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	<title>Luis Nassif &#187; Baden</title>
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	<description>Sobre economia, polÃ­tica e notÃ­cias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Tarrega e a bossa-nova</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 16:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Baden]]></category>
		<category><![CDATA[Barney Kessel]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lira]]></category>
		<category><![CDATA[Patrício Teixeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Lira tem uma avaliação original para as diversas batidas que a bossa nova gerou, até se consolidar a principal, de João Gilberto. Eram todos dsicípulos da escola Tárrega de violão (mestre espanhol). Por essa escola, a mão direita fica como que “de pé” sobre o tampo do violão. Para acompanhamento, acaba exigindo o acorde, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Lira tem uma avaliação original para as diversas batidas que a bossa nova gerou, até se consolidar a principal, de João Gilberto. Eram todos dsicípulos da escola Tárrega de violão (mestre espanhol). Por essa escola, a mão direita fica como que “de pé” sobre o tampo do violão. Para acompanhamento, acaba exigindo o acorde, a batida.</p>
<h2>As inversões de Baden</h2>
<p>Edgard Poças, que conviveu com a nata da MPB na segunda metade dos anos 60 e abandonou uma promissora carreira de violonista devido a um acidente com a mão, contou um dos segredos de Baden Powell.</p>
<p>Em todas suas interpretações, Baden recorria a “inversões” de acorde. Trata-se de um recurso que visa valorizar as notas mais graves do acorde e se transformou em uma espécie de marca registrada de Baden.</p>
<p>Desenvolveu esse recursos tocando na noite. Como o acompanhamento básico era de piano e baixo, não lhe deixavam utilizar muito os graves, para não reverberar com o baixo. Com o tempo, ele passou a utilizar as inversões, como forma de reintroduzir o elemento baixo nos seus acordes.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/05/photo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-30620 alignleft" style="float: left" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/05/photo-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<h2>Barney Kessel</h2>
<p>Todos os bossanovistas históricos presentes na noitada confirmaram que a grande influência americana no violão brasileiro foi Barney Kessel. Mencionaram outro guitarrista, anterior a Kessel. Mas confesso que não guardei o nome.</p>
<h2>Patrício Teixeira</h2>
<p>Uma de minhas curiosidades sempre foi Patrício Teixeira. Era cantor nos anos 20, estilo quadradíssimo, pré-revolução modernizadora dos anos 30. No entanto, foi professor de Nara Leão. Perguntei a Carlos Lira como era ele. Tinha seu próprio método de violão. Mas tudo quadradinho, primeira, segunda, preparação.</p>
<h2>A batida de Garoto</h2>
<p>Comentei com alguns dos amigos as gravações de Garoto, com batida em tudo igual a que seria consagrada depois por João Gilberto. Téo de Barros ficou curioso em conhecer. Lira &#8211; que conheceu Garoto &#8211; acha que era uma batida diferente. Mas tenho para mim que nunca ouviu as gravações mencionadas.</p>
<h2>Hélcio Milito</h2>
<p>Uma das lendas da bossa nova era o bateirista do Tamba Trio, Hélcio Milito. Depois de passar décadas nos Estados Unidos &#8211; nos últimos anos trabalhando direto com Clint Eastwood &#8211; Milito está de volta ao país. Planeja remontar o Tamba, mas sem vocal. Está atrás de um bom pianista e um bom baixista.</p>
<p><a href="http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=H%E9lcio+Milito&amp;tabela=T_FORM_A&amp;qdetalhe=art" target="_blank">Clique aqui</a> para ler sua biografia no Dicionário Carvo Albim</p>
<p>E aqui um vídeo caseiro dele, provavelmente produzido por um cinegrafista bêbado? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kyFlHeoMLsE" target="_blank">Clique aqui</a>.</p>
<h2>Melodias imortais</h2>
<p>Mas o melhor da festa foram as melodias imortais de Carlos Lira, interpretadas por ele com um elenco de novas cantoras e o acompanhamento dele e de craques da bossa nova paulista.</p>
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		<title>Trivial de Baden Powell</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 22:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Violão]]></category>
		<category><![CDATA[Baden]]></category>
		<category><![CDATA[Grapelli]]></category>
		<category><![CDATA[violão brasileiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Coluna de 21.05.2005
Até Baden Powell, a história do violão brasileira estava centrada em três figuras. No campo popular, em João Pernambuco, com sua influência ibérica; e Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, uma mistura de influências de Debussy, Django Reinhardt e do choro. No campo erudito, houve Villa-Lobos, que reescreveu a história do violão clássico do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Coluna de 21.05.2005</h2>
<p>Até Baden Powell, a história do violão brasileira estava centrada em três figuras. No campo popular, em João Pernambuco, com sua influência ibérica; e Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, uma mistura de influências de Debussy, Django Reinhardt e do choro. No campo erudito, houve Villa-Lobos, que reescreveu a história do violão clássico do século.<br />
Baden entra nesse universo como uma síntese desses três gênios. De Pernambuco, absorveu o sotaque do choro, através das aulas com Jaime Florence, o Meira. De Garoto a influência veio através da rádio Nacional, quando o jovem Baden, com apenas 14 anos, ficava apreciando os estudos que Garoto tocava nos intervalos das gravações. Villa, Baden absorveu em ensaios exaustivos do violão clássico. Finalmente, completou seu ciclo de influências com o violonista norte-americano Barney Kessel recentemente morto.<span id="more-25761"></span></p>
<p>Muito jovem ainda, depois de uma fase acompanhando instrumentistas e cantores, gravou seu primeiro LP ao vivo. Era um alucinado, como em geral são os gênios na fase de pré-maturidade.</p>
<p>Gradativamente foi aprimorando o estilo. No final da bossa nova, surgia como o grande elo de passagem da bossa para o movimento que veio a ser conhecido como MPB. De longe, era a figura mais reverenciada, a esta altura impulsionado pela parceria com Vinicius de Morais e pela série de afro-sambas um marco na música vocal-instrumental brasileira.</p>
<p>Em meados dos anos 60, atingiu o auge da popularidade no Brasil, influenciando toda uma geração de violonistas e compondo algumas das mais belas canções da história, de sambas irreverentes a prelúdios inesquecíveis.</p>
<p>Em breve, seu som começou a sair dos limites do país. Foi para a Europa, onde se consagrou especialmente na França e na Alemanha. Nos anos 70 tornou-se o maior violonista do mundo.</p>
<p>Há cerca de dez anos foram lançadas no Brasil gravações de Baden realizadas em 1974 no Olido, de Paris. Ali, foi o auge. Sua segurança, agilidade, capacidade de improvisar, de reescrever os improvisos do jazz na linguagem do choro tornam aquelas gravações um dos pontos altos do violão popular do século 20 à altura das gravações de Django no Hot Club de Paris nos anos 40. Daquele período, tem também uma gravação histórica com Stephen Grapelli, o violinista parceiro de Django.</p>
<p>Seu som era único. Conseguiu dar um sotaque internacional ao choro, cuja escola de improvisação, mais clara e mais ligada à melodia, se contrapunha à crescente complexidade estéril em que se meteu o jazz a partir dos anos 60.</p>
<p>Baden influenciou toda uma geração de violonistas brasileiros que, nas décadas seguintes, tornariam a escola brasileira a mais reputada do mundo. Alguns anos antes de morrer, apontou Raphael Rabello como seu sucessor.</p>
<p>No final da vida, seus shows perderam qualidade. Mas mantinha incólume a técnica nas gravações de peças lentas, valsas e serestas. Há poucas dúvidas de que foi o maior violonista brasileiro da história. E um dos dois ou três melhores do século.</p>
<p>Aqui, um Baden Powell de 1966<br />
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		<title>Trivial da diversidade</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 22:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fora de Pauta]]></category>
		<category><![CDATA[Violão]]></category>
		<category><![CDATA[Baden]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Claudio Paiva
proponho um trivial da diversidade

tres leituras primorosas, em pontos diferentes do planeta, do belíssimo Canto de Xangô do nosso Baden e Vinícius.

Pra quem não teme a diversidade dos meios que temos de nos re-ligar ao sagrado, lembro da importância atual de invocarmos Xangô, o Orixa da Justiça.

Kaô kabecile obá, Xangô!

Saravá Xangô!


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Claudio Paiva</h2>
<p>proponho um trivial da diversidade</p>
<p>tres leituras primorosas, em pontos diferentes do planeta, do belíssimo Canto de Xangô do nosso Baden e Vinícius.</p>
<p>Pra quem não teme a diversidade dos meios que temos de nos re-ligar ao sagrado, lembro da importância atual de invocarmos Xangô, o Orixa da Justiça.</p>
<p>Kaô kabecile obá, Xangô!</p>
<p>Saravá Xangô!<br />
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