As discussões sobre o câmbio, em geral, vêm eivadas de sofismas que, pela força da repetição, acabam se transformando em falsas verdades.
No comércio mundial, há manufaturados de baixo, médio e alto valor agregado. Para competir em cada área tem que se ter o nível tecnológico adequado e preços competitivos.
Há vários fatores que interferem no preço.
O principal é o câmbio, a relação de preços entre duas moedas. Veja o exemplo:
Um determinado produto custa R$ 200,00 no Brasil. Com o dólar a R$ 2,00, irá custar US$ 100,00 (200 / 2). Se o dólar cai para R$ 1,70, irá custar US$ 117,65 – ou 17% mais caro, apenas com o movimento do câmbio. Portanto, a apreciação do real tem efeito direto sobre o preço final da mercadoria, em dólares.
O “CENTRO de MÚSICA BRASILEIRA” promoverá no próximo mês de Dezembro (de 7 a 12) 2 concursos, ambos com um primeiro prêmio de R$10.000,00, oferecidos pela Secretaria de Estado da Cultura. Um deles será o “II CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para FLAUTA” e o outro o “V CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para PIANO”.
Horário: das 14:00 às 22:00, sempre na CASA MÁRIO de ANDRADE, na rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, SP.
“Agustín Barrios faz parte da alma brasileira. Não existe um só violonista brasileiro que não conheça ‘La Catedral’, que não tenha aprendido nos estudos de Barrios” (Luis Nassif. In: Violões do Brasil).
João Rabello é filho de Paulinho da Viola, neto de César Faria e, pelo lado materno, sobrinho de Rafhael Rabello. Mas já é fera em seu instrumento.
Pesquisando o doutor Sobral Pinto na rede, chego a resultado esplêndido, para começar a página do “Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro – FGV”, neste endereço é possível pesquisar uma boa documentação sobre nossa história :
Os mais poderosos ministros das finanças do mundo estão se reunindo em St. Andrews, no Reino Unido, para uma reunião destinada a puxar a economia do mundo para fora da recessão. A coordenaçãoda política fiscal será a ordem de trabalhos, bem como a forma de policiaras finanças globais e os sistemas bancários. Protestos estão previstos na sexta-feira e sábado, para pedir mais medidas de combateao desemprego e mudanças climáticas. O evento de dois dias do G20, que está sendo presidido pelo chanceler britânico (de finanças) Alistair Darling, será assistido por Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, bem como os ministros de finanças das maiores economias da Europa e China, Japão, Índia e Rússia.A coordenação da política fiscal e monetária tentará evitar a criação de novos desequilíbrios entre os diferentes países, semelhantes às que levaram à crise econômica no ano passado. Isso envolve, por exemplo, a pressão sobre os EUA para aumentar a poupança e a China, para aumentar o consumo.
Alvo maior da iniciativa é a China, que atrela moeda ao dólar
Andrei Netto, ENVIADO ESPECIAL, LONDRES, O Estado de S.Paulo, Sexta-Feira, 06 de Novembro de 2009
O governo brasileiro vai defender hoje, na reunião ministerial do G-20, na Escócia, um padrão único de gestão do câmbio por todas as maiores economias do mundo. Mais: pregará que o modelo escolhido seja o câmbio flutuante, adotado pelo País desde 1999. O objetivo é “homogeneizar” o fluxo global de moeda, evitando a sobrevalorização excessiva, da qual o real tem sido vítima nos últimos meses, se comparado com o dólar, o yuan e até o euro.
A iniciativa tem como alvo maior a China, que atrela a valorização da moeda ao dólar.
Acho que grandes desafios para o Brasil serão o câmbio, o sistema tributário, a defasagem tecnológica.
Não podemos esquecer que a desvalorização cambial deve ter como objetivo reindustrialização, substituição de importações ou novos mercados para exportações. Caso contrário não gerará empregos internamente e apenas se transferiria renda para o exterior (como a China sistematicamente faz.) Não deve ser um fim em si mesmo.
Se houver reforma tributária que distribua custos do setor industrial para o setor de serviços, parte do problema cambial se resolve. Se houver maior taxação do setor agrário ou extrativista, idem, pois o Brasil têm vantagens comparativas nestes.
Como Keynes já faleceu e Mendonça de Barros, Delfim Netto e outros já confessaram não ter a fórmula mágica, passa a ser interessante todos darem suas ideias para ver se um caminho surge.
Desvalorizar em economia altamente produtiva não é necessário. Mas não é o caso brasileiro. Desvalorizar em economia com falta de divisas é fácil. Também não é o caso.
Uma grande discussão, no cenário político atual, é saber de que maneira irá se articular uma oposição ao que se poderia chamar de lulismo. Grosso modo, são três grupos de temas em torno dos quais podem ser articulados os discursos políticos:
O primeiro engloba as políticas irreversíveis que considera, entre outros, as políticas sociais includentes, o pacto do desenvolvimento, a manutenção da estabilidade inflacionária e fiscal, o biocombustível, a nova política industrial, ancorada no pré-sal, e o fortalecimento da agricultura.
O segundo são as sementes que vêm sendo lançadas, mas sem muita ênfase, como a prioridade na saúde (focalizado no recurso), o avanço na tecnologia e inovação, o aprimoramento da gestão pública, a desoneração dos investimentos e a racionalização tributária e o apoio às pequenas e microempresas.
O terceiro, onde se dará o embate ideológico, refere-se ao controle do fluxo de capitais.
STF decide se abre processo contra Azeredo por participação no mensalão mineiro
Publicada em 04/11/2009 às 08h22m
Carolina Brígido
O senador Eduardo Azeredo terá o seu caso analisado pelo STF nesta quarta-feira – Ailton de Freitas/Arquivo
BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta quarta-feira para decidir se abre processo penal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por participação no chamado mensalão mineiro. O caso está sob a ameaça de prescrição dos crimes pelos quais o senador é acusado: peculato (apropriar-se de recursos públicos) e lavagem de dinheiro. Na Corte, há expectativa de que algum ministro pedirá vista e, com isso, a decisão será adiada. Se a denúncia do Ministério Público não for examinada até maio de 2010 pelos ministros do STF, o parlamentar não poderá ser condenado.
Dia 2 o Brasil se debruça sobre seus mortos. Será um Finados especial. Pela primeira vez, desde os anos 70, há um clima de que o país pode dar certo. É um momento mágico, porque sem o chumbo da ditadura dos anos 70, sem o caos do início da redemocratização, sem a pesada insensibilidade social dos anos 90.
Por várias razões e vários caminhos o país está a ponto de encontrar o rumo. De repente, começa a tomar corpo a idéia de que o país é um todo complexo, composto por infinitas partes interagindo entre si. É o agronegócios e a agricultura familiar, a multinacional e a rede de pequenas empresas, a Universidade.
O saci sempre teve presença marcante em nossa vida cultural.
Os muito jovens talvez não saibam que essa figura da mitologia brasileira deu nome e foi o símbolo de um dos prêmios mais importantes do teatro e do cinema do Brasil até o fim da década de 60. Em São Paulo, sem dúvida, o Saci era o prêmio mais importante.
Concedido pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Saci foi instituído no começo dos anos 50 e representava a cosnagração definitiva para quem recebia a estatueta na forma de uma só perna, de autoria de Victor Brecheret.
Há dois movimentos explicando essa imensa euforia com o Brasil.
O primeiro, baseado nos fundamentos da econonomia, na constatação de que o Brasil foi o primeiro país a sair da crise.
Em cima desse movimento, há um segundo, que é o de manada, a bolha de capitais especulativos inflando a Bolsa de Valores e rebaixando o câmbio.
É um movimento óbvio, percebido até pelos pais da ortodoxia neoliberal dos anos 90 – como John Williamson, no artigo abaixo, homem que escreveu os mandamentos do “consenso de Washington”. Por aqui, diretores do Banco Central agem irresponsavelmente, com entrevistas em off, visando alimentar essa bolha.
A decisão da Fazenda – de impor o IOF – está sendo defendida por todos os analistas e jornais sérios de outros países. A autoridade reguladora brasileira joga contra. E o presidente do BC, Henrique Meirelles, mostra que é e sempre foi conduzido por sua tropa.
FMI deveria ajudar o Brasil a enfrentar fluxo de capitais
A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta da moeda do país, tem grande importância, prática e simbólica.
Os Bancos Centrais do Brasil e do Uruguai firmaram nesta sexta-feira uma Carta de Intenções pela qual concordam em dar início ao processo de implantação do Sistema de Pagamentos Bilateral em Moeda Local entre os dois países.
O objetivo de criação do sistema de pagamentos é oferecer aos exportadores e importadores brasileiros e uruguaios uma alternativa para a liquidação de suas operações de compra e venda em moeda local. A redução de custos por não utilização de uma terceira moeda e o aumento da liquidez e da eficiência do mercado de câmbio em Peso Uruguaio e Real são alguns dos benefícios que adviriam da implementação do sistema.
A existência do sistema bilateral de pagamentos será mais um elemento a contribuir para o processo de integração econômica entre as duas nações do Mercosul. Além disso, a assinatura da Carta de Intenções ajudará a consolidar os vínculos de cooperação entre os Bancos Centrais do Brasil e do Uruguai.
O País de hoje é totalmente diferente daquele de um ano atrás. O Lula de agora nada tem a ver com o ultracauteloso e ortodoxo presidente do ano passado.
Esses cortes históricos são curiosos. Na música popular, por exemplo, o Brasil de 1930 era totalmente diferente do de 1929, mesmo sendo o mesmo. É como se um conjunto de ideias novas, conceitos novos que estavam encobertos viessem à tona.
No campo econômico, a crise acabou com inúmeros dogmas responsáveis pela anorexia econômica brasileira, por essa maluquice da opinião pública midiática entrar em pânico a cada respiro de crescimento do País.
Nassif & Amigos, a voz não é assim uma brastemp, mas a
verve poética é de arrepiar e sua obra é extensa. Com Vcs,
Fausto Nilo (e de Quixeramobim). Abs.
Noticia veiculada pela EFE e devidamente contorcida pela FSP, sugere invasão da nossa soberania :
“Presidente Obama anuncia interdição aérea contra narcotráfico no Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (16) a interdição aérea de aviões que poderiam transportar drogas ilegais sobre território brasileiro. Em uma “determinação presidencial” dirigida aos departamentos de Estado e de Defesa, o líder assinalou que a interdição “é necessária devido à extraordinária ameaça que representa o tráfico de drogas à segurança dessa nação”.
Um dos grandes desafios de políticas públicas, é como montar um modelo federativo de articulação de políticas de educação entre União, Estados e Municípios.
Esse é um dos grandes desafios de políticas públicas universalistas em país continental, pois há que se montar uma comunidade tal – como na Saúde – que garanta a continuidade das políticas independentemente das autoridades e dos partidos de plantão.
Mas, segundo o Ministro da Educação Fernando Haddad, o setor de Educação conseguiu finalmente criar essa solidariedade.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.