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29/06/2009 - 14:00

A estrela nasce

Por Abelha

Nassif

Faz um tempo que não fala de cinema.

Quero dar aos colegas do blog e a vc uma dica imperdível, não tanto pela história em si que já é conhecida, mas pela maturidade PLENA de um ator brasileiro.

Falo de SELTON MELLO e sua brilhante atuação em “Jean Charles”.

Desde “Lavoura Arcaica” que Selton ofusca, sem exceção, qualquer ator que contracene com ele – mas desta vez extrapolou, pois ele atingiu o ápice restrito aos que podemos chamar de atores grandes e inesquecíveis.

Selton Melo é de uma força hercúlea em seu personagem, dando a ele humanidade, angústia, leveza, trejeitos, temores comuns de pessoas comuns em um país distante.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cinema Tags: , ,
17/02/2009 - 18:00

A experiência da Casa de Cinema

Por Jorge Furtado

Alô Nassif

Estou na corrida por aqui, entrando em produção e sem muito tempo para escrever, mas sou leitor diário do blog e, convocado, dou alguns palpites.

O cinema brasileiro e latino-americano está melhorando, eu acho, mas para uma discussão estética, pura subjetividade, o tempo e o espaço são curtos. O certo é que há muitos bons filmes, de vários gêneros. Foi-se o tempo em que todos eram parecidos, destinados a um público reduzido que via filmes brasileiros enquanto a imensa maioria ignorava completamente a sua existência. (Exceções: os filmes diretamente ligados à televisão – Trapalhões, Xuxa – ou ao rádio – chanchadas da Atlântida – e as pornochanchadas.)

A maior dificuldade hoje é convencer o público a ver os filmes nas salas. A média de espectadores por filme, excluindo-se três ou quatro lançamentos de sucesso por ano, é baixíssima. Esta dificuldade tem, acredito, muitas causas.

Estamos produzindo cerca de 80 filmes por ano. Considere que menos de 10% da população vai ao cinema (pelo menos uma vez por ano) e que os lançamentos estrangeiros são muito, poderosos, milionários, enfim, tudo o que já se sabe. O ingresso é caro, média de 5 dólares. Quando Dona Flor fez mais de 12 milhões de espectadores o ingresso custava 50 centavos de dólar, dez vezes menos.

Além da briga desigual de mercado, a dificuldade para encontrar um público também tem raiz nos filmes: se o público não se interessou por eles é bom ao menos considerar a hipótese de que eles sejam mesmo desinteressantes, em grande parte destinados ao restrito público dos festivais (um por dia, um por semana só na França) e pré-estréias. Filmes com menos de 50 mil espectadores, não importa quão barato tenham custado, não pagam nem as cópias e cartazes de seu lançamento nas salas.

Sobre o público dos filmes, vão por mim: não acreditem em números citados em entrevistas. Visite o site da Ancine, vale o que está lá, o resto é chute.
http://www.ancine.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=3010&sid=804 Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cinema Tags:
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