Lembranças de Anselmo Duarte
Por Ivan Lessa
Conheci demais o Anselmo. Desde que, em 1950, fizemos um filme na Atlântida (pode checar no IMDB e há os primeiros 20 minutos no YouTube). Tremendo moleque, engraçadíssimo, inteligente, papo sensacional. Anos 60, muita conversa no Fiorentina. Ele, como eu, morava ali no Leme. Simpaticíssima e mais do que justo seu lembrete e, eu ousaria dizer, homenagem. Abração do admirador e leitor habitual. Ivan
Por jairo arco e flexa, de sp
Permitam-me um comentário muito pessoal sobre esse paulista de Salto, que se tornou famoso com os filmes da Atlântida carioca.
Até estrear na direção com a comédia “Absolutamente Certo!” Anselmo era víitima de uma campanha impiedosa de grande número de críticos, que faziam de tudo para desmoralizá-lo.
Implicavam com sua pinta de galã, seu sucesso junto às mulheres, com o que consideravam sua falta de cultura, chamando-o de canastrão para baixo.
Quando “Absolutamente Certo!”, filme do qual, além de ser o diretor, era também o autor do argumento e o protagonista, fez um enorme e inesperado sucesso, a maioria dos críticos teve, com diria Zagalo, “que engoli-lo”.
Mas quando Anselmo anunciou que iria adaptar para as telas a premiada peça de Dias Gomes “O Pagador de Promessas”, os ataques recomeçaram.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cinema Tags: Anselmo Duarte, Arnaldo Jabor, cinema novo, Jairo Arco e Flexa, Palma de Ouro
