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28/06/2009 - 11:21

A fonte que se diz historiador

Quem a Folha foi ouvir para manter acesa a chama da campanha contra seu colaborador José Sarney? Claro, o historiador Marco Antonio Villa (clique aqui)

A entrevista não é séria. Não sei o que os pares acham de Villa, não conheço a fundo sua produção acadêmica recente, mas o que diz não é sério. Ele faz política, não história. E a superficialidade com que distorce fatos, as afirmações taxativas sem base, demonstram um desprezo amplo pela formação que lhe garantiu notoriedade. É um propagandista que se apresenta como historiador.

Nem se fale das obviedades- e que a Folha leva tão a sério que transforma em manchete:

Sarney não deverá renunciar, diz historiador

Marco Antonio Villa, da UFSCar, avalia que presidente do Senado só deixa o cargo se isso ajudar Roseana

Admite que sempre foi assim mas que os escândalos deste ano superam tudo, fazem os escândalos do Renan serem coisas de criança.

Pergunto delicadamente: que mané escândalos deste ano? Tudo o que li mostram escândalos históricos do Senado. Como faz uma afirmação taxativa dessas, sem apresentar uma evidência? Não existem escândalos desse ano. Existem denúncias sobre escândalos históricos do Senado.

Se quiser escândalos do Sarney, busque em outras instâncias. Serve para absolver Sarney? Claro que não. Apenas para mostrar a que nível chegaram as análises desse historiador.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
25/06/2009 - 09:23

Lula, modernidade e atraso

Do Valor

A política tradicional e Lula, o pragmático

Maria Inês Nassif

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem grande senso prático, como registrou essa semana o presidente americano, Barack Obama. O excesso de pragmatismo, no entanto, incorporou como normalidade ceder (e muito) em negociações – públicas, legislativas – que incluem claros e notórios interesses privados e expor-se constante e publicamente para manter o status quo de setores e personagens ligadas à política tradicional. O senso prático do governo petista acabou resultando numa soma de movimentos contraditórios que em algum momento forçarão Lula a escolhas que tenta evitar.

O resultado dos programas de distribuição de renda foi a surpresa do primeiro mandato. A injeção de recursos em comunidades muito pobres, que tradicionalmente mantiveram as oligarquias regionais com seus votos, provocou uma mudança estrutural. Os ganhos de cidadania nessas regiões, em especial nas de fraca urbanização, minaram o poder da política tradicional. Está se formando uma geração de políticos apartada das lideranças locais e com forte apoio comunitário, ligada a partidos com maior preocupação social. Essa mudança começa a se delinear e se firma numa relação político-eleitoral da qual foi eliminada a mediação dos chefes políticos locais. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , , ,
30/04/2009 - 09:54

Um ACM com verniz

Do Valor

Coronelismo globalizado

Maria Inês Nassif

Antonio Carlos Magalhães, o todo-poderoso oligarca baiano cujo reinado durou mais de 40 anos, até sua morte, em 2007, tinha um estilo duro, implacável: ofendia publicamente, gostava que seus inimigos soubessem que vinham dele as desgraças que os assolavam e mantinha quase o mesmo comportamento na política regional e na nacional – nos dois casos, ele era impulsionado por disputas claras de poder, onde não poupava nenhum esforço para vencer, e não escondia isso, não economizava em golpes contra desafetos e colecionava inimigos. O senador José Sarney (PMDB), ex-presidente da República, é um político nacional afável: não briga publicamente e tem mais amigos que inimigos. O que une ACM e Sarney, contudo, são os amigos certos na política nacional e o controle rígido sobre os seus quintais. Um era, outro é, a forma acabada do chefe de uma oligarquia regional. Sarney tem verniz; ACM, não tinha. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
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