Arquivo da Categoria Universidade
21/11/2009 - 11:42
Por Vander Fagundes
Nassif, saiu uma matéria interessante no portal R7. O novo reitor da USP, Grandino Rodas, diz que a USP precisa de verbas do BNDES e da iniciativa privada. É uma boa oportunidade para discussão sobre medidas de melhoria e gestão nas universidades públicas, fomento às pesquisas, fundações de apoio, salário dos professores e o grande comprometimento do orçamento com o funcionalismo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: BNDES, Grandino Rodas, setor privado, USP
13/11/2009 - 10:35
Por João Vergílio G. Cuter
Esqueçam programas, propostas, e tudo mais. A escolha do governador José Serra levou em conta um único dado: o enfrentamento da greve de estudantes, professores e funcionários da USP no ano que vem. Ela é tão certa quanto o Natal e a Páscoa. E esqueçam também as motivações para essa greve. Na hora H, elas surgirão, sem nem sequer deixar transparecer um mínimo de cuidado na escolha da pauta de reivindicações. Uma universidade que já fez greve contra o ensino à distância pode fazê-la contra literalmente qualquer coisa. De mais a mais, não há por que se esmerar na elaboração da pauta, se a motivação real é outra. Tratar-se-á pura e simplesmente de desgastar o governador José Serra em ano eleitoral. A desculpa é o que menos importa.
As associações de funcionários e professores, dominadas por minorias ultra-radicais, unem-se ao DCE para encenar, todos os anos, um enredo bem conhecido. A greve é extraída a fórceps, em assembléias manipuladas pela força de apitaços, cadeiraços e barreiras humanas que inviabilizam as aulas por uma semana. Depois de vir à universidade à toa no primeiro e no segundo dia, os estudantes concluem que o melhor é ficar em casa e esperar que as coisas se acalmem.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Universidade
Tags: Grandino Rosa, invasão, José Serra, USP
07/11/2009 - 14:00
Por Mario Abramo
Caros,
Trechinho da entrevista com o Mário Schemberg(Publicada em julho/agosto de 1984) que se não me engano o Cherubine postou há algum tempo:
“O sistema atual não visa estimular a criatividade do aluno, mas sim a sua produção. Aliás, tive uma experiência interessante quando estive nos Estados Unidos em 1940, trabalhando com o professor George Gamow. Era um russo de formação européia, tinha horror à Universidade norte-americana, e me preveniu; não vá muito à universidade daqui, não é recomendável, pois a pessoa é promovida pelo peso de suas publicações, e não pelo seu peso científico. Achava que isso se devia ao fato de serem, em geral, universidades particulares, e que os boards of trustees, formados por homens de negócio, cultivavam a idéia de produção sem pensar na qualidade. O critério para promoção, para a renovação de contrato, era o número de trabalhos. Esse critério qualitativo foi introduzido no Brasil pela reforma universitária que, como se sabe, é conseqüência do acordo MEC-USAID. Um físico americano famoso fez uma defesa da universidade nos EUA dizendo que o país tinha necessidade de formar 50.000 engenheiros por ano, não necessariamente os melhores do mundo, para manter o desenvolvimento industrial. Quando queriam alguém de grande capacidade, contratavam na Inglaterra, onde a organização universitária permitia formar, por ano, os duzentos melhores engenheiros do mundo. Essa era a filosofia dominante: aplicavam no ensino os métodos industriais. Esse sistema foi transplantado para cá, fazendo tábua rasa de toda uma tradição universitária brasileira que já existia e que talvez fosse mais adaptada ao Brasil do que aquela que foi instituída. Estou convencido de que a Universidade de hoje é uma instituição em vias de desaparecer. Ou então será uma coisa inteiramente diferente. Terá que ser reformulada, repensada, certos objetivos deverão ser redefinidos.”
http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/txt.php?id=71
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Universidade
Tags: academia, CAPES, Educação, Mário Schenberg
01/11/2009 - 14:51
O Instituto de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) praticamente foi o pioneiro do estudo da nanotecnologia no Brasil.
Sob o comando de Marcos Pimenta, há uma equipe de cem pesquisadores com renome internacional. Não bastasse o fato de ser belo violonista de choro e sobrinho do grande Aluizio Pimenta, Marcos tornou-se referência mundial no assunto.
Recetemente, o Blog divulgou dados de pesquisa sobre cimento, da equipe do Marcos.
Bom, com o pré-sal a nanotecnologia ganha relevância ainda maior. Será montada uma fábrica para equipamentos especiais, visando a exploração em águas profundas, toda baseada em nanotecnologia.
Ocorre que há movimentos fortes junto à Petrobras e ao Inmetro para que a fábrica fique no Rio de Janeiro.
O Rio já receberá a maior parte do investimento do pré-sal. Portanto, a fábrica de nanotecnologia não fará gde diferença para o estado.
A Petrobras já possui convênios com universidades relevantes. Com o Coppe, conseguiu desenvolver grupos de excelência mundial em águas profundas.
Minas e a UFMG merecem que essa fábrica fique no estado e que a parceria da Petrobras com a Universidade ajude a impulsionar uma área de ponta, onde o país terá todas as condições de desenvolver sua própria tecnologia.
Mas se a mineirada não começar a se movimentar, perderão o jogo.
Aliás, uma bela oportunidade para a Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff reafimar sua mineiridade.
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Universidade
Tags: Instituto de Física, Marcos Pimenta, nanotecnologia. UFMG
25/10/2009 - 14:00
Por Marcos Doniseti
Nassif, olha só o talento e a criatividade dos brasileiros contribuindo para combater os efeitos do aquecimento global.
Notícia:
Da Folha
Dois químicos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se uniram a uma empresa para dar um drible no risco representado pelo dióxido de carbono, gás que é o principal responsável pelo aquecimento global. Esferas de cerâmica desenvolvidas pela dupla têm potencial para filtrar a substância nas chaminés das fábricas e transformá-la em insumo industrial, dizem eles.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: CO2, Tecnologia, UFMG
15/10/2009 - 07:00
Por José Antonio
O Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentou, nesta quarta-feira, o primeiro avião brasileiro com capacidade para voar na classe ilimitada, a categoria mais elevada das competições internacionais de acrobacias aéreas.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Tecnologia, Universidade
Tags: CEA, Centro de Estudos Aeronáuticos, UFMG
14/10/2009 - 09:48
Por Adriana
A UFABC (Universidado ABC) de Federal teve seu projeto pedagógico elogiado pela BBC e o Le Monde (e repercutido em rodapé no site do Estadão):
É um tema interessante para discutir os rumos da tecnologia, educação e pesquisa universitária.
Aqui no ABC, um dos frutos que ela já está rendendo é a instalação de um pólo tecnológico,que certamente vai ajudar a região a sair do caos pós-desindustrialização dos anos 90.
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Estadão/Le Monde
Da BBC Brasil
‘Le Monde’: Lula inventa universidade do século 21
Jornal publica reportagem elogiosa sobre o Brasil em caderno especial sobre educação.
De Paris para a BBC Brasil – Na edição desta quarta-feira, o jornal francês Le Monde publica uma elogiosa reportagem sobre educação no Brasil nesta quarta-feira, na qual afirma que, com sua política para a área, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “inventa a universidade brasileira do século 21″.
Em um caderno especial sobre educação, o correspondente do jornal em São Paulo, Philippe Jacqué, afirma que o presidente Lula deu “um sopro de oxigênio ao ensino superior” e multiplicou, desde 2002, planos para dinamizar as universidades do país.
O Le Monde cita como exemplos a Universidade Federal do ABC, em São Paulo, criada em 2005, para “formar os engenheiros do futuro” e as inovações da Universidade Federal do ABC, “na zona operária onde Lula começou sua carreira”.
“O governo federal não economizou na Universidade ABC. Meio bilhão de euros foi injetado. Desde 2005, pelo menos 280 professores foram contratados, todos titulares de um doutorado”.
‘Reformulação total’
O Le Monde afirma também que a equipe jovem de professores, com idade média de 35 anos, corresponde ao desejo de reformular totalmente o modelo universitário brasileiro.
“Na Universidade ABC, não há departamentos de disciplinas, mas centros de pesquisas multidisciplinares para facilitar a cooperação”.
Outra inovação da Universidade ABC, segundo o diário francês, é a criação de 300 bolsas de iniciação à pesquisa por ano.
O jornal afirma ainda que o presidente Lula desenvolveu instrumentos para facilitar o acesso ao ensino universitário.
“Com apenas 4,9 milhões de universitários (16% dos brasileiros entre 18 e 24 anos), o país não soube até o momento democratizar o seu ensino superior”, escreve o Le Monde, afirmando que é a classe média alta, em grande maioria, que tem acesso às 200 instituições de ensino superior público e gratuito.
O jornal lembra que o sistema universitário brasileiro, “seletivo”, favorece alunos com maior poder aquisitivo, que são mais bem preparados porque puderam estudar nas melhores e mais caras escolas privadas. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: ABC, Le Monde, Universidade
08/10/2009 - 09:22
Por Marcos Oliveira
Depois do IDH, mais um índice para lembrar-nos que ainda temos muito chão pela frente para ser a “potência mundial’ que alguns dizem que somos: no ranking das 200 melhores universidades do mundo, não há sequer uma do Brasil:
http://www.timeshighereducation.co.uk/Rankings2009-Top200.html
Note-se que, para quem gosta do termo BRIC, nós somos o único dos países da sigla que não tem representantes na lista. Além disso, vários outros países emergentes estão representados (México, Tailândia, Malásia, África do Sul …). Será que eles esqueceram do Brasil ou estamos tão mal mesmo ?
Quem sabe os comentaristas do blog que estão no meio acadêmico poderiam esclarecer a verdade …
Por Luis Andre Andrade
Existe varios ranking sobre faculdades num deles o Webometrics Ranking Web of World Universities a USP ficou em 38, sendo a 1 da america latina e a 6 no mundo, sem levar em conta as universidades americanas
Esse ranking está relacionado a qualidade/quantidade de pesquisas cientificas na internet
Vai o link ai
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/08/31/ult105u8617.jhtm
E outro ranking o Ranking of World Repositories Top 300 Institutions ficou em 78 lugar, um crescimento de 22 posições em relação ao an anterior. Esse instituto leva em conta a produção cientifica.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: ranking, Universidades
28/08/2009 - 14:00
Por Eduardo David
Quando, em 1852, o futuro barão de Mauá encomendou sua locomotiva a vapor número 1 (mais valiosa peça do acervo histórico ferroviário) para operar o primeiro trecho ferroviário do Brasil ela já era uma peça de museu. Desde 1837 já existiam as locomotivas do tipo American, que depois se tornaram o padrão.
Existem vários exemplos na história ferroviária brasileira que mostra que estamos sempre comprando tecnologia defasada. Sempre no apagar das luzes dos governos se fazem licitações apressadas, porque o melhor negócio não é a obra, mas a concessão da obra, que é um papel que se valoriza com o tempo e, no momento certo, é comercializado.
Mas é difícil quebrar paradigmas tecnológicos. Foi assim com a máquina de datilografia, com a câmara digital.
A levitação magnética quebra paradigmas. Vai chegar, por suas vantagens técnicas sobre a tecnologia roda-trilho. O Brasil corre risco que perder uma grande chance.
Faço parte da equipe de desenvolvimento do projeto Maglev-Cobra na UFRJ e voltei ano passado de um pós-doutorado na Alemanha. O prof. Richard, que deu entrevista no jornal O Estado de São Paulo, apresentou muito mais justificativas, que não foram publicadas. Já foi convidado para fazer parte de banca de doutorado na Alemanha de pessoas que trabalham na Transrapid. Portanto conhece profundamente a tecnologia. Se, por falta de espaço na grande imprensa, não foi bem compreendido, os leitores poderão consultá-lo diretamente: richard@dee.ufrj.br
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Tecnologia, Universidade
Tags: levitação, Maglev-Cobra, trem
15/08/2009 - 09:37
Por Roberto São Pulo/SP
Técnica acelera e barateia produção de biodiesel
Agência USP de Notícias,
Pesquisadores da USP desenvolveram uma técnica para transformar em biodiesel óleos vegetais já danificados pelo processo de fritura e a borra de soja, um resíduo da indústria de óleo alimentício. A técnica reduz o tempo da reação química de 24 horas para 30 minutos e barateia o processo. O segredo foi usar um catalisador diferente na reação, feito com os metais Cobre e Vanádio……………
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: diesel, óleo de cozinha, USP
03/08/2009 - 09:36
Anos atrás, um grupo de notáveis tentou mudar os critérios de escolha de reitor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Defendiam sistemas de avaliação, busca da excelência e questionavam o democratismo das eleições. Defendiam a Universidade como um local de excelência, na qual o critério fundamental fosse o da meritocracia.
Agora, um grupo de professores da USP abere o debate. Um deles, o Renato Janine Ribeiro, participou da CAPES, onde instituiu discussões profícuas sobre novos sistemas de avaliação da produção acadêmica.
É uma boa discussão. Boa, aliás, é pouco: é uma das discussões essenciais para a construção de um país mais dinâmico e moderno.
Participe do grupo de discussão sobre a universidade pública
Da Folha
Grupo de professores cobra mudança na USP
Manifesto exorta docentes a participarem mais do processo de sucessão reitoral na universidade, que se inicia agora
Movimento aponta a necessidade de a USP se modernizar e propõe fim do colégio eleitoral do segundo turno na escolha do reitor
HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS
Um grupo de sete notáveis da USP está lançando um manifesto em que cobra alterações estruturais na universidade e exorta professores a participarem mais do processo de sucessão reitoral, que se inicia agora.
A íntegra do documento -intitulado “A USP precisa mudar”- pode ser consultada em www.folha.com.br/092141. Os nomes e os minicurrículos dos sete signatários do texto estão no quadro abaixo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: eleição, mudança, USP
17/07/2009 - 11:53
Por paulo
Pesquisa industrial
17/7/2009
Por Thiago Romero, de Manaus
Agência FAPESP – O Brasil tem duas opções quando o assunto é fazer com que o conhecimento acadêmico dê origem a produtos e processos que gerem riqueza ao país e benefícios à sociedade: gastar bilhões em estudos científicos sem grandes resultados concretos ou criar e executar programas em que a pesquisa seja o instrumento do desenvolvimento e a ferramenta da competitividade empresarial.
A afirmação, de Fernando Galembeck, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi feita durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Manaus, na mesa-redonda “A pesquisa científica e a indústria”.
“Temos hoje, no Brasil, oportunidades enormes para inovar e transferir conhecimento da academia para o setor produtivo, a começar pelo papel de liderança que o país tem atualmente na transição global para a era do pós-petróleo, que será em grande parte substituído pela biomassa”, disse.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Tecnologia, Universidade
Tags: Tecnologia, Universidade
12/06/2009 - 09:39
Vamos pegar a deixa do João Vergílio e começar a discutir seriamente a USP. Colocarei algumas premissas, para tentar organizar um pouco a pauta.
Elemento 1 – a missão da Universidade.
Nos anos 90 houve grande discussão. De um lado, os que achavam que a Universidade deveria atender o mercado; do outro, os que consideravam que o único compromisso era com a ciência. E, para cumprir essa missão, o pesquisador deveria ficar solto, sem se amarrar a metas e avaliações.
Em um estudo clássico, o então reitor da UNICAMP, Britto Cruz, colocou a discussão nos devidos termos. O papel da Universidade é formar alunos e fazer ciência, prospectar as fronteiras do conhecimento. Aqueles alunos com vocação empreendedora, com tendência a desenvolver tecnologia, deveriam ser estimulados a montar sua empresa (as incubadoras), registrar suas patentes e ser colocado em contato com empresas. Escritórios de patentes foram criados na UNICAMP e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo, Universidade
Tags: deparamentos, Gestão, Universidade
11/06/2009 - 09:18
O João Vergílio, corajosamente, expõe um tema que merece ampla discussão: o uso reiterado dos piquetes na Universidade e o desafio da legitimação das teses, sem o emprego da violência.
Vamos abrir uma discussão entre iguais aqui, com argumentos de ambos os lados e respeitando o contraditório. Aqui, não se está no terreno dos inimigos da Universidade pública, mas de seus defensores. Pautemos a discussão por esse prisma fundamental: o que é melhor para legitimar a grande USP.
Por João Vergílio
Agora que o pior já passou, é hora de nos sentarmos todos – professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo – para fazermos uma reflexão a respeito dos gravíssimos incidentes ocorridos no campus durante a semana. O lugar por excelência da palavra foi invadido pela força bruta. Há algo de profundamente errado nisso tudo, e precisamos deixar de lado por um momento as paixões políticas e os partidarismos para buscarmos um solo comum onde todos possam se reconhecer.
Sei que é facílimo, num momento como este, refugiar-se na crítica à reitora. Sua situação não poderia ser mais frágil. Comprou briga com a “direita” quando não chamou a polícia, e agora comprou briga com a “esquerda”, ao chamá-la. Foi inábil? Talvez tenha sido, não sei. Um juízo depende, neste caso, do acompanhamento miúdo das negociações, e da consideração cuidadosa das opções disponíveis. Evitarei, por isso, este discurso fácil. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: greve, piquete, USP
11/06/2009 - 08:28
Importante informação na Folha, sobre a criação em Campinas de um centro de pesquisas de etanol celulósico, a aposta maior dos grandes países para competir com o etanol de cana.
Da Folha
Brasil terá centro para álcool de celulose
Instituto de pesquisa a ser inaugurado em setembro tem investimento de R$ 69 milhões; objetivo é concorrer com EUA
Instalação em Campinas é a segunda do gênero no país; a primeira, inaugurada em 2004, em Piracicaba, está fechada “para reforma”
EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL
O Brasil deve iniciar neste ano um esforço para não perder a corrida dos biocombustíveis do futuro. Em setembro, começa a funcionar em Campinas (interior paulista) o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, um instituto dedicado a pesquisar formas de obter o máximo de energia da celulose das plantas.
A corrida pelo álcool de segunda geração vem sendo liderada pelos EUA, que investem maciçamente nessa linha de pesquisa. O objetivo é tornar o álcool de celulose comercialmente viável num prazo curto -menos de dez anos.
Isso permitirá transformar em combustível matérias-primas que hoje vão para o lixo, como a palha de cana, ou, no caso americano, um capim chamado “switchgrass” e também a palha do milho.
O investimento inicial do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) no projeto brasileiro é de R$ 69 milhões. Para comparação, os Estados Unidos vão investir US$ 1 bilhão em nove refinarias do tipo, entre 2008 e 2013.
Continua (copie e cole o link: http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRl1SgoQypWS-Jwk)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Energia, Tecnologia, Universidade
Tags: Campinas, etanol celulósico, MCT
08/06/2009 - 10:50
Por Alexandre
Nassif,
Não estamos prontos para ter essa discussão. Verdade seja dita: ninguém liga para a classe média no Brasil, não a classe média elevada à esta condição pela subida do salário mínimo, a classe média de professores universitários, trabalhadores especializados e profissionais liberais. Já li algum dia que a classe média era a mola propulsora da economia: a classe alta não era suficientemente numerosa nem a classe baixa teria renda suficiente para isso.
Para quem acha que o Governo Lula aliviou ou resolveu esse problema, sugiro o artigo do Professor Marcio Pochmann (acima de qualquer suspeita de ser oposicionista, creio) “Desemprego estrutural no Brasil e a anomalia da fuga de cérebros”, onde ele deixa claro o agravamento da situação. Enquanto China e Índia estão penando para formar e (bem) empregar milhares de cientistas e engenheiros, o Brasil se dá ao luxo de desperdiça-los.
Eu, Mestre em Engenharia da Computação jamais encontrei um emprego condizente com meu nível de formação, mas tenho uma renda razoável. Minha noiva, Mestre em Biologia, simplesmente nunca encontrou nenhuma vaga (por vaga, leia-se emprego, não bolsa ou qualquer coisa assim) que pagasse mais de 600 reais. Por enquanto, ela desistiu de exercer sua profissão e ocupa um cargo de nível médio no MP-SP onde ganha 3 vezes mais.
A solução definitiva? Nós estamos emigrando para o Canadá. Como disse um colega nosso (que já está lá): cansei de tentar mudar o mundo, decidi mudar de mundo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Universidade
Tags: bolsas, classe média, fuga de cérebros
05/06/2009 - 17:25
Por Legal
O problema da USP a meu ver se resolve com duas coisas: gestao e policia.
A Policia deveria ser chamada pra levar embora os tres tipos mais nefastos do campus:
1- O pessoal das fundacoes que privatizam os ganhos e socializam as deespesas;
2- O pessoal que vende drogas no campus, DESCARADAMENTE.
3- Os alunos profissionais que vao la so pra incitar movimento A ou B e “dedurar” as pessoas. Tem um tanto. Muitos dos quais, em outros lugares, ja estariam jubilidos.
Agora a Gestao. A USP e uma universidade tradicional no sentido de que forma profissionais liberais e faz pesquisa cientifica. Algumas de alto nivel e outras “ma o meno”.
Falta um certo “senso de realidade” a universidade. Vamos aos fatos: Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: discussão, USP
12/04/2009 - 09:44
Que tal os cientistas do Blog ajudarem a compor um belo post em homenagem ao nosso maior cientista, Carlos Chagas. Até para questionar se ele, de fato, foi o maior.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags:
12/04/2009 - 07:00
Por Ivan
Nassif.
O tema é fascinante. A menção à PUC afasta qualquer dúvida, parece-me, quanto à seriedade da pesquisadora.
Sugiro que o Blog abra espaço para o debate.
Do NovaE
Manoel Fernandes Neto
O assunto não tem nada a ver com religião, apesar de falar de vida após a morte. Sonia Rinaldi há mais de 20 anos pesquisa o assunto e prepara-se para um desafio hercúleo: levar para um ambiente totalmente cético algo que comumente é tratado com crença. Ela vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Transcomunicação: Interconectividade entre Múltiplas Realidades e a Convergência de Ciências para a Comprovação Científica da Comunicabilidade Interplanos”, com a qual pretende comprovar que após a morte do corpo físico a consciência sobrevive. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: reencarnação
04/04/2009 - 09:55
Dos anos 40 para cá, a ciência brasileira avançou em três frentes principais: a biogenética, a energia atômica, a pesquisa sobre agricultura tropical. Nos três campos, estava a mão da Fundação Rockefeller.
Na biogenética, Clodowaldo Pavan teve papel essencial, como dos principais discípulos de André Dreyfus, o fundador do Departamento de Genética da USP.
Estou procurando artigo que escrevi anos atrás, falando da importância de Dreyfus e do pessoal da Fundação Rockefeller, que nos anos 40 trouxe para o Brasil Theodosius Dobzhansky, considerado na época dos maiores biólogos do mundo.
Morto ontem, Pawan era dos últimos sobreviventes desse período heróico.
Clique aqui para ler se perfiol na Folha.
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Universidade
Tags: Clodowaldo Pavan, Dreyfus, FUndação Rockefeller, genética
18/02/2009 - 07:30
Por Ronaldo
Prezado,
A redefinição do papel das fundações terá conseqüências importantes na atuação das universidades federais. Essa é uma questão que atinge desde um professor que faz um pequeno projeto de consultoria, ou dá um aula em um curso de especialização, até poderosas instituições como a COPPE.
Vale a pena acompanhar o assunto.
Abaixo segue uma nota tirada do portal do TCU.
“12/02/2009 13:14) Governo cria grupo de trabalho para melhorar ensino superior
O governo federal criou grupo de trabalho interministerial para propor soluções para o aprimoramento do ensino superior. A medida atende a determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que realizou auditoria em 16 universidades federais, em todo o território nacional, para verificar o relacionamento com suas fundações de apoio.
O objetivo da auditoria foi identificar problemas estruturais e oferecer sugestões para o aperfeiçoamento do sistema de ensino superior no Brasil. O TCU constatou que as fundações de apoio não têm cumprido com sua função de auxiliar as ações das universidades em ensino, pesquisa e extensão. O tribunal verificou, também, que parte dos recursos transferidos às fundações pelas universidades não são utilizados de acordo com as normas legais.
Com base nos resultados do trabalho, o TCU determinou ao governo federal que adote medidas para garantir a transferência regular de verbas para projetos educacionais e de pesquisa. O tribunal determinou, ainda, que seja criada nova norma para regular o financiamento do ensino superior.
O grupo de trabalho interministerial tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos. É constituído por representantes dos ministérios da Educação, do Planejamento e da Ciência Tecnologia, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes).”
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: Fundações, Universidade
11/01/2009 - 16:56
Da Folha
TENDÊNCIAS/DEBATES
Universidade: perversões da autonomia
NAOMAR DE ALMEIDA FILHO
A RIGOR , o termo autonomia significa capacidade de definir as próprias normas. Em uso corrente, inclui o sentido de autarquia ou capacidade de autogoverno.
Para avaliar objetivamente a questão da autonomia universitária, consideremos dois planos articulados: administrativo e acadêmico.
No plano administrativo, as universidades federais encontram-se travadas por aparato normativo que compromete tanto a missão acadêmica de formar com qualidade quanto o dever de buscar eficiência e economicidade como instituição pública.
Rápidos exemplos triviais. Para atividades de ensino e pesquisa, precisamos de bens de melhor qualidade e serviços mais criativos, pertinentes e competentes, quase nunca baratos.
Porém, segundo a lei de licitações, somos obrigados a contratar pelo menor preço.
Na UFBA (Universidade Federal da Bahia), seis meses de conta de água bastariam para substituir todo o obsoleto sistema hidráulico dos campi, reduzindo o consumo em até 40%.
Não obstante, é proibido mudar rubricas de custeio porque o Orçamento da União é prefixado.
Em qualquer caso, inútil economizar, porque todo o montante poupado tem de ser, ao final do exercício, recolhido ao Tesouro Nacional.
Diligentemente, órgãos de controle externo nos têm auditado. O TCU (Tribunal de Contas da União), aplicando a lei, tem punido dirigentes universitários por irregularidades supostas em procedimentos que, o mais das vezes, visam a viabilizar a gestão universitária.
No plano acadêmico, a universidade se engana, e aparentemente gosta, ao pretender-se autônoma. De fato, longe estamos da mítica autonomia universitária.
Submetidos à crescente judicialização da sociedade, concursos docentes, processos seletivos, transferências e matrículas obedecem a leis e regras mais cartoriais que acadêmicas.
Projetos pedagógicos seguem, na minúcia, diretrizes curriculares estabelecidas por órgãos externos de regulação, influenciados por interesses corporativos e mercadológicos.
Linhas de pesquisa contemplam prioridades definidas por agências de fomento; programas de extensão respondem a demandas ou determinações de organismos governamentais, não-governamentais e empresariais.
A autonomia universitária nos é garantida pelo artigo 207 da Constituição Federal. Então, por que não recebemos orçamento global, definido por metas e planos?
Por que nosso quadro docente e de servidores obedece a regras do serviço público, quiçá adequadas a repartições burocráticas, porém flagrantemente contraditórias com o mandato da inovação acadêmica?
Por que nossos conselhos de gestão não têm autonomia para gerir patrimônio, custeio e receita?
Por que nossos conselhos acadêmicos têm que seguir diretrizes e regulamentos de corporações e conselhos?
Por que nossos conselhos curadores, reforçados com representação da sociedade, não poderiam fiscalizar operação, orçamentos e prestações de contas?
Por que povo e governo não nos cobram transparência, competência, desempenho e qualidade em vez de mera capacidade de seguir regras de controle e normas burocráticas?
O conceito de autonomia da universidade articula meios e fins. Como sua missão é socialmente referenciada, penso que a autonomia dos fins deve ser relativa, com participação e controle social na definição de metas e finalidades. Porém, para cumprir de modo competente seu mandato histórico, a universidade precisa gerir processos institucionais com autonomia plena dos meios.
A universidade brasileira perverte o conceito de autonomia. Onde precisa, não exerce autonomia, pois, em seu cotidiano, a gestão dos meios segue pautas extrainstitucionais e obedece a marcos heterônomos.
Entretanto, docentes e dirigentes reivindicam autonomia dos fins. Tal posição tem justificado, por exemplo, rechaçar políticas de ações afirmativas e inclusão social, o que pouco contribui para tornar mais justa a sociedade que abriga, sustenta e legitima a universidade.
Na atual conjuntura nacional, rica em oportunidades e desafios, pode a defesa da autonomia justificar conservadorismo social, imobilismo institucional e ranço acadêmico? Penso que não.
Immanuel Kant, propondo destradicionalizar a universidade mediante experimentação de novas formas de pensar e agir, propôs a audácia como consigna da autonomia universitária.
Seguindo o grande filósofo, defendo o conceito de autonomia somente como ousadia histórica, jamais para manter a velha universidade elitista, alienada e anacrônica, sempre para transformar e reinventar a vida.
NAOMAR DE ALMEIDA FILHO, 56, doutor em epidemiologia, pesquisador do CNPq, é professor titular do Instituto de Saúde Coletiva e reitor da UFBA (Universidade Federal da Bahia).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
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