25/11/2009 - 07:00
Uma das maiores distorções na economia brasileira é a definição da política monetária pelo Copom (Comitê de Política Monetária).
Participa da decisão toda a diretoria do Banco Central. Acontece que o Diretor de Política Econômica é quem tem as informações, fornecidas pelo departamento incumbido de monitorar as metas inflacionárias. Dono das informações, impõe sua opinião sobre os demais diretores – cuja área de responsabilidade são outras.
Esse modelo criou dentro do BC um pelotão de xiitas, técnicos de terceiro escalão cegos pela ortodoxia, que muitas vezes acabam induzindo o diretor a adotar medidas drásticas.
Nas mãos de um Afonso Bevilacqua – primeiro diretor da gestão Henrique Meirelles -, um xiita de carteirinha, as decisões produziram taxas de juros muito acima das necessárias. Fica, assim, um país com quase 200 milhões de habitantes nas mãos de apenas uma pessoa.
Embora bastante ortodoxo, o atual Diretor Mário Mesquita é considerado mais racional.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria
Tags: Banco Central, BC, juros, política monetária
24/11/2009 - 21:59
Passou despercebido da mídia, mas há três semanas o Banco Central soltou a Carta
Circular 3474 acabando com os contratos de gaveta das instituições financeiras.
Agora, todas terão que informar o BC todas as operações com derivativos. O
mercado terá 45 dias para se ajustar.
Foi essa falta de controle que quase jogou o país de cabeça na crise de crédito, no ano passado.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria
Tags: Banco Central, contratos de gaveta, derivativos
19/11/2009 - 10:17
Em Observação
Por El Cabezon
Todo mundo FOI com a Visanet?
Bancos de investimento, a CVM, o Bacen e os Ministérios da Justiça e Fazenda, imprensa e uma pergunta de R$8 bilhões: quem sabia com antecedência das mudanças nas regras do mercado de cartões ocorridas logo após o IPO do Visanet?
Parece muito conveniente o momento escolhido para a abertura de capital da Visanet e o anúncio recente de mudanças nas regras do mercado de cartões de crédito. O IPO ocorreu em julho/09 e movimentou algo em torno de R$8 bilhões, beneficiando cerca de 20 bancos nacionais e estrangeiros de médio e grande porte, que colheram os frutos do IPO como vendedores de ações e/ou como coordenadores da operação.
Em 30/09/09, menos de 90 dias após o IPO, foi anunciado o conjunto de medidas para aumentar a competição no setor. Dentre as diversas mudanças, que já vinham sendo estudadas há anos (há estudos no site do Bacen em parceira com os Ministérios da Fazenda e da Justiça datados de 2006), destaca-se o fim da exclusividade no credenciamento de estabelecimentos.
O impacto sobre os investidores é enorme. A Visanet mudou até de nome para se enquadrar à nova realidade, passando a se chamar Cielo. Vultosos investimentos em marketing estão sendo e ainda serão desembolsados para concretizar essa mudança. Além disso, matéria no Valor de 18/11 informa que a previsão de queda com receitas de aluguel de máquinas POS é de 20%, de queda da receita com comissão sobre vendas é de 15%, e que a participação de mercado da companhia deve cair de 47% para 36%.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios
Tags: Banco Central, cartões, CVM, IPO, mudanças, Visanet
18/11/2009 - 09:03
Coluna Econômica 18/11/2009
Quando o mercado fechou ontem, primeiro dia após o anúncio da demissão de Mário Torós do cargo de Diretor de Política Monetária do Banco Central, os juros futuros tinham caído. De ontem para hoje, o DI (Depósito Interbancário) de janeiro de 2011 caiu de 10,27% ao ano para 10,20% ao ano. O DI de julho de 2010, de 9,14% para 9,10% ao ano.
Qual a lógica? De acordo com a retórica terrorista do mercado, se sai um diretor ortodoxo e há sinais de afrouxamento da política monetária, os juros podem cair no curto prazo, mas deveriam subir no longo – porque, pela leitura do mercado, o afrouxamento da política monetária produziria mais inflação obrigando, mais à frente, a outro movimento de alta nas taxas.
Nada disso ocorreu. Pelo contrário, o mercado sequer reagiu à declaração do Ministro da Fazenda Guido Mantega, de que a taxa ideal para o dólar é em R$ 2,60. Nesse nível, declarou Mantega, não tem China, Coréia ou Japão que segure o Brasil.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, Economia, Mário Torós, Real
17/11/2009 - 08:58
Do Último Segundo
PS – A coluna foi escrita antes da informação de queda do Torós
Vão haver mudanças no Banco Central, mas nada que possa significar uma mudança radical de rumo na política monetária. Provavelmente, apenas mais responsabilidade em sua condução.
Dois fatos devem precipitar as mudanças. Um, as declarações do Diretor Mário Torós ao jornal “Valor Econômico”, dando detalhes da corrida bancária que se seguiu à crise econômica mundial. As inconfidências devem lhe custar um inquérito no Ministério Público – especialmente quando confessou ter passado dados de bancos em dificuldades para candidatos a compradores.
Politicamente, decretou sua saída do BC da pior maneira possível para o mercado financeiro – ao qual ele responde. Demonstrou de forma clara que é um jogador a serviço do mercado. Especialmente quando declara que o BC não tem poder de influenciar o dólar e que o mercado tem que ser livre – algo inconcebível para um diretor incumbido de administrar a volatilidade da moeda.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica
Tags: Alexandre Tombini, Banco Central, demissão, diretor, Henrique Meirelles, Mário Torós
16/11/2009 - 10:08
O pior do desemprego nos EUA ainda está por vir

Por Nouriel Roubini
Acha que o pior já passou? Errado. As condições no mercado de trabalho dos EUA estão terríveis e piorando. Enquanto a taxa oficial de desemprego já é de 10,2% e outros 200.000 postos foram perdidos em outubro, quando se incluem trabalhadores desencorajados e parcialmente empregados, o número é um gritante 17,5%. Enquanto perder 200.000 empregos por mês é melhor do que os 700.000 empregos perdidos em janeiro, as perdas atuais de emprego ainda são em média maiores do que a taxa mensal de 150.000 durante a última recessão. Além disso, lembre-se: a última recessão terminou em novembro de 2001, mas as perdas de emprego continuaram por mais de um ano e meio, até junho de 2003; idem para a recessão de 1990-91. Assim, podemos esperar que as perdas de empregos vão continuar até o final de 2010, no mínimo. Em outras palavras, se você está desempregado, procurando trabalho e apenas esperando a economia dobrar a esquina, é melhor se sentar. Todos os números econômicos sugerem que isto vai demorar um pouco. Os empregos simplesmente não estão voltando.
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PIB do Japão avança
O mundo fora de equilíbrio – Paul Krugman
Obama diz que falta tempo para acordos sobre clima
Diretor do Banco Central do Brasil vai deixar a instituição
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional
Tags: Banco Central, Barack Obama, China, clima, Copenhague, desemprego EUA, EUA, Mário Torós, PIB Japão
16/11/2009 - 08:51
Coluna Econômica 16/11/2009
Já há algum tempo a diretoria do Banco Central (BC) tem dado mostras de desfaçatez inéditas no mercado financeiro – área em que os melhores se pautam por comportamento discreto e análises técnicas.
No final do ano passado, o Diretor de Política Monetária Mário Torós e o de Política Econômica Mário Mesquita cometeram a imprudência de, em pleno período de tensão do mercado com a crise, darem entrevistas em “off” – isto é, sem revelar o nome, com as declarações sendo atribuídas a “fontes do BC”- ameaçando se demitirem se a Fazenda adotasse determinadas medidas.
Foram desautorizados publicamente pelo presidente do BC, Henrique Meirelles. Mereciam uma denúncia à polícia, por ameaça de perturbação da ordem econômica.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, Economia, mercado financeiro
14/11/2009 - 10:21
Do Estadão
Fernando Nakagawa
Uma entrevista concedida pelo diretor de Política Monetária, Mário Torós, ao jornal Valor Econômico abriu uma crise no Banco Central (BC). Responsável pela administração de mais US$ 230 bilhões em reservas internacionais, e pelas operações no mercado de câmbio, Torós descreveu bastidores da atuação do BC durante a crise, nomes de bancos que sofreram saques e o ataque especulativo contra o real.
Torós já havia manifestado interesse em deixar o BC. Agora sua saída deverá ser apressada, segundo fontes de mercado. Segundo as fontes, Torós desrespeitou a hierarquia ao tratar de temas que dizem respeito ao presidente do banco, Henrique Meirelles, e revelou informações que não são públicas.
O interesse de Torós, ainda segundo essas fontes, teria sido chamar a atenção para seu papel no enfrentamento da crise, num momento em que define seu futuro profissional. Procurada pela reportagem do Estado, a assessoria de imprensa do BC informou que Torós não iria comentar a reportagem.
A assessoria de imprensa limitou-se a informar que “as declarações atribuídas ao diretor de Política Monetária, Mário Toros, pelo jornal Valor Econômico traduzem uma avaliação de caráter pessoal. O Banco Central não fará comentários a respeito”.
A substituição de Torós não é uma tarefa fácil. Depende da difícil escolha de um nome para sucedê-lo. Além da responsabilidade de gerir as operações de câmbio, há dúvidas sobre a futura linha de atuação do BC.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: Banco Central, derivativos, Mário Torós
13/11/2009 - 08:49
Coluna Econômica 13/11/2009
Ainda há enorme confusão sobre o papel da poupança externa no investimento brasileiro. Especialmente sobre o papel do crédito externo para as grandes empresas brasileiras.
Imagine o seguinte:
1. A empresa A é “prime”, isto é, empresa de primeira linha com acesso a financiamentos internos ou externos. Com o dólar a R$ 1,80, ou ela pega US$ 100 milhões e converte em R$ 180 milhões, ou toma emprestado uma linha interna de R$ 180 milhões.
2. O banco com quem ele trabalha pode emprestar R$ 180 milhões de linhas de crédito interno (depósitos à vista ou a prazo) ou tomar um financiamento de US$ 100 milhões no exterior e repassar para o cliente
3. A empresa A opta pelo financiamento externo de US$ 100 milhões, por um ano, a 10% ao ano, com o dólar a R$ 1,80. Pega o financiamento, converte em reais e levanta R$ 180 milhões. Teoricamente, o banco continua com R$ 180 milhões para emprestar para outros clientes.
4. Um ano depois, ela precisa pagar US$ 110 milhões ao banco. Mas se o dólar cair para R$ 1,70. Para quitar o financiamento, agora, necessitará de R$ 187 milhões. Comparando com o que ela levantou um ano antes, o custo do financiamento foi de apenas 3,9%.
Obviamente, para ela foi um negocião. E para a economia e as demais empresas?
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, dívida pública, Economia, financiamento, títulos, último segundo
30/10/2009 - 14:00
Por Vander Fagundes
Nassif, vale a pena comentar a entrevista do Armínio Fraga no Valor de ontem.
Valor Econômico – 29/10/2009
“Defendo a reestatização do Estado.” Com essa declaração sintética e direta, Armínio Fraga, presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, expressou sua preocupação com a “postura agressiva” do governo Lula na ampliação da presença do Estado na economia. O que pode ser identificado na regulação do pré-sal, onde o papel da Petrobras é “dominante”, no avanço dos bancos públicos no mercado de crédito, ou mesmo na ingerência que o governo vem tentado estabelecer na Vale. “Algo”, disse ele, “na linha básica de que ou se adere a essa visão de Estado máximo ou não se é patriota”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Política
Tags: Armínio Fraga, Banco Central, bolsa de valores, Valor
29/10/2009 - 13:48
Do Valor
Luiz Sérgio Guimarães
O Banco Central alterou sua forma de intervenção no mercado de câmbio. A política de retirada de moeda superior ao excedente diário do fluxo foi substituída por aquisição de volume inferior ao superávit. Essa alteração desestimula a formação de posições “vendidas” à vista por parte dos bancos.
A essas posições eram atribuídas as pressões destinadas a derrubar a cotação do dólar, pois o movimento contínuo de desvalorização da moeda americana era essencial para a geração de ganho. Essas pressões foram estancadas. Os bancos estão agora “comprados” à vista. Até o dia 9 deste mês, estavam “vendidos” à vista em US$ 4,934 bilhões. Pelo dado oficial relativo ao dia 23, estão agora “comprados” em US$ 3,05 bilhões. Essa inversão de posições, favorecida pelo espetacular ingresso de capitais estrangeiros às vésperas do início da cobrança do IOF, e o cenário externo ruim provocaram uma reviravolta na tendência do dólar. A moeda fechou ontem em alta de 0,92%, cotada a R$ 1,7550. Nesta semana, o dólar já subiu 2,45%.
O IOF não pode ser responsabilizado integralmente pela arrancada recente do dólar. Embora a média diária de ingresso de dólares para operações financeiras tenha caído 73% após o início da taxação, na semana passada o fluxo cambial foi positivo em US$ 2,353 bilhões.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, dólar, IOF, mercado
29/10/2009 - 09:30
Coluna Econômica – 29/10/2009
Um dos principais objetivos da cobrança do IOF de 2% sobre o investidor estrangeiro é conter o ritmo de valorização do real. Contudo, os fundamentos da economia devem fazer com que a medida não tenha o efeito esperado, reduzindo seu escopo de influência ao longo do tempo, segundo levantou Tatiane Correa, da Agência Dinheiro Vivo.
Isso pode ser visto na bolsa de valores. Embora os estrangeiros tenham retirado do mercado R$ 1,3 bilhão no dia seguinte ao anúncio da medida, já começaram a voltar e a afetar o desempenho da bolsa e do câmbio.
Segundo analistas de mercado, a cobrança pode ter impacto no curtíssimo prazo, não no médio e longo prazo.
Uma apreciação cambial de 4 centavos já compensa os 2% de IOF impostos pelo governo. Além disso, há um conjunto de expedientes a ser adotado por quem pretender contornar o imposto.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, Economia, IOF, moeda
27/10/2009 - 08:14
Há dois movimentos explicando essa imensa euforia com o Brasil.
O primeiro, baseado nos fundamentos da econonomia, na constatação de que o Brasil foi o primeiro país a sair da crise.
Em cima desse movimento, há um segundo, que é o de manada, a bolha de capitais especulativos inflando a Bolsa de Valores e rebaixando o câmbio.
É um movimento óbvio, percebido até pelos pais da ortodoxia neoliberal dos anos 90 – como John Williamson, no artigo abaixo, homem que escreveu os mandamentos do “consenso de Washington”. Por aqui, diretores do Banco Central agem irresponsavelmente, com entrevistas em off, visando alimentar essa bolha.
A decisão da Fazenda – de impor o IOF – está sendo defendida por todos os analistas e jornais sérios de outros países. A autoridade reguladora brasileira joga contra. E o presidente do BC, Henrique Meirelles, mostra que é e sempre foi conduzido por sua tropa.
FMI deveria ajudar o Brasil a enfrentar fluxo de capitais
Da Folha
ARVIND SUBRAMANIAN
JOHN WILLIAMSON
DO “FINANCIAL TIMES”
A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta da moeda do país, tem grande importância, prática e simbólica.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Banco Central, bolha, Brasil, capital especulativo, Fazenda, IOF
27/10/2009 - 07:54
Do Último Segundo
No final do ano passado, em pleno burburinho da crise, um diretor do Banco Central deu uma entrevista em “off” alertando que, se a Fazenda decidisse tomar qualquer medida para conter fluxos de capital, a diretoria do banco se demitiria em bloco.
Na ocasião, sugeri que a Polícia Federal abrisse um inquérito e processasse o irresponsável que se escondia atrás do sigilo de fonte para cometer essas irresponsabilidades.
O BC atua em área de alta sensibilidade a notícias e a boatos. Exige de seus diretores maturidade, responsabilidade, espírito público. Mas não ocorre. A extrema auto-suficiência do banco acabou consolidando em sucessivos diretores a idéia de que só devem prestar contas ao mercado.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, IOF
23/10/2009 - 17:01
Do Banco Central
Os Bancos Centrais do Brasil e do Uruguai firmaram nesta sexta-feira uma Carta de Intenções pela qual concordam em dar início ao processo de implantação do Sistema de Pagamentos Bilateral em Moeda Local entre os dois países.
O objetivo de criação do sistema de pagamentos é oferecer aos exportadores e importadores brasileiros e uruguaios uma alternativa para a liquidação de suas operações de compra e venda em moeda local. A redução de custos por não utilização de uma terceira moeda e o aumento da liquidez e da eficiência do mercado de câmbio em Peso Uruguaio e Real são alguns dos benefícios que adviriam da implementação do sistema.
A existência do sistema bilateral de pagamentos será mais um elemento a contribuir para o processo de integração econômica entre as duas nações do Mercosul. Além disso, a assinatura da Carta de Intenções ajudará a consolidar os vínculos de cooperação entre os Bancos Centrais do Brasil e do Uruguai.
Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional
Tags: Banco Central, Brasil, swap cambial, Uruguai
23/10/2009 - 09:03
Da Folha
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS
Finalmente o governo agiu para tentar estancar, ou ao menos reduzir, a queda do dólar em relação ao real
VOLTO MAIS uma vez à questão da valorização do real. Finalmente o governo resolveu agir para tentar estancar -ou pelo menos reduzir- a queda do dólar em relação à nossa moeda. O leitor da Folha já conhece meu pensamento em relação a esse assunto. Discordo dos analistas que não consideram isso um problema e me preocupo muito com o fortalecimento do real. Principalmente enquanto durar a posição atual da China em relação à sua moeda e a política monetária do Federal Reserve nos Estados Unidos.
Portanto parece-me correta a posição do ministro Guido Mantega de tentar interferir na formação da taxa de câmbio. Vivemos um período em que as autoridades de economias importantes estão atuando nos mercados de câmbio. O yuan chinês, mantido artificialmente constante em relação ao dólar, é, de longe, o fator externo mais relevante por trás da valorização do real e de outras moedas de países emergentes.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Banco Central, câmbio, China, IOF, Luiz Carlos Mendonça de Barros
22/10/2009 - 09:07
Boa entrevista de Lula ao Kennedy Alencar, na Folha (clique aqui para ler e íntegra).
Perguntas educadas, pertinentes, incômodas, onde Lula pode expor sua opinião sobre Sarney, Lina, alianças, BrOi, Vale, câmbio e Banco Central.
Nenhuma novidade em relação aos últimos discursos, mostrando que o modelo político de Lula consolidou-se.
Chamo a atenção para dois pontos.
O primeiro, o câmbio.
Kennedy levanta as críticas de José Serra ao câmbio. Lula mata a questão com uma resposta:
- Eles ficaram oito anos no poder e não fizeram nada.
Ah, outro dia o Elio Gaspari fez uma coluna mostrando o grande momento de Serra contra o câmbio: uma audiência no Senado em que a resposta dele a uma pergunta sobre o câmbio (da era FHC) foi… o silêncio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Aécio, Banco Central, coalizão, entrevista Lula, Fazenda, inflação, Serra
16/10/2009 - 09:15
O círculo vicioso do câmbio está dado mais uma vez.
Tem-se o seguinte quadro internacional:
1. Excesso de liquidez e propensão a novas bolhas especulativas.
2. Dúvidas de monta sobre o fim da crise internacional.
3. Desalinhamento das taxas de juros nacionais, com alguns países puxando a alta de juros antes de outros.
Todo esse clima induz à volatilidade cambial no mundo.
Nesse cenário, o Brasil é a bola da vez dos movimentos especulativos. Há fundamentos sólidos para se apostar no Brasil, o reconhecimento de que saiu da crise antes dos demais, o mérito de ter sabido dosar medidas ortodoxas e anticíclicas, a percepção mundial de que será um dos países líderes da economia global nas próximas décadas.
Sobre essa base fundamentalista, ocorre o movimento especulativo que, nos próximos meses, inundará o país de dólares.
Em qualquer país racional, o Banco Central alteraria sua maneira de atuar sobre o câmbio e a política monetária. Por aqui, não só tem reforçado a visão ortodoxa, como tem atuado claramente visando estimular esse jogo especulativo.
Duas manifestações do BC, em países como os Estados Unidos, no mínimo ensejariam a abertura de um processo de responsabilização.
O primeiro, a declaração de um diretor do BC de que a compra de reservas cambiais não reduz a apreciação do real. O segundo, o relatório do BC apontando a possibilidade de elevação dos juros no próximo ano, como reflexo do aumento de despesas públicas – uma afirmação que não tem nenhuma base factual, ainda mais levando-se em conta de que a apreciação do real funciona como elemento anti-inflação.
Nos dois casos, o BC atuou como agente estimulador desse movimento de apreciação cambial.
Agora, se entra em período eleitoral, no qual a apreciação cambial conta votos. Haverá volatilidade no câmbio atrapalhando exportações e investimentos. Mas será contida, no início, pelas reservas cambiais.
No final do ano que vem, os economistas dos candidatos favoritos estarão estudando como sair da armadilha cambial que lhes foi deixada.
Em fins de 1998, o país começava a recuperar o ímpeto reformista, atropelado pelas jogadas cambiais do início do Real. Na ocasião escrevi que a imprudência com o câmbio mataria qualquer veleidade de FHC de fazer um bom governo.
Espero que essa desgraça não se repita agora.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, círculo vicioso, FHC, Lula
09/10/2009 - 13:04
Por André
O nassif vc viu ?
Fórum Econômico Mundial classifica o sistema de supervisão bancária e financeira do Brasil como o mais eficaz do mundo…
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Banco Central, Fórum Econômico Mundial
09/10/2009 - 08:10
Coluna Econômica – 09/10/2009
Mesmo com todo sua intuição e pragmatismo, no ano passado Lula só não jogou o Brasil em uma nova crise das contas externas graças à crise mundial. O Brasil foi salvo pela crise, que provocou uma redução nas importações e permitiu, pela primeira vez, que a Fazenda tirasse o comando da política econômica das mãos do Banco Central.
No primeiro semestre a deterioração das contas externas era óbvia, nítida. Qualquer projeção mostraria o País indo para a sinuca de bico. Mesmo assim, o Banco Central prosseguiu impassível em sua política de juros acima dos internacionais, permitindo a apreciação do real.
Passada a crise, o jogo volta com força total. E o sucesso internacional de Lula poderá torná-lo mais autista ainda em relação ao câmbio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, Brasil, câmbio, crise mundial, Lula
07/10/2009 - 14:00
Do Valor
Cristiano Romero
07/10/2009
A relação de desconfiança entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central (BC), que se arrasta no governo Lula desde a saída de Antônio Palocci da equipe econômica, atingiu o ápice na recente divulgação do Relatório de Inflação. É importante conhecer e analisar a essência dessa disputa para saber até que ponto ela pode provocar a ruptura do modelo macroeconômico vigente nos últimos anos. Em outros momentos, como em abril de 2008, o que esteve em jogo foi uma possível mudança no comando do BC e no rumo da economia.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Banco Central, Economia, governo, Ministério da Fazenda
28/09/2009 - 12:50
Por Rodrigo Medeiros
Do quadro das profecias auto-realizáveis:
“O mercado financeiro elevou, na última semana, a sua estimativa para a inflação em 2010, ao mesmo tempo, também passou a prever um aumento maior na taxa básica de juros no ano que vem, segundo o relatório de mercado, documento divulgado pelo Banco Central que traz as projeções dos economistas das instituições financeiras.”
Clique aqui
Já sabemos o que virá… Qual a posição dos principais candidatos à Presidência da República sobre a sacrossanta independência do BCB propagada pelos neoliberais?
Comentário
O BC já deu a senha ou prever, com extraordinário tirocínio, que a inflação do próximo ano será maior por conta do aumento dos gastos públicos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Banco Central, juros
25/09/2009 - 14:00
Do Valor
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acertou ontem sua filiação ao PMDB com o presidente nacional licenciado do partido, Michel Temer (SP), mas seu futuro eleitoral depende ainda de conversas que deve ter hoje com o presidente do PMDB de Goiás, Adib Elias, e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB).
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Banco Central, eleições, Goiás, Henrique Meirelles, PMDB, Política, Valor
25/09/2009 - 07:50
O país foi salvo pela crise internacional de um nó nas contas externas. A apreciação irresponsável do real levou a uma rápida deterioração. Já em fins de 2007 era possível se prever uma crise cambial até o final do ano.
A crise externa salvou as contas brasileiras, ao promover uma brusca redução das importações. Lula foi salvo pela sorte, não pela política econômica do BC.
Com a crise, a atuação do BC foi pífia – embora Henrique Meirelles queira, agora, colher os louros da melhora. O dinheiro injetado nos bancos voltou ao Banco Central na forma de operação compromissada – não melhorando em nada a escassez de crédito na economia.
Agora, volta o jogo. O descuido com as contas externas gera a vulnerabilidade externa. O BC emite sinais de aviso, mas na direção contrária. Em vez de reconhecer que esse quadro é agravado pela apreciação cambial, apenas prepara o terreno para um aumento futuro de juros que reduza os déficits comerciais no próximo ano, ao mesmo tempo que continue a remunerar o capital especulativo.
Clique aqui para matérias sobre o tema.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: Banco Central, contas externas, déficit comercial, importações
17/08/2009 - 07:51
Na sexta-feira passada, longo artigo da Cláudia Safatle, do Valor, com Mário Torós, do Banco Central, mostrando a inutilidade da compra de reservas cambiais para segurar o câmbio. Não comentei ainda o assunto por falta de tempo – devo fazê-lo hoje.
É um anúncio extravagante. A mais alta autoridade monetária – o BC – vem a público e avisa o mercado: pode continuar apostando na apreciação do real, porque minha política de compra de reservas não reverterá a queda. Um anúncio insólito, para dizer o mínimo.
Aí vem a Folha, no segundo editorial do dia (clique aqui):
Violentas oscilações do dólar são, sem dúvida, prejudiciais à gestão financeira das empresas, mas no atual cenário o Banco Central adota estratégia adequada para lidar com a questão. O BC ampliou suas aquisições de dólar à vista, o que atenua o efeito de queda da moeda norte-americana e amplia o colchão representado pelas reservas internacionais -política que já se mostrou eficaz para mitigar o impacto de crises financeiras globais no ambiente doméstico.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, dólar, reservas
12/08/2009 - 09:15
Da Folha
Desde piora da crise, Brasil reduz em US$ 25,5 bi volume de papéis americanos, enquanto China e Rússia elevam investimento
BC brasileiro diversifica reservas com títulos de países como Alemanha e Espanha, além de papéis de organismos multilaterais
ÁLVARO FAGUNDES
DA REDAÇÃO
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
A China ameaçou, a Rússia também disse que ia fazer o mesmo, mas nenhum dos principais credores dos EUA reduziu os investimentos nos títulos americanos como o Brasil.
Desde o fim de agosto (duas semanas antes da quebra do Lehman Brothers) até 30 de maio, o Brasil diminuiu em 17% suas aplicações nos papéis emitidos pelo governo americano.
Para os EUA, a queda no investimento brasileiro, de US$ 25,5 bilhões, não chega a ser representativa -algo como 0,2% do seu PIB de 2008-, mas tem um aspecto simbólico: um dos seus maiores credores está diminuindo suas apostas nos títulos em um momento em que a confiança é fundamental.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Banco Central, reservas cambiais
11/08/2009 - 10:19
Do Fórum de Discussões – Portal Luís Nassif
*Publicado por Rogério Maestri
Tenho recebido sistematicamente os relatórios de mercado do Banco Central, neles são tabuladas as previsões do mercado sobre os índices da economia. São hilários, eles nunca acertam nenhuma previsão depois aparecem os economistas dos grandes conglomerados falando das perspectivas do mercado. Tenho pena de quem escuta estes senhores e investe conforme os seus ditames.
As previsões são feitas como os meteorologistas faziam há cinqüenta anos, olhavam para rua e para um barômetro e diziam. “Tempo estável, previsão do tempo para as próximas ……”
participe
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Banco Central, Brasil, Economia, índices
30/07/2009 - 09:48
Por Roberto São Paulo/SP
Copom, Atas do Copom, 144ª Reunião, 21 e 22/07/2009
Banco Central do Brasil
….Implementação da política monetária
…………..21. O Copom entende que a perda de dinamismo da demanda doméstica gerou ampliação da margem de ociosidade da utilização dos fatores, ocasionando redução das pressões inflacionárias. Por outro lado, os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno derivam, no curto prazo, da atuação de mecanismos de reajuste que contribuem para prolongar no tempo pressões inflacionárias observadas no passado, como evidencia o comportamento dos preços dos serviços e de itens monitorados desde o início do ano, bem como, de uma eventual elevação dos preços de commodities. No médio prazo, o risco advém dos efeitos, cumulativos e defasados, da distensão das condições financeiras sobre a evolução da demanda doméstica, levando-se em conta a dinâmica do consumo e do investimento, em contexto de retomada da utilização dos fatores de produção.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Ata, Banco Central, BCB, Copom
27/07/2009 - 13:00
Do Banco Central
Balanço de pagamentos: superávit de US$7 bilhões em junho.
Conta capital e financeira: superávit de US$7,4 bilhões. Destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, US$1,8 bilhão. Nos últimos doze meses, encerrados em junho desse ano, a conta capital e financeira registrou superávit de US$5,4 bilhões.
Transações correntes: déficit de US$535 milhões. Últimos doze meses: déficit de US$18,4 bilhões.
Balança comercial: superávit de US$4,6 bilhões, superou em 70% o saldo em igual período de 2008,.
Conta serviços: déficit de US$1,9 bilhão em junho, 1,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2008. Na mesma base de comparação, destacaram-se as contrações de 34,7% nas despesas líquidas com transportes, que somaram US$410 milhões, e de 6% das despesas líquidas com viagens internacionais, que registraram US$584 milhões no mês.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: balanço de pagamentos, Banco Central, junho de 2009
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