07/12/2009 - 19:23
Por Marcos Costa
Petropotência com uma imprensa suicida. Ao menos uma parte dela:
LEITURAS DA FOLHA
Jornal chamado às falas
Por Alberto Dines em 7/12/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 7/12/2009
É inédita a rigorosa cobrança do ombudsman da Folha de S.Paulo na edição de domingo (6/12). A repreensão ao jornal foi motivada pelo inominável gesto de publicar sem qualquer averiguação o artigo do colunista Cesar Benjamin sobre comportamentos pessoais do presidente da República num episódio ocorrido há 15 anos.
Sem qualquer adjetivação, objetivo e firme, Carlos Eduardo Lins da Silva foi duro com o jornal: “Só quem crê dispor de certezas prévias inabaláveis, como os fanáticos religiosos ou políticos (muitas vezes são a mesma coisa), pode se achar capaz de distinguir verdade e mentira com base só em palavras.”
Se o artigo publicado no dia 27/11 foi chocante, sua repercussão foi pior ainda: das 219 mensagens dos leitores dirigidas ao ouvidor, apenas nove elogiaram o jornal pela coragem de publicar a indecência. As 210 restantes condenaram a Folha em termos bem mais veementes (a julgar pelas cartas publicadas pelo próprio jornal) do que os utilizados pelo comedido Lins da Silva. Estes dados são suficientes para dimensionar e qualificar um dos maiores deslizes éticos cometidos pela grande imprensa nos últimos anos [ver, neste Observatório, “A imprensa aloprou”).
Mérito e deméritos
Foi um serial killing, aberração serial cometida arrogantemente ao longo de dez dias consecutivos: a Folha errou ao publicar o texto, errou no dia seguinte, incapaz de desculpar-se perante os leitores, errou quando não prestou atenção à primeira e breve reprimenda do ombudsman (domingo, 29/11), errou quando localizou o pivô do episódio e colocou em sua boca uma condenação ao texto e não à decisão de publicá-lo, e errou ao silenciar por tanto tempo diante de um desvio de conduta destas proporções. O ouvidor identificou outros erros, todos gerados pela mesma onipotência.
A Folha, finalmente, acertou ao honrar o compromisso com o seu ombudsman de publicar suas opiniões sem qualquer constrangimento. É um mérito que não deve ser esquecido em meio a tantos e tão perturbadores deméritos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Cesar Benjamin, Folha
02/12/2009 - 09:24
Por Rui Daher
O artigo escrito hoje, na Folha, com o porquê do texto anterior, confirma a intenção política do mesmo. Aliás, o de hoje já havia sido escrito por Ferreira Gullar, Danuza Leão, Dimenstein, Barros e Silva, no mesmo jornal. Página virada, meus caros.
Da Folha
CÉSAR BENJAMIN
ESPECIAL PARA A FOLHA
DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os “verdadeiros motivos” do meu artigo “Os Filhos do Brasil”. Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: “por quê?”, ou, em forma um pouco expandida, “por que agora?”. A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Cesar Benjamin, Folha
30/11/2009 - 21:52
O episódio em que César Benjamin acusou um Presidente da República de ter narrado em tom sério a curra de um companheiro de cela entrará para a história do jornalismo brasileiro como o maior desastre jornalístico depois do caso Escola Base. É uma tragédia que acompanhará para sempre a trajetória de Otávio Frias Filho. Escola Base foi culpa coletiva da mídia; o caso Cesar Benjamin, responsabilidade individual de Otavinho.
Quem é a pessoa a quem Otávio jogou no escuro, sem sequer conferir, o estoque de credibilidade da Folha de São Paulo?
A prisão de Cesar Benjamin, ainda menor de idade, gerou várias biografias dissonantes, versões contraditórias. Todas elas da mesma lavra: o próprio César Benjamin, conhecido por Cezinha pelo seu grupo político.
Na versão romanceada de sua prisão, publicada na Folha de São Paulo de sexta-feira passada, César Benjamin narra passagens tocantes, especialmente na sua relação com presos comuns. Clique aqui para ler.
Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.
Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que “estavam pedidos” pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los. Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindo que sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadas interpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: “O Brasil não dá mais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal. Vou ser rei do Senegal”.
Eram personagens que pareciam saídos de uma peça de Plínio Marcos e que impressionaram especialmente os companheiros de Benjamin que conviveram com ele na época e depois: jamais ele tinha contado esses detalhes de sua prisão.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Cesar Benjamin, Cezinha, Otavinho, Ot[avio Frias Filho
28/11/2009 - 11:24
Semi-padrão Veja. Foi atrás do tal rapaz do MEP, hoje um senhor que está no interior. Ele desmentiu a história até nas aspas da Veja. Belo furo. Só que o título enfatiza a acusação. E o furo que desmente fica escondido no texto.
Da Veja
Brasil
Em artigo publicado na Folha, um esquerdista histórico afirma
que Lula tentou subjugar um rapaz quando estava na prisão.
O presidente ficou perplexo
Lula: Um contraste à tentativa de mistificação
O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?
Benjamin e Lula, em 1980, quando foi fichado: o “menino do MEP” seria João Batista dos Santos
A um mês da estréia de Lula, o Filho do Brasil, surge um depoimento que contrasta fortemente com o filme de contornos hagiográficos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira passada, o jornal Folha de S.Paulo publicou um artigo que deixou de olhos arregalados todos os que o leram. Intitulado “Os filhos do Brasil”, o texto é assinado por César Benjamin, um dos mais célebres militantes da esquerda brasileira. Entrou para o movimento estudantil ainda adolescente. Por sua militância política, ficou preso por cinco anos e foi expulso do Brasil em 1976. Quando voltou, empenhou-se na fundação do PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006, foi candidato a vice-presidente pelo PSOL. Hoje, está sem partido. Cesinha, como é conhecido, relata o que teria sido uma revelação devastadora feita por Lula a ele em 1994.
Na ocasião, o petista iniciava sua segunda campanha a presidente. Benjamin estava na equipe de marketing do candidato. Ele relata: “Lula puxou conversa: ‘Você esteve preso, não é, Cesinha?’ ‘Estive.’ ‘Quanto tempo?’ ‘Alguns anos…’, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: ‘Eu não aguentaria. Não vivo sem b…’. Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos trinta dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com cotoveladas e socos”. Segundo Benjamin, o diálogo foi presenciado pelo publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos. O publicitário, cujos contratos com o governo federal montam a 300 milhões de reais, negou em nota lembrar-se do episódio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Cesar Benjamin, Folha, MEP, Veja
28/11/2009 - 09:28
Por Cecilia
Do Terra Magazine
Tendler: “Só um débil mental não viu que era piada do Lula”
Bob Fernandes
César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um “menino do MEP”. Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, “um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci”.
O “publicitário” é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:
- Ele diz não se lembrar de quem era o “publicitário”, mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história…
Sobre os fatos e a acusação, gravíssima, o cineasta, o documentarista Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:
- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara…só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira…
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Cesar Benjamin, Lula, MEP, Silvio Tendler
25/07/2009 - 11:33
Da Folha
CESAR BENJAMIN
A hora do planejamento
Economistas que não sabem a diferença entre campos de petróleo e plantação de chuchu deveriam parar de tagarelar
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A DESCOBERTA dos campos do pré-sal abre uma oportunidade única para o Brasil. Não podemos errar, como vários países já o fizeram em situações semelhantes.
É compreensível que o governo prepare internamente a sua proposta. Porém, uma vez formulada, ela deve submeter-se a um debate público exaustivo. A simples tramitação de um projeto de lei ou uma medida provisória no Congresso não será suficiente para conferir legitimidade a decisões que terão tamanha influência sobre o nosso futuro. O ano de 2010 se aproxima. O financiamento de campanhas eleitorais, como se sabe, é decisivo na formação das convicções de grande número de parlamentares.
A duração desse debate deve subordinar-se ao tempo que a sociedade brasileira necessita para definir com clareza o seu próprio caminho, de forma democrática e tecnicamente consistente, ouvindo todos os atores legítimos, sem pressões espúrias, seja de empresas, seja de grandes consumidores do exterior.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: Cesar Benjamin, pré-sal
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