11/09/2009 - 07:00
Por Rodrigo Medeiros
Ao que tudo indica a sagacidade do presidente Lula conseguiu influenciar os rumos dos debates políticos de 2010. O debate do pré-sal deverá polarizar ideologicamente governo e oposição.
Penso que essa polarização não deveria ser objeto de desagregação política. Afinal, quem é contra o desenvolvimento brasileiro? Há certamente visões conflitantes sobre como esse processo de desenvolvimento se daria. Nada de anormal em uma democracia que busca se aprofundar e consolidar. Ademais, o jogo político prevê o dissenso e o contraditório em sistemas democráticos, ainda que muito imperfeitos.
Defendo que o pré-sal poderia se tornar peça de um importante pacto novo-desenvolvimentista por compreender que os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações dos países desenvolvidos e dos tigres asiáticos e mais de dois terços das patentes industriais. Chamei esses setores de indústrias centrais em alguns artigos publicados neste ano corrente.
As indústrias centrais constituem a base das inovações e da competitividade das nações desenvolvidas, cujos gastos em P&D respondem por 70% dos globais. Quem desejar se tornar desenvolvido, precisará estar presente competitivamente nessas indústrias.
Por que não transformar o debate do pré-sal num pacto suprapartidário pelo desenvolvimento sustentado brasileiro? Como se poderia articular o ritmo da exploração do pré-sal com uma nova estratégia de desenvolvimento industrial? Eis algumas questões interessantes para um debate nacional maduro e construtivo em 2010.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
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07/09/2009 - 17:51
Esse caso do italiano é exemplar por permitir traçar o perfil psicológico do chamado delator público – aquele que se empenha no exercício da delação amparado por leis. É um tipo similar ao que eu costumava chamar de “assassinos na legalidade” – aqueles cidadãos que, sentindo que alguém transgrediu alguma regra ou lei, aproveitavam para exercitar seus instintos mais animalescos contra o presumível culpado. No meu livro “O jornalismo dos anos 90″ descrevo vários casos em que o linchamento se fazia supostamente amparado pela legalidade – com leis ou o clamor das ruas fornecendo o salvo-conduto para o linchamento.
O italiano estava na piscina com a filha, a esposa e amigos. Foi delatado por um casal – que a televisão protegeu, não identificando, do mesmo modo como se protege a quem delata grandes criminosos.
Os delatores estavam escudados em uma causa legítima em si: o combate à pedofilia que assola as capitais do nordeste. Com essa bandeira sagrada, se viram no direito de emitir julgamento sobre as carícias que o pai fazia em sua filha de 8 anos. Não se tratava de nenhum ato oculto, dissimulado. O pai estava fazendo carinhos em um local público. Todas as testemunhas que assistiram não viram nenhum sinal de libidinagem. Prevaleceu o julgamento moral de dois deformados, que viram sinais de luxúria onde todos os demais viram sinais de carinho paterno, que apresentaram como prova dois beijos que o pai deu na filha no intervalo de 30 minutos.
Como prende-se uma pessoa, traumatiza-se sua filha, baseado em um julgamento moral de dois anônimos – que podem ser os deformados morais da história?
Pinçando o que saiu nos jornais, pinçando mesmo, porque nenhum teve a coragem de ir a fundo investigar as razões dessas testemunhas, fica claro o somatório de detalhes que alimentou seu preconceito: o pai é italiano; a mãe uma negra brasileira; a filha, uma mulata. De 8 anos. É impossível um pai branco ter carinho por uma filha mulata. O preconceito era contra a filha.
De nada adiantaram os atenuantes, de nada adiantaram as demais testemunhas negando terem visto qualquer ato malicioso. A malícia está na cabeça dos pervertidos. A juíza terceirizou o julgamento moral e permitiu a prisão do pai, permitiu que ele fosse arrancado do convívio da família e jogado num xadrez.
No Recife, os advogados tentaram um habeas corpus com um desembargador. Só poderia dar depois de consultada a juíza – que não trabalha no feriado. E uma criança traumatizada esperando o final da folga dos meritíssimos.
Alguns comentários, aqui no Blog, de pessoas estranhas, dão boa dimensão de como é moldado esse comportamento fascista, típico para estimular delatores.
Um deles garantiu que, se comprovado que não é pai biológico, a culpa estará provada. Outra se baseou na lógica monofásica: a pedofilia é praticada por estrangeiros; o pai é estrangeiro; logo, só pode ser pedófilo.
Não adianta o exercício da razão, a busca de evidências, o raciocínio em cima do que saiu. À priori é culpado. Como diz uma outra ET, nos comentários, melhor errar por excesso do que por falta de punição. Como se o excesso fosse virtude, e não um possível erro que penalizou fortemente uma família inteira.
No episódio Escola Base, uma mãe desequilibrada levou o filho para ser analisado por uma psicóloga irresponsável, que estimulou o menino a fantasiar episódios que não ocorreram. Nada aconteceu com os delatores.
Nesse episódio, muito provavelmente o italiano foi vítima de dois deformados morais. Nada acontecerá com eles. Porque delataram tendo como álibi a defesa de crianças contra pedófilos – mesmo que a pedofilia, no episódio, só existisse na sua imaginação.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
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23/03/2009 - 13:11
Tema relevante trazido pela Cristiane Lucchei, no Valor: quais as fontes para financiar novos projetos? No período pre-crise, o mercado era exageradamente criativo. Há que se discipliná-lo. Mas a criatividade fundamentada é essencial para criar ferramentas que ajudem na próxima etapa de investimentos.
Do Valor
Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
23/03/2009
O mercado busca fontes alternativas para financiar um total de mais de R$ 57 bilhões em projetos de concessões já licitadas no país em meio à maior crise de crédito da história. São R$ 10 bilhões para projetos de linhas de transmissão, R$ 20 bilhões para as duas grandes hidrelétricas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) e outros R$ 8,8 bilhões para estradas e o Rodoanel em São Paulo. Há mais de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões) necessários para a construção de 12 navios-sonda de perfuração de petróleo e plataformas semissubmersíveis que serão alugadas pela Petrobras.
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Energia, Negócios, Novo Modelo
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10/01/2009 - 17:12
Por Renata Nassif
O Blog está fervendo, temas polêmicos, paixões, religiões, guerras…
Para fazer um intervalo, deixo aqui uns versos do Romério Rômulo. Por um acaso, poema que ele dedicou a mim
eu faço poesia
porque a vida não basta
e preciso dividir mistérios.
incertos, os marimbondos vazios
me arrastam pela tarde.
o mel da manhã,fel em mim,
entope minhas veias.
quando os solavancos da palavra
vão redimir meu corpo?
quanto de mim é fogo
e terra?
sobram o hiato das pontes,os rios
degenerados. minha manhã dura
só faz o recomeço das coisas.
(para renata)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Poesia
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