Pesquisa encomendada pelo Grupo Máquina ao Vox Populi que ouviu 2,5 mil pessoas e teve seu resultado publicado no Meio Mensagem desta semana reforça a tese insistentemente defendida aqui.
O levantamento mostra que a principal fonte de informação do brasileiro ainda é a TV com 55,9% da preferência dos entrevistados, mas o segundo já são os sites de notícias e blogues, com 20,4%, um resultado fantástico para um tipo de comunicação que ainda não chegou à adolescência.
E mais fantástico ainda porque é o dobro do público que se informa por jornais impressos, preferidos de 10,5%. E quase três vezes mais do que o rádio, com 7,8%.
Não pensem, porém, que a força da internet se resume à força de sites e blogues. As redes sociais já contam 2,7% da preferência dos pesquisados como fonte primeira de informação, estando à frente dass versões online dos jornais, 1,8%, e das revistas impressas, com 0,8%. Um
Em relação à credibilidade, os sites e blogues jornalísticos também ocupam boa posição. Neste quesito, o rádio está em primeiro lugar com nota média de 8,21 e os sites e blogues jornalísticos estão um centésimo atrás com 8,20.
Só depois aparecem TV, 8,12, jornais online, 8,03, jornais impressos, 7,99, revistas impressas, 7,79, redes sociais, 7,74, e revistas online, 7,67.
Há alguns dias escrevi aqui que não se pode mais denominar de grande mídia os jornais diários brasileiros, dada a irrelevância das tiragens que têm. Esta pesquisa só reforça a tese de que cada vez mais brasileiros estão formando sua opinião de forma horizontal, a partir de espaços onde não são apenas espectadores, mas também analistas e produtores de informação.
“Clarín” e “La Nación” chegaram atrasados às bancas. Agressão coincide com conferência da imprensa em Buenos Aires.
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional
Um protesto do sindicato de caminhoneiros da Argentina impediu por algumas horas a circulação dos dois principais jornais argentinos, o “Clarín” e o “La Nación”, na manhã deste sábado (7).
O “Clarín” afirma que o episódio é o mais grave de uma série de ataques de sindicatos vinculados ao governo da presidente Cristina Kirchner.
As agressões coincidem com o início de uma conferencia em Buenos Aires com a participação de mais de 500 editores e diretores de jornais e emissoras de rádio e TV da América do Sul.
Os editores afirmam que, em muitos países, os governos estão tomando estratégias para tirar credibilidade dos meios de comunicação.
Neste domingo (8) será divulgado um relatório que mostra o agravamento da situação no continente.
Na Venezuela , o governo do presidente Hugo chaves mandou fechar neste ano 34 emissoras de rádio. Em Honduras, o governo interino de Roberto Micheletti também fechou emissoras de rádio e TV. No Equador , o presidente Rafael Correa, mandou abrir, em maio deste ano, processos que podem obrigar o canal Teleamazonas, um dos mais antigos do país, a fechar as portas.
Durante o seminário, representantes dos jornais nacionais Folha de São Paulo, O Globo e a Associação nacional de Jornais, assinaram a Declaração de Hamburgo, documento firmado por empresários de comunicação em todo o mundo que defende mudanças nos direto de proteção a propriedade intelectual.
O objetivo do documento é para evitar que provedores de internet continuem usando o trabalho autoral de jornalistas sem pagar pelo serviço. A declaração afirmando que, a longo prazo, a prática ameaça a produção de conteúdo de qualidade e a existência do jornalismo independente.
“O que está em jogo são os valores democráticos. As sociedades precisam dessas empresas que produzem conteúdo com qualidade e independência. Não há conteúdo independente sem investimento no bom jornalismo”, disse Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.
Conforme prometido estou começando o envio de algumas informações de escritores chilenos.
Diversos amigos desta comunidade fizeram lembrança merecida da grande folclorista Violeta Parra, que também comentarei em outra ocasião.
Agora quero lhes enviar algo do irmão da Violeta: o grande poeta (que se auto-define como “anti-poeta”) Nicanor Parra.
Tempos atrás conversei com um quadro serrista dos melhores – e mais leais ao governador José Serra. Ele me assegurava que o episódio Lunnus (o uso do aparelho do Estado, MP e PF, contra Roseana Sarney nas eleições de 2002) tinha ensinado Serra a não atropelar os adversários. O desgaste tinha sido muito grande.
Engano. Como governador de São Paulo, usando o poder de influência sobre a mídia, Serra embrenhou-se por um caminho sem volta em direção à radicalização e à busca da destruição de adversários ou meramente de não simpatizantes. Passou a se valer do submundo da mídia da mesma maneira com que fez com a Polícia Federal e o Ministério Público.
A utilização de blogs de esgoto para ataques a adversários desnudou de vez seu estilo para todos seus possíveis futuros aliados, como o governador mineiro Aécio Neves, o ex-governador Gerlado Alckmin. É nítido o discurso supostamente afável pela frente e os ataques comandados com mão de gato por trás.
A última baixa é o ex-Secretário da Educação de São Paulo Gabriel Chalita – possivelmente o tucano mais popular de São Paulo depois do governador e de Alckmin.
Ontem ele anunciou seu desligamento do partido. As razões? Ter sido colocado totalmente de lado nas discussões políticas e ter sido alvo de ataques dos blogs comandados por Serra.
Alguns amigos fieis de Serra tentaram alertá-lo para a temeridade de se valer desse tipo de asssassinos de reputação. Acharam que era apenas uma questão de “burrice política” de Serra. Infelizmente não se trata apenas de erro de cálculo. Esse submundo, a prática de atirar com mão de gato em aliados e adversários, introjetou-se definitivamente no perfil psicológico do governador.
Marcel Leonardi é um jovem e brilhante advogado especializado em direito comparado, dos primeiros a se especializar também em Internet e nos crimes de opinião na rede.
Coube a ele a tarefa de identificar o blogueiro anônimo que montou o blog apócrifo para me atacar. E, agora, abrir a ação contra ele. O blogueiro era o chefe de gabinete da ex-vereadora Soninha e agora participa da brigada convocada pelo PSDB de Brasília – do senador Sérgio Guerra – para ataques anônimos contra adversários.
Recentemente, Leonardi foi a Berkeley para um pós-doutorado, junto com um grupo de advogados de várias partes do mundo.
Aqui, a entrevista que fiz com ele sobre diversos temas, dos crimes internéticos, da identificação dos criminosos, da responsabilidade dos intermediários (sistemas que abrigam blogs) e dos limites entre a liberdade da Internet e os ataques contra a honra.
A população em geral esta esgotada com o noticiário de escândalos, ou se preferir de denúncias, as causas, vejamos:
1.Super exploração que levou a uma vulgarização do tema.
2.A sensação de impunidade em relação aos denunciados.
3.O partidarismo da mídia, já percebido pela população, com a total falta de isonomia no tipo de tratamento e no espaço dado nas coberturas aos diferentes atores políticos.
4.A precipitação e açodamento que levou a erros técnicos, “barrigas”.
5.Fraudes jornalísticas, algumas flagrantes e grosseiras, como no caso da ficha de Dilma.
6.Linha editorial de viés preconceituoso e até racista, com muitos comentários do tipo “coronel do Nordeste”.
7.Coberturas de baixa qualidade técnica e sensacionalistas que acabaram afastando um público mais formador de opinião.
8.Foco do grande público em outras questões consideradas mais urgentes, como crise econômica ou gripe suína, aliás super dimensionadas pela própria mídia.
9.A blogosfera fazendo o contraponto, explorando o contraditório, fazendo a mídia cair sistematicamente em contradição, além de aprofundar as questões, assumindo de uma certa forma o papel da mídia, principalmente para um público mais formador de opinião.
Trata-se da primeira vez que participo de seu blog. Infelizmente, a postagem não se refere a nenhum fato agradável e sim, de mais uma demonstração ditatorial de um jornal, em face de um blogueiro. No caso de Campos, em face de três blogueiros.
Estamos sendo acionados na Justiça estadual, devido as postagens de alguns anônimos. Os fatos ocorreram na época das eleições municipais, onde disputavam de forma ferrenha a Prefeitura de Campos, a ex-governadora do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho e o deputado Federal Arnaldo Viannna.
Os blogs campistas tiveram uma participação crucial, pois levamos aos eleitores, informações que nunca seriam publicadas nos jornais de grande circulação de nossa cidade. Um deles é a Folha da Manhã que nos processa.
Os fatos que ensejaram a ação, pelo menos no meu caso, ocorreram em Outubro de 2008, entretanto, a empresa autora, só deu entrada com o expediente, em Abril de 2009. Estranho, para quem se diz ofendida, concorda?
No bojo da ação, a empresa requer 400 salários mínimos de indenização por danos morais e a retirada de todos os comentários existentes no blog. Soube também que a ação proposta em face de outro blogueiro é idêntica. Estamos achando que trata-se de uma ação orquestrada para nos calar.
Gostaria que o senhor, considerado por mim e por muitos, o pai da mídia eletrônica, nos ajudasse a divulgar essa tentativa repressão em detrimento a discussão de idéias.
Clique aqui para conhecer o blog dos blogueiros de Campos.
Por Campista Campista
Dados do processo movido pelo Jornal Folha da Manhã contra o blog Urgente, coletivo de jornalistas de Campos dos Goytacazes; contra o blog do Paulo Andrade e contra o blog do Roberto Moraes podem ser acessados no endereço: clique aqui.
O jornal quer que os blogs silenciem sobre a autora, ou seja, não podem mais publicar nenhum texto ou comentário em que o jornal apareça. Além disso, pede, no caso de Roberto Morais, indenização de 400 sallários mínimos. Tudo porque o blog Urgente se transformou numa verdadeira ponta de lança da chamada Rede Blog da região, através de matérias e comentários sobre a política e demais interesses publicos.
James Grunning é um especialista em comunicação social das empresas, professor da Universidade de Maryland e coordenador de um projeto que tomou mais de 7 anos, com 320 empresas dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, para analisar o papel da comunicação para melhorar o valor das empresas.
Está no Brasil para o lançamento de um novo livro.
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Do início de suas pesquisas – em 1990 – até hoje muito mudou, especialmente o papel da mídia, com o advento da Internet e de outras tecnologias de informação.
Mesmo antes desses fenômenos, Gruning nunca acreditou que a mídia, de fato, ajudava a construir reputações.
Com 50 anos de pesquisa, diz ele, os resultados mostram que a influência da grande mídia não é tão grande quanto se imaginava. O efeito principal consistia em fixar a pauta sobre aquilo que as pessoas deveriam pensar e refletir. E depois apresentar a opinião publicada, não a opinião pública propriamente dita.
Na recente campanha que lhe foi movida pelo Estado de Minas – uma enorme sequência de capas de domingo, seguindo essa maluquice da Veja de combate de extermínio – a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) passou a colocar as respostas no seu próprio site. Em diversas ocasiões, sabendo qual a denúncia que seria publicada, antecipava-se divulgando os esclarecimentos.
A audiência explodiu e o próprio repórter do jornal mandou um email pedindo… direito de resposta no site.
Agora, a Petrobras recorre ao mesmo expediente.
Por Vladimir
Agora a Petrobrás tem um canal direto para responder às acusações da mídia irresponsável.
Nas colunas anteriores, abordei a questão do modelo político e o questionamento ocorrido em função das mudanças trazidas pela Internet, dos controles cada vez maiores sobre atos públicos, trazidos pelas novas formas de comunicação.
A influência da Internet não se dá apenas através de blogs ou novos portais – rompendo o controle da informação da chamada grande mídia. Leia mais »
Artigo da maior relevância do The New York Times, publicado no caderno de Economia do Estadão, sobre os perigos do efeito manada, do medo da diversidade de pensamento, da busca de ambientes em que a discussão seja substituída pelo conforto de se estar na companhia dos iguais.
Muito importante inclusive para reflexão aqui no Blog, sobre a importância da diversidade de pensamento e de enfoques e a redução do fator “torcida” nas análises e comentários.
Alguns obituários hoje em dia não estão nos jornais, mas são de jornais. O Seattle Post-Intelligencer é o falecido mais recente, exceto por um remanescente que existirá apenas no ciberespaço. E o público está buscando cada vez mais suas notícias, não nas redes de televisão abertas ou na imprensa escrita, mas garimpando online.
Quando vamos para a internet, cada um de nós se torna seu próprio editor, seu próprio vigia. Nós selecionamos o tipo de notícia e de opiniões que mais nos interessam.
Nicholas Negroponte, do Massachussets Institute of Technology (MIT), chamou esse produto noticioso emergente de The Daily Me (O Eu Diário, em tradução literal). E, se essa é a tendência, que Deus nos proteja de nós mesmos. Leia mais »
O JORNAL NASCEU quando se decretava o fim da arte e a morte da filosofia, no século 19. Com a rápida expansão da internet, foi o jornal que se tornou a mais nova vítima do serial killer “progresso”. Mas a questão aqui não é de atestado de óbito. É de saber se as práticas que esses nomes figuram podem adquirir novos sentidos ou não.
O jornal não é papel. É antes de tudo notícia. E é o formato notícia que está em crise há já algum tempo.
A notícia pretende separar o acontecimento de quem conta o que aconteceu, pretende separar o noticiário de artigos de opinião e de análise, distingue fatos de interpretações. O formato notícia pretende ter o monopólio da informação neutra e objetiva. Foi com base na notícia que o jornal construiu sua legitimidade e seu prestígio.
A internet minou essas distinções de maneira irremediável. Os processos colaborativos entre produção e consumo de informações, a cultura dos blogs, a proliferação acelerada de fontes virtuais destruíram na prática o monopólio do formato notícia. Leia mais »
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.