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22/07/2009 - 09:17

Desdobramento de uma crise inacabada

Os desdobramentos da crise norte-americana não são promissores.

Clique aqui para um conjunto de matérias sobre o tema.

1. Houve uma mudança definitiva de padrão de consumo dos norte-americanos. Mesmo que a economia volte a crescer, o trauma da perda de riqueza certamente vai levar pelo menos uma geração para ser superada.

2. No meio do terremoto, todas as ações são válidas, até arrebentar com as contas públicas. O fato de se ter um novo presidente cria um mar de expectativas favoráveis. Depois, a demora em se obter resultados vai minando essa popularidade.

3. A grande influência do poder financeiro fez com que grande parte da ajuda se destinasse à recomposição dos bancos, não necessariamente a injetar liquidez na economia. Se não interfere na ponta (o consumidor ou a empresa endividada), se não se recompõe seu passivo, de nada adiantará bancos salvos, com clientela sem condições de contrair crédito.

4. O desafogo no setor financeiro reduziu as pressões por medidas mais severas contra a especulação. Os fundos hedges estão de volta e o câmbio brasileiro já sente a pancada, devido à irresponsabilidade continuada da política monetária do governo Lula.

5. Em breve o fantasma da inflação será agitado – tanto nos EUA quanto aqui – para justificar elevação dos juros.

Em suma, há risco de 2008 ter sido apenas o primeiro estertor do modelo, não o último.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
26/05/2009 - 10:03

Crise nos EUA

Bancos zumbis andam pelo sistema financeiro

Os pequenos bancos dos Estados Unidos enfrentam graves prejuízos e, mesmo necessitando de capital continuam a operar, indicando que as entidades reguladoras relutam em fechá-los. Talvez os chamados bancos “zumbis” não morreram depois de tudo. Recentemente, há dois meses atrás, muitos em Wall Street especularam que as maiores instituições financeiras da nação – como o Citigroup e Bank of America – estavam operando apenas por causa de uma extensa ajuda do governo dos EUA. Agora, muitos especialistas se perguntam como tantos pequenos emprestadores regionais e de comunidade, esmagados pela fome de capital e assoberbados pela escalada de perdas com empréstimos são capazes de permanecer no negócio. Na região metropolitana de Atlanta e no Estado da Flórida, por exemplo, mais de 50 bancos relataram que o nível dos ativos não realizados é de 10% ou mais do total no final de março, de acordo com o banco de investimentos Carson Medlin.

Clique aqui


Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags: , , , ,
14/04/2009 - 07:00

O cooperativismo de crédito

Coluna Econômica – 14/04/2009

Uma das consequências da atual crise mundial será uma mudança radical no sistema monetário mundial e nos sistemas bancário e financeiro. Dia desses, o economista Paul Krugman previu que a nova etapa dos bancos será marcada pela monotonia e conservadorismo – assim como ocorreu após o crack de 1929. Pouca ousadia e dinheiro barato.

***

O sistema financeiro brasileiro não passou pelo terremoto global. Mas as queixas quanto ao custo do dinheiro, das tarifas e às exigências de garantias excessivas – especialmente para pequenas e médias empresas – criam um impasse. Caberia ao Banco Central não apenas garantir um sistema bancário saudável mas, principalmente, que fornecesse dinheiro barato. Mas o BC foi uma das autarquias capturadas pelo setor a quem caberia a ele fiscalizar. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: ,
24/03/2009 - 09:01

Para salvar 2009

Em artigo no Valor, Delfim Netto historia os prpofundos erros de avaliação da política monetária do Banco Central do governo Lula e apresenta su receita para salvar 2009:

2009 está (ainda) em nossas mãos

Antonio Delfim Netto

(…) A “blindagem”, que poderíamos ter feito e não fizemos, era a do nosso sistema bancário hígido para que ele não tivesse de, por precaução, assassinar o crédito interbancário e interromper abruptamente o “circuito econômico”. Tudo isso é passado. O que foi feito foi feito, não pode ser não-feito, mas pode ser refeito. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , ,
26/02/2009 - 07:00

Obama contra o relógio

Coluna Econômica – 26/02/2009

Barack Obama começa a jogar o futuro do seu governo – e da economia mundial – nos próximos meses.

Tem-se um desafio enorme: o de restaurar a confiança no sistema bancário norte-americano e azeitar novamente as correias de transmissão do crédito.

Desde que estourou o segundo tempo da crise financeira – com a quebra do Lehman Brothers – o governo americano vem lançando mão de sucessivos pacotes que implicam em ônus fiscais relevantes para o Tesouro. Como a emergência maior era apagar incêndios, deixou-se para segundo plano uma questão crucial: mesmo o Tesouro americano não dispõe de recursos infinitos. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crise, Economia Tags: , , ,
16/02/2009 - 17:21

Obama e o modelo sueco

Por Joel

Nassif,

Dá uma olhada nesta notícia do jornal sueco “Dagens Nyheter”, de hoje, 16 de fevereiro.

Segundo o principal jornal sueco, “Dagens Nyheter”, o governo Obama não está considerando resgatar o seu sistema bancário segundo o modelo “escandinavo”, que foi implementado na Suécia em 1992, quando o país passou por uma aguda crise financeira.

Na época, o Estado Sueco comprou o equivalente a 8 bilhões de dólares em ações do sistema bancário, tornando-se na prática o seu principal acionista. Após o saneamento e a retomada da confiança no sistema, os bancos foram vendidos ao setor privado gerando dividendos para o Estado. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , , ,
29/01/2009 - 10:00

A alavancagem dos bancos

Por Indio Tupi

Baseado em artigo de Peter Gowan

Aqui do Alto Xingu, os índios informam que o processo de arbitragem e de inflação de bolhas exige muito mais dos operadores financeiros do que simplemente juntar a maior quantidade possível de informações sobre a situação em todos os mercados; também demanda a capacidade de mobilizar vultosos recursos para entrar em qualquer jogo específico de arbitragem, com o objetivo de mudar a dinâmica do mercado em favor do especulador. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
27/01/2009 - 09:35

Selic e spread bancário

Hoje, no Valor Econômico, a coluna do Luiz Sérgio Guimarães entrevista o economista André Modenesi explicando as relações entre Selic e spread. Como o pensamento não é linear, é possível que os cabeções do mercado tenham alguma dificuldade em entender as relações de causalidade apontadas:

(…) O economista André Modenesi, professor do Ibmec, lembra que o debate sobre as altas taxas de juros se dá em duas frentes. O primeiro é o elevado nível da Selic. O segundo é o caro spread bancário. Isso, de forma alguma, significa que variações na Selic não afetem o spread. A literatura tradicional enfatiza os determinantes microeconômicos do spread: inadimplência, tributação, custos operacionais. No entanto, é equivocado postular que a Selic não afeta o spread bancário. Mas há uma relação entre os determinantes macro e micro do spread. “Não é por acaso que no país onde se pratica uma das maiores taxas básicas de juros do planeta também se verificam spreads bancários exorbitantes”, diz Modenesi. A razão é muito simples: as LFT (títulos indexados à Selic) constituem um ativo especial ao possuir alta liquidez, elevada rentabilidade e risco desprezível. Com isso, diz o economista, os bancos brasileiros não precisam emprestar – apesar de a relação crédito/PIB ter crescido muito ela ainda é pequena – para gerar resultado; basta comprar LFT. “É por isso que os bancos brasileiros são altamente rentáveis apesar de não realizarem a contento sua função primordial: produzir empréstimos. Os bancos não precisam competir entre si na concessão de empréstimos para dar lucro”, diz. Ou seja, um problema macro – o elevado nível da Selic – tem repercussões micro, a baixa concorrência. E a baixa competição na concessão de empréstimos possibilita que os bancos sejam altamente seletivos na oferta de crédito, fazendo racionamento pelo preço. Conseqüentemente, a margem de intermediação é muito elevada. E, num momento marcado pelo aumento da incerteza e da aversão ao risco, é natural que os bancos aumentem ainda mais o racionamento do crédito, por meio de uma elevação de spread.Praticamente forçado por Lula a reduzir a taxa Selic, o presidente do Banco Central Henrique Meirelles defendeu-se dizendo que o problema do custo do dinheiro era o spread bancário, não a Selic – como se o BC não fosse responsável pelo sistema bancário como um todo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , , ,
13/01/2009 - 16:50

A venda do Banco Votorantim

Atualizado às 16:50

Coluna Econômica – 13/01/2008

Ontem o Banco do Brasil acertou a compra de 50% do Banco Votorantim e de 49,99% do capital votante. O valor pago foi de R$ 4,2 bilhões. Aprovada a operação pelo Banco Central, o BB deverá desembolsar R$ 3,75 bilhões a vista. Outros R$ 450 milhões serão pagos após seis meses da liberação do negócio. Ao final da operação, o patrimônio líquido do Votorantim será de R$ 6,87 bilhões. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crise, Economia Tags: , ,
13/01/2009 - 08:35

O novo presidente do Bradesco

Indicado para ser o quarto presidente da história do Bradesco, Luiz Carlos Trabucco Capri terá um perfil totalmente distinto do atual presidente Márcio Cipryrano.

Trabucco é considerado “puro sangue”, isto é, criado e formado dentro da cultura Bradesco; Cipryani veio do BCN, adquirido pelo banco. Cipryani tem atuação mais ostensiva; Trabucco é mais discreto. Cypriani é arrojado; Trabucco é consolidador. Cipryani sucedeu Lázaro Brandão em uma fase conturbada do próprio Brandão, assolado por uma sucessão de problemas – desbancando o sucessor natural, Alcides Tápias, também formado no banco. Trabucco passou incólume por aquele período e consolidou-se na seguradora.

É de falar pouco e ouvir muito, de uma timidez quase cerimoniosa e de uma educação que se manifesta nos mínimos detalhes. Terá o desafio de conduzir o banco em uma fase, a primeira de quase cinco décadas, em que deixou de ser líder absoluto do mercado bancário brasileiro – após a fusão Itaú-Unibanco.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios Tags: ,
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