14/10/2009 - 08:34
Coluna Econômica 14/10/2009
Qual será a política diplomática dos Estados Unidos, na era Obama, em relação à América Latina? O Observatório Político Sul-Americano, do Instituto de Pesquisas do Rio de Janeiro, analisou quatro think tanks (grupos de análise) influentes dos Estados Unidos: do Brookings Institution, do Council on Foreign Relations, da Americas Society e do Council of the Americas e da FLACSO (Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociais).
O tema central – no apanhado desses quatro institutos – é a questão energética. Os estudos apontam, algo assustador, para o fato do consumo norte-americano depender em 30% da América Latina, mais do que os 20% importados do Oriente Médio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: América Latina, Brasil, coluna, Diplomacia, EUA, Obama, Política
05/08/2009 - 10:20
Da Folha
NELSON DE SÁ
O “Financial Times” publica hoje longo editorial sobre a América Latina. A tensão entre Venezuela e Colômbia “não é novidade”, assim como o “golpe de estado, tristemente”. Mas são “só sintomas do problema maior: a inabilidade de sair da rotina de homens fortes e rivalidades que impede seu progresso”.
A ausência dos EUA é “benigna”, até porque só resultava em “ditaduras”, mas “a oportunidade para a América Latina escrever seu destino vai continuar morta até uma nação tomar o manto de líder regional”. Não México, “voltado ao vizinho do Norte”; não Chile, sem “massa crítica”; mas o Brasil. O problema é que “Lula da Silva prefere não arrastar a região consigo”:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: América Latina, Brasil, política regional, Venezuela
17/06/2009 - 12:14
Enquanto o Brasil se diverte montando uma frente com os BRICS, a China – e sua rude objetividade – vai comendo pelas bordas.
Ontem, o governo chinês implantou medidas de só adquirir produtos chineses. Estudos publicados no Valor de hoje mostram a China avançando sobre o Brasil em mercados latino-americanos, com base em preços menores. Preços menores = câmbio mais competitivo.
Com preços imbatíveis, os produtos chineses continuam tomando espaço do Brasil no mercado argentino, apesar da forte queda das importações do país, tanto do Brasil quanto da China. Dados compilados pela consultoria Abeceb.com, que acompanha de perto a evolução do comércio exterior argentino, mostram que as barreiras levantadas contra os produtos importados não foram suficientes para conter a entrada de produtos chineses nem o desvio de comércio com o Brasil, principal sócio do Mercosul. Para uma queda de 35,3% das importações em geral no primeiro trimestre de 2009, as compras no Brasil retrocederam 45,4%, enquanto as da China caíram 25%.
Leia trecho da matéria:
“Sem dúvida há uma vantagem de preço importante”, explica o economista Mauricio Claveri, responsável pelas análises de comércio exterior da Abeceb.com. “Os setores produtivos argentinos que usam insumos importados preferem trazer da China, porque é mais barato”, afirma Claveri, lembrando que essa tendência é mais acentuada na fabricação de bens de consumo como calçados e têxteis, mas que também está aumentando em químicos, ferramentas, bens de informática e tecnologia (como notebooks, laptops, jogos e câmeras).
No fundo, a diferença entre Brasil e China é a mesma do armandinho (o jogador que faz firula no meio campo) e o centro-avante rompedor.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: América Latina, Brasil, China, invasão
26/05/2009 - 13:41
Por Roberto São Paulo/SP
BBC Brasil, Atualizado em 26 de maio, 2009 – 05:51 (Brasília) 08:51 GMT
O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times………………
…………A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria, permitindo que a Petrobras se transforme em “uma das mais avançadas companhias internacionais de petróleo”……………..
………..O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez “dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990 aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo”. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Energia
Tags: América Latina, México, PDVSA, Petrobras, petróleo
06/05/2009 - 12:26
Por Andre Araujo
Esta em curso a remontagem da diplomacia americana para a America Latina dentro do Governo Obama. O Subsecretario de Estado para o Hemisferio Ocidental, que trata desde o Canada até a America do Sul, Tom Shannon, diplomata de carreira, será Embaixador na Argentina. No seu lugar assume Arturo Valenzuela, chileno-americano que já teve passagens anteriores pela Subsecretaria, como Subsecretario Assistente no Governo Clinton, de quem tambem foi Assistente Especial.
No Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, na sua Divisão Latino Americana, cargo que ja foi de Bill Perry e Tom Shannon, vai Luis Restrepo, colombiano-americano. A indicação de Shannon para Buenos Aires, na cota do Departamento de Estado, significa que a Embaixada no Brasil ficará na cota da Casa Branca, como tem sido desde os Embaixadores Danilovitch e Sobel. Portanto para Brasilia virá uma indicação politica e não de carreira. Se fosse de carreira Shannon teria preferencia, é um dos poucos diplomatas americanos desse nivel que fala português e conhece bem o Brasil. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia, Sem categoria
Tags: América Latina, Diplomacia, Obama
12/01/2009 - 11:19
Chamo a atenção, ainda, para a matéria “A luta pela influência na América Latina”, de Stephen Fidler, Financial Times, publicada pelo Valor.
A influência política de Washington na América Latina está declinando. Uma tendência que começou antes dos atentados terroristas de 2001 contra os EUA se acelerou desde então, à medida que o governo de George W. Bush procurava, com pouco sucesso, ampliar a influência do país em outros lugares. A pergunta, oito dias antes de Barack Obama se mudar para a Casa Branca, é se ele fará algo para reverter o quadro.
(…) Os EUA ainda são o mais poderoso vizinho nas redondezas: seu comércio exterior com a América Latina supera os US$ 500 bilhões anuais, mais de cinco vezes o da China. Mas a expansão da influência chinesa e russa, e de potências menores como o Irã, está desafiando o domínio dos EUA na região.
Como deverá reagir o governo Obama a esses recém-chegados? Em primeiro lugar, dizem especialistas em política externa, ele deve reconhecer que os motivos para a Rússia e a China ingressarem na América Latina contrastam.
No caso da Rússia, seu crescente envolvimento – que possui um forte componente militar e é em grande parte direcionado aos adversários dos EUA na região, como a Venezuela de Hugo Chávez – visa a desestabilizar Washington. A intervenção mais discreta da China, cuja orientação é em grande parte econômica, pretende obter o efeito oposto.
(…) Ainda assim, os EUA continuam sendo o país em que a China deposita seu maior interesse estratégico. Para Cynthia Watson, professora de estratégia na Escola Nacional de Guerra dos EUA, “Pequim não cruzará uma linha que ameace [os laços com os EUA] por temer que isso ponha em risco o crescimento econômico exigido para sustentar o monopólio político do Partido Comunista Chinês”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia
Tags: América Latina, EUA