Sei que você acompanha atentamente este assunto, mas coloco neste espaço pois acredito que mereça uma discussão profunda da parte de seus comentaristas especializados, como o Dr. Marco Antonio, por exemplo.
Leio hoje no ESTADAO, pagina A12, matéria de Fausto Macedo, a notícia
Primeiro porque o CNJ não é “instância superior”. Ao sair matéria como essa no jornal O ESTADO DE S PAULO, de grande divulgação, imediatamente os membros do CNJ, e principalmente o sério Gilson Dipp, tem obrigação de se manifestar a respeito. O CNJ virou palco para as chicanas dos advogados de Daniel Dantas?
O comentarista Almeida chama a atenção para matéria de O Globo que coloca uma peça a mais no quebra-cabeças da série “O Caso de Veja“. Nesse episódio específico, na sub-série “O Caso da Folha”, especificamente no episódio do massacre da juíza Márcia Cunha.
No capítulo “A Imprensa e o Estilo Dantas” descrevo a maneira como Humberto Braz – presidente da Brasil Telecom, indicado por Daniel Dantas – operava o esquema da imprensa. Uma das chaves era Eduardo Raschkovsky.
Hoje, O Globo narra as percipécias de Eduardo Raschkovsky, lobista incumbido de influenciar o Tribunal de Justiça do Rio. Clique aqui para ler a matéria.
Em maio de 2005, a juíza Márcia Cunha, do Rio, deu ganho de causa aos fundos de pensão para romper com o contrato guarda-chuva, que garantia poderes absolutos a Daniel Dantas.
Logo em seguida, a juíza acusou Eduardo Raschkovsky de ter lhe feito uma proposta de suborno.
Imediatamente, a Folha enviou ao Rio a repórter Janaína Leite, depois de ter recebido um dossiê contra a juíza, preparado provavelmente pelo esquema de Dantas. Foi um dos capítulos mais baixos dessa tenebrosa parceria da mídia com Dantas. Munida de um conjunto de elementos inconsistentes, sem uma acusação fundamentada sequer, Janaína submeteu a juíza a um massacre sem quartel, impiedoso, que mereceu ampla repercussão na Folha, que você pode conferir clicando aqui. Posteriormente, O Globo e a própria Folha (através de Elvira Lobato) narraram as peripécias de Raschkovsky e o massacre de Márcia Cunha.
Posteriormente, Janaína apareceria na Operação Satiagraha conversando com Dantas na intimidade – e inclusive informando-o que tinha “acabado com o Nassif”, após os ataques que sofri de seu Blog.
A atuação de Janaína, durante todo esse períodos de matérias pró-Dantas, foi totalmente avalizada pelo Editor de Dinheiro Sérgio Malbergier e pelo diretor de redação Otávio Frias Filho.
Eu trabalho no mercado financeiro há bastante tempo.
Li hoje uma nota na revista ISTOÉ que mostra que a vida do Dantas não deve estar tão fácil assim. A nota (em uma revista que é bastante suspeita em assuntos relacionados a Daniel Dantas) diz que ele distribuiu 100% dos lucros do banco para os funcionários. Isso não existe. Nenhum empresário (muito menos banqueiro) faz isso para “motivar” o time. Dantas está na verdade “comprando o silêncio” do seu time quando começam as notícias que a PF identificou os investidores do Opportunity Fund.
Ora, quem melhor que os funcionários de Dantas para fazer uma “delação premiada”?
A nota da ISTOÉ:
FINANÇAS
Mão aberta
O Opportunity distribuiu nesta semana 100% do lucro que obteve em outubro entre os seus funcionários. A generosidade é inédita no setor bancário. Os empregados de Daniel Dantas nunca se sentiram tão gratos ao patrão.
Comentário
Os dois ataques que sofri da Veja, no início dessa escalada suicida da revista com Daniel Dantas, foram pagos com seis páginas de publicidade em cada edição. O colunista incumbido dos ataques, Diogo Mainardi, depois confessou ter mantido relacionamento estreito com Dantas. Contava prosa, com a ingenuidade típica dos amadores deslumbrados.
Uma ano atrás, indignação contra um grampo falso, uma maracutaia política. Agora, amplo espaço para vazamentos. De rabo preso.
A Folha, um ano atrás
Editoriais
PF prende PF
O DIRETOR-EXECUTIVO da Polícia Federal, Romero Menezes, segundo na hierarquia da corporação, foi preso anteontem pelo seu chefe direto e amigo pessoal, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. A prisão temporária foi pedida pelo Ministério Público Federal do Amapá, num desdobramento da Operação Toque de Midas, que investiga suposto esquema de fraudes em licitações no Estado.
(…) O episódio afeta, de modo mais geral, a credibilidade do aparato de segurança do Estado -até porque outra instituição afim, a Agência Brasileira de Inteligência, está sob forte suspeição. O titular da Abin, Paulo Lacerda, que dirigiu a PF até 2007, foi afastado por conta da investigação sobre o grampo no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
É importante que legisladores e autoridades aproveitem a oportunidade para aperfeiçoar o controle sobre esses órgãos de segurança. Nesse sentido caminha o projeto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que cria um conselho de parlamentares com acesso irrestrito a relatórios de inteligência. É preciso saber, no entanto, que garantias seriam dadas aos cidadãos de que esse órgão não se tornaria mais uma fonte de vazamentos de dados sob segredo.
Folha de hoje
Comentário
No episódio Daniel Dantas, indignação até com falsas denúncias de grampo. No caso Sarney, apoio total ao grampo de sua conversa com a neta.
Segundo Ministério Público, 14 CDs apreendidos pela PF apontam para autoridades e políticos
Fausto Macedo
O Ministério Público Federal em São Paulo requereu envio à Procuradoria-Geral da República da vasta coleção de CDs com e-mails encontrados em poder do executivo Roberto Figueiredo do Amaral, ex-consultor do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. O Ministério Público avalia que o conteúdo das mensagens aponta para autoridades, servidores e políticos que detêm foro privilegiado perante tribunais superiores.
São milhares de e-mails armazenados em 14 CDs que foram recolhidos na residência de Amaral durante operação realizada pela Polícia Federal em 16 de dezembro, por ordem do juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Essa investigação é desdobramento da Operação Satiagraha.
A troca de correspondência aponta para ex-ministros, empresários, lobistas e políticos intensamente empenhados no processo de privatização das teles. O auge da comunicação pessoal de Amaral, agora sob apuração, se deu entre os anos de 1999 e 2002.
O executivo, durante cerca de 20 anos, integrou a direção da empreiteira Andrade Gutierez. Entre 2000 e 2005 ele trabalhou como consultor do banqueiro Daniel Dantas. Amaral caiu na malha da Satiagraha – investigação da PF sobre suposta ligação de Dantas com crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
“Na próxima semana, deverá ser apreciado novo pedido de concessão de liminar, no interesse do banqueiro Daniel Dantas e referente ao complexo agropecuário composto de 27 fazendas e 543 mil cabeças de gado, patrimônio esse que foi objeto de cautelar sequestro judicial, determinado pelo juiz Fausto De Sanctis.
O sequestro decorreu do contido no relatório conclusivo da denominada Operação Satiagraha e se verificou quando do recebimento da denúncia contra Dantas e outros treze corréus. A peça da lavra do procurador Rodrigo De Grandis acusa Dantas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e bando e outros três delitos conexos. A advogada Dora Cavalcanti, que atua na busca da liminar de levantamento do sequestro de fazendas e mugires, sustenta “que Daniel Dantas não faz parte da composição da agropecuária”, algo que, evidentemente, só poderá ser reconhecido por decisão de mérito. Em outras palavras, existem indícios suficientes a ligar Dantas com os graves ilícitos descritos no relatório do inquérito e na denúncia do Ministério Público Federal.
Com a matéria do Leandro Fortes, na Carta Capital desta semana (mostrando esquentamento de dinheiro em operações de desapropriação do governo Cabral, no Rio) e com a de Rubens Valente, da Folha (que publico abaixo) a situação do Opportunity torna-se insustentavel.
Na de Valente tem-se as evidências de algo sobre o qual se vem escrevendo a tempos: o fato dos fundos offshore terem passado a disputar a clientela do crime organizado. E uma informação relevante, sobre o funcionário do Banco Central, acusado de levar propinas por aplicar as reservas em ouro no Desdner Bank. É a primeira vez que leio a confirmação de algo que era bastante comentado na época, especialmente na gestão pré-Armínio no Banco Central: os critérios do banco para a aplicação das reservas.
É importante anotar que há muitos anos era de conhecimento público a existência de investidores brasileiros nos fundos offshore do Opportunity – o que contrariava a legislação do mercado de capitais, do Banco Central e da Receita Federal. Nem a imprensa, nem as autoridades se mexeram para sequer investigar as denúncias.
Apenas uma dúvida: esse material constava do inquérito original do Satiagraha ou foi agregado agora, de outros inquéritos sobre lavagem de dinheiro que já corriam na Polícia Federal?
Lembro que a Teletime e a Carta Capital ficaram sozinhas nessa fronteira. Na grande imprensa, apenas eu escrevi sobre o tema. O Teletime foi processado pelo Luiz Leonardo Cantidiano (ex-presidente da CVM e diretor de empresas offshore de Dantas), com apoio dos grandes escritórios de direito societário do Rio, e quatro vezes por Daniel Dantas. A Carta Capital, por Dantas.
Clique aqui para a série de matérias que saíram hoje, de Daniel Dantas se defendendo e acusando adversários e a BrT de terem financiado a Satiagraha.
Nem se fale do fato de que, na maior parte do tempo da Satiagraha, a BrT estava sob seu comando. Nesse período, as verbas de publicidade e de assessorias eram comandadas por Humberto Braz. Verbas milionárias despejadas em publicações, em contrapartida a serviços prestados. Contratos milionários com assessorias de comunicação, desproporcionais aos serviços declarados. Honorários milionários a escritórios de advocacia. Em todos os casos, sabe-se lá o destino final de tanto dinheiro.
Na série “O Caso de Veja” mostrei que os dois ataques que recebi de Diogo Mainardi, quando escrevia sobre Dantas, vieram acompanhados, cada qual, de seis páginas de publicidade de empresas de Dantas na revista Veja.
Graças ao belo trabalho de digitalização do arquivo da Veja, eis aí a maneira como operava Dantas, seus jornalistas e as publicações que lhe davam apoio. Posteriormente cessaram as páginas de publicidade (muito ostensivas), não cessou o apoio. E, certamente, não foi por convicção da inocência de Dantas.
Compare as entrevistas de Dantas com o material abaixo.
A Polícia Federal apreendeu 21 áudios de interceptação telefônica em poder de Rodrigo Behring Andrade, ex-funcionário do Opportunity. A informação consta do relatório final da Operação Satiagraha, à página 290, onde começa o capítulo intitulado Tentativa de manipulação de procedimentos judiciais. “Além da corrupção, outro modus operandi da organização criminosa, nas hipóteses em que não consegue cooptar as autoridades policiais e judiciárias para agirem de acordo com seus interesses, é realizar a produção de documentos que podem ser usados para atingir a honra e a imagem do agente público”, diz o relatório, subscrito pelo delegado Ricardo Saadi.
Os áudios, “bem como degravações correspondentes”, revelam diálogos de pessoas que “à época das ligações eram contrárias aos interesses do Opportunity, nas disputas societárias em que o mesmo estava envolvido”. As gravações são relativas ao período entre 2000 e 2003. “A denúncia do Ministério Público imputa a Rodrigo papel de figura secundária em um único crime, de gestão fraudulenta. O relatório me parece fantasioso”, reagiu o criminalista Alberto Zacharias Toron, advogado de Behring.
O relatório diz que a organização, “liderada por Dantas, fez uso de uma série de outras ferramentas, dentre as quais a corrupção de agentes públicos, a utilização de lobistas e doleiros, a elaboração de dossiês contra seus inimigos e a tentativa de manipulação da Justiça”.
O relatório cita a apreensão de uma lista na residência de Dantas, em Ipanema, Rio. “Procedimento de tentativa de cooptação e suborno de autoridades encarregadas pela persecução criminal é também visto em outro documento o qual faz menção a diversos nomes, dentre os quais os de policiais, membro do Ministério Público, políticos e outros. O que existe é um documento que demonstra a intenção de que houvesse tentativa de corrupção, principalmente quando lemos a expressão ?corromper a polícia?.”
Na página 267, um destaque: “Chama a atenção nos documentos a expressão ?contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado?, cujo valor R$ 900 mil seria feito em cash.” O relatório faz menção a uma anotação que teria sido encontrada em “uma escrivaninha de trabalho no escritório particular de Dantas”. Diz a anotação: “Campanha de Fernando à Presidência, R$ 3 milhões. Forma: cash.”
“Cash não é expressão usualmente empregada por Dantas”, afirmou seu advogado, Andrei Schmidt. “Dantas não reconhece como dele tal anotação. Ele recebia muitas informações de que autoridades vinham sendo corrompidas em benefício dos adversários do Opportunity na disputa societária pela tomada do controle da Brasil Telecom. As informações vinham principalmente da disputa judicial nos Estados Unidos. Os relatos eram por ele anotados para verificação. As anotações representam possíveis registros de corrupção que não era praticada pelo Opportunity, mas talvez por seus adversários.”
FOI PRECISO que o chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, fosse flagrado por uma escuta telefônica em diálogo comprometedor com um advogado do banqueiro Daniel Dantas para que o Planalto se mexesse. Mas o governo finalmente decidiu mobilizar sua base parlamentar para votar o projeto de lei que regulamenta a utilização de grampos em investigações criminais.
O desafio é encontrar o equilíbrio entre o direito da sociedade de proteger-se contra bandidos e o direito de cada cidadão à intimidade e à vida privada. A Constituição enuncia a regra geral: as comunicações estão protegidas por sigilo que só pode ser violado mediante ordem judicial para fins de investigação criminal ou instrução processual.
Na prática, entretanto, verifica-se que tanto a norma genérica como sua regulamentação, a lei nº 9.296, são insuficientes para coibir abusos. A proliferação de grampos legais e ilegais observada nos últimos anos é claro indicativo de que a interceptação telefônica se tornou o principal “método de investigação” da polícia brasileira, quando deveria, por lei, ser o último recurso.
Faz sentido, portanto, aumentar o controle sobre o grampo, como agora quer o governo. Dentre as medidas disciplinadoras, o projeto institui teto de 360 dias para a manutenção da escuta, que hoje pode ser prorrogada indefinidamente, e a necessidade de que o pedido de interceptação passe pelo Ministério Público.
São aprimoramentos razoáveis, mas, para que o Brasil deixe de ser aquilo que Lula pleonasticamente definiu como “país da grampolândia”, será necessário também que os juízes se tornem mais seletivos ao autorizar as escutas. Em teoria, o magistrado só pode expedir o mandado caso a polícia demonstre que esse é o único meio de obter a prova. Não é o que tem ocorrido.
Da Folha
PÓS-MENSALÃO
Novo código de ética do PT condena vazamentos à mídia
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Divulgado ontem em seu site oficial, o código de ética do PT proíbe a divulgação de fatos relativos a investigações contra seus filiados e considera “infração ética grave” o vazamento de informações à mídia sem identificação da fonte. (…)
Na denúncia, oferecida no último dia 3 de julho, o MPF relatou que as investigações da Operação Satiagraha, um ano após sua deflagração, constataram que Dantas, o presidente do banco Opportunity, Dório Ferman, e a irmã do banqueiro, Verônica Valente Dantas, constituíram “um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos”.
O juiz, atendendo a manifestação do procurador da República Rodrigo de Grandis, autor da denúncia, determinou a abertura de três inquéritos policiais:
1) para aprofundar a participação de pessoas investigadas inicialmente e que não foram denunciadas, caso do ex-deputado federal Luís Eduardo Greenhalgh e Carlos Rodenburg, que comanda o braço agropecuário do grupo; 2) para apurar crimes financeiros na aquisição do controle acionário da BrT pela Oi, e, 3) para investigar evasões de divisas praticadas por cotistas brasileiros do Opportunity Fund, com sede nas Ilhas Cayman, no Caribe.
O juiz negou pedido do Ministério Público Federal para que a Justiça requisitasse ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, documentos do processo do Mensalão. Para De Sanctis, não é necessária a intervenção judicial e o MPF deve requisitar o que for necessário diretamente ao STF. Na denúncia, o MPF expôs a relação da Brasil Telecom, na época gerida pelo Opportunity, com o financiamento do esquema.
A denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal contra o banqueiro Daniel Dantas revelou que ele tramou, em e-mails trocados com o consultor de empresas Roberto Amaral, pagamentos para dois jornalistas que teriam divulgado notícias de interesse de seu grupo empresarial.
Amaral foi alto executivo da empreiteira Andrade Gutierrez. Já reconheceu ter trabalhado como “consultor” de Dantas entre 2000 e 2005. A Polícia Federal apreendeu diversos e-mails arquivados em computador de Amaral.
Nos e-mails, Dantas se identifica como DVD, OVS ou “Olhos Verdes Sensuais”. Amaral responde como “Rogério”.
Em 2001, Dantas diz a Amaral que precisa ser publicada na imprensa uma nota contra seu desafeto, o empresário Luís Roberto Demarco, com quem travava disputa judicial. A nota, que colocava Demarco como um denunciante de propinas na polícia, saiu no dia 4 de dezembro daquele ano na coluna on-line do jornalista Claudio Humberto, ex-porta-voz do presidente Fernando Collor (1990-1992).
O outro jornalista citado na denúncia é Gilberto Pierro, o “Giba Um”, que tem blog na internet. Em abril de 2002, Amaral cobra o pagamento de R$ 50 mil, dos quais iriam R$ 25 mil para “CH” (Claudio Humberto) e R$ 5.000 para “Giba Um”.
No dia 12, Amaral pede R$ 117 mil para pagar Claudio Humberto e quitar “dois anúncios publicados no “Jornal de Brasília’”.
A denúncia do procurador também traz detalhes sobre o papel do consultor Guilherme Martins, o Guiga. Em depoimento, o presidente da Santos Brasil, da qual o Opportunity é acionista, Wadi Jasmin, disse que Guiga foi contratado “apenas para agendar reuniões com políticos”. Ele citou encontros com o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007, e o ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF).
Seixas, segundo Jasmin, “é advogado contratado pela Santos Brasil para atuar na discussão envolvendo a questão de portos privativos”.
O advogado de Amaral, José Luis Oliveira Lima, disse que seu cliente é “dos mais respeitados do país”. Segundo o advogado, Amaral “é fonte não apenas de Humberto e Giba Um, mas também de diversos outros jornalistas importantes”. A consultoria de Amaral ocorreu “dentro de princípios éticos e legais”. Humberto negou qualquer irregularidade na sua conduta. Giba Um não foi localizado. (RV, FF E AF)
Comentário
Conhecendo o modo de operação de Dantas, que vocês avaliem agora a campanha estrepitosa do esquema Dantas na mídia, a orquestração dos ataques, para passar a impressão de que todos eram bandalhos como eles, a última onda – o tal relatório italiano, mais uma vez levantado pelo Conjur, Diogo Mainardi, IstoÉ e a própria Veja, sem que nada aparecesse, justamente às vésperas do novo indiciamento.
Roberto Figueiredo do Amaral é homem conhecido nos circuitos do grande Poder. Entre políticos, empresários e jornalistas, por exemplo. Foi dirigente da construtora Andrade Gutierrez por pelo menos duas décadas. Em sua denúncia o procurador da República Rodrigo De Grandis o cita por “formação de quadrilha e organização criminosa e lavagem de dinheiro”. E descreve como Amaral foi contratado por Daniel Dantas e seu Opportunity para prestar assessoria em “assuntos sensíveis” do Grupo Opportunity.
Na relação de serviços, escreve De Grandis, se tinha “o contato com políticos, a viabilização de publicação de notícias no interesse da quadrilha e a consultoria e efetiva implementação por intermédio de William Yu (NR: doleiro), de movimentações financeiras no exterior”.
A Polícia Federal abriu investigação sobre a vasta coleção de e-mails encontrados em poder do executivo Roberto Amaral. São milhares de mensagens em cerca de 10 CDs recolhidos na casa de Amaral durante blitz realizada em 16 de dezembro por ordem judicial. A troca de correspondência aponta para ex-ministros, empresários, lobistas e políticos intensamente empenhados no processo de privatização das teles.
Entre 2000 e 2005 Amaral trabalhou como consultor do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. O executivo caiu na malha da Operação Satiagraha – investigação da PF sobre suposta ligação de Dantas com crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
A PF abriu os arquivos de Amaral e identificou o que suspeita ser a pista para casos de tráfico de influência em diferentes níveis de governo. Há citação a um deputado que teria exigido dinheiro do banqueiro. A investigação corre sob sigilo.
Executivo da empreiteira Andrade Gutierrez por longo período, Amaral exibe em seu currículo importantes ligações com o poder nos últimos 30 anos. Administradores atingiram cargos estratégicos em gestões estaduais e federal graças a seu prestígio. Metódico, Amaral gravou todos os contatos que fez por e-mail. A maior parte das mensagens é trocada com políticos tucanos.
O criminalista José Luiz de Oliveira Lima, que defende o executivo, confirmou a apreensão dos CDs, mas disse desconhecer a apuração da PF. “Asseguro que tudo o que foi apreendido não tipifica nenhuma conduta ilícita, apenas troca de consultoria empresarial.”
A sentença do juiz Ali Mazloum sobre o delegado Protógenes é polêmica e merece esclarecimentos da parte dele.
Conversei agora com Luiz Roberto Demarco, que traz os seguintes dados para análise:
1. No episódio da tentativa de suborno do delegado da Polícia Federal, oferece-se R$ 1 milhão ao delegado para duas missões. Primeiro, o de tirar o nome de Daniel Dantas e familiares do inquérito. Segundo, o de incluir o nome de Demarco. A razão é simples: fornecer à defesa de Dantas o álibi de que o inquérito estava subordinado a disputas comerciais. É ponto central da defesa de Dantas. Leia mais »
A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta quarta-feira (20/5), aumentar a indenização imposta à Opportunity Equity Partners Administradora de recursos Ltda., do grupo Opportunity, à juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial. O grupo vai recorrer da decisão.
Os desembargadores Gilberto Rêgo e Rogério Oliveira entenderam que os processos movidos pelo Opportunity contra a juíza, após uma decisão desta contra o grupo, extrapolaram o direito de petição. “É verdade que o direito de petição não gera dever de indenizar. Contudo, isso não quer dizer que não há limites”, disse Rêgo. Para o desembargador, o direito de reclamar não pode ser um meio de perseguição.
“Nunca vi um juiz ser tão absurdamente perseguido só porque decidiu contra interesse da parte”, disse o desembargador Rogério Oliveira. Para ele, o Poder Judiciário não pode dar guarida a esse tipo de atitude. Há, diz, um sistema jurídico que é o do recurso.
À princípio, o desembargador Gilberto Rêgo votou para manter a decisão de primeira instância e a condenação da empresa em R$ 100 mil. Mas reconsiderou seu voto depois de Oliveira votar por aumentar o valor para R$ 200 mil. Segundo Oliveira, a repercussão do caso, que já foi conhecido por todos, ainda vai continuar.
Comentário
A Folha foi cúmplice desse assassinato de reputação, quando abriu espaço para que Janaína Leite – claramente ligada a Daniel Dantas – cometesse uma das mais vergonhosas páginas do jornalismo brasileiro.
Clique aqui para ler o capítulo da série “O Caso de Veja” que aborda essa vergonha. Leia mais »
Achei triste a CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas ter indiciado Daniel Dantas da forma como o fez. Não que eu não ache que ele mereça, muito menos que ele não tenha realizado nenhuma interceptação clandestina. Estou convicto de que ele grampeou, e muito. Mas é preciso ser coerente. Essa CPI é uma farsa, um factóide montado por uma revista que se perdeu entre o pântano e o cemitério e parlamentares da mais baixa estatura moral, com uma ou duas exceções. Leia mais »
Relator da CPI dos Grampos recua e diz que deve recomendar indiciamento de Dantas
O relator da CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), deve recuar e sugerir o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, no relatório final da comissão. A reportagem não localizou o advogado Andrei Schmidt, que defende Dantas, para comentar o assunto.
No texto apresentado à CPI na semana passada, o petista poupou de indiciamentos os protagonistas da Operação Satiagraha, da Polícia Federal -entre eles o delegado Protógenes Queiroz, o ex-diretor geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda e Dantas. Leia mais »
Julgamento do Juiz Fausto Martin De Sanctis – Ele também precisa de nosso apoio
Do blog da Janice Agostinho Barreto Ascari.
30/04/2009 – Julgamento do Juiz Fausto Martin De Sanctis
* Postado por Janice Agostinho Barreto Ascari em 26 abril 2009 às 1:44
* Enviar mensagem Exibir blog de Janice Agostinho Barreto Ascari
Na próxima quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região irá julgar os dois procedimentos disciplinares abertos contra o Juiz Federal Fausto Martin De Sanctis. Um refere-se ao caso MSI-Corinthians e o outro ao Caso Daniel Dantas.
A sessão é aberta ao público e será realizada no dia 30/4/09, às 10 hs., na Sala de Sessões do Órgão Especial do TRF-3, situada na Av. Paulista, 1.842 – 14º andar – São Paulo – SP
PF indicia Dantas, sua irmã e mais quatro diretores do Opportunity por crimes financeiros
THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online
A Polícia Federal indiciou hoje o banqueiro Daniel Dantas, sua irmã Verônica Dantas e mais quatro diretores do Opportunity por crimes financeiros. De acordo com o advogado Andrei Schmidt, todos eles foram indiciados pelos crimes de gestão fraudulenta, evasão de divisas, empréstimo vedado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Schmidt criticou os indiciamentos. “É mais uma arbitrariedade. Mais um desdobramento dessa operação polêmica que revela arbítrios nesse país”, disse ele se referindo à Operação Satiagraha, deflagrada em julho de 2008 pelo delegado Protógenes Queiroz.
A operação –que chegou a prender Dantas– investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro e a diretores do Opportunity.
Comentário
Os novos advogados de Dantas são o Nélio Machado sem dentes a mostra.
Comentário 2
Mil desculpas ao advogado Schmidt pela comparação com Nélio. Vários comentaristas, que conhecem o advogado, ficaram irados com a comparação. De fato, me excedi: Schmidt não merecia isso.
Ana Júlia: Sim, claro. Toda a imprensa que estava lá tinha chegado no avião dele.
Do Valor Econômico
Estados: Governadora contesta acusação de que descumpre mandados de reintegração de posse e fala em armação
“Violência agrária no PA teve queda recorde”
Caio Junqueira, de São Paulo
24/04/2009
A governadora do Estado que foi palco do mais recente conflito agrário de repercussão nacional, Ana Júlia Carepa (PT), vê armação da oposição ao seu governo para desqualificar os avanços que, segundo diz, ocorreram no Pará na questão agrária. De acordo com a governadora, o número de mortes no campo diminuiu e o de reintegrações de posse cumpridas aumentou.
A constatação, porém, contraria o embasamento do pedido de intervenção federal e impeachment proposto pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidido pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Para a governadora, a líder ruralista age sob comando do banqueiro Daniel Dantas, proprietário de centenas de hectares no Pará, dentre os quais a fazenda Espírito Santo, em Xinguara, onde ocorreu a troca de tiros entre seguranças e sem-terra, cujas imagens correram o país esta semana. A seguir, trechos da entrevista concedida ontem ao Valor, por telefone, por volta de 20h00. A assessoria de imprensa do banqueiro Daniel Dantas foi procurada, mas não foi possível contatá-la: Leia mais »
este vídeo onde DD é questionado pelo ilustre deputado Biscaia – na cpi dos amigos de dantas – mostra qual a influência que este fora- da- lei exerce no Brasil.Seus leitores merecem assistí-lo.Estarrecedor!!!!
Por Deputado Antonio Carlos Biscaia
Caro Luis Nassif,
Permita-me agradecer a todos os seus leitores que manifestaram apoio à minha intervenção ao senhor Daniel Dantas, no depoimento prestado à CPI das Escutas Telefônicas, no dia 16 de abril. Os que me conhecem, pela trajetória pública, sabem que o que expressei representa o meu compromisso de vida: o combate a toda forma de criminalidade e corrupção. É gratificante perceber que a Internet serve ao debate democrático e à livre expressão sobre a política brasileira.
E que nos traz surpresas como essa, de ver nossa fala dentro da Câmara dos Deputados ser disponibilizada no Youtube e em sites tão acessados como o seu. Parabéns pelo excelente trabalho profissional e obrigado por abrir esse espaço. Desejo a você cada vez mais sucesso.
Antonio Carlos Biscaia
Deputado federal (PT-RJ)
Por Guilherme Hanesh
Tem alguma coisa estranha com essa história do conflito entre os seguranças da Fazenda Espírito Santo, controlada pela Agropecuária Santa Bárbara (de Daniel Dantas e Carlos Rodenburg) e os integrantes do MST. Leia mais »
Caro Nassif, colega Marco e comentaristas operadores do Direito.
Abaixo, disponibilizo o pdf da decisão na concessão de HC ao Dantas que deverá depor amanhã.
Não discuto a decisão da concessão, é um Direito Constitucional e tem que ser respeitado, e eu particularmente agiria da mesma forma diante de uma CPI que passou ao longe de suas atribuições legais e finalidades
Mas algo chamou minha atenção nesta concessão.
O Ministro Marco Aurélio concedeu o direito de o investigado ter acesso a todo o material, inclusive os que estão sob sigilo.
Minha dúvida, que material abrange..? os pertinentes a Dantas ou inclusive aos que fazem parte do inquérito contra o delegado e material da Satiagraha, que está sob sigilo e Juiz Mazloum enviou ? tem esta extensão ?
Não é preciso ir muito longe para começar a levantar pelo menos os índices e alguns dos documentos entregues pela Kroll à Brasil Telecom. O site TELETIME foi quem mais cobriu esse assunto, acompanhando o litígio diretamente na Justiça de Nova York. Uma matéria que faz um resumo do que aconteceu nessa “negociação” forçada (porque no fim a Kroll aceitou colaborar com a Brasil Telecom) está disponível aqui:
Mas o melhor de tudo é o link que está disponível no final da matéria, com um compêndio dos principais documentos abvertos do processo. Nesse link, não estão, obviamente, as 250 caixas de material, porque esse material ficou disponível apenas para a Brasil Telecom, não para o público em geral, mas há vários emails entre a Kroll e executivos da gestão Daniel Dantas na Brasil Telecom, sobretudo Carla Cicco, que era a presidente da empresa. O link para esses documentos é:
Ainda não tive tempo de ler todos os documentos, mas seleciono de cara os PDFs provas_kroll7 e provas_kroll6, que são os índices daquilo que está nas tais 250 caixas que o Protógenes cita. E para quem não acredita que ali tem coisa, recomendo a leitura do provas_kroll5, que é uma declaração de um importante executivo da Kroll em que ele mesmo relata tudo o que a Kroll fez e entregou para a Brasil Telecom. Agora, é só a CPI pedir esse material aqui no Brasil.
Por C. Brayton
O delegado tomou emprestado uns óculos de Zé Wilker, parece. Desculpa, um comentário leviano.
Interessante seria saber o progresso do litígiio que Kroll mantinha com seu antigo empregado, Frank Holder, indiciado no caso Chacal. A empresa dizia que Holder não fez o que fez, se é que fez, para ela, mais para o escritório de advogados onde ele trabalha agora — o mesmo encarregado com a sua defesa no caso. Quer dizer, ele tinha contrato com Kroll, mas foi contrado por outra pessoa para fazer o trabalho sujo. Esse processo corria em paralelo com o litígio entre Opportunity e Citibank, aquele que acabou em pizza, ops, em concordão.
Quem é Frank Holder, o homem esquecido? Era da CIA? Ainda é? Posso ler o rascunho da autobiografia dele no site de ConJur?
Comentário
Frank Holder é o sujeito que, a soldo de Dantas, preparou o tal dossiê com supostas contas de autoridades no exterior.
Segundo o repórter Felipe Recondo, do Estadão, na segunda-feira será lançado um “pacto republicano”, entre o Executivo, Supremo e Câmara, visando coibir abusos nas investigações. De quebra, incluíram garantia de pagamento de precatórios pela União, Estados e Municípios.
Duas delas são exemplares do espírito Mendes de eliminação da eficácia da investigação contra o crime organizado:
- Criar colegiados para julgamento em primeiro grau de organizações criminosas para trazer garantias adicionais aos magistrados
- Normatizar a convocação de juízes para instrução de ações penais originárias nos tribunais superiores
O resultado concreto será reduzir o poder do juiz de primeira instância que atue contra o crime organizado e abrir espaço para o vazamento de informações. Leia mais »
Só agora comecei a assistir a CPI do Grampo. Pergunta do Vanderley Macris querendo ter informações para que a CPI e o relator possam ter dados para o indiciamento de Daniel Dantas.
A CPI não indicia. Ela junta elementos e encaminha ao Ministério Público. Para tanto, ele quer informações sigilosas que já estão em poder do MP e do Juiz. A CPI quer julgar, para poder, então, encaminhar ao MP – que já está investigando – para que o MP investigue; e ao Judiciário – que já está julgando – para que continue a julgar.
Mas Nassif, o Vanderley está dando oportunidade ao Protógenes expôr o que/quem é Daniel Dantas, revelando seus crimes e, principalmente, sua infiltração no poder público.
Comentário
Tem razão. Analisei apenas a primeira pergunta. Agora está ficando mais claro. Foi um interrogatório respeitoso e relevante, esse do Macris.
Agora é curioso o jornal da Globo News. Dois minutos depois de Protógenes negar enfaticamente ter investigado a Ministra Dilma Rouseff, o jornal entra no ar informando os distintos telespectadores que ele ficou calado quando indagado sobre o tema. Criam a versão para o mesmo público que, poucos minutos antes, testemunhou o fato verdadeiro.
Por Marco Antonio
Mas, o fato mais importante do depoimento não foi comentado. Eu até postei no Fora de Pauta, mas não foi publicado. O Presidente da CPI, logo no início, diante do silêncio de Protógenes quanto às suas perguntas, decidiu apresentar um filme em tela contendo os anteriores depoimentos do delegado, para mostrar contradições. Foi imediatamente rebatido por colegas de todos os partidos, que afirmaram que, durante quase duas décadas de CPI tal expediente nunca foi utilizado.
O Presidente foi questionado sobre se a CPI havia autorizado o filme. Disse que sim, e foi imediatamente rebatido por um membro. Aí falou que se os colegas não queriam ouvir, tudo bem, ele só queria a verdade.
No meio do bate boca, o deputado Chico Alencar o acusou verbalmente de ter recebido financiamento de campanha de sócios de Dantas. Itagiba não negou e começou a acusar Alencar de utilização indevida de verba de gabinete, retirando imediatamente a acusação ( ” eu não citei o senhor”), quando o deputado do PSOL afirmou: ” o senhor vai ter de provar”. Enfim, totalmente desmoralizado, passou a palavra ao relator.
Aqui no Rio Grande do Sul, os neoliberais promoveram mais uma vez, o ” Fórum da Liberdade “, tradicional encontro para promover o liberalismo da boca para fora. Esta vez também homegearam o polêmico dono da editora Abril, conforme o jornal Zero Hora:
Roberto Civita é homenageado
O empresário Roberto Civita foi homenageado na abertura do fórum, na segunda-feira. Presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, recebeu o Prêmio Liberdade de Imprensa (à esquerda na foto, com o presidente do Instituto de Estudos Empresariais, Rafael Sá), conferido a profissionais que defendem a liberdade de imprensa.
- O nosso maior compromisso não é com governo, anunciantes ou acionistas e, sim, com os leitores e com a verdade – afirmou Civita.
CPI dos Grampos aprova convocação de De Sanctis e Dantas
Comissão quer saber por que juiz negou acesso a dados da operação e questionará banqueiro sobre grampos
RASÍLIA – A CPI dos grampos aprovou nesta quinta-feira, 26, a convocação para que o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, prestem depoimentos à comissão. Os deputados querem explicações do juiz sobre a sua decisão de negar à CPI o compartilhamento de dados da Operação Satiagraha. Já em relação a Dantas, a expectativa é que o banqueiro fale sobre sua participação em escutas telefônicas. Na próxima quarta-feira, 1º, está marcado o depoimento do delegado Protógenes Queiroz, que comandou a operação.
Comentário
Pergunta: você acredita na isenção recem-adquirida da CPI dos Grampos?
O esquema de lavagem de dinheiro no Brasil se utiliza preferencialmente dos seguintes setores: terras na Amazônia (com dificuldade para definir titularidade), futebol, mineração (especialmente direito de lavra).
Por Gabriel J.
Nassif,
Dantas até na Copa!
Abs,
Gabriel J.
Do Blog do Juca Kfouri
Amistoso em Brasília sob suspeita
O repórter Gabriel Castro, da CBN-Brasília, revelou ontem que o contrato que resultou no jogo amistoso, em novembro passado, no Distrito Federal, entre Brasil e Portugal, e que terminou com a goleada brasileira por 6 a 2, está sob investigação do Ministério Público.
Um contrato de R$ 9 milhões.
Tudo porque o contrato, assinado pelo governador José Roberto Arruda e por uma tal Vanessa Almeida Preste, além do secretário de Esportes do governo do DF, foi feito com uma empresa aparentemente fantasma, a Ailanto Marketing Ltda, de Vanessa Preste e de Alexandre Rosell.
A Ailanto foi registrada pelo advogado Eduardo Duarte, apontado como laranja do banqueiro Daniel Dantas pela Operação Satiagraha, e não tem nem sequer telefone. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.