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	<title>Luis Nassif &#187; Blog Petrobras</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>O Blog da mídia</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 13:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[informação]]></category>

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		<description><![CDATA[Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente - o que justificaria o interesse jornalístico.

Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sarney é Sarney desde que entrou na política. O que armou e aprontou depois de deixar a presidência é de conhecimento amplo da mídia e estava ao alcance desde as primeiras aventuras, ainda mais se tratando de um ex-presidente &#8211; o que justificaria o interesse jornalístico.</p>
<p>Nada se fez durante vinte anos. Permitiram-se abusos no Amapá, no Maranhão, permitiram que sua influência abatesse governadores eleitos, derrubados por motivos menores. Os ecos de suas aventuras rodavam todas as redações, desde as estripulias de Jorge Murad e Saulo Ramos, no seu governo, à ligação permanente com Edemar Cid Ferreira ou o escândalo da Cemar.</p>
<p>Mesmo assim, durante décadas mereceu todo o cuidado por parte da imprensa, e um carinho e proteção especial da Folha. O Otavinho sabe a razão.</p>
<p><span id="more-31571"></span>Agora, esse tiroteio infindável contra ele não tem razões nobres. A mídia fez o mesmo em todos os momentos anteriores da vida nacional. Cria o clima, levanta a bola de quem quiser se apresentar como o vingador e vai gerando fatos, tirando os escândalos que lhe interessam da gôndola do supermercado e mandando bala.</p>
<p>Os verdugos de Collor apareceram na CPI das Empreiteiras. O Catão de hoje é o mandrião de amanhã. E, em todos os momentos, são meramente peças que servem ao jogo de poder da mídia. Para se ter uma ideia desse jogo limpo e asséptico,  o Catão do momento é Arthur Virgílio, ator tão completo que é capaz de se escandalizar com aquilo que ele mesmo pratica.</p>
<p>Esse é o ponto central.</p>
<p>Hoje em dia o maior poder do país, aquele sem o menor limite, sem os contrapesos fundamentais da prática democrática, se chama mídia. Ela é a única capaz de intimidar o Judiciário, o Executivo, assassinar reputações. O caso da Veja foi apenas uma amostra desse jogo. Juízes que se colocam contra, desembargadores, ministros, políticos, são fuzilados inapelavelmente. Bastava uma fonte não se mostrar de boa vontade para ser fuzilada com adjetivos ou com factóides. Nem se fale dos interesses maiores, expostos agora nesse lamaçal em que se tornou o gasto com Educação de diversos estados &#8211; que passaram a adquirir maciçamente material de editoras jornalísticas como compra de proteção.</p>
<p>O caso Satiagraha acabou sendo o retrato acabado da impunidade no grande jogo de informações acoplado a negócios.</p>
<p>Não havia limites para esse poder até o florescimento de novas mídias, da era da informação, criando um paradoxo curioso: se o Senado se tornar transparente, se se moralizar, se abrir suas contas, o país ganha e a mídia perde. Seu poder reside na falta de transparência da sociedade. É o que permite a ela se tornar &#8220;dona&#8221; da informação, selecionando as que melhor lhe convem ou editando de acordo com suas conveniências. É por isso que todas as campanhas midiáticas visam pessoas e escândalos pontuais &#8211; levantados de acordo com as conveniências do momento &#8211; e não mudanças capazes de impedir a perpetuação do erro.</p>
<p>Qual seria o poder da mídia em ambientes transparentes, onde não desse para armazenar escândalos e utilizá-los em benefício do seu jogo político particular? Qual seria o poder se, de repente, instituições assumissem seus erros, mas enfrentassem a mídia sem medo?</p>
<p>O caso Petrobras é emblemático e cria uma dinâmica fantástica, no bojo da Internet.</p>
<p>Com seu Blog, a Petrobras se amarrou a um compromisso: o de não mais deixar perguntas sem respostas. Internamente, significará o fim dos feudos, a obrigação de todos os departamentos de fornecer a informação solicitada.</p>
<p>Esse modelo vai se expandir, se expandir até chegar na mídia. É inexorável. Quando chegar, alguns grupos jornalísticos terão condições de abrir o jogo, de responder às dúvidas dos leitores?</p>
<p>Hoje em dia, o conjunto de conhecimento acumulado na Internet é maior do que aquele controlado pela mídia. O mundo mudou. A mídia terá que mudar.</p>
<p>Aí cada jornal terá que criar seu Blog, não apenas para discutir suas matérias, mas seus interesses empresariais ou políticos por trás de cada campanha.</p>
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		<title>Desdobramentos do Blog da Petrobras</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 12:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns desdobramentos inevitáveis do Blog da Petrobras - que, aliás, ocorreriam mesmo sem o Blog:

1.	Os jornais terão que reaprender a fazer jornalismo, sob pena de terem suas matérias permanentemente questionadas por um circuito cada vez mais amplo de Blogs e sites.

2.	Rompe-se o corporativismo e o fechamento da Petrobras. A partir do Blog, não poderá mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns desdobramentos inevitáveis do Blog da Petrobras &#8211; que, aliás, ocorreriam mesmo sem o Blog:</p>
<p>1.	Os jornais terão que reaprender a fazer jornalismo, sob pena de terem suas matérias permanentemente questionadas por um circuito cada vez mais amplo de Blogs e sites.</p>
<p>2.	Rompe-se o corporativismo e o fechamento da Petrobras. A partir do Blog, não poderá mais haver pergunta sem resposta. E essa tendência se espraiará por outras empresas e organizações.</p>
<p>3.	A imprensa não poderá mais recorrer impunemente a dossiês, quebras de sigilo fiscal e outras práticas do submundo político e policial. A iniciativa da Petrobras de cobrar judicialmente explicações sobre a quebra de sigilo fiscal de seus diretores rompe definitivamente com o medo que paralisava empresas e pessoas alvos dessas operações. Os jornais serão cada vez mais questionados sobre a origem de suas informações. Como contrapartida à maior transparência das empresas, terão que ser cada vez mais transparentes. A questão do sigilo de fonte terá que ser revista para aquilo que se aplica mesmo: informações relevantes para o país.</p>
<p>4.	Acaba definitivamente o monopólio do jornalista na intermediação da notícia. Hoje em dia tem-se a hipocrisia de assessorias de imprensa cada vez maiores, enviando releases que são publicados como se fosse apuração do veículo. Daqui para frente, cada vez mais empresas, associações, ONGs etc serão geradoras de notícia, que terão tanta (ou maior) credibilidade quanto as notícias jornalísticas. Essa nova modalidade exigirá de todos esses grupos a capacidade de gerar notícias tecnicamente bem feitas &#8211; o que abrirá um novo mercado de trabalho para os jornalistas.</p>
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		<title>Folha, Blog da Petrobras e MBC</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 17:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
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		<category><![CDATA[MBC]]></category>
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		<description><![CDATA[Da Folha
CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA
ombudsman@uol.com.br
Muito barulho por quase nada 



A reação de muitos veículos, jornalistas e entidades  ao blog da Petrobras foi claramente despropositada 


NINGUÉM precisava ter lido o  blog da Petrobras para perceber problemas na reportagem publicada no sábado, dia 6, sobre as relações entre a empresa e a  entidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><strong><span style="color: #000080;font-size: xx-small">CARLOS EDUARDO LINS DA SILVA</span></strong></h3>
<p><strong><a href="mailto:ombudsman@uol.com.br">ombudsman@uol.com.br</a></strong></p>
<h3><span style="font-size: large"><strong>Muito barulho por quase nada </strong></span></h3>
<table border="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>A reação de muitos veículos, jornalistas e entidades  ao blog da Petrobras foi claramente despropositada </em></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>NINGUÉM precisava ter lido o  blog da Petrobras para perceber problemas na reportagem publicada no sábado, dia 6, sobre as relações entre a empresa e a  entidade MBC (Movimento Brasil  Competitivo).<br />
Expressei assim, na crítica diária  que faço das edições deste jornal,  minha reação inicial ao deparar-me  com a chamada de capa dada a ela:  &#8220;Francamente, não vejo relevância  na informação de que verba da Petrobras foi para ONG que tem seu  presidente entre os membros do  conselho para que ela esteja na primeira página&#8221;.<br />
Meu argumento era que em geral  a presença de pessoas que ocupam  cargos de prestígio em conselhos de  organizações como o MBC é apenas  simbólica. Como o próprio texto da  reportagem informava, o presidente  da Petrobras nem participa das reuniões do MBC.</p>
<p>Concluí que &#8220;a contratação do  MBC pela Petrobras pode merecer  críticas, ser denunciada, por diversos motivos. Pelo fato de que Dilma  Rousseff e José Sergio Gabrielli participam nominalmente do conselho  da ONG, não&#8221;.</p>
<p>A publicação de cartas do presidente do MBC e da gerente de imprensa da Petrobras no &#8220;Painel do  Leitor&#8221; de segunda-feira confirmou  minhas impressões e foi suficiente  para eu (e muitos leitores) fechar  juízo de valor sobre o caso.<span id="more-31099"></span><br />
Ao longo da semana, a relação entre a Petrobras e o MBC foi deixada  de lado (o que parece confirmar a  sua pouca relevância) e o debate, injustificadamente histérico, se concentrou na criação do blog Fatos e  Dados pela estatal.</p>
<p>A Petrobras e qualquer entidade  ou cidadão têm o direito indiscutível  de criar quantos blogs, sites, jornais  ou publicações de qualquer espécie  que quiserem. Se ela deseja tornar  públicas todas as perguntas de jornalistas que receber, também não há  nada que a impeça nem legal nem  eticamente (em especial se deixar  claro a quem se dirigir a ela que vai  fazer isso).</p>
<p>Não faz sentido a Petrobras querer editar o conteúdo dos veículos de  comunicação. Mas não há problema  em ela tornar público material que  seja cortado durante o processo de  edição feito por esses veículos.</p>
<p>A reação de muitos jornalistas, veículos e entidades à iniciativa foi claramente despropositada. Se alguém pode sair prejudicado pela decisão de revelar as questões de jornalistas antes da publicação das reportagens a que se destinam é a própria empresa, como seu recuo nesse ponto deixou claro: se as pautas exclusivas deixam de ser exclusivas porque a fonte as revela ao público, o mais indicado para quem as produz é não ouvir essa fonte antes de publicar a reportagem.</p>
<p>Do episódio, só há a lamentar que  tenha sido mais lenha para atiçar a  fogueira do conflito sectário que envenena o ambiente político nacional  em prejuízo de todos.</p>
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		<title>O efeito Blog da Petrobras</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 13:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria da Folha sobre pagamento excessivo a produtoras ligadas ao PT. Uma boa surpresa. Ao contrário da obsessão pela escandalização, a matéria é correta, informa que as irregularidades foram detectadas pela própria empresa, que decidiu abrir uma investigação que concluiu pela demissão do funcionário.

No Blog da Petrobras, a explicação da empresa, que foi reproduzida corretamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria da Folha sobre pagamento excessivo a produtoras ligadas ao PT. Uma boa surpresa. Ao contrário da obsessão pela escandalização, a matéria é correta, informa que as irregularidades foram detectadas pela própria empresa, que decidiu abrir uma investigação que concluiu pela demissão do funcionário.</p>
<p>No Blog da Petrobras, a explicação da empresa, que foi reproduzida corretamente pela Folha (<a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/14/petrobras-refuta-materia-da-folha-de-s-paulo/" target="_blank">clique aqui</a> para a resposta da Petrobras).</p>
<p>Compare com a escandalização do nada, no post sobre a LRF. É evidente que o Blog da Petrobras está produzindo um efeito pedagógico relevante na mídia. Infelizmente, apenas nas matérias referentes à Petrobras.</p>
<p><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRItSwoQ9IK09Z0k" target="_blank">Clique aqui</a> para ler a matéria da Folha.</p>
<p><a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/14/respostas-ao-jornal-folha-de-s-paulo/" target="_blank">Clique aqui</a> para a nota do Blog da Petrobras.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O fim da era das perguntas em off</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 12:13:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Blog Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de abusar de declarações em off, a imprensa começa a trabalhar o conceito das perguntas em off, uma inovação extraordinária.

A criação é de O Globo. Espera-se que não apelem para organizações internacionais de defesa da liberdade de imprensa. A matéria diz que o Blog "viola o sigilo dos órgãos de imprensa", ao divulgar perguntas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de abusar de declarações em off, a imprensa começa a trabalhar o conceito das perguntas em off, uma inovação extraordinária.</p>
<p>A criação é de O Globo. Espera-se que não apelem para organizações internacionais de defesa da liberdade de imprensa. A matéria diz que o Blog &#8220;viola o sigilo dos órgãos de imprensa&#8221;, ao divulgar perguntas encaminhadas e respostas devolvidas para alimentar reportagens.</p>
<p>Usar dossiês pode, divulgar grampos pode. Mas divulgar perguntas e respostas destinadas a matérias supostamente publicáveis não pode.</p>
<p>É a comprovação de que está se encerrando a era das informações seletivas para compor reportagens. Não restará outra alternativa senão fazer reportagens tecnicamente bem feitas, baseadas em fatos não questionáveis. Em suma, praticar jornalismo. E isso é terrível!</p>
<div id="titulosMateria">
<h2>Petrobras vaza em blog informações obtidas por jornalistas</h2>
<h3>Empresa quebra confidencialidade de perguntas enviadas à assessoria de imprensa pelos veículos de comunicação</h3>
<p>Alvo de suspeitas de má gestão e favorecimento político em contratos, a Petrobras criou um blog para vazar informações obtidas por jornalistas que investigam indícios de irregularidades nos negócios da estatal. Nos últimos dias, o blog quebrou a confidencialidade de perguntas enviadas à assessoria de imprensa da estatal por jornalistas dos principais veículos de imprensa do país. [Mais...]<br />
Já foram alvo da tática da empresa profissionais do GLOBO, da &#8220;Folha de S.Paulo&#8221; e de &#8220;O Estado de S.Paulo&#8221;, que procuraram a Petrobras para cobrar esclarecimentos e ouvir a sua versão dos fatos antes de escrever as reportagens.<span id="more-30984"></span></p>
</div>
<p>A CPI da Petrobras, criada contra a vontade do governo federal para apurar as suspeitas de irregularidades na estatal, deveria ter sido aberta na terça-feira da semana passada, mas foi adiada por manobras da base aliada.</p>
<p><!-- titulosMateria --></p>
<div style="height: 386px">Respostas divulgadas antes da publicação de reportagens O blog, chamado Fatos e Dados, divulga as informações obtidas pelos jornalistas antes da publicação das reportagens em seus respectivos veículos de comunicação.</p>
<p>Além de violar o sigilo dos órgãos de imprensa, a prática da Petrobras ignora regras estabelecidas pela própria estatal em sua comunicação com terceiros. Os emails enviados pela estatal contêm uma mensagem de rodapé, em três idiomas, que ameaça processar os destinatários que não derem “tratamento adequado” às informações.</p>
<p>Afirma o texto: “Sem a devida autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição ou qualquer outra ação em desconformidade com as normas internas do Sistema Petrobras são proibidas e passíveis de sanção disciplinar, cível e criminal”.</p>
<p>Num dos exemplos de desrespeito à apuração dos jornais, o blog reproduziu, na noite de sexta-feira, perguntas sobre o programa de biodiesel enviadas pela sucursal de Brasília do GLOBO. A publicação do questionário, enviado na manhã de sextaf e i r a , v a z o u i n f o r m a ç õ e s apuradas pelo jornal ao longo da semana e antecipou parte do conteúdo de reportagem publicada na edição de hoje. A leitura do blog também mostra que a Petrobras costuma responder às perguntas em bloco, ignorando parte dos questionamentos dos jornalistas.Para estatal, não há ilegalidade no vazamento Procurada, a estatal afirmou não ver ilegalidade no vazamento de informações apuradas pelos órgãos de comunicação.</p>
</div>
<p>&#8220;Não houve divulgação de email, e sim das perguntas e respostas dadas aos jornais. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público&#8221;. No blog, a empresa afirma que a intenção da página seria &#8220;divulgar de forma completa e transparente&#8221; suas posições sobre a CPI.</p>
<p>O blog foi criado pela área de Comunicação Institucional da empresa. A Petrobras afirma que a nova ferramenta de comunicação tem ainda o objetivo de dar ao leitor acesso às respostas da estatal, na íntegra, às indagações feitas pelos jornalistas.</p>
<div>
<h2><strong>Por <span class="row-title">Augusto</span></strong></h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Eu trabalho no BNDES e sei como a imprensa e a oposição manipula deliberadamente as informações fornecidas pelo BNDES. As vezes, esclarecemos as dúvidas e as “pegadinhas”. Depois de ficar bastante claro que entenderam, eles mantém o argumento distorcido.</p>
<p>Um exemplo claro é o financiamento aos projetos do governo da Venezuela. Explicamos claramente que é financiamento de exportações de bens e serviços brasileiros para as exportações brasileiras terem mais competitividade em relação aos concorrentes estrangeiros (que também recebem apoio de seus respectivos países). E, deliberadamente, imprensa e oposição continuam “denunciando” o chavismo do BNDES, sonegando as informações repassadas que países do bem, como EUA, Chile e outros recebem muito mais financiamentos que a Venezuela.</p>
</div>
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