08/11/2009 - 13:39
Por Roberto São Paulo/SP
Armínio Fraga no Espaço Aberto
aos 3 minutos e 25 segundos, “Nós dos Governos de centro-esquerda comuma visão equilibrada das coisas…vencemos o debate econômico…….”
” …..Com certeza sou de centro-esquerda……..”
Espaço Aberto da Globo News
Miriam Leitão entrevista o ex-presidente do BC Armínio Fraga
Armínio Fraga ajuda a entender o momento econômico
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1368855-17665-310,00.html
Comentário
A cada dia Armínio Fraga consolida o papel de liderança mais esclarecida do mercadismo. Sua entrevista à Mirian é muito interessante.
Nas perguntas, Mirian mostra-se presa aos bordões engendrados na incrível máquina de criar slogans preconceituosos da Globo-Kamel. Nos últimos anos, aliás, quando a oposição deixou de ter um discurso unificador das idéias, Mirian, Dora – trazendo atrás de si colunistas de menor fôlego — saíram a campo tentando ensinar como fazer oposição. A leitura dos conselhos me dava até arrepios. Não íam além de check lists de episódios pontuais que poderiam ser criticados. Olha, critica o PAC assim, a Bolsa Família assado, o BNDES daquele jeito.
Ora, conduzir a oposição significa desenvolver uma visão de mundo, diferente da situação, e não meramente organizar uma lista de supermercados. Ou, não tendo a visão de mundo, desenhar o mapa do golpismo, como faz FHC, permitindo unificar os argumentos.
Armínio traz uma visão abrangente, ideológica, consistente, não demagógica. Desenha um modelo de economia, admite que grande parte está contemplada no modelo de governo de Lula e centra fogo no que considera pontos de distorção.
Ao fazer isso, assume uma posição racional, consolida sua posição de liderança com boa análise e bom senso, mas cria um nó na cabeça dos nossos colunistas-militantes: tacitamente aceita como inevitável o novo modelo de país que Lula irá legar. Comporta-se como a oposição consciente, aproximando-se do centro – como fez o PT, vindo da esquerda para o centro. Mas não fornece um bom tema para as eleições do próximo ano.
O mais curioso é que o homem que veio do mercado se sente confortável como centro-esquerda, enquanto todo um exército de antigos militantes da esquerda – hoje em postos chave na mídia – teimam que ser elite é olhar com desdém o país profundo.
Mesmo assim, passado esse período de transe midiático, é bem provável que seja estabelecido o curso normal dos rios: pensadores pensando; e colunistas reportando e abrindo mão da presunção de pretenderem condutores de povos. Aliás, o simples fato de Maílson da Nóbrega ou do inacreditável “professor de Deus” serem trocados por Armínio, como guru dos nossos colunistas, é sintoma de grandes avanços futuros por aí.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Armínio Fraga, centro-esquerda, Mirian Leitão
30/10/2009 - 14:00
Por Vander Fagundes
Nassif, vale a pena comentar a entrevista do Armínio Fraga no Valor de ontem.
Valor Econômico – 29/10/2009
“Defendo a reestatização do Estado.” Com essa declaração sintética e direta, Armínio Fraga, presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, expressou sua preocupação com a “postura agressiva” do governo Lula na ampliação da presença do Estado na economia. O que pode ser identificado na regulação do pré-sal, onde o papel da Petrobras é “dominante”, no avanço dos bancos públicos no mercado de crédito, ou mesmo na ingerência que o governo vem tentado estabelecer na Vale. “Algo”, disse ele, “na linha básica de que ou se adere a essa visão de Estado máximo ou não se é patriota”.
Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Política
Tags: Armínio Fraga, Banco Central, bolsa de valores, Valor
19/06/2009 - 09:37
No Último Segundo
Com a colaboração dos comentaristas do meu Blog (www.luisnassif.com.br), vamos entender um pouco melhor a questão das “operações compromissadas” do Banco Central com o mercado.
Como se recorda, são operações em que o BC vende títulos com promessa de recompra a curto prazo. Mesmo com liquidez ampla (isto é, ampla capacidade do investidor resgatar seu papel) e segurança total, o BC paga as mais altas taxas de juros reais do mundo.
Além disso, injetou enormes quantias de dinheiro no mercado, a fim de melhorar a situação do crédito. Na outra ponta, em vez de utilizar os lucros que teve com a apreciação do real para reduzir a dívida, aumentou o volume de operações compromissadas.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Armínio Fraga, Banco Central, operações compromissadas, Tesouro
26/05/2009 - 11:59
Ontem o Instituto Millenium, do Rio Grande do Sul, lançou a campanha “gasolina sem impostos”. Escolheram meia dúzia de postos no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas. Eles vendem a gasolina sem cobrar a CIDE – que será paga pelo Instituto. A ideia é mostrar como o governo tunga os contribuintes com impostos.
A quantidade de postos era irrisória; os ecos na mídia, desproporcionais.
Fazem parte do Conselho de Governança do Instituto Gustavo Franco e alguns próceres da mídia, como Roberto Civita e João Roberto Marinho. O gestor do fundo patrimonial é Armínio Fraga. O Conselho Editorial é composto por Antonio Carlos Pereira – chefe dos editorialistas do Estadão – e do inacreditável Eurípedes Alcântara, da Veja.
A ironia da história é que a CIDE foi criada por um governo do qual faziam parte Gustavo Franco e Arminio Fraga. Foi reduzida recentemente.
É importante haver centros de pensamento liberais de bom nível – assim como de outras tendências. Mas não se pode enveredar pela fabricação de factóides que, em vez de elevar o debate, acabam denotando oportunismo político.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Armínio Fraga, CIDE, Gustavo Franco
20/04/2009 - 09:59
A entrevista de Armínio Fraga na Folha de hoje é uma demonstração clara das dificuldades da cobertura em sair da mesmice da pauta das últimas décadas – juros, ajuste fiscal, juros.
O cenário de juros baixos que se avizinha mudará completamente a estrutura da economia. Armínio Fraga não é um cabeção, como o professor de Deus. Tem visão diferenciada da economia, apesar do foco de análise contemplar preferencialmente o mercado financeiro.
Juros baixos modificarão totalmente o desenho da poupança e do investimento e – a exemplo dos anos 30, como antecipei no meu livro “Os Cabeças de Planilha” – terão que descer à terra e bancar investimentos na economia real.
Tudo isso poderia ser explorado, a partir de dicas dadas pelo próprio Armínio, mas a entrevista se perde no trivial previsível.
Da Folha
Para Armínio, juro baixo não garante prosperidade
DA REPORTAGEM LOCAL
Quando o Brasil alcançar taxa de juros reais de até 4% ao ano, nível de países emergentes como México e Chile, os investidores locais sofrerão um choque de “normalidade”. Quem diz isso é Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e atual sócio da Gávea Investimentos.
“Ganhar 5% a 10% no overnight sempre foi uma tentação irresistível para nossos poupadores. Isso vai mudar”, disse ele à Folha.
Segundo Armínio, se os juros, de fato, caírem para esse patamar, o Brasil terá a chance de criar uma efetiva poupança de longo prazo.
“Mas não será o fim dos problemas. Juro baixo não garante prosperidade.” A seguir, os principais trechos da entrevista. (MA)
FOLHA – Como um ambiente de juros baixos afetaria o hábito dos brasileiros?
ARMÍNIO FRAGA – A mentalidade de todos vai mudar. Consumidores e empresas vão se alavancar mais. Dependerão menos de dinheiro próprio.
Já os poupadores serão obrigados a alongar o horizonte. Serão submetidos a certos tipos de risco. Será muito bom para o país, uma chance única de fortalecer a poupança de longo prazo.
FOLHA – A que riscos o sr. se refere?
ARMÍNIO – De coisas simples, como comprar imóveis, investir na Bolsa. Ganhar 5% a 10% no overnight sempre foi uma tentação irresistível para nossos poupadores. Isso vai mudar. O tema “risco” certamente vai ganhar relevância. Mas vejo com certa preocupação a expectativa que se criou em torno da redução dos juros.
FOLHA – Por quê?
ARMÍNIO – Juros baixos não garantem prosperidade, que vem de uma ênfase maior e generalizada em educação, investimento, tecnologia e melhores práticas gerenciais. Um ambiente em que reinem a concorrência, a segurança de regras e contratos e a estabilidade também é crucial.
FOLHA – Se os juros baixos não garantem a prosperidade, pode-se dizer que juros altos não a inibem?
ARMÍNIO – Não é bem assim. Eu quis dizer outra coisa.
Tanto o México como o Chile têm juro real entre 2% e 4%, e o desempenho econômico de ambos não é o mesmo.
FOLHA – Um cenário de juros mais baixos permite ao governo gastar mais?
ARMÍNIO – A economia sofre um choque brutal, e é natural que a maioria esmagadora dos países reduza um pouco o esforço fiscal, transitoriamente. Mas isso não significa sinal verde para gastar mais, e indiscriminadamente. A ênfase precisa ser dada aos investimentos, que são gastos não permanentes.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: Armínio Fraga, juros