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09/11/2009 - 10:04

O consumidor que salva a economia

Por Jorge Santos

Do Estadão

Pobres já gastam 5% mais que ricos

Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste

De Márcia de Chiara:

Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.

Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. “Houve uma reversão”, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091109/not_imp463206,0.php

Comentário

A maior burrice da oposição – ao permitir que o debate político fosse comandado pela mídia desembestada – foi ter fechado os olhos para as principais características do alvo a ser criticado: o governo Lula.

Desde que a Bolsa Família surgiu, lá atrás, assim que entendi os conceitos que a moviam, alertei aqui que seria um divisor de águas. Quando o PAC foi anunciado, procurei entender os mecanismos de controle e de gestão, e ficava claro tratar-se de um avanço extraordinário, aproveitando mas avançando experiências embrionárias que acabaram não dando certo na época, mas que deixaram sementes: como o Avança Brasil.

Por não entender a dinâmica da economia e da construção social, pela profunda ignorância na avaliação de situações dinâmicas, os colunistas da Globo – coordenados por Ali Kamel, esse gênio da raça – trataram de avançar contra o Bolsa Família como esses boxeadores bisonhos, que só sabem lutar de cabeça baixa, sem enxergar o inimigo, limitando-se a dar murros ao léu. Três ou quatro anos atrás o Projeto Brasil realizou um Seminário inesquecível, sobre “O Consumidor Invisível”, mostrando o extraordinário potencial que vinha a caminho.

Agora, à medida que os meses vão passando, vai caindo a ficha da parte mais inteligente da oposição, que entende as repercussões sociais e econômicas desse novo modelo. Só que a oposição perdeu quatro anos de discursos inúteis, que a marcaram como anti-social e despreparada.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , , , , ,
29/10/2009 - 13:50

Um perfil do eleitorado

Do Valor

Um eleitorado mais exigente

Por Maria Inês Nassif

Em 2006, a política eleitoral foi marcada pelo fenômeno de descolamento do voto dos humores da classe média urbana que, ao longo da história da República, funcionou como uma caixa de ressonância das elites econômicas.

A ascensão ao mercado de consumo de uma grande parcela de excluídos, por meio do Bolsa Família, produziu uma autonomia do voto dos menos favorecidos em relação ao poder econômico e reduziu o papel de formadores de opinião das classes médias. De lá para cá, as políticas de valorização do salário mínimo adicionaram um outro componente social à realidade política: o ingresso nas classes médias de cidadãos originários da base da pirâmide que já estavam no mercado de consumo, mas que tinham acesso limitado a bens e mercadorias.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , , ,
25/10/2009 - 09:12

Bolsa Família é culpada pela incompetência de O Globo

Mais uma obra-prima da era Ali Kamel-Rodolfo Fernandes em O Globo (Meu Deus!, um jornal que há dois anos caminhava para ter um padrão de qualidade internacional).

1. Regiões mais ricas têm mais emprego formal.

2. Regiões mais pobres, menos emprego formal.

3. A Bolsa Família se destina às famílias mais pobres. Onde existe menos emprego formal, existe mais Bolsa Família. Onde existe mais emprego formal, menos Bolsa Família.

4. Logo…. Esqueça o “logo”. A lógica Rodolfo-Kamel não é socrática.

Manchete de O Globo de hoje:

BolsaFamilia

Em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias, trabalho chega a 1,3% da população

Criado para reduzir a miséria, o Bolsa Família, maior programa social do governo federal, não gerou empregos no interior do país. Em 85 municípios onde o programa atinge em média 71% das famílias, o emprego com carteira assinada só alcança 1,3% da população. Em Presidente Vargas, no Maranhão, onde 80% das famílias são atendidas pelo programa, empregos formais são contados nos dedos de uma mão: 4, para 10,2 mil habitantes, relatam os enviados REGINA ALVAREZ e SÉRGIO MARQUES. Gestores reconhecem que o programa pode levar à acomodação e que é difícil fazer funcionar as chamadas portas de saída. E a baixa escolaridade, aliada à falta de capacitação, dificulta o crescimento profissional. Páginas 3 e 4 (clique aqui para ler esse Prêmio Pullitzer do jornalismo tupiniquim)

Donde se conclui:

1. 100% das matérias que O Globo escreve sobre O Bolsa Família tem conclusões manipuladas e viés ideológico furado, piorando ainda mais a baixa qualidade do jornal.

2. Logo, é a Bolsa Família quem emburrece O Globo.

PS – A matéria é honesta. A manipulação é da primeira página e dos títulos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Políticas Sociais Tags: , , ,
16/10/2009 - 11:27

O efeito-multiplicador do Bolsa Família

Do Estadão

Expansão do Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bilhões, indica estudo

Economista e aluno do Insper pesquisaram efeitos do projeto na economia dos municípios entre 2004 e 2006

Fernando Dantas, RIO

A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , , , ,
06/10/2009 - 16:17

Conservadores e neocons: o caso brasileiro

Por weden

Nassif,

Daqui a alguns dias vai estar disponível no site da GloboNews, no programa Milenio, a entrevista com o neoconservador Francis Fukuiama (o mesmo do “fim da história”), que faz elogios às políticas de proteção social deste governo.

Meu deus..Se até os acadêmicos neoconservadores americanos elogiam o bolsa família, em que lugar do espectro ideológico estão os nossos neoconservadores acadêmicos e nossos jornais?

Entenda-se por “pensador neoconservador” nada próximo do que os “pop neocons”, tantas vezes aqui abordados.

Apesar de chatinho, Fukuyama tem um trabalho consistente de pensamento.

Já os pop neocons têm um trabalho sério de difamação e calúnia, pouco juízo e nenhum pensamento.

Os primeiros são frutos de opções teóricas.

Estes últimos são produtos distorcidos de mídia.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
27/09/2009 - 14:00

Limites e alcances do Bolsa Família

Por Guilherme Silva Araújo

Caro Nassif,

Postei minha dissertação, intitulada Programa Bolsa-Família e o Trabalho de Crianças e Adolescentes: Limites e Alcances, e um resumo em um tópico sobre inclusão social que criei a partir de minha página em vossa comunidade. Segue abaixo o link para o tópico.

Clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
10/09/2009 - 11:37

A irreversibilidade das políticas

Por alex

RECADO DO MANTEGA

“Brasil pode ser quinta economia do mundo na próxima década”, diz Mantega. Mas “se mudar, vai apanhar. Se alguém assumir e começar a mudar isso, não vai se aguentar no governo”.

Da BBC Brasil

MANTEGA diz: O Brasil mudou muito. Em cinco anos, o Brasil mudou mais do que em 30, 40 anos. Foi uma mudança acelerada do país com melhorias em todas as frentes. Será um governo inesquecível. Tirou o Brasil da condição de patinho feio. A crise da Argentina quase derrubou o Brasil em 2001. Não tínhamos reservas, tínhamos que ir de pires na mão pedir dinheiro. Então, o Brasil saiu de coadjuvante para protagonista, um país dinâmico, respeitável. Alguns diziam que era sorte, que estava tendo expansão da economia internacional. É verdade, soubemos aproveitar a economia internacional.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , , , ,
24/08/2009 - 16:07

Os “marajás” do Bolsa Família

Por Roseli Garcia

Caro Nassif,

Encaminho a apresentação e um texto sobre coletiva do Bolsa Família realizada no dia 20 de agosto e gostaria,se fosse possível, que você tratasse do tema. O MDS decidiu fazer a coletiva para mostrar que as irregularidades apontadas pelo TCU de alguns beneficiários, especialmente aquelas que revelam propriedades de carros de alto valor e políticos eleitos em 2004 – pleito municipal – não são reais. Como o programa passou mais de um mês exposto por causa desse relatório, o MDS verificou em parceria com os municípios aqueles casos mais graves, cujas denúncias em sua maioria não se concretizaram.

Assessora de imprensa do Programa Bolsa Família

Comentário

Não me lembro de ter lido nada na imprensa sobre essa coletiva.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
10/08/2009 - 07:55

Os emancipados do Bolsa Família

Por animal racional

2 milhões fora da pobreza, deixam bolsa familia

2 milhões de famílias fora da pobreza

Gabriel Costa e Natalia Pacheco, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO – Pessoas saem do programa por alcançarem renda superior à estabelecida para participantes

Alvo de críticas, elogios e polêmica no governo, na mídia e em meio à própria população, o Bolsa Família já possibilitou que até 2 milhões de famílias saíssem das condições de pobreza e extrema pobreza que caracterizam os beneficiários do programa.

De acordo com dados fornecidos ao Jornal do Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), desde o início do programa de transferência direta de renda com condicionalidades, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram do Bolsa Família por alcançarem um nível de renda per capita superior à estabelecida para o recebimento dos benefícios, de até R$ 140,00 por pessoa – ou porque já tinham renda acima desse patamar, por fraude ou equívoco.

Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003, muitos também por não precisarem mais do benefício.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags:
01/08/2009 - 12:31

Serra chama críticos do seu BF de beócios

Por Marcelo Cardoso Trindade

Enquanto isso, naquele outro país…

No Estadão de ontem o governador Serra chama de ‘beócios’ os que criticaram o seu programa de transferência de renda, considerando-o eleitoreiro ou demagógico. O jornal, na manchete, definiu os críticos como burros, no lugar de beócios.

Crítica a bolsas em SP é burra, diz Serra

Tucano nega que benefícios tenham caráter assistencialista

Silvia Amorim

O governador paulista, José Serra (PSDB), negou ontem que o anúncio, em menos de uma semana, de programas de distribuição de bolsas a desempregados e a jovens imprima a seu governo a marca assistencialista tanto criticada pelo PSDB no governo federal. Na segunda-feira, o tucano divulgou uma parceria com a prefeitura da capital para a concessão de ajuda de R$ 450 a 2.500 estudantes para estagiar em escolas municipais. Ontem ele oficializou, conforme antecipou o Estado, que pagará R$ 210 a 40 mil desempregados que participarem de cursos de qualificação profissional oferecidos pelo governo.

“Eu diria que é uma crítica beócia”, respondeu o governador. Pouco antes, o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, havia reagido às críticas em seu discurso. “Esse é um programa absolutamente sério. Não tem conotação eleitoreira. Aqui não se faz demagogia. Nós trabalhamos.”

Comentário

Serra está certo, assim como certo está o Lula, de taxar de beócios e imbecis as críticas primárias e preconceituosas contra programas assistencialistas.

Mais certos estão os jornais ao tratar seus leitores como beócios e imbecis, impondo essa diferença de tratamento a questões semelhantes,

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
01/08/2009 - 09:50

PIB, Bolsa Família e eleições

Da Folha

Programa dá mais votos do que economia

DA REPORTAGEM LOCAL

O impacto do Bolsa Família na eleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 foi superior ao gerado pelo desempenho da economia, segundo estudo do economista Maurício Canêdo Pinheiro, da Fundação Getulio Vargas.

A pesquisa diz que o programa foi responsável por um aumento de cerca de três pontos percentuais na votação de Lula no segundo turno de 2006. O crescimento econômico foi responsável por um aumento de 0,34 ponto.

O autor fez análises estatísticas comparando os resultados eleitorais nos municípios antes e depois do Bolsa Família e comparando o crescimento econômico dos quatro primeiros anos do governo Lula com os quatro últimos anos do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Outro ponto ressaltado pelo autor foi que, em 2002, Lula foi particularmente bem-sucedido em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas -as mais beneficiadas pelo programa.

Com o efeito do Bolsa Família, a votação de Lula elevou-se em todas as cidades, mas principalmente naqueles em que seu desempenho foi relativamente pior em 2002.

Segundo o economista, o efeito eleitoral do Bolsa Família nas regiões Norte e Nordeste foi superior ao dos demais

Comentário

Esse boxe pretende sugerir que Lula dá mais atenção ao BF do que à economia devido a razões eleitorais.Mas prova o contrário.

Como o desempenho da economia poderia ter influenciado nas eleições de 2006 se se estava em uma semi-estagnação? O PIB per capita caiu 0,9% em 2003, cresceu 3,4% em 2004, 0,8% em 2005 e 1,6% em 2006. Com esse pibinho, se queria o quê? Que a economia influenciasse os votos? A baixa influência da economia se deve ao seu baixo desempenho no período.

Por que se julga que a popularidade de Lula saltou para 809%? É por conta do crescimento do PIB em 2007 e 2008 e a maneira como enfrentou a crise.

É óbvio que os eleitores não tem a menor ideia sobre o que poderia ter sido o crescimento não fosse a política monetária adotada no período. Mas não existe nada que agregue mais votos a um presidente do que economia em crescimento

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
01/08/2009 - 08:19

O Bolsa Família e os “imbecis”

Por Quero Luz

Acabo de testemunhar um assassinato a sangue frio.

A Globo News assassinou a verdade no seu “jornal” (?) da meia noite.

Lula discursou em Minas Gerais ontem, falando que é imbecil todo aquele que diz ser a bolsa família um programa para preguiçosos que não querem trabalhar.

A GloboNews noticiou assim: ” Lula chama de imbecis os críticos do bolsa família”.

A GloboNews além de assassinar a verdade a sangue frio também ME chamou de imbecil.

Estou escrevendo aqui este desabafo para me sentir um pouco menos mal. Ser insultada assim por um treco que eu pago para ter ligado na sala de minha casa me faz sentir que, talvez, eu seja mesmo imbecil.
Levantei da frente da TV e vim aqui postar esta denúncia.

Por Victor Rodrigues

Tá demais essa Globo, cara… está na capa do G1, com o maior destaque:

“Lula chama de ‘ignorante’ quem critica Bolsa Família”

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
24/07/2009 - 10:22

Bolsa Família e eleições

Por comentador

Por vezes a nossa mídia retoma uma pauta séria. Artigo publicado no Estado de São Paulo de hoje afirma o que já vínhamos discutindo aqui em Brasília. Ou seja, os detratores do Bolsa-Família usam o argumento de que o BF foi responsável pela reeleição do Lula, o que é uma grande balela se você analisar o programa em sua gênese, pois o programa beneficia jovens não-eleitores, e quem votaria em Lula só poderiam ser os pais ou filhos maiores. Quanto aos país de famílias beneficiárias, grande parte das famílias é composta por mães solteiras. Dos filhos maiores, seria uma inferência arriscada afirmar que um não-beneficiário direto seria um eleitor. Hipótese que só poderia ser confirmada com uma pesquisa específica.

Pois bem, segundo análise, o BF acresceu somente 2,9 milhões de votos, o que é quase que irrelevante no contexto geral.

Estado de São Paulo

” Pesquisa mede impacto eleitoral do Bolsa-Família

Economista da FGV usa dados de 3.397 cidades e cálculo sofisticado

Fernando Dantas, RIO

O programa Bolsa-Família foi responsável por três pontos porcentuais da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, quando ele atingiu 61% dos votos válidos. Este é o principal resultado de um trabalho recém-concluído do economista Mauricio Canêdo, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, que utilizou uma base de dados de 3.397 municípios.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , ,
13/07/2009 - 10:09

Bolsa Família e interesses políticos

É curiosa a forma de edição da Folha. O repórter Pedro Dias Leite entrevistou Anthony Hall, professor da LSE (London School of Economics and Political Science). Ele traz uma crítica importante e uma sugestão para a próxima etapa do Bolsa (clique aqui).

A crítica:

Seu objetivo imediato, obviamente, é amenizar a pobreza, e as avaliações iniciais indicam que o programa foi bastante bem-sucedido. Outro objetivo é acumular capital humano, fazendo os pagamentos condicionais a educação e saúde. E, nisso, o cenário é menos certo no momento. No campo educacional, as matrículas aumentaram, mas isso não necessariamente significa que a qualidade melhorou. Os resultados são melhores na saúde, em campanhas de vacinação e outras frentes.

A sugestão:

O próximo estágio desse tipo de programa é estabelecer uma ligação clara com geração de emprego. Isso também depende da macroeconomia. A avaliação tem de acompanhar o progresso dos beneficiários do Bolsa Família cinco, seis anos depois que deixaram a escola, para checar se há correlação entre ter participado do programa e uma melhor posição no mercado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: , ,
25/06/2009 - 09:23

Lula, modernidade e atraso

Do Valor

A política tradicional e Lula, o pragmático

Maria Inês Nassif

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem grande senso prático, como registrou essa semana o presidente americano, Barack Obama. O excesso de pragmatismo, no entanto, incorporou como normalidade ceder (e muito) em negociações – públicas, legislativas – que incluem claros e notórios interesses privados e expor-se constante e publicamente para manter o status quo de setores e personagens ligadas à política tradicional. O senso prático do governo petista acabou resultando numa soma de movimentos contraditórios que em algum momento forçarão Lula a escolhas que tenta evitar.

O resultado dos programas de distribuição de renda foi a surpresa do primeiro mandato. A injeção de recursos em comunidades muito pobres, que tradicionalmente mantiveram as oligarquias regionais com seus votos, provocou uma mudança estrutural. Os ganhos de cidadania nessas regiões, em especial nas de fraca urbanização, minaram o poder da política tradicional. Está se formando uma geração de políticos apartada das lideranças locais e com forte apoio comunitário, ligada a partidos com maior preocupação social. Essa mudança começa a se delinear e se firma numa relação político-eleitoral da qual foi eliminada a mediação dos chefes políticos locais. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , , ,
08/05/2009 - 07:39

Os controles no Bolsa Família

Por João Henrique Moreno Serra

Nassif,

Participei durante cinco anos (2003-2008), como prestador de serviços na CEF, do projeto Bolsa Família. Era um dos profissionais de TI que trabalhavam com o sistema responsável pela operacionalização dos pagamentos dos benefícios e interagia diretamente com os gestores e equipes de TI responsáveis pelo SIBEC e Cadastro Único.

Naquele período pude presenciar, e participar, dos esforços do MDS e da Caixa na prevenção e eliminação de fraudes e falhas na concessão e pagamento dos benefícios. Nesta condição, gostaria de tecer alguns comentários acerca do relatório do TCU. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , ,
07/05/2009 - 11:34

O TCU e o Bolsa Família

Olha que interessante.

O TCU (Tribunal de Contas da União) terminou relatório sobre o Bolsa Família. Apresentou os dados possivelmente em uma coletiva. Confiram duas coisas:

1. A discrepância entre a reportagem do Estadão e da Folha.

2. A falta de empenho em apresentar os dados como proporção dos benefícios totais. Em programa de tal abrangência, importam os dados relativos – qual o percentual de fraudes sobre os benefícios totais. Dados absolutos são ilusórios. 96 mil é muito para um universo de 200 mil, por exemplo, mas irrisório para um universo de 12 milhões.

Vamos aos dados. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Políticas Sociais Tags: , , ,
06/05/2009 - 10:00

A operação do Bolsa Família

Por Edmar Roberto Prandini

Nassif,

Sobre os impactos sociais do BF, ou ainda daqueles de caráter econômico, aos quais você alude em seu texto, ainda que alguns duvidem disso, uma vez que empreendimentos populares e informais não são considerados por certos ilustrados, quero discutir aqui a acusação recorrente sobre o caráter eleitoreiro do programa.

O programa Bolsa Família tem o seguinte ciclo de operacionalização: no âmbito municipal, pelo serviço de assistência social das prefeituras municipais, as famílias de baixa renda são cadastradas. Sendo os funcionários públicos municipais os responsáveis pelo cadastramento, tem havido casos identificados de cadastramento indevido, proporcionalmente poucos mas há. Em seguida, de posse dos dados eletrônicos inseridos no cadastro pelos funcionários municipais, o governo envia um cartão à família, através da Caixa, e, a partir daí, mensalmente a família, geralmente através da mulher, pode efetuar saque do valor correspondente. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , ,
06/05/2009 - 07:57

O Bolsa Família e o fogão a gás

Atualizado

Por Fernando Gomes

Uma certa distribuidora de gás precisou realizar, em meados de 2008, investimentos de um certo valor. Parte dele, ou mais precisamente, R$ 160 milhões, destinavam-se a aquisição de 8.000.000 (oito milhões) de botijas de gás, tanto para substituir aquelas cuja vida útil se esgotara, como para repor as botijas compradas por novos consumidores.

Cada botija custa R$ 200 no fabricante e é repassada ao consumidor final por um preço que varia entre R$ 40/R$50 ( a diferença é subsídio da distribuidora de gás) Cada botija vendida tem um pay back de 4 anos.

Dos 8 milhões de botijas, 2.500.000 destinavam-se exclusivamente a região Nordeste, para repor vasilhames vendidos sem retorno.

Tradução: 2.500.000 de famílias deixaram de consumir lenha para consumir o gás GLP, exclusivamente na região nordeste.

A distribuidora identificou o que estava por trás desse movimento:

a) Bolsa Família
b) poder de compra do salário mínimo
c) empréstimo consignado
d) maior oferta de emprego

O cartão do Bolsa Família serve, entre outras coisas, para comprovar renda. assim, o despossuído que antes dependia de lenha prá cozinhar, para desespero do Ali Kamel consegiu ir até a loja e comprar um fogão por R$ 200, em 18/24 meses, e pela primeira vez comprar um bujão de gás. Daí a necessidade de reposição de 2.500.000 de unidades. Registre-se que isso não aconteceu de repente, foi entre 2003 e 2007. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: , ,
05/05/2009 - 17:00

Incompreensões em torno do Bolsa Família

Há uma enorme incompreensão que ainda remanesce em relação ao Bolsa Família.

A maior delas é em torno de uma dicotomia inexistentes: em vez de dar esmola o Estado deveria dar emprego.

Primeiro, não são políticas excludentes. Dá-se a base de sustentação mínima e oferece-se emprego.

Segundo, políticas de desenvolvimento – e de aumento de emprego – são inócuas sobre a base da pirâmide, se não vier acompanhadas de políticas de inclusão.

Numa ponta, tem-se a questão regional, os bolsões de pobreza. Essas regiões não se desenvolvem porque não tem consumo; não tendo consumo não atraem empresas; não atraindo empresas, não geram empregos.

Esse círculo vicioso está sendo rompido nas regiões mais pobres graças ao Bolsa Família e à Previdência Social. Criaram-se as bases para um consumo popular que estimulou empresas a investirem no atendimento à nova demanda. Em muitos lugares, o passo seguinte já foi dado, de instalação de empresas para atender à região.

Os valores da Bolsa e da aposentadoria são irrisórios mas permitiram uma estabilidade de ganhos. O que caracteriza a renda dos muito pobres, além do pequeno valor, é a inconstância do recebimento. Como não estão no mercado formal, dependem de bicos. Essa instabilidade impedia qualquer forma de comprometimento de renda com crédito. A Bolsa Família e a melhora nos benefícios da Previdência forneceram esse colchão mínimo. Com isso, a baixa renda pode ir às compras – a maior parte dos gastos, aliás, em alimentos e produtos de limpeza, mas parte em bens de consumo durável.

O segundo ponto é a inclusão dos miseráveis no mercado de trabalho. Também aí há uma incompreensão do que seja a miséria absoluta. E reflete a visão preconceituosa de que a miséria é fruto da vagabundagem.

A miséria absoluta é uma questão cultural. O sujeito vive na miséria porque aprendeu a viver apenas na miséria. Não tem noção do que seja sair da miséria. Aceita a condição como se fosse uma inevitabilidade.

O Bolsa investe em portas de saída do programa. A parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) mostra isso. Mas não se esperem resultados auspiciosos com os miseráveis. O máximo que se conseguirá, apertando as condicionalidades de colocar os filhos na escola, será salvar dessa tragédia a geração dos filhos.

Portanto espere-se da Bolsa Família o que ela pode dar: impedir a fome (só isso já seria suficiente para legitima-la); impedir a desagregação familiar; estimular a matrícula das crianças na escola.

A consolidação final do Bolsa Família será transformá-la em um ativo do Estado, do atual estágio da civilização brasileira e não um feito pessoal do governo Lula. Caso contrário, se entrar outro partido no poder, a tentação será “refundar” o Brasil. Essa é a verdadeira tragédia brasileira, praticada por todos os partidos independentemente de escolaridade.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome Tags: , ,
04/05/2009 - 13:38

Um historiador assustador

Por tomás angelo

Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Por Bruno

olhe a opinião de um especialista no globo

‘os pobres sao e votam. o que se fizer pelos pobres rende votos. logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia autentica compra de votos. ah, se os pobres não pudessm votar, seria ideal, pois poderiamos fazer politicas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular. um (…) desses que sao escolhidos pelo globo para ir ao painel, para dar notica com credibilidade cientifica. e pior um cara desses se diz democrata. Clique aqui.

Comentário

Ah, é o Marco Antonio Villa e o mancheteiro é do Globo.

Repare só. O previsível conservador-em-permanente-disponibilidade declarou o seguinte:

- É um número assustador. Isso vai ter uma influência decisiva em qualquer processo eleitoral, e, como nós temos eleições a cada dois anos, a gente vai poder constatar isso tanto na esfera municipal como nas esferas estadual e federal – disse.

Aí o repórter Adauri Barbosa consulta um especialista que fulmina o argumento do Villa com uma elegância típica dos verdadeiros intelectuais:

Consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), o economista Ladislau Dowbor, professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo nas áreas de economia e administração, questiona o argumento de que as políticas sociais são eleitoreiras ou demagógicas por terem como alvo os pobres, que são a maioria da população.

- Os pobres são muitos, e votam. O que se fizer pelos pobres rende votos. Logo, qualquer medida que favoreça os pobres constitui demagogia, autêntica compra de votos. Ah, se os pobres não pudessem votar, seria ideal, pois poderíamos fazer políticas para os pobres sem que isso deformasse a vontade popular e pesasse nas eleições. Mas votam, e, como há eleições a cada dois anos, pode-se fazer política para os pobres uma vez a cada dois anos.

Aliás, a única força capaz de equilibrar o jogo em favor dos pobres é o que Villa deve considerar um absurdo: o pobre exercer sua influência através do voto.

Matéria equilibrada. O que não foi equilibrado foi a manchete.

Por tomás angelo

Vila é fantástico. Ele considera um absurdo o número de pobres beneficiado pelo bolsa família, mas parece não se incomodar com o número de pobres em si.

Por Alexandre Leite

Mas vejam o que diz um tucano de boa sepa hoje no Valor:

O economista Samuel Pessoa, assessor do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), afirmou que o governo Lula não pode ser acusado de gastador na área de custeio. Lembrou, no entanto, que Lula elevou muito as despesas sociais e de pessoal, difíceis de serem revertidas. Na sua avaliação, isso criou um tema para a campanha eleitoral de 2010 e um desafio para o próximo governo. Pessoa não vê, no entanto, risco de insolvência fiscal em 2009 e 2010. [...] Os programas sociais são responsáveis por esse crescimento interno e por um padrão regional de distribuição. Parece que o setor de bens não-duráveis e semiduráveis está segurando o emprego, a indústria está gerando crescimento do PIB, de forma que dá para dizer que neste momento esses programas funcionaram como política fiscal. Uma questão mais sofisticada e de difícil resposta é a continuidade dos aumentos do salário mínimo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome, Políticas Sociais Tags: ,
16/04/2009 - 07:00

A escola e o trabalho juvenil

Uma tese muito instigante do leitor Guilherme Silva Araújo sobre evasão escolas e Bolsa Família

Por Guilherme Silva Araújo

Nassif,

Para mim, parece que caiu a ficha do professor Marcelo Neri. Gostaria de expor os motivos desta minha conclusão. Atualmente curso mestrado em economia na Universidade Federal de Uberlândia, no triângulo mineiro. Em minha dissertação discuto os possíveis impactos do programa Bolsa-Família sobre o trabalho infanto-juvenil. Por coincidência, utilizo os microdados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) coletada em setembro de 2006, assim como o professor Neri.

Neste ano, os entrevistadores foram à campo com um questionário que trazia as perguntas tradicionais e com perguntas suplementares em três áreas, a saber, (i) a participação dos domicílios em programas de transferência de renda (PBF, BPC-LOAS, PETI e demais programas municipais, estaduais ou federais), (ii) características relativas à educação e acesso à merenda escolar para as crianças de 0 a 17 anos e (iii) características de trabalho das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.

A hipótese que levantei em meu trabalho era a de que a simples transferência de renda não era suficiente para garantir que as crianças e adolescentes deixassem de trabalhar para estudar. Leia mais »

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25/03/2009 - 09:15

Mitomania, a doença dos ex

Não adianta. O PSDB continuará eternamente presoaos sentimentos menores de Fernando Henrique Cardoso.

Alguns trechos da matéria de O Valor, sobre sua palestra na Fecomercio acerca dos quinze anos do Plano Real.

FHC ataca PAC e loteamento da máquina pública

Sergio Lamucci, de São Paulo

(…) “O governo Lula está dando passos atrás no processo de profissionalização da administração pública e de separação entre o interesse partidário e o público, entre o interesse privado e o público”, disse, atacando também a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante a corrupção.

1. Entregou o Ministério dos Transportes do PMDB de Eliseu Padilha (que está sendo processado por corrupção).
2. Entregou todo o setor elétrico ao PFL.
3. Entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas.
4. Entregou o Banco Central aos fundos offshore.
5. Entregou o sistema de livros didáticos às grandes editoras.
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16/03/2009 - 15:00

Jarbas e o restaurante de Brasilia Teimosa

Por José de Abreu

LN

Boa semana a todos!

ótimo trabalho de jornalista, na Carta Capital.

até

zeh

Garçom, procura-se

Urariano Mota, na Carta Capital Leia mais »

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09/03/2009 - 09:51

A estrela e o santo

Frei Betto montou seu marketing se anunciando amigo de Fidel; Patrus Ananias, trabalhando duro na periferia.

Betto leva apoio espiritual a políticos ilustres, jornalistas conhecidos, intelectuais afamados; Patrus se dedica aos pobres.

Betto fez sua opção preferencial pelas celebridades; Patrus, pelos anônimos.

Betto procura os holofotes; Patrus a ação discreta.

Betto tem os pecados capitais da soberba e da inveja; Patrus as virtudes da humildade e da sabedoria.

Betto coloca bandeiras a serviço da promoção pessoal; Patrus iça as bandeiras, e se esconde, com pruridos para não se beneficiar da própria obra.

Betto participou de um programa caótico, o Fome Zero; Patrus criou um programa modelo, o Bolsa Família.

Até hoje Betto busca holofotes para celebrar seu fracasso; raramente se vê Patrus celebrando seu sucesso.

O Fome Zero era um esforço de marketing; o Bolsa Família um trabalho que incorpora indicadores avançados, modelos de gerenciamento e parcerias com o setor privado para as chamadas portas de saída dos miseráveis.

Betto critica o Bolsa Família por não ter porta de saída; o Fome Zero não tinha porta de entrada. Era um mero programa que distribuía alimentos, mas nem contribuições conseguia receber por desorganização ampla e geral.

Em suma, é isso o que explica as catilinárias permanentes de Frei Betto, o soberbo, contra a obra de Patrus Ananias, o humilde. Um é candidato a estrela; outro, é candidato a santo.

No Estadão de hoje Betto volta à carga: “Bolsa-Família é política de governo e projeto de poder”. Nas suas memórias ele atribui o fracasso do Fome Zero à pouca vontade do governo em bancar campanhas promocionais. O fracasso não decorreu da falta de holofotes, mas do excesso de preocupação com o brilho.

Quando ambos morrerem, São Pedro os estará aguardando na porta do paraíso. Betto empurrará Patrus, acelerará o passo para chegar na frente: “Eu sou Frei Betto, amigo do Fidel, do Chico Buarque, orientador espiritual da dona Marise, da dona Risoleta, da Milu Vilella, de psiquiatras, escritores e intelectuais famosos”.

Com paciência, São Pedro o afastará educadamente com um braço, enquanto com o outro indicará a Patrus a entrada. Procissões de anjos celebrarão sua chegada.

Betto não receberá o castigo eterno. Apenas passará uma temporadinha no purgatório, para se livrar definitivamente dos pecados da soberba e da inveja.

Aliás, quando vejo Patrus, o irmão leigo, quase volto a acreditar. Aí vejo Betto, o religioso, e caio na real novamente. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Fome Tags: , ,
31/01/2009 - 09:22

O Bolsa Família 2.0

”Estamos no Bolsa-Família 2.0”

Do Estadão

Economista defende efeito do benefício contra desigualdade e diz que seu aumento pode compensar contração do crédito

Wilson Tosta

O economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que a expansão do Bolsa-Família anunciada esta semana pelo governo federal poderá ajudar no combate à crise econômica entre os mais pobres. Para ele, ao expandir a distribuição de dinheiro em setores em que é mais alta a propensão para gastá-lo, a iniciativa, além de combater a pobreza, estimulará a economia, compensando em parte a redução do crédito. “Essa é uma medida adequada”, diz ele, por e-mail, de Washington. Néri destaca o efeito “direto e potente” do programa sobre a redução da desigualdade no País, mas reconhece que, nas pesquisas sobre o Bolsa-Família, a hipótese de que gere acomodação nos beneficiários não foi afastada. Leia mais »

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26/01/2009 - 09:56

A criação de saci no Bolsa Família

Atualizado

Em Minas Gerais há informações seguras de criação de saci em cativeiro. Agora, começam a pipocar indícios fortes de que parte dessas criações de saci estão sendo montadas em jornais.

É o que depreende do fato da parte mais séria do jornal mais sério do país, o Estadão, ter embarcado na criação de sacis de O Globo.

Do Editorial do Estadão

Mais briga entre ministros

Depois do confronto entre os ministros da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente por causa do projeto do novo Código Florestal, a confusão reinante na Esplanada dos Ministérios, decorrente da má qualidade de gestão e falta de comando administrativo do governo, tem agora um novo capítulo, no qual os dois principais personagens são o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias.

O confronto começou quando Mangabeira, depois de anunciar que lideraria uma “caravana para o Nordeste”, passou a criticar os critérios de escolha dos beneficiários do Bolsa-Família nessa região e a alardear que o Ministério de Assuntos Estratégicos já começou a estudar novos critérios. Em vez de privilegiar os mais pobres, diz ele, o Bolsa-Família deveria ser direcionado aos que já estão próximos de se integrar à classe média. “O ponto nevrálgico é escolher corretamente o alvo. Muitas vezes tenta-se abordar o núcleo duro da pobreza com programas capacitadores e, aí, eles não funcionam. As populações mais miseráveis são cercadas por um conjunto de inibições, até de ordem cultural, o que dificulta o êxito desses programas”, disse o ministro ao jornal O Globo (continua).

Marquito, meu filho, Pereira, grande figura, como é que embarcam nessa bobagem? Daqui a pouco vão acreditar que saci dá em árvore.

Mangabeira nunca falou no Bolsa Família privilegiar a classe média. O tema eram os programas de capacitação, treinamento profissional que precisam focar os menos pobres, devido ao fato de que a miséria extrema é uma barreira cultural enorme à inserção de pessoas no mercado de trabalho. E não houve discordância nenhuma com Patrus – conforme a própria íntegra da entrevista, disponibilizada no site do Ministério de Assuntos Estratégicos. Como Mangabeira cansou de salientar na entrevista (e O Globo cansou de expurgar do publicado) essas conclusões sao consensuais, não há divergência Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Políticas Sociais Tags:
25/01/2009 - 08:00

Os ataques ao Bolsa Família

Coluna Econômica – 25/01/2009

“O Globo” tem movido uma campanha implacável contra o Bolsa Família – através de reportagens enviesadas e dos artigos de Ali Kamel e Merval Pereira. Chegaram a “acusar” o programa pelo fato de parte dos beneficiários ter adquirido geladeira e fogão. Segundo eles, o dinheiro deveria ser exclusivamente para comida. Como se geladeira e fogão servissem para assistir televisão.

***

É curiosa essa posição de dois colunistas que se pretendem defensores do livre mercado mas cuja ideologia acaba tropeçando no preconceito puro e simples.

Nas grandes discussões sobre políticas sociais, nos anos 90, os verdadeiramente liberais – como Roberto Campos – defendiam políticas que permitissem aos beneficiários a livre escolha. No caso de escolas, uma das bandeiras era a concessão de bônus que o estudante poderia utilizar livremente, escolhendo a escola pública que lhe parecesse mais adequada.

No caso das transferências em dinheiro, a livre escolha do que adquirir. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
25/01/2009 - 07:00

Tem gato na tuba

Atualizado

Da Folha

Gato recebeu R$ 20 do Bolsa Família em MS por cinco meses

Bicho de estimação foi cadastrado por seu dono, coordenador na Prefeitura de Antônio João do programa do governo federal

Fraude foi descoberta na visita de um agente de saúde à casa do suposto beneficiário; dono do animal pediu exoneração

RODRIGO VARGAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPO GRANDE

Um gato de estimação fez parte, durante cinco meses, da lista de beneficiários do Bolsa Família em Antônio João (300 km de Campo Grande), um dos municípios mais pobres de Mato Grosso do Sul. O animal, chamado Billy, foi inscrito com nome, sobrenome e data de nascimento por seu dono, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador local do programa do governo.

Billy tinha número de identificação social, cartão magnético e vinha recebendo R$ 20 mensais do governo federal como complementação de renda.

A fraude foi descoberta durante a visita de um agente de saúde à casa do suposto beneficiário, em novembro passado.

Recebido pela mulher do coordenador, o agente quis saber por qual motivo a criança Billy Flores da Rosa não havia sido levada para fazer a medição e a pesagem, exigidas para os cadastrados no programa.
A mulher estranhou a pergunta: “Mas o único Billy aqui é o meu gatinho”. O agente relatou o diálogo à prefeitura, que abriu sindicância.

“Convocamos testemunhas e exigimos que o coordenador comprovasse a existência da suposta criança que ele cadastrou”, disse à Folha a secretária de Assistência Social do município, Neuza Carrillo.

O processo de cadastramento das famílias é de responsabilidade do município. O coordenador, disse a secretária, é encarregado de receber e verificar a documentação dos candidatos ao benefício. Ao final dessas etapas, cabia a ele incluir os dados no sistema on-line do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

“Os documentos não são remetidos a Brasília, somente as informações. Ele se aproveitou disso para criar um cadastro inteiramente falso, com dados como nome, peso e data de nascimento, e depois batizou a invenção com o nome do gato.”

Ouvido ao final da sindicância, Rosa admitiu a fraude. Funcionário municipal concursado desde 2006, ele foi afastado em dezembro. Na semana passada, pediu exoneração do serviço público.

Comentário

A Bolsa Família conseguiu detectar uma fraude de R$ 20,00 em menos de seis meses, trabalhando por amostragem. Os auditores do Banco Nacional permitiram um golpe de dez anos, por não trabalhar com amostragem as contas apresentadas como reais. Não sei se o IVC (Instituto Verificador de Circulação) trabalha com amostragem para conferir se a quantidade de assinaturas apresentadas por alguns veículos têm, na ponta, assinantes reais ou incautos que recebem assinaturas grátis sem solicitar e são contabilizados como pagantes.

O Bolsa Família poderia passar esse know how simples para grandes órgãos de auditoria.

Por André

Nassif, nesta comunidade informações que ajudam a entender os mais de 1,2 milhão de tiragem de Veja : clique aqui.

Comentário

É uma página do Orkut onde o membro de uma comunidade ensina como conseguir conseguir a revista de graça.

Entra-se em um campo do site da revista, onde está escrito:

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É só se cadastrar e passar a receber a revista. Não sei que tipo de boleto é enviado, já que, segundo a orientação, a Abril não exige dados bancários do inscrito.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags:
23/01/2009 - 13:22

A Qualificação Profissional no Bolsa Família

Conversei agora de manhã com o Ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, sobre o Plano de Qualificação Profissional do Bolsa Família. Seu relato: Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: ,
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