14/09/2009 - 14:00
Por Marcos
É bom ler o Global Trends 2010 (clique aqui) e comparar com a situação atual.
E eles em 1997 estavam crentes de que estariam na crista da onda… Talvez seja a melhor fonte pra ver como eles se veem, e não como um palpite confiável pro futuro.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: 2010, Global Trends
24/08/2009 - 16:00
Por fscosta
Nassif,
Dei uma pausada nas noticias pra estudar alguns principios basicos da Ciencia Politica. Vou fazer isso mais vezes, visto que essa dinamica digital nos afasta do conhecimento basico e fundamental.
Algumas consideraçoes sobre o seu texto:
Legitimidade – Capacidade de exercer o poder sem o uso da força, atraves de um consenso de grande parte da sociedade. É a legalidade com valoração.
Nesse sentido, quem perde legitimidade (em grande parte) no processo é a mídia. O Governo pode ate ter perdido, mas vamos ver mais pra frente. Eu duvido.
Governabilidade – Como é um conceito dificil de se definir (qual o tamanho da maioria?) o Bobbio diz que é mais facil definir o que é a não-governabilidade.
Nesse sentido, o Lula está perdoado, pois basta se analisar a ausencia do Sarney na presidencia do Senado com um CPI explosiva instalada, pra saber que essa era a UNICA opçao.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, crise, eleições, Lula, Mídia
10/08/2009 - 09:51
A entrevista de Ciro Gomes, no Valor de hoje, mostra, primeiro, os ciúmes do político que julga não estar recebendo a devida atenção dos aliados. O que não impede de ser uma entrevista interessante – pelo que Ciro diz e pelo que suas declarações não dizem, mas sugerem.
1. O risco de Dilma concorrer aliada ao PMDB e, principalmente, governar com o PMDB. É um risco real, pelas razões que ele aponta.
2. Tenta comprovar que não há transferência de votos de presidente popular para seu candidato, dando como exemplo JK e Lott. Nada a ver com Lula e Dilma. JK terminou o governo impopular, devido ao aumento expressivo da inflação e às denúncias de corrupção na construção de Brasília. Sua imagem era a do tocador de obras: a de Lott, a de legalista sem jogo de cintura. Foi colocado para perder. Lula está atrelando a imagem de Dilma às obras de seu governo. Se vai ser bem sucedido ou não na transferência, são outros quinhentos. Mas a comparação com JK-Lott não se sustenta.
3. Sua avaliação sobre o pragmatismo de Lula é correta: “Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu”. Pode-se discutir se conseguiria resistir ao golpismo sem pragmatismo. Mas o preço pago foi esse mesmo.
4. A retórica de elogiar Lula e condenar o continuísmo faz parte do repertório de Aécio Neves também: vamos manter o que Lula fez de bom e melhorar. A retórica de Ciro é: como Dilma é continuísmo, ela só vai manter, não vai melhorar. Uma ginástica retórica forçada, a não ser na constatação de que, mantido o arco de alianças, Dilma será manietada. Aí o argumento ganha mais consistência.
5. A afirmação de que a candidatura Marina implode a de Dilma faz parte da estratégia muito adotada por economistas de traçar o mapa do caos se… Se não me ouvirem. É um óbvio exagero retórico.
6. Diz que a eleição de Dilma estará perdida se Serra se candidatar à reeleição em São Paulo e apoiar Aécio Neves para a presidência. De fato, é a hipótese mais temida em Brasília.
7. O elogio que faz a Serra, chamando-o de “grande governador” tem três objetivos. O primeiro, o de não confrontar a mídia que, em geral, o tem poupado. O segundo, sinalizar a Serra de que, se sair candidato, Ciro não o atrapalhará. Terceiro, o de tirar Lula do estado de soberba atual e abrir espaço para a capacidade de barganha política do PSB.
Do Valor Econômico
(…) Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições, Marina, Serra
02/08/2009 - 07:57
Do Último Segundo
Coluna Econômica – 02/08/2009
Para: Economia
Retranca: Coluna do Nassif
Data: 31/07/09
O futuro que se aproxima
Os próximos anos serão fundamentais para o Brasil. Pela primeira vez no pós-guerra abre-se a possibilidade de uma conjugação de crescimento econômico, novo posicionamento do país na economia global, mercado de consumo expandido (com a inclusão de novos consumidores), mercado de capitais maduro, modelos de gestão consolidados, grandes grupos com dimensão global, integração com América Latina, amplas obras de infra-estrutura à disposição do capital privado e o pré-sal coroando o modelo.
O país consegue chegar a uma posição privilegiada muito mais em decorrência da dinâmica interna de seu povo do que do planejamento de governo. Nem no governo FHC nem no de Lula houve uma visão estratégica que permitisse chegar onde chegou.
***
FHC teve o mérito de desenrolar alguns nós complicados – como os bancos estaduais, o endividamento dos estados, o modelo de agências reguladoras -, Lula avançou em passos importantes – redução do pesado endividamento herdado, consolidação de políticas sociais em escala nacional -, mas ainda são sementes plantadas.
Caberá ao próximo presidente a tarefa de comandar um país pronto para o grande vôo.
***
Algumas condições se farão necessárias. A mais importante será a capacidade de conciliação e de administração política do país – tarefas das quais tanto FHC quanto Lula se desincumbiram com maestria.
Agora o jogo será mais complexo devido às grandes mudanças tecnológicas ocorridas especialmente no campo da comunicação. A expansão da Internet, da banda larga e da informação digital, assim como os avanços da imprensa regional, romperam com a centralização da opinião pública.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Novo Modelo
Tags: 2010, Mídia, Novo Modelo
01/07/2009 - 10:53
Por Marcelo Mesquita
Tentando fazer uma análise não baseada em fatos passados mas em possibilidades de futuro, acrescento algumas perguntas às já levantadas:
- Algum partido terá o poder de perceber que os velhos caciques estão muito desgastados junto ao eleitor e abrirá espaço para uma nova liderança?
- Alguém conseguirá repetir o modelo de rede que sustentou a campanha de Obama?
- Alguma proposta de avanço econômico conseguirá convencer o eleitor brasileiro de que pode conviver com o modelo social do Bolsa Família?
- Conseguiria uma proposta nova obter um esquema de financiamento de campanha sem seguir os esquemas tradicionais baseados nas empreiteiras, bancos e fornecedores do Estado?
- Como obter avanço eleitoral contornando a grande mídia tradicional?
- Uma nova proposta nacional conseguiria sucesso sem alianças eleitorais nas eleições estaduais?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, eleições, Novo Modelo
01/07/2009 - 08:30
Por Andre Araujo
Fazendo um balanço deste interessante post e do bom equilibrio dos comentarios:
1.Não existe a menor possibilidade de traçar cenários definitivos sobre acontecimentos politicos que irão ocorrer daqui a um, dois ou cinco anos. A dinamica das variaveis que governam os eventos na politica são imprevisíveis e sempre foram em qualquer época e em qualquer Pais.
Um ano antes das ultims eleições americanas pouca gente fora dos EUA tinha jamais ouvido falar em Barack Obama. Uma leitura da extraordinaria série de Helio Silva sobre Historia do Brasil, um volume para cada ano desde 1930 a 1846 e depois volumes densos sobre a sequência de Vargas a 1964, demonstra que os observadores de então não podiam previar o encadeamento de fatos que compuseram a História politica brasileira nesse periodo que nos antecede. Fatos imponderáveis, crises repentinas, acidentes de percurso, tudo não se podia prever antes de acontecer.
2.É impressionante a ligeireza com que muita gente determina o futuro.
Dilma será candidata, terá condições de fazer a campanha? Contra quem? Serra será ou não candidato? E se não for? O que acontecerá com Aecio? E com Ciro? e com o Senado? São dezenas ou centenas de variáveis, umas interagindo sobre as outras. Nada é certo, garantido, visivel no horizonte.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, cenários
31/05/2009 - 10:57
Terceiro mandato não passa. Essa história toda visa, exclusivamente, passar para a opinião pública a ideia de que a doença de Dilma Rousseff inviabilizou sua candidatura. Todo esse alarido tem sido feito por setores de expressão contrários à Lula – e por aliados sem expressão.
De analistas de mercado – como Alexandre de Barros Siciliano - até poetas – como Ferreira Gullar – estão batendo nessa tese da inviabilidade trazida pela doença, antecipando-se ao próprio diagnóstico médico.
Leia no clipping (clique aqui).
1. Pesquisa da Folha de que a hipótese do terceiro mandato divide a população. Não se soubesse a lógica, se acreditaria em um surto de neolulismo.
2. Pesquisa sobre a volta da aprovação a Lula a níveis recordes.
3. Pesquisa mostrando que a distância entre Serra e Dilma caiu 8 pontos – de 30 para 22 pontos.
Aliás, poetas deveriam se proibir dessas incursões de senso comum na política. Não em função da política, que merece até coisa pior. Mas em defesa da sua própria poesia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, Lula, terceiro mandato
26/05/2009 - 08:14
Matéria do Valor sobre a dificuldade de se emplacar o Ministro da Educação Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo pelo PT (clique aqui).
Algumas informações de bastidores que ajudam a entender alguns posicionamentos:
1. No Palácio Bandeirantes, o Ministro de Lula mais criticado por José Serra é Haddad. Pode ser por conta daquele erro do Lula com os dados de analfabetismo em São Paulo. Pode ser pelo fato de Serra saber identificar bem quem são os adversários com peso.
2. No Palácio do Planalto, a maior torcida é para que Aécio Neves não se desincompatibilize do PSDB, dispute as prévias e perca para Serra. Por lá, se considera que, no decorrer da campanha, Aécio teria muito mais condições de surpreender que Serra.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, Aécio, Fernando Haddad, José Serra
22/05/2009 - 16:31
André Leite
Assim até minha avó pode ser colunista de política. Kenney Alencar anunciou com estardalhaço que Aécio tinha aceito ser vice de Serra num acordo costurado por FHC. Disse ele que o anúncio aconteceria perto de agosto e não haveria prévias no partido.
Aécio negou, FHC negou, todo mundo negou. Mas ele ainda tinha o benefício da dúvida, já que informou que o anúncio aconteceria daqui a dois meses.
Agora, na sua última coluna, diz que a publicação do acordo fez tudo mudar. Aécio vai seguir como pré-candidato até 2010, quando exigirá prévias no partido para que o candidato seja escolhido.
Resumindo, diga qualquer coisa a respeito de qualquer coisa. Uma semana depois diga que o fato de ter dito o que era segredo fez tudo mudar e que agora vale o que se dizia antes de você publicar sua coluna.
Segue abaixo trecho da coluna desta semana e o link para referência. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Aécio, Serra
21/05/2009 - 14:48
Por arkx
para seguir no rumo do desenvolvimento com inclusão social é preciso evitar que a pauta das eleições de 2010 seja capturadas pela infinita oposição binária e simplista entre lulistas e anti-lulistas.
é preciso trazer ao primeiro plano da agenda de 2010 um projeto estratégico nacional para o Brasil do seculo XXI, dentro da perspectiva aberta pela atual crise global.
o próprio destino parece conspirar neste sentidos, ao trazer para uma disputa que parecia estar definida entre Dilma e Serra o fator da incerteza e as questões da complexidade. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: 2010, plano estratégico
18/05/2009 - 12:37
Da Folha
Acordo aproxima Serra e Aécio para 2010
Coordenado pelo ex-presidente FHC, acerto de bastidores indica possibilidade de chapa única para a sucessão de Lula
Mineiro toparia ser vice em uma chapa só de tucanos; presidente do PSDB diz que acordo é possível, mas não vê disposição disso agora
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os dois potenciais candidatos do PSDB à Presidência fecharam um acordo informal em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, aceitaria ser vice do colega paulista José Serra na eleição de 2010.
Por ora, haverá negativas ao acerto, feito nos bastidores. A intenção é anunciá-lo em agosto ou setembro deste ano, eliminando as prévias.
Na última semana, Aécio manteve sua postulação pública à candidatura. Serra sempre diz que está preocupado em governar São Paulo e não em antecipar o debate eleitoral.
Segundo a Folha apurou, o principal articulador do entendimento foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que almoçou com Aécio em 13 de março, em São Paulo. O ex-presidente disse que uma divisão entre Serra e Aécio poderia levar o PSDB a ser derrotado pela provável candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Comentário
Segundo apurei, se o anúncio não for em setembro poderá ser em novembro. Mas também poderá não ser. Também há a possibilidade de Aécio deixar o PSDB e virar vice de Dilma Rousseff através do PMDB. Ou sair candidato ao Senado por Minas. Ou insistir em disputar as prévias.
Pode ter havido, também, uma reunião no Palácio em que podem ter falado não sei o que para não sei quem, combinando todos os detalhes. Para despistar, combinaram também negar tudo o que não foi dito.
Moral da história: notícia se faz com o veraz, não com o verossímil. Quem gosta de transformar o verossímil em fato é o nosso presidente do STF, Gilmar Mendes – conforme declarou na entrevista à Folha.
Por fscosta
Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte
Atualizada às 16h52
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), classificou nesta segunda-feira (18) de “invencionice” e de “grande piada” a hipótese de sair candidato como vice em uma chapa puro sangue encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), para disputar a eleição presidencial de 2010
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, Aécio, chapa, Dilma, Serra
17/05/2009 - 13:38
Por Marcos Doniseti
Nassif, parece que os tucanos conseguiram se unir para 2010. A questão é: o eleitor irá seguir fielmente os ’seus’ líderes ou irá votar por sua própria cabeça?
Aécio fecha acordo para ser vice de Serra
KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online
Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, fecharam um acordo para as eleições de 2010. O principal articulador foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo integrantes da cúpula do PSDB, esse entendimento deverá ser anunciado em agosto ou setembro, enterrando a possibilidade de uma prévia entre os dois potenciais candidatos ao Palácio do Planalto. Por ora, haverá negativas, mas, nos bastidores, o acerto foi concluído.
Serra lidera as pesquisas. E terá 68 anos em outubro de 2010. Será sua última tentativa de conquistar a Presidência. Ele precisa do apoio de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Sem Aécio, Serra se enfraqueceria. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Sem categoria
Tags: 2010, Aécio, Serra
06/05/2009 - 09:21
Vamos abrir no Portal Luís Nassif (clique aqui) uma agenda de discussões sobre as propostas relevantes para a campanha presidencial de 2010.
As sugestões deverão contemplar:
1. Temas não tratados pelo governo atual e anteriores.
2. Upgrades em políticas já em execução.
3. Compilação de temas já discutidos nos Fóruns do Portal.
4. Indicação de autores que estejam tratando de cada tema.
Clique aqui para ir ao tópico colocar suas observações.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: 2010, políticas públicas
16/04/2009 - 09:20
Maria Inês mostra como o argumento do PSB – de que o lançamento da candidatura Ciro Gomes poderia beneficiar a de Dilma – revelou-se um tiro no pé de José Serra em 2002, quando muitas candidaturas oposicionistas o prejudicaram.
Do Valor
Por Maria Inês Nassif
O argumento do PSB para bancar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2010, de que ela reforçaria, mais do que enfraqueceria, a candidata de Lula e do PT, Dilma Rousseff, é apenas uma aposta, ou um palpite, mas não é despropositado. O partido cita o que aconteceu nas eleições de 2006 em Pernambuco, quando dois candidatos oposicionistas ao governo, Eduardo Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), disputaram contra o governista Mendonça Filho (DEM), apoiado pelo popularíssimo governador que deixava o cargo, Jarbas Vasconcelos (PMDB), e fazia dobradinha com ele como candidato ao Senado. Se tivesse apenas um oponente na disputa, Mendonça Filho ganharia no primeiro turno. A soma dos votos dos dois oposicionistas tirou o Palácio das Princesas das mãos do favorito: ele teve que disputar um segundo turno com Campos, e perdeu. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições de 2002, Pernambuco, Serra
26/03/2009 - 11:56
Dois artigos importantes no Valor, para entender as estratégias que estão sendo montadas para 2010 (clique aqui)
Maria Inês Nassif analisa as implicações, para Dilma Rouseff e o PT, da adesão incondicional a Lula. Há o risco da candidatura ser afetada pela crise. Antes, diz Inês, o caos interno do PT era criativo, obrigando a uma disputa entre as diversas facções em torno de programas. O programa final de Lula era a síntese da dinâmica partidária.
Agora, há um projeto de poder que seria construção pessoal de Lula e do pragmatismo do PT – que cede por não ver possibilidade de vitória autônoma, que não dependa da popularidade do governo Lula.
É aí que entra o PMDB. “A aliança entre ambos parece se dar muito mais em função de um risco de “retrocesso” – que, no entendimento interno, seria perder o poder para o PSDB – do que em função de um projeto político comum”. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Aécio, Dilma, Serra
13/03/2009 - 11:13
Enquanto o Globo transforma desejos em fatos, os fatos conspiram contra os desejos da sua direção – e o jornal ignora.
No Estadão de hoje, duas notícias sobre a sucessão:
1. O PMDB de Minas Gerais aclamou Aécio Neves e quer que seja o candidato do partido a 2010.
2. O DEM, através de Rodrigo Maia, ameaça desembarcar da canoa de Serra.
Clique aqui.
Sem negar que já apoiou abertamente Serra, o presidente nacional do DEM, ˜deputado Rodrigo Maia (RJ), recuou. “A realidade que eu tinha naquele momento era uma, a que eu tenho hoje é outra. O governador Aécio Neves é de fato candidato a presidente da República”, afirmou, negando ter simplesmente mudado de ideia. “Não é que eu mudei de ideia, quem mudou de ideia foi o Aécio.”
Alguma surpresa? Só para quem analisa o jogo político como torcedor.
Assim como na economia, há uma defasagem entre os eventos políticos e as consequências. Assim como na economia, os movimentos de opinião pública são como ondas. Determinados candidatos sobem, atingem o seu pico, não tem consistência, seus fundamentos não são considerados sólidos, e entra-se na curva descendente. A arte da política – e do jornalismo – consiste em prever esses movimentos. Serra, que sempre teve muitas virtudes, sempre foi um amador para esse tipo de análise. E não existem partidos como melhor ˜feeling” para esses movimentos que o PMDB e, principalmente, o DEM. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: 2010, Aécio, José Serra, Mídia, Veja
13/03/2009 - 11:00
O Globo velho de guerra solta matéria com o título “Abalo na economia já atinge articulações para candidatura de Dilma em 2010″.
O verbo mostra efeitos no presente. A matéria é um conjunto de suposições óbvias sobre possíveis efeitos da crise no futuro.
Enterraram o defunto sem se certificar de que ele estava vivo. É uma manchete que expressa vontade, não o que a reportagem diz.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, crise, marolinha
13/03/2009 - 08:00
O governador José Serra comparece à inauguração de um conjunto habitacional do governo paulista. A imprensa cai em cima para fomentar a guerra. Serra comenta que o governo federal está entregando a propriedade das casas às mulheres, que são mais firmes e responsáveis que os maridos. Trata-se de uma constatação das políticas sociais que já foi empregada nos tempos de dona Ruth e incorporada no Bolsa Família.
Serra lembra que Mário Covas já fazia isso em seu tempo. Frase de Serra: “Eu acho ótimo. Não tem nenhuma concorrência. Na vida pública, a gente pega idéia dos outros. Não tem patente”.
Manchete do Estadão: “Planalto usa idéias do governo de SP, diz Serra”.
Para quem se vale dos serviços de Reinaldo Azevedo, Serra não tem nem como reclamar desse “esquentamento” da disputa.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, casas populares, Serra
13/02/2009 - 12:03
Hoje, no Valor, entrevista de Itamar Franco sobre Aécio Neves. Ontem conversei com um político mineiro muito ligado a Aécio.
A avaliação bate em parte com a de Itamar:
1.Aécio é muito habilidoso como político e tem amplo espaço para crescer.
2.No entanto, cometeu alguns erros iniciais primários. Um deles foi o de apostar as fichas no apoio de Geraldo Alckmin. Não tinha que se meter em São Paulo, nem Alckmin teria muito a acrescentar à sua candidatura. No fundo, parte relevante da disputa – mesmo dentro do PSDB – explorará uma certa mã vontade nacional contra o continuísmo de São Paulo.
3.Aécio não tem que sair do PSDB. Tem que disputar o voto internamente e confiar nas resistências que seu adversário José Serra enfrenta em setores do partido.
Aqui, trechos da excelente entrevista de Itamar a Paulo Totti, no Valor Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: 2010, Aécio, eleições, FHC, Itamar Franco
06/02/2009 - 13:35
Do Grupo de Mídia do Portal Luís Nassif
* Publicado por wedencley alves
O post de Claudia Trevisan foi publicado pela manhã. Era uma informação sobre a suposta propaganda da virtual candidata à presidência Dilma Rousseff numa revista americana. No portal, a chamada para o blog, apresentava uma foto que mostrava uma Dilma Rousseff serena, possivelmente, produzida na coletiva de quinta-feira, dia 05 de fevereiro, sobre os novos aportes financeiros do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.
Os editores do portal não ficaram satisfeitos com a foto, que mostrava uma Dilma Rousseff bastante tranquila. Ela poderia ficar bem demais na foto. A tarde, fizeram uma escolha “melhor”, num ângulo e num gestual em que Dilma aparece fazendo caretas.
Numa sequencia de fotos, é evidente que o gestual humano apresenta toda sorte de possibilidades para explorações maldosas ou dignificantes.
No jornalismo isto é bem conhecido. Escolhe-se a pior foto, se se quiser prejudicar a imagem do personagem. Foi o que aconteceu com o Estadão ontem, em seu portal. Durante o resto do dia e no dia seguinte, sexta-feira, pela manhã, a foto de Dilma foi exibida.
O truque editorial causou mal-estar para uma leitora mais crítica do blog, para quem a opção do Estadão foi indevida: “Trevisan, que falta de respeito com a Dilma essa foto. Tudo bem, se vc tem críticas à propaganda, faça-as, mas com respeito, sem baixaria”, protestou indignada a leitora, que assinou como Cíntia, de SP.
A jornalista Claudia Trevisan imediatamente negou que a foto tivesse sido escolhida por ela. “Quero esclarecer que a foto da ministra Dilma Rousseff que aparece na chamada para meu blog na primeira página do portal não foi escolhida por mim”.
Deixou os editores mal na foto. (continua)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: 2010, manipulação de fotos
16/01/2009 - 07:30
Fui fazer checkup ontem de manhã e acabei não lendo o artigo do Renato Janine Ribeiro, na Folha. Embora ele me critique indiretamente (o jornalista econômico que dizia que FHC não tinha apetite gerencial), concordo quase integralmente com o que ele escreve, sobre o papel do líder político e do gerente.
As diferenças entre o que pensamos são nuances, mas que fazem a diferença.
Para Janine – um dos melhores intelectuais brasileiros – cabe ao líder o papel de consolidar alianças, compor maiorias etc. E ao gerentão, debaixo dele, gerenciar. Conclui que Lula e FHC são os grandes líderes políticos contemporâneos, e José Serra e Dilma Rousseff são gerentes.
Concordo com a classificação. Só que líderes compõem alianças visando objetivos e metas e não a governabilidade em si. E objetivos e metas são alcançados no dia a dia da administração, na construção sistemática do futuro, na repetição permanente dos princípios. Especialmente em um governo presidencialista, os sistemas de poder são difusos, entre os MInistérios. Quem decide é o presidente. Daí que um governo depende do pique do presidente.
É nesse ponto que faltava a FHC a gana da transformação. Era um presidente que se contentava com muito pouco, um mercadismo que andava de forma inercial (em direção ao barranco), as privatizações (consolidando uma nova hegemonia econômica entre aliados), a desregulamentação, o embrião de algumas políticas sociais e alguns ensaios de gestão interministerial – nas mãos de dois bons gerentes, Clóvis Carvalho e Pedro Parente, mas com pouquíssimo empenho do presidente.
Lembro-me quando foi criada a Câmara do Comércio Exterior. Quando foi assumida pelo Ministério do Desenvolvimento, indaguei do Ministro Sérgio Amaral como conseguiria cobrar Ministros, do mesmo nível hierárquico dele. Sua resposta é que tinha o porrete, a proximidade do presidente. Garanto que nunca usou, porque faltava a FHC o apetite para avançar nas mudanças. Não pensava grande, como lhe cobrou Sérgio Motta na última carta. É a isso que chamo de falta de apetite gerencial, não ao gerenciamento do governo em si.
Juscelino era um caos orçamentário e administrativo. Mas era um bólido, empurrando o governo com sua vontade. Getúlio Vargas foi o maior estadista do século (pelo conjunto de transformações pelas quais foi responsável). A consulta aos seus arquivos mostra um governante permanentemente às voltas com questões concretas, desde a montagem de alianças (e havia, mesmo no Estado Novo), até discussões para a implantação de indústrias, negociações diplomáticas, acordos financeiros.
FHC nunca teve esse ânimo. Lula passou a ter a partir do segundo semestre de 2006, quando esteve prestes a sofrer o impeachment. Desde então, ganhou pique, ajudado pela implantação de modelos gerenciais e de acompanhamento mais eficientes, ainda que embrionários.
Mas concordo integralmente com Janine quanto à sucessão: ser gerente não é condição necessária, nem suficiente. E, até agora, não apareceram candidatos a sucessores à altura de FHC e Lula.
Abaixo, a íntegra do artigo. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: 2010, sucessão
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