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21/07/2009 - 16:59

Teatro do Oprimido

Do Estadão

Conferência no Rio discute o futuro do Teatro do Oprimido

Método foi criado por Augusto Boal, que acreditava que qualquer pessoa pode fazer teatro

Márcia Vieira

Representantes de 25 países, da Áustria ao Sudão, dos Estados Unidos ao Nepal, da Suécia à Palestina, começaram a desembarcar no Rio para realizar um sonho do diretor de teatro Augusto Boal, morto em maio de leucemia. A partir de hoje, até segunda-feira, o Rio será a sede da I Conferência Internacional do Teatro do Oprimido, para discutir o futuro do método criado por Boal nos anos 60, durante a ditadura militar. A apresentação das peças é aberta ao público.

Hoje existem 150 núcleos do Teatro do Oprimido em 55 países. Por esse trabalho, Boal chegou a ser indicado ao Nobel da Paz, em 2008. Não ganhou, mas, em março deste ano, foi nomeado Embaixador Mundial do Teatro pela Unesco. “Temos um movimento forte no mundo. Chegou a hora de discutir qual o futuro do Teatro do Oprimido”, acredita Helen Sarapeck, coordenadora geral do Centro do Teatro do Oprimido e discípula de Boal há 19 anos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
02/05/2009 - 18:10

A morte de Augusto Boal

Por Mario Siqueira

Nassif

Acabo de ler notícia da morte de Augusto Boal, na madrugada deste sábado (leucemia).

Não pode passar em branco

Por Edivaldo Dias de Oliveira

Nota fora de lugar mas muito relevante, e triste.

Morre Augusto Boal, o criador do Teatro do Oprimido

FABIO M. MICHEL – Agencia Estado

SÃO PAULO – O dramaturgo e diretor teatro, Augusto Boal, morreu na madrugada de hoje, aos 78 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Samaritano, no bairro do Botafogo, Rio. Ele sofria de leucemia e estava internado desde o dia 28 de abril. O local e o horário do enterro não foram divulgados. O trabalho do carioca Boal, que também era ensaísta e teórico do teatro, ganhou destaque nos anos 1960 e 1970, quando esteve à frente do Teatro de Arena de São Paulo e criou o Teatro do Oprimido, pelo qual foi internacionalmente reconhecido por aliar arte dramática à ação social.

Boal chegou a se formar em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1950, mas viajou em seguida para os Estados Unidos, onde estudou artes cênicas na Universidade de Columbia. De volta ao Brasil, sua primeira peça como diretor do Arena foi Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rendeu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Dirigiu ainda, entre outras peças, Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, e Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho. Foi o diretor do espetáculo Opinião, com Zé Ketti, João do Vale e Nara Leão, que passou para a história como um ato de resistência ao golpe militar de 1964.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Sem categoria Tags: ,
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