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16/11/2009 - 11:08

O capital externo na mídia

Algumas observações sobre essa ofensiva da velha mídia, de se enquadrar a informação de Internet na categoria jornalística e obrigar os novos agentes a respeitar a proporção de capital nacional nas companhias – assim como as empresas jornalísticas.

Suponha-se que esse pleito seja legítimo.

A indagação básica é sobre quem seriam os parceiros brasileiros. A Globo ganhou centenas de milhões de dólares vendendo parte de seu portal à TIM e recomprando a preço de banana quando a bolha da Internet estourou. A UOL conta com capital da Portugal Telecom. A Abril foi porta de entrada para a Naspers. O que a ajudou a sair da crise financeira foi a venda da TVA para a Telefonica – e a TVA lhe foi entregue de graça pelo governo Sarney. A RBS conseguiu superar a crise financeira vendendo o Terra à Telefonica. Do governo Sarney para cá – passando pelo de FHC – outros grupos conseguiram ampliar seus ativos ganhando concessões de graça, entrando exclusivamente com a influência política.

Agora, a VIvendi está vindo por aí, assim como as empresas de telefonia já instaladas. É óbvio que o objetivo da velha mídia é se habilitar a continuar a ser a porta de entrada dos grupos estrangeiros, preservando o cartel no mercado de opinião e de entretenimento.

Para instituir a isonomia, sem aumentar a concentração, basta a regulação enquadrar as estrangeiras aos percentuais mínimos de capital nacional, mas proibir a participação nas novas empresas de grupos que já tenham participação expressiva no mercado de concessões e de mídia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
20/10/2009 - 07:00

O IOF no capital externo

Do Portal Luís Nassif


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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
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