07/10/2009 - 08:22
Da Folha
ELIO GASPARI
TUDO INDICA que, se o deputado Ciro Gomes for candidato à Presidência da República, formará com Dilma Rousseff a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com Nosso Guia, falando do Brasil de um novo tempo. É um ardil velho, mas legítimo, desde que Ciro Gomes respeite a inteligência alheia.
Assim como Lula, o tucano precisa de um adversário. Sete anos de pastor serviu Serra a Nosso Guia fazendo tudo, menos oposição, pois não serve a ele, mas à própria candidatura. Se em 2010 alguém exigir contas ao tucanato, todo mundo ganha. Ciro Gomes pretende esse papel, mas deve respeitar os fatos.
(…) Mas há outra pergunta: o que fez Ciro Gomes quando o câmbio estava apreciado?
Passados 15 anos, a informação parece nova: nada. É pior. Entre setembro de 1994 e janeiro de 1995 ele foi ministro da Fazenda.
Assumiu com o cambio apreciado e o dólar a R$ 0,80. Deixou o ministério com a moeda americana a R$ 0,84. Fazendo-se justiça ao deputado, no Ministério da Fazenda ele foi mais um animador do que um titular. Quem mandava no país era o grupo de sábios da ekipekonômica.
Eles deixaram o governo e foram felizes para sempre aninhando-se na banca.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, Eleições, História
Tags: câmbio, Ciro Gomes, José Serra, Real
16/08/2009 - 11:46
Atualizado
Nas primeiras pesquisas, Ciro vinha à frente de Dilma. A Ministra cresceu e, na penúltima pesquisa, alcançou Ciro. Na última, ambos mantiveram a mesma preocupação.
O Estadão, mostrando a visível deterioração de sua qualidade editorial nos últimos meses, estampou a seguinte manchete:

Por weden
Esquerdas somam 43% dos votos
Num dos cenários da pesquisa divulgada ontem, Serra cai para 37%, Dilma fica em 16%, Ciro se mantém nos 15% e Heloísa chega de novo a 12%. No cenário com Marina, as esquerdas chegam a 46% dos votos.
O que fica claro na pesquisa é a tendência do eleitor manter a margem de 45%, mais ou menos, de preferência pelos candidatos de esquerda. A questão agora é saber quem carrearia mais votos num eventual segundo turno.
Vou dar uma opinião muito pessoal: Ciro Gomes. Por quê? Porque num outro cenário de pesquisa, sem Ciro, vê-se que boa parte dos votos dele vai para a Serra, mais do que aqueles que vão para Dilma.
È que Ciro não agrada somente às esquerdas. Uma direita progressista está com ele. Além disso é quase impossível que eleitores de Dilma (claramente ainda o eleitor do PT e de Lula) e Heloísa Helena deixariam de Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Ciro Gomes, Dilma Rousseff, eleições, pesquisas
10/08/2009 - 09:51
A entrevista de Ciro Gomes, no Valor de hoje, mostra, primeiro, os ciúmes do político que julga não estar recebendo a devida atenção dos aliados. O que não impede de ser uma entrevista interessante – pelo que Ciro diz e pelo que suas declarações não dizem, mas sugerem.
1. O risco de Dilma concorrer aliada ao PMDB e, principalmente, governar com o PMDB. É um risco real, pelas razões que ele aponta.
2. Tenta comprovar que não há transferência de votos de presidente popular para seu candidato, dando como exemplo JK e Lott. Nada a ver com Lula e Dilma. JK terminou o governo impopular, devido ao aumento expressivo da inflação e às denúncias de corrupção na construção de Brasília. Sua imagem era a do tocador de obras: a de Lott, a de legalista sem jogo de cintura. Foi colocado para perder. Lula está atrelando a imagem de Dilma às obras de seu governo. Se vai ser bem sucedido ou não na transferência, são outros quinhentos. Mas a comparação com JK-Lott não se sustenta.
3. Sua avaliação sobre o pragmatismo de Lula é correta: “Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu”. Pode-se discutir se conseguiria resistir ao golpismo sem pragmatismo. Mas o preço pago foi esse mesmo.
4. A retórica de elogiar Lula e condenar o continuísmo faz parte do repertório de Aécio Neves também: vamos manter o que Lula fez de bom e melhorar. A retórica de Ciro é: como Dilma é continuísmo, ela só vai manter, não vai melhorar. Uma ginástica retórica forçada, a não ser na constatação de que, mantido o arco de alianças, Dilma será manietada. Aí o argumento ganha mais consistência.
5. A afirmação de que a candidatura Marina implode a de Dilma faz parte da estratégia muito adotada por economistas de traçar o mapa do caos se… Se não me ouvirem. É um óbvio exagero retórico.
6. Diz que a eleição de Dilma estará perdida se Serra se candidatar à reeleição em São Paulo e apoiar Aécio Neves para a presidência. De fato, é a hipótese mais temida em Brasília.
7. O elogio que faz a Serra, chamando-o de “grande governador” tem três objetivos. O primeiro, o de não confrontar a mídia que, em geral, o tem poupado. O segundo, sinalizar a Serra de que, se sair candidato, Ciro não o atrapalhará. Terceiro, o de tirar Lula do estado de soberba atual e abrir espaço para a capacidade de barganha política do PSB.
Do Valor Econômico
(…) Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições, Marina, Serra
05/07/2009 - 09:39
O PT nacional quer a eleição paulista com Ciro Gomes, Paulo Skaf e quem mais der. Considera que bater Geraldo Alckmin será mais fácil; bater Kassab, mais difícil. Mas Ciro poderá des
empenhar papel relevante na desconstrução de José Serra no estado.
O PT paulista quer candidatura própria. Mas não tem candidato. Esse é o dilema petista que cerca o apoio ou não à candidatura Ciro.
Clique aqui para mais matérias sobre a sucessão paulista.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Ciro Gomes, São Paulo
19/05/2009 - 08:09
Da Folha
TAM admite erro na emissão de passagens para mãe de Ciro
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A TAM reconheceu ontem que cometeu um erro no registro do pagamento de passagens em nome da mãe de Ciro Gomes (PSB-CE) para Nova York. Segundo a companhia, esses bilhetes foram pagos pelo deputado. Conforme a Folha publicou em abril, duas passagens para Maria José Gomes foram emitidas da cota de Ciro.
Na ocasião, o deputado teve uma reação colérica à reportagem. “Trata-se de leviana e grosseira mentira aquilo que foi feito, envolvendo pelo menos o nome de minha mãe, octogenária.”
Depois, repetiu a jornalistas que creditavam a informação ao Ministério Público: “Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever “o caralho” aí”. Ele disse que havia comprado com recursos próprios o bilhete de sua mãe para acompanhá-lo em missão oficial aos EUA. Segundo Ciro, só o bilhete dele foi emitido da cota.
Ontem, o site Congresso em Foco publicou cópia do recibo dos bilhetes, afirmando que a Câmara pagou dois bilhetes em nome de Maria José Gomes para Nova York.
A TAM esclareceu que houve troca dos documentos de compra dos bilhetes, e os créditos com recursos próprios referentes ao bilhete de Maria José foram registrados em nome de Ciro.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Ciro Gomes, Congresso, cotas, passagens aéreas
16/04/2009 - 09:20
Maria Inês mostra como o argumento do PSB – de que o lançamento da candidatura Ciro Gomes poderia beneficiar a de Dilma – revelou-se um tiro no pé de José Serra em 2002, quando muitas candidaturas oposicionistas o prejudicaram.
Do Valor
Por Maria Inês Nassif
O argumento do PSB para bancar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2010, de que ela reforçaria, mais do que enfraqueceria, a candidata de Lula e do PT, Dilma Rousseff, é apenas uma aposta, ou um palpite, mas não é despropositado. O partido cita o que aconteceu nas eleições de 2006 em Pernambuco, quando dois candidatos oposicionistas ao governo, Eduardo Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), disputaram contra o governista Mendonça Filho (DEM), apoiado pelo popularíssimo governador que deixava o cargo, Jarbas Vasconcelos (PMDB), e fazia dobradinha com ele como candidato ao Senado. Se tivesse apenas um oponente na disputa, Mendonça Filho ganharia no primeiro turno. A soma dos votos dos dois oposicionistas tirou o Palácio das Princesas das mãos do favorito: ele teve que disputar um segundo turno com Campos, e perdeu. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições de 2002, Pernambuco, Serra