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22/11/2009 - 07:00

A crise da TV aberta americana

Por Antonio Sisoto

Grandes redes de TV dos EUA sofrem pior crise e têm futuro incerto

Oprah Winfrey está trocando a televisão aberta pelo cabo. A NBC, que já foi controversamente considerada a maior formadora de opinião cultural dos Estados Unidos, está sendo comprada pela Comcast, a maior companhia a cabo do país. Será que finalmente chegamos a algum ponto de virada que indicaria a decadência das emissoras de televisão na América?

No acordo NBC-Universal, no qual a General Electric negocia a venda da participação majoritária de seu negócio de mídia à Comcast, os canais considerados mais valiosos são aqueles a cabo – USA, Bravo, SyFy, MSNBC e CNBC -, não a emissora NBC, que está na complicada quarta posição de audiência entre os quatro maiores canais abertos.

A maioria dos analistas e muitos executivos concordam que o modelo econômico da televisão aberta – que depende muito mais da publicidade do que a TV a cabo – está seriamente fraturado. O que se perguntam agora é se ele é irreparável. “Estamos num período de transformações enormes”, disse Horace Newcomb, professor de telecomunicações da Universidade da Geórgia e diretor do Peabody Awards, um prêmio anual de excelência na transmissão de rádio e TV. “Estamos em um estado de confusão.”

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Televisão Tags: , , ,
04/11/2009 - 08:01

A crise e os salários no Brasil

Por Victor Bezerra

Caro Nassif, não sei como sugerir um post por isso o faço por meio deste comentário. De repente vale a pena ler:

No G20, crise afetou menos salários do Brasil, diz OIT

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091103_salario_rc.shtml

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26/10/2009 - 10:25

A regulação desregulada

Por Rodrigo Medeiros

Luís

Chamo sua atenção para o artigo “Regulação desregulada” de Roberto Pereira.

A teoria da regulação surgiu da necessidade de prover um conjunto de regras que minimizem as imperfeições das forças de mercado numa certa atividade econômica. Essa “intervenção” vem sendo alvo de debates desde a década de 80, quando as reformas em certos monopólios naturais foram alvos da atenção dos governos, principalmente no Reino Unido, mas também nos Estados Unidos e Canadá. Examinando-se essas experiências, ainda não se pode afirmar que se tenha conseguido uma receita única estável e unânime.

Leia mais em: http://desempregozero.org/2009/10/26/regulacao-desregulada/

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , ,
13/10/2009 - 07:00

Lula e Serra no enfrentamento da crise

Do Portal Luís Nassif

Do Blog de Eduardo Marques

DIFERENÇAS NO ENFRENTAMENTO DA CRISE.

Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.

O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.

No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
19/09/2009 - 10:00

Falta a perna exportadora

A crise econômica permitiu o aparecimento de uma grande vocação pública: o economista Nelson Barbosa, Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Do governo, é o economista com melhor visão, com foco nos pontos relevantes e nos pontos vulneráveis do modelo econômico, além da capacidade operacional demonstrada nas medidas anticíclinas do ano passado e na capacidade analítica de perceber os desdobramentos da crise.

Aqui, uma entrevista ao Estadão onde vai no centro da vulnerabilidade da atual política econômica: a questão exportadora.

Do Estadão

”Comércio externo é a saída da crise”

Nelson Barbosa: secretário de Política Econômica; secretário afirma que a palavra que entra na agenda do País agora, após a freada global, é competitividade

Adriana Fernandes e Fabio Graner, BRASÍLIA

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
17/09/2009 - 14:37

Congresso Brasileiro de Economia

Da Agência Dinheiro Vivo

André Inohara

Brasil a caminho do desenvolvimento

O Brasil tem uma grande oportunidade de manter o caminho do crescimento e completar a transição de país emergente para desenvolvido, rumo a uma economia desenvolvida, disse o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco. “Temos que prestar atenção a esta nova fase, agora o desafio é chegar lá em cima”, afirmou, durante o XVIII Congresso Brasileiro de Economia.

“Deixamos para trás um longo processo de industrialização e agora temos inflação normal e somos investment grade”, disse Franco. Ele cita que o Brasil está cumprindo etapas no processo de desenvolvimento, como a implantação de políticas econômicas ortodoxas de controle de déficit, inflação e câmbio.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , , ,
14/09/2009 - 09:35

A volta do pêndulo

Por Roberto São Paulo/SP

DA BBC/Último Segundo

Maioria quer mais controle do governo sobre economia, diz pesquisa da BBC

14/09 – 06:21 – BBC Brasil, divulgado pelo Último Segundo do iG

Uma pesquisa da BBC divulgada nesta segunda-feira afirma que a maior parte das pessoas em 20 países diferentes, entre eles o Brasil, quer maior controle dos governos sobre a regulação e administração das economias nacionais. No total, 67% das pessoas entrevistadas preferem mais regulação do governo e supervisão da economia nacional.

No Brasil, esse índice foi de 75%.

Nos 20 países pesquisados, 60% disseram apoiar um aumento dos gastos governamentais para incentivar a economia.

Sessenta e dois por cento apoiam ajuda governamental para indústrias afetadas pela crise.

Satisfação com líderes nacionais

O Brasil esteve entre os países onde a população esteve mais satisfeita com a resposta do seu governo à crise.

Segundo a pesquisa, 59% dos brasileiros ouvidos se disseram satisfeitos com a resposta dos líderes nacionais à crise econômica mundial, contra 39% de insatisfeitos.

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13/09/2009 - 07:30

A crise das prefeituras

Por Homero Pavan Filho

Nassif, um assunto que passou ao largo das discussões da crise eonômica é a situação das prefeituras.

Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municipios), apenas as prefeituras paranaenses já perderam R$ 270 milhões em receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2009, comparando-se a 2008.

Se levarmos em conta o que deixou de crescer esse Fundo, que vinha crescendo ano a ano desde 2003, as perdas devem chegar a número bem mais elevado.

Sei que o tema não é popular, pois a maioria das pessoas tende a acreditar que os prefeitos são todos ineptos, coisa que eu não concordo.

As prefeituras não têm como se endividar para honrar compromissos com a folha de pagamentos, por exemplo, e não pode emitir moeda, como o governo federal. Se há dinheiro, bem, se não há, a única solução é cortar gastos.

Ocorre que é impossível cortar gastos como salários do funcionalismo, despesas com transporte escolar, saúde, manutenção de ruas e estradas rurais.

A situação tá feia nas prefeituras e muitos prefeitos não sabem mais o que fazer, já que o governo federal, deputados e senadores, fazem pouco caso.

É bom lembrar que é nos municípios que vivem as pessoas, e prefeitos, via de regra, são importantes cabos eleitorais, tanto pro bem quanto pro mal.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades Tags: , ,
08/09/2009 - 08:03

Crise controlada, por enquanto

Conclusões principais da reunião dos Bancos Centrais do mundo, ontem na Basileia:

1. Sinais de que o fim da recessão está próximo e dúvidas sobre o que ocorreria com a economia mundial se os incentivos terminassem.

2. Em documento separado, a ONU sustenta que a crise não acabou e que a economia mundial continuará em marcha por alguns anos. Haverá necessidade de mais recursos.

3. Alan Greenspan, o ex-mago da economia mundial, defende maior capitalização dos bancos e alerta para risco de pressões inflacionárias, inclusive inflação de dois dígitos, devido à liquidez injetada no sistema.

Clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
30/08/2009 - 08:17

A crise das instituições, segundo José Múcio

Na sexta-feira participei de um almoço em homenagem ao deputado José Múcio Monteiro Filho, atualmente Ministro das Relações Institucionais.

É uma figura interessante. Político nordestino culto – em geral, os que conheço costumam ser mais cultos que seus colegas do sudeste, especialmente em temas ligados à história do país -, afável quando sabe com quem está falando, algo esnobe quando não reconhece o interlocutor.

Parte da conversa foi sobre a desmoralização do Parlamento em todas as partes do mundo. Aí entra o fenômeno Internet e explosão das informações.

Sua avaliação é a de que, com a era da informação, os grupos sociais, empresariais e políticos passaram a expor suas demandas de forma direta, sem precisar mais passar pela mediação do Parlamento. E da mídia de opinião também, tento completar. Essa segunda avaliação não foi externada, provavelmente em homenagem aos demais companheiros de mesa, minhas amigas Mônica Bérgamo e Sonia Racy, e o diretor de redação do Estadão Ricardo Gandour.

Na visão de Múcio, os grupos passam a falar direto com Deus – o Executivo -, gerando um caso global de superdimensionamento do Executivo e de perda de relevância do Parlamento.

A conversa de Múcio, muito articulada, aliás, refletiu com perfeição algo que está sempre presente nas discussões do Blog: a implosão da democracia tradicional com o advento das novas mídias, o fim do modelo convencional, do financiamento de campanha, a necessidade premente de se pensar um novo modelo político.

Esta é a discussão mais relevante dos nossos tempos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
30/08/2009 - 08:03

Salvos pelo atraso

Se você tivesse escrito no ano 2000 que, no mundo atual, o único setor organizado e previsível é o mercado, se passse anos e anos deflaterando contra qualquer outro modelo, tecendo loas ao mercado, propondo cada vez mais liberalização do mercado e, de repente, o mercado ruísse e só quem não seguiu a receita escapasse, como você se explciaria?

Arnaldo Jabor foi confrontado com esse dilema em Seminário em Campos do Jordão. Sua explicação é uma pérola:

De o Globo

“O atraso nos protegeu contra a crise”, diz Jabor

CAMPOS DO JORDÃO – O comentarista político do Jornal da Globo e cineasta Arnaldo Jabor escreveu um artigo no ano 2000 em que dizia que ‘neste milênio, mergulhados na incompreensão total dos signos, nenhuma regra nos restará, a não ser a dos mercados, esses sim organizados e previsíveis’. Nove anos depois, e após a maior crise financeira desde o crash da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, Jabor ri do que escreveu e usa uma frase do pensador francês, Paul Valéry, para explicar por que sua previsão falhou.

- Não temos mais passado e presente. O futuro não será o que era – escreveu Valery.

Em palestra durante o 4º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, em São Paulo, Jabor diz que hoje o mundo está a reboque das mutações econômicas. Para ele, há um processo mutante das finanças internacionais, que é difícil de segurar e de entender. O comentarista diz que, de certa forma, o Brasil se organizou e conseguiu se proteger da crise, mas também foi o atraso do país que funcionou como uma blindagem.

- O atraso nos protegeu. A dependência do Estado que ainda temos hoje, o controle e a centralização que há no governo e na cabeça das pessoas acabaram nos protegendo da crise – afirmou.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
30/08/2009 - 07:58

Economistas dizem: foi marolinha

Material amplo do Estadão sobre a maneira como o Brasil escapou da crise. Ouviu apenas os luminares do mercado. Mas o sempre competente Fernando Dantas fez uma boa síntese das avaliações de mercado sobre o país.

Seria curioso comparar as avaliações com o segundo time do mercado – Alexandre Schartzman, Raul Velloso, Fábio Gimabiagi – na época em que as medidas foram adotadas.

Apenas não comentaram que, se não fosse a crise, o modelo proposto por eles – de livre flutuação do câmbio, diferencial de juros e apreciação do real – teria levado o país a uma crise externa. E nada falam sobre as consequências de uma nova rodada dd apreciação.

Aliás, acabei de ler o caderno de Economia do Estadão, sobre a crise no mundo e aqui. Trabalho de fôlego.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
24/08/2009 - 16:00

Sobre os caminhos da crise

Por fscosta

Nassif,

Dei uma pausada nas noticias pra estudar alguns principios basicos da Ciencia Politica. Vou fazer isso mais vezes, visto que essa dinamica digital nos afasta do conhecimento basico e fundamental.

Algumas consideraçoes sobre o seu texto:

Legitimidade – Capacidade de exercer o poder sem o uso da força, atraves de um consenso de grande parte da sociedade. É a legalidade com valoração.

Nesse sentido, quem perde legitimidade (em grande parte) no processo é a mídia. O Governo pode ate ter perdido, mas vamos ver mais pra frente. Eu duvido.

Governabilidade – Como é um conceito dificil de se definir (qual o tamanho da maioria?) o Bobbio diz que é mais facil definir o que é a não-governabilidade.

Nesse sentido, o Lula está perdoado, pois basta se analisar a ausencia do Sarney na presidencia do Senado com um CPI explosiva instalada, pra saber que essa era a UNICA opçao.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , , ,
24/08/2009 - 07:15

As próximas etapas da economia

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 24/08/2009

O quadro econômico se mostra assim:

1. Desde junho a economia brasileira vem se recuperando consistentemente. A recuperação poderia ter sido mais intensa se o câmbio não desestimulasse as exportações de manufaturados.

2. A economia ocidental parece ter batido no fundo do poço e esboça alguma reação, que poderá contrabalançar a provável perda de ritmo da economia chinesa, depois que políticas contra-cíclicas seguraram-na de uma queda maior.

3. Ainda há enormes dúvidas no horizonte. O sistema financeiro internacional continua disfuncional, sem normalizar os créditos e empoçando novamente a liquidez em fundos hedge.

4. Prosseguem os movimentos especulativos com moedas, afetando principalmente o real.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia, Novo Modelo Tags: , , ,
23/08/2009 - 17:00

A crise como elemento organizador

Por H. C. Paes

Caro Nassif,

conquanto sua análise percuciente da quizumba atual seja correta, a conclusão do terceiro artigo me parece ingênua.

A situação que você descreve de guerra sem quartel é um desfecho inevitável de qualquer ciclo político cujos personagens operem em interesse próprio (o que se a aplica a essencialmente todos os ciclos políticos das democracias representativas de coalizão ocidentais).

Um autor que só conheço de fonte indireta, G. W. Hegel, percebeu um padrão de atitudes de agentes independentes que leva, inexoravelmente, a um colapso total ou parcial do sistema em que esses agentes operam. A isso ele deu o nome de “List der Vernunft”, ou argúcia da razão.

Esse conceito me fascina desde que li sobre ele num editorial da Internet a respeito da política anglo-saxã no Oriente Médio. Segundo Hegel – e isso muito antes de toda essa rasgação de seda em torno dos gênios da teoria dos jogos -, em circunstâncias em que todos agem de forma a garantir o seu em prejuízo ao outro, o processo histórico é conduzido a um novo equilíbrio à revelia das vontades dos agentes, e fora de seu controle. Se entendi corretamente, isso equivale a dizer: “Quando todos agem irracionalmente, a razão se impõe, freqüentemente por vias calamitosas”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
23/08/2009 - 10:20

Desdobramentos da crise política – 1

Estou preparando uma série de quatro artigos tentando avaliar os desdobramentos da crise política.

O primeiro sairá agora. Os demais respectivamente às 12, 13 e 14 horas.

É bobagem achar que alguém ganhou nesse jogo insano de denúncias e tapiocas. Todos perderam, acelerou o processo de degradação institucional do país, o modelo político tornou-se mais e mais obsoleto, trazendo um conjunto de incertezas no horizonte.

Vamos por partes, para entender a abrangência dessa crise e a dificuldade em prever seus desdobramentos.

O ponto central, o pano de fundo desse terremoto inédito é o fim do monopólio de opinião e de informação, devido ao advento das novas mídias e da proliferação dos bancos de dados eletrônico.

O modelo político brasileiro, até agora, funcionava com o Executivo montando alianças fisiológicas com grandes partidos ônibus – PFL-DEM, PMDB -, representantes de oligarquias regionais. Nada que diferisse muito de outros momentos da história. Esses políticos garantiam votos no Congresso e voto de cabresto de seus redutos – uma opinião pública pouco influenciada pela grande mídia, a exemplo do deputado gaúcho que se lixou para mídia.

Essa opinião pública localizada era importante no período eleitoral. Fora, o jogo se dava com o jornalismo que cobria especificamente o poder central, o dono da chamada opinião pública – como a conhecemos até alguns anos atrás.

O modelo se sustentava em cima de uma hipocrisia ampla e generalizada – típico das democracias ocidentais na era pré-Internet. Partidos políticos se fortaleciam articulando interesses de seus políticos, de grandes grupos associados, montavam alianças com o Judiciário, com altos funcionários públicos. Depois, o discurso da busca do bem comum era mediado pela mídia. Quando não se conseguia cooptá-la, a mídia ia até a gôndola, sacava escândalos seletivos e a produzia crises políticas, quadro que se tornou mais agudo no país devido às disfunções do modelo político brasileiro.

Essa articulação acabou. Com a expansão das informações, das investigações criminais, uma opinião pública cada vez mais influente passa a ter acesso a todo estoque de denúncias abafadas. E começa a colocar em xeque todas as instituições: o Executivo, o Judiciário, o Legislativo e… a mídia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
21/08/2009 - 09:17

Da série “leitor que pega no pé”

Por Bruno

Nassif,

Parece que a manipulação no Globo virou vicio ou será que existe um Manual de redação do Globo e companhia que diz que governos aliados tem que usar palavras leves e da Venezuela, desastres.

Como alguém pode explicar que em uma mesma noticia (em poucas linhas de diferença) o reporter fala TEVE QUEDA de 10,3% e depois diz economia da Venezuela DESPENCOU 2,4%?

Clique aqui

CIDADE DO MÉXICO e CARACAS – O México e a Venezuela divulgaram nesta quinta-feira o resultado do desempenho da economia no segundo trimestre do ano, com forte impacto da crise econômica mundial. A economia mexicana teve queda de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado. Esta foi a maior queda na série histórica trimestral, iniciada em 1981. No primeiro semestre do ano, o recuo foi de 9,2% frente igual período de 2008.

Na Venezuela, a economia despencou 2,4% frente ao segundo trimestre de 2008, a primeira queda depois de 22 trimestres consecutivos de crescimento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
14/08/2009 - 09:17

Nova bolha?

Do Estadão

Fim do pânico – nova bolha?

Dionísio Dias Carneiro*

O pânico causado pelo desastre financeiro dos últimos dois anos chegou ao fim. E isso já é uma boa razão para que os gestores financeiros mudem de tática: em vez de fugir dos candidatos a cadáver, passam a farejar os sobreviventes. Na primeira tática de ação, erros significavam ser tragados pelo vórtice financeiro. O risco da segunda é perder a oportunidade de voltar rápido à normalidade.

Neurocientistas nos revelam que o cérebro humano obedece a protocolos diferentes quando se trata de sobreviver a um choque ou de operar num ambiente “normal”. No primeiro caso, as emoções, que são processadas pela amídala, prevalecem sobre a racionalidade, que envolve circuitos do córtex cerebral organizados para o entendimento e podem ser excessivamente lentos para o tipo de resposta exigida pelas emergências. No segundo caso, as peculiaridades e as sofisticações do raciocínio humano prevalecem, e a memória das experiências perigosas anteriores é parte dos dados que são processados nos processos decisórios.

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11/08/2009 - 08:52

A visão otimista de Krugman

Por Roberto São Paulo/SP

Comentário: evitando o pior

Por PAUL KRUGMAN

10/08 – 16:55 – The New York Times, divulgado pelo Último Segundo do iG

Apesar de tudo, parece que não teremos uma segunda Grande Depressão. O que nos salvou? A resposta, basicamente, é o Grande Governo.

Só para esclarecer: a situação econômica permanece terrível.

Na verdade pior do que quase todos pensavam ser possível há algum tempo. A nação perdeu 6,7 milhões de empregos desde que a recessão começou…………

…….Há alguns meses, a possibilidade de cair nesse precipício parecia muito real. O pânico financeiro no final de 2008 foi, de certa forma, tão severo quanto o pânico bancário no começo dos anos 1930, e por certo tempo os indicadores econômicos principais – comércio mundial, produção industrial mundial e mesmo o preço das ações – estavam caindo tão rápido ou mais rápido do que em 1929 e 1930.

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05/08/2009 - 18:05

Entendendo o fator Sarney

É tarefa inglória essa de tentar explicar o significado político da tentativa de derrubada de Sarney – ainda mais sabendo que Cláudio Humberto foi acionado para atacar o senador Pedro Simon.

Mas, vamos lá, que o desafio é bom.

Ponto 1 – Sarney representa, de fato, o lado complicado da política brasileira.

É um coronel político, trata os adversários menores (nos seus estados) sem complacência, vale-se de alianças no Judiciário e de facilidades no Executivo.

Lembro os seguintes posts que coloquei no Blog sobre ele.

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04/08/2009 - 12:32

Crise da mídia, não da democracia

Por Índio Tupi

Aqui do Alto Xingu, os índios reproduzem o artigo “A crise da mídia e a democracia”, originalmente publicado no site http://www.guiaglobal.com.br:

Por Emir Sader

A inquestionável crise da mídia brasileira se choca com um processo de maior democratização da sociedade brasileira o que, por si só, deveria levar a pensar o caráter tanto da imprensa no Brasil, quanto da própria democracia entre nós.

O que está em crise é a forma de produzir notícias, a forma de construção da opinião pública. Seria grave se a dimensão da crise que afeta a mídia refletisse, nas mesmas dimensões, a democracia no Brasil. Ao ler alguns órgãos da imprensa, pode-se ter a impressão que a democracia retrocede e não avança entre nós, que estamos à beira de uma ditadura, ao invés de um processo – lento, mas claro – de democratização da sociedade brasileira.

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03/08/2009 - 13:21

Está rindo do quê?

Depois de ler as análises do pessoal da Apex sobre as exportações, a queda cada vez maior das exportações dos industrializados, só resta perguntar: está rindo do quê?

Do Valor

Razões de otimismo com as exportações

Sérgio Leo

Economistas da Agência de Promoção de Exportações, a Apex, calcularam como deveriam estar as exportações brasileiras caso seguissem a tendência de crescimento dos últimos anos. Concluíram que, no primeiro semestre deste ano, a crise nascida no mercado financeiro internacional provocou uma perda de 24,5%, ou US$ 22,7 bilhões. Mas os especialistas da Apex extraíram uma notícia muito otimista desse exercício numérico: a cada mês, está menor a diferença entre o valor exportado real e o valor total a que as exportações chegariam se seguissem a tendência de aumento dos últimos anos.

É mais um dado para a onda de constatações otimistas sobre a capacidade brasileira de atravessar a crise. O estudo inaugura a nova coleção “Conjuntura & Estratégia” da Apex, e prevê que, no primeiro trimestre de 2010, o valor das exportações brasileiras deve chegar aos mesmos níveis em que estaria se seguisse a tendência de crescimento anterior à da crise. Constatação importante para avaliar a capacidade brasileira de cumprir seus compromissos externos. Não é razão, ainda, para abrir champanhe.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , ,
01/08/2009 - 09:53

Sobre a recuperação americana

Da Folha

Economia não está melhorando

DO “FINANCIAL TIMES”

Localize a suposta melhora: 0, -1,9, -3,3, -3,9. Essa é a progressão no ritmo trimestral de crescimento da economia dos Estados Unidos nos quatro últimos trimestres, com relação aos períodos comparáveis um ano antes.

Sim, mas pelo menos o declínio está se desacelerando, dizem os otimistas. A queda sequencial na produção foi de só 1%, de acordo com os dados do segundo trimestre, ante 6,4% negativos no período anterior.

É claro que as coisas estão parecendo melhores. A economia está vivendo de doses maciças de gastos de estímulo e de crédito barato. O consumo do governo aumentou 6% ante o trimestre anterior. As taxas de juros baixas atenuaram o colapso no investimento.

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31/07/2009 - 11:06

EUA: SOS mídia

Por João Maria Fernandes

Napoleão Bonaparte às avessas:

“Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Até isso | Um apelo para que Obama ajude a salvar os jornais nos EUA

O ex âncora da CBS, Dan Rather, pediu o envolvimento do presidente Obama num esforço para salvar os jornais. Falando no Aspen Institute, fez um discurso emocionado durante o qual defendeu a criaçao de uma comissao pela Casa Branca com o objetivo de apresentar recomendaçoes de como salvar empregos e criar novo modelo de negócios para as organizaçoes jornalisticas.”

fonte: http://blogoleone.blogspot.com/2009/07/ate-isso-um-apelo-para-que-obama-ajude.html

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
31/07/2009 - 09:00

A Vale se adaptando à conjuntura

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 31/07/2009

A divulgação dos resultados da Vale era importante devido ao fato de permitir uma avaliação mais precisa sobre o tamanho da crise no resultados da empresa. Como lembrou Rafael Montagner, analista da corretora Ativa, “os volumes de vendas estabilizaram, os novos preços de minério de ferro foram totalmente absorvidos nos resultados e os preços de não ferrosos interromperam sua trajetória descendente”.

Os resultados do segundo trimestre representam o fundo do poço para a empresa. E, se as vendas caíram abaixo das previsões de mercado, os resultados finais foram relativamente positivos. Houve uma queda da margem EBITDA (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) de 23,8% em relação ao mesmo período do ano passado). Mesmo assim, ficou em patamar bastante razoável, de 35% em relação ao faturamento.

Continua

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24/07/2009 - 10:17

O BC volta a brincar com o câmbio

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 24/07/2009

Em 2002, as eleições presidenciais produziram um tsunami no mercado cambial. Em 2005 e 2006 se teve a mais prolongada crise política da história moderna do país, mais longa do que a campanha do impeachment, mais aguda do que a pós-desvalorização do Real com Fernando Henrique. No entanto, o câmbio manteve-se impassível.

A diferença foi a situação das contas externas brasileiras. Risco político por risco político, a eleição de Lula representava um risco menor do que sua deposição, seguida de turbulências por todo o país.

***

Para o próximo ano, em meio a uma disputa política que promete ser acirrada, a garantia de estabilidade econômica será a situação das contas externas. E ela depende fundamentalmente do nível do câmbio.

Em dezembro de 2007, já estava claro que a irresponsabilidade cambial jogaria o país em uma crise externa. Havia sinais de aproximação da crise externa. Mesmo sem ela, haveria um desastre nas contas externas brasileiras – que saíram de um superávit para uma projeção crescente de déficit em poucos meses.

A crise salvou as contas externas, ao provocar a desvalorização cambial, redução nas importações e manutenção de algum fôlego nas exportações de commodities, graças à estratégia da China.

Continua

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22/07/2009 - 09:17

Desdobramento de uma crise inacabada

Os desdobramentos da crise norte-americana não são promissores.

Clique aqui para um conjunto de matérias sobre o tema.

1. Houve uma mudança definitiva de padrão de consumo dos norte-americanos. Mesmo que a economia volte a crescer, o trauma da perda de riqueza certamente vai levar pelo menos uma geração para ser superada.

2. No meio do terremoto, todas as ações são válidas, até arrebentar com as contas públicas. O fato de se ter um novo presidente cria um mar de expectativas favoráveis. Depois, a demora em se obter resultados vai minando essa popularidade.

3. A grande influência do poder financeiro fez com que grande parte da ajuda se destinasse à recomposição dos bancos, não necessariamente a injetar liquidez na economia. Se não interfere na ponta (o consumidor ou a empresa endividada), se não se recompõe seu passivo, de nada adiantará bancos salvos, com clientela sem condições de contrair crédito.

4. O desafogo no setor financeiro reduziu as pressões por medidas mais severas contra a especulação. Os fundos hedges estão de volta e o câmbio brasileiro já sente a pancada, devido à irresponsabilidade continuada da política monetária do governo Lula.

5. Em breve o fantasma da inflação será agitado – tanto nos EUA quanto aqui – para justificar elevação dos juros.

Em suma, há risco de 2008 ter sido apenas o primeiro estertor do modelo, não o último.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
20/07/2009 - 09:19

A crise do quarto poder

Por Savio

Nassif e se a moda pega por aqui, como ficaria a relação da imprensa com o Governo? Não seria esse um dos motivos da campanha quase desesperada dos donos da mídia tradicional por um dos pré-canditados? Chamo a atenção para essa parte da reportagem:

“….Lescure também concorda com Charon que o plano para a imprensa coloca o risco de “viciar”. “Agora se discute muito na França como fica a relação do governo com a imprensa, é algo a se pensar, em termos de independência”, disse o pesquisador.”

19/07/2009 – 22h22

Especialistas alertam para necessidade de reforma estrutural da imprensa francesa

DAYANNE MIKEVIS
da Folha Online
Com a primeira etapa já completa, o plano de ajuda à imprensa do governo do presidente da França, Nicolas Sarkozy, pode ser considerado um balão de ensaio para a imprensa francesa. No entanto, a necessidade de mudanças estruturais ainda se faz presente.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
19/07/2009 - 07:30

Ferrovias: o início do desmonte

Por Andre Araujo

O desmonte do outrora eficiente sistema ferroviario de passageiros no Brasil não se deu nos governos militares, como aqui constou em muitos comentarios. Começou de fato a partir de 1937, quando por razões populistas o Estado Novo congelou o preço das passagens, o que levou as empresas, a maioria particulares, a ter prejuizo e não mais investir na rede.

Com a Segunda Guerra e a crise cambial inglesa, decorrente da guerra, as companhias de capital britanico foram vendidas ao Governo Federal e a partir dai a gestão caiu de qualidade, foram feitos poucos investimentos (exceto na eletrificação), aparecem desvios, corrupção e empreguismo, levando todo o sistema à decadência, com a clientela caindo ano a ano.

A unica rede privada que sobrou após 1947 foi a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, uma excelente ferrovia, de padrão europeu, estatizada pelo Governador Carvalho Pinto praticamente sem indenização aos seus 20.000 acionistas. um ato demagófico que levou logo essa empresa modelar ao padrão das outras redes estatais. Com o Governo JK foi dada total prioridade ao rodoviarismo em detrimento da ferrovia, a industria automobilistica se encarregou do lobby pro-rodovias.

Os governos militares apenas enterraram um sistema que ja estava morto em 1964 e o Brasil virou o unico grande pais em extensão territorial que não tem sistema ferroviario de passageiros. Russia, China, India e Canada tem vastas redes ferroviarias de passageiros, sendo o onibus secundário em relação ao trem. Nas privatizações de ferrovias, no Governo FHC perdeu-se uma chance de ouro para reinstalar os trens de passageiros, quando poderia se ter exigido dos compradores esse serviço, como fez a Argentina. Lá privatizou-se com a condição de todas as linhas terem trens de passageiros e lá., a mesma ALL que é a maior concessionaria no Brasil, carrega pasageiros, não aqui, porque ninguem exigiu que fizessem. A morte do sistema ferroviario de passageiros no Brasil é uma triste história que deve envergonhar todos os brasileiros. Hoje se levam crianças a trens turisticos (Campos do Jordão, Tiradentes) para conhecer um trem, como se fosse coisa de um passado longinquo. Nos EUA, com o maior sistema aereo do mundo, foram mantidos os trens de passageiros a custo de subsidio do Governo Fderal, através de uma empresa especialmente criada, a AMTRAK, que tem 25.000 funcionarios e opera os trens nos trilhos de empresas privadas. Portanto, não tem sentido o trem-bala antes de se reimplantar uma rede básica de trens de passageiros nos principais troncos do Pais, o trem bala sendo a etapa mais avançada de um sistema maior.

O trem bala é ao final um trem de luxo, de elite e não tem sentido implanta-lo sem que existem trens comuns para o povo.

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15/07/2009 - 10:10

A crise dos grupos de mídia

Da Folha

“BusinessWeek” pode ser vendida por US$ 1, diz “FT”

DA REDAÇÃO

Uma das mais conhecidas publicações de negócios dos EUA, a “BusinessWeek” pode ser vendida por US$ 1, um valor menor que o preço que é comercializada nas bancas, afirma o “Financial Times”.
Não, não se trata de apenas uma edição da revista, mas do negócio em si. A dona da “BusinessWeek”, McGraw-Hill, diz apenas que está buscando “opções estratégicas” para a revista, mas já teria contratado o banco Evercore para encontrar um novo dono para a publicação.

O valor simbólico de US$ 1 seria reflexo do mau momento que vive a revista (as suas receitas com publicidade recuaram em sete dos últimos oito anos) e das dificuldades que vive o setor nos EUA.

Já a New York Times Company, grupo que é proprietário do jornal de mesmo nome e que também vive problemas de caixa, vendeu a sua estação de rádio de música clássica (que pertencia a ela desde 1944), em um negócio de US$ 45 milhões que inclui também a mudança de prefixo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
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