05/08/2009 - 07:30
Para entender o que deve ocorrer nesta quarta-feira no Congresso, a partir de conversas com observadores bem situados e com boa capacidade de análise do clime interno.
José Sarney tem dito a assessores que até agora vinha administrando o silêncio, procurando conversar. Agora, o discurso que está preparando será de enfrentamento.
No Senado, o quadro que se apresenta é complicado.
O DEM decidiu que não irá apresentar nenhuma representação contra Sarney. Transferiu sua posição para o Conselho de Ética da casa. O motivo é óbvio: telhado de vidro demais, de quem sempre comandou a 1a Secretaria da Casa.
No PT, há uma divisão entre os que se pretendem com visão macro da situação e os que enfrentarão eleição no próximo ano. O primeiro grupo acha fundamental a aliança PT-PMDB – e é formado por políticos que não enfrentarão eleições no próximo ano. O segundo grupo – os que irão se candidatar à reeleição – está indignado com Lula. Refere-se a ele como caudilho e há um clima de revolta, acusando-o de destruir o partido e todos os caminhos de reconstrução da imagem. A bancada se sente pisoteada e sem ter para onde ir. Não tem mais uma cara, um posicionamento que possa bancar depois da defesa reiterada de Lula a Sarney.
O Conselho de Ética pratica um discurso moralista que serve bem a um dos lados. Como o nome é Conselho de Ética, tenta se atribuir um valor moral. Mas do jeito que a casa está conflagrada, o que está em vigor é a máxima do senador Cafeteira: quem é contra é contra, quem é a favor é a favor. De Ética não tem coisa nenhuma. É mais uim campo de enfrentamento. Se a situação não coloca Paulo Duque para atuar, a oposição colocará alguém que condene Sarney. Não há meio termo.
Como a imprensa trabalha no mundo maniqueísta, tem sido incapaz de traduzir isso para o leitor. Continua dizendo que o Conselho de Ética é o Conselho de Ética, mas o que se está fazendo ali é política.
Do ponto de vista jurídico – diz esse observador – todas as representações contra Sarney podem ser derrubadas com dois minutos de argumentação. Considera todas extremamente frágeis.
Por exemplo, o Estadão, em mais de uma matéria em que o texto não entrega o que o título vende, insiste na tese de que o grampo na neta, pedindo emprego para o namorado, provaria que Sarney conhecia os tais atos secretos. Não prova nada. A suposta prova foi a dica do avô, para que procure Agaciel Maia. Ora, se a vaga pleiteada era na diretoria geral, quem arruma empregos lá é Agaciel. Sugerir que o procurasse não liga Sarney a nenhum ato secreto.
Além disso, a revelação dos atos de Arthur Virgílio ajuda a relativizar os supostos crimes de Sarney. O que é mais grave, diz o analista, o senador que faz um favor à neta, apenas sugerindo que procure Agaciel, ou Virgilio que admite na tribuna que manteve por mais de um ano um funcionário em Paris, abonando suas faltas, pagando pelo Senado inclusive horas extras?
No caso do crédito consignado, não existe um fato que mostre favorecimento. Pelo contrário, diz ele, a mídia omite informações que mostram o contrário. Quando assumiu, Sarney baixou um ato reduzindo os juros de 4,5% para 1,5% por um ato. O neto já estava descredenciado pelo HSBC. O faturamento da empresa dele no Senado correspondia a menos de 5% do Senado. Que favorecimento é esse?
No caso de nomeações de parentes, até o Supremo baixar a súmula do nepotismo, era uma prática disseminada por todo o país.
Ou seja, Sarney tem uma montanha de pecados, o filho está envolvido em inquéritos da Polícia Federal. Mas não existe nada, na sua atuação no Congresso, que possa consubstanciar uma condenação pelo Conselho de Ética.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Arthur Virgílio, Sarney, Senado
03/07/2009 - 09:16
O caso Sarney-Virgílio é um excelente exemplo para se comparar a sutileza dos profissionais (Sarney) com o amadorismo truculento dos amadores (Arthur Virgilio e seus padrinhos midiáticos).
Há uma situação concreta de hábitos e vícios arraigados no Congresso. Como faziam parte dos usos e costumes, todos se esbaldaram. Como a imprensa decidiu escandalizar seletivamente, seletivamente outros senadores poderiam entrar no imbróglio.
Quando o Estadão iniciou seus ataques seletivos contra Sarney, e Arthur Virgilio fez seus discurso “arrasa(-me) quarteirão” – sem o pronome, criação da Dora Kramer -, criou-se um quadro novo, com novos elementos que teriam que ser pesados pelos dois lados, para saber como agir. É aí que o craque se diferencia do perna-de-pau.
1. O lado do Virgilio usou a tática “arrasa(-me) quarteirão”, de ameaçar espalhar lama para todo lado.
2. Sarney avisou seus pares que a crise é da instituição, que todos praticavam o que, de repente, virou escândalo, mas que ele, Sarney, jamais cometeria a baixeza de sair atirando. Uma coisa é Sarney por cima; outra, é o que se pode esperar de um político humilhado no final da carreira.
A primeira hipótese – Sarney fora – significaria os escândalos na fila de espera. Depois de atingido o objetivo – almoçar Sarney – a mídia iria engolir outros de sobremesa. E os aliados de Sarney e os situacionistas tratariam de vazar os dados sobre o lado contrário.
A segunda hipótese – de Sarney ficando, e fortalecido – significaria instaurar o armistício até que as reformas sejam completadas. Uma possibilidade de interesse tão generalizado, que foi encampada pelo próprio presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Ou seja, o grande campeão da moralidade, o homem do discurso “arrasa-quarteirão”, Arthur Virgilio, arrasou-se. Mas deixou uma promessa no ar, para os milhões de espectadores, leitores que o viram: vender patrimônio para ressarcir o Senado das despesas de tratamento de sua mãe.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Arthur Virgílio, crise, José Sarney, Senado
02/07/2009 - 10:51
Confesso, às vezes, uma profunda dificuldade para entender a lógica de minha colega Dora Kramer. Ela assumiu a defesa intransigente de Arthur Virgilio e está no seu direito. Mas hoje sai com o seguinte jogo retórico:
Se os senadores pretendem continuar simulando indiferença, terão de deixar claro que o fazem com base em um de dois pressupostos: ou o senador Arthur Virgílio enlouqueceu ou tenta se defender do abrigo que deu a um funcionário fantasma difamando o restante da Casa.
Devolvo a questão à Dora. Pergunto: e os jornalistas, deveriam continuar tratando-o como vestal, como Catão, como senador símbolo, sabendo que sua autocrítica tardia só surgiu depois de revelados seus pecados? É o que Dora faz.
Em nenhuma das duas hipóteses ele serviria para ser senador, muito menos líder de um partido que tem chance de ganhar a presidência da República no ano que vem.
Se está louco e delira, deve ser interditado. Se mente e avilta a instituição, merece abertura de processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
O que a Dora quer dizer é: quem se aproximar de Virgilio leva tiro de toda a mídia. E depois, completa: Virgilio está certo porque ninguém chega perto dele.
Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada. Se não é alvo de processo, é porque a Casa recebe seus desafios como adequados e concorda com a divisão do Senado em duas categorias de parlamentares: os que se calam por covardia e os que silenciam por assumida vilania.
Só faltava o PSDB tirar Virgilio da liderança e se indispor com seu principal aliado, a mídia. Mas faço uma aposta: duvido que Arthur Virgilio será reconduzido à liderança na próxima indicação do partido. Aliás, Dora se esqueceu de incluir uma terceira categoria: os que saem berrando “tira esse bicho das minhas costas” (lembrando a piada do sujeito flagrado roubando um leitão) para conseguir salvo-conduto.
Este último grupo não tem jeito. Só sobrevive se jogar na linha do menor prejuízo possível. A indispensável virada estaria, portanto, nas mãos daquela outra ala. Mas, para isso, ela precisaria sair da toca e se dispor a enfrentar as dores de uma ruptura mais profunda.
Que virada pretende a Dora? Moralizar o Senado certamente não é. Se fosse não estaria fulanizando as denúncias. Como experiente analista política, morando em Brasília, ela sabe que as catarses servem apenas para as tais “rupturas mais profundas”, não para moralização. Aliás, o que mudou o Senado depois da queda de Renan?
Desse modo é inusitado que um senador suba diariamente à tribuna para apontar a existência de corruptos e covardes no colegiado sem que se sinta ofendido o suficiente para contestá-lo nem indignado o bastante para apoiá-lo.
E é inusitado que continue sendo tratado como sir Galahad, depois de revelado que é apenas mais um na mamata.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Arthur Virgílio, Dora Kramer, Sarney
02/07/2009 - 09:57
Eita jogo difícil de entender, essa da análise política midiática.
Sarney é favas contadas, acabou, o mundo e arredores pedindo sua cabeça (na versão midiática) e sua possível renúncia é vista como “ameaça”. Como assim? Se é “ameaça” significa que sua saída representará perda política para os “ameaçados”. Se representa, significa que sua permanência no cargo tem peso, tem consequências. Então, cadê as favas contadas?
A propósito, 24 horas depois das bazófias, cadê os resultados concretos do discurso “arrasa quarteirão” de Arthur Virgilio?
Toda superexposição – ainda mais com a truculência exibida pelo Senador – tem o formato de um balão de gás. Choca, coloca o sujeito no centro das atenções, ainda mais quando reforçada pela imagem de arrogância agressiva, marca desse Senador. E aí é regra básica de opinião pública: o estilingue se torna vidraça. O ator ganha espaço nos primeiros momentos, vai inchando, inchando e se torna alvo. Quanto maior o balão, maior a vulnerabilidade a qualquer agulha que o perfure.
Depois, entra-se no segundo tempo, do Catão atacado. O resultado final dependerá da maior ou menor habilidade do Catão em enfrentar o desafio de ser vidraça. Quando se é um despreparado como Virgilio, a reação ajuda a afundar. Sai atirando para todos os lados, se expondo mais e mais, tornando mais eficaz o contra-ataque que recebeu.
Tem colegas com décadas de janela que até hoje não aprenderam a interpretar os humores da opinião pública e os riscos da superexposição de figuras vulneráveis e pavlovianas como Virgilio. E confundem tijolo na própria testa com discurso arrasa-quarteirão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria
Tags: Arthur Virgílio, dia seguinte, Sarney, Senado
01/07/2009 - 13:15
Quem esteve hoje com José Sarney encontrou-o mais tranquilo do que em outros dias, graças a dois aliados inesperados: Arthur Virgilio e o Estadão.
A estratégia contra Sarney consistia em levantar os escândalos do Senado e fulanizar, jogar tudo nas costas do presidente da Casa. Quando surgiram as primeiras informações dos atos secretos, o Estadão passou a vazar seletivamente apenas o que atingia Sarney. A ideia seria não ampliar as denúncias por uma razão simples: não sobraria um e, não sobrando, não haveria como convencer o Senado a depor seu presidente.
Já descrevi várias vezes essa estratégia da escandalização. Com a falta de regras claras, o jogo político brasileiro dá margem a toda sorte de denúncias. A cada temporada, os jornais escolhem na gôndola dos escândalos aquele que lhe interessa e manda bala.
Se o Estadão tivesse, de fato, interesse na apuração de desmandos, não deixaria passar em branco outros abusos, nem esse escândalo do Senado ser um grande cliente do IDP, empresa do presidente do STF. E Gilmar Mendes defender o Senado, inclusive atropelando suas prerrogativas constitucionais e investindo contra outros poderes.
Arthur Virgilio – o oposicionista que todo governista pediu a Deus – acabou desnudando e desmontando a estratégia. Quando subiu na tribuna para se vacinar contra seus próprios pecados, expôs toda a Casa. E o fantasma do dia seguinte passou a contar.
Em um primeiro momento, a ameaça surtiu efeito, ao colocar o DEM contra Sarney. Mas só no impulso. Hoje, a avaliação era outra. Acontece que todos os desmandos do Senado passam pela Primeira Secretaria – que historicamente tem sido comandada pelo DEM. Abrindo os atos secretos, todos serão atingidos – muito mais pela falta de regras explícitas (como no caso dos cartões corporativos do governo federal e de São Paulo) e pelos hábitos arraigados. Mas o DEM será mais atingido do que os demais.
Ao jogar barro no ventilador, Virgílio se sujou mais ainda – apesar da cobertura escandalosamente acrítica que seu discurso recebeu da mídia -, deixou o Senado mais vulnerável. Com isso erodiu a tática da fulanização empregada principalmente pelo Estadão.
Afinal, Sarney é. Mas quem não é? Agora, o senador se julga dono dos seus atos. Poderá escolher entre sair ou ficar, mas a decisão é dele. Mesmo porque, Marconi Perillo – o vice que a oposição quer emplacar – não chega a ser propriamente um varão de Plutarco.
Saída: começar a discutir o Senado a sério, implantar a reforma administrativa planejada pela FGV, colocar todos os atos do Senado na Internet. E, mais uma vez, comprovar o jogo de manipulação dos escândalos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política
Tags: Arthur Virgílio, crise Senado, Estadão, José Sarney
29/06/2009 - 09:15
Continua o festival priápico de escândalos do Senado (clique aqui):
1. A Folha traz a momentosa revelação de que um ex-assessor de Sarney trabalhou na empresa do neto do… Sarney (furo igual só o de O Globo de ontem, que anunciou o segredo que permaneceu guardado por 15 anos: no lançamento do Plano Real foi encomendada à Casa da Moeda uma quantidade enorme de papel-moeda real. Novidade seria se fosse dobrão).
2. A mesma Folha fala dos favores a Arthur Virgilio. E diz que, o fato do denunciante ter sido denunciado amplia a crise de quem ele denunciou. Vá se entender.
3. O Estadão anuncia que Arthur Virgilio pronunciará novamente um duro discurso contra Agaciel Maia. Qual o motivo? Não pergunte para os leitores do Estadão, que eles não foram informados.
Vamos aos pontos que interessam.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Arthur Virgílio, José Sarney, Senado
28/06/2009 - 14:19
De O Globo
Virgílio também teve funcionário fantasma
Ex-secretário recebia salário mesmo morando no exterior
Isabel Braga
BRASÍLIA. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), admitiu ontem ter mantido um funcionário fantasma em seu gabinete.
Carlos Alberto Nina Neto, que foi seu secretário particular, continuou recebendo salário da Casa quando foi morar no exterior. O senador reconhece o erro, mas afirma que o fato é usado pelo ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia para chantageálo. Nina Neto é filho de um amigo e assessor do tucano, Carlos Homero Vieira Nina.
A denúncia de que o tucano manteve um funcionário fantasma foi publicada pela revista “IstoÉ”. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) também teria uma funcionária fantasma no gabinete. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada em abril de 2005, quando Renan Calheiros presidia o Senado.
Vânia está lotada no gabinete da presidência da Casa, mas não dá expediente lá. Ela é casada com um primo de Renan, Tito Uchôa. A assessoria de Sarney admitiu que há casos de assessores herdados de outras gestões, mas não se referiu diretamente ao nome de Vânia.
Senador diz que pedirá investigação sobre si mesmo Virgílio afirmou que vai abrir seu sigilo bancário e que entrará com uma representação no Conselho de Ética contra si próprio, para que sejam investigadas as denúncias, e contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e trabalhará na coleta de assinaturas para a CPI dos Atos Secretos.
- Cometo a idiotice de permitir que o filho de um grande amigo permaneça ligado ao meu gabinete por um tempo, uma imbecilidade, um gesto paternal equivocado. Agaciel queria que eu me calasse para ele continuar roubando o Senado. Vou pedir que o Conselho me investigue, não tenho nada a esconder – disse Virgílio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política, Sem categoria
Tags: Arthur Virgílio, José Sarney, Senado
23/06/2009 - 09:48
Esse quiproquó do Senado vai acabar sendo mais divertido do que a história dos biscoitos do Ministro Orlando Silva. Como a mídia inventou a escandalização do nada, não tem como fugir quando o nada escandalizado atinge os seus. Então vai ser um tal de aparecer brioche para cá, motorista para lá.
Hoje descobrem que Gabeira bancou o site de uma namorada com suas verbas oficiais. Agora se descobre que Virgilio, que não é de se “acoelhar” bancou um lutador de jiu-jitsi que, segundo ele, “era sua referência na juventude”, porque o jiujitsi é mais popular que o futebol lá para suas bandas.
O engraçado na história é que a contratação da referência não tem a menor relevância. Mas o grande lutador Virgilio não vive de irrelevâncias?
O Zé Simão deveria entrar com uma denúncia por concorrência desleal.
Da coluna da Mônica Bérgamo
PANELA DE PRESSÃO
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) diz ter recebido vários “recados” de pessoas ligadas ao ex-diretor do Senado Agaciel Maia que o levaram a concluir que estava sendo pressionado para se “acoelhar” [tornar dócil] em relação a abusos no parlamento. Um deles dizia respeito a Oswaldo Alves, treinador de jiu-jítsu que foi seu professor e estava lotado em seu gabinete, mas morava em Manaus. “Quiseram dizer que ele era meu personal. Mas ele era a minha referência na juventude do Amazonas. Lá, o jiu-jítsu é mais popular que futebol.” O funcionário pediu demissão do gabinete.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Arthur Virgílio, jiujitsi
20/05/2009 - 13:18
Por galves
Nassif,
O interessante é ver o Arthur Virgílio, mais uma vez, confudir as bolas e usar informações iverídicas no palanque do senado:
Em discurso, senador tucano erra e altera texto econômico da Folha Online
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) usou, equivocadamente, título e comentário produzidos por um blogueiro como se fossem de autoria da Folha Online. O erro foi cometido em discurso na tribuna na noite desta terça-feira.
A reportagem de Epaminondas Neto, da Folha Online, foi publicada anteontem com o título: “Bovespa mira cena externa e fecha com forte alta de 5,01%”.
O texto foi reproduzido na íntegra em blog de Reinaldo Azevedo, da revista “Veja”, que o “titulou” opinativamente: “Contra discurso vagabundo e terrorista, ações da Petrobras sobem 4,5%”.
Mal informado, o senador tucano apontou o repórter da Folha Online como responsável não só por esse título, mas também pela opinião do blogueiro, incluída no último parágrafo da reportagem reproduzida. Virgílio chegou a pedir que a publicação, incorreta, fosse “acolhida na íntegra aos anais da Casa”.
Comentário
O Virgilio já fez uma denúncia de que a Amazonia estava sendo invadida com base em um vídeo do Youtube que era a respeito de um joguinho. Em relação ao engano de agora, é caso do repórter Epaminondas processá-lo por crime de difamação.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Arthur Virgílio
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