16/11/2009 - 10:08
O pior do desemprego nos EUA ainda está por vir

Por Nouriel Roubini
Acha que o pior já passou? Errado. As condições no mercado de trabalho dos EUA estão terríveis e piorando. Enquanto a taxa oficial de desemprego já é de 10,2% e outros 200.000 postos foram perdidos em outubro, quando se incluem trabalhadores desencorajados e parcialmente empregados, o número é um gritante 17,5%. Enquanto perder 200.000 empregos por mês é melhor do que os 700.000 empregos perdidos em janeiro, as perdas atuais de emprego ainda são em média maiores do que a taxa mensal de 150.000 durante a última recessão. Além disso, lembre-se: a última recessão terminou em novembro de 2001, mas as perdas de emprego continuaram por mais de um ano e meio, até junho de 2003; idem para a recessão de 1990-91. Assim, podemos esperar que as perdas de empregos vão continuar até o final de 2010, no mínimo. Em outras palavras, se você está desempregado, procurando trabalho e apenas esperando a economia dobrar a esquina, é melhor se sentar. Todos os números econômicos sugerem que isto vai demorar um pouco. Os empregos simplesmente não estão voltando.
Clique aqui
E mais:
PIB do Japão avança
O mundo fora de equilíbrio – Paul Krugman
Obama diz que falta tempo para acordos sobre clima
Diretor do Banco Central do Brasil vai deixar a instituição
Leia mais »
Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional
Tags: Banco Central, Barack Obama, China, clima, Copenhague, desemprego EUA, EUA, Mário Torós, PIB Japão
09/11/2009 - 14:00
Paulo de Freitas Dias Filho
Ótima análise do Alon Feuerwerker sobre como deveria ser o posicionamento do Brasil durante o encontro sobre o clima, em Copenhagen:
É bom que o presidente da República esteja cauteloso nas discussões sobre o papel do Brasil na Conferência do Clima. E é curioso que os críticos do “protagonismo a qualquer custo” sejam agora os primeiros a exigir de Luiz Inácio Lula da Silva que coloque o Brasil na linha de frente das medidas contra o aquecimento global. É a dança da política.
O debate está claro desde o começo. Se o aquecimento global é mesmo um problema grave, e se deve ser enfrentado globalmente, é preciso saber para quem irá a conta. O lógico será repassá-la aos que, até o momento, mais se beneficiaram do progresso humano. Se é mesmo verdade que o mundo não suportaria a globalização dos padrões europeu e americano de consumo, que os americanos e europeus se contenham, para começo de conversa.
Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Meio Ambiente
Tags: alon feuerwerker, Brasil, clima, Copenhagem, Lula
03/11/2009 - 19:26
Por Daniel Davidsohn
Nassif, olha só: o negócio do aquecimento global começa a dar lucros extraordinários para um de seus maiores advogados. Ele mesmo, Mr. Al Gore, pode, literalmente, virar um bilionário do carbono.
Gore investiu US$ 75 milhões através de sua empresa, a Silver Springs, e poderá recuperar muitas vezes o valor investido. Um faro aguçado de um homem de visão, ganhador do Oscar, do Grammy, e é claro, do Nobel da Paz (?)…
Um exemplo onde uma causa, que é contestada legitimamente por metade dos cientistas do planeta, incluindo aí processos na justiça – aos milhares – se torna um negócio próspero.
Para o bem da humanidade, tomara que ele esteja errado, tanto na propaganda do suposto aquecimento global causado pelo homem, como pela oportunidade em se aproveitar do medo coletivo. Não faria bem ao planeta.
http://www.nytimes.com/2009/11/03/business/energy-environment/03gore.html?_r=2
http://www.telegraph.co.uk/earth/energy/6491195/Al-Gore-could-become-worlds-first-carbon-billionaire.html
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Al Gore, aquecimento global, clima, investimentos
30/10/2009 - 17:00
Por Adriana
Olá Nassif e pessoal do blog!
Discussão interessante, às vésperas da reunião de Copenhaguen:
Uma entrevista, publicada hoje no Estadão, com Lester Brown, pesquisador amerciano, presidente do “Earth Policy Institute”, que está aqui em SP lançando um livro sobre suas ideias sobre como diminuir o aquecimento global: clique aqui.
Lendo a entrevista, eu fico com a impressão de que as ideias ambientais desse senhor são meio no sentido “preservar os ricos e deixar os pobres pobres” e “faça o que eu falo e não o que eu faço”.
Me preocupa quando ele diz que tem que frear o crescimento da população na Somalia, mas e o ímpeto consumista dos americanos? não tem uma pegada ambiental pior que uma famíla de 20 pessoas no deserto africano?
Concordo com o que ele diz em muitos aspectos, mas como negar a nós, países que estão chegando agora na “divisão principal” do crescimento, as mesmas benesses dos países já desenvolvidos?
Por outro lado, há quem defenda que o planeta está é esfriando e que a atividade humana na emissão de CO2 é insignificante. Vi a entrevista de um professor no jornal da Bandeirantes, algum dia dessa semana:
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=211828
De cara, achei: doidão que deve trabalhar para petroleiras, herança do Bush, etc.. Mas o professor entrevistado é um pesquisador brasileiro, tem um currículo sério (http://lattes.cnpq.br/5110326514774369 ), e não é o único a defender esta tese.
No fundo, a discussão subjacente é o uso político que diferentes grupos de interesse podem fazer (e já o fazem) para defender seus interesses a partir de pesquisas científicas. Uma pessoa pode interpretar dados de maneira completamente diferente da outra.
Eu confesso que às vezes fico confusa no meio desse barulho…
Abs e bom final de semana
Por Rodrigo Medeiros
Sugiro a leitura de textos do cientista Luiz C. Molion.
Link: http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/10/duas-entrevistas-com-o-prof-luiz-carlos.html
Ele navega corajosamente contra a corrente da sabedoria convencional estabelecida.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Meio Ambiente
Tags: aquecimento global, clima, Copenhagem, crédito de carbono, Economia, Lest Brown
05/08/2009 - 10:21
Do Canal Temático Meio Ambiente – Portal Luís Nassif
Roberta Sales
Os Estados Unidos não figuram mais como o grande problema na negociação das questões climáticas, mas os principais desafios são as metas – para obter um acordo factível de controle da temperatura, mitigação e adaptação ambiental – e descobrir uma forma de obter arranjos financeiros para ajudar os países em desenvolvimento. Essas considerações foram feitas por Ed Miliband, Ministro de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido, no debate sobre mudanças climáticas promovido pela Folha de São Paulo na última terça-feira. O evento também contou com a presença de Suzana Kahn, secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, e Marcelo Furtado, diretor-executivo do Greenpeace Brasil.
Para o ministro britânico, o novo governo americano – presidente Barack Obama -, e o interesse da China em aderir ao tema, tornam o momento propício para negociar com sucesso um acordo global de mudanças climáticas. Ele ainda acredita que o Brasil tem papel de liderança nessa discussão. “Se o Brasil mostrar liderança, poderemos obter o acordo em Copenhague”.
continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Meio Ambiente
Tags: clima, conpenhague, Meio Ambiente
01/07/2009 - 09:50
Da Folha
MARCELO LEITE
Há poucos lugares no mundo, além de Estocolmo, onde se podem juntar numa mesa sete prêmios Nobel de Química.
Aconteceu ontem de manhã numa cidadezinha do sul da Alemanha, durante a 59ª Reunião de Prêmios Nobel em Lindau, diante de seis centenas de jovens pesquisadores.
Talvez ainda mais raro, todos concordaram: a mudança do clima é criada pelo homem e por ele tem de ser resolvida.
Com urgência. E a maioria acha que talvez não dê para abrir mão da energia nuclear.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Energia, Meio Ambiente
Tags: clima, energia nuclear