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09/11/2009 - 18:59

Aos sabidos que não são espertos

Por Horridus Bendegó

Que tal, do Patativa, um Trivial?

De Lula, por Patativa do Assaré, para FHC:

Poeta, cantor de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.

Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia, Política Tags: , , , ,
09/11/2009 - 17:00

Os nomes americanizados

Por Alexandre de Aguiar

Nassif, desculpe o “offtopic” mas esse assunto me lembrou um similar: Que tal um post sobre nomes de produtos estranhos ? Principalmente aqueles com nomes “americanizados” ?

Um amigo me chamou a atenção sobre isso, certa vez. Tem muito produto com nome prentensamente inglês.

Aí surgem pérolas como o salgadinho “Big Tits” (tetas grandes) ou o iogurte “Bat Gut” (tripa de morcego – esse foi o melhor !)

Certamente podemos achar mais pérolas dessas com a ajuda dos comentaristas.

Comentário

Na infância, tive um amigo, o Rusi, em homenagem ao Roosevelt.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: , , ,
06/11/2009 - 18:58

Concurso de Interpretação de Músicas

Por Helô

Nassif
Pode me ajudar a divulgar?

O “CENTRO de MÚSICA BRASILEIRA” promoverá no próximo mês de Dezembro (de 7 a 12) 2 concursos, ambos com um primeiro prêmio de R$10.000,00, oferecidos pela Secretaria de Estado da Cultura. Um deles será o “II CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para FLAUTA” e o outro o “V CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para PIANO”.

Horário: das 14:00 às 22:00, sempre na CASA MÁRIO de ANDRADE, na rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, SP.

Veja o regulamento e a ficha de inscrição no blog:
http://www.centrodemusicabrasileira.blogspot.com

Eudóxia de Barros e Osvaldo Lacerda, pela Diretoria do CENTRO de MÚSICA BRASILEIRA.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Música Tags: , , ,
06/11/2009 - 17:00

A Londres no pré-guerra

Por Andre Araujo

Seção Musical em homenagem à semana inglesa do Presidente Lula, da serie British Dance Bands : De 1925 a 1940 Londres foi a a capital dos jantares elegantes ao som de famosas orquestras de dança que tocavam nos principais hoteis como Mayfair e Savoy e em night clubs como Kit Kat, foram em torno de 30 conjuntos entre os quais os mais conhecidos eram Bert Ambrose, Ray Noble, Jack Hylton, Harry Roy, Jack Payne, Jay Wilbur, Billy Cotton, Jack McDermott, Lew Stone, Fletcher Henderson, Roy Fox

etc., as orquestras tinham quase sempre cantores não fixos, como Al Bowlly, Vera Lynn, Elsie Carslile, Anne Shelton, Marjorie Kingsley, Rita Williams, Dan Donovan, Les Allen e uma estrela de quem tratarei em outro post, Frances Day, cuja vida de amores daria um belo filme, entre os seus casos teve Anthony Eden, futuro Primeiro Ministro, Eduardo VIII, futuro Rei e Lord Louis Mountbatten, primo do Rei e o ultimo Vice-Rei da India.

As orquestras tocavam em ambientes aonde era obirgatorio o traje a rigor, que era o padrão londrino para jantar nas classes altas, as orquestras tambem gravavam bastante e muitas delas eram contratadas da BBC.

As orquestras birtanicas eram bem diferentes das americanas, a musica sempre mais suave e menos estridente, o padrão londrino era especifico mas muitos musicos americanos tocavam na Inglaterra, alguns moraram lá por décadas mas o publico era inglês e a musica tinha um estilo inconfundivel, mesmo quando o compositor era americano, como a que Ray Noble toca no video abaixo, composição de Cole Porter.

http://www.youtube.com/watch?v=KuzNK35o_K0

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Cultura, Música Tags: , , , ,
30/10/2009 - 17:00

Para os pesquisadores musicais

Por Carlos

Nassif,
Durante a minha já longínqua juventude, ouvia numa rádio aqui de Sorocaba (SP), uma melodia que sempre considerei belíssima. Lembra muito o ritmo tipico da Andaluzia, que eu não se precisar qual é. A orquestra que a interpretava era a de Victor Silvester. O nome da música descobri há poucos dias: é Toreador et Andalouse e o seu compositor e quem a compôs foi Arthur (ou Anton) Rubinstein, aquele pianista famoso…
A gravação original era em 78 r.p.m. Ao que consta, não foi registrada em LP, nem em CD. Alguém teria essa preciosidade para nos mostrar ?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Música Tags: , ,
30/10/2009 - 16:30

Longa vida ao saci

Por Jairo arco e flexa

Sugestão muito, mas muito interessante.

O saci sempre teve presença marcante em nossa vida cultural.

Os muito jovens talvez não saibam que essa figura da mitologia brasileira deu nome e foi o símbolo de um dos prêmios mais importantes do teatro e do cinema do Brasil até o fim da década de 60. Em São Paulo, sem dúvida, o Saci era o prêmio mais importante.

Concedido pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Saci foi instituído no começo dos anos 50 e representava a cosnagração definitiva para quem recebia a estatueta na forma de uma só perna, de autoria de Victor Brecheret.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: , , , ,
29/10/2009 - 17:00

Dia Nacional do Livro

Por Nonato Amorim

Nassif & Amigos, hoje é o Dia Nacional do Livro, esse

grande e sábio companheiro de todas as horas. Abs.

http://www.cultura.gov.br/site/2008/10/29/i-seminario-de-politicas-de-incentivo-a-leitura-no-brasil/

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: , , ,
09/10/2009 - 07:00

As mudanças na Lei Rouanet

Por Alexandre Leite

Vídeos da entrevista do Ministro Juca Ferreira à TV Brasil falando sobre as mudanças na Lei Rouanet.

http://www.cultura.gov.br/site/2009/06/03/entrevista-do-ministro-juca-ferreira-a-tv-brasil-2/

Por Maurício Caleiro

Nassif ,

Publiquei na minha página no Portal um artigo sobre a “nova lei Rouanet”:

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/a-nova-lei-rouanet

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: , , , ,
16/09/2009 - 12:38

O desafio social da inovação

Por Hilano Carvalho

Um tema que muito me ocupo a estudar e que é, na verdade, meu objeto de pesquisa acadêmica, o progresso técnico-econômico, fundamenta-se apenas nas relações externas, negligenciando as relações internas entre os sujeitos e o objetos que, de fato, estruturam em si e para si a atividade produtivo-econômica.

Por esse motivo, todas as manifestações antigas e vigentes sobre as relações causais entre inovação tecnológica e desenvolvimento social e econômico são, essencialmente, estéreis, ainda que possam servir, ocasionalmente, para determinar certas tendêncas objetivas.

A apreensão de tal dialética, que perpassa as relações sociais de produção, para além das formas particulares de sociabilidade, como o capitalismo liberal ou o capitalismo de estado, tal como expostos acima, deveria ser a finalidade social primordial.

Não é à toa que é sobre tais formalizações que venho trabalhando e pretendo continuar por muitos anos.

Comentário

Discussão fundamental! Aliás, em alguns fóruns de inovação, sempre procurei desafiar meus amigos tecnólogos para a questão central: como disseminar a inovação, ainda que de pequenos ganhos incrementais, para setores com muitas pequenas e micro empresas?

Creio que a experiência da cadeia do frango poderia ser recuperada. Até algum tempo atrás, era a melhor experiência que conheci. Quem tiver mais dados, favor enviar.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Tecnologia Tags: , ,
30/08/2009 - 17:34

A pauta cultural brasileira

Do Portal Luís Nassif

A sua e a minha Culturas

* Publicado por alberto manoel ruschel filho

O debate enriquece, embora, na maioria das vezes, atrase. Ficaremos “trancando a pauta” cultural brasileira por séculos e séculos mais como fazem nossos deputados e senadores? Avançar e evoluir demanda ação.

Ponderar demais sobre as questões que envolvem as manifestações artísticas de um povo com identidade multifacetada, obrigatoriamente, serão também multifacetadas. E aqui mora o perigo: o “demais” é vago demais! Além do quê, subjacente a elas, com sua face única desequilibradamente parcial, opinando e preferindo, julgando e determinando (aliás, este capítulo mereceria um ensaio sobre essa coisa chata de julgar intitulado “Síndrome de Jurado do Flávio Cavalcanti”), estará sempre o homem exageradamente “ponderado” e movido por interesses pessoais. Em 90% dos casos o ponderado é um medroso que, pego de calça curta, quer ganhar um tempinho para opinar (de cima do muro).

Normal. Mas passível de reflexão.

O Novo Homem – com sensibilidade para entender até onde suas opiniões poderão ser transitórias e enriquecidas por outras, mesmo que antagônicas – ainda está por ser gerado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: , , ,
13/06/2009 - 09:33

O jogo político da Cultura

Ficou difícil essa discussão sobre os critérios da Lei Rouanet, depois da decisão do Ministro da Cultura Juca Ferreira, em rever a decisão da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), de vetar projeto de R$ 2 mi para a temporada de Caetano Velloso de lançamento de seu CD.

A lógica da CNIC deveria ser a do Ministério:

1. Shows comercialmente viáveis não devem ser incentivados. Caetano é, graças a seu talento.

2. Não deve haver concentração de verbas no centro-sul. Caetano é um artista do centro-sul, seus shows serão majoritariamente no centro-sul.

A partir daí, como fica? Na entrevista da Folha, foram apresentados a ele quatro projetos que tiveram o patrocínio negado: as peças “Peter Pan” e “Miss Saigon”, e exposições como “Leonardo da Vinci” e “Corpo Humano”.

Ele não discute os critérios. Mas defende a revogação do veto à Maria Bethania, argumentando que Ivete Sangalo – que é um sucesso comercial maior – teve seu projeto aprovado.
Completa a entrevista desastrosa com essa declaração:

Não sou masoquista para trabalhar só com artistas malsucedidos. O ministério não tem vocação de irmã Dulce nem de Madre Teresa de Calcutá. Um artista conhecido pode ter dificuldade de conseguir patrocínio para uma obra experimental, ou pode ser do interesse público abaixar os preços de um espetáculo popular.

Espetáculo popular no Credicard Hall é dose.

De qualquer modo, Juca deixa transparecer uma suspeita política, a de que a decisão do CNIC visou jogar artistas consagrados contra as mudanças na lei Rouanet. É possível. A própria exclusão de Maria Bethania e a inclusão de Ivete Sangalo mostra um jogo difícil de ser compreendido.

Mesmo assim, ficadevendo explicações mais claras, inclusive sobre o tal jogo da CNIC.

Se a intenção do CNIC foi desgastar as mudanças, conseguiu.

Copie e cole para ler a íntegra da entrevista.

http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRItSwoQuKXcy50k

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Sem categoria Tags: , , ,
02/03/2009 - 08:05

Para os pequenos, impostos

No combate à atual crise, repete-se o modelo fernandiano. Considera-se as grandes empresas e grandes cadeias produtivas o único motor de crescimento da economia. Não se alterou o paradigma para entender o enorme papel das cadeias pulverizadas de pequenas e micro empresas.

Com essa visão anacrônica – dentro da regra política brasileira do “quem pode mais, chia mais” – ao mesmo tempo em que amparava grandes setores com desoneração tributária, o governo ampliou fortemente a tributação sobre as pequenas empresas de cunho cultural.

Esse é o tema do artigo de Júlio Medaglia e Paulo Pélico, na Folha de hoje, denunciando redução de verbas para a cultura nessa onde de remanejamentos fiscais visando enfrentar a crise (clique aqui).

“Apesar do tido como baixo “valor de mercado” de nossa produção intelectual, o presidente Lula, ao mesmo tempo em que disponibiliza R$ 250 bilhões em pacotões anticrise com socorro financeiro a bancos, desoneração fiscal às exportações, estímulos à indústria automobilística etc., penaliza a classe artística ao sancionar a lei complementar nº 128/2008, também subscrita pelos ministros Guido Mantega e Miguel Jorge. A nova lei trocou sutilmente as atividades culturais de lugar (do anexo 4º para o 5º). Assim sendo, a faixa das alíquotas incidentes sobre pequenas empresas produtoras de cultura foi substituída por outra cujas alíquotas chegam a quase triplicar os impostos do setor.

Com o excessivo peso dos impostos, os microempresários da cultura haviam recebido com alívio a notícia do projeto de lei do Simples Nacional, uma nova modalidade de tributação que prometia uma redução de até 40% na carga tributária, estabelecendo os impostos ao redor de 9%. Milhares de microempresas culturais -após fazerem essa opção contábil, assumirem compromissos e pautarem suas atividades em razão dessa nova realidade- se viram subitamente presas numa armadilha, com uma carga tributária de até 27,9%.

Isso coloca as microempresas da cultura numa faixa de semelhante à de uma média ou à de uma grande empresa. E o mais espantoso desse fato é que essas mudanças ocorreram sem a menor transparência e sem debate nem comunicados prévios aos atingidos pela alteração.

Os artistas e produtores tomaram conhecimento do assunto no início deste ano, já diante do fato consumado. Não sabemos como classificar a atitude do presidente e dos congressistas, se de esperteza ou de má-fé”.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
18/01/2009 - 08:51

O “poder brando” da China

Quais serão os elementos de “poder brando” da nova potência que emerge, a China?

Os filmes épicos chineses, como “O Herói” desenham alguns desses elementos. Há valores típicos do faroeste – o herói solitário, lutando contra o opressor -, mensagens sobre a importância da solidariedade para vencer os desafios, a fantasia extraordinária, retirada das lendas chinesas – as lutas, os movimentos de objetos – atores bonitos para o gosto ocidental.

O que mais a China tem produzido de poder brando, nesses seus primeiros passos rumo à hegemonia?

PS – Estava lendo outro dia meu “Thesouro da Juventude”, edição de 1925. No capítulo sobre a China dizia-se que, depois de séculos e séculos, ela começava a sair da toca e caminhava para ser uma grande nação mundial.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Novo Mundo Tags: , ,
13/01/2009 - 12:42

Caso Satiagraha

Há muita dúvida sobre o desfecho do caso Satiagraha, se a indicação de Paulo Lacerda como adido militar em Portugal foi promoção ou afastamento. Se o caso será abafado ou não.

Vou colocar um conjunto de elementos nos quais me baseio para avaliar o caso:

O quadro atual é francamente favorável a Daniel Dantas. Protógenes e Lacerda foram afastados, sim, não resta dúvida. A ida para Portugal foi prêmio de consolação. O que não impedirá que, eventualmente, ele possa atuar na chamada cooperação internacional contra o crime organizado.

Por outro lado, o inquérito da Kroll está totalmente parado, o esquema Dantas na imprensa continua agindo livremente, Gilmar Mendes permanece atuando com desenvoltura, os jornais ainda tratam um suborno filmado e documentado como “suposto” e todas as suposições sobre a ABIN (inclusive a fantástica central de grampos citada pela Veja) como fato concreto, mesmo sem  um elemento sequer de prova, e interlocutores do Ministério Público tentando vender a idéia de que a briga na imprensa é fruto de disputa de egos.

Há  sinais no ar de mais retaliação contra as pessoas que defendem a Satiagraha.

Na outra ponta, os elementos são os seguintes:

1. Por todas as informações disponíveis, é de primeira ordem a equipe da Polícia Federal que substituiu a equipe de Protógenes. De Sanctis, por exemplo, considera o delegado Ricardo Saady o mais brilhante delegado da PF que ele conheceu. Aparentemente tornou-se questão de honra para a PF levar o caso até o fim.

2. O primeiro relatório de Saady agradou até o delegado Protógenes. Há informações de outros relatórios a caminho. Saady já garantiu que todas as provas colhidas por Protógenes são legais. E há afirmações taxativas de Protógenes – inclusive no Roda Viva – de recolhimento de provas de suborno de jornalistas. Afinal, são quatro anos de investigação.

A conclusão final dependerá da chamada “prova do pudim”. Ou seja, dos resultados dos futuros inquéritos. Neste exato momento, a impressão é que Dantas vence de goleada.

Comentário

Acabo de ser comunicado pelo Gabriel Priolli da não renovação do meu contrato com a TV Cultura. Paulo Markun transferiu a incumbência para o Priolli.

No último prêmio Comunique-se foram três os jornalistas da Cultura indicados para a categoria TV: Heródoto Barbeiro, Markun e eu.

Nenhuma surpresa para quem conhece o Markun.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , ,
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