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	<title>Luis Nassif &#187; corrupção</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Corrupção e Justiça Penal</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 13:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Mariz de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[punição]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Impunidade, realidade ou mito?
Antônio Cláudio Mariz de Oliveira

É interessante como certas afirmações insistentemente repetidas se transformam em verdades incontestáveis. A reiteração exaustiva de um conceito conduz à falta de reflexão crítica sobre o seu conteúdo. Por comodismo e para mostrar que dominam a matéria em foco, as pessoas as utilizam como se constituíssem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090907/not_imp430600,0.php" target="_blank">Impunidade, realidade ou mito?</a></h3>
<p>Antônio Cláudio Mariz de Oliveira</p>
<p>É interessante como certas afirmações insistentemente repetidas se transformam em verdades incontestáveis. A reiteração exaustiva de um conceito conduz à falta de reflexão crítica sobre o seu conteúdo. Por comodismo e para mostrar que dominam a matéria em foco, as pessoas as utilizam como se constituíssem uma cuidadosa e bem elaborada concepção a respeito de um assunto que muitos não conhecem, pois jamais sobre ele se debruçaram.</p>
<p>Uma questão que vem recebendo uma análise superficial, marcada por lugares-comuns, rótulos e afirmações tidas como axiomáticas, é a da corrupção e da criminalidade de um modo geral.</p>
<p>Afirmações repetidas à exaustão passaram a constituir o discurso corrente sobre os temas. Por exemplo, é comum ouvir que a pena de prisão é a única resposta adequada para o crime. Fala-se que as leis são muito brandas e que são inúmeros os benefícios outorgados aos presos. Costuma-se ainda dizer que a Justiça Penal é leniente e que impera a impunidade. Vê-se, pois, que o discurso vigente despreza as causas e os fatores que desencadeiam o crime, pois só dizem respeito aos seus efeitos.</p>
<p><span id="more-32910"></span>Propositadamente, talvez até num plano inconsciente, a sociedade lança sobre seus próprios olhos uma cortina de fumaça para evitar o contato com as causas reais desses fenômenos, que encontram suas origens no âmago dessa mesma sociedade. Na realidade, a sociedade é geradora de fatores criminógenos, embora tal verdade não seja admitida.</p>
<p>Note-se que a alegação de impunidade é utilizada como blindagem contra o aprofundamento analítico das causas e dos fatores da corrupção. Basta a sua mágica e cômoda utilização para que as pessoas se satisfaçam e cessem os questionamentos. Parece que com essa fórmula se esvaem responsabilidades, consciências são aplacadas e a culpa é transferida para o Poder Judiciário.</p>
<p>Outro dia mesmo, um respeitado médico paulista deixou os inúmeros temas que costuma abordar com propriedade e proficiência para tecer considerações sobre a corrupção nos meios políticos. Do alto de sua credibilidade, concluiu que a culpa é da impunidade. E nada mais disse.</p>
<p>O prejudicial dessas colocações simplistas, que reduzem as questões e suas causas a fórmulas pré-fabricadas, é que não se vai ao cerne dos problemas. Há uma fuga legitimada pela adoção de alegadas verdades, da busca das razões da corrupção e dos meios de evitá-la. A alegação de impunidade tudo justifica e a todos socorre.</p>
<p>Ademais, o clamor por punição e o desinteresse em evitar a corrupção mostra que o importante é o castigo, a pena, e não a ausência do crime. Este pode ser cometido, desde que o seu autor seja punido. A verdade é que os apelos incessantes à punição e à repressão demonstram que ainda não se percebeu a inutilidade e os malefícios dessa posição meramente reativa, que despreza o combate aos fatores desencadeadores do crime.</p>
<p>É uma grande falácia afirmar que a punição tem caráter exemplar. O caminho a ser trilhado para o efetivo e eficaz combate ao crime é o incessante, corajoso e transparente trabalho de verificação e remoção das suas causas e dos seus fatores determinantes.</p>
<p>Inúmeras questões devem ser abordadas ao se examinar a questão da corrupção. Um alerta, no entanto, torna-se imprescindível. E tal alerta se dirige, primordialmente, àqueles que pensam poder resolver esse crucial problema apenas com as atividades policiais e judiciais de investigação, repressão e punição. Esse velho e exaustivo discurso &#8211; que se mostrou notoriamente ineficaz, na medida em que a corrupção e a criminalidade aumentaram vertiginosamente nos últimos anos &#8211; serve apenas para escamotear as raízes desse mal. Não basta reprimir, prender e aplicar sanções rigorosas, é preciso evitar o crime, agindo contra ele em seu nascedouro.</p>
<p>No último dia 16 de agosto o Estado deu valiosa contribuição para a análise da corrupção em nosso país ao publicar um editorial, Exibe-se o quinto poder (A3), e um artigo de Celso Lafer, Corrupção (A2).</p>
<p>Ambos os escritos mostram que o fenômeno possui uma complexidade de tal ordem que não autoriza uma visão superficial de suas causas e dos meios de combatê-las. O professor Celso Lafer consignou que a corrupção ultrapassa os limites de uma conduta individual, bem como transcende as normas técnicas constantes das leis penais. Trata-se, segundo afirmou, de um &#8220;sério problema de profundo alcance político&#8221;. O editorial, por sua vez, mostra a trágica dimensão da corrupção, considerando-a o quinto poder que, &#8220;incrustado nas instituições da democracia, ameaça desfigurá-las&#8221;.</p>
<p>O discurso tradicional precisa ser abandonado para que se alarguem os horizontes do debate que se faz imprescindível. Um estudo sério e aprofundado da corrupção passa, necessariamente, por uma análise do quadro social vigente, bem como dos seus valores e dos seus componentes éticos. Verifica-se, sem dificuldade, que o tecido ético está esgarçado, puído, remendado aqui e acolá, mas sem a textura desejável de uma sociedade justa e solidária.</p>
<p>Não se pode mais encobrir com o surrado clichê da impunidade as mazelas e as distorções encontradas na sociedade e que compõem uma verdadeira cultura da desobediência, em face da qual, dentro de uma lógica individualista e competitiva, o que importa é levar vantagem. Desde cedo, dentro dos lares, ensinam-se os filhos a serem &#8220;espertos&#8221; para &#8220;vencerem na vida&#8221;. Não há exagero em afirmar que a corrupção encontra o seu embrião no próprio lar.</p>
<p>Se ajustes são necessários para dar efetividade à Justiça Penal, não se pode olvidar que os níveis de corrupção não terão significativa alteração se não houver por parte da sociedade como um todo e por parte de cada cidadão em particular uma ampla revisão de sua conduta ética, pois só assim estaremos combatendo eficazmente a corrupção.</p>
<p>Antônio Cláudio Mariz de Oliveira é advogado criminal</p>
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		<title>A punição às empresas que corrompem</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 13:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[punição]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Projeto do governo prevê até fechar empresa que paga propina
Proposta, em fase de conclusão na CGU e no Ministério da Justiça, será encaminhada ao Congresso neste mês
Felipe Recondo
As empresas que cometem crimes contra a administração pública na tentativa de obter vantagem poderão passar a ser punidas civil e administrativamente pelo Estado. Aquelas que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090705/not_imp397988,0.php" target="_blank">Projeto do governo prevê até fechar empresa que paga propina</a></h3>
<p>Proposta, em fase de conclusão na CGU e no Ministério da Justiça, será encaminhada ao Congresso neste mês</p>
<h3>Felipe Recondo</h3>
<p>As empresas que cometem crimes contra a administração pública na tentativa de obter vantagem poderão passar a ser punidas civil e administrativamente pelo Estado. Aquelas que se beneficiam do pagamento de propina a servidores públicos, de fraudes em licitação, da lavagem de dinheiro e da maquiagem de serviços e produtos vendidos ao governo poderão ser multadas, impedidas de receber benefícios fiscais, fechadas temporariamente ou extintas, a depender da gravidade dos fatos. A novidade consta do projeto de responsabilização das pessoas jurídicas, que está em fase de conclusão na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Ministério da Justiça. O texto será encaminhada ao Congresso ainda neste mês.</p>
<p>A legislação atual praticamente blinda essas empresas. Quando se envolvem em escândalos de corrupção, no máximo são punidas pelo mercado: a marca e a imagem são deterioradas e os clientes fogem para a concorrência. Se não houver esse prejuízo simbólico, porém, a empresa continua a funcionar normalmente. O Estado, hoje, não pode fazer praticamente nada contra elas.</p>
<p>(&#8230;)<br />
JULGADOR</p>
<p>Com a legislação atual, a punição pela prática de outros crimes fica restrita ao funcionário, à pessoa física, como o diretor da empresa. &#8220;Tudo o que está previsto no novo projeto já é crime, mas hoje não temos a possibilidade de punir a pessoa jurídica&#8221;, diz o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.</p>
<p>O novo texto determina que a empresa, independentemente dos processos contra seus dirigentes, será julgada pelos atos praticados por seus funcionários ou representantes, mesmo que ela não tenha expressamente dado a ordem para que o crime fosse cometido ou obtido alguma vantagem. Por ser um julgamento administrativo, a intenção é garantir o máximo de celeridade no trâmite dos processos.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>É uma medida em linha com a era da informação. Não sei até que ponto o Judiciário aceitará, mas é inevitável que o processo de ampla transparência seja acompanhado do aumento de punições, para crime de corrupção, sob pena de inviabilizar a governabilidade no país. Escreverei sobre essa tendência na parte da tarde</p>
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		<title>A volta da corrupção dos bingos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/18/a-volta-da-corrupcao-dos-bingos/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 12:22:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[bingo]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

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		<description><![CDATA[A aprovação da legalização do Bingo pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara traz de volta o fantasma da corrupção que envolve historicamente o setor.

Em São Paulo, o bingo montou um forte esquema de corrupção envolvendo a Polícia Civil e exigindo uma luta feroz dos procuradores. Em Brasilia, o caso Waldomiro foi responsável pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A aprovação da legalização do Bingo pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara traz de volta o fantasma da corrupção que envolve historicamente o setor.</p>
<p>Em São Paulo, o bingo montou um forte esquema de corrupção envolvendo a Polícia Civil e exigindo uma luta feroz dos procuradores. Em Brasilia, o caso Waldomiro foi responsável pela maior crise do governo Lula.<br />
Foi comprovada a ligação dos bingos e das maquinetas eletrônicas com esquemas internacionais</p>
<p>Nos grandes centros, o bingo tornou-se uma questão de doença social, com viciados perdendo tudo, multiplicando as tragédias familiares.</p>
<p>A exigência da Comissão, de distribuição de 70% do arrecadado como prêmio, é impossível de ser controlada, assim como o pagamento de tributos, em função dos diversos estratagemas na programação das máquinas.</p>
<p>Espera-se que o governo não ceda nesse tema.</p>
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		<title>Corrupção e PIB per capita</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/29/corrupcao-e-pib-per-capita/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 13:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Transparency International]]></category>

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		<description><![CDATA[De Eduardo Giuliani
Luis,

Fiz uma análise sobre o assunto com os índices da Transparency International (www.transparency.org).

A correlação entre o índice e o PIB/cap (em PPP) é muito forte, demonstrando que a corrupção decresce consistentemente com o aumento do PIB/Cap. Alguns pontos fora da curva são Itália e Taiwan, que possuem um nível de corrupção mais alto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>De Eduardo Giuliani</h2>
<p>Luis,</p>
<p>Fiz uma análise sobre o assunto com os índices da Transparency International (<a href="http://www.transparency.org" target="_blank">www.transparency.org</a>).</p>
<p>A correlação entre o índice e o PIB/cap (em PPP) é muito forte, demonstrando que a corrupção decresce consistentemente com o aumento do PIB/Cap. Alguns pontos fora da curva são Itália e Taiwan, que possuem um nível de corrupção mais alto do que seria de esperar no nível de desenvolvimento que estas economias se encontram.</p>
<p>A análise mostra também que a corrupção não afeta a taxa de crescimento da economia. Muitas economias com altos índices de corrupção apresentam fortes taxas de crescimento.</p>
<p>O Brasil está bem na curva, podendo-se até dizer que nossa corrupção está abaixo do esperado.<span id="more-30299"></span></p>
<p>Esta evidência empírica vai bem de encontro a sua argumentação de que com maior transparência a corrupção fica mais difícil. Além desta questão de transparência, há também o nível de desenvolvimento da sociedade, que tendo mais conhecimento (educação) passa a controlar melhor o sistema e inibir comportamentos oportunistas dos corruptos.</p>
<p>Com certeza a variável mais importante na dimensão da corrupção não é a cultura, ou má índole dos povos, pois ser oportunista e egoísta (self-interested) é uma característica do ser humano, que vamos limitando com a maior participação da sociedade nos processos decisórios. Veja que o americano, que é líder mundial em PIB/Capita, demonstra dia após dia uma série de comportamentos corruptos: Arthur Andersen, Enron, Madoff, Bush com o petróleo etc. Crimes de alto índice de corrupção no alto escalão da sociedade: PhDs, consultores das melhores empresas etc.</p>
<p>Tirando um paralelo, podemos dizer que o caso Madoff foi uma cópia da Fazendas Reunidas Boi Gordo, esquema da pirâmide ou bicicleta. Contudo o sistema dos EUA em poucos meses colocou o Madoff na cadeia, já o nosso sistema jurídico, provavelmente uns 100 anos atrás do sistema americano em termos de desenvolvimento, ainda deixa o pessoal da FRBG ficar passeando de jatinho, mais de 7 anos após a falência fraudulenta da empresa.</p>
<p>Nossa polícia federal já está closing the gap com o sistema americano, já nosso sistema jurídico (a la Gilmar Mendes), continua liberando os maus exemplos da sociedade.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/04/corrupcao.png"><img class="alignnone size-full wp-image-30300" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/04/corrupcao.png" alt="" width="500" height="367" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Proposta à frente anticorrupção</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/02/25/proprosta-a-frente-anticorrupcao/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 13:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[frente]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marco Antônio
Concordo com qualquer grupo anti-corrupção, desde que seja apartidário e analise o fenômeno globalmente e em suas causas e consequências.

Investigue e pretenda punir não apenas corruptos, mas corruptores.

Avalie o fenômeno em governos e partidos diferentes, e cada denúncia seja precedida pela explicação do acusador sobre há quanto tempo sabia disso e aonde estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marco Antônio</h2>
<p>Concordo com qualquer grupo anti-corrupção, desde que seja apartidário e analise o fenômeno globalmente e em suas causas e consequências.</p>
<p>Investigue e pretenda punir não apenas corruptos, mas corruptores.</p>
<p>Avalie o fenômeno em governos e partidos diferentes, e cada denúncia seja precedida pela explicação do acusador sobre há quanto tempo sabia disso e aonde estava na época, para ter deixado de tomar providências específicas.</p>
<p>E claro, como parece tratar-se de um grupo de oposição, com objetivos específicos, seria importante ouvir sua opinião sobre fatos detalhados e acusações envolvendo correligionários e aliados políticos deles.</p>
<p>Tudo isso, com o compromisso de que só prestarão informações a TODOS os órgãos e blogs importantes do país e, mediante o comprometimento gravados deles de que vão publicar integralmente, contenha o nome de quem contiver, será útil para a credibilidade de uma investigação.</p>
<p>Algum dos três políticos se dispõem?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Fundação Menem</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/19/a-fundacao-menen/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 13:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico
Siemens diz ter pago suborno ao ex-presidente argentino Carlos Menem

Janes Rocha, de Buenos Aires

19/12/2008

As investigações sobre subornos pagos pela gigante alemã Siemens para obtenção de contratos públicos chegaram ao ex-presidente da Argentina Carlos Menem (1989-1999). Em um relatório apresentado segunda-feira ao juiz federal Richard J. Leon, em Nova York, sobre as atividades ilegais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Valor Econômico</h2>
<p><a href="http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Siemens%20diz%20ter%20pago%20suborno%20ao%20ex-presidente%20argentino%20Carlos%20Menem&amp;dtMateria=19/12/2008&amp;codMateria=5330511&amp;codCategoria=97" target="_blank">Siemens diz ter pago suborno ao ex-presidente argentino Carlos Menem</a></p>
<p>Janes Rocha, de Buenos Aires</p>
<p>19/12/2008</p>
<p>As investigações sobre subornos pagos pela gigante alemã Siemens para obtenção de contratos públicos chegaram ao ex-presidente da Argentina Carlos Menem (1989-1999). Em um relatório apresentado segunda-feira ao juiz federal Richard J. Leon, em Nova York, sobre as atividades ilegais da Siemens, a SEC (a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) diz que a empresa pagou US$ 2,6 milhões a Menem. Os recursos teriam sido transferidos pela companhia alemã diretamente a contas dele, de seu então ministro do Interior Carlos Corach e do então diretor do departamento de Migrações Hugo Franco. O relatório não especifica quanto cada um teria recebido.</p>
<p>O dinheiro teria sido pago para garantir a participação da Siemens em um contrato com o Estado no valor de US$ 1 bilhão para produção de documentos de identidade (DNI). O relatório da SEC, disponível na página da comissão na internet, foi manchete dos principais jornais argentinos. A empresa alemã teria admitido ainda às autoridades americanas que se comprometeu a pagar mais US$ 30 milhões nos anos de 1998 e 1999.<span id="more-13022"></span></p>
<p>No total, a Siemens teria pagado mais de US$ 40 milhões entre 1998 e 2004 em propinas a funcionários do governo argentino.</p>
<p>Além do dinheiro supostamente pago a Menem, a empresa afirma que pagou suborno a funcionários dos governos seguintes (Fernando de la Rúa, Eduardo Duhalde e Néstor Kirchner) para se manter no projeto do DNI, que acabou cancelado em 2001 por De la Rúa. Os outros presidentes, no entanto, não foram envolvidos &#8211; a propina teria sido paga a funcionários de entidades ligadas aos governos.</p>
<p>Além da Argentina, o relatório da SEC afirma que a Siemens pagou propinas em contratos de construção de linhas de metrô na Venezuela, centrais elétricas em Israel, refinarias de petróleo no México, redes de telefonia celular em Bangladesh e equipamentos médicos no Vietnã, China e Rússia. A empresa é investigada pelo mesmo motivo na Alemanha e também no Brasil, onde o Ministério Público estadual de São Paulo investiga contratos com o governo paulista para a construção de duas linhas do Metrô.</p>
<p>Em um comunicado à imprensa sobre o relatório, a diretora do departamento de investigações da SEC, Linda Chatman Thomsen, declarou que o &#8220;padrão de subornos&#8221; da Siemens&#8221; não tem precedentes em escala e alcance geográfico&#8221;. A denuncia levantada pela comissão envolve mais de US$ 1,4 bilhão em propinas a governos nos cinco continentes. A empresa também teria pagado suborno a ministros iraquianos para a venda de centrais e equipamentos elétricos com dinheiro do Programa da ONU para a troca de petróleo por comida.</p>
<p>Atualmente senador do partido Justicialista (peronista) pela província de La Rioja, e com a saúde muito fragilizada, Carlos Menem divulgou um comunicado por meio de seus assessores qualificando as acusações de &#8220;infundadas e maliciosas&#8221; e ameaçou &#8220;iniciar ações civis e penais contra os autores [públicos ou privados] de tamanha manobra de difamação&#8221;. Seu assessor de imprensa Jorge Raventos disse ao Valor que os advogados do ex-presidente já estão trabalhando no caso. Mariano Cúneo Libarona, advogado de Carlos Corach e Hugo Franco, disse ao jornal &#8220;La Nación&#8221; que vai exigir provas das acusações.</p>
<p>Clipping</p>
<p>La Nacion &#8211; <a href="http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1082011" target="_blank">Defensa de Siemens en Alemania tras el estallido del escándalo por corrupción</a></p>
<p>El Clarin &#8211; <a href="http://www.clarin.com/diario/2008/12/18/elpais/p-01824439.htm" target="_blank">Siemens ofreció otro soborno de US$ 30 millones a Menem</a></p>
<p>El Clarin &#8211; <a href="http://www.clarin.com/diario/2008/12/18/elpais/p-01824443.htm" target="_blank">Para Menem, las acusaciones son &#8220;infundadas y maliciosas&#8221;</a></p>
]]></content:encoded>
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