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	<title>Luis Nassif &#187; crise</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>A bomba que vem do Dubai</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Dubai]]></category>

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		<description><![CDATA[Dubai pede prazo para pagamento de dívidas
Reconhecendo a gravidade de sua situação financeira, o governo de Dubai pediu aos bancos um prazo de seis meses para ajustar o cronograma de pagamento das suas dívidas.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a afirmação foi feita em meio a negociações em andamento entre credores e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Dubai pede prazo para pagamento de dívidas</h3>
<p>Reconhecendo a gravidade de sua situação financeira, o governo de Dubai pediu aos bancos um prazo de seis meses para ajustar o cronograma de pagamento das suas dívidas.</p>
<p>Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a afirmação foi feita em meio a negociações em andamento entre credores e a Dubai World, o braço de investimentos estatal &#8211; que ergueu consideráveis projetos imobiliários, mas que convive atualmente com cerca de US$ 59 bilhões em passivos. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, subsidiária da Dubai World.</p>
<p>Para os bancos que abasteceram a ascendência de Dubai &#8211; estimativas indicam que a dívida total oscila em US$ 80 bilhões -, a decisão em obter um período para negociação das dívidas mostra que Abu Dhabi, que detém consideráveis reservas de petróleo &#8211; não vai socorrer Dubai.</p>
<p><span id="more-39851"></span>Ao invés disso, começa a se formar uma verdadeira reestruturação da dívida, que será partilhada entre o emirado endividado e os banqueiros. A Najeel, uma das grandes empresas do setor imobiliário local e controlada pela Dubai World, deve pagar quase US$ 3,5 bilhões de dívida sob a forma de obrigações islâmicas no mês de dezembro.</p>
<p>A notícia caiu como uma bomba nos mercados financeiros. Os títulos de Nakheel, responsável pela construção de projetos importantes na cidade (como o conglomerado de ilhas Nakheel) despencaram, e puxaram consigo as obrigações islâmicas &#8211; as chamadas Sukuks, que caíram em torno de 15 &#8211; e as bolsas asiáticas, com efeitos posteriores nos mercados europeus. Os efeitos só não foram maiores devido ao feriado de Ação de Graças (Thanksgiving) nos Estados Unidos.</p>
<p>Ironicamente, o anúncio foi feito após a venda de US$ 5 bilhões em bônus do Tesouro do emirado. Segundo declarações de Dubai, os bônus não seriam utilizados para apoiar a Dubai World, que deve ser reestruturada pela empresa britânica Deloitte.</p>
<p>Fontes: The New York Times e France Presse (via nota na Folha de São Paulo)</p>
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		<title>A crise da TV aberta americana</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 09:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[canal pago]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Oprah Winfrey]]></category>
		<category><![CDATA[TV aberta]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Antonio Sisoto
Grandes redes de TV dos EUA sofrem pior crise e têm futuro incerto
Oprah Winfrey está trocando a televisão aberta pelo cabo. A NBC, que já foi controversamente considerada a maior formadora de opinião cultural dos Estados Unidos, está sendo comprada pela Comcast, a maior companhia a cabo do país. Será que finalmente chegamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Antonio Sisoto</h2>
<h3><a href="http://diversao.terra.com.br/tv/noticias/0,,OI4114669-EI12993,00-Grandes+redes+de+TV+dos+EUA+sofrem+pior+crise+e+tem+futuro+incerto.html" target="_blank">Grandes redes de TV dos EUA sofrem pior crise e têm futuro incerto</a></h3>
<p>Oprah Winfrey está trocando a televisão aberta pelo cabo. A NBC, que já foi controversamente considerada a maior formadora de opinião cultural dos Estados Unidos, está sendo comprada pela Comcast, a maior companhia a cabo do país. Será que finalmente chegamos a algum ponto de virada que indicaria a decadência das emissoras de televisão na América?</p>
<p>No acordo NBC-Universal, no qual a General Electric negocia a venda da participação majoritária de seu negócio de mídia à Comcast, os canais considerados mais valiosos são aqueles a cabo – USA, Bravo, SyFy, MSNBC e CNBC -, não a emissora NBC, que está na complicada quarta posição de audiência entre os quatro maiores canais abertos.</p>
<p>A maioria dos analistas e muitos executivos concordam que o modelo econômico da televisão aberta – que depende muito mais da publicidade do que a TV a cabo – está seriamente fraturado. O que se perguntam agora é se ele é irreparável. “Estamos num período de transformações enormes”, disse Horace Newcomb, professor de telecomunicações da Universidade da Geórgia e diretor do Peabody Awards, um prêmio anual de excelência na transmissão de rádio e TV. “Estamos em um estado de confusão.”</p>
<p><span id="more-39358"></span>Há décadas, o modelo de negócio das três grandes emissoras – que se tornaram quatro após a Fox iniciar sua programação de horário nobre em 1987 – se baseia em uma fórmula simples: gastar quantias milionárias em programação original que atraia os dólares dos anunciantes e depois contar com o lucro das reprises na distribuição. Mas os níveis de audiência estão caindo. Na temporada televisiva de 1952-3, mais de 30% dos lares americanos com TV estavam antenados na NBC durante o horário nobre, de acordo com a Nielsen. Na temporada 2007-8, esse número correspondeu a apenas 5,2%.</p>
<p>A audiência de massa – o feijão com arroz das emissoras de TV – se dividiu em nichos, com telespectadores se reunindo em torno de alternativas de entretenimento na internet, videogames e canais a cabo dedicados a interesses específicos, como o futuro canal de Winfrey, o OWN: Oprah Winfrey Network.</p>
<p>Além disso, a programação continua cara – um drama para TV custa cerca de US$ 3 milhões por hora – e os anunciantes estão relutantes em comprar espaços cada vez mais caros no horário nobre.</p>
<p>Todas as emissoras vêm tentando se ajustar, colocando no ar mais reality shows, por exemplo, que são mais baratos de produzir. A NBC foi talvez a que assumiu o risco mais alto – colocou Jay Leno no horário nobre, todas as noites às 22h, economizando os milhões que um programa roteirizado nesse horário teria exigido. A tática Leno teve intensa cobertura da mídia, uma vez que suas últimas audiências em várias noites foram menores que as garantias já modestas feitas pela NBC a seus anunciantes.</p>
<p>Nicholas P. Heymann, analista da Sterne, Agee &amp; Leach que acompanha a GE, disse que os esforços consistentemente sem efeito para reerguer o horário nobre da NBC podem ter levado a GE a considerar que está na hora de encerrar o negócio de entretenimento. E essa decisão específica pode ter sido derradeira para a GE, disse. “Acredito que a tática Leno foi a última tentativa”, afirmou Heymann, “o último rolar de dados da GE”.<br />
Hetmann reconhece que parece improvável que um acordo tão grande possa ter sido causado por uma decisão sobre uma porção de uma empresa enorme. Mas acrescentou: “É o efeito dominó da mudança, nos programas antes de ‘Leno’ e naqueles depois dele. Acredito que a GE decidiu que não poderiam continuar fazendo aquilo.”</p>
<p>Enquanto as emissoras enfrentam dificuldade em cobrar taxas de publicidade ainda maiores frente à audiência declinante, grandes canais a cabo – como USA, TNT e TBS – prosperam com os milhões de dólares que recebem das assinaturas das operadoras de cabo, além da propaganda. “Os atuantes na TV a cabo contam com um fluxo robusto de taxas de assinatura que lhes permite financiar melhor uma programação original”, disse Anthony DiClemente, analista de mídia da Barclays Capital. “A principal questão estrutural das emissoras agora é que a vasta maioria de sua receita vem de anunciantes.”</p>
<p>As margens de lucro dos canais a cabo também são muito melhores em comparação aos canais abertos. Derek Baine, analista sênior da SNL Kagan, observou que grandes canais a cabo desfrutam de margens entre 40% e 60%, enquanto um ano bom para uma emissora aberta gera 10% de margem de lucro. Um exemplo é a comparação entre NBC e ESPN, um dos mais populares canais a cabo. No ano passado, a receita dos dois canais foi praticamente igual.</p>
<p>Segundo a SNL Kagan, a NBC gerou cerca de US$ 5,6 bilhões com anunciantes, e a ESPN um total de US$ 6 bilhões em receita – US$ 1,6 bilhão em propaganda e US$ 4,4 bilhões em assinatura. No entanto, a ESPN foi muito mais lucrativa. Seu fluxo de caixa foi de cerca de US$ 1,4 bilhão, enquanto a NBC lucrou US$ 304 milhões.</p>
<p>“Os telespectadores continuam a migrar dos canais abertos para o cabo”, disse Baine. “Ao longo do tempo, os anunciantes vêm pagando preços altos para o horário nobre, enquanto a audiência continua caindo. Em algum momento, chegaremos a um ponto de inflexão.”</p>
<p>Talvez o defensor mais decidido do modelo aberto seja Leslie Moonves, chefe-executivo da CBS. Ele acredita que as emissoras podem sobreviver sem a receita adicional da taxa de assinatura que vai para os canais a cabo. Ele frequentemente aponta o poder das redes abertas de atingir o público de massa e de criar produtos sem comparação no ramo a cabo do negócio.</p>
<p>Apesar de se negar a fazer comentários para este artigo, Moonves, em aparição no início desta semana no Paley Center for Media, em Manhattan, disse que recentemente concluiu um acordo para um novo drama da CBS, a série NCIS: Los Angeles, em que cada episódio será vendido por impressionantes US$ 2,35 milhões. Os compradores? A rede USA, aliás, da NBC.</p>
<p>A série original NCIS – Investigações Criminais é o programa de maior sucesso nos EUA – em reprises. Moonves observou que as duas edições de NCIS juntas “têm o valor de um bilhão de dólares”. Nenhum programa criado em qualquer rede a cabo foi capaz de chegar perto desse nível de receita. “Meu modelo não está fraturado”, disse ele.</p>
<p>Executivos da CBS apontaram em semanas recentes que o mercado publicitário começa a mostrar sinais de recuperação. A aquisição de intervalos comerciais cresceu cerca de 25%, segundo executivos da CBS. Mas as implicações culturais do declínio da televisão aberta podem ser tão profundas quanto as forças econômicas em jogo. Já se foram os dias em que o país se reunia à noite em frente a seus aparelhos de TV para assistir a, por exemplo, The Cosby Show ou All in the Family, e depois comentar sobre eles na pausa para o cafezinho do trabalho no dia seguinte.</p>
<p>A televisão aberta era “um lugar, uma arena, onde ideias eram apresentadas de uma maneira que as pessoas podiam se identificar ou explorar”, disse Newcomb, o professor de telecomunicações. “Temas como direitos civis e o movimento feminista estavam incorporados em programas de entretenimento, que as pessoas viam e aceitavam ou não”, disse. “Hoje, é possível assistir à TV e não ser desafiado.”</p>
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		<title>A crise e os salários no Brasil</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/04/a-crise-e-os-salarios-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 10:01:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Victor Bezerra
Caro Nassif, não sei como sugerir um post por isso o faço por meio deste comentário. De repente vale a pena ler:

No G20, crise afetou menos salários do Brasil, diz OIT

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091103_salario_rc.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Victor Bezerra</h2>
<p>Caro Nassif, não sei como sugerir um post por isso o faço por meio deste comentário. De repente vale a pena ler:</p>
<p>No G20, crise afetou menos salários do Brasil, diz OIT</p>
<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091103_salario_rc.shtml" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091103_salario_rc.shtml</a></p>
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		<title>A regulação desregulada</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/26/a-regulacao-desregulada/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 12:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desregulação]]></category>
		<category><![CDATA[regulação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rodrigo Medeiros
Luís

Chamo sua atenção para o artigo “Regulação desregulada” de Roberto Pereira.

A teoria da regulação surgiu da necessidade de prover um conjunto de regras que minimizem as imperfeições das forças de mercado numa certa atividade econômica. Essa “intervenção” vem sendo alvo de debates desde a década de 80, quando as reformas em certos monopólios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Rodrigo Medeiros</h2>
<p>Luís</p>
<p>Chamo sua atenção para o artigo “Regulação desregulada” de Roberto Pereira.</p>
<p>A teoria da regulação surgiu da necessidade de prover um conjunto de regras que minimizem as imperfeições das forças de mercado numa certa atividade econômica. Essa “intervenção” vem sendo alvo de debates desde a década de 80, quando as reformas em certos monopólios naturais foram alvos da atenção dos governos, principalmente no Reino Unido, mas também nos Estados Unidos e Canadá. Examinando-se essas experiências, ainda não se pode afirmar que se tenha conseguido uma receita única estável e unânime.</p>
<p>Leia mais em: <a href="http://desempregozero.org/2009/10/26/regulacao-desregulada/" target="_blank">http://desempregozero.org/2009/10/26/regulacao-desregulada/</a></p>
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		<title>Lula e Serra no enfrentamento da crise</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/13/lula-e-serra-no-enfrentamento-da-crise/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 10:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[medidas]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Portal Luís Nassif
Do Blog de Eduardo Marques
DIFERENÇAS NO ENFRENTAMENTO DA CRISE.
Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Portal Luís Nassif</h2>
<h3>Do Blog de Eduardo Marques</h3>
<h3><a href="http://blogln.ning.com/forum/topics/diferencas-no-enfrentamento-da" target="_blank">DIFERENÇAS NO ENFRENTAMENTO DA CRISE.</a></h3>
<p>Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.</p>
<p>O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.</p>
<p>No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.</p>
<p><a href="http://blogln.ning.com/forum/topics/diferencas-no-enfrentamento-da" target="_blank">Continua</a></p>
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		<title>Falta a perna exportadora</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/19/falta-a-perna-exportadora/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 13:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Barbosa]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise econômica permitiu o aparecimento de uma grande vocação pública: o economista Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Do governo, é o economista com melhor visão, com foco nos pontos relevantes e nos pontos vulneráveis do modelo econômico, além da capacidade operacional demonstrada nas medidas anticíclinas do ano passado e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise econômica permitiu o aparecimento de uma grande vocação pública: o economista Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.</p>
<p>Do governo, é o economista com melhor visão, com foco nos pontos relevantes e nos pontos vulneráveis do modelo econômico, além da capacidade operacional demonstrada nas medidas anticíclinas do ano passado e na capacidade analítica de perceber os desdobramentos da crise.</p>
<p>Aqui, uma entrevista ao Estadão onde vai no centro da vulnerabilidade da atual política econômica: a questão exportadora.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090919/not_imp437571,0.php" target="_blank">&#8221;Comércio externo é a saída da crise&#8221;</a></h3>
<p>Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade</p>
<p>Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA</p>
<p><span id="more-33683"></span>O governo pretende atuar com medidas pontuais e objetivas para aumentar a competitividade da economia brasileira no mercado internacional e enfrentar o problema cambial. A informação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que avaliou que, no futuro próximo, não há risco de uma nova crise cambial no País. Competitividade, disse ele, é o nome da nova agenda na fase atual de saída da crise e retomada econômica.</p>
<p>A volatilidade da taxa de câmbio, afirmou, está associada ao fato de o real ser bastante sensível aos preços das commodities. O dólar, admitiu, pode cair ainda mais. Leia os principais trechos da entrevista, concedida esta semana ao Estado:</p>
<p>Qual é agenda econômica a partir de agora, com a saída da crise?</p>
<p>A competitividade externa do Brasil, que já era uma questão antes da crise. O desafio é direcionar os ganhos das atividades de commodities para toda a economia, para que isto aumente a competitividade das empresas e da mão de obra e para que se tenha crescimento para todo o País.</p>
<p>Há o risco de uma crise cambial logo mais a frente?</p>
<p>Não há risco no futuro próximo. Temos alto volume de reservas e entrada de investimentos diretos que cobre o déficit em conta corrente. O câmbio é um problema mais de desenvolvimento produtivo do que de instabilidade cambial. O desafio agora é aumentar a competitividade dos outros setores.</p>
<p>Os exportadores reclamam da volatilidade cambial. É um problema para o curto prazo?</p>
<p>Essa volatilidade está associada ao fato de o real ter a sua cotação muito sensível aos preços de commodities. Como o Brasil exporta muito commodities, quando os preços delas flutuam, o real também flutua. O governo tem tomado medidas para atenuar essa volatilidade, operando no mercado cambial de compra e venda. O governo vende dólares quando a taxa sobe muito, como foi no final do ano passado. Não neutraliza completamente, mas atenua. Quando o real se aprecia demais, como está acontecendo agora, o governo compra dólares. Essa é a maneira.</p>
<p>Então, não há medidas mágicas?</p>
<p>É um problema da estrutura da economia. As nossas receitas de exportações de commodities flutuam bastante. Há ainda o fato de que, por ser um dos países que melhor atravessou a crise, o Brasil é um candidato natural para receber investimentos. Temos dois fatores que estão fora do controle: a maior demanda mundial por nossos produtos e maior confiança no mundo na nossa economia. Isso faz com que haja o movimento de maior apreciação do real.</p>
<p>A queda do dólar pode se acentuar se houver um rali de aplicações de estrangeiros?</p>
<p>Pode. A política do governo para lidar com isso são operações no mercado de câmbio. O volume dessas operações vai depender do fluxo do mercado cambial. Em 2007, o Brasil fazendo isso acumulou US$ 80 bilhões. E teve anos em que as reservas ficaram estáveis. A mesma política às vezes dá resultados diferentes. No ano em que entrou muito dinheiro, essa política de atenuar a valorização resultou numa acumulação bem forte de reservas. Em 2008, num ano de crise, resultou numa estabilização ou ligeira queda das reservas.</p>
<p>Qual é o tamanho do problema cambial?</p>
<p>Essa é uma questão central para a evolução da economia brasileira nos próximos anos. E agora, nos próximos anos, principalmente com a descoberta do pré-sal, a questão é como vamos lidar com os efeitos dos fluxos externos sobre a estrutura produtiva. O novo Fundo Social, que está sendo criado com o marco regulatório do pré-sal, está mais capacitado para fazer essa parte externa a partir das receitas do petróleo. Na sua implementação, pode atuar como um instrumento de estabilização financeira e cambial, evitando a volatilidade excessiva, porque permite internalizar só as receitas que o Brasil precisar no momento. Não mais do que isso.</p>
<p>Será preciso um choque de competitividade?</p>
<p>Este governo não gosta de choques. Choque é outro governo. Adotamos medidas graduais. No grupo de acompanhamento da crise (GAC), temos visto nitidamente agora que a grande preocupação é a competitividade. Primeiro porque está entrando muita importação, por que a competição no mundo está mais acirrada. Segundo porque podemos perder mercado externo. O governo tem vários fóruns de competitividade, a estratégia é articulá-los. Não falo de agenda perdida ou achada. Nem falo de reformas. Isso é importante. Mas não é só isso.</p>
<p>É justa a reclamação dos exportadores de que o governo não deu atenção a eles na crise?</p>
<p>Não vejo isso. O governo teve uma atuação no mercado de dólares, o que teve benefícios para todos. A atividade de exportação é uma das preocupações estratégicas do governo.</p>
<p>Não está faltando maior abertura às importações para diminuir a volatilidade do câmbio?</p>
<p>Com essa taxa de câmbio já temos uma grande abertura para as importações, já barateia os produtos importados. Não vejo serem necessárias medidas de curto. prazo nessa direção.</p>
<p>Por que o Brasil saiu relativamente bem da crise?</p>
<p>Porque o governo brasileiro teve uma atuação decisiva para evitar o agravamento da crise no Brasil. Também teve papel crucial em garantir a rápida retomada do crescimento através de medidas expansionistas de política econômica.</p>
<p>O senhor apontaria alguma outra razão para a resistência do Brasil?</p>
<p>O Brasil vinha com um bom ciclo de crescimento antes da crise, puxado pelo investimento. Temos uma grande capacidade produtiva, o que possibilita que, após o efeito de desaceleração do crescimento, se tenha bastante capacidade produtiva ociosa para atender a retomada sem pressão inflacionária. O. Brasil hoje está bem posicionado como produtor de bens que têm alta demanda nos próximos anos. Falo principalmente da demanda da Ásia por alimentos, minérios e combustível. Isso dá ao Brasil uma janela de oportunidade em que ele vai ter altas receitas de exportação.</p>
<p>Mas esse modelo de exportação de baixo valor não é uma vulnerabilidade?</p>
<p>Temos possibilidade de receitas pela exportação desses produtos. Não aproveitá-las não seria economicamente defensável. O Brasil já teve fases com alta exportação de bens primários, que viabilizaram a industrialização do País, nos anos 40, 50 e 60. Temos recursos naturais abundantes. Isso nos dá capacidade de exportar o que o mundo hoje demanda e usar essa receita para promover o desenvolvimento tecnológico, a diversificação maior da base produtiva brasileira e investir, principalmente, em capital humano.</p>
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		<title>Congresso Brasileiro de Economia</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/17/congresso-brasileiro-de-economia/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 17:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Dinheiro Vivo
André Inohara
Brasil a caminho do desenvolvimento
O Brasil tem uma grande oportunidade de manter o caminho do crescimento e completar a transição de país emergente para desenvolvido, rumo a uma economia desenvolvida, disse o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. “Temos que prestar atenção a esta nova fase, agora o desafio é chegar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Da Agência Dinheiro Vivo</h3>
<p>André Inohara</p>
<h3>Brasil a caminho do desenvolvimento</h3>
<p>O Brasil tem uma grande oportunidade de manter o caminho do crescimento e completar a transição de país emergente para desenvolvido, rumo a uma economia desenvolvida, disse o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. “Temos que prestar atenção a esta nova fase, agora o desafio é chegar lá em cima”, afirmou, durante o XVIII Congresso Brasileiro de Economia.</p>
<p>“Deixamos para trás um longo processo de industrialização e agora temos inflação normal e somos investment grade”, disse Franco. Ele cita que o Brasil está cumprindo etapas no processo de desenvolvimento, como a implantação de políticas econômicas ortodoxas de controle de déficit, inflação e câmbio.</p>
<p><span id="more-33569"></span>“Todos os países que tiveram políticas ortodoxas melhoraram de situação econômica e experimentaram apreciação cambial”, disse. No entanto, ressalta que o País ainda precisa resolver questões de competitividade “que não podem ser resolvidas pela moeda”, o que sugere a melhorias em infra-estrutura.</p>
<h3><strong>Mundo ainda vai enfrentar nova recessão antes de se recuperar</strong></h3>
<p>A recuperação mundial ainda vai passar por sobressaltos, disse o economista Yoshiaki Nakano, diretor da escola de economia da Fundação Getúlio Vargas e ex-secretário da Fazenda de São Paulo. “Acho que estamos mais para uma recuperação em ‘w’ (recessão de duplo mergulho) do que um ‘u’ (recessão longa)”, comentou. “Não vejo possibilidade de a economia mundial retomar para valer um crescimento sustentável em curto prazo”, acrescenta durante o XVIII Congresso Brasileiro de Economia.</p>
<p>Para Nakano, a queda brusca do poder de consumo nos Estados Unidos e dos investimentos impedem a retomada mais consistente. “Os EUA estão muito endividados e enfrentam restrição de credito, o que está elevando a taxa de poupança. Isso vai durar algum tempo”, observou. “Com a queda das exportações mundiais (e aumento da capacidade ociosa industrial), dificilmente os investimentos vão voltar rapidamente”.</p>
<p>Além disso, as causas financeiras que culminaram na crise não foram resolvidas. “Primeiro, há a questão do endividamento excessivo (para estimular a economia), e segundo os ativos tóxicos não foram totalmente retirados do sistema. A crise não esta resolvida”, comentou.</p>
<h3>Mundo ainda vai enfrentar mini-bolhas</h3>
<p>A grande quantidade de liquidez no sistema financeiro norte-americano vai provocar mini-bolhas especulativas, disse o diretor da escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Yoshiaki Nakano. “Com essa imensa injeção de liquidez, o mercado voltou a praticar as mesmas operações especulativas. A Bolsa, por exemplo, já aumentou mais que no ano passado. Isso (o excesso de liquidez) está gerando bolhas com a compra de ativos”, comentou, durante o XVIII Congresso Brasileiro de Economia.</p>
<p>“Nos EUA, o Goldman Sachs está dando um lucro inédito e o sistema financeiro ainda distribui bônus polpudos. E há as operações de commodities como as que estão elevando o preço de petróleo”. Para Nakano, a recuperação dos preços do petróleo nos mercados futuros “não faz sentido”.</p>
<p>“Isso é objeto de especulação financeira. Existem instituições que pegam crédito no mercado de capitais e conseguem fazer preço nos ativos”, observou.</p>
<p>A especulação com o real também é uma bolha potencial, cita Nakano.</p>
<p>“Definitivamente, o real entrou no portfólio dos especuladores de moedas. Quando a liquidez da moeda aumenta, provoca uma captação de recursos por meio da compra de commercial papers para se especular com moedas commodity”, disse.</p>
<p>Além disso, o sistema financeiro paralelo norte-americano, o chamado ‘shadow banking’, não foi controlado. Esse sistema consiste em agentes que cobram taxas para intermediar recursos de um emprestador que não necessariamente um banco, a um tomador correspondente, que pode ser uma corporação. “Foram esses (intermediários) que geraram a capacidade excessiva de crédito que esta por trás da crise”, afirmou.</p>
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		<title>A volta do pêndulo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/14/a-volta-do-pendulo-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 12:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[estatização]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[papel do Estado]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Roberto São Paulo/SP
DA BBC/Último Segundo
Maioria quer mais controle do governo sobre economia, diz pesquisa da BBC
14/09 – 06:21 – BBC Brasil, divulgado pelo Último Segundo do iG

Uma pesquisa da BBC divulgada nesta segunda-feira afirma que a maior parte das pessoas em 20 países diferentes, entre eles o Brasil, quer maior controle dos governos sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Roberto São Paulo/SP</h2>
<h2>DA BBC/Último Segundo</h2>
<h3><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/09/14/maioria+quer+mais+controle+do+governo+sobre+economia+diz+pesquisa+da+bbc+8423939.html" target="_blank">Maioria quer mais controle do governo sobre economia, diz pesquisa da BBC</a></h3>
<p>14/09 – 06:21 – BBC Brasil, divulgado pelo Último Segundo do iG</p>
<p>Uma pesquisa da BBC divulgada nesta segunda-feira afirma que a maior parte das pessoas em 20 países diferentes, entre eles o Brasil, quer maior controle dos governos sobre a regulação e administração das economias nacionais. No total, 67% das pessoas entrevistadas preferem mais regulação do governo e supervisão da economia nacional.</p>
<p>No Brasil, esse índice foi de 75%.</p>
<p>Nos 20 países pesquisados, 60% disseram apoiar um aumento dos gastos governamentais para incentivar a economia.</p>
<p>Sessenta e dois por cento apoiam ajuda governamental para indústrias afetadas pela crise.</p>
<p>Satisfação com líderes nacionais</p>
<p>O Brasil esteve entre os países onde a população esteve mais satisfeita com a resposta do seu governo à crise.</p>
<p>Segundo a pesquisa, 59% dos brasileiros ouvidos se disseram satisfeitos com a resposta dos líderes nacionais à crise econômica mundial, contra 39% de insatisfeitos.</p>
<p><span id="more-33206"></span> Outros países onde a maioria manifestou satisfação com a reação dos seus líderes à crise foram China (87% dos entrevistados), Austrália (68%), Egito (63%), Indonésia (57%) e Canadá (56%).</p>
<p>Os países com os menores índices de satisfação foram México (9%), Japão (18%), Filipinas (24%) e França (27%).</p>
<p>Nos Estados Unidos, a população esteve dividida ao meio – 49% se disseram satisfeitos com a resposta dos seus líderes, e 48%, insatisfeitos…………….</p>
<p>……………..A pedido da BBC, a GlobeScan e um programa especial da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, ouviram 22.158 pessoas em 20 países – Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Egito, Estados Unidos, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Nigéria, Paquistão, Quênia, Rússia e Turquia.</p>
<p>No Brasil, foram ouvidas pessoas em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.</p>
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		<title>A crise das prefeituras</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/13/a-crise-das-prefeituras/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 10:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de Participação]]></category>
		<category><![CDATA[prefeituras]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Homero Pavan Filho
Nassif, um assunto que passou ao largo das discussões da crise eonômica é a situação das prefeituras.

Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municipios), apenas as prefeituras paranaenses já perderam R$ 270 milhões em receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2009, comparando-se a 2008.

Se levarmos em conta o que deixou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 id="submitted-on">Por Homero Pavan Filho</h2>
<p>Nassif, um assunto que passou ao largo das discussões da crise eonômica é a situação das prefeituras.</p>
<p>Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municipios), apenas as prefeituras paranaenses já perderam R$ 270 milhões em receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2009, comparando-se a 2008.</p>
<p>Se levarmos em conta o que deixou de crescer esse Fundo, que vinha crescendo ano a ano desde 2003, as perdas devem chegar a número bem mais elevado.</p>
<p>Sei que o tema não é popular, pois a maioria das pessoas tende a acreditar que os prefeitos são todos ineptos, coisa que eu não concordo.</p>
<p>As prefeituras não têm como se endividar para honrar compromissos com a folha de pagamentos, por exemplo, e não pode emitir moeda, como o governo federal. Se há dinheiro, bem, se não há, a única solução é cortar gastos.</p>
<p>Ocorre que é impossível cortar gastos como salários do funcionalismo, despesas com transporte escolar, saúde, manutenção de ruas e estradas rurais.</p>
<p>A situação tá feia nas prefeituras e muitos prefeitos não sabem mais o que fazer, já que o governo federal, deputados e senadores, fazem pouco caso.</p>
<p>É bom lembrar que é nos municípios que vivem as pessoas, e prefeitos, via de regra, são importantes cabos eleitorais, tanto pro bem quanto pro mal.</p>
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		<item>
		<title>Crise controlada, por enquanto</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/08/crise-controlada-por-enquanto/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 11:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos Centrais]]></category>
		<category><![CDATA[Basileia]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[segunda onda]]></category>

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		<description><![CDATA[Conclusões principais da reunião dos Bancos Centrais do mundo, ontem na Basileia:

1.	Sinais de que o fim da recessão está próximo e dúvidas sobre o que ocorreria com a economia mundial se os incentivos terminassem.

2.	Em documento separado, a ONU sustenta que a crise não acabou e que a economia mundial continuará em marcha por alguns anos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conclusões principais da reunião dos Bancos Centrais do mundo, ontem na Basileia:</p>
<p>1.	Sinais de que o fim da recessão está próximo e dúvidas sobre o que ocorreria com a economia mundial se os incentivos terminassem.</p>
<p>2.	Em documento separado, a ONU sustenta que a crise não acabou e que a economia mundial continuará em marcha por alguns anos. Haverá necessidade de mais recursos.</p>
<p>3.	Alan Greenspan, o ex-mago da economia mundial, defende maior capitalização dos bancos e alerta para risco de pressões inflacionárias, inclusive inflação de dois dígitos, devido à liquidez injetada no sistema.</p>
<p><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000027039?nocover=true" target="_blank">Clique aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A crise das instituições, segundo José Múcio</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/30/a-crise-das-instituicoes-segundo-jose-mucio/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 11:17:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[José Múcio]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sexta-feira participei de um almoço em homenagem ao deputado José Múcio Monteiro Filho, atualmente Ministro das Relações Institucionais.

É uma figura interessante. Político nordestino culto - em geral, os que conheço costumam ser mais cultos que seus colegas do sudeste, especialmente em temas ligados à história do país -, afável quando sabe com quem está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sexta-feira participei de um almoço em homenagem ao deputado José Múcio Monteiro Filho, atualmente Ministro das Relações Institucionais.</p>
<p>É uma figura interessante. Político nordestino culto &#8211; em geral, os que conheço costumam ser mais cultos que seus colegas do sudeste, especialmente em temas ligados à história do país -, afável quando sabe com quem está falando, algo esnobe quando não reconhece o interlocutor.</p>
<p>Parte da conversa foi sobre a desmoralização do Parlamento em todas as partes do mundo. Aí entra o fenômeno Internet e explosão das informações.</p>
<p>Sua avaliação é a de que, com a era da informação, os grupos sociais, empresariais e políticos passaram a expor suas demandas de forma direta, sem precisar mais passar pela mediação do Parlamento. E da mídia de opinião também, tento completar. Essa segunda avaliação não foi externada, provavelmente em homenagem aos demais companheiros de mesa, minhas amigas Mônica Bérgamo e Sonia Racy, e o diretor de redação do Estadão Ricardo Gandour.</p>
<p>Na visão de Múcio, os grupos passam a falar direto com Deus &#8211; o Executivo -, gerando um caso global de superdimensionamento do Executivo e de perda de relevância do Parlamento.</p>
<p>A conversa de Múcio, muito articulada, aliás, refletiu com perfeição algo que está sempre presente nas discussões do Blog: a implosão da democracia tradicional com o advento das novas mídias, o fim do modelo convencional, do financiamento de campanha, a necessidade premente de se pensar um novo modelo político.</p>
<p>Esta é a discussão mais relevante dos nossos tempos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Salvos pelo atraso</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/30/salvos-pelo-atraso/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 11:03:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Jabor]]></category>
		<category><![CDATA[atraso]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você tivesse escrito no ano 2000 que, no mundo atual, o único setor organizado e previsível é o mercado, se passse anos e anos deflaterando contra qualquer outro modelo, tecendo loas ao mercado, propondo cada vez mais liberalização do mercado e, de repente, o mercado ruísse e só quem não seguiu a receita escapasse, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você tivesse escrito no ano 2000 que, no mundo atual, o único setor organizado e previsível é o mercado, se passse anos e anos deflaterando contra qualquer outro modelo, tecendo loas ao mercado, propondo cada vez mais liberalização do mercado e, de repente, o mercado ruísse e só quem não seguiu a receita escapasse, como você se explciaria?</p>
<p>Arnaldo Jabor foi confrontado com esse dilema em Seminário em Campos do Jordão. Sua explicação é uma pérola:</p>
<h2>De o Globo</h2>
<h3><a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/08/29/atraso-nos-protegeu-contra-crise-diz-jabor-767382788.asp" target="_blank">&#8220;O atraso nos protegeu contra a crise&#8221;, diz Jabor</a></h3>
<p>CAMPOS DO JORDÃO &#8211; O comentarista político do Jornal da Globo e cineasta Arnaldo Jabor escreveu um artigo no ano 2000 em que dizia que &#8216;neste milênio, mergulhados na incompreensão total dos signos, nenhuma regra nos restará, a não ser a dos mercados, esses sim organizados e previsíveis&#8217;. Nove anos depois, e após a maior crise financeira desde o crash da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, Jabor ri do que escreveu e usa uma frase do pensador francês, Paul Valéry, para explicar por que sua previsão falhou.</p>
<p>- Não temos mais passado e presente. O futuro não será o que era &#8211; escreveu Valery.</p>
<p>Em palestra durante o 4º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, em São Paulo, Jabor diz que hoje o mundo está a reboque das mutações econômicas. Para ele, há um processo mutante das finanças internacionais, que é difícil de segurar e de entender. O comentarista diz que, de certa forma, o Brasil se organizou e conseguiu se proteger da crise, mas também foi o atraso do país que funcionou como uma blindagem.</p>
<p>- O atraso nos protegeu. A dependência do Estado que ainda temos hoje, o controle e a centralização que há no governo e na cabeça das pessoas acabaram nos protegendo da crise &#8211; afirmou.</p>
<p><span id="more-32670"></span>Para ele, esse sentimento de centralização imposto pelo atual governo é ilustrado pelo pré-sal.</p>
<p>- As regras que o governo está criando para controlar o pré-sal mostram bem a necessidade de centralizar &#8211; diz o comentarista.</p>
<p>Segundo Jabor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criar no país uma confusão ideológica de que o Estado deve prevalecer sobre a sociedade, sobre os empresários.</p>
<p>Para ele, o governo acertou ao criar o Bolsa Família, um programa que ajuda a distribuir renda no país, e que trouxe a preocupação social para a agenda, mas erra ao não ter um projeto nítido para o Brasil.</p>
<p>- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por exemplo, não é concreto &#8211; disse.</p>
<p>O comentarista político destacou que está se instituindo no Brasil um patrimonialismo pós-moderno, com o derretimento das instituições republicanas. E que, apesar disso, o progresso científico-tecnológico que o mundo atravessa, com a democratização da informação pela internet, vai quebrar essa mentalidade no país.</p>
<p>- Há uma guerra entre o atraso e a modernização no Brasil. Mas o progresso tecnológico, que faz aumentar a sabedoria, e a digitalização do mundo, são fatores externos que entrarão no Brasil e continuarão com a modernização que já se iniciou &#8211; afirma Jabor.</p>
<p>Para ele, a era Collor nos mostrou os defeitos do Brasil e deixou o país com fome de democracia e de</p>
<p>República. Com as mudanças pós-Collor, hoje já pode ser considerado um país integrado ao mundo.<br />
- Se essa marcha tecnológica continuar no mundo, o patrimonialismo no Brasil será quebrado &#8211; diz o comentarista.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>O que salvou o país foi não ter embarcado jamais nos extremos propostos pelo mercadismo.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Economistas dizem: foi marolinha</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/30/economistas-dizem-foi-marolinha/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 10:58:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[apreciação]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[marola]]></category>

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		<description><![CDATA[Material amplo do Estadão sobre a maneira como o Brasil escapou da crise. Ouviu apenas os luminares do mercado. Mas o sempre competente Fernando Dantas fez uma boa síntese das avaliações de mercado sobre o país.

Seria curioso comparar as avaliações com o segundo time do mercado - Alexandre Schartzman, Raul Velloso, Fábio Gimabiagi - na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Material amplo do Estadão sobre a maneira como o Brasil escapou da crise. Ouviu apenas os luminares do mercado. Mas o sempre competente Fernando Dantas fez uma boa síntese das avaliações de mercado sobre o país.</p>
<p>Seria curioso comparar as avaliações com o segundo time do mercado &#8211; Alexandre Schartzman, Raul Velloso, Fábio Gimabiagi &#8211; na época em que as medidas foram adotadas.</p>
<p>Apenas não comentaram que, se não fosse a crise, o modelo proposto por eles &#8211; de livre flutuação do câmbio, diferencial de juros e apreciação do real &#8211; teria levado o país a uma crise externa. E nada falam sobre as consequências de uma nova rodada dd apreciação.</p>
<p>Aliás, acabei de ler o caderno de Economia do Estadão, sobre a crise no mundo e aqui. Trabalho de fôlego.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre os caminhos da crise</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/24/sobre-os-caminhos-da-crise/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/24/sobre-os-caminhos-da-crise/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 19:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32517]]></guid>
		<description><![CDATA[Por fscosta
Nassif,

Dei uma pausada nas noticias pra estudar alguns principios basicos da Ciencia Politica. Vou fazer isso mais vezes, visto que essa dinamica digital nos afasta do conhecimento basico e fundamental.

Algumas consideraçoes sobre o seu texto:

Legitimidade - Capacidade de exercer o poder sem o uso da força, atraves de um consenso de grande parte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por fscosta</span></strong></h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Dei uma pausada nas noticias pra estudar alguns principios basicos da Ciencia Politica. Vou fazer isso mais vezes, visto que essa dinamica digital nos afasta do conhecimento basico e fundamental.</p>
<p>Algumas consideraçoes sobre o seu texto:</p>
<p>Legitimidade &#8211; Capacidade de exercer o poder sem o uso da força, atraves de um consenso de grande parte da sociedade. É a legalidade com valoração.</p>
<p>Nesse sentido, quem perde legitimidade (em grande parte) no processo é a mídia. O Governo pode ate ter perdido, mas vamos ver mais pra frente. Eu duvido.</p>
<p>Governabilidade &#8211; Como é um conceito dificil de se definir (qual o tamanho da maioria?) o Bobbio diz que é mais facil definir o que é a não-governabilidade.</p>
<p>Nesse sentido, o Lula está perdoado, pois basta se analisar a ausencia do Sarney na presidencia do Senado com um CPI explosiva instalada, pra saber que essa era a UNICA opçao.</p>
<p><span id="more-32517"></span>Pode-se criticar a ausencia de ações ANTERIORES, ou como vc gosta de dizer a inanição até a chegada do Sr. Crise. É valido, mas não existe essa opção que vc coloca. E mais, isso mostra como a oposição, ou estava acuada pelo numeros de pesquisa ou como está mal assessorada estrategicamente. Pois a ação agressiva dela, praticamente sacramentou a uniao PMDB-PT. Entao eu acredito na 1º opçao.</p>
<p>O “racha” no PT &#8211; Pra mim isso é outro factoide. O PT SEMPRE foi assim. Nossos historiadores vao analisar a historia do partido e vao considerar isso uma caracteristica do PT, com aspectos positivos e negativos. O PT não busca a acomodação, deixa a ruptura acontecer em nome dos objetivos de (conquistar/manter) o poder.</p>
<p>O PT decidiu, estrategicamente, fazer a aliança com o PMDB, e quem for contra vai ter que sair da frente. Como optou pelo desenvolvimento em nome da sustentabilidade (nao existe esse modelo de sustentabilidade com desenvolvimento em paises com o nosso nivel de desenvolvimento e demandas sociais). Como a Marina diz, é um utopia que se busca. Por isso acho parcialmente (ela poderia ser mais incisiva na busca desse modelo internamente) valida a presença dela, principalmente se conseguir fugir da “arapuca” que montaram pra ela.</p>
<p>Sobre as dificuldades de Governar no futuro (ou, como eu defino, “a tendencia à não-governabilidade do presidencialismo brasileiro”) isso já se desenhava nos ultimos anos do Governo FHC. O Lula (e nao o PT) conseguiu navegar ate aqui por causa do carisma do Lula e principalmente pq parece que ele aprendeu a lição em 2005.</p>
<p>Como diz o Delfim, o Lula é o Darwin andando.</p>
<p>Mas um dos principios da dinamica da luta politica (seu inimigo pode ser seu amigo no futuro, e vice-versa) é não se antecipar, conquistar o poder primeiro. Depois executar, e posteriormente se manter no poder.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As próximas etapas da economia</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/24/as-proximas-etapas-da-economia/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 10:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coluna Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[poupança]]></category>
		<category><![CDATA[próximo ciclo]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Último Segundo
Coluna Econômica - 24/08/2009
O quadro econômico se mostra assim:

1. Desde junho a economia brasileira vem se recuperando consistentemente. A recuperação poderia ter sido mais intensa se o câmbio não desestimulasse as exportações de manufaturados.

2. A economia ocidental parece ter batido no fundo do poço e esboça alguma reação, que poderá contrabalançar a provável [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Último Segundo</h2>
<h3>Coluna Econômica &#8211; 24/08/2009</h3>
<p>O quadro econômico se mostra assim:</p>
<p>1. Desde junho a economia brasileira vem se recuperando consistentemente. A recuperação poderia ter sido mais intensa se o câmbio não desestimulasse as exportações de manufaturados.</p>
<p>2. A economia ocidental parece ter batido no fundo do poço e esboça alguma reação, que poderá contrabalançar a provável perda de ritmo da economia chinesa, depois que políticas contra-cíclicas seguraram-na de uma queda maior.</p>
<p>3. Ainda há enormes dúvidas no horizonte. O sistema financeiro internacional continua disfuncional, sem normalizar os créditos e empoçando novamente a liquidez em fundos hedge.</p>
<p>4. Prosseguem os movimentos especulativos com moedas, afetando principalmente o real.</p>
<p><span id="more-32496"></span>Dentro desse quadro, a economia brasileira começou a se recuperar via consumo. Deu certo a ofensiva do governo, com a isenção de IPI para vários setores e o alinhamento dos bancos públicos com a estratégia de recomposição do crédito.</p>
<p>***</p>
<p>Mesmo assim, ainda não é suficiente para retomar o círculo de crescimento pré-crise, por uma razão. Esse ciclo começa com o aumento da demanda interna e externa (via exportações). A indústria passa a ocupar mais sua capacidade instalada. Quando o crescimento da produção vai chegando perto do limite de ocupação, a indústria recorre a alguns expedientes (segundo e terceiro turnos, terceirização de parte da produção) enquanto providencia novos investimentos que ampliem sua capacidade produtiva. Aí, passa a vitaminar a indústria de bens e equipamentos. Esta amplia empregos, salários que irão bater em mais aumento de consumo, completando o círculo virtuoso.</p>
<p>Com a crise, o nível de produção caiu bastante. O crescimento atual irá recompondo-o gradualmente. Mas possivelmente antes de 2011 não deverá haver novo aumento dos investimentos privados.</p>
<p>***</p>
<p>Essa nova etapa será fundamentalmente financiada pela indústria de fundos &#8211; de investimento e de pensão &#8211; graças a alguns trunfos brasileiros. O primeiro, o desenvolvimento de uma indústria de fundos poderosa e de uma boa capacidade de análise de projetos no mercado.</p>
<p>O segundo, a redução das taxas de juros e da dívida pública, que gradativamente permitirá a liberação de mais recursos para obras de infra-estrutura.</p>
<p>***</p>
<p>O relatório de agosto da ANBID (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) permite uma boa avaliação sobre os efeitos da crise, da recuperação das bolsas e da redução da taxa Selic no mercado de fundos.</p>
<p>No total, a indústria de fundos cresceu R$ 58 bi (R$ 974 bi de aplicações contra R$ 918 bi de resgastes)</p>
<p>No semestre, o maior salto foi dos FDICS (Fundo de Recebíveis), um salto de R$ 28 bilhões, como efeito das restrições creditícias impostas pelo sistema bancário. Esse salto ajudará a promover mudanças substanciais no modelo de bancarização do crédito. Cada vez mais, alternativas não-bancárias serão utilizadas.</p>
<p>Houve aumento também no saldo dos fundos multimercados (R$ 10 bi), por parte de investidores descontentes com as taxas de juros e querendo aproveitar outras oportunidades, em incorrer em riscos muito elevados.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A crise como elemento organizador</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/23/a-crise-como-elemento-organizador/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 20:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do caos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por H. C. Paes
Caro Nassif,

conquanto sua análise percuciente da quizumba atual seja correta, a conclusão do terceiro artigo me parece ingênua.

A situação que você descreve de guerra sem quartel é um desfecho inevitável de qualquer ciclo político cujos personagens operem em interesse próprio (o que se a aplica a essencialmente todos os ciclos políticos das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por H. C. Paes</h2>
<p>Caro Nassif,</p>
<p>conquanto sua análise percuciente da quizumba atual seja correta, a conclusão do terceiro artigo me parece ingênua.</p>
<p>A situação que você descreve de guerra sem quartel é um desfecho inevitável de qualquer ciclo político cujos personagens operem em interesse próprio (o que se a aplica a essencialmente todos os ciclos políticos das democracias representativas de coalizão ocidentais).</p>
<p>Um autor que só conheço de fonte indireta, G. W. Hegel, percebeu um padrão de atitudes de agentes independentes que leva, inexoravelmente, a um colapso total ou parcial do sistema em que esses agentes operam. A isso ele deu o nome de &#8220;List der Vernunft&#8221;, ou argúcia da razão.</p>
<p>Esse conceito me fascina desde que li sobre ele num editorial da Internet a respeito da política anglo-saxã no Oriente Médio. Segundo Hegel &#8211; e isso muito antes de toda essa rasgação de seda em torno dos gênios da teoria dos jogos -, em circunstâncias em que todos agem de forma a garantir o seu em prejuízo ao outro, o processo histórico é conduzido a um novo equilíbrio à revelia das vontades dos agentes, e fora de seu controle. Se entendi corretamente, isso equivale a dizer: &#8220;Quando todos agem irracionalmente, a razão se impõe, freqüentemente por vias calamitosas&#8221;.</p>
<p><span id="more-32491"></span>Em meu entender, ultrapassamos o ponto de não-retorno. Não haverá reflexão construtiva, nem haverá teses legitimadoras. Os atores políticos e midiáticos (a se crer na teoria do PIG, como eu, estes últimos não deixam de ser políticos) já começam a dar sinais de desagregação passional em suas medidas. Todos deixaram de agir em nome das contingências nacionais e passaram a atuar em nome da própria sobrevivência, que, segundo o que parece ser a crença deles, depende da aniquilação de quem enxergam como adversários figadais.</p>
<p>A partir de agora, os novos acontecimentos serão muito pouco pautados por manobras calculadas (ou ao menos calculadas de maneira racional), e mais por atos de destempero. O desfecho será estocástico e aleatório: o novo equilíbrio será alcançado de forma puramente inercial e nele figurará um elenco novo, com atores inusitados e sobreviventes que resistiram às vagas da história por pura sorte ou porque conseguiram enxergar marginalmente mais cedo qual a nova dinâmica que se impunha no ápice da crise e se adaptaram a ela.</p>
<p>Portanto, tem mais chance de sobreviver aqueles a quem se aplicam atributos imutáveis, como idade. Quem é mais jovem, ainda tem tempo de se redefinir: é o caso de Aécio Neves, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e Marina Silva. José Serra, mesmo que ganhe a eleição, comandará um navio sem leme e administrará pouco mais que o ocaso da própria carreira (essa aliás, foi uma das alternativas de desfecho de seu terceiro texto; só divergimos por eu achar que não há outro desfecho possível). Os outros três, mesmo que sejam colhidos pelo furacão que se aproxima, têm a chance de se recuperar e voltar ao palco no futuro.</p>
<p>Mas é nesse momento que surge o inusitado, como Chávez na Venezuela ou Correa no Equador: atores que não eram considerados pelas forças pré-crise. Quem sabe o que poderá acontecer se a luta fratricida entre políticos e veículos de mídia continuar?</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Beleza de análise. Mas não há conflito com o fecho do artigo. Nesse mundo caótico, imprevisível, que antecede toda nova ordem, o que você chama de redefinição &#8211; que permitirá aos &#8220;jovens&#8221; políticos sobreviverem &#8211; é o que chamdo de reconstrução do sonho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desdobramentos da crise política &#8211; 1</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/23/desdobramentos-da-crise-politica-1/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 13:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[modelo político]]></category>
		<category><![CDATA[transição]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou preparando uma série de quatro artigos tentando avaliar os desdobramentos da crise política.

O primeiro sairá agora. Os demais respectivamente às 12, 13 e 14 horas.
É bobagem achar que alguém ganhou nesse jogo insano de denúncias e tapiocas. Todos perderam, acelerou o processo de degradação institucional do país, o modelo político tornou-se mais e mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Estou preparando uma série de quatro artigos tentando avaliar os desdobramentos da crise política.</p>
<p>O primeiro sairá agora. Os demais respectivamente às 12, 13 e 14 horas.</p></blockquote>
<p>É bobagem achar que alguém ganhou nesse jogo insano de denúncias e tapiocas. Todos perderam, acelerou o processo de degradação institucional do país, o modelo político tornou-se mais e mais obsoleto, trazendo um conjunto de incertezas no horizonte.</p>
<p>Vamos por partes, para entender a abrangência dessa crise e a dificuldade em prever seus desdobramentos.</p>
<p>O ponto central, o pano de fundo desse terremoto inédito é o fim do monopólio de opinião e de informação, devido ao advento das novas mídias e da proliferação dos bancos de dados eletrônico.</p>
<p>O modelo político brasileiro, até agora, funcionava com o Executivo montando alianças fisiológicas com grandes partidos ônibus &#8211; PFL-DEM, PMDB -, representantes de oligarquias regionais. Nada que diferisse muito de outros momentos da história. Esses políticos garantiam votos no Congresso e voto de cabresto de seus redutos &#8211; uma opinião pública pouco influenciada pela grande mídia, a exemplo do deputado gaúcho que se lixou para  mídia.</p>
<p>Essa opinião pública localizada era importante no período eleitoral. Fora, o jogo se dava com o jornalismo que cobria especificamente o poder central, o dono da chamada opinião pública &#8211; como a conhecemos até alguns anos atrás.</p>
<p>O modelo se sustentava em cima de uma hipocrisia ampla e generalizada &#8211; típico das democracias ocidentais na era pré-Internet. Partidos políticos se fortaleciam articulando interesses de seus políticos, de grandes grupos associados, montavam alianças com o Judiciário, com altos funcionários públicos. Depois, o discurso da busca do bem comum era mediado pela mídia. Quando não se conseguia cooptá-la, a mídia ia até a gôndola, sacava escândalos seletivos e a produzia crises políticas, quadro que se tornou mais agudo no país devido às disfunções do modelo político brasileiro.</p>
<p>Essa articulação acabou. Com a expansão das informações, das investigações criminais, uma opinião pública cada vez mais influente passa a ter acesso a todo estoque de denúncias abafadas. E começa a colocar em xeque todas as instituições: o Executivo, o Judiciário, o Legislativo e&#8230; a mídia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Da série &#8220;leitor que pega no pé&#8221;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/21/da-serie-leitor-que-pega-no-pe/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 12:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno
Nassif,

Parece que a manipulação no Globo virou vicio ou será que existe um Manual de redação do Globo e companhia que diz que governos aliados tem que usar palavras leves e da Venezuela, desastres.

Como alguém pode explicar que em uma mesma noticia (em poucas linhas de diferença) o reporter fala TEVE QUEDA de 10,3% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Bruno</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Parece que a manipulação no Globo virou vicio ou será que existe um Manual de redação do Globo e companhia que diz que governos aliados tem que usar palavras leves e da Venezuela, desastres.</p>
<p>Como alguém pode explicar que em uma mesma noticia (em poucas linhas de diferença) o reporter fala TEVE QUEDA de 10,3% e depois diz economia da Venezuela DESPENCOU 2,4%?</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/08/20/economias-do-mexico-da-venezuela-tem-contracao-no-2-trimestre-757497608.asp" target="_blank">Clique aqui</a></p>
<blockquote><p>CIDADE DO MÉXICO e CARACAS &#8211; O México e a Venezuela divulgaram nesta quinta-feira o resultado do desempenho da economia no segundo trimestre do ano, com forte impacto da crise econômica mundial. A economia mexicana teve queda de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado. Esta foi a maior queda na série histórica trimestral, iniciada em 1981. No primeiro semestre do ano, o recuo foi de 9,2% frente igual período de 2008.</p></blockquote>
<blockquote><p>Na Venezuela, a economia despencou 2,4% frente ao segundo trimestre de 2008, a primeira queda depois de 22 trimestres consecutivos de crescimento.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Nova bolha?</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/14/nova-bolha/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/14/nova-bolha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 12:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[bolha]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dionisio Dias Carneiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32279]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Estadão
Fim do pânico - nova bolha?
Dionísio Dias Carneiro*

O pânico causado pelo desastre financeiro dos últimos dois anos chegou ao fim. E isso já é uma boa razão para que os gestores financeiros mudem de tática: em vez de fugir dos candidatos a cadáver, passam a farejar os sobreviventes. Na primeira tática de ação, erros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090814/not_imp418542,0.php" target="_blank">Fim do pânico &#8211; nova bolha?</a></h3>
<p>Dionísio Dias Carneiro*</p>
<p>O pânico causado pelo desastre financeiro dos últimos dois anos chegou ao fim. E isso já é uma boa razão para que os gestores financeiros mudem de tática: em vez de fugir dos candidatos a cadáver, passam a farejar os sobreviventes. Na primeira tática de ação, erros significavam ser tragados pelo vórtice financeiro. O risco da segunda é perder a oportunidade de voltar rápido à normalidade.</p>
<p>Neurocientistas nos revelam que o cérebro humano obedece a protocolos diferentes quando se trata de sobreviver a um choque ou de operar num ambiente &#8220;normal&#8221;. No primeiro caso, as emoções, que são processadas pela amídala, prevalecem sobre a racionalidade, que envolve circuitos do córtex cerebral organizados para o entendimento e podem ser excessivamente lentos para o tipo de resposta exigida pelas emergências. No segundo caso, as peculiaridades e as sofisticações do raciocínio humano prevalecem, e a memória das experiências perigosas anteriores é parte dos dados que são processados nos processos decisórios.</p>
<p><span id="more-32279"></span>Há uma nova fase em curso nesta grande recessão. A velocidade da recuperação de preços em vários ativos de risco (ações, títulos de dívida de empresas e de países) tem provocado euforia em alguns mercados. Ganhos de capital motivam traders rápidos. Não faltam instrumentos que exacerbam os efeitos dos humores e permitem que preços se distanciem crescentemente de valores sustentáveis. O problema não é a euforia, mas o processo irracional que conquista adeptos e aumenta a letalidade quando bolhas explodem.</p>
<p>A possibilidade de parada súbita é preocupante. E agora, além dos traders treinados para emergências, os investidores, de reações mais lentas, ainda estão marcados pela intensidade das perdas, pela sua fragilidade diante da vigarice, que é legal para os gestores do patrimônio alheio, e pela complexidade do colapso financeiro nos últimos dois anos.</p>
<p>O estrago feito pela crise ainda não acabou, apesar de a senha &#8220;fundo do poço&#8221; ter efeito irresistível. O sistema de intermediação financeira, os orçamentos das famílias nos países mais atingidos e os balanços das empresas não financeiras ainda sofrerão, provavelmente por mais dois anos, as consequências da crise: reorganização da produção industrial no mundo, novos regimes regulatórios e deterioração das finanças públicas provocada pelo socorro aos bancos.</p>
<p>Em termos práticos, a produção industrial do mundo ainda está muito baixa, os ativos dos bancos nos EUA e na Europa ainda apresentarão perdas não cobertas pelos aumentos de capital (o que significa que precisam de mais ajuda dos bancos centrais e darão menos crédito), os consumidores americanos estão endividados e as famílias perdem renda. Mas os bancos em vários países, confiantes na ação salvadora do governo, não produzem crédito, mas transformam otimismo difuso em excesso de apetite para risco que não sabem avaliar. Nesse quadro, uma surpresa negativa pode provocar nova onda de perda de riqueza financeira com os ingredientes de mais um fim de bolha.</p>
<p>O que pode tornar prematuro o diagnóstico de que o fim do pânico significa a volta ao &#8220;normal&#8221; e às práticas anteriores à crise? Uma nova onda de prejuízos bancários, pela deterioração dos consumidores americanos, encontrará políticos menos dispostos a dar dinheiro público para salvar especuladores. Decepções com os esforços de coordenação internacional e com a capacidade de a China sustentar a recuperação do comércio podem provocar reversão de humores.</p>
<p>No Brasil, o fundamento do otimismo são os preços das commodities. Mas o nível de atividade é sustentado por gastos públicos irreversíveis, transferências e renúncia de impostos, ou seja, deterioração fiscal. Inflação baixa e ociosidade da indústria dão espaço para queda de juros. No bom cenário, há espaço para aguentar o mesmo regime até 2011.</p>
<p>Mas uma mudança rápida no mundo encontrará um ambiente político sensível a surpresas negativas. A um ano das eleições, ninguém se mostra disposto a evitar a explosão da despesa pública, pois não é atraente do ponto de vista eleitoral. Por isso a saída mais provável é uma desconstrução da imagem do governo, facilitada pelos escândalos em torno da manutenção dos aliados e pelo escancaramento dos descalabros pela imprensa. Não é difícil desconfiar de que o Brasil de 2010 já não esteja tão resistente a um novo choque externo quanto esteve o Brasil de 2008.</p>
<p>*Dionísio Dias Carneiro, economista, é diretor da Galanto Consultoria e do IEPE/CdG Correção: No artigo de Rolf Kuntz publicado na edição de ontem há uma referência a &#8220;sete anos e meio&#8221; do presidente Lula no poder. Ele está no seu sétimo ano de governo. Nenhuma outra afirmação do artigo é afetada por esse lapso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/14/nova-bolha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A visão otimista de Krugman</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/11/a-visao-otimista-de-krugman/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/11/a-visao-otimista-de-krugman/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 11:52:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Krugman]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32200]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Roberto São Paulo/SP
Comentário: evitando o pior

Por PAUL KRUGMAN

10/08 - 16:55 - The New York Times, divulgado pelo Último Segundo do iG

Apesar de tudo, parece que não teremos uma segunda Grande Depressão. O que nos salvou? A resposta, basicamente, é o Grande Governo.

Só para esclarecer: a situação econômica permanece terrível.

Na verdade pior do que quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Roberto São Paulo/SP</h2>
<p>Comentário: evitando o pior</p>
<p>Por PAUL KRUGMAN</p>
<p>10/08 &#8211; 16:55 &#8211; The New York Times, divulgado pelo Último Segundo do iG</p>
<p>Apesar de tudo, parece que não teremos uma segunda Grande Depressão. O que nos salvou? A resposta, basicamente, é o Grande Governo.</p>
<p>Só para esclarecer: a situação econômica permanece terrível.</p>
<p>Na verdade pior do que quase todos pensavam ser possível há algum tempo. A nação perdeu 6,7 milhões de empregos desde que a recessão começou&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>&#8230;&#8230;.Há alguns meses, a possibilidade de cair nesse precipício parecia muito real. O pânico financeiro no final de 2008 foi, de certa forma, tão severo quanto o pânico bancário no começo dos anos 1930, e por certo tempo os indicadores econômicos principais &#8211; comércio mundial, produção industrial mundial e mesmo o preço das ações &#8211; estavam caindo tão rápido ou mais rápido do que em 1929 e 1930.</p>
<p><span id="more-32200"></span>Mas na década de 1930 a tendência ainda era de queda. E, atualmente, o mergulho parece estar parando após apenas um ano terrível. Então o que nos salvou de um replay completo da Grande Depressão? É quase certeza que a resposta está na diferença da função cumprida pelo governo&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
&#8230;&#8230;&#8230;..o governo federal não cortou seus gastos com a queda da receita (o governo estadual e local são casos diferentes). As receitas de impostos foram baixas, mas os controles da Segurança Social ainda estão funcionando. A Medicare ainda está cobrindo os projetos dos hospitais. Desde funcionários federais a juízes e desde guardas florestais a soldados ainda estão sendo pagos.</p>
<p>Tudo isso ajudou a sustentar a economia em seu momento de dificuldade, de uma forma que não aconteceu em 1930, quando os gastos federais eram uma porcentagem muito menor do PIB. E, sim, isso significa que o déficit de orçamentos &#8211; que é algo ruim em tempos normais -, na verdade, seja algo bom agora&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;Então, de modo geral, o governo teve uma função crucial em estabilizar essa crise econômica. Ronald Reagan estava errado: às vezes, o setor privado é o problema e o governo, a solução. E você não ficou feliz que agora o governo está sendo dirigido por pessoas que não odeiam o governo?&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>&#8230;&#8230;.Ainda estou preocupado com a economia. Eu temo que ainda haja uma chance sólida de que o desemprego permaneça alto por um bom tempo. Mas parece que conseguimos evitar o pior: uma catástrofe absoluta não parece mais provável.</p>
<p>E o Grande Governo, dirigido por pessoas que entendem suas virtudes, é a explicação.</p>
<p>http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/08/10/comentario+evitando+o+pior+7789929.html</p>
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