04/11/2009 - 08:01
Por Victor Bezerra
Caro Nassif, não sei como sugerir um post por isso o faço por meio deste comentário. De repente vale a pena ler:
No G20, crise afetou menos salários do Brasil, diz OIT
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091103_salario_rc.shtml
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Tags: Brasil, crise, OIT, salários
26/10/2009 - 10:25
Por Rodrigo Medeiros
Luís
Chamo sua atenção para o artigo “Regulação desregulada” de Roberto Pereira.
A teoria da regulação surgiu da necessidade de prover um conjunto de regras que minimizem as imperfeições das forças de mercado numa certa atividade econômica. Essa “intervenção” vem sendo alvo de debates desde a década de 80, quando as reformas em certos monopólios naturais foram alvos da atenção dos governos, principalmente no Reino Unido, mas também nos Estados Unidos e Canadá. Examinando-se essas experiências, ainda não se pode afirmar que se tenha conseguido uma receita única estável e unânime.
Leia mais em: http://desempregozero.org/2009/10/26/regulacao-desregulada/
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: crise, desregulação, regulação
13/10/2009 - 07:00
Do Portal Luís Nassif
Do Blog de Eduardo Marques
Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.
O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.
No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.
Continua
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Tags: crise, Lula, medidas, Serra
19/09/2009 - 10:00
A crise econômica permitiu o aparecimento de uma grande vocação pública: o economista Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Do governo, é o economista com melhor visão, com foco nos pontos relevantes e nos pontos vulneráveis do modelo econômico, além da capacidade operacional demonstrada nas medidas anticíclinas do ano passado e na capacidade analítica de perceber os desdobramentos da crise.
Aqui, uma entrevista ao Estadão onde vai no centro da vulnerabilidade da atual política econômica: a questão exportadora.
Do Estadão
Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade
Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: crise, exportação, Nelson Barbosa
17/09/2009 - 14:37
Da Agência Dinheiro Vivo
André Inohara
Brasil a caminho do desenvolvimento
O Brasil tem uma grande oportunidade de manter o caminho do crescimento e completar a transição de país emergente para desenvolvido, rumo a uma economia desenvolvida, disse o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. “Temos que prestar atenção a esta nova fase, agora o desafio é chegar lá em cima”, afirmou, durante o XVIII Congresso Brasileiro de Economia.
“Deixamos para trás um longo processo de industrialização e agora temos inflação normal e somos investment grade”, disse Franco. Ele cita que o Brasil está cumprindo etapas no processo de desenvolvimento, como a implantação de políticas econômicas ortodoxas de controle de déficit, inflação e câmbio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Brasil, Congresso, consumo, crise, Economia
14/09/2009 - 09:35
Por Roberto São Paulo/SP
DA BBC/Último Segundo
14/09 – 06:21 – BBC Brasil, divulgado pelo Último Segundo do iG
Uma pesquisa da BBC divulgada nesta segunda-feira afirma que a maior parte das pessoas em 20 países diferentes, entre eles o Brasil, quer maior controle dos governos sobre a regulação e administração das economias nacionais. No total, 67% das pessoas entrevistadas preferem mais regulação do governo e supervisão da economia nacional.
No Brasil, esse índice foi de 75%.
Nos 20 países pesquisados, 60% disseram apoiar um aumento dos gastos governamentais para incentivar a economia.
Sessenta e dois por cento apoiam ajuda governamental para indústrias afetadas pela crise.
Satisfação com líderes nacionais
O Brasil esteve entre os países onde a população esteve mais satisfeita com a resposta do seu governo à crise.
Segundo a pesquisa, 59% dos brasileiros ouvidos se disseram satisfeitos com a resposta dos líderes nacionais à crise econômica mundial, contra 39% de insatisfeitos.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
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13/09/2009 - 07:30
Por Homero Pavan Filho
Nassif, um assunto que passou ao largo das discussões da crise eonômica é a situação das prefeituras.
Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municipios), apenas as prefeituras paranaenses já perderam R$ 270 milhões em receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2009, comparando-se a 2008.
Se levarmos em conta o que deixou de crescer esse Fundo, que vinha crescendo ano a ano desde 2003, as perdas devem chegar a número bem mais elevado.
Sei que o tema não é popular, pois a maioria das pessoas tende a acreditar que os prefeitos são todos ineptos, coisa que eu não concordo.
As prefeituras não têm como se endividar para honrar compromissos com a folha de pagamentos, por exemplo, e não pode emitir moeda, como o governo federal. Se há dinheiro, bem, se não há, a única solução é cortar gastos.
Ocorre que é impossível cortar gastos como salários do funcionalismo, despesas com transporte escolar, saúde, manutenção de ruas e estradas rurais.
A situação tá feia nas prefeituras e muitos prefeitos não sabem mais o que fazer, já que o governo federal, deputados e senadores, fazem pouco caso.
É bom lembrar que é nos municípios que vivem as pessoas, e prefeitos, via de regra, são importantes cabos eleitorais, tanto pro bem quanto pro mal.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades
Tags: crise, Fundo de Participação, prefeituras
08/09/2009 - 08:03
Conclusões principais da reunião dos Bancos Centrais do mundo, ontem na Basileia:
1. Sinais de que o fim da recessão está próximo e dúvidas sobre o que ocorreria com a economia mundial se os incentivos terminassem.
2. Em documento separado, a ONU sustenta que a crise não acabou e que a economia mundial continuará em marcha por alguns anos. Haverá necessidade de mais recursos.
3. Alan Greenspan, o ex-mago da economia mundial, defende maior capitalização dos bancos e alerta para risco de pressões inflacionárias, inclusive inflação de dois dígitos, devido à liquidez injetada no sistema.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: Bancos Centrais, Basileia, crise, segunda onda
30/08/2009 - 08:17
Na sexta-feira participei de um almoço em homenagem ao deputado José Múcio Monteiro Filho, atualmente Ministro das Relações Institucionais.
É uma figura interessante. Político nordestino culto – em geral, os que conheço costumam ser mais cultos que seus colegas do sudeste, especialmente em temas ligados à história do país -, afável quando sabe com quem está falando, algo esnobe quando não reconhece o interlocutor.
Parte da conversa foi sobre a desmoralização do Parlamento em todas as partes do mundo. Aí entra o fenômeno Internet e explosão das informações.
Sua avaliação é a de que, com a era da informação, os grupos sociais, empresariais e políticos passaram a expor suas demandas de forma direta, sem precisar mais passar pela mediação do Parlamento. E da mídia de opinião também, tento completar. Essa segunda avaliação não foi externada, provavelmente em homenagem aos demais companheiros de mesa, minhas amigas Mônica Bérgamo e Sonia Racy, e o diretor de redação do Estadão Ricardo Gandour.
Na visão de Múcio, os grupos passam a falar direto com Deus – o Executivo -, gerando um caso global de superdimensionamento do Executivo e de perda de relevância do Parlamento.
A conversa de Múcio, muito articulada, aliás, refletiu com perfeição algo que está sempre presente nas discussões do Blog: a implosão da democracia tradicional com o advento das novas mídias, o fim do modelo convencional, do financiamento de campanha, a necessidade premente de se pensar um novo modelo político.
Esta é a discussão mais relevante dos nossos tempos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: crise, José Múcio, Mídia, parlamento
30/08/2009 - 08:03
Se você tivesse escrito no ano 2000 que, no mundo atual, o único setor organizado e previsível é o mercado, se passse anos e anos deflaterando contra qualquer outro modelo, tecendo loas ao mercado, propondo cada vez mais liberalização do mercado e, de repente, o mercado ruísse e só quem não seguiu a receita escapasse, como você se explciaria?
Arnaldo Jabor foi confrontado com esse dilema em Seminário em Campos do Jordão. Sua explicação é uma pérola:
De o Globo
CAMPOS DO JORDÃO – O comentarista político do Jornal da Globo e cineasta Arnaldo Jabor escreveu um artigo no ano 2000 em que dizia que ‘neste milênio, mergulhados na incompreensão total dos signos, nenhuma regra nos restará, a não ser a dos mercados, esses sim organizados e previsíveis’. Nove anos depois, e após a maior crise financeira desde o crash da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, Jabor ri do que escreveu e usa uma frase do pensador francês, Paul Valéry, para explicar por que sua previsão falhou.
- Não temos mais passado e presente. O futuro não será o que era – escreveu Valery.
Em palestra durante o 4º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, em São Paulo, Jabor diz que hoje o mundo está a reboque das mutações econômicas. Para ele, há um processo mutante das finanças internacionais, que é difícil de segurar e de entender. O comentarista diz que, de certa forma, o Brasil se organizou e conseguiu se proteger da crise, mas também foi o atraso do país que funcionou como uma blindagem.
- O atraso nos protegeu. A dependência do Estado que ainda temos hoje, o controle e a centralização que há no governo e na cabeça das pessoas acabaram nos protegendo da crise – afirmou.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: Arnaldo Jabor, atraso, crise
30/08/2009 - 07:58
Material amplo do Estadão sobre a maneira como o Brasil escapou da crise. Ouviu apenas os luminares do mercado. Mas o sempre competente Fernando Dantas fez uma boa síntese das avaliações de mercado sobre o país.
Seria curioso comparar as avaliações com o segundo time do mercado – Alexandre Schartzman, Raul Velloso, Fábio Gimabiagi – na época em que as medidas foram adotadas.
Apenas não comentaram que, se não fosse a crise, o modelo proposto por eles – de livre flutuação do câmbio, diferencial de juros e apreciação do real – teria levado o país a uma crise externa. E nada falam sobre as consequências de uma nova rodada dd apreciação.
Aliás, acabei de ler o caderno de Economia do Estadão, sobre a crise no mundo e aqui. Trabalho de fôlego.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: apreciação, crise, marola
24/08/2009 - 16:00
Por fscosta
Nassif,
Dei uma pausada nas noticias pra estudar alguns principios basicos da Ciencia Politica. Vou fazer isso mais vezes, visto que essa dinamica digital nos afasta do conhecimento basico e fundamental.
Algumas consideraçoes sobre o seu texto:
Legitimidade – Capacidade de exercer o poder sem o uso da força, atraves de um consenso de grande parte da sociedade. É a legalidade com valoração.
Nesse sentido, quem perde legitimidade (em grande parte) no processo é a mídia. O Governo pode ate ter perdido, mas vamos ver mais pra frente. Eu duvido.
Governabilidade – Como é um conceito dificil de se definir (qual o tamanho da maioria?) o Bobbio diz que é mais facil definir o que é a não-governabilidade.
Nesse sentido, o Lula está perdoado, pois basta se analisar a ausencia do Sarney na presidencia do Senado com um CPI explosiva instalada, pra saber que essa era a UNICA opçao.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, crise, eleições, Lula, Mídia
24/08/2009 - 07:15
Do Último Segundo
Coluna Econômica – 24/08/2009
O quadro econômico se mostra assim:
1. Desde junho a economia brasileira vem se recuperando consistentemente. A recuperação poderia ter sido mais intensa se o câmbio não desestimulasse as exportações de manufaturados.
2. A economia ocidental parece ter batido no fundo do poço e esboça alguma reação, que poderá contrabalançar a provável perda de ritmo da economia chinesa, depois que políticas contra-cíclicas seguraram-na de uma queda maior.
3. Ainda há enormes dúvidas no horizonte. O sistema financeiro internacional continua disfuncional, sem normalizar os créditos e empoçando novamente a liquidez em fundos hedge.
4. Prosseguem os movimentos especulativos com moedas, afetando principalmente o real.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia, Novo Modelo
Tags: crise, investimento, poupança, próximo ciclo
23/08/2009 - 17:00
Por H. C. Paes
Caro Nassif,
conquanto sua análise percuciente da quizumba atual seja correta, a conclusão do terceiro artigo me parece ingênua.
A situação que você descreve de guerra sem quartel é um desfecho inevitável de qualquer ciclo político cujos personagens operem em interesse próprio (o que se a aplica a essencialmente todos os ciclos políticos das democracias representativas de coalizão ocidentais).
Um autor que só conheço de fonte indireta, G. W. Hegel, percebeu um padrão de atitudes de agentes independentes que leva, inexoravelmente, a um colapso total ou parcial do sistema em que esses agentes operam. A isso ele deu o nome de “List der Vernunft”, ou argúcia da razão.
Esse conceito me fascina desde que li sobre ele num editorial da Internet a respeito da política anglo-saxã no Oriente Médio. Segundo Hegel – e isso muito antes de toda essa rasgação de seda em torno dos gênios da teoria dos jogos -, em circunstâncias em que todos agem de forma a garantir o seu em prejuízo ao outro, o processo histórico é conduzido a um novo equilíbrio à revelia das vontades dos agentes, e fora de seu controle. Se entendi corretamente, isso equivale a dizer: “Quando todos agem irracionalmente, a razão se impõe, freqüentemente por vias calamitosas”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: crise, Hegel, mudanças, teoria do caos
23/08/2009 - 10:20
Estou preparando uma série de quatro artigos tentando avaliar os desdobramentos da crise política.
O primeiro sairá agora. Os demais respectivamente às 12, 13 e 14 horas.
É bobagem achar que alguém ganhou nesse jogo insano de denúncias e tapiocas. Todos perderam, acelerou o processo de degradação institucional do país, o modelo político tornou-se mais e mais obsoleto, trazendo um conjunto de incertezas no horizonte.
Vamos por partes, para entender a abrangência dessa crise e a dificuldade em prever seus desdobramentos.
O ponto central, o pano de fundo desse terremoto inédito é o fim do monopólio de opinião e de informação, devido ao advento das novas mídias e da proliferação dos bancos de dados eletrônico.
O modelo político brasileiro, até agora, funcionava com o Executivo montando alianças fisiológicas com grandes partidos ônibus – PFL-DEM, PMDB -, representantes de oligarquias regionais. Nada que diferisse muito de outros momentos da história. Esses políticos garantiam votos no Congresso e voto de cabresto de seus redutos – uma opinião pública pouco influenciada pela grande mídia, a exemplo do deputado gaúcho que se lixou para mídia.
Essa opinião pública localizada era importante no período eleitoral. Fora, o jogo se dava com o jornalismo que cobria especificamente o poder central, o dono da chamada opinião pública – como a conhecemos até alguns anos atrás.
O modelo se sustentava em cima de uma hipocrisia ampla e generalizada – típico das democracias ocidentais na era pré-Internet. Partidos políticos se fortaleciam articulando interesses de seus políticos, de grandes grupos associados, montavam alianças com o Judiciário, com altos funcionários públicos. Depois, o discurso da busca do bem comum era mediado pela mídia. Quando não se conseguia cooptá-la, a mídia ia até a gôndola, sacava escândalos seletivos e a produzia crises políticas, quadro que se tornou mais agudo no país devido às disfunções do modelo político brasileiro.
Essa articulação acabou. Com a expansão das informações, das investigações criminais, uma opinião pública cada vez mais influente passa a ter acesso a todo estoque de denúncias abafadas. E começa a colocar em xeque todas as instituições: o Executivo, o Judiciário, o Legislativo e… a mídia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: crise, modelo político, transição
21/08/2009 - 09:17
Por Bruno
Nassif,
Parece que a manipulação no Globo virou vicio ou será que existe um Manual de redação do Globo e companhia que diz que governos aliados tem que usar palavras leves e da Venezuela, desastres.
Como alguém pode explicar que em uma mesma noticia (em poucas linhas de diferença) o reporter fala TEVE QUEDA de 10,3% e depois diz economia da Venezuela DESPENCOU 2,4%?
Clique aqui
CIDADE DO MÉXICO e CARACAS – O México e a Venezuela divulgaram nesta quinta-feira o resultado do desempenho da economia no segundo trimestre do ano, com forte impacto da crise econômica mundial. A economia mexicana teve queda de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado. Esta foi a maior queda na série histórica trimestral, iniciada em 1981. No primeiro semestre do ano, o recuo foi de 9,2% frente igual período de 2008.
Na Venezuela, a economia despencou 2,4% frente ao segundo trimestre de 2008, a primeira queda depois de 22 trimestres consecutivos de crescimento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: crise, Globo, México, Venezuela
14/08/2009 - 09:17
Do Estadão
Dionísio Dias Carneiro*
O pânico causado pelo desastre financeiro dos últimos dois anos chegou ao fim. E isso já é uma boa razão para que os gestores financeiros mudem de tática: em vez de fugir dos candidatos a cadáver, passam a farejar os sobreviventes. Na primeira tática de ação, erros significavam ser tragados pelo vórtice financeiro. O risco da segunda é perder a oportunidade de voltar rápido à normalidade.
Neurocientistas nos revelam que o cérebro humano obedece a protocolos diferentes quando se trata de sobreviver a um choque ou de operar num ambiente “normal”. No primeiro caso, as emoções, que são processadas pela amídala, prevalecem sobre a racionalidade, que envolve circuitos do córtex cerebral organizados para o entendimento e podem ser excessivamente lentos para o tipo de resposta exigida pelas emergências. No segundo caso, as peculiaridades e as sofisticações do raciocínio humano prevalecem, e a memória das experiências perigosas anteriores é parte dos dados que são processados nos processos decisórios.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: bolha, crise, Dionisio Dias Carneiro
11/08/2009 - 08:52
Por Roberto São Paulo/SP
Comentário: evitando o pior
Por PAUL KRUGMAN
10/08 – 16:55 – The New York Times, divulgado pelo Último Segundo do iG
Apesar de tudo, parece que não teremos uma segunda Grande Depressão. O que nos salvou? A resposta, basicamente, é o Grande Governo.
Só para esclarecer: a situação econômica permanece terrível.
Na verdade pior do que quase todos pensavam ser possível há algum tempo. A nação perdeu 6,7 milhões de empregos desde que a recessão começou…………
…….Há alguns meses, a possibilidade de cair nesse precipício parecia muito real. O pânico financeiro no final de 2008 foi, de certa forma, tão severo quanto o pânico bancário no começo dos anos 1930, e por certo tempo os indicadores econômicos principais – comércio mundial, produção industrial mundial e mesmo o preço das ações – estavam caindo tão rápido ou mais rápido do que em 1929 e 1930.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: crise, desemprego, Paul Krugman
05/08/2009 - 18:05
É tarefa inglória essa de tentar explicar o significado político da tentativa de derrubada de Sarney – ainda mais sabendo que Cláudio Humberto foi acionado para atacar o senador Pedro Simon.
Mas, vamos lá, que o desafio é bom.
Ponto 1 – Sarney representa, de fato, o lado complicado da política brasileira.
É um coronel político, trata os adversários menores (nos seus estados) sem complacência, vale-se de alianças no Judiciário e de facilidades no Executivo.
Lembro os seguintes posts que coloquei no Blog sobre ele.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: CPI, crise, Sarney, Senado
04/08/2009 - 12:32
Por Índio Tupi
Aqui do Alto Xingu, os índios reproduzem o artigo “A crise da mídia e a democracia”, originalmente publicado no site http://www.guiaglobal.com.br:
Por Emir Sader
A inquestionável crise da mídia brasileira se choca com um processo de maior democratização da sociedade brasileira o que, por si só, deveria levar a pensar o caráter tanto da imprensa no Brasil, quanto da própria democracia entre nós.
O que está em crise é a forma de produzir notícias, a forma de construção da opinião pública. Seria grave se a dimensão da crise que afeta a mídia refletisse, nas mesmas dimensões, a democracia no Brasil. Ao ler alguns órgãos da imprensa, pode-se ter a impressão que a democracia retrocede e não avança entre nós, que estamos à beira de uma ditadura, ao invés de um processo – lento, mas claro – de democratização da sociedade brasileira.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política
Tags: Congresso, crise, democracia, Mídia
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