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21/11/2009 - 11:42

A USP, segundo o novo reitor

Por Vander Fagundes

Nassif, saiu uma matéria interessante no portal R7. O novo reitor da USP, Grandino Rodas, diz que a USP precisa de verbas do BNDES e da iniciativa privada. É uma boa oportunidade para discussão sobre medidas de melhoria e gestão nas universidades públicas, fomento às pesquisas, fundações de apoio, salário dos professores e o grande comprometimento do orçamento com o funcionalismo.

Clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade Tags: , , ,
05/11/2009 - 09:45

Os pólos políticos pós-Lula

Do Último Segundo

Coluna Econômica 05/11/2009

Uma grande discussão, no cenário político atual, é saber de que maneira irá se articular uma oposição ao que se poderia chamar de lulismo. Grosso modo, são três grupos de temas em torno dos quais podem ser articulados os discursos políticos:

O primeiro engloba as políticas irreversíveis que considera, entre outros, as políticas sociais includentes, o pacto do desenvolvimento, a manutenção da estabilidade inflacionária e fiscal, o biocombustível, a nova política industrial, ancorada no pré-sal, e o fortalecimento da agricultura.

O segundo são as sementes que vêm sendo lançadas, mas sem muita ênfase, como a prioridade na saúde (focalizado no recurso), o avanço na tecnologia e inovação, o aprimoramento da gestão pública, a desoneração dos investimentos e a racionalização tributária e o apoio às pequenas e microempresas.

O terceiro, onde se dará o embate ideológico, refere-se ao controle do fluxo de capitais.

***

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , , , ,
03/11/2009 - 11:09

Os polos políticos na era pós-Lula

Ontem publiquei uma belíssima análise do Gunter sobre o cenário político pós-Lula (clique aqui).

Vamos continuar a discussão sobre um dos sub-ítens relevantes: de que maneira irá se articular uma oposição ao que se poderia chamar de lulismo.

Grosso modo, são três grupos de temas em torno dos quais podem ser articulados os discursos políticos:

Grupo 1 – Políticas irreversíveis:

1. As políticas sociais includentes.

2. O pacto do desenvolvimento, com ação mais ativa dos bancos públicos e de políticas fiscais e o chamamento dos diversos setores .

3. A manutenção da estabilidade inflacionária e fiscal.

4. A regionalização do desenvolvimento.

5. O biocombustível, como um dos pilares do novo desenho industrial e das inovações tecnológicas.

6. A nova política industrial ancorada no pré-sal.

7. O fortalecimento da agricultura na frente agronegócios e na frente agricultura familiar.

8. Outros.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo Tags: , , , ,
27/09/2009 - 14:50

O BIRD latino-americano

Por Roberto São Paulo/SP

BBC Brasil/Último Segundo do iG

Sete países firmam acordo para criar Banco do Sul

Depois de meses de impasse, sete presidentes sul-americanos fecharam no sábado o acordo de criação do Banco do Sul, instituição concebida para financiar projetos de desenvolvimento em infraestrutura e de integração comercial regional.

De acordo com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, o banco contará com capital inicial de US$ 20 bilhões, o dobro do que havia sido acordado em março………..

……………Participam da iniciativa os governos de Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. O Chile, por enquanto, será membro observador.

Agora, o projeto será levado aos respectivos Congressos para a aprovação final.

Impasse O impasse sobre o peso dos países na tomada das decisões vinha atrasando a criacao da instituicao.

O ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, disse à BBC Brasil que os países-membros concordaram em uma “fórmula mista” que delimita o poder de decisão de cada país para a aprovação de empréstimos.

A posição do Brasil era de que os votos dos países que mais aportassem capital no banco deveriam ter maior peso nas decisões…………….

Comentário

Não sei como anda nos últimos tempos, mas a CA (Corporacion Andina de Fomento), constituída por todos os países andino da América do Sul, sempre foi considerado um modelo de organização, comparável ao nosso BNDES (clique aqui) .
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Logística Tags: , ,
16/09/2009 - 11:26

A Ambev de Lula: JBS compra a Bertin

Por Douglas

JBS acerta compra de Bertin e Pilgrim’s

O JBS, maior processador de carne bovina do mundo, deve anunciar nas próximas horas dois negócios que vão transformar a cara do setor.

A empresa vai comprar o rival brasileiro Bertin e a gigante americana Pilgrim’s Pride, segunda maior processadora de carne de frango dos Estados Unidos, com faturamento de 8,5 bilhões de dólares.

A aquisição da Pilgrim’s, que custará mais de dois bilhões de dólares, será paga em dinheiro e ações. Já os donos do Bertin, se tornarão grandes acionistas do JBS. O dois negócios contarão com o apoio do governo brasileiro, via BNDES.

Comentário

O Blog antecipou esse movimento meses atrás e foi questionado por executivos da Bertin – que, certamente, não estavam informados sobre os movimentos dos controladores.

Por Andre Araujo

Se forma com o dinheiro do BNDES. Maravilha. A AMBEV tambem foi formada com base nesse bordão de “multinacional brasileira”. Hoje, o centro de decisão está la fora, o capital é estrangeiro e os donos moram na Europa.

A JBS corre no mesmo caminho, pior ainda, com dinheiro publico brasileiro. Parte da familia ja mora nos EUA, mais um pouco será mais uma de capital estrangeiro.

Mas sempre vai ter gente para bater palmas e dar bom dia a Papai Noel.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , ,
25/08/2009 - 15:07

O Eximbank brasileiro

Do Valor

Eximbank precisa sair logo, diz Coutinho

O projeto de criação de um Eximbank brasileiro, uma instituição dedicada exclusivamente a estimular o complexo exportador do país, está em discussão para ser apresentado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informou ontem o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Luciano Coutinho, o projeto, pedido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, já foi apresentado para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e está em discussão para ser levado ao presidente.

“Essa é uma matéria de interesse nacional e é um projeto de urgência”, afirmou o presidente do BNDES, presente em evento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), em São Paulo, voltando a defender que a criação desse banco deve ser realizada o mais rápido possível. “Eu gostaria que um projeto de lei saísse logo”, enfatizou.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria Tags: , , , ,
25/08/2009 - 15:07

A renovação da burocracia pública

Por Barbalho

Na mesma linha do que escrevi sobre cumulativdade, segue um post do blog do servidor sobre a passagem de bastão de servidores públicos no BNDES: clique aqui.

Se para a iniciativa privada não é fácil substituir gente boa que se aposenta ou esvazia as gavetas porque conseguiu um emprego melhor, no funcionalismo isso é um drama. Refém do concurso público, a máquina tem dificuldades crônicas de repor peças em postos estratégicos. E apesar do visível salto de qualidade dos quadros recém-contratados, empresas e órgãos de governo têm grande dificuldade em desatar o nó da transferência de conhecimento.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Gestão Pública, Sem categoria Tags: , ,
16/08/2009 - 11:21

Os ensaios de política industrial

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 16/08/2009

O Brasil teve duas experiências relevantes de política industrial. Uma, no período que vai do pós-guerra até o governo JK. Outra, no período de Ernesto Geisel na presidência, com o Plano Nacional do Desenvolvimento montado dentro de um ambiente autoritário – com as decisões e implementações sendo feitas centralizadamente.

***

Nos últimos anos, o tema voltou à pauta de todos os países, mas o Brasil tinha desmontado sua estrutura.
Assim, as incumbências de pensar o novo modelo de planejamento industrial ficou com o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), única estrutura de Estado apta a tocar o conceito e que manteve sua estrutura intacta.

***

A CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) tem uma visão bastante crítica sobre as dificuldades latino-americanas. O continente é ótimo para fazer diagnósticos, muito bom para desenhar políticas públicas, péssimo para implementar e uma nulidade para avaliar.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: , , ,
30/06/2009 - 09:55

A batalha pelo PIB positivo em 2009

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 30/06/2009

Ontem houve mais uma rodada de estímulos à economia, enquanto não ocorre uma recuperação mais vigorosa.

O principal item foi o da equalização das taxas de juros para investimentos em bens de capital que sejam adquiridos nos próximos seis meses. Há vantagens expressivas. No caso de financiamento de caminhões, a taxa anual caiu de 13,5% para 4,5%. Além disso,m o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a redução da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) caiu de 6,25% para 6% ao ano – a menor taxa da história.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: , , ,
02/06/2009 - 12:25

A montadora brasileira

Por Gustavo

Nassif,

se juntarmos Fundição Tupy, Randon, Bateiras Moura, Weg para os motores elétricos e mais algumas empresas fornecedoras Brasileiras e talvez algumas com sistemas de distribuição internacional como a Marcopolo e mais 40% do BNDES poderíamos contruir uma empresa supercompetitiva globalmente.

Em fundição, usinagem e montagem o Brasil tem uma competência fabril muito acima da média mundial. Nosso aço é produzido mais barato do que o Chinês (apesar do triopólio do aço não repassar esses baixos custos) e nosso ferro gusa é o mais barato e de melhor qualidade do mundo.

Em pouco tempo a Petrobrás poderá vender resinas a preços abaixo dos internacionais. E nossos custos trabalhistas na metalurgia já são próximos aos dos chineses. Se o Meirelles não atrapalhar, em pouco tempo nossos custos serão menores. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: , ,
16/05/2009 - 13:00

A engenharia fiscal do BNDES

Por Roberto São Paulo/SP

da Agência Brasil, Última modificação em 15 de Maio de 2009 – 18h44

Medida provisória libera R$ 11 bilhões para empréstimos do BNDES

Wellton Máximo /Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma mudança na contabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) permitirá à instituição emprestar até R$ 11 bilhões a mais para investimentos. A novidade consta de medida provisória (MP) que repassa R$ 1 bilhão para os municípios, publicada hoje (15) no Diário Oficial da União. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , ,
30/04/2009 - 09:44

Os efeitos do pré-sal

Mais importante do que tirar petróleo é a movimentação industrial em torno da atividade.

Os últimos dados do BNDES comprovam que os investimentos da Petrobrás no pré-sal começam a mobilizar uma enorme cadeia de fornecedores, que estão atrás dos financiamentos do banco.

O salto industrial do país, com a exploração, provavelmente será superior ao que ocorreu no início dos anos 80, quando a Petrobrás passou a preparar seus fornecedores para a substituição de importações de equipamentos para exploração de águas profundas.

A entrada de projetos no valor de R$ 25 bilhões da Petrobras no sistema do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levou, em março, ao recorde mensal de consultas ao banco de fomento na série que vai de 1996 a 2009. Somente em março, as consultas à instituição somaram R$ 38,287 bilhões, elevando o valor do primeiro trimestre para R$ 57,325 bilhões.

O site do BNDES mostra que o setor de coque, petróleo e combustíveis – onde se enquadram os projetos da estatal – respondeu por quase 70% do total de consultas ao banco em março. Quando foi anunciado o plano de investimentos da estatal para os próximos anos, já estava definido que o banco de fomento financiaria, em 2009, um total de R$ 25 bilhões. São estes projetos que agora deram entrada na instituição.

Outros R$ 3,9 bilhões em consultas vieram do setor de construção, o que inverteu a trajetória da curva das entregas de novos projetos à instituição, que havia recuado 38% no primeiro bimestre. Com a entrada dos empreendimentos da Petrobras e da construção, as consultas encerraram o trimestre com uma alta de 29% em relação a igual período do ano passado. Antes de março, os dois maiores valores mensais de consultas ao banco (na série de 1996 a 2009) foram no ano passado, com R$ 21,6 bilhões em julho e R$ 21,2 bilhões em outubro.

Mais dados sobre o tema no Clipping do Dia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , ,
08/04/2009 - 11:15

A Embraer nos céus brasileiros

Por Roberto São Paulo/SP

BNDES, 07.04.09

O BNDES contratou financiamento de R$ 254 milhões para a nova empresa aérea Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A adquirir quatro aeronaves fabricadas pela Embraer, sendo uma modelo ERJ-195 e três, modelo ERJ-190. Os aviões serão destinados ao transporte doméstico e deverão ter configuração de 106 (ERJ-190) e 118 assentos (ERJ-195). Trata-se do primeiro financiamento em moeda nacional aprovado pelo BNDES para a compra de aeronaves destinadas ao mercado doméstico……………………….. …………………..Utilizando somente aeronaves fabricadas pela Embraer, a Azul pretende atuar no mercado doméstico com operações ponto-a-ponto entre pares de cidades e frequência diária, com maior disponibilidade de vôos diretos. Para isso, serão utilizadas aeronaves de menor porte, mais adequadas a esse tipo de serviço, por terem menor custo operacional por viagem……………………………..

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , ,
23/03/2009 - 10:00

Proposta para um novo modelo elétrico

Por Fernando Beça

Nassif,

O BNDES através da sua revista de junho de 2008 (clique aqui), publica um estudo que reputo como excelente. Este artigo nos coloca uma proposta atualizadissima para o Setor Elétrico Brasileiro, uma vez que com este modelo esquizofrenico atual, temos as tarifas mais caras do mundo em um sistema que tem os menores custos operacionais e ambientais do planeta.

Vale o prazer da leitura e a divulgação na blogesfera.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Energia Tags: ,
18/03/2009 - 07:00

A fusão Sadia-Perdigão

Por Daniel W.

Luis,

Fala-se nos jornais da união da Perdigão com a Sadia, ou a absorção desta dentro da Perdigão, com aval do BNDES. O que vc pensa do asunto ?

Quais os critérios do BNDES ? Todo é válido para consolidar grandes empresas nacionais privadas? Seriam aportes de capital sem garantía de retorno, com dinherior público? Qual o compromisso da nova empresa ? Como ficam os consumidores do Brasil se eliminamos totalmente a competição ? O Cade deveria aprovar uma operação destas ? Quais os critérios de garantía de concorrência ante um virtual monopolio do frango e do suino ?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios Tags: , , ,
06/02/2009 - 08:31

O PIB, segundo o BNDES

Matéria de ontem do Valor dizia que o BNDES estava prevendo um PIB de meio a um ponto em 2009.

Hoje o jornal retifica a informação. O banco trabalhava com um crescimento do PIB de 3%. Reduziu em meio ponto a previsão – e não para meio ponto. Assim, sua previsão atual é de 2,5% de crescimento.

http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQbgSgoQtd2u1_Qj

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
05/02/2009 - 11:32

O PIB de 2009

Não consegui entender de onde o Ministro da Fazenda Guido Mantega tirou a convicção de que a economia poderá crescer até 4% este ano. O Departamento Econômico do BNDES, por exemplo está estimando um crescimento de apenas 1% em 2009

Do Valor

BNDES revisa projeções e prevê alta de no máximo 1% para PIB em 2009

Vera Saavedra Durão, do Rio

(…) O banco reviu para baixo suas projeções de Produto Interno Bruto (PIB) e de investimento fixo para 2009, passando a trabalhar com uma taxa de crescimento para a economia entre 0,5% e 1% e com um avanço de apenas 2,5% a 3% para a formação bruta de capital fixo (FBCF) até dezembro. (…) (…) A projeção do Institute International de Finance (IIF) para o crescimento do PIB global este ano é de menos 1,1%. Eles trabalham com uma taxa de crescimento de 6,5% para a China e de 0,8% para o Brasil. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Internacional, Mídia Tags: ,
24/01/2009 - 13:38

Os cabeções e o aporte no BNDES

Esse aporte do Tesouro ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) está sendo alvo das mesmices analíticas de sempre: comparar o custo de captação do Tesouro com o que será cobrado do banco jogando na rubrica de prejuízo.

Segundo as contas dos óbvios Raul Velloso e Armando Castelar, repetidas obviamente pela Mirian, esse aporte de R$ 100 bi custará R$ 4 bi ao Tesouro.

Primeiro, vamos a uma análise do custo das reservas cambiais:

1. O BC compra os dólares. Depois emite títulos para enxugar o excesso de liquidez. Paga em taxas brasileiras e aplica em taxas americanas. O custo é de, no mínimo, o dobro do custo desse aporte no BNDES.

2. O aporte no BNDES será carreado para investimentos. Cada investimento movimenta a cadeia produtiva. Exerce um efeito multiplicador que precisa ser avaliado em vários níveis: quanto de imposto o governo arrecadará a mais; quanto de riqueza será produzida a mais; quanto de emprego será criado ou preservado. Os analistas, em questão, divulgam a conta DEVE e escondem a conta HAVER.

3. O analista absoluto Armando Castellar disse que esses recursos provocarão apenas um efeito-substituição. As empresas trocarão o crédito privado por esse novo crédito, mais barato. Com isso, não haverá aumento na oferta de crédito na economia. Esqueceu de analisar apenas o que farão os bancos privados com o crédito que será disponibilizado por essas empresas que recorrerem ao BNDES.

4. A rigor, a única crítica consistente – aliás, mais um alerta do que uma crítica – foi do ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyolla, que acenou para a possibilidade de concessão indiscriminada de crédito, em nome da crise.

Em suma, essas contas não colam mais. Eram eficientes na fase do pensamento único, em que esses analistas selecionavam um conjunto de pontos a favor de suas teses e ignoravam solenemente os demais.

Em plena era da informação, ou aprimoram os argumentos ou poderão optar: são incapazes de uma análise mais complexa; ou são intelectualmente adaptáveis, digamos assim.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
14/01/2009 - 19:03

A oligopolização da carne

É temerária a iniciativa do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) de patrocinar uma conglomerização do setor de carne no país. O banco estuda cacifar o Friboi para adquirir o concorrente Bertin e outros de porte. Na laranja, a concentração trouxe problemas enormes aos fornecedores. No setor de carne, poderá desorganizar uma cadeia produtiva complexa e competitiva.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Negócios Tags: , ,
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