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25/03/2009 - 12:18

Entre Wall Street e o eleitor

Do The Wall Street Journal

Obama reduz o tom das críticas a Wall Street

http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQeASgoQ0ZDR64Mk

Monica Langley, The Wall Street Journal, de Washington

25/03/2009

O governo do presidente americano Barack Obama, depois de meses criticando Wall Street, agora corre para atrair importantes banqueiros e financistas para que apoiem seu mais recente plano para socorrer o setor financeiro.

Nos últimos dias, apesar da fúria do público americano quanto aos enormes bônus pagos a executivos da American International Group Inc., o governo concluiu que o setor privado precisa desempenhar um papel central. Assim, durante o fim de semana a Casa Branca procurou moderar suas críticas a Wall Street e tentar convencer alguns banqueiros de alto escalão a darem apoio ao pacote de socorro anunciado na segunda-feira, que vai depender de investimentos públicos e privados para absorver ativos tóxicos.

Mas várias semanas de críticas severas por parte dos políticos e do público deixaram os banqueiros receosos de cooperar com o governo. Depois de debater diversas ideias sobre o que fazer com esse problema, a Casa Branca decidiu tentar assumir o controle do debate, segundo vários membros do governo americano. Em diversas aparições na televisão durante o fim de semana, o presidente Obama e outras pessoas de sua equipe moderaram as críticas ao setor financeiro. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , ,
23/03/2009 - 12:00

O momento Katrina de Obama

Nessa crise global, um dos grandes desafios dos governos de todos os países [e saber captar e administrar a indignação da opinião pública com os desmandos desses anos todos de financismo desvairado.
E se trata de um desafio diuturno. De um lado, administrar um sistema financeiro quebrado, mas que ainda conserva influência política; de outro, uma opinião pública que quer o fígado dos executivos que promoveram o desastre.

Aparentemente, Obama pisou no tomate com a história do bônus dos executivos da AIG. A questão é que colocou a raposa para tomar conta do galinheiro, ideólogos do financismo, como é o caso de Larry Summers – o financista que tornou-se o mais influente pregador do modelo do desenvolvimento com poupança externa, que serviu de base para vinte anos de financismo no Brasil.

Olha no que resultou.

DO “NEW YORK TIMES”

Publicado pela Folha

O escândalo dos bônus da AIG: o Katrina de Obama?

FRANK RICH

(…) Seria tolo tratar como exagero o alerta feito por Paulette Altmaier, de Cupertino, Califórnia, em uma carta ao “New York Times” na semana passada: “O presidente Obama pode não ter percebido ainda, mas seu momento Katrina chegou”. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , , ,
06/01/2009 - 12:31

Os bônus soberanos

Por Roberto São Paulo/SP

Da Reuters Brasil

Brasil abre emissão de bônus de 10 anos em dólares

SÃO PAULO (Reuters) – O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira a abertura de uma emissão de títulos globais de 10 anos nos mercados norte-americano e europeu.

Em nota, o Tesouro informou apenas ter concedido mandato para a emissão de títulos denominados em dólares e que pode estender a operação para a Ásia.

De acordo com uma fonte, os bancos contratados para a operação foram Goldman Sachs e Merrill Lynch.

(Por Daniela Machado e Elzio Barreto)

Comentário

Está na hora do Tesouro começar prestar contas dessas emissões, justificativas técnicas, ganhos para o país, oportunidades etc.

Por daniel valladao

Vamos ver as justificativas do Tesouro:

“• manter presença nos mercados mais líquidos da comunidade financeira internacional;”

Para que “manter presença nos mercados” seja uma justicativa em si, é preciso justificar gastos com juros, risco cambial e deságio nessas emissões.

Isoladamente, isso não é justificativa alguma, e mais parece ato falho, chegando-se ao desvio de finalidade ao simplesmente no contexto dessa justificativa trocar-se a pessoa jurídica pelas físicas que patrocinam esse processo.

“• criar curvas de referência com custos mais baixos para o financiamento do setor governamental e do setor privado”

Ah é. ?.. Onde está demonstrado que essas captações proporcionam esses custos mais baixos ?

“• efetuar operações que visem alongar os prazos e reduzir os custos do passivo externo.”

Absurdo. Temos reservas cambiais que podem ser usadas para resgatar os títulos já em circulação… Manter reservas que pagam 2, 3% ao ano e ao mesmo tempo manter um endividamento em 6, 7% não me parece nada lógico…

Se não tivesse criticado por várias vezes essa “mutreta” do Tesouro, eu perguntaria se não haveria algum dessa “boquinha” para mim também.

Por Ruben

Pelo amor de Deus, emitir 10 anos a 6%, não tem nem que pensar duas vezes… Ainda mais quando o país está numa dinâmico de expansionismo fiscal. Quem vai financiar as atividades do BNDES em 2009 senão o tesouro? Agora, com juros prefixados longos a 12% dá para voltar a emitir as NTNF. Mercado melhorou absurdamente nestas últimas semanas. Janela de oportunidade não se desperdiça. Cabe lembrar que os títulos brasileiros estão sendo negociados próximos aos preços de títulos AA corportativos. O setor financeiro não vai conseguir captar, o setor corporativo só o conseguiria a taxas muito mais elevadas: nada mais “justo” que o tesouro captar e repassar via BNDES dentro da ótica do expansionismo fiscal. Alguém vai ter que financiá-lo: os bancos não estão pre-dispostos a criar moeda e tampouco a poupança interna vai fechar a conta. Eu defendi abertamente a recompra dos títulos quando estavam sendo negociados a 10% de juros. A 6% é para emitir sem dó nem piedade.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: ,
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