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07/11/2009 - 09:38

O incrível jornalismo da Folha

Atualizado

Duas manchetes-padrão da Folha. Leiam e imaginem quais seriam as matérias que sustentam as manchetes:

MancheteFolha01ManchetesFolha02

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
26/09/2009 - 10:18

Lula e o Irã, segundo Obama e Rossi

Lula decidiu assumir o papel de responsável por manter abertas as portas do Ocidente com o Irã. Assim como fez com Evo Morales, em particular cobra atitudes positivas do presidente do Irã – como admitir a existência do Holocausto. Em público, evita criticá-lo, justamente porque levaria ao fechamento da única porta de contato do Ocidente com o Irã. Não é preciso ser um especialista em diplomacia para entender sua lógica.

Esse papel do Brasil já foi admitido como relevante por governantes de grandes países ocidentais.

Vamos conferir como dois analistas da cena internacional avaliam essa estratégia de Lula. Um é um tal de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos; outro, é o Clóvis Rossi, maior especialista em política internacional do maior jornal do país.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia Tags: , , ,
23/07/2009 - 11:18

Os direitos individuais seletivos

Clóvis Rossi em dois tempos

Sobre o caso Daniel Dantas

O inimaginável acontece

(…) Bem feitas as contas, há, nessa margem, um grau de arbítrio, “pau-de-arara” à parte, que guarda remoto parentesco com os velhos tempos. Se tudo não passa de convicções e interpretações, em vez da letra clara e límpida da lei, ficam os cidadãos à mercê de tribunais que, como diz o notável jurista que é Paulo Brossard, “não são formados nem de santos nem de sábios”. Se não são, melhor seriam códigos que limitassem ao máximo a margem de interpretação. Do jeito que está, torna-se aterradora outra frase de Brossard na entrevista ontem publicada pela Folha: “Cumprir a lei se tornou quase uma coisa inimaginável”.

Sobre o caso Sarney

SÃO PAULO – Um minuto depois de jurar que jamais colocaria “um alfinete para atrapalhar uma investigação” [do Ministério Público], o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jogou um caminhão inteiro de mísseis, não de alfinetes, no caminho dos procuradores.

Disse o presidente, na posse do procurador-geral da República: “Um dia vai aparecer alguém que vai achar que vocês são demais e vai propor mudanças no Congresso Nacional. Sabemos que a mudança nunca será por mais liberdade e sim por mais castramento”.

Lula sabe perfeitamente que o Congresso Nacional está discutindo limites à atuação dos procuradores, ou seja, que já apareceu alguém que quer “castrar” esse pessoal que, descontados alguns abusos, tem sido de extraordinária valia para a República.

A frase de Lula roça até na ameaça, ainda mais que ela está claramente vinculada à descabelada tese segundo a qual nem todos são iguais perante a lei, posto que um político como José Sarney não pode ser tratado como “pessoa comum”.

Ante os procuradores, Lula insistiu nessa rematada tolice, ao dizer que o investigador “tem que pensar não apenas na biografia de quem está investigando, mas na de quem também está sendo investigado” (a reprodução é literal de uma frase algo pedregosa).

Não, presidente, quem tem que pensar na biografia é o próprio biografado, que não pode cometer crimes, trambiques ou imoralidades. É correto, presidente, o investigador inocentar um assassino só porque, nos 50 anos anteriores, sua biografia era exemplar?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
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