um mihão para usar e fraudar provas era o Sr Humberto Brás a mando do Dantas.<br />
<a rel="nofollow" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595761.shtml"></a></p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595761.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595761.shtml</a></p>
<p>2- “Grampo mostra negociação de cargo no Senado em ato secreto, diz jornal”</p>
<p>Já sabemos que o namorado da neta do Sarney trabalha(ou) no Senado.<br />
<a rel="nofollow" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595844.shtml"></a></p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595844.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u595844.shtml</a></p>
<p>________<br />
Será que pensam estar escrevendo para idiotas?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Do Blog do Protógenes</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/17/do-blog-do-protogenes/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 11:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Protógenes]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=25542]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Blog do Protógenes
ATENTADO AO PROTÓGENES

janeiro 17th 2009 Posted to Sem categoria

Comunico ao povo brasileiro e aos internautas que no dia 15 de janeiro de 2009, por volta das 15:00hs. sofri o primeiro atentado quando dirigia um automóvel deslocando do Jardim Botânico com destino a Niterói, ato contíuno ainda no JB o radiador de água [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Blog do Protógenes</h2>
<p><a href="http://blogdoprotogenes.com.br/?p=545" target="_blank">ATENTADO AO PROTÓGENES</a></p>
<p>janeiro 17th 2009 Posted to Sem categoria</p>
<p>Comunico ao povo brasileiro e aos internautas que no dia 15 de janeiro de 2009, por volta das 15:00hs. sofri o primeiro atentado quando dirigia um automóvel deslocando do Jardim Botânico com destino a Niterói, ato contíuno ainda no JB o radiador de água quente explodiu causando uma nuvem de fumaça muito grande e explosão do painel do veículo. Resultado sofri queimaduras de primeiro grau nos pés e lesões pelo corpo. Sai imediatamente do Rio de Janeiro com destino a São Paulo onde fui imediatamente socorrido, por medida de segurança. No momento estou em casa me recuperando do trauma. Tenho como testemunha do ocorrido a fraterna amiga Silvia Calmon ( pisicanalista) , os populares que me socorreram e meus padrinhos Jose Zelman e Nelia Maria Zelman.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Assim como nesse caso do pen-drive (vazado pelo corregedor da PF para o Estadão), é melhor aguardar mais informações sobre o episódio.<span id="more-25542"></span></p>
<h2><strong><span class="row-title"> Por C. Brayton</span></strong></h2>
<p>Foi a minha conclusão tambem: aguardemos mais informações de fontes confiáveis.</p>
<p>Esse episódio do suposto relatório aparentemente vazado primeiro ao ConJur e depois ao Estadão, como o senor disse: “se baseou em uma informação vazada de um relatório sigiloso, de um inquérito em andamento, obtida graças à quebra do sigilo funcional.”</p>
<p>Houve uma curiosa falta de repercussão além desses dois vehículos, até agora. E a suposta convocação de cinegrafistas da Globo para produzir a prova central no caso da propina? A rede de Ali Kamel não comenta. Na Folha de hoje:</p>
<p>“O advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, decidiu pedir para que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) requisite acesso ao inquérito que investiga o vazamento de informações na Operação Satiagraha.</p>
<p>“Machado já havia feito três pedidos semelhantes à Justiça, todos negados. Ele tomou a decisão de pedir a interferência da OAB por se considerar vítima de investigação ilegal que teria sido comandada pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, responsável pela Satiagraha até 14 de julho, quando foi afastado.”</p>
<p>Veja tambem:</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.conjur.com.br/2009-jan-16/oab_inaceitavel_espionagem_advogado_daniel_dantas">http://www.conjur.com.br/2009-jan-16/oab_inaceitavel_espionagem_advogado_daniel_dantas</a></p>
<p>Este Toron do OAB, citado no ConJur como dirigente da Commissão de Prerrogativas, foi aquele que inocentou Machado num processo sobre suposto mal-conduto, apesar de manter laços pessoais e profissionais com Machado, lembre-se.</p>
<p>Segundo reportagem da Carta Capital, Toron é “também defensor de um dos acusados na Satiagraha (e) atua como advogado de defesa de Nélio Machado, a pedido da OAB.” Quer dizer, advogou para quem julgou.</p>
<p>Que história, hein?</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>No meio jurídico, Toron é considerado o Nélio Machado paulista.</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Stanley Burburinho</span></strong></h2>
<p><a href="mailto:stanleyburburinho@gmail.com"></a>Por que Protógenes acha que foi um atentado</p>
<p>17/janeiro/2009 22:38</p>
<p>. Depois que a “repórter” da Folha (*) Andrea Michael publicou uma “reportagem” sob “encomenda” (**) para avisar Daniel Dantas que ele estava para ser preso, ocorreu em Brasília um fato que ainda está por desvendar-se.</p>
<p>. O ínclito delegado Protogenes Queiroz – que sofreu um atentado quinta-feira passada, no Rio – usava uma Blazer verde.</p>
<p>. Um dia, o perito que trabalhava com ele, Esmeraldo Parangaba, saiu com a Blazer.</p>
<p>. 50 metros depois, a roda dianteira direita ficou frouxa.</p>
<p>. Esmeraldo parou a Blazer e verificou que os parafusos originais tinham sido trocados.</p>
<p>. Protógenes denunciou o fato aos superiores, na Polícia Federal.</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=4297#comment-20255">http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=4297#comment-20255</a></p>
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		<item>
		<title>Sobre a chicana</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/15/sobre-a-chicana/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/15/sobre-a-chicana/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 11:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alfredo, da Universidade de Chicago
Prezado Nassif,

Venho acompanhando a sua luta contra nossa surreal justiça, manipulada de maneira acintosa por Daniel Dantas e pelo jornalismo comprado por ele.

Aqui vai uma manchete do New York Times sobre uma decisão da Suprema Corte norte-americana que coloca em xeque uma série de procedimentos e chincanas de certos advogados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Alfredo, da Universidade de Chicago</h2>
<p>Prezado Nassif,</p>
<p>Venho acompanhando a sua luta contra nossa surreal justiça, manipulada de maneira acintosa por Daniel Dantas e pelo jornalismo comprado por ele.</p>
<p>Aqui vai uma manchete do New York Times sobre uma decisão da Suprema Corte norte-americana que coloca em xeque uma série de procedimentos e chincanas de certos advogados e da imprensa.</p>
<p>A manchete é clara: Justiça diz que provas são válidas apesar de erros da policia na apuração. <a href="http://www.nytimes.com/2009/01/15/washington/15scotus.html?_r=1&amp;hp" target="_blank">Clique aqui</a>.</p>
<p>É um caso que tem tudo para estabelecer jurisprudência. E cai como uma luva para o caso de Daniel Dantas, que tenta escapar por meio de equivocos técnicos da investigação, quando se sabe que, boa parte do que foi apurado, é legal e correto.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Caso Satiagraha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/13/caso-satiagraha/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/13/caso-satiagraha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 14:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Markun]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muita dúvida sobre o desfecho do caso Satiagraha, se a indicação de Paulo Lacerda como adido militar em Portugal foi promoção ou afastamento. Se o caso será abafado ou não.

Vou colocar um conjunto de elementos nos quais me baseio para avaliar o caso:

O quadro atual é francamente favorável a Daniel Dantas. Protógenes e Lacerda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muita dúvida sobre o desfecho do caso Satiagraha, se a indicação de Paulo Lacerda como adido militar em Portugal foi promoção ou afastamento. Se o caso será abafado ou não.</p>
<p>Vou colocar um conjunto de elementos nos quais me baseio para avaliar o caso:</p>
<p>O quadro atual é francamente favorável a Daniel Dantas. Protógenes e Lacerda foram afastados, sim, não resta dúvida. A ida para Portugal foi prêmio de consolação. O que não impedirá que, eventualmente, ele possa atuar na chamada cooperação internacional contra o crime organizado.</p>
<p>Por outro lado, o inquérito da Kroll está totalmente parado, o esquema Dantas na imprensa continua agindo livremente, Gilmar Mendes permanece atuando com desenvoltura, os jornais ainda tratam um suborno filmado e documentado como &#8220;suposto&#8221;  e todas as suposições sobre a ABIN (inclusive a fantástica central de grampos citada pela Veja) como fato concreto, mesmo sem  um elemento sequer de prova, e interlocutores do Ministério Público tentando vender a idéia de que a briga na imprensa é fruto de disputa de egos.</p>
<p>Há  sinais no ar de mais retaliação contra as pessoas que defendem a Satiagraha.</p>
<p>Na outra ponta, os elementos são os seguintes:</p>
<p>1.	Por todas as informações disponíveis, é de primeira ordem a equipe da Polícia Federal que substituiu a equipe de Protógenes. De Sanctis, por exemplo, considera o delegado Ricardo Saady o mais brilhante delegado da PF que ele conheceu. Aparentemente tornou-se questão de honra para a PF levar o caso até o fim.</p>
<p>2.	O primeiro relatório de Saady agradou até o delegado Protógenes. Há informações de outros relatórios a caminho. Saady já garantiu que todas as provas colhidas por Protógenes são legais. E há afirmações taxativas de Protógenes &#8211; inclusive no Roda Viva &#8211; de recolhimento de provas de suborno de jornalistas. Afinal, são quatro anos de investigação.</p>
<p>A conclusão final dependerá da chamada &#8220;prova do pudim&#8221;. Ou seja, dos resultados dos futuros inquéritos. Neste exato momento, a impressão é que Dantas vence de goleada.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Acabo de ser comunicado pelo Gabriel Priolli da não renovação do meu contrato com a TV Cultura. Paulo Markun transferiu a incumbência para o Priolli.</p>
<p>No último prêmio Comunique-se foram três os jornalistas da Cultura indicados para a categoria TV: Heródoto Barbeiro, Markun e eu.</p>
<p>Nenhuma surpresa para quem conhece o Markun.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A república do grampo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/08/a-republica-do-grampo/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/08/a-republica-do-grampo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 13:09:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[grampo]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Quadrilha quebrava sigilo para espionar
Policiais e funcionários de operadoras rastrearam políticos

Bruno Tavares e Marcelo Godoy

Centenas de pessoas, entre elas políticos e empresários, tiveram os sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados ilegalmente por um esquema de espionagem do qual participavam policiais, executivos de empresas de telefonia, funcionários de bancos e pessoas ligadas à Receita Federal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090108/not_imp304021,0.php" target="_blank">Quadrilha quebrava sigilo para espionar</a></h3>
<p>Policiais e funcionários de operadoras rastrearam políticos</p>
<p>Bruno Tavares e Marcelo Godoy</p>
<p>Centenas de pessoas, entre elas políticos e empresários, tiveram os sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados ilegalmente por um esquema de espionagem do qual participavam policiais, executivos de empresas de telefonia, funcionários de bancos e pessoas ligadas à Receita Federal. Essa é a acusação dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) e do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Uma das vítimas foi o deputado federal José Aníbal, líder do PSDB na Câmara.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Dois pontos relevantes:</p>
<p>1. Segundo a matéria, as investigações duraram quatro anos. Provavelmente contaram com sistemas prolongados de escuta. Comprova o que o mundo jurídico está careca de saber: para desmantelar quadrilhas e crime organizado, há a necessidade de um trabalho pertinaz, demorado.</p>
<p>2. Gilmar Mendes se insurgiu contra essa prática justamente na operação que visa condenar a pessoa que mais recorreu ao esquema clandestino de escutas, Daniel Dantas. Deixou de lado o óbvio, o de que o sistema de escutas ilegal é amplo e irrestrito, com inúmeros exemplos divulgados pela mídia, para concentrar seus ataques justamente na operação de escuta que tinha amparo legal.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A entrevista de De Sanctis</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/29/a-entrevista-de-de-sanctis/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/29/a-entrevista-de-de-sanctis/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 13:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[De Sanctis]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por LPorto
Nassif,

Segue abaixo link com trecho da entrevista do Juiz Fausto De Sanctis à Rede TV nesta madrugada.
Ele explica claramente o fundamento jurídico, as novas motivações e provas que deram sustentação à segunda decretação de prisão do Dantas.


Por Kennedy Alencar
Olá, Nassif, boa noite. Vi a nota sobre o De Sanctis. Se vc achar que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por LPorto</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Segue abaixo link com trecho da entrevista do Juiz Fausto De Sanctis à Rede TV nesta madrugada.<br />
Ele explica claramente o fundamento jurídico, as novas motivações e provas que deram sustentação à segunda decretação de prisão do Dantas.</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DrqxUucIkp4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/DrqxUucIkp4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<h2>Por Kennedy Alencar</h2>
<p>Olá, Nassif, boa noite. Vi a nota sobre o De Sanctis. Se vc achar que é o caso de dar, segue o link do programa com a entrevista dele: <a href="http://www.redetv.com.br/enoticia" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Um abraço e bom Ano Novo, Kennedy</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/29/a-entrevista-de-de-sanctis/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>A fraternidade da Satiagraha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/28/a-fraternidade-da-satiagraha/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/28/a-fraternidade-da-satiagraha/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 11:38:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[De Sanctis]]></category>
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		<description><![CDATA[Da Folha
A missão 
Por Jânio de Freitas
A MAIS RECENTE novidade da Operação Satiagraha não se refere a grampo telefônico, não é criminal, não é policial, nem envolve ministro querendo derrubar alguém para dominar o seu cargo. É mais simples do que estes componentes ainda muito obscuros, também não está desvendada de todo, mas não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDR12SgoQqs-5xOcj" target="_blank">A missão </a><br />
Por Jânio de Freitas</h3>
<p><em>A MAIS RECENTE novidade da Operação Satiagraha não se refere a grampo telefônico, não é criminal, não é policial, nem envolve ministro querendo derrubar alguém para dominar o seu cargo. É mais simples do que estes componentes ainda muito obscuros, também não está desvendada de todo, mas não é mais inofensiva do qualquer deles. Ei-la: a condução da Satiagraha orientou-se por uma espécie de sociedade ou fraternidade de fundo religioso, presente nos três âmbitos coordenados para a operação -o policial, o do Ministério Público e o judicial.<br />
</em></p>
<p><em>Esse vínculo imaterial é a fonte do caráter de missão justiceira e saneadora da sociedade, sobre a qual o delegado Protógenes Queiroz fala com crescente desenvoltura e exaltação, a seu próprio respeito, e o juiz Fausto De Sanctis o faz à sua maneira, com mais comedimento formal, mas total clareza de sua convicção missioneira, inclusive pelo despojamento em relação à carreira no Judiciário. O que o delegado Protógenes Queiroz também faz, agora, com a recusa à oportunidade de passar à política, que lhe é oferecida pela notoriedade e pelo PSOL.<br />
</em></p>
<p><em>A Satiagraha não é a primeira operação cujas características foram influenciadas pelos propósitos e maneiras da fraternidade. Antes houve ao menos uma em grande escala: a operação que prendeu o banqueiro Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos, manteve-o encarcerado por prazo incomum e tomou-lhe, entre outros bens, a estupenda coleção de arte, raridades e arqueologia. A propósito, o juiz De Sanctis determinou agora que as peças sejam expostas, por considerar que a coleção de arte é um bem público, não privado.<br />
</em></p>
<p><em>O delegado Protógenes Queiroz passou a ostentar na lapela, recentemente, uma imagem de santa</em>.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Na verdade, o que Jânio chama de fraternidade, são apenas funcionários públicos sérios, empenhados em cumprir corretamente seu trabalho. Assim como existem muitos jornalistas sérios amarrados por esse pacto inominável de defesa de Dantas. Mas poucos deles, como o próprio Jânio, com coragem para enfrentar a maré.</p>
<p>As ótimas observações sobre o comportamento de Protógenes e De Sanctis chamam a atenção para um ponto relevante: para enfrentar esse jogo criminoso, foram buscar forças na fé, na família, na crença no país.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com De Sanctis</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/27/entrevista-com-de-sanctis/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 14:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[De Sanctis]]></category>
		<category><![CDATA[Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por romério rômulo
nassif:

amanhã,à meia noite,entrevista com o juiz de sanctis.na rede tv!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por romério rômulo</h2>
<p>nassif:</p>
<p>amanhã,à meia noite,entrevista com o juiz de sanctis.na rede tv!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os HDs de Dantas</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/26/os-hds-de-dantas/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 11:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[HD]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>
		<category><![CDATA[u]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria do Estadão, sobre o envio dos HDs de Daniel Dantas ao FBI, para tentar desencriptar os dados (clique aqui).

O trabalho será rápido. O FBI possui convênios com as principais empresas de encriptação, pelo qual elas se obrigam a fornecer as chaves.
Por brazz
Há precedentes de casos em que o Governo americano não conseguiu quebrar criptografia: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria do Estadão, sobre o envio dos HDs de Daniel Dantas ao FBI, para tentar desencriptar os dados (<a href="http://www.google.com.br/notebook/public/03904464067865211657/BDSdnSgoQ4ZPIl-cj?hl=pt-BR" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<p>O trabalho será rápido. O FBI possui convênios com as principais empresas de encriptação, pelo qual elas se obrigam a fornecer as chaves.</p>
<h2>Por brazz</h2>
<p>Há precedentes de casos em que o Governo americano não conseguiu quebrar criptografia: <a href="http://www.notebooks-site.com/blog/sobre-criptografia-privacidade-e-investigacao-criminal/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Vale ver também essa página: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/RSA_Factoring_Challenge" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Ninguém (incluindo cientistas e grupos de hackers) conseguiu quebrar criptografia assimétrica com mais de 700 bits, mesmo com prêmio de US$ 200 mil.</p>
<p>O ICP-Brasil, sistema público de criptografia, utiliza 1028 bits; não que o Dantas utilize o ICP Brasil, mas isso mostra como é fácil atualmente implementar criptografia forte.</p>
<p>O tamanho da chave pode ser facilmente alterado (já que o algoritmo, que não se confunde com a chave, é conhecido).</p>
<p>Eu acho que a PF tem plena consciência de que não quebrará a criptografia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O amigo de Gilmar Mendes</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/23/o-amigo-de-gilmar-mendes/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 21:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[lobby]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Márcio Chaer, do Consultor Jurídico, é conhecido. Sobre sua biografia, nada precisa ser acrescentado. Basta conferir seus escritos.

Hoje ele me ataca no Conjur. Seu artigo é uma preciosidade para conferir como é o sistema de manipulação de informações adotado pelo esquema Dantas.

O artigo dele pode ser lido aqui .

Todos os documentos que menciono neste post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Márcio Chaer, do Consultor Jurídico, é conhecido. Sobre sua biografia, nada precisa ser acrescentado. Basta conferir seus escritos.</p>
<p>Hoje ele me ataca no Conjur. Seu artigo é uma preciosidade para conferir como é o sistema de manipulação de informações adotado pelo esquema Dantas.</p>
<p>O artigo dele pode ser <a href="http://www.conjur.com.br/static/text/72937,1" target="_blank">lido aqui</a> .</p>
<p>Todos os documentos que menciono neste post <a href="http://www.google.com.br/notebook/public/03904464067865211657/BDRF6SgoQl8v3q-Yj?hl=pt-BR" target="_blank">podem ser lidos aqui</a>.<span id="more-13682"></span></p>
<h2>Quem é Chaer</h2>
<p>Antes de entrar no artigo, vamos a alguns dados sobre Chaer. Além de amigo pessoal e defensor intransigente do presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), Gilmar Mendes, Chaer é suspeito de integrar o esquema Dantas na imprensa. Coube ao Conjur ser o veículo da entrevista com a tal tradutora italiana – factóide montado por Daniel Dantas para comprometer a investigação do Ministério Público contra ele.</p>
<p>O caso é relatado em um dois capítulos da série “O caso de Veja” (<a href="http://luis.nassif.googlepages.com/aentrevistadejanone" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<p>Em 2003 ele apresentou a Humberto Braz (o lobista de Dantas que foi preso por suborno) proposta para atuar como lobista da empresa, valendo-se da penetração que tinha junto ao mundo jurídico.</p>
<p>Dizia a proposta:</p>
<p><em>“Apoiar o trabalho de comunicação da Brasil Telecom, em especial nas situações críticas que envolvam a imprensa e nas pendências judiciais.<br />
</em></p>
<p><em> Acompanhar os contenciosos e litígios de forma a trabalhar as informações de interesse da imprensa e que possam influenciar não só o entendimento da Justiça como também desestimular ajuizamento de ações contra a Companhia”.</em></p>
<p>Provavelmente a montagem da entrevista com a tradutora (que recebeu 50 mil dólares por ela) estava dentro do espírito do contrato.</p>
<h2>As acusações</h2>
<p>Vamos à parte que me toca:</p>
<p>1.    <em>“Nassif publicara, com sua assinatura, ao menos um texto escrito por Demarco. O material, uma peça de artilharia contra Daniel Dantas, fora remetido a diversos jornalistas, mas só a coluna de Nassif na Folha o publicou. Sem esclarecer que era um relise (sic)”. </em></p>
<p>A escandalização do nada. Recebi uma dica, fui atrás dela, confirmei. Na hora de fechar, como havia uma relação grande de nomes, copiei a lista. À falta de assunto, o episódio tem sido reiteradamente utilizado pelo esquema Dantas.</p>
<p>2.    “<em>Outra notícia — confirmada pelo próprio diretor do jornal, Otavio Frias Filho — indicou que Nassif negociava o seu espaço editorial na Folha, mas quem ficava com a verba era a empresa Dinheiro Vivo, de propriedade do jornalista. O exemplo dado envolveu o então secretário de segurança Saulo de Castro”</em>.</p>
<p>Otávio Frias Filho já negou ter afirmado qualquer coisa nesse sentido. Mas vamos a uma lição de como utilizar informações de forma maliciosa. Eu pagava pelos espaços na Folha para os anúncios dos Seminários do Projeto Brasil. Poderia ter feito uma permuta, como tantas que a Folha faz com eventos. Mas paguei e o  pagamento era descontado diretamente do meu salário. Aliás, ia quase o salário inteiro nessa compra de espaço.</p>
<p>Nas propostas comerciais de patrocínio dos seminários, constava a possibilidade da empresa colocar seu logotipo no anúncio do Seminário que seria publicado na Folha.Ou seja, em um anúncio público, que poderia ser fiscalizado por todos os leitores e pela direção da Folha.</p>
<p>Ele converte uma operação transparente em &#8220;venda de meu espaço na Folha&#8221;.</p>
<p>3.    Volta ao factóide de que recebi um financiamento de R$ 4 milhões do BNDES e que parte foi perdoada. Já esclareci várias vezes que o financiamento foi tomado nos anos 90, o valor era muito inferior, foi renegociado há dois anos sem que tivesse havido uma concessão sequer. Se Chaer acha que houve irregularidade, uma concessão mínima que seja, é simples: como o acordo foi público, basta fazer uma denúncia ao Ministério Público.</p>
<p>Vamos, agora,  a uma relação das matérias que, segundo o impoluto Chaer, eu teria vendido:</p>
<p>1.    Segundo ele, o Ministério de Ciência e Tecnologia patrocinou um seminário do Projeto Brasil. O seminário foi em 30 de agosto de 2006. O patrocínio foi de R$ 15 mil. Em troca eu teria escrito seis meses antes um “panegírico do Ministério de Ciência e Tecnologia”. Como é um jornalista minucioso, coloca um link para o “panegírico”.</p>
<p>Confira o artigo <a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRF6SgoQl8v3q-Yj" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p>É sobre&#8230; TV Digital. No artigo digo que, além do Ministério das Comunicações, precisam participar da decisão o Ministério da Cultura, o do Desenvolvimento e o de Ciência e Tecnologia. Só.</p>
<p>2.    O escândalo seguinte é dizer que <em>“em duas datas de 2004 (30 de março e 15 de junho), Nassif, na Folha, destacou a importância do Inmetro com entusiasmo especial. O colunista sugeriu ao governo expandir o papel do Instituto para o campo da pesquisa, de forma a transformá-lo no “Nist brasileiro”, em referência ao National Institute of Standards and Technology dos Estados Unidos. O colunista se mostra aflito com a possibilidade de o governo criar um órgão que diminua os poderes do Inmetro e chega ao delírio dizendo que o órgão público é “uma das principais armas competitivas de que dispõe o país”.</em></p>
<p>O que dizer de tamanha ignorância? Certamente Chaer nunca ouviu falar de NIST, normatização, INMETRO, da competitividade tecnológica. Em um terreno em que Humberto Braz oferecia US$ 500 mil para um delegado implicar um adversário de Dantas no inquérito, ser acusado de &#8220;lobista&#8221; do INMETRO é um elogio. Espero que me acuse também de ser lobista da Fundação Nacional de Qualidade, do Movimento Brasil Competitivo e do Bolsa Família, dos aposentados do INSS.</p>
<p>3.    Outro “escândalo” é um patrocínio do Ministério das Cidades para um seminário sobre Saneamento. Chaer não coloca links para matérias que escrevi na época sobre o tema. Se colocasse, seu leitor poderia conferir uma crítica ampla às propostas do Ministério (<a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRF6SgoQl8v3q-Yj" target="_blank">clique aqui para ler a íntegra</a>):</p>
<p><em>“A radicalização chegou até o Ministério das Cidades, que apresentou um projeto de lei para saneamento que tira completamente o poder das estaduais e o remete para consórcios de municípios -que nem sequer existem-, sem definir formas de atuação e de indenização dos ativos das estaduais e tudo o mais. Corre-se o risco de desmontar um modelo que pode ser aprimorado e não colocar nenhum no lugar”.</em></p>
<p>Cadê a entrega do produto combinado? Chaer incluiu o link e depois o retirou.</p>
<h2>Lição de (i)moral</h2>
<p>Chaer termina o artigo com uma lição de moral clássica:</p>
<p><em> Jornalistas não precisam ser imparciais. Mas convém que sejam “honestos. É impossível proibir a troca de favores ou a lealdade a fontes. O dinheiro não é um corpo estranho na relação entre empresas governos e jornais, blogs e revistas — a partir do momento em que os veículos de comunicação o recebem de personagens das notícias pelas portas do departamento comercial. O desejável é que não se misture publicidade com informação jornalística”.<br />
</em></p>
<p>É o mesmo Chaer que, na proposta encaminhada a Humberto Braz, escreve o seguinte:</p>
<p><em>(&#8230;) “Em situações de conflito em que a temperatura do atrito se eleva muito acima da média não é recomendável que a assessoria de imprensa regular seja a interlocutora. O raciocínio é simples: o desgaste desse tipo de colisão, normalmente, compromete a relação futura. É aí que entra a equipe especializada em situações críticas”.</em></p>
<h2>Por Gustavo</h2>
<p>Olá Nassif, você respondeu, como sempre faz, com muita propriedade à acusações absurdas. Admiro seu trabalho, porém acompanho seu blog a pouco tempo então se já comentou minha dúvida, por favor, apenas me direcione o link até a resposta.</p>
<p>Você responde a todas as acusações do artigo, menos aos pontos sobre sua relação com Demarco, gostaria que fosse comentada. Não procuro, com isso te acusar, nem atesto que acredito no que Chaer escreveu, apenas gostaria de saber o que você diz sobre essas acusações. Obrigado</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>1. Não tenho e nunca tive nenhuma relação comercial, financeira ou de qualquer tipo com Demarco.</p>
<p>2. Não frequento sua casa, nem ele a minha. Portanto, não somos amigos.</p>
<p>3. Respeito sua luta contra esse esquema barra-pesada e o considero um cidadão honrado.</p>
<p><em></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O conselheiro de Lula</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 14:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Defesa]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[Kamel]]></category>
		<category><![CDATA[Mainardi]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Franklin, o poderoso conselheiro de Lula
Ministro mudou relações do governo com a mídia
João Domingos e Felipe Recondo, BRASÍLIA

O ministro da Comunicação de Governo, Franklin Martins, chega ao Palácio do Planalto às 8h30, meia hora antes do chefe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse intervalo de 30 minutos, organiza por ordem de importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDR-CSgoQ6Iq-yuUj" target="_blank">Franklin, o poderoso conselheiro de Lula</a></h3>
<h3>Ministro mudou relações do governo com a mídia</h3>
<p>João Domingos e Felipe Recondo, BRASÍLIA</p>
<p>O ministro da Comunicação de Governo, Franklin Martins, chega ao Palácio do Planalto às 8h30, meia hora antes do chefe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse intervalo de 30 minutos, organiza por ordem de importância o noticiário do Brasil e do mundo, que ele já leu. Em seguida, sobe do segundo &#8211; onde fica seu gabinete &#8211; para o terceiro andar, em que Lula despacha. Ali, os dois comentam a repercussão diária das ações do governo e o que deve ser feito e dito nas próximas 24 horas pelo presidente.</p>
<p>(&#8230;) Desde que Franklin assumiu o cargo, em 29 de março de 2007, houve uma mudança radical nas relações entre o governo e a mídia. Arredios ao extremo, o presidente Lula e os ministros mudaram. E muito. &#8220;Desde que ele chegou, mudou a comunicação externa e a interna. E o presidente ganhou um conselheiro de peso&#8221;, admite Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete de Lula.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Quando alguém se dispuser a levantar a crônica desses tempos bicudos, de perda de rumo da mídia, da complacência com as atitudes mais canalhas da história contemporânea do jornalismo, capítulo relevante será a saída de Franklin da Globo.</p>
<p>O que o vitimou foi sua insistência no óbvio: a cobertura completa do “mensalão” deveria passar pela identificação das fontes de financiamento. O que bateria inevitavelmente na Telemig Celular, controlada por Daniel Dantas.</p>
<p>Àquela altura, com a <strong>Veja</strong> fechada com Dantas, coube a Diogo Mainardi – principal instrumento de Dantas na revista &#8211; cometer o assassinato de reputação de Franklin, da mesma maneira como me atacou, quando insisti no mesmo tema.</p>
<p>Para isso contou com duas ajudas inestimáveis.</p>
<p>Uma, do jornalista Cláudio Humberto, providenciando o levantamento de informações sobre Franklin, para permitir a escandalização da insignificância, própria de Mainardi. Houve também jornalistas da Globo, colegas de Franklin,  empenhados nesse levantamento, provavelmente a serviço de Ali Kamel.</p>
<p>A peça seguinte foi o próprio Kamel, aproveitando a armação para livrar-se de um jornalista com vôo próprio, que não se curvava ao seu dogmatismo ideológico. Ao romper com o contrato de Franklin no momento em que era alvo do ataque de Mainardi, a intenção clara de Kamel foi destruir o jornalista, sem dó nem piedade.</p>
<p>As últimas análises de Franklin, antes de ir para o governo, foram sobre o fim do efeito pedra no lago, pelo qual a imprensa criava um escândalo que, por círculos concêntricos, influenciava amplamente a opinião pública.<span id="more-13341"></span></p>
<h2>Enviado por: Luiza</h2>
<p>Agradeço imensamente à Ali Kamel e sua tropa de choque(Mainardi, RA, Noblat, Claudio Humberto, Josias, entre outros menos votados) por ter incrementado o espírito de luta de Franklin Martins, Nassif, Azenha, PHA, Mino Carta (tb entre outros menos votados).</p>
<p>Vc, Nassif, não seja modesto, com toda a sua experiência, credibilidade e espírito democrático foi um alento para todos os que viam impotentes a hegemonia não obstaculizada dessa espécie de jornalismo alvitante, combatida até então apenas por blogueiros heróicos e comentaristas valentes.</p>
<p>O perfil da batalha contra a leviandade foi modificado por vc e os demais citados, cada qual com suas opiniões sobre os rumos da política, da economia… Essa é um dívida eterna que a sociedade brasileira tem com vcs. E deve ser paga contribuindo para que essa espécie de terrorismo não progrida ainda mais em nosso Brasil, como já ocorreu no passado…</p>
<p>Feliz Natal e Feliz Brasil para todos nós!</p>
]]></content:encoded>
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